sábado, junho 30, 2007


Como a revista O PAVIO começou a fazer muito sucesso, começamos a ter problemas com a fila de pessoas querendo colaborar com a revista, que muitas vezes não nos deixavam fazer nada. Assim, elaboramos uma carta aos pretensos colaboradores, que quiserem enviar textos para a revista (isso vale para você também, ok?). Aí vai:

Caros colaboradores,

Ficamos muito felizes com seu interesse em colaborar com a revista O PAVIO, mas antes de embarcar nessa roubada, é importante que você saiba de algumas coisas:

1 – Nosso público-alvo são adolescentes universitários ou pré-universitários. Textos jornalísticos devem ser de assuntos de interesse desse público.
2 - A revista O PAVIO tem uma linguagem própria que não é necessariamente a linguagem padrão-formal. Os textos devem refletir o que se fala nas ruas, as gírias, as expressões regionais, ou seja, deve parecer uma conversa com o leitor.
3 – A linguagem da revista passa pelo aspecto visual. Ao invés de fotos, damos preferência a ilustrações e charges.
4 – Textos literários devem ser preferencialmente crônicas humorísticas. Textos curtos e com linguagem ágil.
5 – Há situações em que determinados temas não podem ser tratados de forma engraçada. Nesse caso, faça com que não fique excessivamente pesado, usando textos curtos.
6 – A revista O PAVIO é também um laboratório de jornalismo, de modo que não procuramos seguir o jornalismo convencial. Estilos diferenciados, como o gonzo jornalismo e o novo jornalismo são muito bem-vindos.
7 – Não se auto-censure ao escrever. Deixe que o editor censura você.
8 – Os limites são limites éticos. Não queremos ser processados.
9 – Revise seu texto e só o entregue depois que ele estiver ok. Já tivemos caso em que foi publicada a versão errada de um texto. Portanto, entregue só depois de ter certeza de que é isso mesmo que você deseja.
10 – Não se leve muito a sério. Aqui ninguém se leva a muito a sério e esse é por isso que conseguimos tirar sarro até de nós mesmos.
11 – Divirta-se ao escrever. Se você não se diverte, o leitor não irá se divertir ao ler.

Se depois de ler tudo, você ainda quer embarcar, avise-nos com antecedência sobre o tipo de texto e assunto para que possamos colocar na programação da revista.
Como escrevi o verbete metodlogia científica da Wikipédia, não resisti e fiz uma versão humorística do mesmo artigo na Desinclopédia.

Todos sabem que sou fã da Wikipédia, mas eu não conhecia a versão apócrifa, a Desiclopédia. Engraçado é pouco. Morri de rir desse texto que explica porque Roberto Carlos proibiu a publicação de sua biografia.
É, já vai longe o tempo em que blogs eram exclusividade de adolescentes sem conteúdo. A cada dia encontro um novo blog interessante. Este aqui é de um professor de História e é muito bom.

Estônia é primeiro país a votar pela internet

Primeiro país do mundo a permitir a votação pela internet, a Estônia escolheu neste domingo (04/03) um novo Parlamento. Até o meio-dia (horário local), 32,3% dos 940 mil eleitores já tinham feito sua escolha, perfazendo uma participação maior no pleito do que em 2003, quando a abstenção foi maior e apenas 28,6% dos estonianos votaram. Naquele ano, o país ainda não era membro da União Européia. Leia mais

Engraçado como certas músicas acabam tendo uma interpretação diferente daquela imaginada pelo autor. Talvez seja essa a grandeza da arte: cada um a intrepreta de acordo com sua história. Uma situação muito comum é de músicas que não são românticas, mas são interpretadas como tal. A música Fico assim sem você (Avião sem asa,/Fogueira sem brasa,/ Sou eu assim sem você./ Futebol sem bola, / Piu-piu sem Frajola,/ Sou eu assim sem você), de Adriana Calcanhoto foi feita para o filho da cantora, mas embalou muitos namoros adolescentes. A música A estação, de Roberto Carlos, virou trilha sonora de casais se separando, mas na verdade foi feita para a mãe do cantor, Lady Laura. Roberto foi levá-la na rodoviária e resolveu expressar a saudade que sentia numa canção.Chamou-a de A estação, que serve também para trem, o que ajudou a dar um toque romântico. Quando eu era pequeno, minha mãe trabalhava em São Paulo e separações desse tipo eram muito comuns, por isso gostei dessa música desde o primeiro momento em que a ouvi:

A Estação
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)


Senti que alguma coisa ia me dizer
No tempo que restava antes de partir
Mas seu silêncio me dizia muito mais
Que todas as palavras que eu pudesse ouvir

No olhar uma tristeza disfarçada
No peito uma saudade antecipada
Então sua mão meu rosto acariciou
E com ternura meus cabelos afagou

E a sua voz se fez ouvir dizendo adeus
E eu fiquei perdido em pensamentos e recordações
Não sei por quanto tempo ali fiquei
E como pude controlar as emoções também não sei

Pra não me ver mais triste ainda ela sorriu
Me olhou nos olhos, me beijou, depois saiu
Caminhou com passos calmos e parou
Me acenou mais um adeus, depois seguiu

Lembrei de tudo como era antes
Sem despedida e vidas tão distantes
Parado ainda na estação ela me viu
Me acenou mais uma vez, depois partiu
E a sua mão mais uma vez me acenou
E eu fiquei perdido em pensamentos e recordações
Não sei por quanto tempo ali fiquei
E como pude controlar as emoções também não sei
Essa história de blog está fazendo história. Agora é meu filho Alexandre que criou um blog, o Medal of Honor. Confira.
Em tempo: o título é referência a um jogo que simula a II Guerra Mundial (o preferido aqui em casa).
Ontem entrevistamos o prefeito João Henrique no programa Café com Notícia (94.5 FM - das 7 às 8:30). Conversei com ele sobre a urbanização da Claudomiro de Moraes e sobre as ciclovias que estão sendo tomadas por carros e ambulantes. Ficou claro que não existe um projeto de para resolver o problema, mas o prefeito prometeu que a Prefeitura fará essa conscientização. Vamos esperar. Na verdade, não precisava de muita coisa. Eu mesmo sugeri usar a guarda municipal, fazendo, incialmente conscientização e, posteriormente, repressão.

sexta-feira, junho 29, 2007


A Minha filha Moira criou um blog, que você pode conferir aqui.

Natal


Mariano não gostava de natal. Bastava ver as pessoas comprando presentes, providenciando a ceia, para ele estourar:
- Natal é mercantilismo! Coisa de babaca!
Como era quase impossível se ver livre do clima natalino, ele inventava estratégias para pelo menos fugir da pieguice dos abraços e troca de presentes. Inventava de tomar banho dez minutos antes da meia-noite, ou lembrava de consertar um cano.
Um dia Mariano arranjou uma colocação em uma empresa grande. Foi muito bem recomendado e sabia que tinha chances de crescer lá dentro. Quem sabe, podia chegar até a vice-presidente. Não bastasse isso, o salário era ótimo e a turma divertida. O emprego dos sonhos.
Só tinha um problema: o chefe adorava natal. Seu maior prazer era reunir todos os filhos dos funcionários, distribuir presentes, dar bolo, balas, aquela festa. E todos deveriam participar. Quando soube disso, Mariano tremeu, mas disse consigo: “Tudo por uma boa causa!” e respirou aliviado. Por pouco tempo. Naquele ano especificamente o Pedrão, que sempre fazia o papel de Papai Noel, estava doente, e o chefe pediu que os funcionários indicassem alguém para substitui-lo.
O pessoal da sessão não perdeu a chance: indicou o Mariano. Como ele era meio gordinho e simpático, o chefe olhou para ele e viu mesmo um papai Noel:
- Nunca tinha reparado. Você com uma barba postiça e uma roupa vermelha fica o próprio!
E agora? Mariano mal conseguiu dormir aquela noite. Virava de um lado para o outro, indeciso entre pedir demissão ou se matar. Por fim, decidiu nem por um nem por outro, mas por ser papai Noel.
Foi lá e fez tudo era necessário. Distribui balas, presentes e até colocou crianças no colo para tirar fotos.
No dia seguinte, recriminou os colegas pela sacanagem e afirmou que aquele tinha sido o pior dia de sua vida. Passou o resto da semana com cara de pit-bull, para deixar claro seu ponto de vista. E redobrou o discurso anti-natal.
Mas o que ninguém soube é que, a partir daquele ano, ele não perdia uma oportunidade de se vestir de papi Noel. Até se filiou em associações beneficientes longe de sua casa e do emprego, só para poder bancar o bom velhinho...

Lobato e suas grandes verdades
Vanessa FJ
“Opinião pública só existe em lugarejos. Nas capitais desaparece substituída pela opinião que se publica”. Foram essas duas frases que me prenderam quando eu comecei a ler “Mundo da Lua e Miscelânea” (editora brasiliense), livro do Monteiro Lobato que eu adquiri por R$ 5 em um sebo em Blumenau (SC). Estava ali uma das grandes verdades de Lobato sobre a imprensa do seu (nosso) tempo. Leia mais

O Overmundo publicou uma matéria sobre a revista O PAVIO, que você confere aqui.
A revista O PAVIO já está dando frutos. Agora vai virar, também programa de rádio. O Programa O PAVIO vai ao ar nas sextas e sábados na 102.9 FM, das 00:00h até as 02:00h. A apresentação é da Cintia Souza, da Ronelli Aragão e do Ronaldo Roni. Alguns dos textos são de minha autoria... Confira.

Às vezes é melhor você não ler certas obras, certos autores. Ray Bradbury é assim. Eu leio ele e dá vontade de desistir de escrever, tão bom é o texto dele. Bradbury fazia uma espécie de literatura que parecia poesia. Cada palavra, cada frase, tinha a cadência certa e provocava uma imagem mental. Vejam a cadência desse trecho do conto A bruxa de abril, do livro Os frutos dourados do sol:

“Pelo ar, por sobre os vales, sob as estrelas, acima de um rio, um lago, uma estrada, Cecy voava. Invisível como ventos novos de primavera, fresta como o aroma de cravos que se desprende dos campos no crepúsculo, ela voava”.

Ou a sinestesia desse trecho do conto O pedrestre, no mesmo livro: “Podia-se sentir as luzes geladas piscando, todos os galhos cobertos de uma neve invisível”.

Quando escrevia quadrinhos com mais freqüência, na década de 1990, eu imitava muito esse estilo ao escrever as legendas de minhas HQs e ess estilo era até copiado, mas a verdade é que nunca cheguei nem perto do nível de textos como esse. Bradbury é como nossa sombra: quanto mais corremos atrás dela, mais ela se afasta de nós.

quinta-feira, junho 28, 2007

Teu passado te condena

Gravação piora ainda mais situação de Renan

Uma gravação divulgada pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, hoje à noite, derrubou mais um dos argumentos da defesa do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A gravação é um forte indício de que Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, pagou despesas de campanha eleitoral do presidente do Congresso. Leia mais

"Uma das características de Collor é confiar em poucas pessoas. Os participantes do jantar pertenciam ao grupo restrito que tinha o privilégio de chamar o governador de Fernando. Renan (Calheiros) e Cleto integravam o núcleo central do grupo, com PC Farias, Geraldo Bulhões e Cláudio Vieira". (Todos os sócios do presidente, de Gustavo Krieger, Luiz Antonio Novaes e Tales Faria, Scritta editorial).

"Livres do bloqueio, a única preocupação de Collor e seus amigos (entre eles Renan) era fingir que tinham ficado com 50 mil cruzados no bolso, como toda a população. O mesmo Collor que servia vinho nacional aos governantes estrangeiros, deliciava-se com as melhores champanhes importadas na companhia de seus amigos" (Idem Ibidem)

Recebi a revista Corpo de delito, com roteiro de Iramir Araújo e desenhos de vários artistas, o principal deles Beto Nicácio. A revista é mais uma produção do grupo de quadrinistas maranhenses, grupo que recentemente perdeu o ótimo Joacy James. Corpo de Delito confirma a tradição de qualidade dos quadrinhos maranhenses e vale a pena ser conferido, especialmente para aqueles que apreciam histórias policiais. Para conferir, basta mandar um e-mail para iramiraraujo@ig.com.br ou deixar um comentário no blog Corpo de delito.

Em 1994 os EUA quase desenvolveram uma bomba de amor gay. A idéia era soltar feromônios que fariam com que o inimigo parasse de lutar e começasse a fazer amor um com o outro. A Força Aérea pediu 75 milhões de dólares de financiamento para desenvolver esse projeto bem no estilo "Faça amor, não faça guerra". – ou seja, durante o primeiro mandato do democrata Bill Clinton - os Estados Unidos quase desenvolveram uma bomba de “amor gay”. Tá no blog do Estadão.

Monstro do Pântano: Amor em Vão, da Pixel, na Fest Comix


Por Marcelo Naranjo (28/06/07) A editora Pixel Media apresenta diversas novidades na 12ª Fest Comix, em São Paulo. Confira: Monstro do Pântano: Amor em Vão (minissérie em 2 edições, 48 páginas, R$ 6,90) - um antigo inimigo do Monstro do Pântano e sua amante escapam do inferno, com graves conseqüências para todos. Esta saga publica as edições #9 e #10 do volume 4 do Monstro do Pântano. Leia mais

China vende carne brasileira. Pirata

Jamil Chade

Depois de brinquedos, CDs e softwares piratas, a China surge com mais uma novidade: a exportação de carne brasileira falsificada para os mercados da Europa e Rússia. Em muitos casos, as carnes são chinesas, mas empacotadas como sendo produto brasileiro e até com certificados falsificados escritos em português. O Estado obteve informações de que o Ministério da Agricultura já prometeu a vários países que, a partir da semana que vem, modificará os certificados usados para as exportações para dificultar a falsificação. Leia mais