sexta-feira, abril 29, 2022
Fundo do baú - Os herculóides
Perry Rhodan – Duelo de mutantes
Clark Darlton era conhecido entre os autores da série Perry Rhodan por humanizar seus relatos. E é exatamente isso que ele faz no número 26 da série.
Na trama, Perry Rhodan
encontra um adversário à altura: um super-mutante apelidado de supercrânio, que
usando suas capacidades hipnóticas, formara seu próprio exército de mutantes e,
com eles, pretendia conquistar o poder mundial através de assassinatos, greves,
guerras e atentados. O volume trata do ponto em que dois exércitos de mutantes
entram em rota de colisão.
A história inicia no
espaço, com um dos destróiers roubados pelo Supercrânio atacando uma
nave-escola da terceira potência. O texto de Darlton foca em um dos recrutas:
“Julian Tifflor, que seus amigos e colegas chamavam apenas de Tiff, enganava os
que o cervavam. Atrás daqueles olhos sonhadores escondia-se a energia de uma
pequena bomba atômica. Apesar de seus vinte anos, Tiff era um gênio matemático
e um exemplar de coragem e resolução”.
Mais à frente, quando o Supercrânio
usa uma unidade do exército da terceira potência para atacar a própria terceira
potência, a narrativa é toda focada em um dos soldados, o sargento Harras, que
vai do cansaço e do desejo era tirar o uniforme suado e dar um salto na piscina
à necessidade irracional de guerrear.
O volume é um pouco
decepcionante para quem se deixa levar pelo título. Não há de fato um duelo
entre mutantes uma vez que assim que os mutantes do exército do supercrânio são
tirados de sua influência hipnótica, eles aderem à terceira potência. Além
disso, o mais poderoso dos mutantes, Gucky, acaba não participando do duelo,
embora tenha uma atuação importante em outro momento da trama.
| Ao contrário da capa americana, a capa alemã mostra uma cena que existe no livro. |
No volume há algumas frase
que parecem estranhas. Quando é tirado da influência do Supercranio, é dito que
um dos mutantes mudou de dono. Sobre outro é dito que mudou de mestre, o que vai
na contramão da ideia de que Rhodan representa uma visão não-autoritária.
Ainda assim, com todos os
volumes escritos por Darlton, esse é uma leitura deliciosa.
Em tempo: a capa da
Ediouro, baseada na edição americanda, não tem mínima relação com a trama. Aparentemente
o desenhista Gray Morrow sequer lia o volume, ou recebia um resumo. Assim,
seguia o padrão de desenhar uma imagem de um homem com “roupa futurista” e uma
mulher loura em apuros.
quinta-feira, abril 28, 2022
A arte maravilhosa dos irmãos Hildebrant
Greg e Tim Hildebrandt são dois irmãos gêmeos norte-americanos mundialmente
conhecidos pelos cartazes dos filmes de Guerra nas Estrelas e pelos calendários
de Senhor dos Anéis.
Fortemente influenciados por desenhos clássicos Disney, como
A bela adormecida, além de pintores como Norman Rockwell, eles começaram sua
carreira em 1959 produzindo ilustrações comerciais.
Em 1977 eles foram abordados pela 20th Century Fox para
refazer o cartaz do filme Star Wars feito por Tom Jung, que eles consideram
muito sombrio. Eles tinham apenas 36 horas, mas produziram uma das imagens mais
famosas de todos os tempos.
Juntos ou individualmente eles pintaram diversas capas de
livros, cartazes de filmes, capas de histórias em quadrinhos, cards e imagens
para calendários. Embora o trabalho dos
dois tenha ido dos super-heróis às pin-ups, eles ficaram conhecidos pelos fãs
principalmente por seu trabalho com fantasia e ficção-científica.
Tim Hildebrandt faleceu em 2006. Seu irmão Greg ainda é vivo
e continua produzindo imagens apreciadas por fãs no mundo inteiro.
Valerian e Laureline
Em 1967 surgia nas páginas da revista Pilote uma série que iria mudar para sempre a ficção científica nos quadrinhos. Chamava-se Valerian – agente espácio-temporal e era produzida por dois novatos, o roteirista Christin e o desenhista Mézières.
O Mundo de metrópolis
A entrada de John Byrne no título do Super-homem e sua consequente reformulação marcou o fim definitivo de qualquer vestígio que o personagem pudesse ter da era de prata. Entretanto, Byrne foi responsável por uma série que ecoa (talvez como homenagem) diretamente a era de prata. Chamada World of Metropolis (O mundo de Metrópolis), ela tirava o foco das grandes tramas e dos super-vilões para o mundo dos personagens secundários da série. Cada número era focada em um desses personagens (curiosamente, Clark Kent era um desses, o que mostrava bem a ideia que Byrne tinha sobre o título): o primeiro em Perry White, o segundo em Lois Lane, o terceiro em Clark Kent e o último em Jimmy Olsen.
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| O traço de Mortimer deu um ar saudosista à série. |
Embora o roteiro e as capas fosse de Byrne, a arte ficou por conta de Win Mortimer, um desenhista canadense, veterano da DC, o que dava à série um visual retrô.
Há uma estrutura fixa nas histórias: elas sempre começam no presente, e depois há vários flash backs contando alguma história sobre o personagem. Perry White, por exemplo, disputava a esposa com Lex Luthor, o que mostra a razão pela os dois se odeiam tanto. Lois Lane estrela uma história na qual é mostrado como ela, com apenas 15 anos, conseguiu um furo de reportagem e assim foi contratada pelo Planeta Diário. A história de Jimmy Olsen mostra como ele inventou o relógio com o qual chama o Super-homem.
Uma das histórias mais interessantes – e que mais reverberam a era de prata, é “Um estranho na cidade”, focado em Clark Kent.
Na história é mostrado como Kent chegou em Metrópolis, como se tornou repórter e a relação que teve com uma relação com uma garota, Ruby.
Ainda um novato na cidade grande, o jornalista não usava um uniforme quando agia como herói (uma estratégia usada por Byrne para diferenciar Kent do Super que conhecemos).
Assim, ainda novato, ele se depara com um grupo de malfeitores com armamento pesado atirando contra a polícia. A sequência, hilária, é típica da era de prata: os terroristas usam uma arma para atirar uma bomba na polícia, mas Kent, usando super-velocidade, apodera-se da bomba. Eles tentam de novo, e de novo a bomba parece desaparecer. Quando eles começam a atirar com uma metralhadora, a visão de calor faz com que as balas evaporem.
Essa série mostra bem que, embora John Byrne tenha contribuído para colocar um ponto final na era de prata da DC, ele no fundo era um fã dessa fase.
No Brasil essas histórias foram publicadas pela Abril em Super-homem especial 2.
A destruição da educação pública
Ps: Antes que digam que quem frequenta as universidades são os mais ricos, é bom lembrar que dois terços dos alunos de universidades federais são provenientes de famílias com renda de um salário mínimo e meio. Os alunos com mais renda são dos cursos como Medicina e Veterinária, exatamente aqueles cursos nos quais o MEC quer colocar mais dinheiro. Para a grande maioria dos estudantes de federais, o diploma é a única forma de melhorar de vida.
Um jardim de paz
Centro budista
oferece atividades como meditação e yoga
A correria do dia-a-dia provoca males que vão da depressão
ao stress, passando pela ansiedade. Oportunizar um local que em que a pessoa
possa encontrar sua paz interior e sua felicidade é o objetivo do Centro
Budista Jardim de Lubini. Localizado no bairro do Laguinho, o local apresenta
atividades como yoga, Qi Gong, meditação e estudos budistas.
O Centro Budista Jardim de Lumbini surgiu em 05 de Outubro
de 2017. “Sua criação foi fruto do profundo desejo de praticantes budistas, de
compreender e levar a todos a mensagem original do Buda, dentre os diferentes
ensinamentos e práticas encontradas nas diferentes escolas Mahayanas e
Theravadas”, explica Jorge Sergóvia, diretor do centro. “Com o budismo brotando
como uma linda flor de Lótus no bairro do Laguinho em Macapá, optou-se por
denominar o Centro Budista de Jardim de Lumbini, em homenagem ao local onde
nasceu Sidharta Gautama, o Buda (iluminado)”.
Uma das atividades oferecidas pelo centro é a meditação
zazen, que acontece às terças-feiras, de 18 às 19:30. “O zazen vem do
zen-budismo e é a junção de duas palavras, Za (sentado) e zen (meditação). Ou
seja, é meditação sentado”, explica Ivan Carlo, responsável pela prática. “O
objetivo do zazen é fazer a pessoa focar no momento presente. Boa parte do
sofrimento surge exatamente porque nunca estamos no momento presente: ou
estamos no passado ou no futuro. Esse foco no passado gera depressão e o foco
no futuro gera ansiedade. Na maioria das vezes não conseguimos usufruir o
momento por estarmos preocupados com algo que já passou ou ainda não
aconteceu. O zazen estimula esse foco no
presente”.
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| Zazen é uma técnica de meditação que privilegia o foco no aqui-agora. |
Na quinta-feira, o centro oferece yoga. “O yoga é um
conhecimento milenar com origem na Índia, que busca a união entre corpo, mente
e o todo que nos cerca", afirma Leila, responsável pela prática. “A tomada de
consciência de que não estamos separados de nada e que é possível alcançar um
estado de plenitude através dos código de conduta(princípios éticos), prática
dos asanas, respiração consciente, o foco no aqui e agora, a meditação levam a
um estado de plenitude, de auto-realização que
chamamos samadhi, ou nirvana,
iluminação como se diz no budismo”.
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| A Yoga busca unão entre corpo e mente. |
No sábado são oferecidos estudos budistas e meditação. Também
é oferecido Qigong . Qigong ou Chi Kung se refere ao conjunto de exercícios
físicos e de respiração, que tem a finalidade de estimular e promover uma boa
circulação do fluxo de energia vital (Chi) dentro de nosso corpo, buscando
melhorar o controle das trocas de energia entre corpo e mente.
É importante destacar que não é necessário ser budista para
participar das atividades do centro. Pessoas das mais variadas vertentes
religiosas participam de práticas como yoga e meditação.
Ao contrário do que muitos imaginam, Buda não é um deus. Ele
é alguém que alcançou a iluminação, transcendendo o ciclo de sofrimento. Buda
significa aquele que despertou. Conta a
história que Sidarta Gautama era um príncipe que vivia cercado das mais belas
coisas da vida. Na primeira vez que saiu do palácio, viu um homem doente e
ficou aterrorizado ao descobrir que também ele ficaria doente. Na segunda vez,
viu um homem velho e seu terror foi maior ainda ao descobrir que também ele
envelheceria. Na terceira vez, viu um enterro e descobriu que também morreria,
assim como todas as pessoas que amava. Atormentado, ele deixou o castelo e
iniciou uma jornada que o fez descobrir como lidar com o sofrimento do mundo.
Serviço
CENTRO BUDISTA JARDIM DE LUBINI
Terça-feira: Meditação Zazen, de 18:30 às 19:30 h
Quinta-feira: Yoga, de 18:30 às 20 h.
Sábado: Estudo de Darma, aula de Qigong e meditação Meta Bhavana
Todas as atividades são gratuitas.
O templo fica na Rua José Serafim 669, entre Av Jose Tupinambas (Nações Unidas) e Av General Osörio. Bairro Laguinho, Macapá. Contato: 981010602 Whatsapp
A Vida e a História de Madam C.J. Walker
quarta-feira, abril 27, 2022
Bem-vindos a Alflolol
Vereadores do Escola sem partido denunciam projeto com quadrinhos em sala de aula
Negro, branco, pardo ou amarelo
Alto, baixo, gordo ou magricelo
Moreno, loiro, careca ou cabeludo
Deficiente, cego, surdo ou mudo (…)
A gente é o que é
A gente é demais
A lista é imensa
Viva a diferença!
Os vereadores denunciaram o caso à secretaria de educação de Curitiba.
Para além do discurso contra a diversidade e aceitação das diferenças, o caso eco o preconceito contra os quadrinhos. O vereador Thiago Ferro teria tido tal reação se o projeto não envolvesse quadrinhos?
Estaríamos diante de uma nova cruzada contra os quadrinhos como a que se viu nas décadas de 1950 e 1960 - época em que a leitura de quadrinhos era caso de polícia?
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| Matéria do Diário do Paraná de 30 de junho de 1960. Estaríamos vivendo uma nova cruzada contra os quadrinhos? |
Fumetti – o melhor do quadrinho italiano
A arte espiritual de El Grego
El grego com um pintor maneirista apelidado assim em decorrência de seu país de origem (seu nome verdadeiro era Doménikos Theotokópoulos). Ele se destacou principalmente por conta das imagens com temas religiosos e figuras alongadas, com uma anatomia distorcida, que refletiam o conteúdo espiritual do quadro. Em oposição ao renascimento, ele tirava a atenção do receptor do centro do quadro, deixando o mais importante nas laterais.
























