segunda-feira, outubro 05, 2026
A magia da Pixar
Jonah Hex – Os matadores morrem sós
Ser deixado para morrer no deserto era uma das formas mais cruéis de execução no velho oeste. Além do sol abrasador, que queimava a pele, da sede e da fome, havia a ameça das cascavéis.
É nessa situação que Jonah Hex se encontra na história “Os matadores morrem sós”, publicada em Weird Werstern 14.
A situação, inclusive, é destaque na impressionante capa produzida por Tony DeZuniga na qual o anti-herói, amarrado a estacadas, observa atônito uma cobra aproximar-se enquanto o sol abrasador queima o deserto.
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| Hex é atacado por uma cobra e salvo por seu lobo. Mas ele foi picado... |
A história começa com Hex dormindo quando o lobo Dentes de Aço percebe a aproximação de uma serpente e empreende uma luta desesperada com ela. “Equiparando sua rapidez com a velocidade do inimigo mortal, o corajoso lobo ataca... e tem início a batalha que só pode terminar em morte”.
Apesar de matar a cobra, o lobo é mordido e Hex corre com ele para a cidade – mais especificamente para o consultório de um médico, que se recusa a atender porque está com um paciente humano. A situação é resolvida por Hex de forma inusitada: jogando o paciente pela janela.
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| O médico se recusa a atender o animal e Hex resolve a situação de maneira inusitada. |
Mas, nesse meio tempo, dois bandidos são avisados da presença do caçador de recompensas na cidade e o atacam à traição, levando-o para o deserto, onde o deixam na situação exposta na capa: amarrado, queimando sob o sol e prestes a morrer de fome e de sede.
A história traz os elementos que tornaram célebre a série a fizeram revolucionar o faroeste: uma trama sórdida num ambiente hostil.
Legião Alien – um dia para morrer
A Legião Alien era uma das séries preferidas pelos leitores da saudosa revista Epic Marvel. A ideia de uma legião de soldados das mais variadas raças realizando missões impossíveis no espaço dividia espaço com ótima caracterizações de personagens, roteiro bem amarrado e desenhos e diagramação inovadores. Todas essas qualidades podem ser observadas na história Um dia para morrer, publicada no número 15 da coleção Graphic Novel, da Abril.
A história começa com um instrutor contando a recrutas sobre a glórias da Legião e seu mais famoso representante, o Capitão Vektor, que, encurralado por milhares de inimigos, enfrentou-os bravamente com apenas quatro homens. Dele restou apenas o braço mecânico, mantido como relíquia no museu da Legião.
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| A história começa com um instrutor falando sobre as glórias da Legião. |
Em seguida, a narrativa pula para o Capitão Sarigar, que recebe a missão de assassinar o líder dos tecnóides (um grupo de pessoas que abdica de seus corpos de carne para se tornarem androides), intalar o caos na capital tecnóide e colocar no lugar um governo favorável à Galarquia.
E o grupo que executará essa missão não poderia ser mais disfuncional: um só pensa em lucros, o outro está amargurado por ter sido abandonado pela noiva, o outro entra numa crise de consciência por ter de organizar um assassinato a sangue frio. Cada um deles muito bem representado tanto visualmente, com seus corpos alienígenas, quando psicologicamente.
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| O grupo de voluntários é muito diverso. |
E a trama é muito bem bolada, com um enredo que ecoa diretamente a famosa frase do filme O homem que matou o fascínora: “Quando a lenda é mais fascinante que a realidade, publique-se a lenda”.
Jornada nas estrelas – O castigo dos deuses
Como produzir um episódio memorável de Jornada nas estrelas com quase nenhum efeito especial, muitos poucos cenários e poucos atores? Foi esse desafio que o roteirista Lee Erwin e o diretor Herb Wallerstein levaram a cabo no episódio o “Castigo dos deuses”, da teceira temporada.
Na história, Kirk e Spock descem a um planeta manicômio para onde levam um remédio que poderá curar os loucos, entre eles um ex-capitão de nave estelar, Garth, que, após um acidente, passou a desenvolver sonhos megalomaníacos de se tornar o mestre de todo o universo. Sua própria tripulação se revoltou contra ele quando ele ordenou a destruição de um planeta pacífico.
Ocorre que Garth aprendeu a criar uma ilusão na qual pode se fazer passar por qualquer pessoa. Usando do artifício, ele conseguiu tomar o lugar do diretor do hospital psiquiátrico. Seu plano é usar a Enterprise como meio para seus planos loucos.
Ocorre que, após aprisionar Kirk e Spock e tomar a aparência de Kirk, ele descobre que o capitão se precaviu deixando uma senha (Rainha – Rainha nível 3) que deve ser respondida com uma contrassenha.
Segue-se toda uma série de sequências de tentativas de conseguir a contrassenha que envolvem tortura física, tortura psicológica e engodo. O enredo, muito bem elaborado, trabalha muito bem esse gênio enlouquecido com reviravoltas e até uma sequência maravilhosa em que Spock deverá decidir quem é o verdadeiro capitão Kirk.
No entanto, quem se destaca no episódio é Marta, interpretada por Yvonne Craig. Ela faz uma das pacientes do hospital que aderem ao ditadura Garth, tornando-se seu par romântico ao mesmo tempo em que flerta com Kirk. Sua atuação é memorável pela complexidade que ela dá à personagem de muitas facetas: sensual, rebelde, louca, impresível, apaixonada. Numa comparação atual, ela lembra muito a Arlequina de Margot Robbie. Curiosidade: como a ideia era mostrar que ela era uma alienígena, os maquiadores a pintaram toda de verde (exceto a sola dos pés, que aparecem em alguns takes).
Desafiador - Retorno à eternidade
Buddy Longway – O Inverno dos Cavalos
Algo fascinante na série Buddy Longway é como o
autor, Derib, conseguia desenvolver todos os membros da família, incluindo até
mesmo o... cavalo! É o que acontece no álbum O Inverno dos Cavalos, o
sétimo da série.
Na história, a esposa de Buddy, Chinook, e seu filho mais
velho precisam viajar até a tribo de origem dela, pois o pai de Chinook está
prestes a morrer e deseja se despedir da filha. Buddy fica sozinho em casa com
a filha mais nova, Kathleen, em pleno inverno rigoroso.
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| A diagramação inovadora de Derib nos premiava com páginas lindas, como essa. |
A história já valeria a pena apenas pelas sequências do
cotidiano da dupla, mostradas de forma extremamente carismática pelo
quadrinista. Mas o álbum também reserva ação, que começa quando Buddy e a filha
saem para caçar e renovar o estoque de carne da casa. Eles são surpreendidos
por uma nevasca e o cavalo Fellow fica preso na neve. A solução
encontrada pelo herói é construir um iglu para ele e a filha e torcer para que
o animal sobreviva à noite.
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| Buddy e sua filha passam a noite num iglu, esperando a tempestade de neve passar. |
Entretanto, ao retornarem ao local no dia seguinte, não
encontram Fellow. Ele fora salvo por uma manada de cavalos selvagens. O
conflito aumenta quando o líder da manada, um Appaloosa, impede o animal
de retornar para os humanos. Resta ao homem e à menina acompanhar o bando na
tentativa de recuperar o companheiro. No caminho, encontram um mexicano cujo
irmão foi morto pelo Appaloosa durante uma tentativa de doma. Dominado pelo
ódio, ele pretende exterminar toda a manada.
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| Um mexicano quer matar a manada de cavalos de cavalos como vingança. |
Derib cria uma tensão dramática original, na qual pai e
filha precisam superar obstáculos geográficos e climáticos para impedir que o
plano de vingança do mexicano se concretize. É uma história poética que inova
ao retratar os cavalos — normalmente meros figurantes nos faroestes — como
seres dotados de vontade e solidariedade. E tudo isso sem usar recursos
artificiais, como antropomorfizar ou dotar de falas os cavalos. Tudo no melhor
estilo Buddy Longway.
Embora não esteja sendo publicada no Brasil, a série pode
ser lida completa em scans. Para baixar, clique aqui: https://comics-na-web.blogspot.com/search/label/buddy%20longway.
domingo, outubro 04, 2026
Jornada nas estrelas – O sobrevivente
A Enterprise descobre um planeta jovem cuja atmosfera e flora parece inconsistente com sua idade e Kirk resolve descer ao planeta para fazer investigações geológicas. No momento em que estão descendo, uma mulher aparece na sala de teletransporte e mata o responsável, simplmente tocando-o (todas as suas células explodem).
Quando o capitão Kirk, o Dr. McCoy , o tenente Sulu e o geólogo D'Amato descem, o planeta é abalado por um forte tremor, que, misteriosamente, envia a Enterprise milhares de anos luz de distância do local. Além disso, a mulher volta a aparecer na nave e danifica os sistema de controle do motor, que usa matéria e anti-matéria.
Isso gera um duplo suspense: a tripulação conseguirá consertar o defeito e chegar a tempo de salvar o grupo de descida? O grupo de descida conseguirá sobreviver aos ataques da mulher misteriosa?
Embora a premissa seja interessante, o roteiro peca em alguns pontos. À certa altura, por exemplo, Kirk diz que a mulher matou o responsável pelo teletransporte fazendo explodir todas as suas células, algo que ele não tinha como saber.
Além disso, por que a mulher não atacou diretamente o grupo de descida, já que seu objetivo era defender o planeta contra possíveis intrusos?
A caracterização de Spock também peca por mostrá-lo ríspido em diversos momentos, o que não condiz com sua caracterização convencional, em que ele é mostrado sempre lógico e racional, mas também amigável.
Enfim, O sobrevivente é um daqueles episódios que ficam no meio termos: não são grandes exemplos de qualidade, mas também não chegam a decepcionar.
Xisto no espaço
Olhando em retrospecto, percebo que dois livros, lindos na pré-adolescência, foram essenciais pelo meu fascínio pelos gêneros da fantasia e da ficção-científica. O interesse pela fantasia surgiu com As aventuras de Xisto. Já a ficção científica, com Xisto no espaço, ambos lançados na coleção Vaga-Lume e de autoria de Lúcia Machado de Almeida.
Recentemente consegui num sebo o último e o reli agora com um olhar de adulto sobre aquela obra lida no fim da infância.
A história começa num laboratório, onde dois cientistas captam uma mensagem vinda de outro planeta. Os dois são construídos como alívios cômicos, estratégia da escritora para garantir o interesse de crianças.
Protônius é um homem alto, de óculos com aros de tartaruga e cabelos compridos sempre revoltos. “Vivia inventando coisas esquisitas e tinha fama de doido (mas não era)”, explica a autora. Já o professor Van-Van é um homem baixo, de barba enorme, dado a desmaios repentinos e a falas incompreensíveis.
A mensagem captada por eles é estarrecedora: “Caso Xisto não venha até Minos, atacaremos vosso planeta quando este sair de seu eixo. Inútil reagir. (Assinado) Rutus, o que não tem sangue, senhor de Minos”.
Xisto, neste livro, já foi alçado à condição de governante local, apesar da sua pouca idade (17 anos) e continua o mesmo idealista guloso de sempre, louco por pastéis de queijo. Ele resolve enfrentar o desafio de uma viagem espacial e ir para Minos.
Um dos aspectos interessantes do livro é como Lúcia Machado de Almeida descreve a astronave, seus equipamentos e forma de funcionamento. Um exemplo: “Afim de tornar respirável o ar no interior da astronave, o Professor Van-Van preparara um recipiente com soda cáustica, clorato, peróxido de potássio e outros produtos destinados a absorverem o gás carbônico eliminado pela expiração, e a fabricarem o oxigênio necessário à respiração. Além disso, uma espécie de aquário cheio de algas unicelulares foi colocado no mesmo lugar, a fim de reforçar a purificação da atmosfera”. A decolagem se dá em estágios, com foguetes se desprendendo.
O livro foi escrito em 1967, auge da corrida espacial (os americanos chegarima à Lua em 1969) e fica óbvio que a autora acompanhava as notícias sobre o assunto e tentava se inteirar de como seria uma viagem espacial. Ela, aliás, antecipa alguns aspectos, como o passeio no espaço com pistola de pressão, algo que seria de fato usado por astronautas. Ela também usa informações científicas, como a descoberta da penicilina, de forma criativa para eliminar um perigo.
Apesar da imaginação da autora surpreender em muitos pontos do livro, sua percepção da vida em outros planetas é limitada. Xisto e seu amigo Bruzo chegam, por exemplo, em um planeta chamado Nívea em que os habitantes são exatamente iguais aos terrestres e o que muda é apenas a fauna, muito grande ou muito pequena: “Incrível! Animais das selvas reduzidos a cinco centímetros de tamanho! Camelos de um dedo, ursos do tamanho de uma caixa de fósforos... E tudo isso vivo, correndo de um lado para outro”.
A autora, entretanto, consegue fazer uma obra empolgante, mesmo para um leitor adulto, pela trama um tanto ingênua, mas bem bolada, em que, por exemplo, um gancho jogado lá no início do livro, como o lenço encharcado de essência de feno, torna-se fundamental no desfecho da trama.
O livro encanta também por sua visão pacifista do mundo. No final, a grande ameaça de Rutus é debelada sem o uso de violência. Xisto é um herói que coloca o cérebro acima dos músculos e dos punhos.
Demolidor – Trilhas de papel
Durante sua passagem pelo Demolidor, Frank Miller conseguia equilibrar perfeitamente ação desenfreada, trama policial, trama política e humor. Bom exemplo disso é a história trilhas de papel publicada em Daredevil 178.
Na história, um vereador, Randolph Cherryh, tem a sua campanha financiada pelo Rei do crime, que pretende usar o expediente para chegar ao poder político.
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| As sequências com Luke Cage e Punhos de Ferro são humorísticas desde o início. |
O Clarin Diário denunciou o esquema e contratou o escritório de Nelson & Murdock para denfendê-lo, o que coloca o Demolidor diretamente no centro dos acontecimentos. Um rapaz tem uma cópia de um cheque que comprovaria a ligação entre o candidato e o mafioso e todos estão atrás dele, incluindo Tucão e Mongol e o Demolidor.
Acontece que, temendo pelo sócio, Nelson Foggy contrata Punho de Ferro e Luke Cage para protegerem Matt Murdock.
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| O Demolidor faz os outros dois heróis de bobos. |
Eu lembro quando li essa história pela primeira vez, o quanto ri das situações criadas por Miller com os dois heróis sendo enganados por Matt Murdock para que ele possa se disfarçar de Demolidor e encontrar o garoto com o cheque. Na época, era algo totalmente inédito mostrar heróis em situações ridículas e é exatamente o que acontece aqui.
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| Ação: Elektra é testada pelos capangas do Rei. |
Em uma narrativa paralela mais séria, Elektra é contratada pelo Rei do crime como sua assassina particular – e isso é feito em várias sequências de ação, incluindo uma surra em capangas do mafioso em um teste de suas habilidades.
Floresta Negra, da dupla Gian-Bené
Mister no - Piratas do rio
Os ratos d’água são um fenômeno comum na Amazônia. Bandidos que percorrem os rios para roubar navios, eles são o assunto da trama de Mister no que inicia no número 8 e vai até o 10 da série.
Na história, o herói vai a Belém comprar uma peça sem a qual o seu avião não pode voar. No meio da viagem, o navio é assaltado por piratas em busca de uma carga de ouro. Para aproveitar a situação, eles resolvem roubar também os passageiros e isso incluí uma maleta na qual está a tal peça do avião.
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| A peça do avião do herói é roubada. |
Depois de uma troca de tiros protagonizada por Mister No, dois deles morrem e com eles são encontrados pingentes com jacarés de prata, o que se torna uma pista a ser seguida.
Depois de ser acusado de homicídio, o herói acaba se aliando a um capitão da polícia para invadir uma reunião dos piratas e descobrir quem é o mistério chefe que usa uma máscara vermelha.
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| A única pista é um jacaré de prata. |
Sérgio Bonelli, o roteirista, une com perfeição aventura e humor em sequências memoráveis.
No humor, por exemplo, temos a sequência em que Mister No, para fugir dos perseguidores, dorme dentro de um barco, embrulhado por redes de pesca. “A ginástica de ontem à noite quase me deixou fora de combate. Ginástica? Foi uma olimpíada! Salto em altura... corrida de obstáculos... nado e mergulho... e sobretudo tiro ao alvo, onde eu fazia o papel de alvo!”.
Logo a seguir ele é capturado por um policial em ronda, mas o que para ser uma situação, torna-se humor puro quando os gatos, atraídos pelo cheiro dos peixe, começa a seguir os dois. “O sargento barroso sabe trabalhar”, diz alguém. “Conseguiu capturar um gringo e uma dúzia de gatos!”.
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| A história une aventura e humor. |
A história tem também um trecho curioso, em que o soldado amazônida reproduz o discurso colonial sobre a Amazônia: “Sempre me perguntei o que o levou a abandonar o país mais evoluído da terra para se sepultar nesta espécie de purgatório dos vivos”, diz ele. Ao que Mister No retruca, apontando para a floresta: “O que me levou? Um bocado de motivos mais ou menos justificados, capitão! E aí está um: olhe ao redor e entenderá”.
A cena mostra uma curiosa inversão, em que o colonizado se apropria do discurso do colonizador de que a Amazônia é um local atrasado e, em uma nova inversão, é o estrangeiro que tenta lhe abrir os olhos para a riqueza cultural e ambiental da sua região.
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| O colonizado reproduz o discurso do colonizador sobre a Amazônia. |
Não bastasse todos os méritos, a história tem uma tremenda reviravolta no final do 9, que faz o leitor roer as unhas.
Apesar de todas as qualidades, a história tem um defeito: na sequência do navio as pessoas vão sentadas no chão do convés. Qualquer um que já tenha viajado de navio na Amazônia sabe que a tradição é os passageiros irem em redes.
Fundo do baú - Thunderbirds
Filme 100% amapaense, Magrela passa a integrar o catálogo do Itaú Cultural Play

Em um furo jornalístico exclusivo, confirmamos que o curta-metragem de ficção “Magrela”, uma produção 100% realizada no Amapá, passará a integrar o catálogo da plataforma de streaming do Itaú Cultural (Itaú Cultural Play). A conquista representa um passo decisivo para a difusão do cinema amazônico em todo o território nacional, permitindo que o público de todo o Brasil tenha acesso gratuito a uma obra que celebra a identidade, a cultura e a resistência do Norte do país. Leia mais
sábado, outubro 03, 2026
Os quadrinhos e o castelo do Graal
No livro HE, o psicólogo norte-americano Robert Johson explica a psicologia masculina através do mito da busca do Santo Graal. O personagem principal é o jovem Percival, um cavaleiro da Távola redonda.































