domingo, maio 31, 2026
Watchmen e a teoria do caos
Fundo do baú - A família Ursa
Família Ursa (The Beary Family, no original) foi um desenho animado desenvolvido pela Walter Lantz, a mesa produtora do Pica-Pau. A família era composta pelo pai Ursulão, pela esposa, Úrsula, pelo filho Ursulino e pela filha Ursulina. Posteriormente a filha desapareceria das animações.
A trama geralmente começava com a matriarca percebendo que a casa precisava de algum serviço e tentando contratar profissionais especializados. E, invariavelmente, Ursulão decidia que ia ele mesmo fazer o serviço como forma de economizar dinheiro (ao que a esposa respondia batendo na testa e dizendo “Lá vamos nós de novo!”) . Mas tanto ele quanto o filho eram extremamente desastrados e o que era para ser economia virava prejuízo. Os episódios eram geralmente compostos de uma série de gags das trapalhadas da dupla.
Em um dos episódios, por exemplo, a esposa decide comprar um ar-condicionado, mas ursulão decide economizar o dinheiro da entrega e da instalação. No caminho da loja para casa o ar condicionado cai das mais variadas maneiras – na maioria das vezes machucando o próprio Ursulão. Depois, durante a instalação, ele e o filho provocam um grande buraco no chão, na parede e no teto.
Em outro episódio, Úrsula decide colocar um portão automático na garagem. Para economizar dinheiro, Ursulão decide criar ele mesmo um mecanismo. No final, eles acabam perdendo o portão e são obrigados a pagar não só pela instalação do sistema automático como por um portão novo.
O desenho tinha duração de 7 minutos e foi produzido de 1962 a 1972, num total de 28 episódios.
Drácula vs Heróis Marvel
Os dois desenhistas por si só já valem o volume. Gene Colan, desenhista oficial de Drácula, nasceu para fazer terror.
Mas vale a pena comparar com os dois mestres do roteiro (e grandes amigos) Len Wein e Marv Wolfman trabalham seus textos, adaptando-os ao gênero. A história do Homem-aranha segue o estilo super-heróis. Já a HQ do Dr. Estranho envereda de fato pelo terror. Wein, que co-criaria um dos mais famosos clássicos do terror, o Monstro do Pântano, sabia que sua história do Aranha tinha que ter pouco texto e muitos diálogos e balões de pensamento, estética consagrada por Stan Lee.
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| A história do Dr. Estranho é caracterizada pelo texto denso. |
Bons roteiristas não são apenas os que sabem escrever ou criar boas tramas: são também aqueles que conseguem adaptar seu texto a cada gênero.
Quem é o Pantera Negra?
Maria Erótica e o clamor do sexo
Perry Rhodan – A esfera do tempo e do espaço
Em algumas edições da série Perry Rhodan, a trama é
tão desprovida de acontecimentos que nem mesmo os melhores escritores conseguem
salvar. É o que acontece com o número 244, escrito por Clark Darlton.
A história se passa depois que a ameaça dos Moby foi
debelada, com a destruição da lua Siren. Os defensores de Beta, por alguma
razão, fogem para Andrômeda e resta a Perry Rhodan ficar andando para lá e para
cá, como se estivesse num passeio. Ele vai visitar Troia, depois resolve ocupar
o planeta Gleam... nada acontece.
Para quebrar um pouco a monotomia do livro, temos a
presença de Aquilo, que aparece na nave sendo precedido por uma risada
estrondosa, e por Harno, a esfera capaz de mostrar todos os pontos do universo
como se fosse uma TV avançada.
Só começa a acontecer de fato alguma coisa na página 83,
quando Gucky é aprisionado por androides que protegem Gleam. Detalhe: o livro
tem 104 páginas!
sábado, maio 30, 2026
Jornada nas estrelas – o espelho
The Hunters
Júlia Kendall – De má-fé
Há Quem diga que Giancarlo Berardi é o melhor roteirista de quadrinhos da atualidade. Histórias como “De má-fé”, publicadas no número da revista 190 da revista mostram que ele pode até não ser o melhor, mas certamente está no páreo dos melhores de todos os tempos.
Na trama uma jovem mulher é encontrada morta na beira de um rio em Garden City. O corpo foi queimado, mas uma tatuagem indica que ela é de origem russa ou ucraniana.
Em paralelo a isso, Júlia ajuda uma mulher a encontrar um homem desaparecido. Esses dois fatos, que aparentemente não têm relação nenhuma, acabam se mostrando parte de uma trama maior, que envolve imigração ilegal, prostituição e golpes pela internet.
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| Uma mulher é encontrada morta... |
Dois aspectos chamam atenção. O primeiro deles é como Berardi faz com que essa trama aparentemente simples, sem grandes atrativos, torne-se uma história envolvente, do tipo que lemos de um só fôlego.
A segunda são os diálogos. Berardi é um mestre dos diálogos a ponto de parecer que estamos vendo de fato pessoas conversando. E, ao contrário de outros roteiristas que usam a habilidade para o diálogo como uma forma de exibicionismo, o roteirista italiano usa isso a favor da história.
Uma das técnicas usadas é fazer os personagens constantemente fugirem, mesmo que momentaneamente, do assunto principal.
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| ... e um homem desaparece. Qual a relação entre os dois fatos. |
Um exemplo dessa habilidade do.momento em que Julia interroga uma das prostitutas:
Júlia: A coisa não envolve só prostituição. Nós temos um crime.. .
Prostituta: Eu fala com advogado…
Júlia: Aposto que é o mesmo das outras.
Prostituta: Somos grupo unido.
Júlia: O aluguel é pago pela organização que fez vocês entrarem clandestinamente nos Estados Unidos, certo?
Prostituta: Advogado se chama Garfield, tenho número na bolsa.
Júlia: Quem pode ter matado sua amiga Glenda?
Prostituta: Não sei mesmo…
Júlia: E o senhor Reginald Wood, o que houve com ele?
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| Berardi é um mestre dos diálogos. |
Esse trecho simples é repleto de subtextos. A prostituta usa as falas sobre o advogado para fugir das perguntas. Mas Julia também usa a mesma estratégia. A pergunta sobre o aluguel não está diretamente ligada ao assunto, e é uma tentativa de encurralar a depoente. Ela, entretanto, só consegue isso quando foge novamente do assunto, perguntando sobre o homem desaparecido.
Tal habilidade na condução dos diálogos parece essencial em gênero como o policial em que uma pista que muitas vezes pode levar a solução de um caso pode estar em uma fala aleatória.
Em tempo: o roteiro chama tanta atenção que acabei esquecendo de comentar sobre o desenhista Roberto Zaghi, que faz um ótimo trabalho na edição.
O gênio do crime
Uma das obras mais famosas e reconhecidas da literatura infantil brasileira é O gênio do crime, de João Carlos Marinho, lançado originalmente em 1969 pela editora Brasiliense. O livro chegou a vender mais de um milhão de exemplares somando todas as suas edições.
A abertura do livro é uma verdadeira pérola literária. Se fosse uma matéria jornalística, seria o lead perfeito:
“Deu mania, mania forte, dessas que ficam comichando o dia inteiro na cabeça da gente e não deixa pensar em mais nada. Quem enchia o álbum ganhava prêmios bons e a turma jogava abafa pela cidade: São Paulo estava de cócoras, batendo e virando”.
A história gira em torno de um empresário de figurinhas que está sendo vítima de um vigarista. Alguém está imprimindo as figurinhas difíceis e vendendo por altos valores. Como resultado, a empresa precisa pagar muito mais prêmios do que deveria de fato. Isso, aliás, gera um revolta e as crianças chegam a pensar em incendiar o prédio quando uma delas, Edmundo, convence as outras a resolver a situação de modo pacífico.
Na sequência, o dono da empresa procura o garoto e lhe faz um pedido: descobrir a o fornecedor das figurinhas falsas. O homem já havia contratado diversos detetives, mas os cambistas sempre os despistavam. Restava a ele tentar com crianças, que chamariam menos atenção.
Entra em ação o trio de protagonista: Edmundo, Pituca e Gordo, ou Bolacha. São os três que vão descobrir toda a trama por trás do gênio do crime envolvido com as falsificações. Lá pelas tantas entra na história um tal de Mister John, um detetive gringo que cria as principais situações de humor da história.
A trama é surreal. Por que razão um gênio do crime, que seria capaz de bolar qualquer tipo de golpe, resolveria gastar seu tempo falsificando figurinhas de jogadores de futebol? Pior: ainda estabelecendo um esquema extremamente sofisticado de recebimento de encomendas e entrega de de figurinhas para os cambistas?
Além disso, hoje o livro dificilmente seria aceito, a começar pelo próprio apelido de um dos protagonistas, Gordo. E, logo na primeira participação na história, o detetive gringo oferece uísque para uma das crianças. Quando Pituca bebe, é tomado por soluço incurável. Essa cena, politicamente incorreta em todos os sentidos, é coroada por um dos momentos mais cômicos da história. O Mister pede que Pituca coloque um copo de água sobre a cabeça e depois atira, estilhaçando o copo. “O senhor ficou gira, Mister. E se o tiro pega em mim?”, reclama o garoto. “O sistema ser perfeita”, responde ele. “Se tira pegar na você, a soluço passar da mesma maneira”.
Provavelmente o segredo do sucesso do livro estava justamente aí. Na trama ao mesmo tempo infantil e ingênua misturada com situações de perigo real.
Além disso, é inegável a força narrativa de João Carlo Marinho, que brinca com as palavras, inventa, dribla a gramática em frases e palavras como “O cambista conferiu o seu oclóque”, “atrapalhação”, “esparramação”, “pranchou”; “escapulido”.
Marinho inovou tanto na linguagem que provavelmente se sentiu inseguro quanto à recepção do livro. Tanto que na primeira edição acrescentou um posfácio dedicado a professores em que defende seu jeito de escrever citando exemplos de grandes nomes da nossa literatura, como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Nas edições seguintes, com o sucesso absoluto do livro junto ao público infantil, esse posfácio desapareceu.
Uma curiosidade: quando procurava o livro para resenhar, acabei descobrindo que, além de uma edição recente da Ediouro, tinha também uma da Brasiliense. Fui olhar a data e descobri que é nada menos que a primeira edição do livro no Brasil. É a capa dele que aparece na imagem.
O Kit gay, diretamente de Paris
Olhem o que achei num sebo... O kit gay!!! E, quem poderia imaginar..... ELE É FRANCÊS?!?!?!!!!! Ainda bem que nosso presidente nunca vai deixar publicarem aqui. Nossa bandeira jamais será vermelha, azul e branca. O Brasil nunca vai ser a França!!!!!!!!!!
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| O Kit gay ensina que os bebês são feitos na máquina de xerox!!!! |
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| O Kit gay fala de garçons, mas não fala de gays. Não entendi nada. |
A arte inquietante de Edgar Franco
Conan - Os guardiões da tumba
sexta-feira, maio 29, 2026
Experiências e livros
Monteiro Lobato já disse que um país se faz com homens e livros. Da mesma forma, um homem se faz de experiências e livros. Não há formação intelectual que não passe pela leitura.
O mais remoto deles, parece-me, é pouco conhecido da geração atual. Mas fez as delícias de todos os jovens devoradores de livros da década de 80. Falo de Aventuras de Xisto, de Lúcia Machado de Almeida, publicado na época na coleção Vaga-lume.
Esse foi o primeiro livro que li (não estou contando os pequenos livros infantis dos quais guardo poucas lembranças). Devia ter algo em torno de 10 anos. Pode parecer uma discrepância eu ler meu primeiro livro aos 10 anos, mas há de se considerar que eu cresci em uma família pobre, na qual livros eram um luxo supérfluo.
Só consegui convencer minha avó a me dar o dinheiro para esse livro porque ele ia ser utilizado na escola. Na época vivíamos na pequena cidade de Mococa, no interior de São Paulo.
Eu mesmo fui à livraria, no outro lado da cidade e comprei o livro. Antes que o dia terminasse eu já o tinha lido inteiro. No dia seguinte, dia de frio, coloquei uma cadeira no quintal e, enquanto tomava um sol, li pela segunda vez.
Uma semana depois a professora iniciou a leitura em sala de aula, mas o rapaz responsável por ler o primeiro capítulo não havia nem mesmo aberto o livro. “Alguém já leu o livro?”, perguntou a professora. Eu levantei a mão: “Já li cinco vezes, professora”. Li tantas vezes que decorei. Os colegas me desafiavam lendo um trecho e eu, invariavelmente, conseguia dizer a página na qual aquele trecho estava.
Aventuras de Xisto influenciou meu gosto pela história, especialmente pela história medieval. O clima sombrio e fantasioso também influenciou muito minha literatura. Minha novela O Anjo da Morte é uma espécie de Aventuras de Xisto para adultos. Gostaria de dar destaque também para as ilustrações do livro, de autoria de Mário Cafiero. Sempre imaginei ter uma história desenhada por ele.
Depois disso, eu não tinha mais como convencer minha avó a comprar outros livros e só fui voltar a ler uns quatro anos depois, quando descobri a biblioteca pública e os sebos. Foi época de conhecer Monteiro Lobato.
Não houve um livro específico que tenha me influenciado. Nessa época lia tudo que me chegava às mãos do autor paulista. Curiosamente, li primeiro sua literatura adulta, depois a infantil. Na literatura adulta, Urupês é sem dúvida a obra-prima. Lobato estava menos preocupado em fazer literatura e mais em causar uma impressão no leitor. Lembro que a primeira vez que li me pareceu um livro de terror... Da literatura infantil, História do mundo para crianças é, certamente, a obra que li mais vezes. Lobato era uma dessas inteligências enciclopédicas, que escreviam sobre tudo e em tudo deixavam um gosto delicioso.
Mais ou menos por essa época, tinha um amigo que colecionava a revista Heróis da TV e descobri um sebo que as vendia por um preço irrisório. Eu comprava as revistas e as vendia pelo dobro do preço, e assim conseguia dinheiro para comprar minhas próprias revistas. Antes de vender as revistas, eu passava o final de semana lendo. Só muito tempo depois fui perceber o quanto essas leituras me influenciaram, especialmente as histórias do Mestre do Kung Fu, de Dough Moench (roteiro), Paul Gullacy e Mike Zeck (desenhos).
1984, de George Orwell, foi a leitura que mais influenciou o período da universidade. Quando já estava no final do livro, fui comprar adubo para minha avó (que adora plantas). Como o troco demorasse, encostei no balcão e comecei a ler. Só sai de lá depois de ter lido a última palavra, para espanto dos balconistas. 1984 é um livro que deixa uma marca em quem o lê. É impossível sair dele o mesmo.
Também da época da Faculdade, O Nome da Rosa, de Umberto Eco foi um livro que prendeu minha atenção. Às vezes desconfio que só gostei tanto dele porque a ambientação era quase a mesma de Aventuras de Xisto. Em todo caso, li-o três vezes. Na primeira, o que mais me chamou atenção foram os detalhes sobre a história da Idade Média. Na segunda, os aspectos relacionados às teorias da comunicação (especialmente semiótica e teoria da informação). Na terceira, eu já estava mais interessado em detectar as influencias de Jorge Luís Borges sobre a obra.
Chegamos em Borges. O que mais me marcou no autor argentino não foi um livro, mas um conto: "O Aleph". O texto parecia uma versão literária de meus estudos sobre teoria do caos. A partir daí comecei a devorar tudo que me caía as mãos sobre o autor portenho.
"O Aleph" me foi emprestado por um colega de redação na Folha de Londrina. Foi também ele quem me emprestou Crônicas Marcianas, de Ray Bradbury. Eu já havia lido Farenheith 451, mas esse parecia uma versão menor de 1984, de Orwell. Crônicas Marcianas tinha vida própria e fez com que eu me interessasse pela literatura de ficção científica norte-americana.
De Bradbury para Isaac Asimov foi um passo. Além das histórias de robôs, sempre me fascinaram seus textos de divulgação científica. Asimov produziu um verdadeiro tijolo, Cronologia das descobertas cientificas, que foi meu livro de cabeceira durante o mestrado.
Uma história em quadrinhos que mudou a minha forma de ver o mundo foi Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Moore virou de cabeça para baixo os comics norte-americanos ao mostrar os super-heróis de uma perspectiva realista. Histórias de heróis cuja vestimenta é uma fantasia sexual se misturam com casos de personagens que deixaram escapar bandidos porque precisavam ir ao banheiro. Pode parecer humorístico, mas a perspectiva não era essa. Moore realizou uma obra profunda sobre a condição humana em meio ao caos. O subtexto baseado na teoria do caos e na geometria fractal passou despercebido pela maioria dos leitores e só se tornou corrente no Brasil após o meu trabalho de conclusão de curso de graduação.
Já que falamos em teoria do caos, Caos: a criação de uma nova ciência, de James Gleick, é outro livro que exerceu grande influência sobre mim ao me mostrar o poder desse novo paradigma para explicar fenômenos não deterministas. Fenômenos deterministas são aqueles que seguem um padrão fixo, como um relógio. Para a ciência clássica, todo o universo era determinista. A teoria do caos demonstrou que esse modelo do universo como um relógio não corresponde à realidade. A maioria dos fenômenos, por mais determinados que pareçam, podem mudar de comportamento de uma hora para outra em decorrência de pequenas alterações, chamadas de efeito borboleta.
A teoria do caos foi uma das bases da teoria de Edgar Morin. Esse autor francês produz tanto que é quase impossível destacar um livro mais importante. Ciência com consciência, Sete saberes necessários à educação do futuro e A Cabeça bem-feita são alguns dos mais famosos. Morin defende uma nova visão de mundo, diversa daquela inaugurada por René Descartes, segundo a qual, para conhecer algo, é necessário dividir esse algo em pequenas partes e estudá-las um a uma.
Para Morin, as partes não podem ser vistas senão em sua relação com o todo. A teoria do caos demonstrou que tudo está relacionado. Uma pequena borboleta batendo suas asas na China pode desencadear uma série de eventos que redundam em uma tempestade em Nova York.
Morin critica a fragmentação dos saberes e defende uma ciência que vê as coisas em suas relações com outras coisas. Pensando bem, isso tem tudo a ver com a filosofia oriental que aparecia nas páginas das histórias em quadrinhos do Mestre do Kung Fu. Talvez tudo esteja mesmo interligado.





































