Giancarlo Alessandrini é um artista conhecido do público brasileiro principalmente por suas colaborações nas séries Ken Parker e Martin Mystere. São trabalhos em preto e branco, com aproximadamente uma centena de páginas. Em O homem de Chicago, publicado na coleção Um homem uma aventura, da editora Bonelli (publicada aqui pela Ebal em 1977), ele nos apresenta um trabalho em um álbum em cores.
A história se passa na Chicago da época dos gangsteres, como Al Capone.
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| O traço de Alessandrini fica muito bem colorido. |
O álbum é focado no grupo secret six, que teria existido na época e se especializara em realizar o trabalho que a polícia não fazia, fosse por medo ou por receber dinheiro dos bandidos.
O grupo reúne indivíduos tão díspares quanto uma cantora, um astro de Hollywood e um ex-assassino da máfia tomado como morto. Cada um deles tem um segredo a esconder, de modo que acabam sendo chantageados por um líder enigmático, que faz com queles coloquem as quadrilhas da época em rota de colisão, o que leva, por exemplo, ao massacre do dia de São Valentino.
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| O grupo é formado por pessoas muito diferentes entre si. |
Como se vê, Alessandrini mistura fatos reais com ficção para construir uma visão ampla do que foi a era dos gangsteres e transforma isso numa leitura fluída, extremamente agradável, que a gente lê de um fôlego. E ainda nos reserva uma interessante reviravolta no final.
Seu traço limpo e elegante funciona muito bem em cores chegando a um resultado que é inclusive superior aos seus quadrinhos em preto e branco.
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| O roteiro mistura fatos históricos, como o Massacre de São Valentino, com ficção. |
O homem de Chicago é certamente um dos melhores álbuns da coleção Um homem uma aventura.





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