segunda-feira, março 16, 2026
Cabanagem: a revolta que se alastrou pela Amazônia
Um erro de pronome
Muitos especialistas consideram a nossa época a era da comunicação. Assim, quem não sabe se comunicar corretamente, fica de fora de sintonia com o mundo e tem menos chances de conseguir um bom emprego. Uma ficha preenchida com erros de português certamente não ajuda a conseguir um bom emprego.
E, vejam bem, expressar-se bem não significa apenas escrever corretamente, de acordo com a gramática. Significa também dar fluência ao texto, torná-lo agradável e objetivo. Um relatório claro, sem erros ortográficos ou de pontuação, com frases curtas, tem mais chances de ser lido.
Entretanto, um bom conhecimento de nossa língua pode acabar influenciado até em nossa vida amorosa. É o que mostra o escritor Monteiro Lobato no conto “O Colocador de Pronomes” do livro Negrinha.
A história se passa em uma cidadezinha do interior. Havia ali um pobre moço que definhava de tédio no fundo do cartório. Era escrevente, mas gostava de ler e, pior, de escrever versos lacrimogêneos.
Tudo ia na santa paz até que o moço se apaixonou pela filha mais moça do Coronel da cidade, a Laurinda, linda flor de 17 anos. A filha mais velha, Do Carmo, era o encalhe da família. Já velha para casar, não conseguia bom ou mau partido. Também, pudera: era vesga, histérica, manca de uma perna e meio aluada. Se a mais nova era o ideal de beleza, a outra era feia até não poder mais.
Pois se apaixonou o pobre rapaz e, para extrema infelicidade, escreveu um bilhetinho à amada: “Anjo adorado. Amo-lhe”.
O Coronel, entretanto, interceptou o bilhetinho e chamou o seu autor:
- É seu? – disse, estendendo o papel para o rapaz.
- É... – gaguejou o rapaz.
- Pois agora... – ameaçou o vingativo pai... é casar!
O moço, que já se imaginava morto, ressuscitou. Casar com a filha do Coronel! A moça mais bonita de Itaoca!
O Coronel gritou lá para dentro:
- Do Carmo! Vem abraçar o seu noivo!
O escrevente piscou seis vezes e, enchendo-se de coragem, corrigiu o erro. O bilhete fora escrito para Laurinda...
- Sei onde trago o nariz, moço. – esbravejou o Coronel. Você mandou o bilhete à Laurinda dizendo que ama-lhe. Se amasse a ela, teria dito “amo-te”. Dizendo “amo-lhe”, declara que ama uma terceira pessoa, no caso a Do Carmo.
E, pacientemente, o velho explicou que os pronomes se dividem em três: de primeira pessoa, quem fala; de segunda pessoa, a quem se fala, e de terceira pessoa, de quem se fala. E o lhe é pronome de terceira pessoa.
Portanto, nada de dizer “amo-lhe” ou “convido-lhe”. Expressões com essas demonstram que se ama ou se está convidado uma terceira pessoa.
Quanto ao moço? Casou-se mesmo com a megera. Tudo por causa de um pronome...
Os melhores do mundo
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| O traço limpo e anatômico de Steve Rude era um alívio numa época em que até os músculos dos heróis tinham músculos. |
Quarteto Fantástico – Inconcebível
Cidade invisível
A primeira coisa que chama atenção em Cidade Invisível, série da Netflix criada por Carlos Saldanha (de A era do gelo), é a nítida semelhança com trabalhos de Neil Gaiman, como Sandman e Deuses Americanos, em que seres mitológicos e deuses vivem misturados com os humanos, como se fossem pessoas normais. Certamente não é uma coincidência, uma vez que a fonte é uma trama criada por Rafael Draccon, que certamente conhece o trabalho de Gaiman.
O que a série traz de inovador é explorar a mitologia brasileira, com sacis, curupira, iara, cuca e misturar isso com uma trama policial – em que alguém parece estar matando entidades.
O título cidade invisível tem dupla interpretação. Por um lado, remete aos seres míticos, invisíveis à maioria das pessoas. Mas por outro, remete à invisibilidade social. Todas as entidades são pessoas excluídas da sociedade, mendigos, moradores de favelas e cortiços.
Nesse sentido, um dos maiores méritos da série é a caracterização visual dos personagens. A Iara, por exemplo, tem um belo cabelo trançado que emula a cauda de uma sereia.
Outro grande mérito é provar que a mitologia nacional pode ser mostrada de maneira não-infantilizada em uma trama que flerta com o terror. Essa abordagem, aliás, parece ter funcionado, já que a série está entre as mais assistidas da Netflix.
Como aspecto negativo, o excesso de bifes, diálogos que parecem a maior parte do tempo não ter outra função que não seja explicar aspectos da trama ou do próprio universo da série para o expectador. Aliás, essa necessidade de explicar tudo é, certamente o maior defeito da série. Até mesmo a origem de seres como a Iara, a Cuca, o saci e o curupira e até do vilão e do protagonista são explicados, muitas vezes de maneira forçada para encaixar tudo numa trama coesa.
Perry Rhodan – Chave Secreta X
Chave Secreta X, número 23 da coleção Perry Rhodan é o primeiro escrito por W.W. Shols e uma grata surpresa.
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| A capa original alemã. |
domingo, março 15, 2026
Fundo do baú: Scooby Doo
Cavaleiro da Lua - O Retalhador
No início da década de 80, o Cavaleiro da Lua era um dos títulos mais quentes da Marvel. Mérito da dupla Doug Moench (roteiro) e Bill Sienkiewicz (desenhos). Exemplo dessa qualidade já era visível no segundo número, com a história O retalhador (tradução da Paninin).
A primeira página já dava uma boa amostra do que viria. Mostrava o protagonista e uma personagem secundária, a garçonete Gena, sob a ameaça de uma foice empunhada em primeiro plano, numa cena de grande impacto. O texto, pungente, seguia o mesmo nível do desenho: “Sangue. Há sangue. Sangue no coração, nas veias e na carne. Sangue quente afluindo vermelho, dando vida. Há sangue. Sangue na cidade, nas ruas e nos becos. Sangue frio, escoando escarlate, deixando morte”.
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| A RGE trazudiu o título como O Cortador. |
A trama sobre um seril killer que assassinava mendigos era uma desculpa perfeita para Moench abordar temas sociais, como a invisibilidade social. À certa altura, por exemplo, um policial diz: “Até Jack, o estripador, teve mais atenção que o retalhador, e o safado só matava prostitutas... mendigos tão num nível ainda mais baixo. Ninguém liga para mendigos. Se ligassem, eles não seriam mendigos”.
A história toda vai muito além de um relato de super-herói, sendo emocionamente, especialmente quando descobrimos que Crawley, o mendigo amigo do taxista Jacke Lockley (uma das identidades do Cavaleiro) tem relação direta com o assassino.
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| Doug Moench usou a história para discutir temas socias. |
É também um capítulo em que se forma a equipe que iria ajudar o herói, dando ao título uma cara de pulp fiction. Além do piloto francês e do mendigo, entram na equipe a garçonete Gena e seus filhos.
Ofizine
Quando ainda era estudante de comunicação na UFPA, ministrei uma oficina de fanzines para os calouros. O resultado foi a publicação chamada de ofizine.
O Zine não tem data, mas pelo meu texto introdutório, eu estava no quarto semestre, ou seja, devia ser o ano de 1991. Segundo esse mesmo texto, a oficina surgiu da ideia de colocar os calouros em contato com a prática já desde o primeiro momento, algo que não havia acontecido com minha turma, que só teve contato com alguma prática no segundo ano. Na época o curso de Comunicação era dividido em básico, com disciplinas comuns, como filosofia e LPC, e profissional, com disciplinas técnicas.
Aparentemente eu não consegui concorrer com a oficina de rádio e de televisão, de modo que tive poucos alunos, mas muito empolgados.
Anos depois encontrei, no congresso intercom de comunicação, uma moça que já fizera doutorado e passará no concurso para professora da UFPA. Ela me confidenciou que tinha participado daquela oficina de fanzine, da qual se lembrava com muito carinho. A produção do Zine tinha sido uma das razões pelas quais ela se empolgaram, desde o início, pelo curso de Comunicação.
Hulk contra o Sentinela
É fato conhecido amizade entre o roteirista Roger Ster e o desenhista John Byrne.
Em 1978, quando Stern escrevia o Hulk e Byrne era apenas um artista em ascensão, Stern resolveu trazer o amigo para o título do golias esmeralda em uma HQ que envolvia o Anjo e Homem-de-gelo, personagens que Byrne havia desenhado no título Os campeões.
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| A primeira apariçao do Sentinela é uma imagem impressionante. |
Na história, publicada no número The incredible Hulk anual 7, um sentinela invade a mansão do Anjo. Mas não se trata de um sentinela comum, e sim do Molde Mestre, um ser extremamente poderoso a ponto de derrotar facilmente os dois mutantes.
É quando o Anjo tem a ideia de fugir para a base Gama, prevendo que isso fará com que o robô entre em confronto com o Hulk, o que de fato acontece.
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| O Anjo foge paa a Base Gama... |
A história tem momentos memoráveis, como a splash page em que o sentinela aparece, monstruosamente grande, avançando com suas mãos titânicas na direção dos dois heróis, uma mostra de que Byrne era alguém que sabia dar dramaticidade às imagens, algo que ele faria com perfeição no título dos mutantes.
O roteiro de Stern também não deixa a desejar, unindo ação e bom desenvolvimento de personagens, assim como uma trama que de fato parece colocar os heróis em perigo.
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| ... o que coloca o robô em rota de colisão com o Hulk. |
Lendo essa história, fico imaginando o que teria acontecido se o título dos Campeões tivesse sido colocado nas mãos da dupla Roger Stern – John Byrne. Talvez Byrne tivesse se tornado um astro dos comics antes mesmo do sucesso em X-men e talvez o título dos campeões não tivesse tido um final tão melancólico.
Cabanagem: uma continuação da Revolução Francesa?
Curupira
Nunca acreditei em elementais. Só mudei de opinião quando visitei uma cidade da ilha de Marajó chamada Muaná.
Fui com a minha namorada na época e atual esposa. Talvez caiba aqui uma palavrinha sobre o modo de vida na ilha de Marajó. O que mais salta aos olhos é a importância do rio. Para as pessoas que moram no interior, o rio é tudo: de fonte de alimentos a rua. Sim, rua! Para se ir à casa do vizinho, não se vai por terra, mas pela água. Hoje todos têm voadeira ou rabeta. Mas na época que se passa a história, todos usavam uma canoazinha inconstante, que alguns chamam montaria ou cascinho.
Todos fazem suas casas na beira da água. Minha esposa me contou que certa vez sua mãe brigou com uma vizinha que morava do outro lado do rio. As duas postaram-se na ponta do trapiche e ficaram lá, gritando impropérios uma para a outra. Para nós, seria como ter uma discussão com um vizinho que mora a duas ruas de distância sem sair de casa.
Usando um casquinho, no qual eu quase nunca conseguia me equilibrar, visitamos vários locais e conhecemos a região próxima ao rio. Mas tinha ganas mesmo era de andar no meio da floresta. Afinal, eu já estava mais do que acostumado a fazê-lo na mata do Utinga, em Belém. Assim, munido de um facão, entrei na floresta.
Meu objetivo era encontrar um pé de fruta (não me lembro realmente qual) que havíamos avistado à beira de uma baixinha. Baixinha é como os caboclos chamam os pequenos riachos criados pela cheia do rio. Verdadeiras veias que serpenteiam toda a mata, transformando-se em valas de lodo quando a maré está baixa.
Não houve qualquer problema na ida, embora eu fosse obrigado a atravessar uma parte bem densa da floresta e não tivesse comigo uma bússula. Cheguei exatamente onde queria, o que não surpreende, pois eu estava acostumado a andar na mata e sempre o fiz usando apenas o sol, a beira do rio e as trilhas existentes para me orientar.
Infelizmente, o cacho estava vazio. Algum animal se antecipara a mim na colheita das frutinhas. Era retornar.
Quando voltava, comecei a ouvir passos atrás de mim. Quem quer que fosse, andava quando eu andava e parava quando eu parava. Intrigado, dei o grito característico que os caboclos usam para se cumprimentarem. Uma mistura de O com U muito agudo e forte. Pode parecer pouco elegante, mas no meio da mata é a melhor maneira de se ter certeza de que o outro ouvirá. Mas naquela ocasião, meus cumprimentos não foram respondidos.
Tentei novamente, ainda mais forte. Nada.
Continuei andando, e os passos atrás de mim. Era bem audíveis. Não se tratava, por exemplo, de uma ilusão auditiva provocada pelo vento nas folhas ou pelos galhos caídos. Não mesmo. Podia ouvir perfeitamente os passos atrás de mim: poc poc poc... de vez em quando, podia perceber uma madeira estalando, sinal claro de que alguém a pisara.
Parei novamente... e repeti o cumprimento. Nenhuma resposta. Comecei a pensar, então, que poderia ser um porco. Os marajoaras têm o costume de criar seus porcos soltos pela floresta. Todo dia, no final da tarde, os suínos se reúnem para receber comida de seu dono, mas passam a maior parte do dia na floresta, devorando coquinhos. De vez em quando um deles se torna selvagem, dando ensejo para uma caçada com espingardas pica-pau.
Certo de que era um porco, pus-me a chamá-lo. Coisa curiosa são as formas que o pessoal do interior usa para chamar porcos. Cada região tem uma. Na ilha de Marajó, chama-se assim: cheine, cheine, cheine... pode parecer nome de cowboy, mas funciona. Comigo, no entanto, não deu certo. Não era um porco.
Enquanto chamava o porco, parei numa clareira com uma mangueira muito grande. Continuei andando. Pelos meus cálculos, já devia estar perto da casa e logo acabaria me livrando do meu perseguidor. Para minha surpresa, não só não encontrei a casa, como voltei para o mesmo ponto: a clareira com a mangueira! Fiquei apavorado. Eu nunca havia andado em círculos em todos os anos de experiência na floresta! Além disso, para fazê-lo, eu precisaria estar caminhando há horas. Eu havia voltado para o mesmo ponto em poucos minutos! Para quem achava que estava indo em linha reta, era uma constatação assustadora.
Lembrei imediatamente da lenda do curupira. Para os que não a conhecem, o curupira é um menino de cabelos de fogo e pés voltados para trás. Trata-se de um elemental da floresta, que faz com que se percam caçadores e pessoas mal-intencionadas (na verdade, eu descobri depois que qualquer um que entra na mata sem pedir permissão é considerado mal-intencionado). O curupira tem também o poder de ilusão. Há uma história sobre um caçador que sempre matava mais animais do que precisava, desrepeitando a natureza. Para castigá-lo, o curupira fez com que ele, vendo sua mulher, pensasse que se tratava de um bicho. Resultado: o caçador fez fogo e acabou matando a própria esposa...
Todas essas histórias me vieram à mente naquele momento. Então fiz a única coisa que não poderia ter feito: saí correndo pela mata. Quando dei por mim, estava completamente perdido. Os passos já não me seguiam mais.
A mata da região tinha uma característica que dificultava em muito as coisas para mim. O chão era, na maior parte, elameado. Nada de terra firme, na qual acabam se formando trilhas nos locais por onde as pessoas passam com mais freqüência. Em certo ponto, precisei atravessar uma baixinha que estava aparentemente seca. Quando dei o primeiro passo, afundei até quase a cintura. A lama era tão espessa que agarrava meu tênis, tirando-o do pé. Isso me atrasava, pois eu tinha de voltar para pegá-lo. Andar sem tênis, nem pensar.
Já em terra firme, pensei em seguir uma baixinha, mas eu sempre as encontrava pelo meio e, como ainda não começara a cheia, não sabia para que lado ficava o rio. Outro problema é que, em certas regiões mais estreitas da ilha, as baixinhas poderiam até varar de um lado a outro.
O jeito era gritar e andar. Fiz isso até que ficasse rouco e meus pés já não me agüentassem em pé. O pior de tudo é que o dia já ia terminando. A perspectiva de passar a noite na floresta sozinho, enlameado, sem fogo, e apenas com um facão era assustadora demais para ser sequer cogitada. Eu não iria querer isso nem para o meu pior inimigo. A floresta de dia é uma espécie de paraíso silvestre, um local onde reencontramos nossa essência, um local em que entramos em contato com a natureza no seu estado mais puro... mas a floresta de noite é um inferno capaz de fazer Rousseau mudar de idéia e ansiar desesperadamente para o conforto de uma casa com todas as comodidades modernas. Há os insetos. Todos eles saem de noite para se alimentar do primeiro bobalhão com a pele descoberta que puderem encontrar. E existem insetos que nem merece esse nome, pois são enormes, verdadeiros monstros. Além deles, todos os animais carnívoros saem de noite para caçar. E havia também aquilo que não podia ser nomeado, as criaturas da noite, que não existem para a nossa realidade cartesiana, mas são perigosamente reais quando o manto negro cai sobre as árvores. E, quando se está na floresta, a noite cai de repente, sem qualquer aviso. Num momento é dia e no outro é a mais negra noite.
Estava já quase desistindo e me conformando com minha má sorte quando ouvi vozes. Vozes humanas. Comecei a gritar para chamar a atenção de quem quer que fosse, enquanto me aproximava da origem do som. Então percebi que as pessoas estavam do outro lado de uma baixinha. Uma, aliás, que nem merecia esse nome: era enorme.
Impossível de atravessar como eu fizera com a outra. Comecei a percorrer a beira até encontrar uma árvore caída que servia de ponte. Quase caí, mas cheguei do outro lado. Depois de muita procura, encontrei um casal de caboclos com filhinha. Contei para eles minha história.
- Nós estamos indo catar açaí. – informou o homem. Espere aqui, que depois a gente te leva pra casa.
Sentei numa árvore caída e esperei. Esperei. Esperei e esperei. O tempo passou e nada deles aparecerem. Uma idéia idiota, aterrorizante, passou por minha mente: e se não existissem nem o homem, nem a mulher, nem a criança? E se fosse tudo uma ilusão provocada pelo curupira?
O tempo passava e eu me sentia cada vez mais angustiado. O pensamento terrível aparecia de tempos em tempos, mas eu o afastava, como quem espanta um mosquito.
Finalmente, ouvi barulho de vozes. Os três apareceram, trazendo cachos de açaí. Enquanto me levavam para sua casa, eles me informaram que eu havia atravessado de um lado a outro da ilha. Também disseram que, pelo caminho que ia, acabaria chegando no mangue e, provavelmente, seria obrigado a passar a noite lá.
- O mangue é um lugar terrível para se andar. – comentou o homem.
Realmente, além do solo enlameado, essa região tem uma vegetação característica, composta de capim navalha (que corta a pele ao menor contato) e plantas espinhosas.
No final, voltamos para a casa do meu sogro da maneira mais rápida: de canoa. A maré estava cheia, o que nos permitiu atravessar por uma baixinha que ia de um lado a outro da ilha. Caso contrário, teríamos que contornar a ilha, o que levaria horas.
Quando contei o que me acontecera, meu sogro não só não duvidou de minha palavra, como ainda aconselhou:
- Não se entra na mata sem pedir permissão.
(Ilustração do amigo Romahs)














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