quinta-feira, março 19, 2026

Perry Rhodan – Na selva do mundo primitivo

 



Na selva do mundo primitivo é o título do livro que fecha a saga iniciada em A fuga de Thora.

Nos livros anteriores, Thora fugira para o planeta Vênus e lá, por não ter a senha adequada, tivera sua nave derrubada pela Base. O mesmo acontecera com Perry Rhodan. Os dois se viram quase sem recursos num planeta repleto de perigos naturais acrescidos de um perigo a mais: os russos da missão asiática, que continuavam no local.

Esse volume é escrito por Kurt Mahr, autor que parece ter uma predileção por histórias que se passam em Vênus. Era também o mais fraco dos três autores iniciais da série. Mas aqui sua narrativa melhorou muito, as descrições se tornam mais claras e mais segura e narrativa funciona bem.

A capa original alemã. 


O maior problema é que a fórmula “humanos sendo ameaçados por dinossauros venusianos”, cansa. Não bastasse a aparição nos dois volumes anteriores, aqui parece que todos os dinossauros do planeta resolveram caçar humanos. Aliás, a própria ideia de dinossauros em Vênus para os leitores de hoje parece forçada.

Esse volume tem um problema comum em outros volumes: muitos ganchos vão sendo jogados e tudo se resolve em poucas páginas, o que muitas vezes deixa elementos sem explicação. Por exemplo: antes da chegada de Rhodan e Thora em vênus, os sobreviventes do bloco asiático estavam literalmente em guerra uns com os outros. No final do volume, parece que a paz finalmente vai reinar no planeta. Mas o que aconteceu com os grupos dissidentes? Todo mundo virou amigo de uma hora para outra? 

Monstro do Pântano – O fim

 


Sempre que leio a edição 50 de Swamp Thing, eu me lembro da música Trem das Sete, de Raul seixas (“Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais”). A razão é que Rauzito, da mesma forma que Alan Moore, usou a arte como metáfora para discussões transcendentais e filosóficas. E, de certa forma, ambos contam a mesma história. Assim, começo a resenha por essa dica de trilha sonora para a história que talvez represente o ponto alto de toda a série do Monstro do Pântano.

Na edições anteriores, a sociedade secreta Brujeria forjara uma pérola de medos e a enviara no bico de um corvo. O objetivo é acordar uma antiga entidade capaz de destruir o paraíso. O que emergira do oceano primordial era alto tão imenso que parecia uma enorme montanha. Como resultado, dois exécitos se posicionam: de um lado os que defendem a criatura, do outro, os que a combatem, incluindo demônios, como Etrigan (“Frente ao que se aproxima, eles têm tanto a perder quanto nós. Mesmo o inferno tem uma situação estabelecida”, explica o Monstro do Pântano).

A ameaça que se aproxima é incomensurável grande. 


Na terra, magos reunidos por John Constantine tentam canalizar suas energias para os combatentes, tendo Mento como guia (“Será que vocês não entendem? Não podemos enfrentar aquilo! É maior do que conseguimos imaginar, nos deixa insignificantes!”, descreve ele).

A criatura percebe que está sendo vigiada e reage. Um a um, os magos reunidos por John Constantine começam a morrer queimados, mas eles continuam agindo (o encanto exige que não se quebre a corrente, de modo que os que estão do lado dos que morreram precisam continuar segurando sua mão).

Os magos são mortos um a um. Quem será o próximo? 


Desse modo, Moore une duas tramas paralelas: os exércitos na periferia do inferno e os magos, cada um com seu nível de suspense e drama, de modo que é quase impossível parar de ler... até porque a ameaça literalmente cresce a cada minuto. Os magos só conseguem ter uma visão melhor da criatura quando Espectro cresce a um tamanho inimaginável e consegue agarrá-la. “Agora ele enxerga a criatura inteira. É como uma... uma lesma em carapaça de besouro. Um capuz de osso, do tamanho de um continente, protege a cabeça preta e cega”, descreve Mento.

Espectro é o único que consegue ter noção do tamanho da criatura. 


Um a um os heróis são absorvidos pela criatura: Etrigan, Espectro, Senhor Destino... a cada um ela faz uma pergunta, e todos eles são simplesmente cuspidos para fora. O único que entra espontaneamente é o Monstro do Pântano, e para sua surpresa, o conselho do Parlamento das Árvores, que ele até então achara inútil, é o que resolve tudo.

Não vou dar spoilers, mas posso dar uma dica sobre o final: ouça a música de Raul Seixas.

Os bebês do Fantasma

 


Na década de 1970, Lee Falk estava tão a vontade nos roteiros no Fantasma que conseguia fazer qualquer história ficar interessante, mesmo uma trama altamente caseira, como uma gravidez. É o que podemos ver no volume especial Os bebês do Fantasma, lançado pela RGE em 1979.

A trama acontece pouco depois do casamento. O espírito que anda está nos EUA quando a esposa resolve lhe contar uma novidade: ela está gravida. O curioso é ver ele na casa da mãe da esposa, andando para cima e para baixo com o uniforme de herói e de máscara, uma cena no mínimo inusitada. Mas Diana precisa terminar um trabalho na ONU e deve ficar nos EUA, enquanto seu noivo precisa voltar para a selva, o que leva a uma verdadeira comédia de erros.

A história tem toques de humor. 

Quando eles estão separados, Diana decide ter o bebê na Caverna da Caveira, enquanto o Fantasma acha que ela decidiu ter o bebê em um hospital. “Os tempos mudam! As mulheres da cidade vão para hospitais! É mais seguro!”, afirma o herói. “Seguro? Do que tem medo? Feras? Algum inimigo?”, pergunta um bandar.

A sequência mostra que, além da aventura, Lee Falk dominava também o humor.

O correio dos macacos atrasa graças a um imprevisto. 


Os desencontros, que começam na comédia, incluindo Diana chegando na África e todos achando que ela é louca por querer ter o filho na floresta, vão se transformando em tragédia quando ela é deixada no meio da floresta, mas a mensagem que anuncia sua chegada atrasou por um motivo peculiar: o macaco que a levava foi atacado por um leopardo e teve que se abrigar no meio de uma lagoa. “Conseguirá Diana sobreviver aos ataques dos chacais e abutres?” é a pergunta bem ao estilo das tiras de jornais.

É menino ou menina? 


Resolvido o impasse, a trama passa a girar em torno do parto e das preocupações do pai. Lee Falk faz um tremendo suspense a respeito do sexo do bebê, um suspense que deve ter funcionado nas tiras dos jornais, mas foi totalmente estragado pela RGE com um spoiler logo na capa: no final a esposa do Fantasma teve um casal de gêmeos – o que deixa uma nova dúvida: quem assumirá o manto do herói, tornando-se o 22º Fantasma? O menino ou  a menina?

É menino e menina. 


Essa trama pueril e caseira torna-se encantadora, símbolo de um tempo em que os quadrinhos eram principalmente diversão.

quarta-feira, março 18, 2026

Superman vs Muhammad Ali

 

  

Em 1978 a DC comics teve a ideia de juntar seu principal personagem com o boxeador 

Muhammad Ali em uma luta. 

A premissa era absurda e teria se tornado um tremendo mico se não tivessem selecionado uma equipe de craques para o trabalho. 

Para escrever colocaram Dennis o Neil e para desenhar, Neal Adams. A dupla já tinha revolucionado o Batman e criado uma cultuada saga do Lanterna e Arqueiro Verde. 

Para a arte final ninguém menos que Dick Giordano e Terry Austin.

O roteiro explora a atuação política do boxeador. 


A história já se mostrava grandiosa desde a capa, na qual o Super e Muhammad lutam num ringue sendo observados por uma plateia que incluía desde astros de rock, como os Beatles, até políticos, como o presidente Jimmy Carter e até vários artistas da própria DC e até da Marvel. 

A trama é forçada. Uma raça alienígena quer que o principal lutador terrestre peleje contra seu campeão ou a Terra será destruída.

Mas surge um impasse: quem é o maior campeão: o Super-Homem ou Muhammad Ali?

O embate acontece sob um sol vermelho, o que faz com que o Super perca seus poderes. 


Para resolver essa questão os alienígenas criam um programa com duas atrações. Na primeira se enfrentam os dois campeões terrestres e o vencedor e enfrenta o campeão deles. 

Dennis o Neil consegue dar alguma credibilidade a essa premissa totalmente forçada e ainda reserva um plot Twist para o final. O roteirista obviamente pesquisou sobre o boxeador e coloca algumas curiosidade sobre ele no texto, com.o o fato dele normalmente prever em qual assalto irá conseguir o nocaute. Há também uma sequência na qual ele ensina box ao Super como se os golpes fossem parte de um discurso, numa nitida referência à sua atuação política. 

As páginas duplas de Nel Adams são impressionantes. 


Mas quem brilha mesmo é o desenhista. Neal Adams pareceu achar que até mesmo a página de quadrinhos era pequena demais para seu talento e encheu a história com página duplas deslumbrantes e repletas de detalhes e minúcias. 

A DC percebeu o tom épico da história e a lançou numa edição especial, num formato maior. Quando publicou a história no Brasil, um ano depois, a Ebal seguiu o.mesmo formato grandioso.

Argo - o cinema como farsa

 

 

Argo é um filme de 2012 dirigido por  Ben Affleck, ganhador de diversos prêmios, entre eles o Oscar de melhor filme. O sucesso de público e de crítica é merecido. A história é intrigante e o filme muito bem dirigido, criando uma espécie de "triller cabeça", em que o suspense se mistura a questões políticas e históricas.
A película é baseada em fatos reais: em 1979 a embaixada americana no Irã é invadida por manifestantes e todos os seus ocupantes são feitos reféns. Mas seis pessoas conseguem escapar pelas portas dos fundos e se refugiam na casa do embaixador canadense. Para resgatar essas pessoas um agente do FBI cria um filme falso de ficção científica chamado Argo. A ideia é tirar os funcionários da embaixada disfarçados de membros da equipe de filmagem.
Affleck surpreende, criando um filme denso, repleto de suspense: o perigo surge a todo momento e, se a farsa for descoberta, todos serão mortos pelo regime iraniano. Fatos reais, como pessoas enforcadas em gruas de construção, ajudam a dar o clima das cenas.
Uma curiosidade é que para tornar a farsa crível foi criado até um cartaz, um story board e desenhos de produção. Boa parte desses desenhos ficou a cargo de Jack Kirby, o rei dos quadrinhos de super-heróis. Reproduzo abaixo algumas dessas imagens.



Team Kids Drogas

 

Team Kids é um grupo de personagens da editora NES cujas histórias trabalham temas como ecologia, cidadania e outros. Eu escrevi para eles o volume sobre drogas. Tema difícil, que deve ser abordado com delicadeza, ser informativo e, ao mesmo tempo, divertido. Pesquisei muito, tivemos a consultoria de uma pessoa ligada a uma ONG de combate às drogas e acho que o resultado foi interessante. A revista foi distribuída em escolas do Rio Grande do Sul.

Entenda por que os comentários estão sendo moderados

 


 - Gian, entrei no seu blog e tentei comentar numa matéria, mas não ele não foi publicado imediatamente 

- Infelizmente eu tive que acionar a moderação de comentários. 

- Mas por quê? 
- Olha o tipo de comentário que os bolsominions estavam postando. 



- Caramba, são dezenas de comentários iguais o cara já começa te chamando de stalinista! 

- Pois é, virei um "extremista de esquerda stalinista"! 
- Caramba! 
- É o culto à personalidade. Como eles consideram o Bolsonaro um semi-deus, qualquer um que não o idolatre é imediatamente chamado de comunsita, petista, stalinista, dentista, skatista, surfista, remista. E pode colocar na conta vários outros "comunistas": Jim Starlin vira marxismo cultural, Raul Seixas vira marxismo cultural, Alan Moore vira marxismo cultural. E, para eles, comunista precisa ser preso. Para eles a Globo é comunista, a Folha de São Paulo é comunista, o Estadão é comunista. Esse tipo de gente só se informa pelo zap zap e por canais bolsonaristas como o Terça-livre. Qualquer coisa fora disso é comunismo. 
- O cara está te chamando de lulo-petralha?!!!



- Pois é, eu que nunca votei no PT, que sempre critiquei o PT, que na época da faculdade vivia em pé de guerra com os petistas da turma, de repente virei petralha só porque me recuso a idolatrar o mito. 
- E você praticamente nem fala de política no seu blog. 
- Pois é. Mas a estratégia deles é Dart Vader: ou você idolatra o Capitão ou é comunista, stalinista, petista, skatista, surfista, dentista, remista. Teve um "amigo" bolsominions que ameaçou me dar um soco só porque eu disse que político é para ser cobrado não para ser idolatrado. Outro disse que o pior tipo de "comunistas" são os "isentões": isentão aí significa alguém que se recusa a idolatrar o mito deles, mas ao mesmo tempo não idolatra o Lula, que se recusa a tecer elogios à ditadura militar, mas também não elogia a Coréia do norte. Antigamente para ser comunista precisava ser fã do Karl Marx, precisava ler o Manifesto Comunista, precisava acreditar em ditadura do proletariado. Hoje em dia, para ser comunista, basta não idolatrar o mito.
- Ele te acusa de cometer um gesto lulo-petista. Que gesto lulo-petista é esse?
- Me recusar a idolatrar o mito. Para quem escreveu esse comentário, qualquer um que não idolatre o mito está cometendo um gesto lulo-petista. Ou seja, na cabeça dele, está cometendo um crime. São pessoas que só se informam pelo zap zap e por vídeos de teoria da conspiração.
- Caramba, estou lendo aqui. O cara está ameaçando te denuncia... Te denunciar para quem? 
- Para os militres, provavelmente. 




- Estou vendo aqui. Ele te acusa de doutrinar os alunos. Fui seu aluno e você nunca falou de política em sala de aula. 
- Deve ser porque uso camisas da Marvel em sala de aula. Dizem que estou doutrinando os alunos a gostarem da Marvel. Nisso, confesso, sou culpado. Mas em minha defesa posso dizer que gosto da DC quando ela é desenhada pelo Garcia-Lopez.... rsrs... 
- Nossa, o cara diz que vai fazer você perder o emprego! Chega até a te chamar de estelionatário! 
- Só faltou dizer que vai me prender e  torturar pessoalmente para que eu confesse todos os meues crimes...kkkk Tudo isso porque eu me recuso a idolatrar o Capitão. E é esse pessoal que diz que é a favor da liberdade. A liberdade que eles querem é a liberdade de poder denunciar e prender quem pensa diferente deles. E como você pode ver, postaram essas ameaças dezenas de vezes no blog antes que eu bloqueasse os comentários. É por isso que não é mais possível comentar no meu blog. Infelizmente, tive que bloquear essa possibilidade de contato com meus leitores por causa desse tipo de comentário ameaçador.   
- Assustador, melhor manter os comentários do blog moderados mesmo.  
- Pois é. Melhor do que dar voz a gente desse naipe, que só se informa pelo zap zap e acredita em todas as teorias da conspiração possíveis. 

Hulk: A encruzilhada

 


Bill Mantlo é o grande roteirista do Hulk. Sua visão do personagem foi a mais duradoura e lembrada do personagem. E o grande momento da fase de Bill Mantlo foi a saga da Encruzilhada.
Publicada entre 1984 e 1985, essa saga durou 13 mais de um ano.
Na história, o Hulk se torna incontrolável e o Dr. Estranho resolve bani-lo da Terra, enviando para um local que é um cruzamento entre vários mundos e realidades, a encruzilhada. Ali o Hulk pode escolher para onde ir.
Hulk é enviado pelo Dr. Estranho para uma encruzilhada entre vários mundos. 


O feitiço lançado pelo mestre das artes místicas tem um gatilho: se o monstro verde não estiver se sentindo feliz no mundo que escolheu, ele volta para a encruzilhada.
Esse plot permitiu a Mantlo desenvolver o lado ficção científica e fantasia do golias esmeralda em tramas marcantes, a começar pela garota verde presa em um castelo que chora flores (que lembra muito Jarella). O Hulk tenta salvá-la, mas descobre que seus captores são extremamente poderosos, a ponto de uma criança poder enfrentá-lo.
Para que o roteiro não se tornasse arrastado, Mantlo muda constantemente o mundo escolhido por Hulk, colocando-o nas mais estranhas situações. Há desde um ser gigante que anda pelas dimensões sugando energia – e é caçado por um grupo (numa trama que lembra muito Moby Dick) até uma realidade em que o Hulk é pequeno como um brinquedo de criança.
Em um dos mundos o Hulk é pequeno como um brinquedo de criança. 


E, finalmente, há um desenvolvimento da psiquê do gigante esmeralda até então inédita. Mantlo mostra que a gênese do Hulk já estava em Bruce Banner desde criança e cria um trio de personagens saídos diretamente de seu inconsciente: o duende (a raiva), a guardiã (instinto de preservação) e brilho (a racionalidade). Mantlo conseguiu desenvolver uma profundidade no personagem até então insuspeita.
Essa fase teve desenhos de Sal Buscema e arte final de Gerry Talaoc. A arte-final faz toda a diferença aqui, destacando ainda mais a arte expressiva de Buscema e, ao mesmo tempo dando a ela um ar de mistério e fantasia. Os capítulos finais foram desenhados por Mike Mignola, ainda em início de carreira. Mignola aliás, faz várias das capas da saga – e já mostra o monstro artístico que se tornaria.
Aqui no Brasil essa saga foi publicada pela editora Abril na revista O incrível Hulk, dos números 53 a 64. Considerando o nível da qualidade dessas histórias, é surpreendente que ela não tenha sido republicada pela Panini.

Perry Rhodan – Gom não responde

 


Gom não responde, volume 47 da série Perry Rhodan é uma continuação direta de Projeto aço arcônida, na qual Bell e um grupo de mutantes vai à conferência dos aras com os superpesados e os mercadores galácticos para tentar mudar as coordenadas da Terra no computador do único que sabe onde fica nosso planeta.

No final do volume, eles escapam, mas uma força paranormal faz com que sua nave caía no planeta Gom. O que acontece com eles e os perigos enfretados é mostrado nesse volume escrito por Kurt Mahr.

Mahr descreve Gom como uma verdadeira ante-sala do inferno: “Gom era um mundo de oxigênio, com uma gravitação na superfície de 1,9 e uma pressão do ar de vinte atmosferas. Um mundo onde o homem não poderia parar de pé mais que dois minutos e onde precisaria de proteção de trajes espaciais para não ser esmagado pela fortíssima pressão”.

Se não bastasse isso, o planeta tem como habitantes locais os solhas, placas marrom escuro que têm grande poder paranormal, sugam matéria e podem se unir em seres gigantescos. Outra ameaça são os bios, seres artificiais criados pelos aras.


A capa original alemã. 

Como é possível perceber, esse volume é um verdadeiro triller de sobrevivência, que vai muito além daqueles que se passavam no planeta Vênus.

Uma surpresa do volume é a forma como Mahr trata Betty Toufry. O volume, escrito no início da década de 1960 mostra a mutante de forma pouco usual naquela época eminentemente machista, em que a maioria das heroínas se limitava a gritar e ser salva pelos heróis.

Quando a nave cai no planeta, por exemplo, todos os homens acreditam que a teriam que voltar para a nave para resgatar a garota que estaria morrendo de medo. Mas encontram Betty sentada numa pedra, sorrindo. Já no final da aventura, Bell aconselha a garota a ficar dentro da nave num momento de perigo: “O negócio vai começar a pegar fogo, senhorita, o melhor é ficar dentro da nave”. “Eu gosto de fogo, senhor Bell.”, responde ela. “Além disso, não gosto que ninguém diga que sou covarde.”.  

A história perdida do Puritano

 


 

A segunda história da dupla provavelmente foi uma HQ perdida chamada Puritano.

O Bené era muito fã do Batman e isso era óbvio no visual do personagem. Puritano era um vigilante que lutava contra satanistas e na primeira e única aventura ele tentava salvar uma garota que seria usada para gerar um filho do demônio.
A história era narrada em primeira pessoa e refletia diretamente as convicções religiosas do personagem, com muitas referências teológicas, como “é o fogo do senhor que purifica os homens e seus pecados”.


O interessante da história é que ela se passa em alguns segundos. O Puritano está caindo após destruir uma claraboia, tentando impedir que a prostituta lá embaixo seja sacrificada num culto satânico. A maior parte dos fatos são mostrados em flash back.

(Trecho do meu livro A árvore das ideias - Clique aqui para baixar gratuitamente)

A arte fanástica de Even Mehl Amundsen

 


Even Mehl Amundsen é um artista norueguês especializado em imagens de fantasia. Seu trabalho mais conhecido foi o concept art para os personagens da saga Senhor dos Anéis. Confira suas imagens incríveis.