Os fanzines são publicações alternativas, geralmente reproduzidas em xerox, que ganharam enorme popularidade nas décadas de 1980 e 1990 como canais de expressão contracultural. No Amapá, esse marco inicial veio com o fanzine Universo Alternativo, lançado no dia 8 de maio de 2002 na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.
O idealizador, editor e roteirista da publicação, Samuel, tinha acabado de completar 18 anos. Ao seu lado na empreitada, colaboravam com os desenhos os jovens Josiel Santos e Raoni Holanda, ambos com apenas 14 anos na época.
Tive o privilégio de ser o mentor desses garotos, apoiando-os financeiramente e escrevendo o texto de apresentação do primeiro número. Naquele texto, destaquei que aqueles jovens estavam muito mais preocupados em produzir do que em apenas fazer promessas: “Afinal, são artistas que fazem e têm humildade para perceber suas limitações e ultrapassá-las”.
O lançamento ganhou destaque na imprensa local, merecendo uma matéria no Jornal do Dia, onde o grupo declarou: “A gente quer mostrar que é capaz e, quem sabe, se profissionalizar. Nós queremos mudar a opinião de muitas pessoas que têm aversão às histórias em quadrinhos”.
Infelizmente, uma série de fatores interrompeu a continuidade da publicação. O principal deles foi a necessidade de Samuel pausar a dedicação aos quadrinhos para focar nos estudos para o vestibular — esforço que foi recompensado quando ele passou em primeiro lugar no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Embora o fanzine tenha tido vida curta, ele permanece como um capítulo pioneiro na história das HQs amapaenses.
Para baixar o scan completo do fanzine Universo Alternativo e conhecer esse pedaço da nossa história, clique no link abaixo:
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