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sexta-feira, agosto 23, 2024

Psicopatas: vidas de mentira

 

Psicopatas parecem pessoas acima de qualquer suspeita. 
A principal característica de um psicopata é a mentira. Todas as pessoas mentem, em uma situação ou outra, mas os psicopatas mentem o tempo todo, às vezes só pelo prazer de mentir, sem ganhar nada em troca, e é comum que eles mesmo acreditem em suas próprias mentiras. As mentiras são aliadas a uma grande capacidade de convencimento. Eles são capazes de dizer que já saltaram de para-quedas para logo em seguida dizer que nunca andaram de avião e ainda assim convencerem os interlocutores. 
Eles não só se contentam em dizer que são neurocirurgiões ou advogados. Eles usam e abusam dos termos técnicos das profissões que fingem ter.
Quer saber mais sobre psicopatas? Clique aqui.  

quinta-feira, agosto 08, 2024

Psicopatas: fantasias assassinas

 

Personalidades psicopáticas costumam se caracterizar por uma grande necessidade de fantasias. Eles fantasiam tudo que vão fazer e têm prazer especial com o planejamento de seus crimes. A fantasia deve continuar depois do crime, razão pela qual muitos guardam lembranças de suas vítimas. Partes do corpo, objetos ou fotos ajudam o psicopata a rememorar os momentos do crime.
         Jeffrey Dahmmer tirava fotos de seus assassinatos.
         Na ficção, em um dos episódios de Arquivo X, o psicopata recolhia objetos das vítimas que pretendia matar. No livro Insônia, Stephen King fala de uma espécie de psicopata fantasma, que tinha uma casa cheia de recordações de suas vítimas.
         É também muito comum em psicopatas históricos de momentos de solidão, em alguns casos por iniciativa própria, em outros uma solidão forçada, em que os psicopatas se divertiam fantasiando sobre seus futuros crimes.
         Big Ed, por exemplo, era trancado no porão por sua mãe, que temia que ele molestasse as irmãs, e passava os dias fantasiando.

sábado, agosto 03, 2024

Psicopatas: modus operandi e assinatura

 


         O modus operandi é a forma como o criminoso comete o crime. É dinâmico e maleável e melhora à medida em que o infrator ganha experiência e confiança.
         Um ladrão novato pode entrar em uma casa quebrando a vidraça. Esse é o seu modus operandi. Ele pode perceber que o método anterior é arriscado, pois chama atenção e torna o roubo arriscado e apressado. Numa próxima vez, ele pode levar equipamentos que tornem o arrombamento mais garantido e silencioso, mudando assim seu modus operandi.
         Ao contrário do modus operandi, a assinatura nunca muda, pois faz parte da fantasia do psicopata e é sua forma de dizer que aquele crime é de sua responsabilidade.
         Todo psicopata sente orgulho de suas ações e sente que fez uma espécie de obra de arte. Alessandro Marques Gonçalves, que se fazia passar por médico, não escondeu a cabeça quando foi preso. Ao contrário, deixou-se filmar à vontade.
         O promotor de eventos Michael Alig era querido por todos e foi o grande responsável por difundir a cultura clubber em Nova York, organizando festas itinerantes. Em 1996 ele matou um amigo em sua casa. Quando o corpo começou a feder, ele retalhou-o em pedaços e jogou os restos no rio Hudson. Dias depois num programa de TV, o promotor simplesmente contou o que tinha feito em detalhes, orgulhoso. Os jornalistas não acreditaram, mas pouco tempo depois a polícia achou os resto do corpo no rio.

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segunda-feira, janeiro 01, 2024

Jack, o estripador

 


            Na segunda metade do século XIX, o bairro de Witechapel era um dos locais mais miseráveis de Londres.

            O príncipe de Gales, certa vez explorara a área acompanhado de amigos. De alameda em alameda, entrou em um quarto sem mobília, onde achou uma mulher deitada sobre farrapos com três crianças nuas, que de tanto frio e fome, não pronunciavam uma única palavra. Quatro dias depois, o príncipe fez um pronunciamento na Câmera dos Pares insistindo para que o governo fizesse algo para melhorar as condições de vida da população. Mas a rígida moralidade vitoriana não permitia uma ajuda real aos necessitados. O reverendo Samuel Barnett, vigário da Igreja de Cristo, argumentava que a caridade indiscriminada era uma das pragas de Londres. Para ele, os pobres passavam fome por causa das esmolas que recebiam.

            E assim, o local deteriorava-se cada vez mais. As pessoas dormiam nas escadas e até nas latas de lixo para fugir do frio. Estima-se que mais das metades das crianças nascidas na área pobre de Londres morria antes de atingir cinco anos de idade.

            A promiscuidade era grande e relatos da época falavam de meninos e meninas de 12 anos fazendo sexo em becos.

            Nesse ambiente de miséria absoluta, a prostituição era um das poucas formas de ganhar a vida. A nobreza, no entanto, preferia ignorar isso e acreditar que as jovens se tornavam prostitutas porque se deixavam atrair por abastados sedutores.

            Foi nessa região miserável de Londres que Jack, o estripador, faria suas vítimas.

            A primeira delas foi Mary Ann Nichols, conhecida como Polly.

            Na noite de 31 de agosto de 1888, ela chegou à pousada Thrawl Street, n. 18, mas o gerente não a deixou entrar, pois ela não tinha os quatro pence para pagar a dormida:

            Ela era baixa, com pouco mais de um metro e meio de altura, cabelos castanhos compridos, quase grisalhos.        Por anos, Polly fora casada com William Nicholls, operador de impressora, com quem tivera cinco filhos. A solidão, porém fizera com que ela começasse a beber e o casamento se rompeu em 1881, com o marido acusando-a de abandonar o lar.      

            Sem pensão, Polly deixou os filhos com seus pais e foi trabalhar como empregada doméstica. Um dia ela roubou três libras dos patrões e desapareceu nas ruas de Londres.

            Pouco depois de ser recusada na pensão, Polly encontrou com outra prostituta, Emily Holland. Polly estava mais bêbada que nunca e, apoiando-se em uma parede, comentou que três vezes naquele dia tivera dinheiro para o pernoite, mas gastara tudo em bebida.

            Foi a última vez em que foi vista.    

            Na madrugada daquela noite, o porteiro George Cross ia para o trabalho quando encontrou o que parecia um encerado jogado no meio da rua. Quando se aproximou, descobriu que era, na verdade, uma mulher.

            Nisso viu aproximar-se um colega de trabalho e chamou-o:

            - Ei, companheiro, venha ajudar aqui. Esta mulher está desmaiada ou bêbada.

            Ao aproximar-se, o homem percebeu que a suposta bêbada estava na verdade morta e os dois desapareceram do local.

            Instantes depois, o guarda John Neil encontrou o corpo de Polly. Ela tinha sinais de estrangulamento, lesões na garganta, abdômen e face.

            Em 8 de setembro daquele ano foi a vez de Annie Chapman.

            Dias antes, Annie brigara com outra prostituta, Liza Copper, por causa de um pedaço de sabão. Liza insultou-a e Annie deu-lhe uma tapa no rosto.

             

            Liza não se amedrontou e bateu em Annie até deixá-la no chão.

            Quando a amiga Amélia Farmer a encontrou no dia seguinte, ela estava com um hematoma no olho e o peito muito machucado. Ela sentia convulsões e dor. O único alimento que ela ingerira naquele dia fora uma xícara de chá.            

            Na noite do assassinato, ela tentara entrar em uma pensão, mas fora barrada por falta de dinheiro.

            No dia seguinte John Davis, idoso morador da hospedaria Hambury Street, levantou-se da cama pouco antes da seis horas e abriu a porta. Deu de cara com o corpo de uma mulher. Ele saiu correndo, chamando alguns trabalhadores que passavam por ali, mas ninguém teve coragem de entrar.

            Um policial ouviu a balbúrdia e, aproximando-se, encontrou a mulher deitada de costas no chão. As mãos estavam esticadas à frente e as palmas estavam abertas para cima. O casaco e a saia estendiam-se por sobre as meias compridas e ensangüentadas.

            O assassino estava aperfeiçoando seu modus operandi e deixando mais clara sua assinatura: a mulher fora eviscerada e seu útero retirado. Ao lado do corpo, vários objetos pessoais foram arrumados como que num ritual. Os anéis da vítima haviam sido arrancados dos dedos e colocados aos pés da vítima, juntamente com algumas moedas.

            A paranóia tomou conta da região e muitos voltaram suas atenções para os judeus. Esse sentimento anti-semita foi aumentado pela prisão de John Pizzer, um judeu polonês de trinta e três anos, que trabalhava em Whitechapel como sapateiro. As provas alegadas por William Thicke, o policial que o prendeu, foram cinco facas afiadas, de cabos longos, objetos absolutamente comuns na casa de um sapateiro.

            Pizer, no entanto, tinha um álibi: estivera em casa, em sua cama, dormindo, durante os assassinatos.

            Mas a prisão teve reflexos terríveis sobre a população judia do bairro. Havia um sentimento geral de que apenas estrangeiros ou pessoas estranhas poderiam cometer tais crimes.  Vários judeus foram agredidos nas ruas.

            Um volante distribuído nas ruas anunciava:

            "Eles agora pegaram o Avental de Couro,

            Que é o culpado, todos concordam;

            Ele vai ter que enfrentar o destino de todo assassino,

            Terá que ser enforcado numa árvore"

            Ao ficar provada a inocência do sapateiro, a população voltou seus olhos para outro judeu de nome Jacobs, que trabalhava no matadouro de Adgate High Street. Depois de interrogado pela polícia, foi apontado como o assassino. Na rua, foi apedrejado e teve que se refugiar na delegacia mais próxima. Acabou louco e teve de ser internado em um asilo.

            Os moradores do local onde morrera Annie montaram um negócio lucrativo. Eles cobravam de curiosos que quisessem ver o pátio onde ocorrera o crime.

            As teorias surgidas na época dão uma visão da forma como a polícia estava perdida. Um fotógrafo propôs que se fotografasse os olhos das vítimas, pois, segundo ele, a retina teria guardado a imagem do assassino. O método foi tentado, sem sucesso.

            Nisso a imprensa começou a receber cartas do suposto assassino. A mais famosa dela era assinada por Jack, o estripador. A carta dizia que ele não iria parar de matar prostitutas até ser pego e prometia enviar uma orelha da próxima vítima para a polícia.

            A próxima vítima seria Elizabeth Stride. Ela dizia que o marido havia morrido no desastre do Princesa Alice, junto com os nove filhos do casal. Ela só escapara porque subira numa corda da qual viu o caçula morrer nos braços do marido. A história verdadeira é que o marido trabalhava como carpinteiro de construção de navios. Ele tinha o dobro de sua idade e eles nunca tiveram filhos.

            A ultima pessoa a ver Liz com vida foi o policial William Smith, às 12:30 do domingo, dia 30 de setembro. Ela estava conversando com um homem jovem, bem barbeado e de aspecto respeitável, que usava sobretudo escuro e chapéu de feltro justo de copa baixa. Sob o braço, o homem trazia um embrulho de jornal de cerca de 20 centímetros.   

            Elizabeth Stride foi encontrada numa viela. Sua garganta tinha sido cortada, mas o corpo não mostrava outras mutilações. Possivelmente o assassino tinha sido interrompido enquanto estripava sua vítima, o que o levou a procurar uma outra vítima: Catherine Eddowes. Segundo o policial que a encontrou, ela tinha sido cortada “como um porco no mercado”. O assassino removera seu rim e sua orelha mostrava sinais de que houvera uma tentativa de arrancá-las.

            No muro, ao lado do cadáver, estava escrito: “Os judeus não serão acusados por nada”.  

            Na mesma manhã, a Agência de Notícias Central recebeu uma carta do suposto assassino: “Não estava blefando, chefe, quando dei-lhe a pista. Você ouvirá sobre o trabalho de Jack amanhã. Um evento duplo desta vez. A número um gritou um pouco. não pude acabar imediatamente. Não tive tempo de pegar as orelhas para a polícia”.

            Uma outra carta, enviada ao chefe do Comitê de Vigilância de Witechapel trazia um pedaço de rim e era endereçada “Do inferno”: “Senhor, enviei metade do rim que tirei de uma mulher preservando-o para você, o outro pedaço cozinhei e comi”.

            Em 9 de novembro Jack cometeu o que seu último assassinato. A vítima era Mary Kelly, uma ex-prostituta. O assassinato acontecera dentro de seu quarto alugado e tudo leva a crer que Jack teve muito tempo para trabalhar.

Mary foi assassinada com um corte profundo na garganta, que quase a decapitou. Seu nariz e orelha foram esfolados. O braço esquerdo foi quase cortado no ombro e as pernas foram esfoladas. Ela foi estripada e sua mão inserida no espaço da barriga. O fígado foi retirado e colocado sobre a coxa. Seus seios foram retirados e deixados sobre o criado mudo junto com o nariz, rins e coração. Tiras de carne foram dependuradas em pregos nas paredes. Ela estava grávida de três meses. O feto e seu útero foram levados pelo assassino.

            A polícia nunca conseguiu descobrir quem era Jack, embora tenham surgido diversas teorias ao longo dos anos, que incluem desde o príncipe Albert até William Gull, o médico da rainha.

            Alguns autores acreditam que Jack matou muito mais do que cinco mulheres. Entre as vítimas não-oficiais estariam Alice Mckenzie, morta em 17 de julho de 1889 e Frances Cole, morta em 13 de fevereiro de 1891.

            Jack, o estripador foi o primeiro assassino serial a se tornar famoso e a ganhar grande cobertura da imprensa – foi também o primeiro a utilizar a mídia como forma de aumentar sua popularidade, se acreditarmos que as cartas sejam verdadeiras.   

sexta-feira, novembro 10, 2023

Josiane, a psicopata

 


Psicopatas não sentem empatia. Eles não têm amores, parantes, amigos. Para eles só existem dois tipos de pessoas: predadores e vítimas. E eles são os predadores. Mentirosos profissionais, eles manipulam todos à sua volta. Alguns matam, outros arruínam a vida das pessoas com os quais entram em contato.
Psicopatia não tem cura. Uma vez psicopata, psicopata até a morte.
Da mesma forma como foi mostrado na novela A dona do pedaço,muitos, uma vez descobertos, encontram na religião uma forma de criar uma nova máscara social.
Eles logo descobrem que “converter-se” a uma religião é uma forma de fazer com que todos esqueçam e perdoem seus crimes. A religião se torna, assim, um ótimo escudo, que permite a eles continuarem agindo sem levantar suspeitas.
Um ótimo exemplo é o relato da ministra Damares: os pais receberam dentro de casa dois psicopatas transvestidos de religiosos. Resultado: ela foi sistematicamente violentada dos cinco aos dez anos. Aliás, devemos admitir, a ministra tem tem sido muito coerente ao denunciar que muitas pessoas usam a religião como forma de cometerem crimes como a pedofilia. 

quinta-feira, agosto 31, 2023

Psicopatas: modus operandi e assinatura

 


         O modus operandi é a forma como o criminoso comete o crime. É dinâmico e maleável e melhora à medida em que o infrator ganha experiência e confiança.
         Um ladrão novato pode entrar em uma casa quebrando a vidraça. Esse é o seu modus operandi. Ele pode perceber que o método anterior é arriscado, pois chama atenção e torna o roubo arriscado e apressado. Numa próxima vez, ele pode levar equipamentos que tornem o arrombamento mais garantido e silencioso, mudando assim seu modus operandi.
         Ao contrário do modus operandi, a assinatura nunca muda, pois faz parte da fantasia do psicopata e é sua forma de dizer que aquele crime é de sua responsabilidade.
         Todo psicopata sente orgulho de suas ações e sente que fez uma espécie de obra de arte. Alessandro Marques Gonçalves, que se fazia passar por médico, não escondeu a cabeça quando foi preso. Ao contrário, deixou-se filmar à vontade.
         O promotor de eventos Michael Alig era querido por todos e foi o grande responsável por difundir a cultura clubber em Nova York, organizando festas itinerantes. Em 1996 ele matou um amigo em sua casa. Quando o corpo começou a feder, ele retalhou-o em pedaços e jogou os restos no rio Hudson. Dias depois num programa de TV, o promotor simplesmente contou o que tinha feito em detalhes, orgulhoso. Os jornalistas não acreditaram, mas pouco tempo depois a polícia achou os resto do corpo no rio.

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quarta-feira, agosto 16, 2023

Psicopatas: a vítima é um objeto

 


          Uma característica dos psicopatas, tanto os assassino quanto dos psicopatas comuntiários, que vivem de golpes, é a forma como eles encaram suas vítimas. Para eles, todos são objetos e não pessoas. A transformação da pessoa em coisa é que permite a eles aplicarem seus golpes ou simplesmente matarem suas vítimas.
         O filme A Cela mostra um psicopata que transforma suas vítimas em bonecas, coisificando-as.
         Existe uma grande quantidade de relatos de psicopatas que destroem o rosto de suas vítimas ou simplesmente cortam a cabeça como forma de tirar delas a condição de ser humano.      
          Big Ed decapitava suas vítimas. Ted Bundy destroçava o rosto das mulheres que tinham o azar de se deparar com ele.

quarta-feira, agosto 09, 2023

Psicopatas: mente assassina

 

Estudos recentes demonstram que psicopatas têm mentes com características especiais.
         Uma das pistas pode estar no lobo frontal.
         O auto-controle, o planejamento, o equilíbrio das necessidades dos indivíduos versus as necessidades sociais são mediadas pela parte frontal do cérebro. O córtex frontal está associado também ao medo condicionado. Quando um rato é punido toda vez que acende uma luz em uma gaiola, ele associa a luz à punição e é essa área do cérebro que é acionada.
         Antônio e Hama Damasio, dois neurologistas da Universidade de Iowa investigaram as bases neurológicas da psicopatia. Eles demonstraram que indivíduos que haviam tido danos no córtex frontal ventromedial desenvolveram conduta social anormal. Eles tomavam decisões inadequadas e tinham pouca habilidade de planejamento a longo prazo.
         Os dois pesquisadores reconstituiram neurologicamente o primeiro caso conhecido de alteração de personalidade em decorrência de um dano cerebral.
         No século XIX, na Inglaterra, Phineas Cage, um supervisor de obras ferroviárias, perdeu uma parte do cérebro quando uma barra de ferro atravessou seu crânio após uma explosão. Ele sobreviveu muitos anos, mas se tornou abusivo e agressivo, irresponsável e mentiroso. Um conterrâneo disso dele: "Phineas não é mais o Phineas".
         Os psicopatas parecem ter dificuldade também de acionar a área do cérebro responsável pela emoção. Eles só teriam as chamadas proto-emoções - sensações de prazer, fúria e dor menos intensas que o normal, o que os leva a sempre buscar novos estímulos, seja matando uma pessoa ou arriscando tudo num golpe.

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sábado, agosto 05, 2023

Psicopatas: sob controle

 

Muitos psicopatas só se sentem no controle quando mantam suas vítimas

A necessidade de controle é uma das características básicas de psicopatas. Todo psicopata é obcecado pela idéia de controlar outras pessoas.
            Jeffrey Dahmer, por exemplo,  injetava ácido no cérebro de suas vítimas na tentativa de transformá-las em zumbis escravos sexuais.
         A maioria dos psicopatas mantém a vítima presa por longos períodos antes de matá-la. Nesse período, a vítima é humilhada e degradada para mostrar quem está no comando. O ritual que os psicopatas costumam fazer suas vítimas seguirem é uma forma de firmar esse controle.

Psicopatas: vidas de mentira

 

Psicopatas parecem pessoas acima de qualquer suspeita. 
A principal característica de um psicopata é a mentira. Todas as pessoas mentem, em uma situação ou outra, mas os psicopatas mentem o tempo todo, às vezes só pelo prazer de mentir, sem ganhar nada em troca, e é comum que eles mesmo acreditem em suas próprias mentiras. As mentiras são aliadas a uma grande capacidade de convencimento. Eles são capazes de dizer que já saltaram de para-quedas para logo em seguida dizer que nunca andaram de avião e ainda assim convencerem os interlocutores. 
Eles não só se contentam em dizer que são neurocirurgiões ou advogados. Eles usam e abusam dos termos técnicos das profissões que fingem ter.
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terça-feira, agosto 01, 2023

Psicopatas: fantasias assassinas

 

Personalidades psicopáticas costumam se caracterizar por uma grande necessidade de fantasias. Eles fantasiam tudo que vão fazer e têm prazer especial com o planejamento de seus crimes. A fantasia deve continuar depois do crime, razão pela qual muitos guardam lembranças de suas vítimas. Partes do corpo, objetos ou fotos ajudam o psicopata a rememorar os momentos do crime.
         Jeffrey Dahmmer tirava fotos de seus assassinatos.
         Na ficção, em um dos episódios de Arquivo X, o psicopata recolhia objetos das vítimas que pretendia matar. No livro Insônia, Stephen King fala de uma espécie de psicopata fantasma, que tinha uma casa cheia de recordações de suas vítimas.
         É também muito comum em psicopatas históricos de momentos de solidão, em alguns casos por iniciativa própria, em outros uma solidão forçada, em que os psicopatas se divertiam fantasiando sobre seus futuros crimes.
         Big Ed, por exemplo, era trancado no porão por sua mãe, que temia que ele molestasse as irmãs, e passava os dias fantasiando.

domingo, julho 02, 2023

Psicopatas: uma mente peversa

 

Psicopatas são pessoas acima de qualquer suspeita.
 Você provavelmente não sabe, mas conhece pelo menos um psicopata. Especialistas acreditam que até 3% da população pode ser composta de pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade. Isso significa que a cada trinta pessoas, uma é psicopata. E, o mais importante: é aquele que você menos desconfia.
            A maioria das pessoas quando pensa num psicopata, pensa num louco assassino, de cabelos despenteados e cara de mau. Alguém de quem você certamente fugiria se encontrasse numa rua deserta à noite. As ilustrações de Jack, o estripador, refletem essa idéia. Ele geralmente é mostrado com os olhos esbugalhados, a boca distoricida, uma faca na mão e outra contraída em esgar de raiva e ódio. Na verdade, no caso de Jack e da grande maioria dos psicopatas, essa imagem é a mais distante possível da realidade. As prostitutas que foram vítimas de Jack sabiam dos outros assassinatos e não deixariam se aproximar qualquer pessoa suspeita. Além disso, a situação em que ocorreu os crimes demonstra que as vítimas confiavam no assassino. Uma delas até comeu uvas oferecidas por ele.
            Quando a canadense Leslie Mahaffy chegou em casa depois de uma festa e descobriu que os pais tinham deixado a porta fechada, achou que estava com sorte ao encontrar um rapaz de boa aparência e educado, que se ofereceu para ajudá-la. Ela foi com ele até sua casa, onde acabou trancafiada e serviu de escrava sexual durante duas semanas antes de ser morta, esquartejada e colocada em blocos que concretos que seriam jogados em um lago. 
            A literatura criminal mostra que psicopatas são pessoas simpáticas, acima de qualquer suspeita, pois sabem que se revelarem sua verdadeira face, serão presos imediatamente. Assim, adotam uma máscara social. 
            A grande maioria dos psicopatas nunca vai matar, mas viverá de enganar e destruir a vida de outras pessoas. "Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam", diz o psicólogo canadense Robert Hare, uma das maiores autoridades mundiais no assunto.
            Hare começou a se interessar pelo tema quando, recém-formado, arranjou um emprego no presídio de Vancouver. Sua função era atender presos com problemas psicológicos e montar perfis psicológicos para pedidos de condicional. Lá ele conheceu um preso chamado Ray. Era simpático, contava histórias envolventes e tinha um sorriso e que fazia qualquer um confiar nele. E o psicólogo confiou. Certo de que o preso estava dedicado a ter uma vida correta, ele o ajudou a passar para serviços melhores dentro da prisão, como a cozinha. Os dois ficaram amigos, até que Hare descobriu que Ray usava a cozinha para produzir bebidas alcoólicas e vender aos colegas. Os funcionários do presídio alertaram o psicólogo para o fato de que ele não foi o único a cair no golpe. Pouco tempo depois, o psicólogo viu a verdadeira face do psicopata: o gente boa Ray sabotou os freios de seu carro, o que quase provocou sua morte.
            A maioria dos criminosos demonstra uma preocupação responsável por seus amigos e parentes. Os psicopatas não se importam com ninguém e não criam laços afetivos.
Para saber mais sobre o assunto, clique aqui

sexta-feira, janeiro 06, 2023

Psicopatas: sob controle

 

Muitos psicopatas só se sentem no controle quando mantam suas vítimas

A necessidade de controle é uma das características básicas de psicopatas. Todo psicopata é obcecado pela idéia de controlar outras pessoas.
            Jeffrey Dahmer, por exemplo,  injetava ácido no cérebro de suas vítimas na tentativa de transformá-las em zumbis escravos sexuais.
         A maioria dos psicopatas mantém a vítima presa por longos períodos antes de matá-la. Nesse período, a vítima é humilhada e degradada para mostrar quem está no comando. O ritual que os psicopatas costumam fazer suas vítimas seguirem é uma forma de firmar esse controle.
         Recentemente foi descoberto na Áustria o caso de um psicopata que seqüestrou uma menina e a manteve prisioneira em seu porão durante oito anos. Durante oito anos ele se sentiu plenamente no controle da situação, dominando completamente a pobre menina.
         Alguns psicopatas só sentem que têm controle sobre a vítima depois que estão mortas, então a matam e depois começam seu ritual.
         Percebe-se a procura de controle por parte do psicopata na escolha do local, do roteiro a que ele submete as vítimas, das armas que ele traz consigo e do tipo de mutilação.
         Dayton Leroy Rogers atacou uma menina de 15 anos com uma faca. Foi preso e colocado num programa de reabilitação. Tempos depois, começou a matar prostitutas. Ele as levava a locais remotos da floresta. Então amarrava as vítimas e iniciava um ritual de humilhação detalhado e metódico.Havia falas de texto que elas deveriam declamar. Ele retalhava seus pés e seios e se masturbava sobre eles. Essa era sua forma de mostrar que estava no controle.
         O gigante Big Ed costumava andar com a cabeça de suas vítimas no porta-malas de seu carro, mesmo quando ia se encontrar com policias ou com o psicólogo da custódia, como forma de mostrar para si mesmo que estava no controle.
Essa necessidade de controle faz também com que psicopatas se aproximem de pessoas que exercem funções de controle na sociedade. Policiais, políticos e altos executivos são amigos preferenciais de psicopatas. Big Ed, por exemplo, era amigo de todos os policias da cidade onde praticava seus crimes e tinha uma moto e um carro parecidos com os da polícia.

quinta-feira, janeiro 05, 2023

Jack, o estripador

 


            Na segunda metade do século XIX, o bairro de Witechapel era um dos locais mais miseráveis de Londres.

            O príncipe de Gales, certa vez explorara a área acompanhado de amigos. De alameda em alameda, entrou em um quarto sem mobília, onde achou uma mulher deitada sobre farrapos com três crianças nuas, que de tanto frio e fome, não pronunciavam uma única palavra. Quatro dias depois, o príncipe fez um pronunciamento na Câmera dos Pares insistindo para que o governo fizesse algo para melhorar as condições de vida da população. Mas a rígida moralidade vitoriana não permitia uma ajuda real aos necessitados. O reverendo Samuel Barnett, vigário da Igreja de Cristo, argumentava que a caridade indiscriminada era uma das pragas de Londres. Para ele, os pobres passavam fome por causa das esmolas que recebiam.

            E assim, o local deteriorava-se cada vez mais. As pessoas dormiam nas escadas e até nas latas de lixo para fugir do frio. Estima-se que mais das metades das crianças nascidas na área pobre de Londres morria antes de atingir cinco anos de idade.

            A promiscuidade era grande e relatos da época falavam de meninos e meninas de 12 anos fazendo sexo em becos.

            Nesse ambiente de miséria absoluta, a prostituição era um das poucas formas de ganhar a vida. A nobreza, no entanto, preferia ignorar isso e acreditar que as jovens se tornavam prostitutas porque se deixavam atrair por abastados sedutores.

            Foi nessa região miserável de Londres que Jack, o estripador, faria suas vítimas.

            A primeira delas foi Mary Ann Nichols, conhecida como Polly.

            Na noite de 31 de agosto de 1888, ela chegou à pousada Thrawl Street, n. 18, mas o gerente não a deixou entrar, pois ela não tinha os quatro pence para pagar a dormida:

            Ela era baixa, com pouco mais de um metro e meio de altura, cabelos castanhos compridos, quase grisalhos.        Por anos, Polly fora casada com William Nicholls, operador de impressora, com quem tivera cinco filhos. A solidão, porém fizera com que ela começasse a beber e o casamento se rompeu em 1881, com o marido acusando-a de abandonar o lar.      

            Sem pensão, Polly deixou os filhos com seus pais e foi trabalhar como empregada doméstica. Um dia ela roubou três libras dos patrões e desapareceu nas ruas de Londres.

            Pouco depois de ser recusada na pensão, Polly encontrou com outra prostituta, Emily Holland. Polly estava mais bêbada que nunca e, apoiando-se em uma parede, comentou que três vezes naquele dia tivera dinheiro para o pernoite, mas gastara tudo em bebida.

            Foi a última vez em que foi vista.    

            Na madrugada daquela noite, o porteiro George Cross ia para o trabalho quando encontrou o que parecia um encerado jogado no meio da rua. Quando se aproximou, descobriu que era, na verdade, uma mulher.

            Nisso viu aproximar-se um colega de trabalho e chamou-o:

            - Ei, companheiro, venha ajudar aqui. Esta mulher está desmaiada ou bêbada.

            Ao aproximar-se, o homem percebeu que a suposta bêbada estava na verdade morta e os dois desapareceram do local.

            Instantes depois, o guarda John Neil encontrou o corpo de Polly. Ela tinha sinais de estrangulamento, lesões na garganta, abdômen e face.

            Em 8 de setembro daquele ano foi a vez de Annie Chapman.

            Dias antes, Annie brigara com outra prostituta, Liza Copper, por causa de um pedaço de sabão. Liza insultou-a e Annie deu-lhe uma tapa no rosto.

             

            Liza não se amedrontou e bateu em Annie até deixá-la no chão.

            Quando a amiga Amélia Farmer a encontrou no dia seguinte, ela estava com um hematoma no olho e o peito muito machucado. Ela sentia convulsões e dor. O único alimento que ela ingerira naquele dia fora uma xícara de chá.            

            Na noite do assassinato, ela tentara entrar em uma pensão, mas fora barrada por falta de dinheiro.

            No dia seguinte John Davis, idoso morador da hospedaria Hambury Street, levantou-se da cama pouco antes da seis horas e abriu a porta. Deu de cara com o corpo de uma mulher. Ele saiu correndo, chamando alguns trabalhadores que passavam por ali, mas ninguém teve coragem de entrar.

            Um policial ouviu a balbúrdia e, aproximando-se, encontrou a mulher deitada de costas no chão. As mãos estavam esticadas à frente e as palmas estavam abertas para cima. O casaco e a saia estendiam-se por sobre as meias compridas e ensangüentadas.

            O assassino estava aperfeiçoando seu modus operandi e deixando mais clara sua assinatura: a mulher fora eviscerada e seu útero retirado. Ao lado do corpo, vários objetos pessoais foram arrumados como que num ritual. Os anéis da vítima haviam sido arrancados dos dedos e colocados aos pés da vítima, juntamente com algumas moedas.

            A paranóia tomou conta da região e muitos voltaram suas atenções para os judeus. Esse sentimento anti-semita foi aumentado pela prisão de John Pizzer, um judeu polonês de trinta e três anos, que trabalhava em Whitechapel como sapateiro. As provas alegadas por William Thicke, o policial que o prendeu, foram cinco facas afiadas, de cabos longos, objetos absolutamente comuns na casa de um sapateiro.

            Pizer, no entanto, tinha um álibi: estivera em casa, em sua cama, dormindo, durante os assassinatos.

            Mas a prisão teve reflexos terríveis sobre a população judia do bairro. Havia um sentimento geral de que apenas estrangeiros ou pessoas estranhas poderiam cometer tais crimes.  Vários judeus foram agredidos nas ruas.

            Um volante distribuído nas ruas anunciava:

            "Eles agora pegaram o Avental de Couro,

            Que é o culpado, todos concordam;

            Ele vai ter que enfrentar o destino de todo assassino,

            Terá que ser enforcado numa árvore"

            Ao ficar provada a inocência do sapateiro, a população voltou seus olhos para outro judeu de nome Jacobs, que trabalhava no matadouro de Adgate High Street. Depois de interrogado pela polícia, foi apontado como o assassino. Na rua, foi apedrejado e teve que se refugiar na delegacia mais próxima. Acabou louco e teve de ser internado em um asilo.

            Os moradores do local onde morrera Annie montaram um negócio lucrativo. Eles cobravam de curiosos que quisessem ver o pátio onde ocorrera o crime.

            As teorias surgidas na época dão uma visão da forma como a polícia estava perdida. Um fotógrafo propôs que se fotografasse os olhos das vítimas, pois, segundo ele, a retina teria guardado a imagem do assassino. O método foi tentado, sem sucesso.

            Nisso a imprensa começou a receber cartas do suposto assassino. A mais famosa dela era assinada por Jack, o estripador. A carta dizia que ele não iria parar de matar prostitutas até ser pego e prometia enviar uma orelha da próxima vítima para a polícia.

            A próxima vítima seria Elizabeth Stride. Ela dizia que o marido havia morrido no desastre do Princesa Alice, junto com os nove filhos do casal. Ela só escapara porque subira numa corda da qual viu o caçula morrer nos braços do marido. A história verdadeira é que o marido trabalhava como carpinteiro de construção de navios. Ele tinha o dobro de sua idade e eles nunca tiveram filhos.

            A ultima pessoa a ver Liz com vida foi o policial William Smith, às 12:30 do domingo, dia 30 de setembro. Ela estava conversando com um homem jovem, bem barbeado e de aspecto respeitável, que usava sobretudo escuro e chapéu de feltro justo de copa baixa. Sob o braço, o homem trazia um embrulho de jornal de cerca de 20 centímetros.   

            Elizabeth Stride foi encontrada numa viela. Sua garganta tinha sido cortada, mas o corpo não mostrava outras mutilações. Possivelmente o assassino tinha sido interrompido enquanto estripava sua vítima, o que o levou a procurar uma outra vítima: Catherine Eddowes. Segundo o policial que a encontrou, ela tinha sido cortada “como um porco no mercado”. O assassino removera seu rim e sua orelha mostrava sinais de que houvera uma tentativa de arrancá-las.

            No muro, ao lado do cadáver, estava escrito: “Os judeus não serão acusados por nada”.  

            Na mesma manhã, a Agência de Notícias Central recebeu uma carta do suposto assassino: “Não estava blefando, chefe, quando dei-lhe a pista. Você ouvirá sobre o trabalho de Jack amanhã. Um evento duplo desta vez. A número um gritou um pouco. não pude acabar imediatamente. Não tive tempo de pegar as orelhas para a polícia”.

            Uma outra carta, enviada ao chefe do Comitê de Vigilância de Witechapel trazia um pedaço de rim e era endereçada “Do inferno”: “Senhor, enviei metade do rim que tirei de uma mulher preservando-o para você, o outro pedaço cozinhei e comi”.

            Em 9 de novembro Jack cometeu o que seu último assassinato. A vítima era Mary Kelly, uma ex-prostituta. O assassinato acontecera dentro de seu quarto alugado e tudo leva a crer que Jack teve muito tempo para trabalhar.

Mary foi assassinada com um corte profundo na garganta, que quase a decapitou. Seu nariz e orelha foram esfolados. O braço esquerdo foi quase cortado no ombro e as pernas foram esfoladas. Ela foi estripada e sua mão inserida no espaço da barriga. O fígado foi retirado e colocado sobre a coxa. Seus seios foram retirados e deixados sobre o criado mudo junto com o nariz, rins e coração. Tiras de carne foram dependuradas em pregos nas paredes. Ela estava grávida de três meses. O feto e seu útero foram levados pelo assassino.

            A polícia nunca conseguiu descobrir quem era Jack, embora tenham surgido diversas teorias ao longo dos anos, que incluem desde o príncipe Albert até William Gull, o médico da rainha.

            Alguns autores acreditam que Jack matou muito mais do que cinco mulheres. Entre as vítimas não-oficiais estariam Alice Mckenzie, morta em 17 de julho de 1889 e Frances Cole, morta em 13 de fevereiro de 1891.

            Jack, o estripador foi o primeiro assassino serial a se tornar famoso e a ganhar grande cobertura da imprensa – foi também o primeiro a utilizar a mídia como forma de aumentar sua popularidade, se acreditarmos que as cartas sejam verdadeiras.   

sábado, dezembro 03, 2022

Psicopatas: fantasias assassinas

 

Personalidades psicopáticas costumam se caracterizar por uma grande necessidade de fantasias. Eles fantasiam tudo que vão fazer e têm prazer especial com o planejamento de seus crimes. A fantasia deve continuar depois do crime, razão pela qual muitos guardam lembranças de suas vítimas. Partes do corpo, objetos ou fotos ajudam o psicopata a rememorar os momentos do crime.
         Jeffrey Dahmmer tirava fotos de seus assassinatos.
         Na ficção, em um dos episódios de Arquivo X, o psicopata recolhia objetos das vítimas que pretendia matar. No livro Insônia, Stephen King fala de uma espécie de psicopata fantasma, que tinha uma casa cheia de recordações de suas vítimas.
         É também muito comum em psicopatas históricos de momentos de solidão, em alguns casos por iniciativa própria, em outros uma solidão forçada, em que os psicopatas se divertiam fantasiando sobre seus futuros crimes.
         Big Ed, por exemplo, era trancado no porão por sua mãe, que temia que ele molestasse as irmãs, e passava os dias fantasiando.
         Essas fantasias geralmente são fantasias de controle. Como diz Hannibal no filme Silêncio dos Inocentes, o assassinato é só uma consequência, algo fortuito. O assassinato serve ao propósito da fantasia de controle, tanto que muitos só matam suas vítimas quando percebem que não podem mais brincar com elas seu jogo de controle. Outros matam porque não se sentem totalmente no controle enquanto o outro não estiver morto.
         Psicopatas comunitários têm fantasias nas quais são grandes políticos, empresários, artistas, pessoas de sucesso, e trazem essa fantasia para a realidade, como Marcelo Nascimento da Rocha, que fingia ser policial.


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