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domingo, fevereiro 16, 2020

Loteria da Babilônia



Loteria da Babilônia é uma das mais conhecidas músicas da dupla Raul Seixas/ Paulo Coelho. O que pouca gente sabe é que o título é uma referência um conto do escritor argentino Jorge Luís Borges.
Em Loteria da Babilônia, Borges conta que surgiu naquela civilização um jogo em que uma pessoa pagava uma moeda de cobre e, se sorteada, poderia ganhar uma moeda de prata.
Não fez sucesso, o que levou seus idealizadores a terem uma ideia: para cada 30 sortudos, haveria um número azarado. Quem fosse sorteado com o número azarado teria que pagar à companhia, ao invés de receber dela. Esse novo arranjo foi um sucesso, transformando a loterateria da Babilônia em uma verdadeira febre.
Mas alguns dos sorteados se recusaram a pagar o débito e foram presos por dívida. Logo, ao invés da multa, começou a constar no prêmio a própria prisão. Com o tempo isso foi evoluindo: a multa poderia ser perder um dedo, um braço, ser morto, ser transformado em escravo de outrem.
Nesse ponto a loteria se transformou numa verdadeira obsessão a ponto do estado ser obrigado a pagar para os que não tinham dinheiro para jogar pois até mesmo escravos queriam jogar.
Loteria da babilônia é uma metáfora da vida, suas fortunas e viscicitudes, por isso foi usada por Paulo Coelho para nomear uma letra que faz referência direta aos infortúnios e felicidades. O letrista parece estar falando com alguém que acha que sabe muito sobre a vida (e, portanto, sobre a Loteria da Babilônia), mas que não sabe ganhar dinheiro (mas, assim que souber não irá parar mais. Visto em retrospecto, ela pode ser vista como uma crítica tanto a Raul Seixas quanto ao próprio Paulo Coelho.
Com vocês, parte da letra de Loteria da Babilônia (clique aqui para ouvir a música):

Tudo o que tinha
Que ser chorado
Já foi chorado
Você já cumpriu
Os doze trabalhos
Reescreveu livros
Dos séculos passados
Assinou duplicatas
Inventou baralhos...

Passeou de dia
E dormiu de noite
Consertou vitrolas
Para ouvir música
Sabe trechos da Bíblia de cor
Sabe receitas mágicas de amor...

Conhece em Marte
Um amigo antigo lavrador
Que te ensinou a ter
Do bom e do melhor
Do melhor!...

Mas o que você
Não sabe por inteiro
É como ganhar dinheiro
Mas isso é fácil
E você não vai parar
Você não tem perguntas
Prá fazer
Porque só tem verdades
Prá dizer
A declarar!...

sexta-feira, dezembro 06, 2019

Roberto Carlos - O divã


Na década de 1970, antes de ser substituído pelo clone, Roberto Carlos, em parceria com o amigo Erasmo Carlos, produzia músicas com letras extremamente profundas e psicológicas, que merecem ficar figurar em qualquer lista das melhores da MPB. Entre elas uma música sobre o acidente que o fez perder uma perna, hoje um tema tabu para ele – tanto que essa música foi simplesmente eliminada dos shows.
A genialidade da música, gravada no álbum de 1972, começa pela abordagem: o cantor está deitado no divã, contando a história para o psicólogo. Começa falando de sua infância. O clima, embora nostálgico, é depressivo:
Relembro a casa com varanda
Muitas flores na janela
Minha mãe lá dentro dela
Me dizia num sorriso
Mas na lágrima um aviso
Pra que eu tivesse cuidado
Na partida pro futuro
Eu ainda era puro
Mas num beijo disse adeus.
Minha casa era modesta mas
eu estava seguro
Não tinha medo de nada
Não tinha medo de escuro
Não temia trovoada
Meus irmãos à minha volta
E meu pai sempre de volta
Trazia o suor no rosto
Nenhum dinheiro no bolso
Mas trazia esperança.
Roberto, ainda criança, perdeu a perna ao ser atropelado por um trem durante uma festa em sua cidade, Cachoeiro do Itapemirim. Sua narrativa do fato, embora curta, é pungente. Ele narra isso através de fragmentos de pequenas cenas: a festa, o apito do trem, o homem que o socorre, o terno de linho branco usado por ele, agora sujo de sangue, tudo isso misturado aos seus próprios pensamentos:
Relembro bem a festa, o apito
E na multidão um grito
O sangue no linho branco
A paz de quem carregava
Em seus braços quem chorava
E no céu ainda olhava
E encontrava esperança
De um dia tão distante
Pelo menos por instantes
encontrar a paz sonhada.
A narrativa volta para o consultório e fica patente a relação conflituosa entre o cantor e o psicólogo e até mesmo o conflito interno do autor, que, se por um lado, diz que o problema é superado, por outro, afirma que essas recordações o matam – sinal de que não, ele não superou o trauma:
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.
Eu venho aqui me deito e falo
Pra você que só escuta
Não entende a minha luta
Afinal, de que me queixo
São problemas superados
Mas o meu passado vive
Em tudo que eu faço agora
Ele está no meu presente
Mas eu apenas desabafo
Confusões da minha mente.
Difícil imaginar o Roberto Carlos de hoje, que tenta censurar biógrafos, se mostrando de forma tão aberta em uma música ou mesmo escrevendo sobre um momento tão dramático. A impressão que dá é que o Divã foi uma música que, inexplicavelmente, passou pela censura do próprio Roberto Carlos.  
Uma curiosidade é que essa se tornou uma das músicas mais obscuras do rei, sendo mais lembrada por ter servido de inspiração para o nome de um jogador de futebol. Sim, a mãe do Odivan era fã do Roberto, mas duvido que ela tenha entendido a letra.

Para ouvir a música, clique aqui

terça-feira, junho 12, 2018

Antropofagia cultural



Uma discussão que tem intrigado intelectuais, artistas e pesquisadores é a cultura brasileira. O que é cultura nacional? Quais são as suas manifestações legítimas? Ela existe mesmo, ou, ou somos simples imitadores? Uma resposta curiosa para essas perguntas é representada pela antropofagia cultural.
Esse ponto de vista ganha uma metáfora na desafortunada viagem do Bispo Sardinha. O episódio se passou na época do Brasil Colônia. O sacerdote teve sérias desavenças com o Governador Geral do Brasil, em Salvador. A coisa se tornou tão séria que a Corte o chamou a Portugal para que explicasse a situação. Ainda na costa brasileira, o barco naufragou e os sobreviventes nadaram desesperados até a praia. Deram azar. Os índios antropófagos  estavam lá, esperando que a comida chegasse até eles. Que me desculpem o trocadilho, mas jantaram o sardinha.
O mesmo fez o povo brasileiro com a cultura que veio de fora. Ela foi jantada e digerida. Danças típicas, como a quadrilha e o carimbó, tiveram sua origem nos salões nobres da Europa, mas aqui foram misturadas com o tempero índio e negro, transformando-se em  algo completamente diferente, típico do Brasil, embora tenha suas origens no estrangeiro.
Quando Gilberto Gil e os Mutantes introduziram a guitarra elétrica na MPB, muitos chiaram. Para os patrulheiros de plantão, usar esse instrumento era se render à dominação cultural americana. Quem conhece a Tropicália sabe que foi exatamente o oposto que aconteceu. A mistura de ritmos, instrumentos e influências deu origem a algo completamente novo e inusitado, genuinamente nacional. Outro exemplo é Raul Seixas com seu rock misturado com forró, repente e baião
Mais recentemente tivemos outros exemplos, ainda na música. Chico Science e Pato Fu fazem uma música sem fronteiras, misturando ritmos e dando continuidade a uma tradição que remonta aos primeiros antropófagos que jantaram os náufragos europeus.
O mesmo fenômeno pode ser visto no cinema, literatura, quadrinhos e televisão. Veja-se o caso das telenovelas. Inicialmente realizadas com roteiros importados do México ou de Cuba, elas acabaram tomando uma “cara” nacional. O Brasil inventou um jeito de fazer novela que é reconhecido em todo o mundo e supera em qualidade até mesmo quem nos serviu de modelo.
Fechar-se em si próprio não parece ser a característica do brasileiro. Estamos sempre abertos ao novo, ao que vem de fora. Exemplo disso foram os imigrantes que ajudaram a construir o país e fizeram de nossa população um fenômeno de mistura e beleza. Observar as arquibancadas de um jogo do Brasil é observar um espetáculo miscigenação. Há desde pessoas negras a loiras de olhos azuis.
A maioria de nosso povo é uma mistura de negros, índios, portugueses, espanhóis e italianos. O mesmo ocorre com nossa cultura. Nossa ótica é a da mistura. A cultura nacional parece ser uma mescla de várias outras, mas é também extremamente original.
Somos, portanto, antropófagos. Antropófagos culturais.
Mas para que o canibalismo não degenere em macaquismo (imitação pura e simples) são necessários alguns cuidados.
O primeiro deles, claro, é preservar o que já temos. Não se faz antropofagia abandonando o que já existe para adotar o que vem de fora, e sim misturando o alienígena com o nacional. Como mixar rock com maracatu. Ficção-científica com cordel. Chiclete com banana. Se não preservamos e não damos valor ao que já faz parte da cultura nacional, então seremos eternos imitadores.
Um outro cuidado é fazer uma leitura crítica do que chega até nós. Os índios antropófagos escolhiam as melhores partes para devorarem (preferencialmente o cérebro, pois se acreditava que a inteligência da vítima passaria para o guerreiro). Andar por aí usando camisas de universidade americanas ou vestido de cowboy não é antropofagia, é macaquismo.
Podemos, claro, aproveitar até mesmo o lixo cultural que chega até nós, mas devemos fazer isso criticamente. Isso sim é antropofagia.

quarta-feira, maio 23, 2012

Baiano e os novos caetanos


Baiano e os novos caetanos era um quadro de humor do programa Chico City que satirizava a tropicália. Composta por Chico Anysio (Baiano) e por Arnaud Rodrigues (Paulinho Boca de Profeta), a dupla fez muito sucesso, o que levou ao lançamento do disco Vô bate pra tu, em 1974. O disco era não só uma sátira, mas também uma homenagem a Caetano Veloso e Gilberto Gil, que na época haviam sido exilados pela ditadura militar.
A música de maior sucesso do disco (Vô bate pá tu) fala justamente da delação de artistas no período. Além disso, havia até mesmo crítica ao milagre econômico, como em O urubu tá com raiva do boi.
A parte humorística fica por conta principalmente dos comentários ácidos e non-sense de Chico Anysio, que lembram as falas de Caetano e Gil. Na música Cidadão da Mata, Chico fecha com o discurso, cheio de humor e de duplo sentido: "Amo, amo a mata! Porque nela não há preços. Amo o verde que me envolve... o verde sincero que me diz que a esperança, não é a ultima que morre. Quem morre por último é o herói. E o herói, é o cabra que não teve tempo de correr...". Em O urubu tá com raiva do boi, ele diz: "O norte, a morte, a falta de sorte... Eu tô vivo, tá sabendo? Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo... Eu vivo, Paulinho. Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: 'Tudo bem?'
E ele diz pá gente: 'Tudo bem!' Não é um barato, Paulinho? É um barato...". Uma  fala ao mesmo tempo humorística, profunda e non-sense.
Apesar de ser uma sátira, o disco ficou tão bom que fez enorme sucesso e levou seus autores a uma turnê pelo Brasil. Explica-se: além da humor e das letras engajadas, havia os ótimos arranjos musicais. De certa forma, pode-se dizer que Baiano e os novos caetanos era tão bom que pode ser incluído entre o melhor da tropicália.
O sucesso fez com que a dupla gravasse outros discos, o último deles em 1985.
Vejam abaixo uma das músicas mais bonitas da dupla, uma homenagem à folia de reis.


sexta-feira, abril 08, 2011

Música do dia

Mantra

Nando Reis

Composição : Nando Reis / Arnaldo Antunes
Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Aaadeeeus Dooooor...(4x)
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)

sábado, junho 05, 2010

Mini Box Lunar

Uma banda interessante amapaense, especialmente para quem curtia o som dos anos 1970. Com vocês, o Mini Box Lunar.

sábado, setembro 12, 2009

Música do dia



Você Já Me Esqueceu
(Fred Jorge)
Vem Você bem sabe que aqui é o seu lugar
E sem você consigo apenas compreender
Que sua ausência faz a noite se alongar
Vem
Há tanta coisa que eu preciso lhe dizer
Quando o desejo que me queima se acalmar
Preciso de você para viver
É noite amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu
Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você
Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu

terça-feira, junho 23, 2009

Woodstock 40 anos

Woodstock completa 40 anos no dia 18 de agosto. Leia aqui como foi. Aproveite e veja este vídeo com Joe Cocker cantando sua versão de A Litle help from my friends, que virou marca registrada do programa Anos Incríveis.

terça-feira, junho 09, 2009

Música do dia

Para a Tizuka Yamazaki:

Belém Pará Brasil
(Mosaico De Ravena)
Vão destruir o Ver-o-Peso
Pra construir um Shopping Center
Vão derrubar o Palacete Pinho
Pra fazer um Condomínio
Coitada da Cidade Velha,
que foi vendida pra Hollywood,
pra se usada como albergue
no novo filme do Spielberg

Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês

A culpa é da mentalidade
Criada sobre a região
Por que é que tanta gente teme?
Norte não é com M
Nossos índios não comem ninguém
Agora é só Hambúrguer
Por que ninguém nos leva a sério?
Só o nosso minério

Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês

Aqui a gente toma guaraná
Quando não tem Coca-Cola
Chega das coisas da terra
Que o que é bom vem lá de fora
Transformados até a alma
sem cultura e opinião
O nortista só queria fazerparte da Nação

Ah! chega de malfeituras
Ah! chega de tristes rimas
Devolvam a nossa cultura!
Queremos o Norte lá em cima!
Por quê? Onde já se viu?
Isso é Belém!Isso é Pará!Isso é Brasil!

quarta-feira, abril 01, 2009

Música do dia

Age of Aquarius
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of AquariusAquarius!Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalationAnd the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!

Era de Aquário
Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmonia e compreensão
Simpatia e confiança existirá
Não mais falsos ou ridículos
Sonhos vivos brilhando as visões
Revelação de cristal místicos
E a liberação da verdadeira mente
Aquarius!Aquarius!
Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!Aquarius!

sábado, fevereiro 07, 2009

Música do dia

VALOR – PLEBE RUDE
Música: Jander BilaphraLetra: Jander Bilaphra e André X

Há vidas que por vontade eu canto
Há vidas que por vontade eu conto
por muitos lugares andeiem muitos lugares morei
Muitas vidas vi passar
por isso lhe conto meu amigo
preste atenção, uma coisa vou cantar
A gente só dá valor à juventude
quando estamos na meia idade
a gente só dá valor à natureza
quando moramos na cidade
a gente só dá valor às amizades
quando estamos na solidão
a gente só dá valor à frieza
quando perdemos à razão
Quem não da valor ao que tem
não merece ter nada de valor
Há vidas que por vontade eu canto
Há vidas que por vontade eu conto
por muitos lugares andei
em muitos lugares morei
Muitas vidas vi passar
por isso lhe conto meu amigo
preste atenção, uma coisa vou cantar
A gente só dá valor às alegrias
quando estamos na tristeza
Só damos valor ao dinheiro
quando estamos na dureza
A gente só dá valor às máquinas
quando não funcionam mais
só damos valor à tranquilidade
quando tanto fez, tanto faz
Quem não da valor ao que tem
não merece ter nada de valor

domingo, novembro 23, 2008

Zumbis


No livro Celular, Stephen King fala mostra um mundo dominado por zumbies que, para dormir, se reunem em grandes estádios e colocam música alta. Já reparam como isso faz sentido? Se a música em altura normal é agradável e reflexiva, a música alta transforma as pessoas e zumbies incapazes de pensar... escrevo isso porque estou aqui, tentando escreve alguma coisa sobre o conto de Philip K. Dick que acabei de ler e isso é quase impossível com a música alta rolando na casa do vizinho...