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sábado, setembro 12, 2026

Basílica de Sacré-Cœur

 


A Basílica de Sacré-Cœur (Sagrado Coração) é uma das mais famosas igrejas de Paris. Construída no final do século XIX, ela resgatou a arquitetura romana e bizantina, com paredes sólidas.
A igreja é adornada com belíssimos vitrais, pinturas e esculturas – e uma réplica do santo sudário. E, embora tenha um estilo arquitetônico oposto ao de Notre Dame, também tem várias gárgulas que podem ser vistas na lateral do prédio.

A basília fica no alto do Monte Martre, o local mais alto de Paris e de lá é possível observar toda a cidade. Nos arredores há dezenas de lojas de lembrancinhas, café, restaurantes e quiosques nos quais são vendidos os tradicionais sanduíches parisienses, com pão baguete.

domingo, setembro 06, 2026

Palácio de Luxemburgo, em Paris

 


Um belíssimo palácio que foi residência da mãe de Luís XIII. Construído no século XVII, é uma bela construção, com jardim imenso, muito frequentado por franceses e turistas. É possível também apreciar os típicos crepes franceses. Em um dos pontos do palácio é possível ver bustos em homenagem a grandes pintores franceses.

quinta-feira, setembro 03, 2026

Ponte de Alexandre, em Paris

 


A ponte de Alexandre ponte liga o Bairro dos inválidos aos Champs-Élysées. O nome é uma homenagem ao czar Alexandre III, com o qual a França acabara de assinar uma aliança. É provavelmente a mais bonita ponte de Paris, totalmente ornamentada com belíssimas estátuas e ornamentos. Em cada lado da ponte há um conjunto de estátuas, as famas: Na margem direita estão a "Fama das Ciências" e a "Fama das Artes". Na margem esquerda a "Fama do Comércio", de Pierre Granet e a "Fama da Indústria. A ponte é tão bonita que foi cenário para diversos filmes, entre eles Meia-Noite em Paris. Nas proximidades da ponte deo Alexandre há dois Museus, o grande palácio e o pequeno palácio. Este último é gratuito.

sexta-feira, agosto 28, 2026

Igreja de Saint-Paul e Saint-Louis

 

A Igreja de Saint-Paul e Saint-Louis foi edificada a partir do ano de 1627, durante o reinado de Luis XIII. O cardel Richelieu rezou a primeira missa e foi doador das belíssimas portas esculpidas. Era nessa igreja que rezava missa o bispo Bossuet, criador da teoria segundo a qual o poder dos reis vem diretamente de Deus – e que seria base do absolutismo francês. Seus sermões eram tão concorridos que os nobres mandavam servos guardarem lugar nos bancos com várias horas de antecedência.

A cúpula, com 50 metros (considerada um grande feito da engenharia da época) é sustentada por pilares visíveis, que dão leveza e beleza ao conjunto. Em 1796, a igreja vizinha, de Saint-Louis, foi demolida pelos revolucionários e a de Saint-Paul adicionou-lhe o nome.
As paredes brancas e os vitrais deixam a igreja naturalmente iluminada.

domingo, agosto 23, 2026

Palácio de Versailles

 


O palácio de Versailles é o mais esplendoroso exemplo de arquitetura rococó. Foi construído a mando de Luís XIV, o rei sol, que pretendia alcançar, “além do suntuoso, o estupendo”. Para isso ele transformou o pavilhão de caça de seu pai no mais luxuoso palácio do mundo.
Os jardins têm duas fontes e um lago artificial. 

O ponto alto do palácio é a galeria dos espelhos, um salão de quase oitenta metros de extensão com 17 janelas, na frente de cada uma das quais há um enorme espelho (os espelhos na época eram caríssimos), que, junto com os candelabros criam um efeito de luz impressionante – fora as belíssimas estatuas.
A galeria dos espelhos é o local mais luxuoso do palácio.

No palácio viviam, além do rei e da rainha, dois mil nobres em eterno luxo e festas.
 O despertar e o recolher do rei eram assistidos por centenas de cortesãos, em rituais tão importantes para a corte quanto o nascer do sol. Cada refeição do rei exigia a presença de quase 500 pessoas. 
Foram necessários 30 mil soldados para encher o lago artificial. 

O lago artificial era tão grande que permitia que os nobres passeassem em gôndolas. Era tanta água que para encher o lago foram necessários 30 mil soldados.
Os gastos excessivos de Versailles, aliados às dividas com a guerra, levaram o povo à penúria, provocando a revolução francesa.

No século XVIII uma das maiores manifestações de poder e luxo era encomendar uma escultura do artista italiano Gian Lorenzo Bernini, o mais caro e aclamado da época. Luís XIV encomendou duas. Uma escultura equestre, atualmente no pátio do Museu do Louvre e um busto, no palácio de Versailles. A habilidade incrível de Bernini com o mármore é perceptível nas volutas do cabelo do monarca. Tirar formas arredondadas e tão perfeitas do mármore é algo para mestres absolutos.
Os jardins têm belíssimas esculturas. 
A cama do rei: o despertar do soberano era um espetáculo. 

sexta-feira, agosto 14, 2026

Guia de viagem – A rota das cachoeiras

 


A cachoeira de Santo Antônio, em Laranjal do Jari, é uma das maiores e mais belas cachoeiras do Brasil: um paredão com quedas de 30 metros de altura. Já faz tempo que queríamos conhecer o local e nosso plano era irmos de carro. Felizmente descobrimos uma agência de viagem, a Poroc Turismo, que faz excursões para o local. Um carro como o nosso dificilmente conseguiria resistir à estrada de terra e, além disso, não teríamos tantas opções de passeio.

A excursão sai de Macapá às 7 horas da manhã do sábado e volta no domingo, chegando na capital entre 8 e 9 horas da noite. Os turistas vão acomodados em duas vans e mais um carro de apoio.

A primeira atração é a Cachoeirinha, uma corredeira belíssima, que permite um banho relaxante e ótimas fotos. Vá de roupa de banho e não tire, pois depois é a vez da Cachoeira do Sucuriju. Embora seja muito menor que a Cachoeira de Santo Antônio, ela se destaca pela beleza do seu desenho, com uma pedra dividindo as águas. Também é possível tomar banho e tirar muitas fotos.  

Ainda no primeiro dia há uma visita à comunidade Água Branca do Cajari, produtora de castanha-do-pará na qual é possível comprar produtos de castanhas, como biscoitos, paçoca e doces. Outra atração é a fazenda Ouro Branco, onde há degustação e compra de queijos e iogurtes – destaque para os iogurtes de abacaxi e de coco com pedaços das frutas.

A chegada em Laranjal do Jari acontece aproximadamente às 19 horas. O pacote inclui a hospedagem no hotel. Os quartos são simples, mas confortáveis. O café da manhã é muito bem servido, com uma grande variedade de frutas, cuscuz, bolos, tapiocas, sucos etc.

O segundo dia é todo reservado a conhecer a cachoeira de Santo Antônio. O trajeto até a cachoeira é feito através de voadeiras e dura aproximadamente uma hora e meia.

No caminho há uma parada no chamado “cemitério nazista”. De 1935 a 1937, uma expedição comandada por Otto Schulz-Kampfhenkel, um jovem que agia muito mais como marketeiro do que como cientista. O pouco rigor científico fez com que houvesse a suspeita, baseada inclusive em falas de pessoas da expedição, de que o verdadeiro objetivo era pesquisar o terreno para uma invasão ou transformaria o Amapá na Guiana Alemã. Otto escreveu um livro e lançou um filme, ambos com o título de Mistérios da floresta infernal. Tanto filme quanto livro fizeram grande sucesso na Alemanha. Um dos integrantes da expedição, Joseph Greiner, morreu de malária e foi enterrado no local, onde foi erigida uma cruz. É um importante registro histórico e um aviso sobre uma época em que fascistas cobiçaram a Amazônia.

Pouco depois do cemitério nazista, temos a visita à cachoeira em si. A visão do paredão é impressionante. Até hoje só vi algo semelhante em Foz do Iguaçu. Embora a cachoeira de santo Antônio seja menos alta, ela é muito mais larga, o que torna a paisagem o local perfeito para fotos e o pessoal da excursão ajuda a registrar esse momento.

Por incrível que pareça, é possível tomar banho embaixo da cachoeira, pois um paredão de pedras criou uma piscina natural.

O retorno para Macapá acontece às 14 horas e a chegada é aproximadamente às 20 horas.

De todo o passeio, o único ponto negativo é a estrada de terra, que torna a viagem muito mais lenta e mais sofrida. Isso faz, por exemplo, com que não aconteçam excursões no auge do inverno amazônico, pois a chuva torna a estrada perigosa.

Um ponto a destacar é o guia Claudomir Fagundes, que conhece muito a região. Além de suas informações relevantes e acertadas, ele apresenta uma grande preocupação ambiental, sempre orientando os turistas a não deixarem lixo nos locais visitados e recolhendo o lixo produzido.

Enfim, esse é um passeio por um preço justo, que envolve belezas naturais, banhos e história. Perfeito para quem quer conhecer melhor esse estado tão rico de belezas.   

O passeio custa 597 reais por pessoa e inclui água durante todo o trajeto e a diária do hotel. É oferecido pela Poroc Turismo, que também oferece pacotes para outras atrações no Amapá. O contato é (96) 99118 3818.


A viagem começa com uma parada para fotos no Marco Zero do Equador construído pela Unifap. 
A cachoeirinha é um ótimo local para tomar banho. 
A água da Cachoeirinha é cristalina. 
A Cachoeira do Sucuriju se destaca pelo desenho único. 
Há uma parada na Fazendo Ouro Branco para degustar e comprar iogurtes... 
... e queijos. 
O café do hotel é bem servido. 
A viagem para a Cachoeira de Santo Antônio é feita em voadeiras. 

A viagem inclui uma parada no cemitério nazista. 

A Cachoeira de St. Antônio é um amplo paredão de 30 metros de altura. 

A beleza do local impressiona. 




É possível se banhar em uma piscina natural no pé da cachoeira. 

sábado, agosto 01, 2026

Minas histórica: guia de viagem

 

Igreja de N. Senhora das Mercês, em Ouro Preto

Visitar as cidades históricas de Minas é como passear pela história do Brasil. Casas, ruas, igrejas, tudo conta um pouco do Brasil colônia.
Eu saí muito cedo de Minas, com sete anos e sempre tive vontade de fazer essa viagem. E posso garantir: foi uma das melhores viagens que já fiz. Minas é um daqueles locais que você não pode morrer sem conhecer.
Além dos atrativos arquitetônicos, religiosos e históricos, há mais um aspecto: a comida mineira. Em poucos locais você irá comer tão bem. As quitandas mineiras são famosas, assim como os doces, os queijos... o risco de visitar Minas é engordar alguns quilos.
Uma visita completa aos locais turísticos exige pelo menos um mês. Como tínhamos só duas semanas, deixamos de visitar alguns locais importantes, como Diamantina e Congonhas. Assim, este guia não inclui esses lugares, mas se puder, visite-os também. Se tiver menos tempo, concentre-se apenas nos arredores de Belo Horizonte, como Araxá, Ouro Preto e Mariana.
Uma dica é começar por Belo Horizonte. Dali é possível ir de ônibus para diversos lugares históricos e um deles, Sabará, pode ser visitado em um dia.

Belo Horizonte
A capital mineira tem diversas atrações, entre elas a praça da liberdade. Ao redor da praça há diversos museus. Obrigatório é o Palácio da Liberdade, que conta a história de Minas e, em específico de Belo Horizonte. O prédio antigo, por si só já é uma atração com sua belíssima escadaria. Mas há também salas temáticas. A sala sobre a inconfidência mineira é um verdadeiro show de tecnologia usada para contar uma história. E parepare-se para levar um susto na sala direcionada às lendas urbanas da cidade.
O Palácio das artes é visita obrigatória para quem gosta de arte. 

Outra dica é o Palácio das Artes, que fica no Parque municipal Américo René. Ali é possível ver as mais variadas exposições artísticas, além do próprio prédio, que é belíssimo.  
Não deixe de ir ao mercado central. Além de poder apreciar o melhor da culinária mineira, é possível visitar os sebos que ficam no andar superior.
A igreja dedicada a S. Francisco permitiu a Niemayer mostrar sua arquitetura revolucionária, repleta de curvas.

A lago da Pampulha é outro ponto obrigatório. O cenário é belíssimo. Na lagoa fica uma igrejinha dedicada a São Franscisco projetada por Oscar Niemayer e com pinturas de Cândido Portinari. 
O interior da igreja é ornamentado por pinturas de Portinari.
Também em volta da lagoa temos o Museu Kubitschek. A casa do presidente bossa-nova foi conservada exatamente como era quando o então governador de Minas morou lá. Além da arquitetura inovadora (também obra de Niemayer), há discos, lembranças, uma verdeira viagem pela década de 1950.
A casa de JK foi transformada em museu. 

Nas proximidades da lagoa fica o Museu da história da inquisição (http://www.museudainquisicao.org.br/). O Museu foi criado por judeus para mostrar como era a perseguição ao povo hebraico no período inquisitório. Inclui até mesmo réplicas de instrumentos de tortura, além de roupas típicas da época e história dos judeus que chegaram ao nosso país fugindo da perseguição na Europa.
No Museu da Inquisição há até instrumentos de tortura usados na época. 

Outra dica é o Museu Inhotim, em Brumadinho. Especializado em arte contemporânea, tem obras de alguns dos mais renomados artistas brasileiros e estrangeiros. Destaque para as obras interativas. Aliás, o próprio museu foi pensado como uma obra de arte, com um belíssimo jardim e bancos criados pelo designer Hugo França. É possível ir para o Museu de ônibus, que sai do terminal rodoviário de Belo Horizonte.   
Inhotim é o maior museu a céu aberto do mundo. 

Sabará
Sabará fica a 21 quilômetros de Belo Horizonte. Existe um ônibus que sai do centro da capital na direção de Sabará. É como uma linha urbana, mas com ônibus melhores, com ar-condicionado. O ônibus passa pela rua Guaicurus e pela Avenida dos Andradas. A viagem dura menos de uma hora.
Casa que foi morada de Aleijadinho em Sabará.

Sabará é uma das cidades mais antigas de Minas e foi fundada pelo bandeirante Borba-gato (a casa dele ainda está preservada). É uma das primeiras cidades nas quais foi encontrado ouro em Minas. Também foi morada de Aleijadinho, quando este fazia serviços pela região.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo: uma incrível coleção de arte sacra.

Sabará tem algumas das mais lindas igrejas de Minas. Entre elas a Nossa Senhora do Carmo, que tem uma bela coleção de arte sacra. Mas destaque também para a igreja de Nossa Senhora do Rosário construída por negros, que ficou inacabada por falta de recursos. Apesar de inacabada, é uma construção interessante e envolvente.
A igreja do Rosário, construída pelos escravos, ficou inacabada. 

Foi em Sabará que encontrei um guia turístico que realmente entendia muito de história e de história da arte – a maioria dos guias que vi se limitava a contar anedotas para turistas.
Em Sabará também é possível visitar o Museu do Ouro, no qual é possível ver ferramentas da época da mineiração colonial e entender como era o processo de retirada do ouro. O Museu foi instalado na casa em que o bandeirante Borba Gato vivia. A própria casa é uma atração turística. Ah, e a casa em Aleijadinho morou ainda existe e está conservada como era na época.

Ouro Preto
Ouro preto é a jóia da coroa da Minas histórica: a cidade inteira é uma atração turística. Andar pelas ruas de Ouro Preto é andar pela história do Brasil colônia.
A viagem de ônibus de Belo Horizonte para Ouro Preto dura apenas duas horas e custa, em média, 35 reais. Os ônibus saem da rodoviária de BH.
O hotel em si já era uma atração turística.

Nós ficamos em um hotel que era casa de um dos ricos fazendeiros da região, de forma que o próprio hotel já era uma viagem pela história, com sua arqutitetura colonial e as grossas paredes de pedras. O café da manhã, com quitandas mineiras também era irresistível.
Em Ouro Preto  encontram-se algumas das principais realizações dos mestres do barroco brasileiros, como Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde. Eles se apropriaram da arte que vinha da Europa e fizeram algo completamente diferente, com formatos e cores locais. Mesmo do lado de fora, as igrejas de Ouro Preto são monumentos imponentes, impressionantes. Na parte interna são a perfeita demonstração da norma barroca de horror ao vácuo: cada pequeno canto de parede é ornamentado com pinturas, ouro, altos relevos, estátuas. É um verdadeiro deslumbre para os olhos.
A igreja de São Francisco é um dos mais impressionantes exemplos da arte barroca mineira. 
Igreja de Nossa Senhora do Carmo: as igrejas eram construídas e mantidas pelas irmandades.

Uma das razões para tanta beleza era a rivalidade entre as irmandades.
Na época, a coroa portuguesa proibia a igreja de construir igrejas no Brasil, de modo que a construção dessas igrejas ficava por conta de grupos de pessoas leigas. Essas irmandades cuidavam não só da questão religiosa, mas de vários outros aspectos da vida de seus associados. Se eles morriam, elas eram responsáveis pelo funeral e enterro, se a pessoa passasse por dificuldades, a irmandade era responsável por ajudá-lo.
A feirinha de artesanato é especializada em miniaturas em pedra-sabão. 

A rivalidade entre elas era equivalente à rivalidade que existe hoje entre torcidas de futebol: quem era de uma irmandade, por exemplo, não ia na missa na igreja de outra irmandade. Se uma construía uma igreja bonita, outra construía uma mais bonita ainda. Se uma construía uma igreja imponente, a outra construía uma mais imponente ainda. E as duas principais irmandades eram, ironicamente, a de São Francisco (um santo que viveu e morreu na pobreza) e a do Carmo.
Em Mariana a concorrência entre essas duas era tão grande que elas construíram suas igrejas uma na frente da outra.
A Casa do Conto é um dos museus de visita obrigatória. 

Como Ouro Preto era o local mais rico de Minas, e o que tinha mais irmandades, o resultado disso foi que vemos hoje: dezenas de igrejas espalhadas pela cidade, cada uma mais bonita que a outra. 
Cada canto de Ouro Preto é capaz de nos surpreender. Visitando, por exemplo, o modesto cemitério da Igreja de São José dos Pretos, eu me deparei com o túmulo de Bernardo Guimarães, autor do romance A escrava Isaura, que deu origem à famosa novela da Globo.
Túmulo de Bernardo Guimarães

Além disso, a cidade conta com vários museus que são parada obrigatória, como a Casa Guignard e a Casa dos Contos.
A quantidade de atrações é tão grande que seria necessário pelo menos duas semanas para ver tudo.
Em Ouro Preto eram comuns altares externos para proteger a casa de espíritos malígnos. 

 Mariana
Mariana próxima a Ouro Preto e a melhor forma de aproveitar a linda paisagem é ir de trem. A passagem custa 70 reais, ida e volta. Os trens saem em vários horários, mas o melhor é sair de Ouro Preto às 10 horas e voltar às 16 horas.
A viagem de trem compensa principalmente pela bela paisagem. 

Uma dica: quando for comprar a passagem, não deixe de comer nos restaurantes que ficam na proximidade: a melhor feijoada que já comi na minha vida foi ali.
Igreja do Carmo e S. Francisco: rivalidade entre as irmandades fez com que as igrejas fossem construídas uma em frente a outra.
Interior da Igreja do Carmo. 

Mariana é o local em que a rivalidade entre as irmandades fica mais evidente: ali a irmandade do Carmo e de São Francisco construíram suas igrejas lado a lado, numa verdadeira concorrência arquitetônica. No meio delas, uma praça no qual eram açoitados os escravos.
A igreja do S. Pedro fica na parte mais alta da cidade.

No alto da cidade fica a igreja de São Pedro dos Cléricos, com sua fachada de tijolos, que destoa completamente do restante da arquitetura barroca da cidade. Nessa igreja é possível subir na torre dos sinos e ter uma visão privilegiada da cidade.

São João Del Rei
A viagem de Ouro Preto para São João Del Rei dura pouco mais de três horas e custa em média 70 reais. São João del rei fica próximo de Tiradentes e o preço dos hotéis não são tão caros. Aliás, tudo é mais barato em São João. Como Tiradentes é uma cidade turística, tudo é muito caro, do hotel ao cafezinho. Além disso, em São João há uma grande variedade de supermercados, restaurantes, fast food. Então a dica é ficar em São João e visitar Tiradentes apenas um dia.
Igreja de S. Francisco. 

Interior da Igreja de S. Francisco. 

São João tem belíssimas igrejas, algumas das quais rivalizam com as de Ouro Preto, principalmente no ouro. Se der sorte, poderá visitar uma delas durante uma missa com canto gregoriano (aconteceu conosco quando visitamos a igreja de São Francisco). Além disso, a cidade tem um centro histórico muito bonito e diversos museus.
Igreja de N. Senhora do Pilar. 
Interior da Igreja de N. Senhora do Pilar: uma das mais luxuosas de Minas. 

 Vale a pena visitar, por exemplo, o museu em homenagem a Tancredo Neves, que conta muito da história do Brasil, principalmente o processo de redemocratização. O Museu Regional é outra atração obrigatória, não só pela coleção de arte sacra, mas também pelas peças que conta a história do Brasil colonial.
O Museu regional guarda muitos objetos da Minas colonial. 


Tiradentes
Tiradentes é uma cidade que vive, essencialmente, do turismo. A cidade é famosa principalmente por ter sido o local onde nasceu Tirandentes e soube aproveitar essa fama para se tornar um local turístico. As igrejas não são tão ricas, belas ou monumentais quanto as de São João Del Rei ou Ouro Preto, mas a paisagem toda é muito bonita.
A matriz de Santo Antonio é a principal igreja da cidade. 

O altar-mor é um belo exemplo do barroco mineiro. 

Uma das atrações do local são os passeios de charrete, que saem da praça central. Os charreteiros percorrem alguns dos principais pontos da cidade e dão algumas informações ou curiosidades sobre os locais visitados.
Há, ainda, vários restaurantes, bares e lojas de artesanato.
Os passeios de charrete são uma boa opção para o turista que vai passar apenas um dia na cidade. 
 A capela de São Francisco de Paula é uma igrejinha pequena, humilde na comparação com as outras de Minas histórica, mas vale a visita principalmente pela belíssima vista. Por ficar no alto de um morro, ela permite uma visão privilegiada da região. Vale a pena ver o por-do-sol de lá.
A vista da capela de S. Francisco permite contemplar toda a cidade de Tiradentes.