terça-feira, agosto 09, 2011

Grupo Imbuaça é atração no palco giratório


A maior referencia de teatro de rua no Brasil, o Grupo Imbuaça, do Estado de Sergipe, estará no Amapá para duas apresentações dos espetáculos O MUNDO TÁ VIRADO, no dia 9/8 na praça Parque do Forte e “TEATRO CHAMADO CORDEL”, dia 10/8 na praça Raimundo Cavalcante em Porto Grande. O grupo ainda ministrará uma oficina de TEATRO DE RUA, no dia 11/8 no SESC Araxá, no período das 8 as 12 e 14 as 18 horas. As inscrições já se encontram abertas com um valor simbólico de R$ 5,00.
O espetáculo O MUNDO TÁ VIRADO é fruto da união de três histórias curtas que refletem com humor a condição ingênua do ser humano e seu antônimo: a esperteza. Elementos convencionais da ação teatral aliam-se a novos procedimentos estéticos. Através de rimas, imagens, música e dança, o grupo construiu a poética do espetáculo.
Já o espetáculo TEATRO CHAMADO CORDEL, são três  Textos da Literatura de Cordel: “O Matuto com o balaio de maxixi”, de José Pacheco; “A Moça que bateu e virou cachorra”, de Rodolfo Coelho Cavalcante e “O Malandro e Graxeira no chumbrego da orgia” de vários cordelistas, intercalados por danças e músicas folclóricas.
O Grupo Imbuaça (nome que homenageia o embolador Mane Imbuaça), foi fundado na cidade de Aracaju/SE, em 28 de agosto de 1977 com o objetivo de montar espetáculos de Rua inspirados na Cultura Popular. Ao longo dos seus 33 anos de atividades, montou 24 espetáculos, viajou por quase todo o Brasil e pelos países Portugal, Equador, Cuba e México. Participou dos mais importantes Festivais de Teatro do país. Mantem uma sede no Bairro Antonio (Aracaju/SE), onde desenvolve uma série de ações, dentre elas: Projeto Mane Preto – Ação Cidadania, Oficinas de Teatro, Ponto de Cultura Digital, Apresentações de espetáculos.
Serviço
Espetáculo O MUNDO TÁ VIRADO
Dia: 9/8/11
Local; praça Parque do Forte
Hora; 17
Espetáculo TEATRO CHAMADO CORDEL
Dia 10/8/11
Local: praça Raimundo Cavalcante – Porto Grande
Hora: 17
Oficina TEATRO DE RUA
Dia 11/8/11
Local: Teatro Porão/Sesc Araxá
Período: das 8 as 12 e das 14 as 18 horas
INSCRIÇÕES: Central de Atendimentos Sesc Araxá.
Valor 5,00
Fonte: Genário Dunas - Educador Cultural

segunda-feira, agosto 08, 2011

O astro homenageia Watchmen?


Um dos assuntos de hoje no Twitter foi a suposta homenagem que a novela O astro teria feito ao filme Watchmen. A morte de Salomão Hayala foi copiada da cena em que o Comediante é morto, com direito até a um botão em CGI para imitar o botton.
O 100 grana colocou as duas cenas e comparou-as.
Sinceramente? Não parece homenagem. O contexto não tem relação nenhuma com Watchmen e não há porque se falar em homenagem. Sem falar da falta de qualidade dos takes anteriores à queda do personagem, com cara de humor involuntário.
O único lado bom disso é que você não precisa mais assistir a novela para saber quem matou o Salomão Hayala: foi o Ozymandias....

Cartazes soviéticos


Na primeira metade do século XX os cartazes eram um dos principais meios de comunicação. Os cartazes comunistas estão entre os melhores exemplos e até hoje influenciam as artes gráficas. O site Rede Histórica selecionou 50 cartazes e os traduziu. Posto abaixo alguns. Para ver todos, clique aqui.
A Pátria-Mãe chama!

Para o alto a bandeira do internacionalismo proletário!

Tudo para a Vitória!
Das mulheres soviéticas para o front!

Pão para a Pátria!

Nós exigimos paz!

E nós seremos pilotos!

Juro vencer o inimigo!

Religião é veneno
Proteja as crianças
escola

O Partido e Lenin são irmãos gêmeos - quem é mais valioso para a história-mãe?

Nós falamos Lenin, - subentendemos o Partido,
Nós falamos o Partido, subentendemos Lenin.

Os felizes nascem sob a estrela soviética!

O conhecimento romperá as correntes da escravidão
É necessário trabalhar
A arma está ao lado

O seu ganho é de acordo com o seu trabalho.



Sovietes e eletrificação são a base do novo mundo.



O grande Stalin é a luz do comunismo!



Honra e respeito ao médico rural!
O médico é amigo do povo!

Nós conquistamos a felicidade para as nossas crianças!

A religião é entorpecente para o povo.
O inimigo é traiçoeiro - esteja atento!

Jovens edificadores do comunismo!
Avante aos novos sucessos no trabalho e estudo!

Na capa do Livro:
Lenin
Stalin

domingo, agosto 07, 2011

O enigma Gian Danton

Essa história do pseudônimo e o fato de eu morar longe dos grandes centros sempre provoca confusões. Muita gente já leu meus quadrinhos, mas poucos me viram pessoalmente. Isso inclusive fez com que um psicopata se passasse por mim na década de 1990. Ele apareceu lá no Rio de Janeiro, disse que era eu e deu golpe em um monte de gente. Hoje, com a internet, isso seria um pouco mais difícil, mas a confusão ainda permanece. Assim, quando escrevi o álbum Histórias de Guerra, desenhado pelo mestre Eugenio Colonnese, resolvi brincar com isso na biografia. A editora resolveu não publicar e eu perdi o arquivo. Pelo jeito, alguém salvou o texto e publicou na página do Scrpitonauta, o que me permitiu compartilhar com os leitores:




Gian Danton publicou sua primeira história em 1.989 na revista Calafrio, um conto de terror ambientado na Idade Média em que um cavaleiro luta contra o demônio que aterroriza uma floresta, desenhado por Bené Nascimento, que seria seu parceiro por vários anos. Depois disso, escreveu diversas histórias publicadas nas mais variadas revistas e editoras. Algumas de suas HQs eróticas tiveram o mérito de serem encadernadas por fãs obscuros, que reconheciam as histórias da dupla pela borda negra, um indício do estado psicológico dos artistas enquanto as produziam.
No ano de 1.997 Gian Danton envolveu-se no projeto Manticore, uma revista de ficção científica baseada no mito urbano do chupa-cabra. O resultado final valeu-lhe o Prêmio Ângelo Agostini de melhor roteirista de 1.999, além da revista ter faturado os Prêmios HQ Mix e Associação Brasileira de Arte Fantástica. Entretanto, apesar do sucesso de crítica, a revista não se manteve e foi abandonada no segundo número, justamente o que fechava a saga do extra-terrestre, a idéia era transformar a publicação em uma revista Mix de terror.
Apesar de já ter trabalhado com vários artistas e publicado em diversas editoras, a identidade de Gian Danton ainda é uma incógnita. Bené Nascimento, que agora assina Joe Bennett e trabalha para os EUA, afirma nunca o ter visto pessoalmente. A equipe da revista Manticore, também não o conhece. As orientações para o roteiro eram recolhidas pelo desenhista Antonio Eder em um lixeiro em frente a uma livraria, na rua XV, no centro de Curitiba.
Atualmente Gian Danton colabora com vários artistas que não o conhecem, e o faz utilizando o e-mail, muito mais prático que as latas de lixo. Além de fazer histórias convencionais para editoras como Ópera Graphica, produziu algumas histórias para o site Nona Arte – www.nonaarte.com.br.
Seu comportamento esquivo tem feito com que os historiadores levantem diversas hipóteses. Uma delas reza que Gian Danton seria um idoso veterano da Segunda Guerra Mundial perseguido na época da ditadura militar e que escreve suas histórias ao som de velhas canções italianas da década de 40.
Outra hipótese afirma que seria ele um pacifista perseguido pela CIA que se escondeu no Brasil após ter revelado aos repórteres do Washington Post as informações que dariam origem ao escândalo de Watergate.
A hipótese mais bizarra diz que Gian Danton é apenas um pacato professor universitário em Macapá, Amapá, pai de dois filhos e fanático por livros e quadrinhos.

Análise da história Castelos de areia


Publiquei no blog Roteiro de quadrinhos uma análise da história "Castelos de areia", publicada na revista Kripta especial 1, da editora RGE, com roteiro de Gerry Boudreau e arte de José Ortiz. No texto, eu analiso as estratégias narrativas do roteiro, inclusive as figuras de estilo. Clique aqui para conferir.

Convite

sexta-feira, agosto 05, 2011

Frases de maio de 1968

Algumas das melhores frases que foram usadas como lema na revolta de maio de 1968 na França.

Carta de maio de 1968: a sociedade transforma as pessoas em carneirinhos...
"É proibido proibir"

"Sejam realistas, exijam o impossível!"

"O despertador toca: primeira humilhação do dia"

"A imaginação no poder"

"Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo"

"As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes"

"A arte morreu. Não consumam o seu cadáver"

"Todo poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente"

"Trabalhador: tu tens 25 anos, mas o teu sindicato é do outro século"


"Quanto mais amor faço, mais vontade tenho de fazer a revolução. Quanto mais revolução faço, maior vontade tenho de fazer amor"

"As reservas impostas ao prazer excitam o prazer de viver sem reserva"

"Sou marxista, tendência Groucho"

"A revolução deve ser feitas nos homens, antes de ser feita nas coisas"

"A poesia está na rua"

Exposição no SESC

No dia 5 de agosto às 19h a galeria de artes Antônio Munhoz Lopes do SESC abrirá suas portas para receber a exposição -Demarcações - do grupo Imazônia.  Trata-se de uma exposição de caráter instalativo com linhas de pesquisa na ecoarte, os trabalhos são feitos com lixo das ruas e também domésticos.
O grupo Imazônia levanta uma problemática ecológica com relações sociais, especialmente das ressacas: um ecossistema rico e único, que vem se apagando com o crescimento populacional metropolitano. A exposição – Demarcações – aborda sobre as habitações populares das áreas alagadas e ribeirinhas da Amazônia. Demarcações em espaços irregulares e ocupações “desordenadas” presentes nas paisagens urbanas. São instalações no solo e nas paredes como miniaturas das casas.
A exposição ocorrerá de 5 a 28 de agosto, de segunda a sexta-feira no horário de 8 às 12h e 14 às 18h com visitas monitoradas.


Vernissage:
Data: 05/08/11
Local: Galeria Antônio Munhoz
Horário: 19 h
Musica ao vivo!

quarta-feira, agosto 03, 2011

Antologia psyvamp

Mais um conto meu foi selecionado para uma coletânea. O texto "Canção de terror" foi um dos selecionados para a  antologia Psyvamp, sobre vampiros psíquicos, da editora Infinintum. Clique aqui para ver a relação de todos os autores e textos selecionados.

terça-feira, agosto 02, 2011

Capitão América

O Capitão América sempre foi um dos meus personagens prediletos desde a época dos desenhos desanimados da Marvel, baseados nas histórias de Stan Lee e Kirby, e que passavam quando eu era criança. 
Assim, estava curioso para ver o filme dirigido por  Joe Johnston, diretor do cultuado Rocketter. 
O filme não decepciona. Não é tão bom quanto X-men first class, mas mesmo assim, é melhor que a maioria das adaptações de super-heróis, muito melhor, inclusive que Thor. 
O Capitão América, apesar do nome e do uniforme nas cores da bandeira americana, é na verdade um mito judaico. Ele representa o judeu perseguido pelo nazismo na europa que consegue dar a volta por cima nos EUA. É um mito comum na Bíblia. Povo perseguido durante séculos, os judeus sempre se conformaram com histórias desse tipo. Como os autores do Capitão são judeus, não é surpresa que eles levassem esse tema para os quadrinhos. 
O roteiro foi inteligente ao dar destaque para a transformação de Steve Rogers no Capitão. Steve é uma garoto magrela, cheio de doenças, mas que sonha em ir para a guerra  combater os nazistas. É, antes de tudo, um rapaz de bom coração, cuja principal motivação é ajudar os outros. Fica implícita aí a motivação: ajudar os judeus perseguidos nos campos de concentração. Essa referência fica ainda mais explícita quando descobrimos que Rogers sofre bullying de todos os valentões do pedaço. 
Indo contra todas as expectativas, ele se transforma numa herói forte, musculoso, mas cândido e abnegado. 
Direção e roteiro são tão acertados que essa fase, com quase nenhum efeito especial, além do emagrecimento do protagonista Chris Evans, é uma das mais agradáveis da película. Aliás, o ator surpreende pela atuação inspirada exatamente nessa fase. É muito fácil para um galã fazer um herói musculoso e impávido, mas certamente é uma surpresa vê-lo convencer como o perdedor Rogers. 
Enfim, uma ótima aventura, com boas atuações, ótimo roteiro e direção. 
Em tempo: alguém aí se lembra da minissérie As aventuras do Capitão América, com roteiro de Fabian Nicieza? O filme parece ser, em muitos pontos, baseado nessa HQ que anda meio esquecida. A Panini poderia trazer de volta essa ótima história. 
A título de curiosidade, coloco abaixo a versão do Capitão de 1979. 

E-book O lado oculto de Rose

O escritor Ademir Pascale está lançando pelo projeto Livros Grátis, o e-book O lado Oculto de Rose. Para baixar, clique aqui. Leia abaixo uma sinopse da obra:

"Três mulheres com o mesmo nome. Três homens em busca de uma explicação. Três casos sobrenaturais. Conheça o mundo negro e estranho de Rose, em três incríveis histórias enigmáticas entrelaçadas por um terrível e antigo segredo. Mas, esteja preparado, pois Rose não perdoará se você falhar. O Lado Oculto de Rose, é uma novela criada pelo escritor Ademir Pascale em três partes que podem ser lidas separadamente. Com prefácio de Ricardo Delfin e informações adicionais nas últimas páginas do livro: o autor explica passo a passo a construção da obra e fala sobre o nome Rose no cinema."