sexta-feira, maio 10, 2013

Billy Wilder: o mestre do cinema, parte II

Billy Wilder é um dos mais importantes diretores do cinema mundial. Judeu austríaco, mudou-se para a América fugindo do nazismo e fez obras-primas, como Crepúsculo dos Deuses. Conhecido por seu ecletismo, ele dirigia tanto ótimas comédias (a melhor delas, Quanto Mais Quente, Melhor) e ótimos dramas (como o filme sobre alcoolismo Farrapo Humano). 

Em artigo anterior, destacamos alguns pontos que fazem de Wilder um diretor tão especial. Neste, apresentamos outras características. 

Bons finais sempre
Há muitos cineastas cujos filmes são obras-primas. Filmes muito bem escritos, com composições visuais excelentes e interpretações impecáveis. Mas quando chegam ao final, acabam de maneira estranha, que não condiz com a qualidade do restante, enfim, finais passáveis. Com Billy Wilder chega a ser impressionante a coerência de sua carreira no que se trata de tramas bem construídas e bem encerradas. 

Talvez o caso mais emblemático deste quadro seja o filme Testemunha de Acusação (1958). Neste, o final é tão surpreendente e importante para a trama que quem assiste ao filme inteiro com exceção dos minutos finais pode ficar com a impressão de que se trata de um filme menor. Nos créditos, há um pedido para que os espectadores não comentem a respeito do final com amigos. Wilder sabia que a força do filme estava no final.




Também temos o que possivelmente é o melhor final de um filme de todos os tempos. Na ultima cena de Quanto Mais Quente Melhor (1959) vemos aquele que é considerado o melhor diálogo final de um filme em todos os tempos. Jack Lemmon, disfarçado de mulher e usando o nome de Daphne, tenta convencer o milionário Osgood que não pode se casar com ele:

Daphne: É, Osgood. Não posso me casar no vestido da sua mãe. É que, eu e ela, nós não temos o mesmo tamanho.

Osgood: Nós podemos alterá-lo.

Daphne: Oh, não faça isso! Osgood, Eu vou falar de uma vez. Não podemos nos casar de forma alguma!

Osgood: Por que não?

Daphne: Bem, em primeiro lugar, eu não sou loira de verdade.

Osgood: Não importa.

Daphne: Eu fumo! Eu fumo o tempo todo!

Osgood: Eu não ligo.

Daphne: Bem, eu tenho um péssimo passado. Faz três anos que eu moro com um saxofonista.

Osgood: Eu te perdoo.

Daphne: Nunca poderemos ter filhos!

Osgood: Podemos adotar alguns.

Daphne: Mas você não entende, Osgood! Eu sou um homem!

Osgood: Bem, ninguém é perfeito!

Esse final, escrito em parceria com I. A. L. Diamond, grande parceiro do diretor, ficou tão famoso que Wilder mandou escrever em seu túmulo: "Eu sou um escritor... mas ninguém é perfeito". 

Isso tudo só ocorre porque Wilder, seguindo o princípio consagrado por alguns movimentos cinematográficos que estabelece condições para que um diretor seja também um autor, também roteiriza todos os seus filmes. Esse fato que lhe permitia muito mais liberdade criativa. Esse fator, somado à liberdade que os estúdios lhe davam (poucos diretores desfrutavam deste luxo à época) contribuía para que ele quase sempre optasse pelo melhor final no seu ponto de vista. 

Direção de atores
Wilder não era um mestre só ao manejar a câmera. Era também um especialista em tirar de seus atores suas melhores interpretações. O exemplo mais clássico talvez seja Marilyn Monroe em Quanto Mais Quente Melhor. Conta-se que na época ela já estava com problemas psicológicos tão graves que não conseguia decorar nem mesmo uma frase simples, como "I´m sugar!". Ainda assim, sua atuação no filme é perfeita. A cena em que ela tenta conquistar Tony Curtis, que, por sua vez, tenta se fazer de tímido, é uma das melhores do cinema com atuação brilhante dos dois atores. Aliás, essa mesma cena é um exemplo perfeito da maneira como o diretor manejava o diálogo de modo a permitir várias interpretações. Nela, quase toda fala tem duplo sentido. 

Eclético
Billy Wilder costumava dizer "ninguém gosta de comer todos os dias a mesma coisa" para justificar a variedade de seus filmes. Ele fez um dos melhores dramas jornalísticos de todos os tempos (A Montanha dos Sete Abutres) e a melhor comédia da história do cinema (Quanto Mais Quente, Melhor). E passeou pelos gêneros noir (Pacto de Sangue), comédia romântica (A Incrível Suzana, Sabrina), filme de guerra (Sete Covas do Egito e Inferno n. 17), comédia de costumes (Se Meu Apartamento Falasse, O Pecado Mora ao Lado), metalinguístico (Crepúsculo dos Deuses) e até policial (A Vida Íntima de Sherlock Holmes). Dos gêneros mais conhecidos de Hollywood, os únicos que ele não abordou foram a ficção científica e o faroeste. 


Roteiros
Já foi dito sobre os finais perfeitos de seus filmes, mas quem conhece o trabalho Billy Wilder sabe que tudo em seus filmes era feito em torno do roteiro. A textura da trama era perfeita, sem pontas soltas ou deus ex-machinas (situações ou soluções que não se encaixam no contexto). Até mesmo quando Wilder parece falhar no roteiro, isso na verdade faz parte da trama, como em Testemunha de Acusação, quando uma personagem aparece do nada apresentando provas fundamentais para o julgamento. Além disso, ele manejava o diálogo como poucos, revelando detalhes sobre os personagens a cada fala. Exemplo disso é quando Kirk Douglas, em A Montanha dos Sete Abutres diz que irá conseguir uma grande notícia, mesmo que para isso precise morder um cachorro, mostrando, nessa simples fala, a falta de ética do personagem. 

Todos esses fatores e muitos outros fazem com que Billy Wilder seja obrigatório para qualquer um que goste de cinema. 

Texto escrito em parceria com Alexandre Magno Andrade.
Pubicado originalmente no Digestivo Cultural.

Livro "Grafipar, a editora que saiu do eixo" na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Hoje doei um exemplar de meu livro sobre a Grafipar para a Biblioteca Pública Elcy Lacerda, em Macapá. Na medida do possível sempre faço a doação de todos os livros escritos por mim ou que participo para bibliotecas.
Eu entregando o livo nas mãos da diretora da Biblioteca.

Somos tão jovens



Somos tão jovens, filme de Antonio Carlos da Fontoura, conta o início da carreira de Renato Russo, o líder da banda Legião Urbana. Thiago Mendonça é a grande estrela do filme. Ele  encarna Renato Russo com tanta propriedade que em muitos momentos esquecemos que estamos diante de um ator representando um papel. Seus gestos, olhares e trejeitos são idênticos ao do cantor. Aliás, Thiago dispensou playback nas cenas musicais, cantando ele mesmo as músicas com perfeição.
O diretor acerta ao focar o filme nas músicas, contando a história do cantor através das mesmas. Certamente a maioria do público que irá ao cinema é composta de fãs da banda e esses vão se deliciar ao ver na tela clássicos, como Eduardo e Mônica, Tédio com T bem grande pra você e Química.
Aliás, parece que o cinema brasileiro finalmente está aprendendo a fazer musicais. Antes de Somos tão jovens já havíamos visto nas telas o ótimo Gonzaga, de pai para filho.

quinta-feira, maio 09, 2013

Resenha do livro "Grafipar - a editora que saiu do eixo"

O meu livro Grafipar, a editora que saiu do eixo está sendo um sucesso. Muita gente me mandando e-mails e mensagens no Face elogiando o livro. E agora surge uma resenha muito completa, escrita pelo quadrinista e especialista em cultura japonesa Alexandre Nagado para o Portal GHQ. Leia abaixo e um trecho. Para ler a resenha completa, clique aqui.

Grafipar – A Editora que Saiu do Eixo (Kalaco, 168 páginas, R$ 39,90) é uma leitura ágil, saborosa, permeada de casos interessantes, curiosos, tristes, únicos. Infelizmente, a revisão de texto acabou um tanto descuidada, mas trata-se de um problema menor, frente ao importante resgate histórico.

“Crônicas de Espada e Magia” reúne contos de autores nacionais e internacionais

Crônicas da Espada e Magia” é uma coletanea organizada por Cesar Alcázar, da editoraArte & Letra em parcera com os Argonautas. Como o nome sugere, ela reúne contos do gênero Sword & Sorcery (espada e magia), reunindo autores internacionais como Robert E. Howard, Michael Moorcock, George R. R. Martin, Karl Edward Wagner, Saladin Ahmed eFritz Leiber, e os brasileiros Ana Cristina Rodrigues, Carlos Orsi, Max Mallmann, Roberto de Sousa Causo e Thiago Tizzot. A capa é de Kekai Kotaki, autor de várias ilustrações para Magic: The gathering e RPGs.
Provavelmente você já conhece Robert E. Howard (Criador de Conan e Kull), Michael Moorcock (Elric de Mélibone) e George R. R. Martin (Guerra dos Tronos), que são os mais famosos nomes na coletanea. Já Karl Edward Wagner criou as histórias de Kane o Espadachim Místico, um amaldiçoado inspirado no bíblico Caim, Fritz Leiber escreveu inúmeros contos com os personagens Fafhrd e Gray, e foi o criador do termo Sword and Sorcery e Saladin Ahmed criou várias histórias inspiradas em lendas árabes nos Reinos da Lua Crescente. Leia mais

quarta-feira, maio 08, 2013

Pastor evangélico é preso acusado de estuprar duas fiéis de sua igreja

RIO - O pastor evangélico Marcos Pereira da Silva, líder da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso pela Polícia Civil do Rio por volta das 22h de terça-feira, 7, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Contra ele, havia dois mandados de prisão preventiva pelo crime de estupro. As denúncias foram feitas por fiéis de sua igreja, cuja sede fica em São João de Meriti.(...)
Ao longo das investigações, a polícia descobriu que o pastor teria estuprado seis fiéis, entre elas três menores de idade. Ele também realizaria orgias em seu apartamento em Copacabana. As pessoas eram chamadas para cultos, mas Pereira as forçava a participar da orgia para "serem purificadas", segundo o delegado. O policial disse ainda que o pastor costumava agir com violência, e que obrigava mulheres a fazer sexo com mulheres e homens a transar com homens. Uma das vítimas revelou que foi estuprada dos 14 aos 22 anos. Uma segunda seria uma ex-mulher do pastor, com quem foi casado até 1998.
A Polícia Civil ainda investiga o suposto envolvimento do pastor em quatro homicídios, além de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Um dos assassinatos seria de uma jovem que descobriu as orgias e teria tentado denunciá-lo. Um sobrinho de Marcos Pereira também estaria envolvido neste assassinato. Leia mais
Abaixo um vídeo no qual Marco Feliciano diz que vai acionar a Polícia Federal contra o SBT por ter divulgado as denúncias contra o pastor Marcos Pereira: 


Antologia em homenagem a Baudelaire


O escritor Ademir Pascale está organizando mais uma antologia interessante. Trata-se de Espelhos do Mal, uma homenagem a Charles Baudelaire. contos cujo tema seja o universo dos poemas criados pelo autor Charles Baudelare. Poderão ser usados os personagens criados pelo autor, assim como dar continuidade em suas histórias ou mesmo basear-se nelas. O próprio Charles Baudelaire também poderá ser usado como protagonista. A participação é gratuita e cada autor receberá um exemplar a título de direitos autorais. Os contos deverão ter até 20 mil toques e poderão ser enviados até 20 de agosto. Para maiores informações, clique aqui.

terça-feira, maio 07, 2013

Os xiitas do Facebook

Um aluno, sabendo que torço para o Cruzeiro, me deu uma camisa de treino do time. Uma camisa azul clara, bem simples, apenas com o brasão, pequeno, na frente. Eu estava em um restaurante com ela quando um homem se aproximou querendo brigar. Como entendo pouco de futebol, não consegui distinguir qual era o time dele pela camisa que usava (certamente não era um dos mais conhecidos). O Cruzeiro não tinha jogado naquele dia, então não havia chance de ser alguém cujo time perdeu para o Cruzeiro. Era simplesmente alguém que se sentia no direito de agredir alguém que torcia por outro time. Só isso. Felizmente, como não respondi às provocações, ele foi embora.

Esse tipo de atitude, meio maluca, está se tornando cada vez mais comum no Facebook. E não só com times. Há todo um grupo de xiitas do Facebook prontos a perseguir qualquer pessoa que tenha um pensamento diferente. O indivíduo não se dá ao trabalho nem mesmo de ler todo o post. Lê apenas uma frase e começa o ataque. Como diziam no velho oeste, atire antes, pergunte depois. Não se trata de um debate de ideias, mas de ataques muitas vezes gratuitos, alguns dos quais não têm nem mesmo relação com o que foi dito.

Eu já havia sofrido ataques de fãs do Feliciano, mas nas últimas sofri ataques dos militantes de esquerda por conta de minha opinião sobre o caso do menor que matou uma dentista queimada e descobri que eles podem ser muito mais xiitas.

Eu escrevi que:

1) O menor tinha controle da situação. A dentista não oferecia nenhum perigo para ele. Queimá-la não foi uma ato reflexo, algo impensado. Foi algo calculado por alguém que não tem mais respeito pela vida humana. Isso pode indicar que ele é um psicopata assassino e, como tal, deve ser preso e separado da sociedade.
2) É necessária a criação de uma legislação que permita trabalhar com psicopatas, independente da idade, que devem ser retirados do convívio dos outros, especialmente no caso de menores, pois representam um perigo para menores infratores não-psicopatas.
3) Vários fatores levam uma pessoa a virar um assassino. Fatores sociais influenciam, mas não são determinantes. Há vários outros fatores envolvidos, inclusive a própria decisão pessoal. Afinal, duas pessoas em situação social idênticas podem, uma se tornar assassino e outra não. Não somos escravos de determinações sociais que traçam nosso destino no dia em que nascemos. Nem todo mundo que mora em favela é bandido. Aliás, 99% das pessoas que moram nas favelas são pessoas de bem. Mais uma prova de que fatores sociais não são determinantes: o país que mais tem serial killers é os EUA, o mais rico do mundo. E a grande maioria são homens brancos e de classe média ou classe média alta. Aliás, pelas poucas informações que a imprensa veiculou, esse rapaz que matou a dentista é de classe média.

Mas, na cartilha dos militantes de esquerda, a pessoa pode ter sido criada em um palácio, se cometeu um assassinato e for menor, é transformada, imediatamente, em vítima da sociedade.
Fui chamado de reacionário, eleitor do Maluf, etc. Uma pessoa sugeriu que eu estava pedindo pena de morte para menores carentes. Outra disse que eu tirava minhas ideias do programa do Datena, programa que não assisto há mais de dez anos e que nem lembrava mais que existia (não costumo assistir televisão). Outro disse: Seu ignorante, vá ler Fulano de tal, como se Fulano de tal fosse um Deus a quem todo mundo devesse obedecer. Outro perguntou se eu não me envergonhava de defender políticos corruptos (?). E, finalmente, a obra-prima: "Você não vê que milhares de bois estão morrendo no nordeste?". Quando perguntei qual a relação dos bois morrendo no nordeste com o que estava sendo discutido, recebi a pecha de ignorante.
São os xiitas do Facebook, que não admitem que alguém possa pensar diferente deles.
Pelo jeito, a única forma de se livrar deles é não expressar opinião sobre nada e passar o resto da vida compartilhando fotos bonitinhas e mensagens de auto-ajuda.

Exposição comemora 50 anos da Mônica


Uma exposição gratuita será inaugurada neste domingo (5) no Mube (Museu Brasileiro da Escultura) para comemorar os 50 anos da Mônica.
Em um espaço de mais de 680 m², objetos históricos, desenhos animados e diversos materiais relacionados à baixinha, dentuça e gorducha mais famosa dos gibis estarão disponíveis ao público.
Pela primeira vez, será exposto o original da primeira tirinha da personagem. Publicada em 1963 na Folha, a tira já traz a personagem brigando com o Cebolinha.
Dá para ver também o terceiro coelho de pelúcia que pertenceu à Mônica de verdade, filha do Mauricio de Sousa que inspirou a personagem, e comprovar que ele era bem encardido mesmo.
Outras raridades, como bonecas antigas e fliperamas dos anos 80, também fazem parte da mostra. Leia mais
 

segunda-feira, maio 06, 2013

Mythos Editora lançará materiais da Dynamite

A Mythos Editora divulgou na quarta capa da primeira edição de Juiz Dredd Megazine, lançada hoje nas bancas, seis novidades da Dynamite Entertainment que a editora prepara para breve. Ainda não foi informado nenhum detalhe adicional ou formato de publicação (se em encadernados ou minisséries). Confira:

- Alice no País das Maravilhas (The Complete Alice in Wonderland)
Minissérie escrita por John Reppion e Leah Moore (filha de Alan Moore - Reppion é seu esposo), com arte de Érica Awano(Holy Avenger) e cores do VJ PC Siqueira, baseado no clássico de Lewis Carrol. A capa é de John Cassaday. Clique aqui para conferir um preview da edição original.

- Kirby Genesis
Projeto de Alex Ross e Kurt Busiek, série que reapresenta para novos leitores vários conceitos e personagens criados porJack Kirby. O título principal do projeto, Kirby Genesis, tem roteiro de Ross e Busiek, com Ross fazendo capas e layout das páginas e Jack Herbert fazendo os desenhos finais. Para conferir algumas imagens da edição original, clique aqui.

- Máscaras (Masks
Minissérie em oito edições que reúne vários personagens pulps publicados pela Dynamite, como O Sombra, O Aranha,Besouro Verde, Zorro, Miss Fury, Black Terror, entre outros. Eles se unirão para deter um grupo que assumiu o controle do estado de Nova Iorque e que pretende estender esse controle pelo país. Chris Roberson (iZombie) é o roteirista e a primeira edição tem arte por Alex Ross, desenhando uma edição completa pela primeira vez desde a maxissérie Justiça, pela DC Comics.  Leia mais

domingo, maio 05, 2013

Blog Gonzo Jornalismo

Este semestre ministrei a disciplina Teorias do Jornalismo no curso de Jornalismo da UNIFAP e uma das atividades foi a produção de uma matéria gonzo, dentro do que chamo de Propostas Discordantes no Jornalismo. Estou publicando as matérias, junto com artigos sobre o assunto, no blog Gonzo Jornalismo. Quem quiser conhecer, basta clicar aqui.