Por Marcelo Hessel10/10/2006
"No país em que tudo é permitido... qualquer coisa pode acontecer."
É o que diz infamemente o novo trailer de Turistas, terror sádico na linha de O Albergue, ambientado no "perigoso" Brasil, terra do biquini de crochê e dos ladrões de passaporte. A prévia está sediada na página do filme no MySpace, que por si só já é uma atração, com banners anunciando o paradisíaco destino turístico. Leia mais
Comentário: não vou nem comentar...
terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
Mestre do kung fu

Quando eu tinha aproximadamente 13 anos descobri os quadrinhos de super-heróis. Na época eu não tinha dinheiro para comprar revistas e, como tinha um amigo que era colecionador, eu rodava os sebos da cidade, comprando revistas Heróis da TV e revendendo para ele (ele colecinava essa revista e em sua coleção faltavam vários números). Com o lucro desse negócio, eu comprava minhas próprias revistas. Mas, claro, antes de vender, eu sempre lia os gibis e, entre todos os personagens da revista, o que mais me chamava a atenção era o Mestre do Kung Fu.
O personagem tinha surgido na esteira do sucesso dos filmes de Kung fu e, inicialmente baseado em David Carradine, com o tempo ganhou as feições de Bruce Lee. A fase mais elogiada é a que tinha roteiro de Dough Moench e desenhos de Paul Gullacy, mas minha fase predileta é a desenhada por Mike Zeck.
Moench já se sentia mais seguro no título nesse período e começou a pesquisar sobre filosofia oriental e suas histórias passaram a ter um toque filosófico que podia não agradar a maioria dos fãs, mas foram o meu primeiro contato com o taoísmo e o zen budismo.
Mike Zeck errava muito na anatomia, mas seu traço tinha um movimento, uma leveza que faltava, por exemplo, em Paul Gulacy. Tempos depois encontrei em um sebo em Belém várias revistas norte-americanas com aventuras do personagem inéditas no Brasil. E percebi mais uma razão para gostar da série: Moench nessa fase enveredou pelo surrealismo, fazendo belas histórias experimentais.
Cartunista brasileiro ameaçado por radicais de direita
Por Marcus Ramone (09/10/06)
Você pode não conhecer o cartunista brasileiro Carlos Latuff. Mas há muita gente que admira esse carioca de 36 anos, e mais ainda quem o odeia com todas as forças. Leia mais
Você pode não conhecer o cartunista brasileiro Carlos Latuff. Mas há muita gente que admira esse carioca de 36 anos, e mais ainda quem o odeia com todas as forças. Leia mais
Fomos assistir A Dama na água, mas já tinha saído de cartaz. Assim, assistimos Xeque Mate. Confesso que não esperava nada do filme, mas me surpreendi. Um ótimo filme, com um roteiro muito bem construído.
sábado, outubro 07, 2006
A maçã de Isaac Newton
Quando Isaac Newton completou 12 anos, a mãe, sem saber o que fazer com aquele filho esquisitão, que não se adequava ao trabalho da fazenda, mandou-o para a cidade e para a escola. No povoado, Newton ficou na casa de um boticário, Sr. Clark. O pequeno Newton não se interessava muito pelos estudos, que consistiam, basicamente, em aprender gramática latina. Além disso era o alvo predileto do enteado do Sr. Clark. Uma vez em que este lhe chutou a barriga, Newton decidiu ir à forra. Deu uma grande surra no rapaz e esfregou seu nariz num muro. E tomou uma decisão: a partir daí seria o melhor da turma em latim. E não só isso. Seria também o melhor em tudo o que pudesse.
Não há dúvidas de que ele conseguiu. Assim que se formou em Cambridge, em 1665 e 1666, ele fez algumas das maiores descobertas de todos os tempos e elaborou a teoria que serviria de paradigma para a ciência durante séculos e só seria suplantada pela teoria da relatividade. Em dois anos ele elaborou o teorema do binômio, as tangentes, a lei da gravidade, o cálculo diferencial, as cores e o cálculo integral.
É justamente a história desse gênio que o livro "Isaac Newton e sua maçã" conta. Escrito de forma muito divertida por Kjartan Poskitt e ilustrado por Philiph Reeve, o volume faz qualquer um se interessar pelas descobertas de Newton, mesmo quem nunca teve muito interesse por física ou matemática (como é o caso deste Colunista).
Com a ajuda de histórias em quadrinhos, ilustrações e muitas metáforas, Poskitt e Reeve fazem com que conceitos complicadíssimos como, o cálculo diferencial, pareçam coisa de criança.Para não chatear o leitor, os autores entremeiam as explicações científicas de fatos históricos e curiosidades sobre a vida de Newton. Entre elas o fato de que Newton simplesmente não divulgava suas idéias. O livro reproduz um diário imaginário de Newton em que ele teria escrito, em julho de 1965: "Acabei de inventar a técnica matemática mais útil do mundo, mas não vou contar para NINGUÉM!".
Esse era o velho Newton que, além dessa tinha outras excentricidades, como espetar o olho ou ficar horas olhando para o céu na tentativa de descobrir como se formavam as cores (ele quase ficou cego, mas descobriu que as cores não eram um junção de preto e branco, como acreditavam os antigos).
Para explicar o que é aceleração constante, o livro sugere que o jovem leitor faça uma experiência hilária (sempre com a supervisão dos pais, claro). Para fazer a experiência são necessários um avião grande, com uma porta imensa, um elefante com velocímetro, um cronômetro, um binóculo e esfregão e baldes enormes.Quando estiver a milhares de metros acima do solo, jogue o elefante do avião, ligue o cronômetro e observe pelo binóculo. Você irá constatar que a velocidade aumentará 10 metros a cada segundo. Duas coisas afetam a aceleração constante. Uma delas é o ar, que, devido ao atrito, diminui a velocidade do elefante, especialmente se ele abrir as orelhas. A outra coisa é o chão... bem, é aí que você vai precisar do esfregão e do balde...
Há quem acredite que se deva divulgar ciência da maneira mais séria possível. Para essas pessoas, contar detalhes curiosos da vida de Newton seria um verdadeiro sacrilégio. Nada mais falso. Ao contar pequenos detalhes interessantes da vida de um cientista, o autor mostra ao público que cientistas também são humanos e que a ciência não está separada de nossa vida. Pelo contrário, tudo à nossa volta se relaciona, de alguma maneira com descobertas e teorias científicas.A importância do livro de Poskitt está justamente aí, em mostrar que a ciência pode ser um tema divertido e interessante. Agora, se você ainda está se perguntando o que uma maçã tem a ver com tudo isso, é bom ler o livro rapidinho.
HQ: Aldebaran
Por Érico Borgo4/10/2006
Existem poucos criadores nos quadrinhos que oferecem o pacote completo: roteiro e arte de qualidade. O carioca Luis Eduardo de Oliveira é um desses talentos - e vai além. Conhecido profissionalmente como Leo, o quadrinhista não apenas é capaz de criar histórias fantásticas e possui um traço extremamente limpo e agradável, como também colore seu próprio trabalho com enorme competência. Leia mais
Comentário: Leo foi mais um brasileiro de talento que precisou sair do Brasil para fazer sucesso. Atualmente ele é um dos autores mais festejados da Europa... e quem leu Aldebaran diz que é genial.
Existem poucos criadores nos quadrinhos que oferecem o pacote completo: roteiro e arte de qualidade. O carioca Luis Eduardo de Oliveira é um desses talentos - e vai além. Conhecido profissionalmente como Leo, o quadrinhista não apenas é capaz de criar histórias fantásticas e possui um traço extremamente limpo e agradável, como também colore seu próprio trabalho com enorme competência. Leia mais
Comentário: Leo foi mais um brasileiro de talento que precisou sair do Brasil para fazer sucesso. Atualmente ele é um dos autores mais festejados da Europa... e quem leu Aldebaran diz que é genial.
O premiado fanzine Manicomics chega ao fim
Por Sidney Gusman (06/10/06)
Notícia triste para a cena do quadrinho independente brasileiro: o premiado fanzine Manicomics vai acabar. A última edição será a # 34, conforme anunciou o editor J.J. Marreiro em seu fotolog. Leia mais
Comentário: Eu cheguei a publicar no Manicomics. A história, uma adaptação do livro Coração das Trevas, foi desenhada pelo grande Jean Okada. E o pessoal do Manicomics é muito gente fina. Ótimos caras. Na última vez em que estive em Fortaleza, assistimos ao filme dos Superman juntos.
Notícia triste para a cena do quadrinho independente brasileiro: o premiado fanzine Manicomics vai acabar. A última edição será a # 34, conforme anunciou o editor J.J. Marreiro em seu fotolog. Leia mais
Comentário: Eu cheguei a publicar no Manicomics. A história, uma adaptação do livro Coração das Trevas, foi desenhada pelo grande Jean Okada. E o pessoal do Manicomics é muito gente fina. Ótimos caras. Na última vez em que estive em Fortaleza, assistimos ao filme dos Superman juntos.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Legacy enganou controle aéreo e ignorou alertas pelo rádio
Cuiabá, Mato Grosso - Os peritos da Aeronáutica não têm dúvidas de que o jato Legacy enganou os controladores de vôo do Cindacta 1, em Brasília, e provocou a maior tragédia da aviação civil do país: a queda de um Boeing da Gol, na sexta-feira, que matou 155 pessoas. Leia mais
Politicamente correto
Há algum tempo tenho escrito para as mais diversas publicações e constantemente tenho de me policiar. Os leitores se sentem ofendidos por qualquer coisa e mandam para redação cartas enfurecidas que, se fossem cachorros, morderiam.
Parece que as minorias passaram tanto tempo sendo motivo de piada que resolveram contra-atacar, sejam eles negros, mulheres, idosos, portugueses, papagaios ou políticos.
Uma amiga da faculdade era tão feminista que quando eu puxava o cadeira nos restaurantes, ela me pregava um sermão:
- Você acha que não sou capaz de puxar a minha própria cadeira?
Se eu a elogiasse por ser muito estudiosa, ela retrucava:
- Você quer dizer que não sou inteligente e tenho de estudar mais do que os outros para tirar boas notas?
De lá para cá, a coisa só piorou. Você deve ter muito cuidado com o que fala ou escreve. Hoje em dia até Castro Alves é considerado racista.
Já surgiu até um dicionário do politicamente correto. Segundo ele, não existem mais velhos, e sim idosos. Ninguém mais é negro, e sim cidadão afro-americano. Os cegos passaram a ser deficientes visuais e os garis foram promovidos a agentes de limpeza pública. Até as empregadas domésticas mudaram de nome e agora são secretárias do lar.
A coisa fica mais complicada quando se quer usar uma metáfora. Se você pretende dizer que alguém é burro, esqueça. O burros podem, e certamente vão, processá-lo, pois são burros, mas não são otários.
Há claro, a opção de dizer que o indivíduo é uma porta, mas isso só até portas encontrarem um advogado que aceite seu pagamento em verniz...
Quanto às loiras, não há o que se preocupar. Até perceberem que a coisa é com elas, você já está morto. Mas seus netos podem vir a ter problemas judiciais...
A mesma coisa pode-se dizer dos portugueses, mas com eles pelo menos você pode usar o argumento da tradição. Dizem que a primeira piada de português surgiu quando o primeiro deles tocou o solo brasileiro.
Os papagaios são menos problemáticos. Afinal, eles também são politicamente incorretos. O galo que o diga.
O ideal mesmo é tomar muito cuidado com as palavras e sempre verificar se você pode ser processado pelo que fala ou escreve. Oh, sim! E também não saia por aí dizendo que os meu textos não são bons. Os dois advogados que contratei para me defender andam sem trabalho ultimamente e estou pensando em aproveitá-los para uma missão mais ofensiva, se é que vocês me entendem...
Parece que as minorias passaram tanto tempo sendo motivo de piada que resolveram contra-atacar, sejam eles negros, mulheres, idosos, portugueses, papagaios ou políticos.
Uma amiga da faculdade era tão feminista que quando eu puxava o cadeira nos restaurantes, ela me pregava um sermão:
- Você acha que não sou capaz de puxar a minha própria cadeira?
Se eu a elogiasse por ser muito estudiosa, ela retrucava:
- Você quer dizer que não sou inteligente e tenho de estudar mais do que os outros para tirar boas notas?
De lá para cá, a coisa só piorou. Você deve ter muito cuidado com o que fala ou escreve. Hoje em dia até Castro Alves é considerado racista.
Já surgiu até um dicionário do politicamente correto. Segundo ele, não existem mais velhos, e sim idosos. Ninguém mais é negro, e sim cidadão afro-americano. Os cegos passaram a ser deficientes visuais e os garis foram promovidos a agentes de limpeza pública. Até as empregadas domésticas mudaram de nome e agora são secretárias do lar.
A coisa fica mais complicada quando se quer usar uma metáfora. Se você pretende dizer que alguém é burro, esqueça. O burros podem, e certamente vão, processá-lo, pois são burros, mas não são otários.
Há claro, a opção de dizer que o indivíduo é uma porta, mas isso só até portas encontrarem um advogado que aceite seu pagamento em verniz...
Quanto às loiras, não há o que se preocupar. Até perceberem que a coisa é com elas, você já está morto. Mas seus netos podem vir a ter problemas judiciais...
A mesma coisa pode-se dizer dos portugueses, mas com eles pelo menos você pode usar o argumento da tradição. Dizem que a primeira piada de português surgiu quando o primeiro deles tocou o solo brasileiro.
Os papagaios são menos problemáticos. Afinal, eles também são politicamente incorretos. O galo que o diga.
O ideal mesmo é tomar muito cuidado com as palavras e sempre verificar se você pode ser processado pelo que fala ou escreve. Oh, sim! E também não saia por aí dizendo que os meu textos não são bons. Os dois advogados que contratei para me defender andam sem trabalho ultimamente e estou pensando em aproveitá-los para uma missão mais ofensiva, se é que vocês me entendem...
China censura filme de Jackie Chan
Por Marcelo Hessel4/10/2006
Mal ficamos sabendo, aqui no Brasil, das polêmicas de liberdade de expressão criadas pelo governo repressor da China. Mas a notícia corre o mundo quando atinge uma celebridade como... Jackie Chan. Leia mais
Comentário: O chinês olha para o amapaense e diz: Eu sou você amanhã...
Mal ficamos sabendo, aqui no Brasil, das polêmicas de liberdade de expressão criadas pelo governo repressor da China. Mas a notícia corre o mundo quando atinge uma celebridade como... Jackie Chan. Leia mais
Comentário: O chinês olha para o amapaense e diz: Eu sou você amanhã...
segunda-feira, outubro 02, 2006
Os vinte anos de Dylan Dog

Em outubro de 1986, os quadrinhos italianos apresentaram ao mundo Dylan Dog, personagem carismático cujas aventuras, um misto de terror, mistério, humor, sensualidade, ação e o que mais a imaginação de seu criador pudesse conceber, transformaram-no em um fenômeno pop de grandes proporções em seu país de origem.
Isso é corroborado não apenas pelas vendas espantosas das HQs que levam seu nome no título e a tiragem mensal na casa do milhão (incluindo as reedições), mas também pelo culto que se formou em torno de seu nome, com direito a um festival em sua homenagem, o Dylan Dog Horror Festival, realizado anualmente na Itália. Leia mais
sexta-feira, setembro 29, 2006
Fui entrevistado pelo site Interpol no qual falo sobre quadrinhos, ciência e dou opinião sobre algumas pessoas importantes da área. Confira.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Paranóia
Raul Seixas
Quando esqueço a hora de dormir
E de repente chega o amanhecer
Sinto a culpa que eu não sei de que
Pergunto o que que eu fiz?
Meu coração não diz e eu...
Eu sinto medo!
Eu sinto medo!
Se eu vejo um papel qualquer no chão
Tremo, corro e apanho pra esconder
Medo de ter sido uma anotação que eu fiz
Que não se possa ler
E eu gosto de escrever, mas...
Mas eu sinto medo!
Eu sinto medo!
Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho porque sempre...
Sempre... sempre...Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu tava sempre com Deus!
Minha mãe me disse há tempo atrás
Onde você for Deus vai atrás
Deus vê sempre tudo que cê faz
Mas eu não via Deus
Achava assombração, mas...
Mas eu tinha medo!Eu tinha medo!
Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro, com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Para...nóia
Dedico esta canção:Para Nóia!
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)...
Com amor e com medo...
Sin City
Quando esteve no Brasil, o quadrinista norte-americano Howard Chaykin disse que o país parecia uma grande Gothan City. Todo mundo na platéia riu e ele foi severo: Se eu fosse vocês, não riria. Se o Brasil é Gothan City, Macapá é Sin City. Vejam isso.
quarta-feira, setembro 27, 2006

É proibido proibir
Caetano Veloso
A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta há o porteiro, sim
Eu digo não
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleirasAs estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim
Eu digo sim
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Podem me processar, me prender e até me torturar, mas eu não vou usar bigode, nem vou deixar de gostar de bolo de cenoura:
BOLO DE CENOURA
3 cenouras grandes;
2 xícaras de açúcar;
2 xícaras de farinha de trigo;
1 xícara de óleo;
4 ovos;
1 colher(sopa) de fermento em pó.
COBERTURA DE CHOCOLATE
1 ½ xícara de leite;
1 xícara de achocolatado ou chocolate em pó;
½ xícara de açúcar;
1 colher(sopa) de margarina.
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