quinta-feira, junho 11, 2009
Osmar Jr. lança CD em homenagem ao Bar do Abreu
Primeira Noite Fora do Eixo em Macapá
Depois de sexta e sábado (12 e 13), ninguém mais vai poder reclamar de gripe na Terra do Nunca, afinal todos terão uma injeção de vitamina C. Após uma série de apresentações nas terras de seu Barack Obama, a banda paraense Vinil Laranja vai curar até gripe suína em Macapá City. Depois de se apresentarem no festival South By Southwest (SXSW), em Austin, Texas, a banda volta esquentando a “Noite Fora-do-Eixo” em Macapá, evento realizado pelo Coletivo Palafita.
A programação iniciará às 19 h, na Sede dos Escoteiros, localizada no bairro do Trem. Os ingressos custarão R$ 6. Além da Vinil, o primeiro dia da Noite Fora-do-Eixo, contará com as apresentações das bandas Godzilla, que recentemente lançou seu primeiro EP homônimo (em breve disponível para download), contendo cinco músicas; Stereovitrola (www.myspace.com/stereovitrola), que está produzindo seu segundo CD e a recente banda Fax Modem.
No segundo dia, será a vez das apresentações do cantor Roni Moraes, SPS 12 que está divulgando seu mais novo videoclipe “Recomeço”, a banda de death thrash, Marttyrium e Vinil Laranja que fará uma segunda apresentação, para fechar a noite.
quarta-feira, junho 10, 2009
Alan Moore vai publicar tratado sobre a história da pornografia
O escritor de quadrinhos Alan Moore passou um bom tempo defendendo a validade da pornografia para justificar sua Lost Girls, sem contar os anos de pesquisa por trás da obra. Todas essas reflexões vão ser aproveitadas: Moore vai publicar um livro sobre a história do pornô.
É 25,000 Years of Erotic Freedom ("25.000 anos de liberdade erótica"), livrão de arte que a editora Abrams publica em outubro nos EUA. Moore selecionou imagens desde a Vênus de Willendorf até a fotografia contemporânea para discutir pornografia, moral e arte. Confira a descrição da editora:
"A cada avanço tecnológico, a pornografia prolifera-se e perde qualidade. Hoje, o pornô está em todos os lugares, mas onde está a arte? 25,000 Years of Erotic Freedom analisa a história da pornografia e defende que o sucesso e a vitalidade de uma sociedade depende de sua permissividade em questões sexuais. Direto do Omelete
Comentário: Só essa frase que grifei dava um livro. Acredito que as sociedade mais liberais em termos sexuais são também as sociedades mais liberais em termos de novos paradigmas, de novas formas de ver as coisas. São sociedades mais abertas para o novo e para o diferente. Como resultado, as melhores mentes se desenvolvem nesses países e muitas mentes revolucionárias acabam indo morar nesse local.
10 coisas que fazem do Pato Donald um legítimo brasileiro

terça-feira, junho 09, 2009
Música do dia
Belém Pará Brasil
(Mosaico De Ravena)
Vão destruir o Ver-o-Peso
Pra construir um Shopping Center
Vão derrubar o Palacete Pinho
Pra fazer um Condomínio
Coitada da Cidade Velha,
que foi vendida pra Hollywood,
pra se usada como albergue
no novo filme do Spielberg
Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês
A culpa é da mentalidade
Criada sobre a região
Por que é que tanta gente teme?
Norte não é com M
Nossos índios não comem ninguém
Agora é só Hambúrguer
Por que ninguém nos leva a sério?
Só o nosso minério
Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês
Aqui a gente toma guaraná
Quando não tem Coca-Cola
Chega das coisas da terra
Que o que é bom vem lá de fora
Transformados até a alma
sem cultura e opinião
O nortista só queria fazerparte da Nação
Ah! chega de malfeituras
Ah! chega de tristes rimas
Devolvam a nossa cultura!
Queremos o Norte lá em cima!
Por quê? Onde já se viu?
Isso é Belém!Isso é Pará!Isso é Brasil!
Farinha pouca, meu pirão primeiro

MAD 14 nas bancas
Roteiros de quadrinhos
domingo, junho 07, 2009
Reunião dos blogueiros

Dia D
sábado, junho 06, 2009
sexta-feira, junho 05, 2009
Farinha pouca, meu pirão primeiro!
A ABD Amapá divulgou um manifesto intitulado Farinha pouco, meu pirão primeiro, assinado pelos principais realizadores de audio-visual do Estado. Eu assino o manifesto e aproveito para divulgar.
Concordo plenamente com o protesto. É complicado políticos do Amapá conseguirem recursos para realizadores de outros estados e não conseguirem nada para a cultura do Amapá.
Será que vamos ter que sair do Estado para que os parlamentares que representam o Amapá consigam dinheiro para financiar nossos projetos? É a famosa história de "O que é bom vem lá de fora", que já ouvi milhares de vezes (e que não é uma exclusividade do Amapá).
O meu amigo e compadre Bené Nascimento, quando trabalhava para o Brasil, era um desconhecido e não conseguia publicar nas grandes editoras. Aí começou a trabalhar para os EUA, desenhando Homem-aranha, Capitão América, começou a assinar Joe Bennett, e virou estrela. A Editora Abril, por exemplo, o publicou com toda pompa.
O mesmo, pelo jeito, vai ter que acontecer com os realizadores amapaenses: vamos todos ter que trocar de nome, mudar para o sudeste para conseguir recursos públicos amapanenses.
Farinha pouca, meu pirão primeiro
O audiovisual é um forte instrumento de resgate e de acervo de uma realidade histórica e social. É através dele que documentamos a trajetória de um povo e suas conquistas.
O mundo tem muito que conhecer e reconhecer a partir de suas inúmeras possibilidades. E esse nosso gigante lençol verde que é a Amazônia tem uma gama infindável de temas a mostrar. O problema é que o olhar de quem aqui vive e reconhece a importância desses focos nunca é valorizado por quem detém o poder das políticas públicas. Elegemos os nossos representantes e estes elegem outros realizadores para filmar em nosso quintal e levar a pouca verba que também deveria servir aos nossos propósitos documentais. Nada contra esses realizadores. Que bom que eles nos prestigiem mostrando nossa gente e nossas belezas naturais.
O senador José Sarney abre as burras e saca dois milhões, a deputada federal Dalva Figueiredo comparece com trezentos mil e a cineasta Tizuka Yamazaki filma parte de seu longa-metragem Amazônia Caruana lá pros lados do Araguari. Que bom mesmo! Ela trouxe a sua equipe e somente meia-dúzia de gatos pingados daqui irão participar, carregando equipamentos na locação. Quem sabe poderão aprender com eles alguma nesga de suas experiências? Agora, perguntamos: será que isso está certo?
E o nosso pirão? Quem nos dera ter pelo menos um pouco do cuí dessa farinha! Uns poucos e minúsculos bagos, mesmo que fosse a sobra do fundo da saca. Somos nós que trabalhamos por este lugar e elegemos os representantes legais e são outros que levam a saca cheia? Esperamos que a nossa tribo esteja inserida no projeto Tainá III anunciado por seus produtores e pelo Governo do Estado. Tomara que possamos participar do processo e não nos deixem de fora, com nossas bundas ao alcance de suas lentes refinadas e com cara de quem está feliz com essa patuscada oficial.
Um dia, um amigo chegou à conclusão de que a “política é para quem tem coragem”. Aviso aos navegantes: quando nos pintamos para a guerra, nossos irmãos tucujus se vestem dessa mesma coragem. Decência e bom senso é que cobramos nessa batalha. Achamos que, em vez de ignorados, deveríamos ser olhados como o que somos: aliados e principais interessados na batalha pelo audiovisual.
Temos consciência do nosso valor e queremos o diálogo.
Não queremos guerra, mas estamos lutando pelo espaço a que temos direito.
ABDeC / AP
Associação Brasileira de Documentaristas
e Curtametragistas do Amapá
quinta-feira, junho 04, 2009
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