domingo, maio 13, 2007


Lady Laura
(Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Lady Laura

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
E na hora do meu desespero
Gritar por você
Te pedir que me abrace
E me leve de volta pra casa
E me conte uma história bonita
E me faça dormir
Só queria ouvir sua voz
Me dizendo sorrindo
Aproveite o seu tempo
Você ainda é um menino
Apesar de distância e do tempo
Eu não posso esconder
Tudo isso eu às vezes preciso escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormirLady Laura!!!
Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura!!!

Quantas vezes me sinto perdido
No meio da noite
Com problemas e angústias
Que só gente grande é que tem
Me afagando os cabelos
Você certamente diria
Amanhã de manhã você vai se sair muito bem
Quando eu era criança
Podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita
Na minha aflição
Nos momentos alegres
Sentado ao seu lado, eu sorria
E, nas horas difíceis
Podia apertar sua mão

Bento XVI é o Bush do Vaticano


O papa Bento XVI é contra o uso de camisinha e anti-concepcionais. Para ele, a melhor saída para combater a AIDS é o celibato. O papa também acha que a Igreja católica é a única forma de se chegar à salvação. Um dos seus cardeais mais próximos, Giacomo Biffi, recentemente declarou que o anticristo se aproxima e que o enviado do diabo está disfaçardo de "ecologista, pacifista e ecumenista". Bento XVI também tem opiniões muito claras sobre o divórcio (uma praga), o feminismo (uma bobagem) e os gays (um problema).

sábado, maio 12, 2007


Assisti Roberto Carlos em ritmo de aventura. O roteiro do filme não tem pé nem cabeça e o filme sofre com problemas sérios de continuidade. Mas vale pelas ótimas músicas.

Um detalhe do filme fez surgir uma piada aqui em casa: é que o cantor aparece dirigindo carro, avião, helicóptero e foguete espacial. A anedota é que só existe uma explicação para ele ter tantas licenças: ele tirou a carteira de motorista em Macapá... Só pode!

Em homenagem ao dias das mães

Ave Maria da Rua
(Raul Seixas/Paulo Coelho)

No lixo dos quintais
Na mesa do café
No amor dos carnavais
Na mão, no pé, oh
Tu estás, tu estás
No tapa e no perdão
No ódio e na oração
Teu nome é Yemanjah,Yemanjah
E é Virgem Maria
É Glória e é Cecília
Na noite fria
Ou, minha mãe
Minha filha tu és qualquer mulher
Mulher em qualquer dia
Bastou o teu olhar
Teu olhar
Pra me calar a voz
De onde está você
Rogai por nós
Ou ou ou
Minha mãe, minha mãe
Me ensina a segurar a barra
De te amar
Não estou cantando só
Cantamos todos nós
Mas cada um nasceu
Com a sua voz,
Ou ou ou
Pra dizer, pra falar
De forma diferente
O que todo mundo sente
Segure a minha mão
Quando ela fraquejar
E não deixe a solidão me assustar
Ou ou ou
Minha mãe, nossa mãee mata minha fome
Nas letras do teu nome
Ou ou ou
Minha mãe, nossa mãe
E mata minha fome
Nas letras do teu nome
Ou ou ouminha mãe, nossa mãe
E mata minha fome
Na glória do teu nome.

Leia no site Corrêa Neto um texto meu sobre Espiritismo e ciência.

quinta-feira, maio 10, 2007

Disneylândia pirata é construída na China


Por Marcus Ramone (10/05/07)

A pirataria sempre foi um dos principais problemas enfrentados pelos Estados Unidos em suas negociações comerciais com a China. Cópias piratas de propriedades intelectual e industrial são comuns no comércio daquele país asiático, mas agora o assunto ganhou proporções ainda maiores. Leia mais


Comentário: Esses são os problemas de um mundo globalizado...
Como não tinha comprado Roberto Carlos em detalhes, baixei e comecei a ler tentando achar o que teria levado RC a proibi-lo. Foi em vão. O livro é uma verdadeira homenagem escrita por um fã e não incursiona pela fofoca ou pelo sensacionalismo. Aparentemente, o único motivo para a censura foi o fato do autor contar o acidente que arrancou uma perna do cantor. Ou seja, o juiz mandou proibir um livro só por contar um fato real, de conhecimento público...
O que me preocupa nessa censura togada que vivemos hoje é que os juizes estão pouco preocupados com a opinião pública. Se é o governante que exerce a censura e a opinião pública pressiona, ele volta atrás, pois depende de votos, mas o judiciário não tem essa preocupação e pode censurar sem medo...
Não adiantou a justiça proibir a venda do livro Roberto Carlos em detalhes. O livro já caiu na rede e pode ser baixado em diversos endereços, entre eles este: http://www.escriba.org/blog/2007/05/08/tai-o-que-vc-queria/ .

quarta-feira, maio 09, 2007


O capítulo 14 da minha série Mundo Dragão está disponível no site da Virtual Books, com belíssimas ilustrações do amigo Jean Okada. Confira.

Começou O APRENDIZ 4.
Leia no Wikipédia um verbete sobre o filme Ben-Hur.
Este outro verbete é sobre o diretor, William Wyler.

Quem me conhece sabe que sou fã de Roberto Carlos, especialmente do que ele fez na década de 1970. Mas agora confesso que estou decepcionado com o cantor: ele conseguiu a proibição judicial de sua biografia Roberto Carlos em Detalhes, num ato claro de censura. Aliás, esse é apenas mais um entre vários casos em que a justiça brasileira tem atropelado o direito à informação.

terça-feira, maio 08, 2007


Aí está a capa do livro. Ficou bonito, não ficou? Vi em várias bancas hoje...
Acabou de chegar às bancas o número 4 da coleção Clássicos da Literatura Juvenil, Ben-Hur, escrito por mim. Vou escanear a capa e coloco aqui, junto com mais informações. Mas fica a dica: já se encontra em todas as bancas de Macapá, ao preço de R$ 4,90.

segunda-feira, maio 07, 2007

O amigo José Carlos Neves atualizou seu enorme catálogo de filmes e séries raros, a maioria dos quais nunca foi lançada em DVD. Para pedir o catálogo, escreva para: magobardo@yahoo.com

Memorial de Maria Moura
Estou assistindo Memorial de Maria Moura, uma minissérie que passou na Globo no início dos anos 90, adaptado da obra de Raquel de Queiroz. Trata-se de uma das melhores minisséries já apresentadas pela Globo (outra que gosto muito é Agosto, adaptado da obra de Ruben Fonseca).
Um dos destaques é o roteiro enxuto de Jorge Furtado (O homem que copiava) e Carlos Gerbase e a direção de Roberto Farias. Embora na época a TV estivesse engatinhando em técnicas cinematográficas, a direção vai muito além do simples plano e contra-plano, fazendo uma obra esteticamente competente e inovadora para a época.
As atuações são quase todas ótimas, com destaque para Glória Pires no papel principal e para a estréia de Cleo Pires interpretando Maria Moura jovem.
A mini conta a história de Maria Moura, uma mulher que desde pequena tem de defender suas terras de um padrastro que mata sua mãe e a violenta e, principalmente dos Marias Pretas, os primos que querem tomar tudo que é dela. Sem conseguir resistir, Maria foge da fazenda, o Limoeiro, em direção à Terra dos Padres, um local mítico, com de natureza exuberante e água corrente. Nesse processo ela deixa de lado a fragilidade feminina e se torna uma senhora de terras temida e respeitada, com um bando de jagunços fiéis prontos a dar sua vida por ela. Uma espécie de Robin Hood do sertão, Maria Moura acode todos aqueles perseguidos por inimigos poderosos.
Televisão é imagem. Na literatura podemos dizer que tal personagem tem essa ou aquela personalidade. Na TV (assim como nos quadrinhos e no cinema), fazemos isso através dos diálogos, da trilha sonora e, principalmente das imagens. É por isso que nos quadrinhos os vilões são feios e de proporções estranhas: deve ficar claro para o leitor que a moralidades deles é distorcida.
Em Maria Moura sabemos, desde a primeira cena, que os Maria Preta são o oposto da heroína. Enquanto ela é fiel e direta, eles são tortos e traiçoeiros. As roupas andrajosas mostram isso, mas percebemos o fato principalmente nas cenas em que eles estão comendo. Eles comem como porcos, de maneira nojenta, as mãos de unhas sujas, a comida se espalhando pela barba, sujando a roupa, melecando tudo.
Ou seja: as imagens os caracterizam como porcos, física e mentalmente.
A mesma caracterização é feita com Maria Moura. Quando foge do Limoeiro, ela prende o cabelo num turbante, escondendo-os, como se quisesse esconder sua feminilidade. No momento da história em que se apaixona, ela solta os cabelos, como se permitisse ser de novo mulher.
O único senão dessa ótima série é a mania de achar que humizar um herói é fazê-lo ter dúvida de seus propósitos. Maria Moura está o tempo se dizendo indecisa sobre o que está fazendo, sempre relutando, sempre dizendo que gosta de dar ordens, mas que queria alguém que lhe pusesse mando. É até possível que a personagem tivesse tais dúvidas, mas os diálogos não precisam insistir tanto nisso. Um close da personagem, uma música de fundo, como é feito em diversos momentos, poderiam dizer isso melhor do que qualquer diálogo, não ficando tão tão forçado.

Warner prepara filme de Ronin


Por Sérgio Codespoti (04/05/07)

A minissérie de Frank Miller, Ronin, deverá ser um dos próximos projetos da Warner Bros. para o cinema.

Sylvain White, responsável pelo primeiro tratamento do enredo, poderá ser o diretor.Greg Silverman está supervisionando o projeto para a Warner, e Gregory Noveck faz esta tarefa para a DC Comics.Ronin foi lançado pela DC em 1983, como uma minissérie de 6 partes, e foi um dos primeiros produtos da editora com acabamento refinado, que antecederam as edições de luxo (prestige format).Frank Miller será o produtor executivo.No Brasil, Ronin foi lançado no final dos anos 1980, pela Editora Abril, e mais recentemente numa edição encadernada em capa dura da Opera Graphica de 288 páginas. Fonte: Universo HQ.


Ps: O texto da contra-capa da edição brasileira da obra é de minha autoria.

sábado, maio 05, 2007

Da série piadas sobre Macapá:

Um comentário no blog da Alcinea me fez lembrar de uma anedota:

Sabe quais são os dois melhores médicos de Macapá?

Tam e Gol.

JOSÉ AGUIAR E SUA ARTE CHEGAM AO RIO

Na semana entre 07 e 13 de maio, o quadrinista curitibano José Aguiarinvadirá o Rio de Janeiro com seus trabalhos. Inaugurando exposição,lançando seu álbum de quadrinhos, ministrando workshops e ainda participandocom artes originais de uma peça de teatro, seu trabalho trabalho poderá servisto tanto em Niterói como na capital.O Centro de Cultura França-Alemanha, em parceria com a Fundação Municipal deEducação de Niterói, inauguram no dia 08 de maio a exposição Viajando emQuadrinhos pela França e Alemanha, com a presença do artista. O evento, quedá inicío às comemorações do primeiro aniversário da instituição, contarácom o lançamento do elogiado livro Folheteen, publicado pela editora Devir,além de workshops para estudantes e profesores de Niterói e de um concursojuvenil de quadrinhos que será lançado durante o evento.

A exposição é uma coletânea de três obras distintas do autor e reúneilustrações de "Reisetagebuch - Uma viagem Ilustrada Pela Alemanha"; dosseus quadrinhos de "Ernie Adams", publicados na França; e a história"Quadrinhos em Outras Bandas (Desenhadas)". As ilustrações e HQs foramselecionadas com o intuito de unificar as culturas francesa, alemã ebrasileira e refletem os idéias propostos pelo Centro de CulturaFrança-Alemanha.

quinta-feira, maio 03, 2007


Ouço todo dia:
Café com notícia

Jornalismo livre, dinâmico, responsável
Com Ana Girlene e Márcia Corrêa Na 94,5 - Equatorial FM De segunda a sexta De 7 às 8 da manhã

No dentista


O homem estava na sala de espera do consultório do dentista. Lia tranqüilamente sua revista. Nisso saiu um cliente de dentro do consultório. O homem vem arrancando os cabelos, totalmente descontrolado:
- Esse doutor é doido!
A secretária, impassível:
- Para quando marco o seu retorno?
- Só volto aqui quando estiver morto!
- Quarta-feira está bom?
Nisso o homem já se levantou para sair.
- Eh... eu acho que também já vou embora...
E a secretária, o sorriso mais bonito que ele já vira:
- O que é isso? Fique mais um pouquinho... o doutor não demora. É rapidinho, viu?
Como resistir àquele sorriso lindo? O homem sentou-se novamente e pegou uma revista Caras. Estava vendo as fotos dos artistas quando um homem saiu do consultório com um jaleco branco. Vinha batendo nas coisas, derrubando vasos, tropeçando no tapete.
- Dona Isaura, a senhora viu os meus óculos?
- Está aqui, doutor Zé Guinho...
E a secretária entrega para o doutor um óculos fundo de garrafa, tão pesado que afunda o nariz do indivíduo.
Aí o cliente se levanta:
- Olha, acabei de lembrar de um compromisso...
- O que é isso, espera mais um pouco...
De novo aquele sorriso maravilhoso. Como resistir àqueles olhinhos de boneca?
- Dona Isaura, dê um jeito nesse alicate.
Lá vinha o doutor, com um alicate de pedreiro.
O cliente deu um salto:
- Agora eu vou!
A secretária acalmou-o:
- Ah, isso aqui? É um alicate que um pedreiro deixou aqui. O doutor quer que eu devolva...
- Ah, então tá... – respirou aliviado o homem.
Nisso o doutor sai do consultório com uma serra. O cliente não piscou duas vezes: saiu correndo e gritando.
Dona Isaura lamentou:
- Eu não sei o que essa gente tem... só porque o doutor gosta de marcenaria...

Hoje, de novo, os vizinhos colocaram som alto. O curioso é que eles começam com música evangélica:
- Aleluia, Senhor!
E logo descambam para o pancadão:
- Eu tô ficando atoladinha! Eu tô ficando atoladinha!
.

terça-feira, maio 01, 2007

Hoje, feriado, resolvi ficar em casa lendo um livro e assistindo filmes e seriados no DVD. Impossível: um vizinho passou o dia inteiro com o som ligado no máximo. Terra sem lei é isso aí.
Leia proposta de 4 entidades para que a disciplina ilustração seja incluída nos cursos de comunicação.
Tenho muitos leitores de fora, que não deve saber a irresponsabilidade que se estabeleceu no Amapá, com a distribuição de carteiras de motoristas em troca de dinheiro e votos, o que fez com que a cidade se tornasse campeã em acidentes de trânsito. Aqui é muito comum ver gente circulando na contra-mão, fazendo conversão sem ligar o pisca e, o que é mais comum, fazer conversão pela contra-mão nos cruzamentos com sinal. Para quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto aconselho o artigo de Ana Girlene em que ela reproduz textos do Promotor de justiça Ubirajara Valente Ephina e do Juiz de Direito Romel Araújo sobre o assunto. Parabéns ao promotor e ao juiz, por se posicionarem de maneira firme contra a ilegalidade.

"Neocortex Plug-in", primeiro álbum do POSTHUMAN TANTRA, projeto musical no estilo"Sci-Fi Ambient Industrial" criado pelo artista multimídia Edgar Franco, acaba de ser lançado na Suiça pela gravadora Legatus Records ( http://www2.blogger.com/ ). O POSTHUMAN TANTRA já havia lançado uma demo e participado de coletâneas na Itália, Austrália e Brasil, além de ter produzido em parceria com a lendária banda francesa de death ambient "Melek-Tha" os álbuns "Kelemath Trilogy" & "Asylum of Slaves", lançados na França. Com a boa recepção desses trabalhos o projeto assinou contrato com a Legatus Records para o lançamento de seu debut, tornando-se uma das primeiras bandas brasileiras do gênero ambient/industrial a assinarem contrato com um selo europeu.
Maiores informações no site http://www2.blogger.com/ .
Ainda sobre Lobato, um artigo sobre sua relação com espiritismo.

Dia 18 foi aniversário de Monteiro Lobato e dia do livro infantil. Leia aqui uma entrevista com a a neta dele. Abaixo uns trechos:


"Ele acreditava tremendamente, ele gostava tremendamente do Brasil. Nasceu com ele. Tudo que ele fez foi pensando no benefício aos outros. Eu acho que tem gente que fala muito melhor do que eu sobre isso. Uma delas é a Marisa Lajolo, que é uma especialista em Lobato. Ele era tão honesto!!! Era honesto consigo mesmo, com os outros, que é difícil você ter uma pessoa honesta, puramente honesta. Ele nunca reclamou de onde apertavam os calos. Nunca reclamou de quando ficou sem dinheiro. Quando saiu da prisão e foi operado, ele morou uns dois meses na casa da irmã dele, porque ele não tinha dinheiro para pagar aluguel de casa. Minha tia Teca, irmã dele, costurava para viver. Era uma vida dura para chuchu e o filho do meu avô já estava na cama, doente para morrer."


"Ele conseguia perder o dinheiro dele e dos outros. Ele era crédulo, ele nunca poderia imaginar que uma pessoa tivesse segundas intenções. Mais tarde eu fui entender que esse era um defeito dele, que a gente não acredita em tudo. Ele não era capaz de passar os outros para trás"
No caso abaixo, o ladrão, ao perceber que inevitavelmente seria preso, matou as reféns e continuou negociando como se nada tivesse acontecido. Até pediu uma ambulância e saiu da farmácia de ambulância, enquanto as vítimas saíram em carro de polícia. Quem chega a esse ponto já perdeu todo o respeito pela vida humana e provavelmente já começou a gostar de matar. Se soltarem um psicopata desses, ele volta a matar...

segunda-feira, abril 30, 2007

Criminoso que matou reféns em SE é menor de idade

Ele manteve três reféns dentro de uma farmácia no sertão de Sergipe.Uma criança e uma adolescente foram mortas a tiros. Leia mais

Comentário: e ainda tem gente que é contra a redução da maioridade penal...

Psicopatas: sob controle

A necessidade de controle é uma das características básicas de psicopatas. Todo psicopata é obcecado pela idéia de controlar outras pessoas.
Jeffrey Dahmer, por exemplo, injetava ácido no cérebro de suas vítimas na tentativa de transformá-las em zumbis escravos sexuais.
A maioria dos psicopatas mantém a vítima presa por longos períodos antes de matá-la. Nesse período, a vítima é humilhada e degradada para mostrar quem está no comando. O ritual que os psicopatas costumam fazer suas vítimas seguirem é uma forma de firmar esse controle.
Recentemente foi descoberto na Áustria o caso de um psicopata que seqüestrou uma menina e a manteve prisioneira em seu porão durante oito anos. Durante oito anos ele se sentiu plenamente no controle da situação, dominando completamente a pobre menina.
Alguns psicopatas só sentem que têm controle sobre a vítima depois que estão mortas, então a matam e depois começam seu ritual.
Percebe-se a procura de controle por parte do psicopata na escolha do local, do roteiro a que ele submete as vítimas, das armas que ele traz consigo e do tipo de mutilação.
Dayton Leroy Rogers atacou uma menina de 15 anos com uma faca. Foi preso e colocado num programa de reabilitação. Tempos depois, começou a matar prostitutas. Ele as levava a locais remotos da floresta. Então amarrava as vítimas e iniciava um ritual de humilhação detalhado e metódico.Havia falas de texto que elas deveriam declamar. Ele retalhava seus pés e seios e se masturbava sobre eles. Essa era sua forma de mostrar que estava no controle.
O gigante Big Ed costumava andar com a cabeça de suas vítimas no porta-malas de seu carro, mesmo quando ia se encontrar com policias ou com o psicólogo da custódia, como forma de mostrar para si mesmo que estava no controle.
Outra dica: Isfree , a TV livre.

Para quem gosta do seriado Lost, duas dicas de blogs: Lost in Lost e Lost Download.

domingo, abril 29, 2007

O amigo José Carlos Neves, que costuma me conseguir seriados antigos e filmes raros, pede para avisar que seu site Alan Moore, o Senhor do Caos, foi atualizado. A lista de novidades é enorme, mas coloco aqui os itens principais:

ENTREVISTAS:
189 - WELLINGTON SRBEK - Quadrinista e Pesquisador
188 - PAOLO ELEUTERI SERPIERI - Famoso Quadrinista Italiano (e sua sensual Druuna...)
187 - JORGE BALEJ -Físico Argentino
186 - DANIEL MAIA - Desenhador de BD Português (fã e leitor de FC)
185- http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/entrevistas185.htm - Carlos Alberto Machado - Escritor, Ufólogo e “caçador de Chupacabras”
184- OFELIANO DE ALMEIDA - Veterano e Importante Quadrinista
183 -SEABRA - Veterano Quadrinista Grafipar
182 - RYOKI INOUE - O mais prolífico escritor do mundo (Guinness)/ - e Brasileiro;
181 - CARLOS FERREIRA - Quadrinista ("CAOS
180 - ROBERTO TIETZMANN - Professor, Cineasta, Publicitário e Crítico
179 - MAURÍCIO VENEZA - Quadrinista e Escritor
178- MICHÈLLE DOMITT - Fanzineira (VOYEUR) e Crítica de HQ
-177 - ALAN MOORE - por Alan David Doane - traduzido para o Português por David Soares (Portugal) – Sensacional e recente Entrevista, com fotos raras do “álbum de família” do Escriba de Northampton!!!!!
-176- GERD RUPRECHT - Alemão fã de Alan Moore – imagens fantásticas!!!
-175 - EDUARDO NASI - Jornalista, Crítico, blogueiro
-174 - ROGÉRIO DE CAMPOS - Editor (Conrad), Crítico, Autor...
-173 - ANDRÉ LEMOS - Pesquisador da Cibercultura
-172 - JORGE LUIZ CALIFE - O escritor brasileiro que "influenciou" Arthur Clarke " a continuar seu clássico “2001”, numa das + extensas, intensas e sinceras que já fiz!

ARTIGOS
111 - O LIVRO DA CÓPULA - COSMOGONIA DA MAGIA DE MOORE - Eduardo Nasi – sensacional tradução do poema-mágico do Arcano de Northampton!!
112b - BILL SIENKIEWICZ E O “CASO BIG NUMBERS”: A VERDADE FINAL (?) Em português
113 - O DIREITO AUTORAL NA INTERNET - Ofeliano de Almeida
110- ANNOTATIONS TO "THIS IS INFORMATION" – Anotações sobre a sensível homenagem de Alan Moore e Melinda Gebbie aos inocentes que sucumbiram no 11 de Setembro - por Ng Kiat Han
Na nova Coluna NOTÍCIAS (Blog dentro do site)
http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/noticias9.htm

Dia 25 de abril foi aniversário de Albert Uderzo, o desenhista de Asterix. Leia um ótimo texto de Pedro Hunter sobre o autor e seu personagem.

Leia duas resenhas sobre o filme do Homem-aranha: uma, favorável, da Istoé, e outra, desfavorável, do Universo HQ, que afirma que a história perdeu espaço para os efeitos especiais (mas ainda assim afirma que o resultado geral é melhor que a média). Eu estou curioso para assistir. Homem-aranha 2 é o melhor filme baseado em quadrinhos que já assisti.

Punição máxima para ministro é a aposentadoria compulsória

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve abrir, após o feriado, sindicância para investigar acusações contra o ministro Paulo Medina. O tribunal aguarda apenas o envio, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do inquérito da Operação Hurricane, que apura venda de sentenças judiciais em benefício de donos de máquinas caça-níqueis. A punição máxima prevista pela sindicância é a aposentadoria compulsória do ministro. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, acusado de receber R$ 600 mil pela concessão de liminar que liberava caça-níqueis apreendidos em Niterói. Leia mais

Cinzas de ator de 'Jornadas' são lançadas ao espaço


James Doohan, o engenheiro Scotty da série, morreu em 2005
As cinzas do ator James Doohan, o engenheiro Scotty da série Jornada nas Estrelas, foram lançadas neste sábado ao espaço a partir de uma base de lançamento no Novo México, nos Estados Unidos, com a presença de muitos fãs. Leia mais

quinta-feira, abril 26, 2007

O SENAC está oferecendo o curso de Especialização em Artes Visuais: cultura e criação na modalidade a distância. A proposta do curso é instigar a imaginação formal dos alunos por meio de observação, pesquisa, experimentação e análise de obras visuais modernas e contemporâneas, reunindo artes visuais, arquitetura, cinema, fotografia, design, moda e figurino. O curso estimula a reflexão permanente do profissional sobre sua própria produção ao expandir sua cultura visual e artística, demonstrando a interação existente entre procedimentos técnicos e processos artísticos diversos.Destina-se a portadores de diploma de graduação e profissionais atuantes nas áreas de Artes Visuais, Arquitetura, Cinema, Comunicação, Fotografia, Design, Moda e Figurino, e áreas afins. É importante e desejável que o aluno apresente habilidade específica em uma das áreas em foco para que possa desenvolver os trabalhos práticos propostos ao longo do curso.
Conheço bem os cursos do SENAC e posso garantir que são de ótima qualidade. Aliás, a proposta desse curso é muito interessante, pois o conteúdo será trabalhado a partir da análise de 100 imagens, nas mais diversas mídias. No site é possível fazer uma pré-matrícula e reservar sua vaga...
Ainda sobre o assunto 300, a revista Veja afirma que Esparta era uma ditadura cruel, enquanto a Superinteressante afirma que Esparta foi a primeira cidade-estado grega a experimentar a democracia, muito antes de Atenas, o que explicaria porque Esparta resistiu tão ferozmente ao rei Xerxes. Vivendo em um local onde todos eram iguais e a lei era para todos, eles não podiam admitir serem súditos de um ditador. Em quem você acredita mais, na Super ou na Veja. Eu fico com a Super, já que a matéria dessa última é bem melhor referenciada... Super 1, Veja 0.

quarta-feira, abril 25, 2007

Achado o 1º planeta habitável fora do sistema solar

Cientistas da Organização Européia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO) descobriram pela primeira vez um planeta habitável fora do sistema solar, com temperaturas muito similares às da Terra. O planeta tem capacidade para armazenar água, informou nesta terça-feira a equipe da ESO, com sede na localidade alemã de Garching. O estudo será divulgado nesta quinta-feira na revista Astronomy and Astrophysics. Leia mais
O site Nona Arte, o melhor sobre quadrinho nacional, está de volta. A informação é do Neorama. O Nona Arte tem em seu arquivo algumas das melhores HQs brasileiras, incluindo algumas minhas. É bom saber que ele está de volta com as atualizações.

A editora Abril lançou ano passado a revista Sala de aula, que pretende ser uma versão para o ensino médio da Nova Escola. O número mais recente, nas bancas, fala sobre o filme 300 de Esparta e como usá-lo na sala de aula. A base das aulas são as resenhas, matérias e artigos publicados na revista Veja. Comprei por curiosidade, já que o uso de mídias, como cinema, vídeo e quadrinhos na sala de aula. Mas, apesar da proposta da revista ser interessante, o que sobressai é o enorme preconceito que a Veja tem contra as histórias em quadrinhos (talvez pelo fato da editora Abril ter perdido todas as HQs ainda vendáveis para outras editoras).
No texto de Isabela Boscov (sempre ela!) “Lindo, forte e ingênuo”, ela escreve: “Graphic novels costumam comerciar em valores absolutos de heroísmo e vilania, sem semitons. Nada impede, porém, que os filmes baseados em graphic novels dêem um passo adiante e reconheçam as outras emoções que estão em jogo numa história como essa”.
No texto “Combate à sombra”, de Jerônimo Teixeira, este escreve: “A História, de Heródoto oferece mais drama moral e profundidade trágica que qualquer graphic novel já produzida”.
Ou seja: histórias em quadrinhos são e serão sempre inferiores ao cinema e à literatura.
Boscov e Teixeira provavelmente nunca leram graphics como Watchmen, de Alan Moore, ou Um Contrato com Deus, de Will Eisner, só para citar duas obras que fogem completamente do dualismo herói x vilão. Em Watchmen os heróis são pessoas absolutamente normais, com defeitos e qualidades e pelo menos um dos heróis, Rorchack, é mostrado como totalmente pirado.
Um contrato com deus conta a história de um imigrante judeu que faz um contrato com O Senhor de ser sempre bom, desde que ele lhe conservasse a saúde de sua querida filha adotiva. Mas o contrato é quebrado quando a menina morre e o imigrante, que antes era um herói bondoso, vira o vilão da história. Alguém aí falou em drama moral ou profundidade trágica.
Os colunistas da Veja lêm, quando muito, uma história em quadrinhos quando ela é transformada em filme (Isabela Boscov fez a resenha do filme V de Vingança sem ter lido a obra original). As críticas feitas podem até ter sentido para a obra de Frank Miller. Seus heróis não titubeiam, não têm dramas morais ou crises de consciência. Miller se especializou em analisar personagens tomados por uma missão. Em Cavaleiro das Trevas vemos um Batman que não recua diante de nada diante de sua missão de voltar a colocar ordem em Gothan e em 300 vemos um Leônidas decidido a impedir a passagem dos persas a qualquer custo. Não existem pessoas assim, que colocam sua missão acima de qualquer coisa? Por que um bom herói deve ser aquele que fica se lamuriando pelos cantos e duvidando eternamente se está fazendo a coisa certa ou não...
Decididamente, os piores resenhistas são aqueles que acham que sabem como determinado personagem deveria agir diante de determinada situação...

terça-feira, abril 24, 2007

segunda-feira, abril 23, 2007

Câmara se queixa do "Casseta & Planeta"
Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara vai reclamar junto à Rede Globo pelas alusões feitas no programa "Casseta & Planeta" exibido terça-feira passada. Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de "deputados de programa". Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se é deputada. O quadro em que são vacinados contra a "febre afurtosa" também provocou constrangimento. Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP), duas parlamentares choraram. Izar se encontrará segunda-feira com representantes da emissora, para tentar um acordo, antes de recorrer à Justiça. O presidente da Câmara também se disse indignado:- O programa passou dos limites. Eles têm talento suficiente para fazer graça sem desqualificar a instituição, que garante a liberdade para que façam graça.O diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, disse que a rede só se pronuncia sobre ações judiciais, depois de serem efetivadas. Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto, dizendo não querer "dar importância à concorrência".

Nota de Esclarecimento dos Cassetas
"Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos: 1. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender deputados ou prostitutas. O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição. 2. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa. 3. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a "interromper seu descanso."
Fonte: (O Globo, e o blog da Alcilene)


Logan's run - fuga das estrelas




Existem obras que nos marcam para o resto da vida. No meu caso, uma obra fundamental foi Longan’s run (Fuga do século 23), um filme de 1976, dirigido por Michael Anderson, posteriormente transformado em série televisiva. Não lembro de ter visto ao filme, mas eu devorava a série todas as tardes e era muito raro perder um episódio.
Longan’s run conta a história de uma cidade hermeticamente fechada onde as pessoas vivem para o prazer. Mas há um porém. Ao chegarem aos 30 todos precisam ser “renovados”. A renovação acontece durante um evento chamado carrossel em que as pessoas, flutuando no ar, são atingidas por raios que, supostamente teriam a capacidade de renová-los. Na verdade, as pessoas são mortas e para dar lugar a crianças.
Para cada criança que nasce, uma pessoa deve morrer. A estratégia é uma forma de controle populacional imposto pelas máquinas que governam a cidade e convencem os cidadão de que 30 anos é idade máxima que se pode viver. Logan é um patrulheiro, uma das pessoas que perseguem e matam os que tentam fugir da renovação no carrossel.
Aí há algumas diferenças entre o filme e o seriado. No filme, Logan e uma jovem chamada Jéssica conseguem fugir, mas se deparam com um mundo destruído por uma guerra nuclear. Depois de muito caminharem, chegam em Washington, onde encontram um velho. Eles voltam para a cidade, que acaba sendo destruída e termina com os seus jovens habitantes ao redor do velho, admirados com um tipo de pessoa que nunca haviam visto.
No seriado, Jéssica e Logan fogem, ajudados por um andróide e são perseguidos por patrulheiros. Em suas andanças à procura do Santuário, um local paradisíaco, onde as pessoas vivem felizes, sem terem de morrer aos 30 anos, eles se deparam com os mais diversos tipos de perigos, de uma sociedade religiosa fundamentalista a uma casa mal-assombrada (é, às vezes os roteiristas viajavam um pouco...).
Minha idolatria pela série fez com que eu encontrasse uma ressonância em obras distópicas, como 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley e Farenheith 451, de Ray Bradbury e isso talvez explique porque eu gostei tanto desses livros. Em todos eles havia a concepção de uma sociedade despótica em que não eram as próprias pessoas que decidiam sobre seus destinos.
Nesse sentido, Logan’s run me ajudou a definir minha filosofia política. Eu percebi que os sistemas autoritários surgem geralmente respaldados pelos cidadão comuns. Em Logan’s run foram as próprias pessoas que colocam o controle nas mãos das máquinas, pois isso era mais cômodo, já que as máquinas providenciavam tudo que se necessitava, podendo as pessoas viveram apenas para o prazer. Em sociedades desse tipo, em que as pessoas colocam o controle de suas vidas nas mãos de outros, esses que governam conseguem impor o que quiserem. Os habitantes da cidade dos Domos achavam que morrer aos trinta anos era algo absolutamente normal porque era isso que a as máquinas diziam. A figura dos patrulheiros também é interessante pois, embora também sejam vítimas desse sistema (também eles devem morrer aos 30 anos), eles o defendem com unhas e dentes. Tanto no filme quanto no seriado, Logan e Jéssica são perseguidos por um patrulheiro, totalmente cego a tudo que vê, pois só consegue obedecer à sua programação. Da mesma forma, todo regime autoritário só existe porque tem à sua disposição a tigrada, aqueles que obedecem cegamente ao ditador, mesmo que sejam vítimas dele.
Outro aspecto interessante é observar uma sociedade formada exclusivamente por jovens (há uma cena em que uma garotinha vê a personagem Jéssica, de 24 anos, e diz que ela é uma velha bonita) em um filme lançado no auge do movimento hippie.
No filme, as pessoas, quando querem sexo, entram no circuito, que permite escolher qualquer outra pessoa que esteja no circuito (uma antecipação dos chats eróticos?) e há a loja do amor, onde qualquer um pode se relacionar com qualquer um. Ao fugirem, Jéssica e Logan redescobrem as sociedades antigas e as uniões estáveis e decidem que serão marido e mulher e terão filhos. Seria uma espécie de auto-crítica da geração do amor livre? Como um jovem refletindo sobre suas mais importantes questões, a série não dá respostas. Se no filme, Jéssica e Logan tornam-se um casal (amável esposa, amável esposo), no seriado os dois fogem juntos, mas não fica claro a relação entre os dois. Ou seja, a série é mais um reflexão sobre um comportamento do que uma censura do mesmo.
O filme também antecipa toda a discussão ecológica sobre o aquecimento global. Numa sociedade em que restauram poucos recursos naturais, a solução encontrada é o controle populacional e o reaproveitamente dos recursos (creio que esqueci de mencionar que as pessoas mortas no carrossel são secretamente transformadas em comida para o mais jovens).
A presença do andróide REM também permite interpretações interessantes, pois embora Logan e Jéssica estejam fugindo da ditadura das máquinas, eles estão sendo ajudados por uma máquina. Seriam o andróide um espião, infiltrado entre eles apenas para destruir o santuário quando o encontrarem? A série nunca deixou isso claro, mas o fato deu origem a situações interessantes que quebram com o maniqueísmo: o amigo pode também ser o inimigo. Aquele que parece simpático pode ser a maior ameaça.
O seriado nunca mostrou os personagens chegando ao santuário, o que foi um decepção para alguns fãs, mas por outro lado deixou em aberto a situação, permitindo que cada um visualize o santuário a seu modo. O santuário, assim, passou a significar menos um local e muito mais um sentimento de esperança de que o homem um dia consiga encontrar uma maneira de viver sem ser dominado por regimes autoritários, em que cada pessoa viva feliz, sendo responsável e livre para fazer suas próprias escolhas.
Embora Logan’s run tenha permanecido no limbo durante muitos anos, Hollywood redescobriu a história e tem se falado muito em uma refilmagem, inclusive com direção de Brian Singer (Superman). Espera-se que nessa nova versão a riqueza da história seja preservada, e que o filme não seja transformado em mais um filme em que a ação se sobrepõe à reflexão.

A responsabilidade é do outro

Hoje fui fazer uma caminhada pela Claudomiro de Moraes. Recentemente a Prefeitura fez um trabalho de urbanização dessa avenida e a mudança foi grande, com uma praça ocupando toda a área central da pista e indo até o início do bairro do Buritizal. Tudo muito bonito, exceto por um detalhe: a grande quantidade de lixo que vi jogado no chão. Copos descartáveis, garrafas plásticas, embalagens de salgadinhos, todos jogados por ali, verdadeiros criadoros de mosquitos da dengue. E a praça tem uma lixeira a cada 10 metros! Depois ouço o amapaense reclamando dos políticos. Mas se o cidadão não cuida do bem comum, por que razão ele acha que os políticos fariam o mesmo? Existe no Amapá uma atitude generalizada de achar que a responsabilidade é sempre do outro. A pessoa joga o lixo no chão e diz: “A prefeitura depois tem a obrigação de mandar limpar”, esquecendo que aquele tempo e dinheiro que estariam sendo usados para limpar a porqueira desse cidadão, poderiam estar sendo usados para outras coisas.
A atitude de jogar lixo no chão é, provavelmente uma herança indígena. Com uma diferença: o lixo produzido pelo índio é reciclado pela natureza. Se ele come uma fruta e joga a casca no chão, aquela casca depois vai se transformar em adubo e as sementes se tornarão provavelmente árvores. Na cidade isso não ocorre, pois o lixo produzido na cidade não é biodegradável. São sacolas plásticas, garrafas, copos, que levarão, em alguns casos milhões de anos para se decompor. Nesse meio tempo vão servir de casa para doenças, como a dengue.
A instalação de lixeiras é uma atitude sensata, mas não adianta nada se as pessoas continuam com a idéia de lixo se joga no chão, ou, o que é pior, na água. Uma vez, em um navio que faz o trajeto Macapá-Belém vi uma cena estarrecedora: uma menina que estava comendo um biscoito foi jogar a embalagem fora. Ela estava praticamente na frente de uma lixeira, então, pela lei do menor esforço, o mais fácil seria simplesmente depositar o lixo na lixeira, mas ela se esticou todinha, só para jogar o plástico na água do rio!

sexta-feira, abril 20, 2007




Finalmente, depois de uma longa busca, consegui o seriado e o filme Longan's run (Fuga do século 23), pelo qual eu era absolutamente apaixonado na minha infância. O seriado e o filme contam a história de uma sociedade pós-apocalíptica em que os sobreviventes vivem em cidades cobertas por domos, apenas para o prazer, pois as máquinas dão a eles tudo que precisam. Mas há um problema: ao chegar aos 30 anos a pessoa deve ser morta (depois, descobre-se, os corpos eram reciclados pelas máquinas e transformados em comida). A outra opção é fugir. O seriado contava a saga de dois fugitivos. Estou escrevendo uma resenha e assim que estiver pronta, posto aqui, mas posso adiantar: é tão bom quanto eu lembrava.

Uma outra dica para o dia das crianças é a minha série infantil Mundo Dragão. Para quem já é leitor, a série, depois de passar algum tempo sem atualização, terá um novo capítulo agora no mês de maio.

quinta-feira, abril 19, 2007


Hoje, 18 de abril, é o dia do livro infantil. A data foi estabelecida em comemoração ao aniversário de Monteiro Lobato, nosso mais importante autor infantil. Lobato é um dos meus autores prediletos e tenho quase toda a sua obra, não só infantil, mas também adulta (quando fiquei jovem, fiquei espantado com livros como Urupês) e isso me levou a escrever uma biografia do autor do Sítio do Pica-pau Amarelo, que pode ser lida em html no site Burburinho, ou baixada como e-book no site da Virtual Books.


Ps: este post saiu atrasado porque ontem foi impossível conectar internet, mas fica o recado...

segunda-feira, abril 16, 2007

101 livros


A revista publicou a relação dos 101 livros que mudaram a humanidade. Uma relação desse tipo é sempre polêmica. De Rousseau, por exemplo, escolheram o livro Confissões. Considerando o objetivo da publicação, Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens e O Contrato social são muito mais importante. O Discurso é a origem de todas as idéias socialistas que viriam depois, ao afirmar que as diferenças entre os homens não eram naturais, mas criados pela sociedade e, mais especificamente pela propriedade privada. Já o Contrato é a origem da sociedade democrática capitalista da atualidade.
Mas da relação da Super já li vários, alguns em partes, até porque a edição a tive acesso era reduzida, ou porque eram livros de bibliotecas, que não podiam ser emprestados. Vamos aos que já li:
I ching
Bíblia
Mahabharata (só o Bagavah Gita)
Confissões de Santo Agostinho (parte)
Tao te King
Divina Comédia
Dom Quixote (parte), de Miguel de Cervantes
Discurso sobre o método, de René Descartes
Confissões, de Rouseau (partes)
Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
Frankstein, de Mary Shelley
Dom Casmurro, de Machado de Assis
Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne
A desobediência civil, de Henri Thoureau
O livro dos espírito (partes)
1984, de George Orwell
O Aleph, de Jorge Luis Borges (imagem acima)

sexta-feira, abril 13, 2007


Assistimos 300 e o Motoqueiro Fantasma. Ficou claro uma coisa: se o original é ruim, não tem como fazer um bom filme. As histórias em quadrinhos do Motoqueiro sempre foram meia-boca e o filme, mesmo com a super-produção, não passou disso: meia-boca. Já o filme 300 é baseado numa boa obra de Frank Miller e é muito fiel aos quadrinhos. Tirando as liberdades poéticas de Miller, é um bom épico.



A internet é realmente uma maravilha pela possibilidade de democratização de informação. Não só todos os internautas têm acesso à informação, como qualquer um pode colocar o seu ponto de vista. Um exemplo interessante é o blog Mundo Imaginário, de Antonio Brasileiro Capiberibe, neto do ex-senador João Capiberibe. Ele se define como "um garoto que adora jogar futebol, xadrez, ler livros, ir ao cinema, gosta também de joguinhos de cartas e de brincar com os amigos" e o blog trata desses temas.

quarta-feira, abril 11, 2007

Isso pode parecer estranho vindo de um professor, mas a verdade é que eu sou extremamente tímido. Sou totalmente incapaz para aquilo que Desmond Morris chama de “catar piolho”, ou seja, contato social rápido e superficial, como a gente costuma encontrar em festas. Para mim a diversão está em um livro ou numa conversa com algumas poucas pessoas já conhecidas. Demoro a pegar intimidade a ponto de conversar (mas geralmente, quando começo, agüente...), razão pela qual costumo ficar totalmente quieto em ambientes desconhecidos, perdido em meus pensamentos.
Uma situação que me deixa totalmente sem jeito é quando alguém vem me elogiar. Com o lançamento da revista O Pavio, várias pessoas têm vindo até mim fazer elogios, alguns de maneira muito entusiástica, já que essa é uma proposta editorial totalmente nova no Amapá. O fato é que eu fico vermelho como um pimentão.
Uma vez fui em um Congresso de Comunicação em Santos. Estava apresentando paper e debatendo no GT de Quadrinhos e Humor. Saí um momento para ir ao banheiro e fui abordado no caminho por um rapaz:
- Você é o Gian Danton?
- Sou. – respondi, doido para escapulir para o banheiro.
- Você é o Gian Danton! – afirmou ele, olhando para mim como se duvidasse de seus olhos.
- É, acho que sou eu mesmo...
- Eu não acredito! Você é o Gian Danton. – repetiu ele, me olhando agora como se eu fosse um ornitorrinco ou alguma outra espécie extinta.
E ficou lá longos minutos, me olhando. Temi que ele se jogasse aos meus pés e começasse a gritar, fazendo reverências:
- Buana! Buana!
Felizmente ele não fez isso. Só ficou lá me olhando, como quem olha para um animal raro e balbuciando palavras que eu não conseguia entender (provavelmente alguma variante do inevitável “Você é Gian Danton!”).
Por fim, tomei uma atitude drástica.
- Com licença, preciso ir ao banheiro!
E fugi em desabalada carreira, morrendo de medo dele me seguir até o banheiro. Mas não, ele ficou lá, me olhando com aquele olhar de peixe morto.
Foi a situação mais constrangedora pela qual já passei.

domingo, abril 08, 2007

A Alcilene Cavalcante publicou, no seu blog, um ótimo texto do Elson Martins sobre a mini-série Amazônia (Elson foi amigo de Chico Mendes).

Cientista estuda por que bons soldados torturam prisioneiros

Criador do controverso experimento da prisão em Stanford analisa situação no Iraque. Philip Zimbardo analisa como decisões políticas e escolhas individuais levaram a abusos.
Claudia Dreifus Do "New York Times"

As paredes da casa de Philip Zimbardo em San Francisco, na Costa Oeste americana, estão cobertas por máscaras cerimoniais vindas da Indonésia, da África e do Pacífico. A decoração casa bem com o trabalho desse psicólogo social, cujo foco de estudo são os disfarces que as pessoas usam para ocultar seus lados bons e maus, e em que condições esses disfarces são utilizados. Seu Experimento da Prisão de Stanford, conhecido como SPE nos manuais de ciência social, mostrou como o anonimato, o conformismo e o tédio podem ser usados para induzir comportamentos sádicos em estudantes de mente aparentemente sadia.
Recentemente, Zimbardo, de 74 anos, tem estudado como decisões políticas e escolhas individuais levaram a abusos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. O caminho que o levou de Stanford para Abu Ghraib está descrito em seu novo livro, “The Lucifer Effect: Understanding How Good People Turn Evil” (O Efeito Lúcifer: Entendendo Como Pessoas Boas Ficam Más). “Sempre tive curiosidade sobre a psicologia da pessoa por trás da máscara”, diz Zimbardo ao mostrar sua coleção. “Quando alguém é anônimo, abrem-se as portas para todo tipo de comportamento anti-social, como vemos no caso da Ku Klux Klan [associação racista americana cujos membros usam capuzes].” Confira abaixo a entrevista concedida ao jornal "The New York Times".

Pergunta - Para quem nunca estudou o caso no primeiro ano do curso de psicologia, o sr. pode descrever o Experimento da Prisão de Stanford?
Philip Zimbardo – No verão de 1971, nós fizemos uma prisão de mentira na Universidade Stanford. Pegamos 23 voluntários e os dividimos aleatoriamente em dois grupos. Eram jovens normais, estudantes. Pedimos para que eles agissem como “guardas” ou “prisioneiros” num ambiente de prisão. O experimento devia durar duas semanas. No fim do primeiro dia, nada estava acontecendo. Mas, no segundo, houve uma rebelião de prisioneiros. Os guardas vieram me perguntar: “O que a gente faz?”. “A prisão é de vocês”, respondi, dizendo que só não podiam usar violência física. Os guardas, então, começaram logo a aplicar punições psicológicas, embora houvesse abuso físico também. Nos dias seguintes, os guardas foram ficando cada vez mais sádicos, negando comida, água e sono aos prisioneiros, atacando-os com extintores de incêndio, jogando os cobertores deles na lama, tirando as roupas deles e arrastando os rebeldes pelo quintal.
No fim, os guardas mandaram que os prisioneiros simulassem sodomia [sexo anal]. Por quê? Porque estavam entediados. O tédio é uma motivação poderosa para o mal. Não tenho idéia de quão piores as coisas poderiam ter ficado.
Pergunta - Como o sr. encerrou o experimento?
Zimbardo – Na quinta noite, uma ex-aluna minha de pós-graduação, Christina Maslach, passou por lá. Ela viu os guardas colocarem sacos na cabeça dos prisioneiros, acorrentar as pernas deles e fazê-los marchar de lá para cá. Chris saiu correndo e chorando. “Não sei se ainda quero ter alguma coisa a ver com você, se esse é o tipo de pessoa que você é”, disse ela. “É horrível o que você está fazendo com esses meninos.” Eu pensei, “Oh, meu Deus, ela está certa.”
Pergunta - No seu livro, senti uma certa culpa a respeito de ter organizado “o estudo mais anti-ético de todos os tempos”. É verdade?
Zimbardo – Quando olho para trás, penso: “Por que não parei a crueldade antes?”. Ficar de lado era totalmente contrário à minha educaçao e minha natureza. Quando eu fiquei de lado, como um cientista experimental que se recusava a interferir, eu fiquei, em certo sentido, tão sujeito ao poder da situação quanto os prisioneiros e guardas. Leia mais

Comentário: a situação é interessante para discutir a questão da neutralidade científica, tão propalada pelo positivismo. Existe neutralidade? Ser neutro, em determinadas situações, não é ser anti-ético?

quarta-feira, abril 04, 2007

A minissérie Amazônia deveria ser assistida por todos que moram na região norte, pois mostra as origens de alguns dos grandes problemas da atualidade. A história está agora na década de 1970. Nesse periodo a cultura da borracha está em decadência e o governo militar dá subsídios e isenções de impostos para que os fazendeiros destruam a floresta, expulsem os seringueiros e coloquem gado onde antes havia floresta. Está aí a origem de muitos dos males da atualidade: cidade inchadas, miséria, aquecimento global...

terça-feira, abril 03, 2007

Pensei, pensei e pensei no texto do médico Leonai Garcia tentando encontrar alguma lógica. Cheguei à conclusão que ele só pode estar defendendo os métodos de instrução programada, muito em voga no perído militar. Nesse método, não era necessária a presença do professor. O aluno aprendia sozinho, lendo textos, decorando e completando frases. Exemplo disso são exercícios do tipo:
O realismo crítico ............... (concorda com o; discorda do) materialismo.
O método de instrução programada se mostrou um fracasso. O aluno decorava as frases, mas não aprendia nada. Descobriu-se rapidamente que as pessoas aprendem na interação com os outros e que o professor tem papel fundamental nisso. Hoje em dia até mesmo os cursos a distância reabilitaram a figura do docente, agora chamado de tutor.
Já imaginaram uma faculdade de medicina sem professores? Os alunos aprenderiam só completando frases. Seria o sonho do Leonai Garcia... mas eu não teria coragem de me consultar com um médico desses...

segunda-feira, abril 02, 2007

"Professores, mudem de profissão"

O médico Leonai Garcia publicou, em sua coluna no jornal Diário do Amapá, uma nota ofensiva aos educadores. Falando sobre a greve dos professores municipais, ele escreveu:

“Esse pessoal que acha que ganha pouco, em vez de atazanar a vida dos outros, fechando ruas importantes para o tráfego de veículos, deveria estudar para mudar de profissão.Que tal fazer um vestibular para odontologia, medicina, engenharia, enfim, essas profissões pagam melhor. É só estudar”.

Além do texto estar muito mal escrito (o que dá a entender que ele teve uma professora de português muito mal remunerada), falta lógica. Ele aconselha os professores a mudarem de profissão para ganharem mais e diz que basta estudar. Mas se os professores vão mudar de profissão, as pessoas vão estudar com quem? Lamentável.

quinta-feira, março 29, 2007

Se for citar informações ou textos deste blog, use a seguinte referência:

OLIVEIRA, Ivan Carlo Andrade de (Gian Danton). Título do texto. Idéias de Jeca Tatu. Disponível em: ivancarlo.blogspot.com. Acesso em: dia mês ano.

Mãe é mãe


Marquinhos ligou para a mãe no sábado.
- Tudo bem, meu filho?
Sim, tudo bem. Marquinhos tivera uma semana cansativa, mas já estava relaxando. Sim, estava tomando as vitaminas e se agasalhando e comendo na hora certa (a mãe sabia que era tudo mentira, mas ouvir isso era sempre um consolo). Por fim, Marquinhos avisou que precisava desligar. Tinha tomado um calmante e estava com sono. Além disso, os créditos do celular já estavam no fim.
Parecia tudo normal, mas mesmo assim a mãe não conseguia dormir. Alguma coisa estava errada, mas o quê?
No dia seguinte, acordou cedo e ligou para o filho. O telefone tocou, tocou, e nada.
- Ai meu Deus! O que está acontecendo? Calma, calma Zumira. É cedo ainda, ele não deve ter acordado. Ligo mais tarde.
Mais tarde o telefone caiu na caixa postal.
- Isso não está certo. Ele não costuma dormir tanto assim... e se aconteceu alguma coisa?
Ligou de novo. De novo na caixa postal e dessa vez a imaginação voou mais longe. Pensou no filho caído na cama, passando mal, sem ninguém ali, ao lado dele. Marquinhos dissera que estava tomando um calmante? E se ele tivesse tomado uma dose muito alta? E se tivesse dormido demais, ou pior, se o remédio tivesse tido efeito colateral? Não, não era nada disso, ele ligaria para ela... mas então a mãe lembrou-se do que ele dissera: os créditos estavam acabando. Talvez ele estivesse passando mal e não pudesse ligar por causa dos créditos.
- Ai, meu Deus, matei o meu filho!
O pior é que não tinha o telefone de nenhum amigo de Marquinhos. Não podia ligar para o trabalho dele. Era domingo. Decidida, entrou no carro e pegou a estrada.
- Preciso chegar enquanto ainda dá tempo!
Dirigiu nervosa, angustiada pelas mais pessimistas previsões. Calculou se daria tempo de chegar antes de seu querido Marquinhos ter morrido de fome e sede, incapaz de levantar da cama. Duas horas depois estacionou na frente do prédio. Nem fechou o carro. Não havia tempo para essas minúncias.
Já entrou gritando com o porteiro:
- Abra a porta do apartamento do meu filho. Ele está passando mal!
Foram o porteiro e o síndico, com uma chave mestra.
Ainda demoraram um pouquinho, pois o porteiro não sabia usar a chave. A mãe incetivava:
- Abre logo. Um minuto a mais pode ser tarde demais.
Deram com o Marquinhos sentado na poltrona, assistindo futebol, tomando cerveja e comendo salgadinhos.
Ele estava bem. Na verdade, estava ótimo, depois de uma magnífica noite de sono. O celular não atendia porque a bateria acabara e Marquinhos nem percebera. O síndico e o porteiro saíram rogando pragas.
A mãe, para não perder a viagem, ralhou:
- Onde já se viu? Em plena tarde de domingo você bebendo cerveja e comendo besteira! Se não fosse a sua mãe cuidar de você...

quarta-feira, março 28, 2007

Essa é para quem ficou curioso a respeito dos seriados e desenhos animados antigos. Tenho um amigo colecionador que me consegue seriados raros, que não foram lançados no mercado. O e-mail dele é magobardo@yahoo.com.
O brasileiro sempre encontra motivos para fazer piadas, até mesmo nos casos de escândalos. Dizem que uma das pessoas envolvidas no desvio de medicamentos do Estado (desvio que deu origem à operação Antídoto, da Polícia Federal) passou mal quando soube que ia ser preso e foi parar no Pronto Socorro. Lá, informaram: "Sinto muito, Doutor. Não vai dar para medicá-lo. O remédio que o senhor precisa é o que o senhor vendeu, mas não entregou para o governo...".

Case de Relações Públicas

Uma coisa que ensino aos meus alunos de Relações Públicas ou marketing é que um release deve ter interesse geral. Uma informação sobre uma empresa ou instituição só irá virar notícia se apresentar interesse para o público. Na prova, costumo colocar várias situações para que o aluno me diga qual delas daria um release. Por exemplo, uma ação social da empresa daria um release. Como exemplo de algo que não tem interesse público, o aniversário do dono da empresa. A realidade imita a anedota: um assessor de imprensa do Tribunal de Justiça fez um release justamente sobre o aniversário de um desembargador achando que isso daria notícia. O release virou piada e está sendo distribuido entre jornalistas e profissionais de marketing de Macapá como pérola. Um case, sem dúvida.
A mini-série Amazônia mostra algumas curiosidades sobre a nossa região. Uma delas: enquanto os serigueiros viviam uma vida miserável, as mulheres dos seringalistas mandavam lavar a roupa na Europa. Isso na época áurea da borracha, evidentemente.

segunda-feira, março 26, 2007

Da Amazônia
O jornalista acreano-amapaense, Élson Martins, vira personagem da minissérie “Amazônia”, na fase Chico Mendes. Élson como correspondente de grandes jornais do país divulgou a causa dos seringueiros e denunciou os crimes contra os seringueiros do Acre para o mundo. Fonte: Blog da Alcilene Cavalcante.

Ps: Gostei muito de ver, na minissérie, a criação a religião Santo Daime. Não é só as versões oficialescas que estão estão sendo mostradas pela autora.

Prometi falar do desenho animado do Planeta dos Macacos e aqui está. O desenho é uma verdadeira decepção, inclusive para aqueles que são fãs dos filmes. A animação é fraca, com muitas repetições de cena, embora isso necessariamente não seja um defeito grave. O desenho de Jornada nas Estrelas tem animação ruim, mas roteiro bom e o resultado final acaba sendo ótimo. Por outro lado, o filme Selvagem, da Disney, tem ótima animação, mas roteiro chato. Resultado: foi um fiasco de bilheteria.
O grande problema na animação dos macacos está no roteiro, com tantos furos que parece uma peneira.
Senão vejamos. O CD que tenho mostra a história aparentemente no segundo capítulo. A cronologia dos filmes é totalmente esquecida e é como se pela primeira vez uma nave fosse parar no planeta dos macacos. Um dos astronautas está sendo levado pelos gorilas, outro foi salvo por uma mulher selvagem. Uma vez na cidade, o astronauta foge. Todos, absolutamente todos os soldados macacos vão atrás dele, mas mesmo assim ele foge com facilidade impressionante e ainda encontra tempo para libertar todos os humanos presos pelos gorilas, pois encontra a prisão sem guarda. Aparentemente os macacos não aprenderam nada de segurança depois de tanto tempo...
Mas continuemos. Em uma seqüência posterior, os dois astronautas estão vistoriando uma região de montanhas quando vêm um grupo de militares simiescos se aproximando. A cena mostra o humano loiro enconstado numa pedra, olhando displicentemente para a frente e ele diz: “Parece que os macacos estão nos procurado”. E outro: “Se nos virem aqui, estamos ferrado!”. Qualquer um sairia correndo para se esconder, mas eles ficam lá parados, olhando o tempo. “É, parece que eles nos viram”. “Poxa vida, isso é horrível”, dizem eles, sem sair do lugar. Proatividade parece ser uma palavra desconhecida para esses dois homens. Fiquei imaginando a continuação do diálogo: “Eles estão a um quilômetro!” “Nossa, logo eles não vão nos alcançar se não corrermos”, “Agora eles já estão a cem metros!”, “Vamos fazer um lanche?”.
Mas os nossos heróis são salvos por uma montanha que se eleva na frente deles, escondendo-os, um artifício que os bons roteiristas chamam de Deus ex machina. Essa expressão significa algo exterior à história, que surge para salvar a situação. É chamada assim porque os dramaturgos gregos ruins constumavam baixar um deus no final da peça para costurar as pontas soltas ou para explicar situações não muito lógicas. Um Deus ex machina é quando o roteirista arranja uma saída totalmente desconhecida do leitor para salvar os heróis ou para resolver uma situação. É erro gravíssimo.
Depois dessa tremenda forçada de barra, os heróis ainda encontram uma porta secreta, por onde chegam ao mundo dos humanos subterrâneos. Nisso eles descobrem que estão na terra. O desenho foi feito no final da década de 1970, uma época em que todo mundo já sabia disso, mas mesmo assim o desenho faz um suspense desnecessário sobre isso.
No mundo dos subterrâneos eles encontram a terceira astronauta e fogem com ela num carrinho que corre por um trilho. Os subterrâneos têm duas formas de defesa: uma são ilusões, outra são raios emitidos pelos olhos. Então eles primeiro fazem aparecer uma parede de mentira e os heróis acham que vão bater, mas passam direto por ela. Depois acham que vão cair num buraco, mas, mais uma vez descobrem que é uma ilusão. Então eles se deparam com uma parede de fogo. Qualquer pessoa que tivesse passado pelas experiências anteriores aprenderia o bastante para saber que a parede é também uma ilusão, mas os nossos astronautas são burros como uma porta e morrem de medo do fogo. Quando passam por ele e descobrem que estão vivos, comentam entre si: “Quem diria, é uma ilusão!”. Será que eles aceitam pessoa com QI 0,1 na NASA?
Enquanto isso, os subterrâneos atiram neles com seus raios... e não acertam nada, nem os trilhos, nem os humanos, nem o carrinho. São quase cinco minutos de tentativa e nada. Uma impossibilidade matemática! Isso nos faz pensar que os subterrâneos aprenderam a atirar com um cego paralítico e epiléptico. Não acertar em absolutamente nada durante cinco minutos de tiroteio é mais difícil que ganhar na loteria, mas eles conseguem e os astronautas saem de lá sem um único arranhão.
O pior de tudo é que o episódio foi escrito por dois roteiristas. Será que nenhum deles percebeu os buracos no roteiro?

terça-feira, março 20, 2007

O início dos anos 1990 foram dourados para o rock paraense. Nessa época surgiram várias ótimas bandas nos mais variados estilos e Belém chegou a ter um festival que apresentava 24 horas de rock só com bandas locais. Entre todas as bandas, Mosaico de Ravena sempre se destaca por fazer um som inovador, que não conhecia limites. E eles eram muito bons de shows. Lembro de um desses que começava com um casal dançando tango e a banda aparecia atrás deles, o vocalista saindo de um caixão. A galera ia ao delírio. A música abaixo é do primeiro e, acho, único álbum. É interessante por discutir como o amor foi transformado em mercadoria numa sociedade consumista.

O amor, o cego e o espelho

Os leões de chácara encheram o amor de porrada e jogaram na calçada
ensangüentada calçada
A televisão mostrou o amor num lindo comercial de bronzeador
A polícia meteu o amor nas grades por suspeita de vadiagem
Os políticos meteram amor num livro e o povo linchou o amor
E o amor brotou no meio do asfalto e a escondido se multiplicou
Mateus foi na butique quando quis amar e saiu de lá com um lindo amor de seda javanesa
Mariana comprou um carro por amor e mostrou pras amigas seu amor azul-metálito
Márcia falou de amor com o filho e de como o amor poderia dar status
Mário andava sempre com muito amor na carteira
E Mônica se apaixonou pelo rádio gravador
E o amor brotou no meio do asfalto e a escondido se multiplicou

sexta-feira, março 16, 2007

Em sua coluna no site Bigorna, Gonçalo Jr, autor dos livros A Guerra dos Gibis e O Homem Abril, pergunta: por que os quadrinhos são a forma artística mais perseguida de todos os tempos? E responde: por que os quadrinhos são e sempre foram subversivos. Concordo, mas acrescentaria mais um detalhe: racismo. Os quadrinhos, no início, eram feitos quase que exclusivamente por judeus, de desenhistas, roteiristas a editores. Isso no auge do anti-semitismo. Então os gibis viraram "coisa de judeus", e, portanto, desprezíveis e dignos de perseguição.

Consegui com amigos algumas preciosidades: os desenhos animados de Jornada nas Estrelas, Planeta dos Macacos e Flash Gordon. Todos foram produzidos pela Filmation, a mesma que depois ficaria famosa com os desenhos de He-mam e She-ha.
A Filmation conseguia ser particularmente irritante quando queria fazer desenhos humorísticos. Alguns devem se lembrar de pelo menos umas três séries em que os personagens andavam duros e tocava uma musiquinha repetitiva de fundo, algo como íon íon íon...
Mas era uma boa produtora de desenhos mais sérios, especialmente de Ficção-científica.
O desenho de Flash Gordon é relativmente fiel à série de Alex Raymond, o que talvez seja um defeito. Flash Gordon é uma space opera, um tipo de ficção que se sustentava com um perigo a cada tira e um monstro a cada semana. Aprofundamento de personagens ou tramas mais elaboradas, nem pensar. A série da Filmation pega exatamente esse clima juvenil de catarse em que um herói vence todos os perigos e ainda conquista todas as moças bonitas que passam pela sua frente. Uma única mudança estranha é o visual da filha do vilão Ming. Nos quadrinhos ela é uma gata com saias esvoaçantes semi-transparentes. Nos desenhos ela parece um protótipo de She-ha.
Em Flash Gordon eles repetem à exaustão uma cena em que o herói corre na direção da câmera. Ela obviamente foi feita com uma técnica em que se filma atores e depois se desenha em cima, o que dá um ar realista. Ficou tão bom que depois eles repetiram a mesma cena em He-man e Tarzan, só mudando os personagens e o fundo.
Bem melhor é a série animada de Jornada nas Estrelas. Produzida pelo mesmo pessoal que fazia a série live-action, ela tem todos os elementos do original, mais o charme da animação. Há epsiódios pavorosos, como O vulcano infinito, que lembra muito um episódio da série original, o cérebro de Spock. Na história, seres vegetais raptam spock para cloná-lo em tamanho gigante e transformá-lo numa espécie de campeão da paz na galáxia. Lamentável. Mas também há bons episódios, como Perdido no esquecimento, que explora a infância de Spock e suas dúvidas sobre seguir mais sua origem vulcana ou humana. Há episódios divertidos, como O computador humorista, ou Mais pingos, mais problemas e outros mais críticos como A mágica de Megas-tu. Outros são muito criativos, como Paralelos, em que a Enterprise vai parar em uma dimensão em que tudo é ao contrário.
No final, entre mortos e feridos, salva-se todos. Pelo menos para os fãs.
Infelizmente o desenho só teve 22 episódios produzidos. As histórias, apesar de algumas concessões, eram adultas demais para crianças e os adultos não tinham costume de assistir a desenhos animados. Também pesou negativamente o fato de que a série foi transmitada em horário ruim, de manhã, na hora do trabalho, quando os fãs não podiam assistir.
Ainda não assisti ao desenho do Planeta dos Macacos. Quando assistir, digo aqui o que achei.
Compre o DVD com a série completa de Jornada nas Estrelas em desenho animado por R$ 79,90 no Submarino.

Minha filha pegou dengue. A doença já está tão banalizada em Macapá que, quando levamos no médico, ele disse: "Ah, é só uma denguezinha...". Enquanto isso, a Prefeitura faz campanhas, mas, parece-me de pouca utilidade. Do lado de nossa casa há um desses locais onde moram famílias ampliadas: cada agregado que chega vai aumentando a casa e no final já não sei nem mais quantas pessoas tem ali. E são porcos. Numa olhada rápida, percebemos sujeira, garrafas, copos jogados pelo chão, poças de água usada para lavar pratos... quando recebemos o pessoal dessas equipes da prefeitura, eu mostro o nosso quintal e depois de ouvir o mesmo "Seu quintal está limpo, não há nenhum foco de mosquito aqui", eu pergunto: "E os vizinhos aqui? É óbvio que se trata de um local propício para o mosquito da dengue", ao que a agente de saúde responde, balançando a cabeça: "A gente sempre fala com eles, mas não adianta...".

Não adianta nada colocar agentes na rua se eles não têm poder para fazer as pessoas limparem seus quintais. Multas para sujismundos talvez seja uma idéia. Outra idéia é voltar a passar os caminhões com veneno para o mosquito.

Se não forem tomadas medidas reais, drásticas, logo a dengue em Macapá será mais comum que a gripe...

quarta-feira, março 14, 2007

A revista O Pavio está fazendo sucesso. Segunda-feira começou a distribuição pelas bancas da cidade e os distribuidores encontraram várias pessoas nas bancas já querendo comprar. Hoje a revista foi notícia no Neorama de Quadrinhos. Ontem a publicação foi divulgada no blog da Alcilene Cavalcante.

O mesmo Neorama divulgou uma exposição dedicada ao meu compadre Joe Benett. O texto da exposição é de minha autoria.

terça-feira, março 13, 2007

Boas dicas de blogs sobre marketing:

Marketing de guerrilha

Blog de Marketing

Revista O Pavio chega às bancas

Já está nas bancas de Macapá a revista O Pavio. A publicação é voltada para o público universitário e pré-universitário e pretende tratar de temas de interesse desse segmento de forma divertida e descontraída.
A matéria de capa deste número fala sobre aqueles estudantes que não conseguem passar nas universidades públicas e não têm dinheiro para pagar uma particular. “O que fazer?”, pergunta a chamada de capa. O texto dá dicas que vão do FIES ao PROUNI passando por financiamentos das próprias faculdades e até a famosa vaquinha entre os familiares.
Há matérias também sobre a Universidade Estadual, sobre cursinhos gratuitos, sobre a faculdade de rock e sobre a polêmica entre a OAB e os cursos de Direito do Amapá.
Outro destaque da publicação é o encarte Lanchonete tira com fritas, voltado para charges de crônicas humorísticas. Personagens como o herói Capitão Albatroz, a banda Os disafinados da miséria e A desgraça desfilam pelo encarte arrancando risos dos leitores.
A revista é a primeira iniciativa a sair graças à Lei Estadual de Incentivo à Cultura e tem patrocínio da Monte Casa e Construção. A revista foi primeiramente analisada pela Comissão Técnica de Análise de Projetos (da Fundecap) e depois aprovada pela Comissão de letras do Conselho Estadual de Cultura.
O Pavio é dirigida pela jornalista Cíntia Souza e editada pelo professor Ivan Carlo. Elton Gomes é responsável pelo marketing, vendas e criação gráfica. Também participam do projeto as jornalistas Ana Girlene e Ronelli Aragão e os desenhistas Andrew, Honorato e Dinaelson.

quinta-feira, março 08, 2007

O jornal A Gazeta publicou, na coluna Gazetilha, uma nota sobre a polêmica OAB, que reproduzo aqui:
"A OAB do Amapá já declamou em prosa e verso que as faculdades de Direito do Amapá não têm qualificação. Mas, vale a pena uma reflexão. A instituição promoveu exame da ordem, passo necessário para que o bacharel possa exercer a advocacia, e dos 130 inscritos, só 25 foram aprovados na primeira fase. Ocorre que alguns bacharéis não classificados entraram com recurso questionando o gabarito da prova. Resultado: A OAB anulou doze questões da prova por ela elaborada. De 25 classificados, agora são mais de 70 os aprovados na primeira fase.
E agora a pergunta que não quer calar: é o ensino superior de Direito do estado que é fraco ou é a OAB que não tem competência para elaborar suas provas?"
BUSH GO HOME!

quarta-feira, março 07, 2007

Bush está chegando. Ele vem pedir para o Brasil moderar os países socialistas da América Latina e quer que passemos a tecnologia de produção de álcool para os países da América Central. Mas nem pensa em diminuir as taxas alfandegárias para o álcool brasileiro. Ah tá... só porque ele tem a cara do mascote da MAD...

terça-feira, março 06, 2007

A nova novela da Record despertou imediatamente comparações com a série Heroes, a de maior sucesso nos EUA atualmente, chamada de o novo Lost. Mas é bom lembrar que Heroes é baseado em várias histórias em quadrinhos, em especial Watchmen, Rising Stars e, claro, X-men.
Assisti hoje ao programa Café com Notícias (94,5 - às 7 horas). As duas apresentadoras, Márcia Corrêa e Ana Girlene, são minhas ex-alunas e dá muito orgulho ver o bom trabalho das duas.

segunda-feira, março 05, 2007

Quem é leitor assíduo deste blog deve lembrar que quase fui expulso de uma lista de discussão sobre roteiros de novelas quando comecei a postar mensagens fazendo uma relação entre o roteiro de novela e o roteiro de quadrinhos. Os integrantes mandaram em peso mensagens ao moderador pedindo para me tirar da lista. Agora leio no Universo HQ que o Tiago Santiago (o dramaturgo mais festejado da lista de discussão) vai escrever uma novela baseada nas histórias em quadrinhos. Tem até personagens super-poderosos. A vingança é doce...

domingo, março 04, 2007

O Neorama dos Quadrinhos publicou uma notícia sobre meu livro Robin Hood. Também através do Neorama eu fiquei sabendo de um blog que publicou uma biografia minha. Obrigado.

sábado, março 03, 2007


Quando eu era criança havia uma pilhéria segundo a qual os portugueses só tomavam banho aos sábados. É uma injustiça e uma inverdade histórica. Quem tinha o costume de tomar banho aos sábados eram os judeus. Os portugueses tomavam, quando muito, um banho por ano. Muitos passavam a vida sem tomar banho. Influência religiosa. Acreditava-se que o banho era um hábito que favorecia a promiscuidade e a doença. Pela crença dos séculos XV, XVI e XVII, o banho abria os poros, deixando aberto o caminho para doenças, levando até mesmo à morte. Se você vivesse nessa época e tivesse o costume de tomar banhos, digamos, semanais, corria o risco de ser preso e condenado pela Inquisição (essa mesma de que faz parte o atual Papa) por prática judaizante.