sexta-feira, novembro 30, 2007


O Neorama dos Quadrinhos traz o link para uma série de informações sobre a adaptação de Watchmen para a tela grande. Uma das novidade é que O Contos do cargueiro negro, uma história dentro de Watchmen, será filmada e virá como brinde no DVD do filme. Mais novidades aqui.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Palestra Marketing de guerrilha


Não perca. Dia 1 de dezembro estarei na Feira do Empreendedor, do SEBRAE, na Expofeira, ministrando uma palestra sobre Marketing de Guerrilha. O público alvo são micro-empresários e estudantes de administração e comunicação (lembrando que vai ter certificado).

A promoção de vendas é uma ferramenta de marketing formidável. Pode criar uma boa imagem da empresa e do produto, pode neutralizar a propaganda do concorrente, pode aumentar o consumo, pode deixar mais satisfeitos os consumidores, fidelizando-os. Eu disse pode. Uma promoção mal-feita, ou mal-intencionada tem consequeências opostas.

É famoso o caso da loja que anuncia desconto de 60%, apenas para o consumidor descobrir que apenas um item está com 60%, geralmente com defeito. O cliente normalmente sai da loja revoltado.

Outro exemplo lamentável é de uma panificadora que dava cinzeiros de brinde para seus clientes.

A promoção poupançudos da CAIXA poderia ser um bom exemplo de promoção. Foram criados personagens simpáticos para divulgar a poupança da CAIXA e esses personagens foram transformados em cofrinhos para quem fizesse depósitos.

Pois bem, sou cliente da CAIXA há bastante tempo e nunca consegui ganhar esse brinde. A única resposta que recebo do caixa, quando vou fazer depósitos, é: está em falta.

Aparantemente, a CAIXA se preocupou em gastar uma fortuna divulgando a promoção, mas não se preocupou em abastecer as agências com o brinde. Ou então, foram distribuídos brindes apenas para a agências da região sul e sudeste.

O consumidor amapaense, que faz seus depósitos fica com a impressão de que foi iludido. Para um banco, que tem como principal capital a credibilidade, isso é fatal.

terça-feira, novembro 27, 2007

"Persépolis" é festejado na Alemanha


A animação da novela gráfica "Persépolis", de autoria da iraniana Marjane Satrapi, é celebrada na Alemanha após estréia nos cinemas do país.
Para boa parte da mídia internacional, Marjane Satrapi acaba de inaugurar um gênero cinematográfico: a "autobiografia animada". A artista gráfica transformou sua própria história em quatro volumes de HQs, agora adaptados por ela e por Vincent Paronnaud para as telas do cinema num filme de animação. Uma obra documental, porém, Persépolis não é.

"O filme não é um depoimento autobiográfico, nem psicológico, nem tampouco político. Não se trata de um documentário. A realidade, em si, não me interessa, mas sim as impressões que ela deixa. É daí que surge minha história", diz Satrapi em entrevista ao semanário alemão Die Zeit. Leia mais

segunda-feira, novembro 26, 2007

Deu a louca no trânsito

O trânsito de Macapá tem umas coisas estranhas. Talvez pelo fato de MUITA gente ter comprado ou ganhado carteira de motorista, as regras de trânsito começaram a ficar estranhas. Por exemplo, todo mundo faz conversão pela contramão. Num cruzamento, se alguém se aventura a fazer a conversão de maneira correta, é xingado pelos outros motoristas.
Outro detalhe é que a via rápida passou a ser a da direita. Todo mundo que está lento, vai pela esquerda, e quem quiser ultrapassar é obrigado a passar pela direita. Dia desses me deparei com um carro no meio da pista e fiz sinal, pedindo passagem. Ele, claro, muito educado (mas sem noção nenhum de trânsito) foi para a esquerda, para me deixar passar pela direita...
Isso já é tão institucionalizado que dia desses vi um cortejo fúnebre avançando por uma das principais ruas da cidade... e lá iam eles... à esquerda da pista!

domingo, novembro 25, 2007



HISTÓRIA DOS QUADRINHOS 13
O Super-homem


Na década de 1930 dois jovens judeus, Jerry Siegel e Joe Shuster andaram por quase todas as editoras e sindicates da época tentando vender um personagem que haviam criado. Todo mundo achava que o personagem era irreal demais e dificilmente venderia bem. O nome desse personagem era Super-homem, um dos maiores sucessos dos quadrinhos de todos os tempos.

O personagem havia surgido em um fanzine de ficção-científica editado por Siegel, o Science Fiction. Era um homem pobre, escolhido na fila para sopa e submetido a uma experiência científica que lhe dava poderes de ouvir o pensamento das pessoas e comandar seu comportamento. Graças a esses poderes, ele se transforma no governante despótico do mundo. Ou seja, inicialmente, o Super-homem era um vilão.

Com o surgimento das revistas em quadrinhos baratas (que no Brasil foram chamadas de gibis), Siegel percebeu ali um mercado e decidiu transformar seu personagem em um herói, aos moldes de Doc Savage, herói da literatura pulp.

O super-homem unia todos os elementos da cultura pop norte-americana: o valentão bonzinho batendo nos malfeitores (como nos pulp fiction), a malha colante dos fisiculturistas da época e a dupla identidade.

Conta a lenda que numa noite abafada de verão, Siegel não conseguia dormir e passou insone, pensando em seu personagem. De quando em quando ele se levantava, tomava água e fazia anotações. Quando amanheceu, ele já tinha o personagem estruturado, com sete semanas de história.

A história não é bem assim. Na verdade, o Super-homem foi sendo estruturado com o tempo, de acordo com as diversas recusas dos editores. Os dois quadrinistas chegaram até a fazer uma versão mais hard, para uma revista masculina.

Os sindicatos de distribuição, editoras e até estúdios (como o de Will Eisner, que posteriormente iria criar o ótimo Spirit) recusavam a tira com observações do tipo “Trabalho imaturo” ou “Prestem mais atenção ao desenho”.

Quando a National precisou de uma história pronta para colocar em uma nova revista que estavam lançando e que precisava estar nas bancas o quanto antes, Sheldon Mayer se lembrou do Super-homem que estava na pilha de materiais rejeitados. Não se sabe se foi uma antecipação do sucesso ou se era simplesmente a coisa que estava mais à mão, mas o fato é que a editora mandou uma carta com os originais para os dois rapazes dizendo que se eles conseguissem transformar aquelas tiras em uma história de 13 páginas o quanto antes, eles a comprariam.

Assim, Action Comics estreou no dia 1 de junho de 1938, tendo o Super-homem na capa, na sua pose clássica, segurando um carro acima dos ombros, para espanto de bandidos que fogem desesperados. Era um trabalho grosseiro, como se diversas histórias estivessem coladas sem muito nexo, mas mesmo assim provocou uma revolução no mercado. Não era só o heroísmo, mas também o humor. Em uma seqüência, o Super-homem corre por fio de alta tensão, levando um bandido consigo. “Não se preocupe. Os passarinhos ficam nos cabos telefônicos e não são eletrocutados – desde que não toquem num poste telefônico! Opa! Quase bati naquele ali!”. Era algo novo: um herói fazendo piada. Isso conquistou os garotos.

A revista começou a vender horrores. Os donos da editora National mandaram algumas pessoas perguntarem nas bancas o que estava provocando o sucesso do gibi e o que ouviram foi: “As crianças querem mais desse herói”.

Conforme aumentava a popularidade do herói, aumentavam também seus poderes. No começo, ele apenas dava saltos enormes, mas logo estava voando. No começo ele era imune a balas (famosa a cena em que bandido atiram e as balas ricocheteiam em seu peito), mas logo ele já era capaz de agüentar até uma bala de canhão. Em uma história o herói foi obrigado a entrar telhado a dentro porque suspeitava que numa casa se escondia um bandido. Para evitar que novos telhados fossem danificados, foi inventada a visão de raio x.

Se por um lado ele era o herói mais poderoso da Terra, por outro lado, em sua identidade secreta, ele era Clark Kent, um repórter bobalhão que era sempre passado para trás pela colega Lois Lane. A diferença entre eles era de apenas um óculos, mas mesmo assim Kent conseguia enganar a todos. Alguns roteiristas acreditaram que o alter-ego de Super-homem fosse mesmo um bobalhão, mas trabalhos mais recentes, como de Grant Morrison em All Star Superman mostram que na verdade, ele apenas se faz passar por bobalhão.

Essa falsa dualidade Super-homem x Clark Kent permite um processo de identificação e projeção. O leitor se identifica com Clark Kent, mas se projeta no super-herói e suas realizações.

Com o tempo foram adicionados novos elementos à mitologia do personagem. Surgiu a kriptonita para contrabalancear os poderes cada vez maiores do personagem. A kriptonita verde pode até matar o herói. Já a vermelha tem efeitos imprevisíveis, podendo transformar o herói até mesmo em um monstro. Foi criada uma fortaleza da solidão, no pólo Ártico, um local em que o personagem guarda recordações de seu mundo e de suas aventuras.

Com o tempo, ficou claro também que um personagem tão poderoso não poderia combater reles marginais e surgiram os super-vilões, como Lex Luthor, Bizarro e Brainiac.

Comprei A Saga do Tio Patinhas, sem dúvida uma das melhores HQs Disney de todos os tempos. A história e os desenhos são de Don Rosa, o quadrinista que revitalizou o personagem Tio Patinhas, mas não há, na revista lançada pela Abril, uma única referência a ele. O motivo: recentemente Don Rosa ameaçou processar a Abril por usar seu nome para vender revistas Disney. Como desforra, a Abril decidiu não colocar os créditos dessa história (acompanhe todo o caso aqui).

Existem dois nomes essenciais quando se fala em quadrinhos Disney. O primeiro é Carl Barks. O segundo é Don Rosa. Carl Barks foi o autor da maioria daquelas histórias do Tio Patinhas e do Professor Pardal que você leu quando criança e gostou. Don Rosa é um seguidor à altura. Embora não seja tão criativo quanto o mestre, ele é um ótimo desenhista e faz de suas HQs homenagens ao bom Barks. A Saga do Tio Patinhas contou com a participação dois, já que Barks foi uma espécie de consultor do projeto, ajudando a definir a biografia do pato mais pão duro do mundo.

sábado, novembro 24, 2007

Do blog do Raul Mareco:

BIÓGRAFO DE CHE GUEVARA ESCURRAÇA MAU JORNALISMO DE VEJA

*Foto: John Lee Anderson, Vi o Mundo.
A tendenciosa Revista Veja publicou semanas atrás uma extensa reportagem sobre a "verdadeira" história do mito Che Guevara, literalmente metralhando toda uma história que nos foi apresentada sobre a trajetória de Che. Eu tinha afirmado, ao ler alguns trechos, que Diogo Schelp, repórter que escreveu o texto, o fez com raiva, muita raiva. Se deu
Foi amplamente criticado por diversos meios de comunicação, jornalistas, críticos por ter feito um péssimo jornalismo, tentando fazer com que a opinião de quem lesse, se tornasse como ele, raivosa. Li hoje no excelente blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, a surra que o biógrafo de Che, John Lee Anderson, americano, e que também foi espancado pelo "jornalista" de Veja, escreveu uma bela resposta, que você pode ler na íntegra aqui.
Leia um trecho:
"Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos. Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é 'a mais completa biografia' de Che.
Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como Veja. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que Veja escolheu para ser 'editor de internacional".

sexta-feira, novembro 23, 2007


Charge de Eduardo Reis

Memória da propaganda


Casamento

Américo só percebeu que se metera numa enrascada quando já estava casado. A esposa era uma megera. Tratava-o por palerma, idiota, desengonçado... Certo dia, como ele encontrasse dificuldade em consertar um chuveiro, a mulher acrescentou um novo adjetivo á coleção:
- Nem pra isso você serve, seu imprestável!?!
Imprestável. Parece que gostou do termo, pois passou a usá-lo em todas as frases dirigidas ao marido:
- Venha jantar, seu imprestável.... faça a barba, imprestável...
Com o tempo, Américo foi abandonando todos os seus prazeres. Deixou de comprar livros (ela sempre reclamava dos gastos com esse tipo de bobagem...), deixou de visitar os amigos e, por fim, desistiu até de assistir seus programas prediletos na TV. Isso porque, sempre que estava assistindo algo, ela o chamava com o pretexto de trocar uma lâmpada, enxugar a louça do jantar ou fazer qualquer outros desses serviços domésticos.
- Você lavou a louça e não enxugou, seu imprestável! - arrematava ela, como agradecimento.
À medida em que o humor da esposa ia piorando, também ia aumentando seu sedentarismo. Até o ponto em que os vizinhos só tomavam conhecimento dela através dos gritos histéricos com que ela recebia o marido todas as noites...
Depois de muitos anos trabalhando sempre no mesmo serviço burocrático, chegando em casa sempre à mesma hora, Américo teve, finalmente, uma atitude que se poderia chamar de autônoma. Chegou em casa com um belo aparelho de som. A esposa que já o esperava pronta para reclamar do atraso, não se conteve:
- Para que isso, seu imprestável? Não sabe que eu não gosto de música?!?
E desatou a reclamar por duas horas inteiras. Américo gravou tudo. E gravou também a reprimenda do dia seguinte, e do outro. Quando achou que já tinha o suficiente, esganou a esposa e enterrou o corpo no porão.
A partir de então chegava em casa toda a noite e ligava o toca-fitas. Depois ligava a TV, ou pegava um livro, e se divertia pelo resto da noite. Os vizinhos, acostumados a só saberem da mulher pelos seus tremendos gritos, nunca desconfiaram de nada. Pelo contrário. De vez em quando algum vizinho pensava consigo:
- Coitado do Seu Américo. Agüenta poucas e boas da sua mulher. Se fosse eu, já a tinha matado...

Compre o livro O melhor da comédia da vida privada no Submarino.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Eu costumo sonhar com roteiros de filmes e quadrinhos, mas essa foi a primeira vez que sonhei com uma propaganda. Seria para um portal de informação que se posicionasse como o primeiro a dar as notícias. Vejam abaixo o resultado:

PROPAGANDA PORTAL INFORMAÇÃO

Um homem de meia idade sentado em um sofá. Ele não é bonito, e parece meio bobo. Chama-se Afrânio. A cena começa como se nós o tivéssemos pegado no meio de uma frase.

AFRÂNIO: E eu disse: Mas o John Lennon já morreu? E a minha mulher: Pô, Afrânio, você é sempre o último a saber! Papo vai, papo vem, falamos em futebol, e eu: Mas o Pelé já parou de jogar. E a minha mulher: Pô, Afrânio, você é sempre o último a saber! Aí falaram de política e eu: Mas o Getúlio Vargas não é mais presidente do Brasil? E a minha mulher: Pô, Afrânio, você é sempre o último a saber!
A mulher de Afrânio (uma loira estonteante) se aproxima, pega no ombro do Afrânio e pisca maliciosamente para o telespectador.

LETREIRO: Logomarca e slogan do portal.
LOCUTOR (OFF): Portal Informação. Não seja o último a saber.

Volta para o Afrânio. Ele olha inebriado para a mulher e fala com o telespectador.

AFRÂNIO: Ele é apaixonada por mim...

terça-feira, novembro 20, 2007

Marketing de Guerrilha será tema de palestra na Feira do Empreendedor

A palestra será ministrada às 19h do dia 1º de dezembro durante a 44ª Expofeira do Amapá e 2ª Feira do Empreendedor.

Da assessoria de comunicação do Sebrae/AP

A guerra pelo consumidor é acirrada entre as grandes empresas. Diante dessa realidade, as micro e pequenas empresas estão em busca de novos meios para atrair clientes, pois, como trata-se de empreendimentos de pequeno porte, os recursos disponíveis para propaganda são limitados. Impossibilitados de competir financeiramente com os “gigantes” do mercado internacional, as pequenas empresas começaram a aderir o que se chamou de “Marketing de Guerrilha”.

Segundo o professor de Marketing do Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap) e da Faculdade de Macapá (FAMA), Ivan Carlo, a guerrilha na propaganda vai surgir em contraposição “a guerra das grandes empresas” que gastam milhões de dólares todos os anos com propaganda. Então, como um pequeno empreendimento poderia concorrer com esses gigantes do mercado?

Uma saída seria começar a desenvolver campanhas nas mídias não convencionais (Blogs, orkut, e-mails, youtube) direcionadas inteiramente para o segmento do mercado consumidor que se pretende atingir. Não seria viável, por exemplo, gastar 10 mil reais em uma propaganda de TV que atingirá milhares de pessoas que não têm interesse algum no produto que se deseja vender.

O Marketing de Guerrilha, como foi escrito por Jay Conrad Levinson no seu livro Guerrilla Marketing de 1982, utiliza-se de maneiras alternativas para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados”. Levinson afirma que pequenas empresas empreendedoras são diferentes de empresas grandes. Ele lembra um artigo da Harvard Business Review de Welsh e White que diz que pequenos negócios não são versões menores de um negócio grande. Por causa da falta de recursos dos pequenos negócios, estes precisam utilizar diferentes tipos de estratégias de marketing e táticas.

Segundo Ivan Carlo, é justamente essa a principal vantagem desse tipo de marketing: baixos custos com propaganda e um total conhecimento da fatia de mercado que o empresário busca. “Em geral, táticas de guerrilha são usadas por uma parte mais fraca contra uma mais forte. O conhecimento do terreno de combate também é uma arma bastante usada nas guerras de guerrilhas”, disse o professor.

Outra grande característica do marketing de guerrilha é a chamada mídia espontânea. Ou seja, fazer com que o consumidor faça a propaganda do empreendimento, da marca ou produto. Segundo Ivan, apesar de parecer um pouco estranho convencer o consumidor a “vestir a camisa”, isso é possível quando se desenvolve a interatividade, construção da relação com o público.

A princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas pequenas com o objetivo de brigar com grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. Mas, explica Ivan, “na atual sociedade saturada de comunicação, grandes empresas começam a utilizar essa possibilidade de propaganda em seu mix de martketing para atingirem os corações e mentes de seus públicos-alvo”.

segunda-feira, novembro 19, 2007


Essa polêmica sobre a matéria a respeito de Che Guevara só revela algo que qualquer um com um mínimo de miolo sabe: a Veja está ilegível. A revista toda é tendenciosa e seu principal colunista é o Diogo Mainardi. Dia desses, em uma matéria sobre o novo livro desse rapaz, a revista relembrou a primeira vez que Mainardi apareceu na Veja. Na década de 1970, lá ia ele andando pelo centro de São Paulo com seu rolex e sapato importado quando viu um grupo de grevistas quebrando a fachada de um banco. Embora não simpatizasse com os grevistas ou tivesse qualquer relação com eles, ele entrou na brincadeira e lá foi quebrar bancos. Ou seja, o principal colunista, da principal revista do país, é um moleque vândalo...

Nada é impossível, exceto compreender propagandas em inglês


Após anos usando anglicismos, anunciantes da Alemanha têm redescoberto sua própria língua. Se a publicidade é um termômetro dos tempos, o que isso pode dizer sobre o estado atual da sociedade alemã? Leia mais


Comentário: olha o grande dilema do marketing internacional: padronizar a comunicação e a marca mundialmente ou adaptar a cada local?

domingo, novembro 18, 2007


A Veja é um dos melhores exemplos daquilo que o gonzo jornalismo critica: o discurso da objetivida a serviço de interesses ideológicos (e usado para esconder a parcialidade). Uma matéria de capa sobre Che Guevara mostrou isso e provocou um grande debate, que pode ser acompanhado no blog do amigo Daniel Lopes. Para se ter uma idéia, até o autor do livro que serviu de base para a reportagem achou-a tendenciosa.

Saudita estuprada por gangue é condenada a 200 chibatadas

Frances HarrisonBBC News

As mulheres sauditas são sujeitas a leis de segregação de sexo rigorosas.
Uma corte de apelação na Arábia Saudita condenou uma mulher estuprada por uma gangue a 200 chibatadas e seis meses de prisão por infringir as leis de segregação por sexo do país. Leia mais

Comentário: logo se vê como Bush está levando a civilização para o Oriente Médio...

HISTÓRIA DOS QUADRINHOS 12
O Tico-tico


O Tico-tico foi a primeira revista em quadrinhos do Brasil. Conta a lenda, impressa na capa do primeiro número, que um grupo de pirralhos foi até a revista O Malho exigir que fosse criada uma publicação específica para eles.

Na verdade, o dono de O Malho, estava de olho nesse novo e crescente mercado representado pelas crianças. Um mercado, aliás, que durante anos não teria qualquer concorrência.

O primeiro número saiu em 11 de outubro de 1905 e seguia o modelo da revista francesa La Semaine de Suzette. Tinha quatro páginas coloridas. As outras usavam uma combinação de branco com vermelho, verde ou azul.
Custava 200 reis, preço que manteve até 1920.

Embora a inspiração fosse francesa, o personagem principal, Chiquinho, era um decalque de Buster Brown, do norte-americano Richard Outcault, publicado no jornal The New York Herald. O personagem era um garoto travesso que fazia as maiores traquinagens e acabava muitas vezes apanhando. Seu inseparável companheiro era o cão Tige. No Brasil, o desenhista Luís Gomes Loureiro adaptou o personagem, renomeando-o de Chiquinho. O cão virou Jagunço, e logo a série ganhou um coadjuvante, o negrinho Benjamin, retratado com a visão que se tinha do negro na época: descalço, lábios grossos, roupas simples e subserviente. Embora fosse um decalque, a adaptação ficou tão boa que durante muito tempo acreditou-se que Chiquinho era um típico personagem brasileiro.

A descoberta da origem do personagem se deu na década de 1950, quando um grupo de desenhistas novatos comparou Chiquinho com Buster Brown. Entretanto, Chiquinho tem sido reabilitado por ter conseguido se adaptar à realidade brasileira. Além disso, os decalques pareciam ser moda na época. Na Holanda, o garoto virou Sjors, do clube dos rebeldes, uma série reverenciada até hoje e de grande influência nos quadrinhos locais.

Alguns dos mais importantes artistas gráficos do Brasil colaboraram com O Tico-Tico. Entre eles, J. Carlos, um cartunista que conseguiu criar um traço único, tão diferente e simples que seus trabalhos constam no Museu das Caricaturas, na Basiléia. Segundo estudiosos, um desenho seu de um papagaio serviu de inspiração para que Walt Disney criasse o Zé Carioca. Na revista O Tico-tico ele ficou famoso pela personagem Lamparina, uma negrinha do morro que vivia pregando peças nos adultos.

Outro que se destacou foi Luiz Sá. Com seus personagens redondos, ele foi o pioneiro da arte da animação no Brasil, tendo feito um desenho em sequência com mais de cem metros, que nunca foi exibido por falta de patrocínio. Para a publicação, ele criou Reco-reco, Bolão e Azeitona, um trio de garotos que apareceram de 1931 até o fechamento da revista na década de 1960.

Finalmente, Max Yanton foi outra estrela da revista. Ele era especializado em tipos pitorescos, vagabundos e sem família. Sua criação mais famosa foi Kaximbown, de 1908, um aventureiro que nunca pagou seu empregado Pipoca e vivia se dando mal a cada episódio. O personagem ficou tão famoso que Rui Barbosa só chamava o desenhista de Kaxibown.

sábado, novembro 17, 2007