
segunda-feira, março 30, 2009
domingo, março 29, 2009
Caminho das Índias


sexta-feira, março 27, 2009
Música do dia
(Zé Ramalho, adaptando Blow in the Wing, de Bob Dylan)
Quantos caminhos se tem que andar
Antes de tornar-se alguém
Quantos dos mares temos que atravessar
Pra poder na areia descansar
Quantas mais balas perdidas voarão
Antes de desaparecerem
Escute o que diz
O vento, my friend
o vento vai responder
Quantas vezes olharemos o céu
Antes de saber enxergar
Quantos ouvidos terá o poder
Para ouvir o povo chorar
Quantas mais mortes o crime fará
Antes de se satifazer
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder
Quantos anos pode uma montanha existir
Antes do mar lhe cobrir
Quantos seres ainda irão torturar
Antes de libertar
Quantas cabeças viraram assim
Fingindo não poderem ver
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder
quinta-feira, março 26, 2009
MAD 12 nas bancas de Macapá
quarta-feira, março 25, 2009
Morre Donald Westlake


A farsa do fantasma de Macapá
Há alguns dias publiquei aqui o vídeo do fantasma que teria aparecido na Gruta, um balneáreo em Macapá. De fato, o vídeo foi analisado por equipes de duas emissoras da cidade, e não encontraram nenhum sinal de truncagem. O vídeo não havia sido manipulado e estava lá, frame a frame. Mas, o que muita gente logo descobriu, é que o truque era muito mais simples e não necessitava nem mesmo de edição. Os garotos simplesmente aproveitaram uma falha de resolução dos celulares com câmera VGA, que borra o que estiver ao fundo se esse objeto estiver em movimento. Até meus filhos fizeram filmes de fantasmas assim. Esse vídeo é de alguns amigos professores.
terça-feira, março 24, 2009
Eu e os ratos

segunda-feira, março 23, 2009
domingo, março 22, 2009
Edgar Morin e o pensamento complexo - parte 1
Edgar Morin. Suas idéias, inicialmente criadas para discutir a questão do conhecimento, espalharam-se por várias áreas e tornaram-se uma referência obrigatória na área de educação a partir do livro Os sete saberes necessários à educação do futuro, escrito a pedido da Unesco.Essencialmente, a teoria de Morin baseia-se na critica ao que ele considera os três pilares da ciência moderna: a ordem, a separabilidade e as lógicas indutivas e dedutiva.
A busca da ordem sempre foi o interesse principal da ciência. Quando desconhecemos como algo funciona, aquilo é caótico para nós. Quando aprendemos sobre aquilo, a ordem se revela aos nossos olhos.
Há várias formas de definir ordem. A teoria da informação nos ensina que ordem é falta de varidade/informação. Já caos é variedade/informação em estado puro. Um relógio é um exemplo perfeito de ordem. Ele sempre fará as mesmas coisas, sempre se movimentará de maneira uniforme a totalmente previsível. Já a bolsa de valores é um fenômeno mais caótico, pois é muito mais difícil prever seus movimentos.
Uma outra maneira de definir ordem, complementar à anterior, é através da determinação. Fenômenos ordenados são determinados. Determinação sugere uma relação causal. Se determinado fenômeno ocorre, ele terá obrigatoriamente uma conseqüência.
Para Isaac Newton, Deus criou, no princípio, as partículas materiais, as forças entre elas e as leis fundamentais do movimento. Todo o universo foi posto em movimento desse modo e continuou funcionando, desde então, como uma máquina, governada por leis imutáveis.
A relação de causa e consequência é extremamente determinada na ciência clássica. Se solto uma pedra, essa obrigatoriamente irá cair, pois a lei da gravidade a força a isso.
A crença na determinação fez com que os cientistas e filósofos sonhassem com a possibilidade de decifrar a verdade definitiva. Essa ambição encontrou uma metáfora no demônio de Laplace. Laplace imaginou que, se uma inteligente tivesse todas as informações sobre todos os átomos do universo e fosse poderosa o bastante para calcular as relações de causa e conseqüência, o presente, o passado e o futuro se descortinariam diante de seus olhos.
A ciência clássica ignorava os fenômenos dinâmicos, que estão mais próximos do caos que da ordem. A bolsa de valores, o trânsito de cidade, as sociedades e até a vida humana são fenômenos que escapam ao determinismo.
Nas ciências humanas, até há pouco tempo, predominava um determinismo biológico ou social. Os adeptos do determinismo biológico chegaram ao seu extremo na eugenia. Para essa co
rrente de pensamento, os comportamentos são governados por traços genéticos. Assim, o filho de um sábio será também ele um sábio e o filho de um assassino será, também ele, um assassino. A eugenia defendia que apenas pessoas viáveis do ponto de vista social e biológico pudesse procriar e essa foi a base teórica para o nazismo.No outro extremo, havia aqueles que diziam que o homem é fruto do meio. Uma pessoa criada em um meio intelectualizado se tornará um intelectual, independente de qualquer fator genético. Já uma pessoa criada em uma ambiente desfavorável intelectualmente não desenvolverá suas potencialidades.
O determinismo, tanto genético quanto social, se revelou falho. O atual presidente do Brasil é talvez o melhor exemplo do quanto é falho o determismo social. Quem poderia imaginar que um menino que saiu do sertão nordestino fugindo da seca um dia ia se tornar presidente do maior país da América Latina?
Edgar Morin diz que a complexidade nos dá a liberdade, pois nos livra do determinismo. Somos nós que construímos nosso próprio destino a partir de nossas escolhas, sejam elas conscientes ou não.
Como o Neo de Matrix, que deve decidir se toma ou não a pílula, constantemente nos vemos em encruzilhadas, em bifurcações. O que será de nosso destino será resultado direto do caminho que tomarmos.
Nada melhor do que uma frase do próprio Edgar Morin para demonstrar isso: “Quando penso na minha vida, vejo que sou fruto de um encontro muito improvável entre meus progenitores. Vejo que sou produto de um espermatozóide salvo entre cento e oitenta milhões que, não sei por sorte ou infortúnio, se introduziu no óvulo de minha mãe. Soube que fui vítima de manobras abortivas, que deram resultado com meu predecessor, mas ninguém saberá dizer porque escapei à arrastadeira. E cada vida é tecida dessa forma, sempre com um fio de acaso misturado com o fio da necessidade. Sendo assim, não são fórmulas matemáticas que vão dizer-nos o que é uma vida humana, não são aspectos exteriores sociológicos que a vão encerrar no seu determinismo
.”.
sexta-feira, março 20, 2009
Watchmen: o que eu esperava ver

O grupo Watchmen descobre que um terrível vilão está planejando explodir uma bomba atômica em Nova York. Nisso eles pedem a ajuda de Roschach, um vigilante que prefere agir sozinho, mas aceita liderar o grupo nessa situação especial.
Sob a liderança de Roschach, os heróis descobrem que o vilão é na verdade um amigo deles, Ozymandias, que ficou louco e se aliou aos terroristas islâmicos pensando que assim pode conseguir a paz mundial.
Este está superpoderoso graças a suas habilidade mentais, mas consegue ser derrotado no momento em que vai acionar a bomba, por Rorschach, claro.
No final, os heróis agradecem a ajuda do violento, mas esperto herói, e pedem que ele seja o líder do grupo. Ele agradece, mas diz que jurou combater a escória do mundo, principalmente os terroristas e acha que só pode fazer isso sozinho, pois um grupo grande chama muita atenção.
Termina com Rorschach andando de moto, a toda velocidade e, depois dos créditos, aparece o anúncio do filme solo do personagem, para 2010.
Spirit

quinta-feira, março 19, 2009
Quem é muito querido


quarta-feira, março 18, 2009
Magia e literatura
Paulo Coelho declarou que não é mais um bruxo. Caminho oposto fez o roteirista inglês Alan Moore, autor de algumas das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos. Alan declarou que utiliza magia para escrever suas obras.Para Moore, o ato de escrever está diretamente ligado à magia: “Eu percebi que você tem que ter cuidado com o que diz e escreve. Há algo de estranho no ato escrever. Recentemente li uma entrevista com a cartunista Carol Lay na qual ela menciona que tinha o cuidado de não desenhar nada de muito negativo em seus roteiros porque provavelmente aconteceria”.
Para Moore as idéias de magia e arte em geral estão ligadas desde o início da cultura: “As primeiras pessoas que conjuraram a imagem de um bisão na parede de uma caverna era magos para uma audiência que não tinha idéia de representação visual”.
Da mesma forma, as primeiras pessoas a empregarem a palavra escrita, numa fase em q
ue a comunicação era extremamente rudimentar, eram tão inexplicáveis e misteriosas quanto o seriam os telepatas hoje. Afinal, através de algumas marteladas no barro elas conseguiam transmitir seus pensamentos a outras pessoas... “O fato de alguém conseguir enviar seus pensamentos para uma outra pessoa, registrar seus pensamentos e poder entender a passagem do tempo, tudo isso era visto como mágico”, diz Moore.Não é uma coincidência que boa parte dos deuses dos panteões antigos eram também deuses da escrita ou da comunicação. Civilizações como a egípcia e a asteca revereciavam os escribas como verdadeiros representantes dos deuses na terra.
Em um de seus livros, A voz do fogo (publicado no Brasil pela editora Conrad), Alan Moore narra a história de sua cidade natal, Northampton, desde o período pré-histórico até a atualidade. Em um dos contos, um feiticeiro manda tatuar em sua pele o mapa da cidade e, a partir daí, o que ocorre a ele influencia a cidade e o que ocorre à cidade o influencia: “Esta aldeia é parte de mim. Suas doenças são as minhas. Se há besouros nas sementes dos campos ao sul, meus órgãos vitais aqui também são corroídos. Se a
s velhas rodas lá na Colina-da-fera caem na ruína e no esquecimento, os ossos de minhas costas ficam fracos tal como pedra amarela e se esfacelam ondee um raspa o outro. As pessoas são a pior parte. Quando Jebba Dente-quebrado fica louco e mata sua mulher e seus filhos, algo escorre de meu ouvido. Ou, se os irmãos Muito-cavalos estão em rixa, meus dentes ardem de dor”.Da mesma forma, todo escritor é influenciado pela sociedade na qual vive e, ao mesmo tempo, a transforma com seus escritos.
Escrever pode ser uma elegia a um futuro melhor, uma promessa de dias mais felizes, como Júlio Verne e a era tecnológica ou Thomas Morus e a Utopia. Ou pode ser um exorcismo, uma forma de conter em palavras um futuro terrível e torna-lo impossível justamente porque foi escrito, como fez George Orwell em 1984.
Elegia ou exorcismo, escrever será sempre um ato de magia. Senão, como explicar que escritores possam fazer chorar ou rir, promover a esperança ou o desespero, o amor ou ódio?

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