terça-feira, junho 30, 2009
Farinha pouca, meu pirão primeiro
O abaixo assinado Farinha pouca, da classe audiovisual amapaense, será entregue para várias autoridades ainda esta semana. E já ganha adesões importantes. O Deputado Federal Evandro Milhomem assinou e disse que a classe tem seu apoio. Outros políticos também estão acenando que apoiam a idéia de deixar de dar dinheiro para produtores de fora e começar a investir em editais para os produtores locais. E corre à boca pequena que uma parlamentar amapaense já se arrependeu do dinheiro que conseguiu para a Tizuka Yamazaki.
Os problemas de Carlinhos
segunda-feira, junho 29, 2009
Homenagem a Charles Chaplin
Se estivesse vivo, Chaplin estaria comemorando 120 anos. Em homenagem a ele, um documentário da Zoom TV:
Chico Xavier em quadrinhos

Por Eduardo Nasi (29/06/09)Chico Xavier, nome popular entre seguidores da doutrina espírita no Brasil, acaba de ganhar uma biografia em quadrinhos. Chico Xavier em quadrinhos - A vida do grande espírita brasileiro mostra de forma sucinta a vida de seu biografado do começo ao fim. Graficamente, o álbum é simples, em preto e branco e lombada canoa. O texto é do quadrinhista Franco da Rosa, que já atuou como editor, desenhista, jornalista especializado e fanzineiro. A arte é de Rodolfo Zalla, argentino radicado no Brasil que criou fama com histórias de terror. Leia mais
De Limoeiro do Norte para o mundo

Em Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, onde as carroças ainda disputam espaço com motos e bicicletas nas ruas, todos conhecem José Edilbenes Bezerra, de 36 anos, como "aquele que desenha". Desde os 18, quando deixou de fazer bicos em uma fábrica de filtros e de trabalhar como servente de pedreiro, ele passa até onze horas por dia, incluindo sábados e domingos, sentado numa escrivaninha com o lápis em punho. Mesmo sem entender inglês nem nunca ter saído do país, Edilbenes é contratado exclusivo da poderosa DC Comics, a segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos, detentora de títulos como Batman e Superman. Os quadrinhos que desenha raramente chegam a uma das três bancas de Limoeiro, mas ele não se incomoda com isso. "Aqui todos sabem o que eu faço. Vira e mexe vem um garoto me mostrar uma ilustração e pedir dicas", diz Ed Benes, apelido pelo qual é conhecido no exterior. O cearense não é o único brasileiro do ramo a fazer sucesso nos Estados Unidos. O número de artistas nacionais que emprestam seus traços às editoras de quadrinhos americanas triplicou nos últimos quatro anos. Atualmente, outros 150 desenhistas e coloristas trabalham nesse mercado. A maioria faz 22 páginas por mês, o equivalente ao tamanho de uma edição. Como recebem de 50 a 500 dólares por página desenhada, sua renda mensal varia de 1 100 a 11 000 dólares. Leia mais
Comentário: Vale lembrar que aqui do lado, em Belém, temos o compadre Joe Bennett, que também desenha para a DC.
Marketing de guerrilha
Uma das principais ferramentas do marketing de guerrilha são as intervenções urbanas: mídia não convencionais, que chamam mais atenção do que os meios de comunicação mais certinhos. Abaixo, alguns exemplos: 

sexta-feira, junho 26, 2009
Sobre Michael Jackson
De tudo o que li até agora sobre Michael Jackson, a parte mais chocante foi a revelação de seu amigo, o mágico Uri Geller, sobre as razões para as sucessivas cirurgias e tratamento de embranquecimento de pele que deformaram o astro:
- Eu não queria parecer com o meu pai!
(Luiz Nassif, em seu blog)
É, um péssimo pai pode estragar uma pessoa...
- Eu não queria parecer com o meu pai!
(Luiz Nassif, em seu blog)
É, um péssimo pai pode estragar uma pessoa...
Tem gente que escreve gibis?
Essa eu contei no Twitter, mas vale a pena contar aqui com mais detalhes.
Quando eu morava em Belém, tinha uma banca perto de casa, na qual eu sempre comprava. Um dia cheguei lá e o senhor da banca me ofereceu uma revista. Eu não comprei. E ele:
"Mas você sempre compra esse gibi!".
"Sim, mas o autor que eu gostava não está mais escrevendo esse pergonagem."
Ele fez uma cara de espanto, como se estivesse ouvindo algo inacreditável:
"Como assim, tem gente que escreve gibis?"
Quando eu morava em Belém, tinha uma banca perto de casa, na qual eu sempre comprava. Um dia cheguei lá e o senhor da banca me ofereceu uma revista. Eu não comprei. E ele:
"Mas você sempre compra esse gibi!".
"Sim, mas o autor que eu gostava não está mais escrevendo esse pergonagem."
Ele fez uma cara de espanto, como se estivesse ouvindo algo inacreditável:
"Como assim, tem gente que escreve gibis?"
E-books Perry Rhodan

Para quem ficou curioso em conhecer um pouco mais da série de ficção-científica Perry Rhodan, é possível baixar os livros antigos, lançados pela Ediouro, neste link. Não é pirataria. Em reunião com o editor brasileiro, o responsável pela série na editora alemã VPM afirmou que entende que a disponibilização gratuita dos livros antigos (que dificilmente serão republicados) é uma forma de conseguir novos leitores para as edições atuais. Para quem quiser livros recentes, eles podem ser comprados neste link.
Vídeo viral
É mais engraçado para quem assistiu ao filme "Naufrago". Indicação das minhas alunas do terceiro semestre de Design do CEAP.
quinta-feira, junho 25, 2009
Will Eisner para todos
Cineasta Jorge Furtado contesta a origem das polêmicas sobre “inadequação” de obras literárias para estudantes
Chegou ao Sul a polêmica dos livros ditos “pornográficos” adquiridos pelo Programa Nacional de Bibliotecas nas Escolas (PNBE), do governo federal. Boa matéria de Marcelo Gonzatto em Zero Hora (sexta-feira, 19/6/09, pág. 50) informa que “esta semana, quando chegou uma nova remessa ao Estado, uma escola de Alvorada relatou à SEC que considerava as obras de (Will) Eisner impróprias”. A Secretaria Estadual da Educação, segundo a matéria de ZH, mandou “remover das estantes três livros do autor norte-americano Will Eisner por serem ‘inadequados’ para adolescentes”.É uma pena. As obras em questão são três novelas gráficas, em quadrinhos, escritas e desenhadas por Will Eisner. Não li O Jogador, mas afirmo que Um Contrato com Deus (Editora Brasiliense, 1988) e O Nome do Jogo (Editora Devir, 2003) são obras-primas de um grande artista, e seria um grande serviço da escola pública gaúcha disponibilizá-las aos seus alunos. Leia mais
Chegou ao Sul a polêmica dos livros ditos “pornográficos” adquiridos pelo Programa Nacional de Bibliotecas nas Escolas (PNBE), do governo federal. Boa matéria de Marcelo Gonzatto em Zero Hora (sexta-feira, 19/6/09, pág. 50) informa que “esta semana, quando chegou uma nova remessa ao Estado, uma escola de Alvorada relatou à SEC que considerava as obras de (Will) Eisner impróprias”. A Secretaria Estadual da Educação, segundo a matéria de ZH, mandou “remover das estantes três livros do autor norte-americano Will Eisner por serem ‘inadequados’ para adolescentes”.É uma pena. As obras em questão são três novelas gráficas, em quadrinhos, escritas e desenhadas por Will Eisner. Não li O Jogador, mas afirmo que Um Contrato com Deus (Editora Brasiliense, 1988) e O Nome do Jogo (Editora Devir, 2003) são obras-primas de um grande artista, e seria um grande serviço da escola pública gaúcha disponibilizá-las aos seus alunos. Leia mais
História dos quadrinhos
Crepax: a psicanálise chega aos quadrinhos
O quadrinho erótico sofisticado, surgido na França, encontrou na Itália o seu ponto de maior sucesso de público e crítica.
Gonçalo Júnior, no livro Tentanção à Italiana, diz que as
HQs eróticas italianas foram diretamente influenciadas pelos filmes de cineastas como Fellini, Visconti e Pasolini e pelas transformações pelas quais passava a sociedade italiana da época, que abandonava a rígida moral católica para entrar de cabeça na revolução sexual.
Entre os autores que se destacaram por colocar o quadrinho erótico italiano na categoria de o mais popular e respeitado do mundo, um nome se destacou por ter sido o primeiro a explorar o erotismo como uma forma de arte e pelo uso arrojado da linguagem quadrinística: Guido Crepax.
Crepax se interessou por quadrinhos desde muito pequeno. Aos 12 anos, ele fez a adaptação do romance O Médico e o Monstro. Quando cresceu, estudou arquitetura, engenharia e ficou famoso pelas capas de LPs e pelas ilustrações para livros, revistas e publicidade. Com o tempo, começou a ser visto como um artista gráfico revolucionário.
Em 1965 surgiu a revista Linus, voltada para fãs de quadrinhos. Era dirigido por alguns dos mais importantes intelectuais italianos, entre eles o filósofo Umberto Eco. Crepax foi convidado a colaborar por causa de seu trabalho gráfico inovador. Para sua estréia, ele criou o personagem Neutron, uma espécie de super-herói com poderes mentais. Logo na primeira história, ele é apresentado a uma elegante fotógrafa chamada Valentina. A personagem chamou tanta atenção dos leitores, que o desenhista resolveu transformá-la em protagonista, abandonando Neutron.
Fisicamente, a personagem era semelhante a Elisa Crepax, mulher do desenhista, com cabelo curto e franja cobrindo toda a testa. Valentina lembrava também, e muito, a atriz norte-americana Louise Brooks, estrela do filme A caixa de Pandora, de 1929. Crepax era tão apaixonado pelo filme que resolveu homenageá-lo em sua série. Assim, Valentina resolvera adotar aquele visual após assistir ao filme, como ele explicaria mais tarde.
A personagem era independente e sensual, encarnando a mulher de seu tempo e tornando-se símbolo da revolução sexual. Também se diz que foi em Valentina que Freud encontrou os quadrinhos eróticos. Cada HQ de Valentina era como uma sessão de terapia, na qual ela liberava suas fantasias eróticas com uma imaginação desenfreada. Outro em ponto em contato com os anos 1960 eram as viagens psicodélicas (embora estas não fossem motivadas por drogas. A personagem imaginava-se em meio a fantasias lésbicas, sadomasoquisas e surreais.
Os recursos gráficos usados por Crepax eram absolutamente inovadores para a época, com closes, planos detalhes, cortes bruscos e uso genial do claro-escuro e da hachura. Além disso, Crepax transformou os cenários e a até as roupas em elementos que ajudavam a compor a história. Poucas vezes a lingiere foi mostrada tão detalhadamente em uma HQ e certamente nunca a roupa íntima feminina serviu tão bem aos propósitos eróticos.
Depois do sucesso de Valentina, Crepax criou Bianca, uma aluna em um colégio interno, e Anita, que ficou famosa ao fazer sexo com o televisor. Mas o auge da carreira desse quadrinista foram as adaptações de obras literárias eróticas, como A história de O, Emmanuele e A Vênus das peles.
Nessas obras, Crepax não se esmerava em desenhar homens. Muito pelo contrário, eles constantemente pareciam grotescos, mas caprichava nas mulheres. Elas eram sempre altas, magras e sensuais.
Quando Crepax morreu, em 2003, era uma celebridade que abrira as portas para que os quadrinhos eróticos italianos fossem vistos como uma forma de arte.
O quadrinho erótico sofisticado, surgido na França, encontrou na Itália o seu ponto de maior sucesso de público e crítica.
Gonçalo Júnior, no livro Tentanção à Italiana, diz que as

Entre os autores que se destacaram por colocar o quadrinho erótico italiano na categoria de o mais popular e respeitado do mundo, um nome se destacou por ter sido o primeiro a explorar o erotismo como uma forma de arte e pelo uso arrojado da linguagem quadrinística: Guido Crepax.
Crepax se interessou por quadrinhos desde muito pequeno. Aos 12 anos, ele fez a adaptação do romance O Médico e o Monstro. Quando cresceu, estudou arquitetura, engenharia e ficou famoso pelas capas de LPs e pelas ilustrações para livros, revistas e publicidade. Com o tempo, começou a ser visto como um artista gráfico revolucionário.
Em 1965 surgiu a revista Linus, voltada para fãs de quadrinhos. Era dirigido por alguns dos mais importantes intelectuais italianos, entre eles o filósofo Umberto Eco. Crepax foi convidado a colaborar por causa de seu trabalho gráfico inovador. Para sua estréia, ele criou o personagem Neutron, uma espécie de super-herói com poderes mentais. Logo na primeira história, ele é apresentado a uma elegante fotógrafa chamada Valentina. A personagem chamou tanta atenção dos leitores, que o desenhista resolveu transformá-la em protagonista, abandonando Neutron.
Fisicamente, a personagem era semelhante a Elisa Crepax, mulher do desenhista, com cabelo curto e franja cobrindo toda a testa. Valentina lembrava também, e muito, a atriz norte-americana Louise Brooks, estrela do filme A caixa de Pandora, de 1929. Crepax era tão apaixonado pelo filme que resolveu homenageá-lo em sua série. Assim, Valentina resolvera adotar aquele visual após assistir ao filme, como ele explicaria mais tarde.
A personagem era independente e sensual, encarnando a mulher de seu tempo e tornando-se símbolo da revolução sexual. Também se diz que foi em Valentina que Freud encontrou os quadrinhos eróticos. Cada HQ de Valentina era como uma sessão de terapia, na qual ela liberava suas fantasias eróticas com uma imaginação desenfreada. Outro em ponto em contato com os anos 1960 eram as viagens psicodélicas (embora estas não fossem motivadas por drogas. A personagem imaginava-se em meio a fantasias lésbicas, sadomasoquisas e surreais.

Os recursos gráficos usados por Crepax eram absolutamente inovadores para a época, com closes, planos detalhes, cortes bruscos e uso genial do claro-escuro e da hachura. Além disso, Crepax transformou os cenários e a até as roupas em elementos que ajudavam a compor a história. Poucas vezes a lingiere foi mostrada tão detalhadamente em uma HQ e certamente nunca a roupa íntima feminina serviu tão bem aos propósitos eróticos.
Depois do sucesso de Valentina, Crepax criou Bianca, uma aluna em um colégio interno, e Anita, que ficou famosa ao fazer sexo com o televisor. Mas o auge da carreira desse quadrinista foram as adaptações de obras literárias eróticas, como A história de O, Emmanuele e A Vênus das peles.
Nessas obras, Crepax não se esmerava em desenhar homens. Muito pelo contrário, eles constantemente pareciam grotescos, mas caprichava nas mulheres. Elas eram sempre altas, magras e sensuais.
Quando Crepax morreu, em 2003, era uma celebridade que abrira as portas para que os quadrinhos eróticos italianos fossem vistos como uma forma de arte.
quarta-feira, junho 24, 2009
Na crise...
Quando há uma crise, a venda de ingressos de cinema e de romances aumenta. Normalmente, os quadrinhos também vendiam mais (na década de 1930, auge da recessão, os quadrinhos venderam como água), agora não sei. Veja outros indicares de crise neste artigo.
Marketing viral
Para os meus alunos que estão procurando vídeos virais, três anúncios de uma faculdade que se tornaram virais:
Vídeo oportuno
Nesse momento de caça aos quadrinhos, nada mais oportuno que o vídeo do amigo JJ Marreiro, Código 451:
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