terça-feira, agosto 04, 2009

O casamento do Super-homem e da Mulher-maravilha

A notícia da semana, no universo pop foi o casamento do Super-homem e da Mulher Maravilha. Não, não foi mais uma jogada de marketing da DC. Na verdade, foram dois pombinhos, fãs dos personagens, que resolveram se casar caracterizados, num local que se parecia com a Fortaleza da Solidão. De convidados, amazonas e heróis (tinha até o Homem-aranha!). Mais informações aqui e aqui.

Pato Fu - amendoim

Minha filha vai adorar esse clip:

Os problemas de Carlinhos


Clique para ampliar.

Os seis segredos

O blog CHMK publicou as seis lições de uma das campanhas mais vitoriosas dos últimos tempos: a do melhor emprego do mundo. Leia aqui.

"Alien - O Oitavo Passageiro", 30 anos de gritos no espaço


Antonio Martín GuiradoLos Angeles - "No espaço, ninguém pode ouvir seus gritos" foi o slogan publicitário perfeito de "Alien - O Oitavo Passageiro" (1979), um clássico do terror que no dia 25 de julho completou 30 anos de sua estreia e que impulsionou as carreiras de seu diretor, Ridley Scott, e de sua protagonista, Sigourney Weaver. Leia mais


Ps: Recentemente eu assisti novamente esse filme, da coleção da Veja. E fiquei impressionado: o filme não envelheceu. Continua sendo um dos melhores suspenses de todos os tempos.

segunda-feira, agosto 03, 2009

A tira de Chico Bento adulterada

Recentemente foi publicada, pelo governo da Bahia, uma tira de Chico Bento em que o personagem falava um palavrão. Na verdade, logo se descobriu, o diálogo foi alterado por alguém (abaixo a tira original e a aduterada). Segundo informação, foi uma funcionária terceirizada, responsável pela diagramação, que teria coletado a tira da net (e, quem sabe, mudado o texto do balão). Nesse caso, o governo da Bahia admitiu o erro e mandou uma mensagem para Maurício, pedindo desculpas. Sempre cavalheiro, Maurício escreveu em seu Twitter: "Fui informado assim que a falha foi constatada, com pedidos de desculpas e informações sobre providências tomadas pelo governo (baiano). (...) Julguei a atitude respeitosa e entendi que foi uma falha humana. E como a revista não chegou às crianças, dei o caso por encerrado".
Parece que brincadeira de uma estagiária colocou mais lenha na fogueira daqueles que acham que não se deve usar quadrinhos na sala de aula.


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O Estado de São Paulo é censurado


O jornal O estado de São Paulo, um dos grandes símbolos da luta contra a ditudura militar, está sendo censurado e não pode mais divulgar informações sobre a crise no Senado. Detalhe: o desembargador que deu a sentença é amigo das partes interessadas em censurar o jornal. Costuma pousar para fotos com os políticos envolvidos e chegou até a organizar um jantar em homenagem e eles. Como se pode falar em democracia, se o povo não pode ter acesso a informações e se os desembargadores são amigos íntimos justamente das pessoas que deveriam julgar? Parece que a crise não é só do Senado. É também da Justiça. Leia a notícia completa aqui.

História dos quadrinhos

O mestre do Kung fu

Na década de 1970, a grande moda eram as artes marciais. No cinema, os filmes de Bruce Lee eram sucesso de bilheteria. Na televisão, a série Kung Fu, com David Carradine (o “pequeno gafanhoto”) ganhava cada vez mais fãs. Não ia demorar muito, portanto, para que essa mania chegasse aos quadrinhos.
A Marvel lançou o super-herói Punhos de Ferro, enquanto a DC lançou O Dragão do Kung Fu, sem falar nas pequenas editoras, que também publicaram revistas para aproveitar a febre. Mas o personagem mais famoso e mais emblemático dessa onda seria Mestre do Kung Fu, criado por Steve Englehart (roteiro) e Jim Starlin (desenhos).
Os dois procuraram o editor-chefe da Marvel, Roy Thomas, com a proposta de adaptar para os quadrinhos o seriado de TV. Thomas lembrou que a série pertencia à Warner Bros, dona da DC. Então, ao oferecer a proposta para a Warner eles não só receberiam um não, como ainda dariam uma ótima idéia à DC Comics. Mas a editora do Super-homem já estava pensando em adaptar o seriado. Roberto Guedes, no livro A era de bronze dos super-heróis conta que Denny O´Neil teria alertado o Publisher da DC, Carmine Infantino,sobre a possibilidade da Marvel lançar esse material. “Não se preocupe. Se a Marvel lançar o Kung Fu, nós fazemos o Fu Manchu”. Fu Manchu era um vilão clássico dos pulp fiction (revistas baratas de contos, muito populares até a década de 1930). Roy Thomas ficou sabendo disso e resolveu comprar os direitos do personagem, transformando Fu Manchu no pai do herói da série.
Assim, a revista em quadrinhos contava a história de Shang-Chi, um jovem mestre nas artes marciais, criado como uma arma viva por seu pai, Fu Manchu, que pretendia usá-lo para dominar o mundo. Ao descobrir as intenções de seu pai, Shang-Chi foge e se alia à agência britânica de espionagem, a MI-6, onde conhece aquela que seria sua namorada, Leiko Wu.
A história estreou na revista Special Marvel Edition, 15 que passou a se chamar Master of Kung Fu a partir do número 17 por conta da popularidade do personagem.
Embora Shang-chi tenha sido criado por Steve Englehart, foi Dough Moench que se estabeleceu no título, escrevendo as mais importantes histórias. Com a entrada de Paul Gulacy, estava formada a dupla favorita dos fãs.
Gulacy tinha um traço fotográfico que espantou os fãs. Para tornar o trabalho mais realista, ele conseguiu uma cópia do filme Operação Dragão, projetou numa tela e fotografou as cenas congeladas. Assim, o personagem ficava com a cara de Bruce Lee.
Gulacy desenhou a revista até o número 50, quando foi substituído por Jim Craig. Como este não conseguia cumprir os prazos, foi substituído por Mike Zeck.
Mike Zeck costumava errar muito em anatomia e não tinha o traço fotográfico de Paul Gulacy, mas trouxe outras qualidades para a série. Seu desenho era fluido e elegante, e combinava muito bem com a nova fase do personagem, mais introspectiva. Depois das sagas centradas nas aventuras de espionagem, o gibi começou adentrar na filosofia zen budista e a explorar mais as relações entre os personagens.
Esse foco ousado para um gibi de luta fez com que Mestre do Kung-Fu se destacasse de todas as revistas do gênero e durasse até o número 125, superando em muito o modismo das artes marciais. O último número, seguindo a linha introspectiva introduzida por Moench, mostrava o personagem se aposentando para se dedicar à filosofia oriental.
Sem dúvida, a revista foi um dos grandes momentos da Era de Bronze dos quadrinhos americanos.

domingo, agosto 02, 2009

Honra ao mérito

Ontem ganhei dois certificados de honra ao mérito. Fui o professor melhor avaliado pelos alunos dos cursos de Design e Administração. Nessas horas que a gente se sente feliz pelo trabalho que realiza. O reconhecimento recompensa todo o trabalho na preparação de aulas, orientação de alunos, etc...

sexta-feira, julho 31, 2009

O melhor de Quino

Quino, o criador de Mafalda, é também um ótimo quadrinista de temas adultos. Suas sátiras são inteligentes e instigantes. Abaixo, um dos melhores exemplos:

Pecador!

Direto do blog Capinaremos.

Blog da MAD


A revista MAD está de endereço novo num, num blog mais dinâmico e divertido. O lançamento é só na segunda-feira, mas os leitores do Idéias já podem conferir clicando aqui.

O que é beleza para a população de baixa renda?

Há poucos meses, participei da apresentação da pesquisa anual de um grande shopping center voltado à população das classes C e D. Tudo corria bem, até que um dado inusitado chamou a atenção da maioria dos que estavam alí e gerou muitos comentários – alguns, infelizmente, maldosos. O motivo de tanta polêmica foi o fato de que a maioria dos entrevistados declarou que o tal shopping era um local freqüentado por “gente bonita”. O espanto dos empresários, publicitários e profissionais de marketing que ali estavam tinha um motivo: na opinião deles, não se trata de um shopping que tem a beleza dos seus freqüentadores como ponto forte. Inclusive, a imagem do empreendimento entre as pessoas mais abastadas da cidade onde ele fica – que certamente não são parte do público alvo - é a de um shopping de “gente feia”. No mesmo dia, foi apresentada uma campanha do tal shopping, e nas peças, fotos de homens e mulheres que mais pareciam modelos europeus. Realmente, não era uma estética que refletia o que se via pelo mall. Leia mais no blog CHMKT.

quinta-feira, julho 30, 2009

Roma - 2. temporada

Assistimos à segunda temporada de Roma. Muito bom. Roma é um dos melhores seriados da atualidade. Nessa segunda temporada, como a série ia ser cancelada, os produtores resolveram apelar, colocando ainda mais sexo e violência (uma cena inteira de sexo é colocada apenas para introduzir um diálogo). Dispensável. Roma se sustenta pelo ótimo roteiro e nas excelentes interpretações. O ator Simon Woods, que interpreta Otávio (que, posteriormente iria se transformar no imperador Augusto), por exemplo, é um novo Leonard Nimoy, um ator que consegue passar sentimento com mínimos movimentos corporais e até faciais. A trama é muito bem construída, com tramas paralelas interessantíssimas, que viciam.
Em tempo: a série acaba por ser cara demais. Mesmo com soluções criativas, como não mostrar grandes batalhas, a reconstituição e o custo do euro selaram o destino da série. Mas fala-se em um filme. Tomara. E tomara que no cinema tenhamos apenas as boas interpretações e o bom roteiro. Sem apelação.
Em tempo: comprei tanto a primeira quanto a segunda temporada de Roma numa promoção do Submarino.

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quarta-feira, julho 29, 2009

O gibi dos trapalhões


Hoje, 15 anos após a morte do Mussum, o Universo HQ publica um ótimo artigo sobre a revista dos Trapalhões publicada pela Bloch. Esse gibi foi um dos melhores da década de 1980, com histórias que beiravam os surrealismo. Eu lia todos que podia e tenho até hoje uma moeda dos Trapalhões que vinha de brinde em uma das publicações.

Revista Literatura nas bancas

No último número da revista Literatura, publiquei um artigo sobre a carreira literária do roteirista Neil Gaiman. Clicando na imagem, dá para ler a primeira página.

Ponto de fuga

O Ponto de Fuga foi o primeiro grupo de quadrinhos de Belém. Graças às exposições e fanzines realizados pelo grupo que toda uma geração despertou para a Nona Arte. Só para ter uma idéia, durante a primeira exposição, várias pessoas nos procuraram para perguntar se era verdade que os quadrinhos eram feitos por seres humanos (eles achavam que roteiro e desenho eram feitos por robôs). Hoje, Belém é conhecida como terra de bons quadrinistas. Muitos desenhistas trabalham para os EUA (o pioneiro e mestre dessa garotada é o compadre Joe Bennett), gente trabalhando para ao Europa (como o amigo Miguel Delalor), outro investindo em editais (como o pessoal de Belém Imaginária e Encantarias) e outros publicando suas revistas com a cara e a coragem, como o pessoal do Quadrinorte e o Alan Yango. É tanto gente produzindo bons quadrinhos que com certeza estou esquecendo alguém. E tudo começou assim: Abertura da primeira exposição do Ponto de Fuga. Eu e o roteirista Alan Noronha posamos em frente ao cartaz, feito pelo Joe Bennett.
O pessoal do Ponto de Fuga, com a gerente do setor responsável por exposições da Biblioteca Pública de Belém.

A origem do grupo foi uma oficina de quadrinhos que eu e Joe Bennett ministramos no Centur. Ao final do último dia da oficina, nós nos reunimos no andar térreo do Centur e criamos o grupo. Felizmente, tivemos a idéia de registrar esse momento.


Mais uma foto da exposição.