segunda-feira, outubro 04, 2010

Aniversário

Este mês o blog completa sete anos. O Ideias surgiu em outubro de 2003, no Weblogger. Como esse blog acabou dando bug, fica difícil dizer exatamente em que dia foi feita a primeira postagem. Mas certamente foi em outubro. Passei muito tempo tendo pouquíssimos leitores. Hoje, a média é de 1.200 visitantes diários. Se for contar a fase do Weblogger, já passamos, e muito, das 500 mil visitas. Obrigado a todos que nos visitam. Continuem conosco.

Especial Nietzsche

Já está nas bancas o livro da coleção Guias da Filosofia dedicado ao pensador alemão Nietzsche. A obra traz um artigo de minha autoria, escrito em parceria com Jefferson Nunes, Nietzsche, um ícone pop, que analisa a influência de sua obra em filmes, quadrinhos e na música. O Jefferson assina mais dois textos nessa coletânea. O amigo Matheus Moura também assina um artigo. O livro custa R$ 14,90 e pode ser comprado também no site da editora Escala.

sábado, outubro 02, 2010

Sebos


Sobre sebos, confesso que sou viciado neles. Como venho de uma família com pouco dinheiro, que pouco valor dava aos livros, só comecei a ler regularmente depois que descobri a biblioteca pública e os sebos com seus preços convidativos.


O primeiro sebo que descobri não era propriamente um sebo. Era um cambista do jogo do bicho, que vendia revistas usadas, no entroncamento, em Belém. Com ele comprei uma grande quantidade de revistas em quadrinhos Heróis da TV, que eu revendia a um colega de turma, colecionador, ganhando o suficiente para comprar minhas próprias revistas.


Algum tempo depois mudamos para a Cidade Nova, também em Belém e lá descobri um sebo que merecia o nome (inclusive em termos de sujeira), mas que tinha os melhores preços que já vi num estabelecimento do tipo. Nessa época percebi que tinha uma espécie de faro para descobrir sebos. Geralmente eles ficam perto de feiras ou de rodoviárias. Isso os sebos populares, pois os sebos mais “chiques” costumam ficar em casas antigas de bairros do centro.


Ao mudar para Curitiba tive contato com um novo tipo de sebo que não conhecia: o sebo organizado. Havia alguns que até tinham o catálogo em computador. Foi lá que vi uma cena que me pareceu surrealista: uma mulher chegar com uma lista de livros perguntando quais tinha. Pode ser prático, mas não tem o mesmo charme de procurar item a item nas prateleiras. O interessante nos sebos é a incrível capacidade deles nos surpreenderem. As livrarias são um espaço de ordem, de determinação. Uma ou duas visitas a uma livraria são o suficiente para entende-la, para saber o que ela tem. Um sebo não. Em um sebo bom, como o são os de Curitiba, é possível ir todos os dias durante todo um mês e, a cada dia, descobrir uma novidade, uma obra-prima escondida. Sem falar que os bons sebos costumam ter alta rotação. Sempre está chegando novidades.


Ir aos sebos para mim é tão relaxante que passei a considerar uma terapia, capaz de curar depressão, tristeza ou qualquer outro mal do espírito. Sempre que eu não estava bem, visitava um sebo e saía de lá feliz. Como é meio complicado visitar diariamente um sebo sem comprar nada, eu costumava comprar a cada dia uma ou duas obras. Havia uma ótima coleção sobre história do Brasil, com mais de 100 exemplares. Comprei um a um. Hoje sei que essa não é exatamente uma ótima estratégia, pois comprando muito é quase certo que haja desconto. Mas para mim, só o fato de estar ali, cercado de livros, já era para mim um prazer.


Jorge Luís Borges dizia que sempre imaginou que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca. Para mim, o paraíso deve ser como um sebo. A biblioteca, embora seja cheia de livros, é um espaço de ordem e determinação. Os sebos, ao contrário, são informação em estado puro, pura indeterminação.

Quando mudei para Macapá, o que eu mais sentia falta era de um sebo. Vivia falando em ir embora. Só me aquietei quando começaram a surgir os primeiros sebos. Na feira do Buritizal surgiu um rapaz vendendo os mais variados tipos de revistas, incluindo vários exemplares antigos da revista Heróis da TV, justamente as que eu comprava para revender ao meu colega de escola, quando morava em Belém. Esse não durou muito, mas logo depois surgiu o sebo do Ramos, na rua Tiradentes. No começo era um espaço mínimo, com poucos livros, nenhum quadrinho, e muitas revistas Veja antigas. Cheguei a comprar algumas Veja, só para incentivar. 
O  Ramos nunca foi a um sebo e não sabia direito como o negócio funcionava. Um dia, quando ele já tinha mais variedade, alguém chegou para ele e disse que as revistas em quadrinhos podiam se tornar raridades e valor milhões. O que ele fez? Pegou os gibis que tinha em estoque e aumentou o valor para 10 vezes o de banca. Assim, uma revista do Batman, da abril, em formatinho, que na banca custava R$ 2,50, ele passou a vender a R$ 25,00. Claro, não apareceu nenhum colecionador interessado em comprar uma revista que ainda podia ser achada nas bancas, danificadas pelo selo com o preço, por um preço tão alto.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Editora portuguesa aceita trabalhos sobre golfinhos

A editora portuguesa Qual Albatroz está  à procura de um Parceiro no Brasil que colabore  no “Projeto Celacanto”.
Trata-se de um Fanzine anual de Banda Desenhada, Ilustração Texto e Poesia, Música e Vídeo dedicado a um animal ameaçado. O lema do projeto é “Fazer Arte pelo Planeta”, e vem como uma forma da editora se envolver (e envolver os outros) numa causa importante dos nossos dias, bem como  divulgar o trabalho de jovens criadores.
Os melhores trabalhos selecionados serão impressos. Depois, os lucros da venda do fanzine são doados a uma instituição que investiga e protege o animal-tema. Já foram feitos dois números, o primeiro sobre o Albatroz e o segundo sobre o Lobo.
Este terceiro número, que sairá em 2011, será sobre o Golfinho/Boto, cetáceos protegidos tanto em Portugal quanto no Brasil.
Para consultar o regulamento, clique aqui.
O blogue oficial do projeto é www.projectocelacanto.blogspot.com

quinta-feira, setembro 30, 2010

Propaganda é isso aí











Os vencedores do HQ Mix

Já saiu o resultado do HQ Mix, um dos mais importantes prêmios dos quadrinhos nacionais. O grande vencedor foi o álbum MSP50, em homenagem ao Maurício de Sousa, que ganhou em várias categorias. Aliás, o troféu também é uma homenagem ao Maurício, pois reproduz o personagem Astronauta.
Abaixo, os ganhadores:

Adaptação para os quadrinhos: Jubiabá - Spacca, Quadrinhos na CIA

Adaptação para outro veículo: Los Três Amigos - Daniel Messias, Estúdio Iéio

Articulista: Sérgio Codespoti - UniversoHQ

Caricaturista: Fernandes

Cartunista: Airon

Chargista: Angeli

Desenhista Estrangeiro: Craig Thompson - Retalhos, Quadrinhos na Cia

Desenhista Nacional: Marcelo Quintanilha - Sábado dos Meus Amores, Conrad

Desenhista Revelação: Gustavo Duarte

Destaque Internacional: Ivan Reis

Edição Especial Estrangeira: Gênesis - Robert Crumb, Conrad

Edição Especial Nacional: MSP50 – Mauricio de Sousa por 50 Artistas - Maurício de Sousa, Panini

Editora do Ano: Cia. das Letras

Evento: 6º Festival Internacional de Quadrinhos de BH- FIQ! - Casa 21

Exposição: Batman 70 anos - Ivan Freitas da Costa

Grande Contribuição: ProAc –Programa de Ação Cultural do governo de SP- quadrinhos

Grande Mestre: Laerte

Homenagem Especial: Art & Comics - Hélcio de Carvalho e Joe Prado

Homenagem Especial: Maria Ivete Araújo (Zetti) – 30 anos no Salão Int. de Humor de Piracicaba

Ilustrador Nacional: Samuel Casal

Livro Teórico: Leitura dos Quadrinhos - Paulo Ramos, Editora Contexto

Mídia sobre Quadrinhos: Universo HQ - Sidney Gusman e equipe

Projeto Editorial: MSP50 – Maurício de Sousa por 50 Artistas - Mauricio de Sousa, Panini

Publicação de Aventura/Terror/Ficção: J. Kendall – As Aventuras de uma Criminóloga - Mythos

Publicação de Caricaturas: 50 Razões para Rir - Toni D'Agostinho, Editora Noovha América

Publicação de Cartuns: Sem Palavras - Samuca, independente

Publicação de Charges: Salão de Humor da Anistia, Senado Federal

Publicação de Clássico: Peanuts Completo: 1950 a 1952 - Charles M. Schulz, L&PM

Publicação de Humor: É Tudo Mais ou Menos Verdade – Jornalismo investigativo, tendencioso e ficcional - Allan Sieber, Desiderata

Publicação de Tiras: Níquel Náusea – Um Tigre, Dois Tigres, Três Tigres - Fernando Gonsales, Devir

Publicação Erótica: Verão Índio - Milo Manara, Conrad

Publicação Independente de Autor: Nanquim Descartável - Daniel Esteves, Quarto Mundo

Publicação Independente de Grupo: Café Espacial - Sergio Chaves e Lídia Basoli, Quarto Mundo

Publicação Independente Edição Única (one-shot): Có! - Gustavo Duarte, independente

Publicação Infantil/Juvenil: Turma da Mônica Jovem - Maurício de Sousa, Panini

Publicação Mix: MSP50 – Mauricio de Sousa por 50 Artistas - Mauricio de Sousa, Panini

Roteirista Estrangeiro: Chris Ware - Jimmy Corrigan, o Menino mais Esperto do Mundo, Quadrinhos na CIA

Roteirista Nacional: André Diniz - 7 Vidas, Conrad, Ato 5, independente

Roteirista Revelação: Alex Mir - Tempestade Cerebral, Quarto Mundo,

Salão e Festival: Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro

Tira Nacional: Malvados - André Dahmer, Desiderata

Tese de Mestrado: Mariana Vaitiekunas Pizarro - Histórias em quadrinhos e o ensino de ciências nas séries iniciais: estabelecendo relações para o ensino de conteúdos curriculares procedimentais

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): Adriano Di Benedetto - As Histórias em quadrinhos e o cinema: as artes irmãs
Web Quadrinhos: Dinamite & Raio Laser - Samuel Fonseca

segunda-feira, setembro 27, 2010

Heróis sem superpoderes saem às ruas nas horas vagas para fazer o bem

Vigilantes como Thanatos e Dark Guardian ganharam destaque no ano passado, quando o fotógrafo norte-americano Peter Tangen leu sobre eles em uma revista.
Acostumado a fotografar para pôsteres de filmes como "Homem-Aranha" e "Batman Begins", Peter ficou surpreso ao saber que havia, fora do cinema, quem se vestisse para ajudar os outros.
"A necessidade do mundo por super-heróis motivou tanto os filmes quanto essas pessoas", sugere Peter, que montou o Real Life Super Hero Project (bit.ly/rlshero), com fotos desses vigilantes. Leia mais

Capítulo novo no blog dos Exploradores


Tem capítulo novo no blog dos Exploradores do Desconhecido. Para acessar, clique aqui. Para quem não conhece, os Exploradores são uma série de ficção científica que tenta resgatar a magia das séries clássicas, como Flash Gordon e Perry Rhodan.

sábado, setembro 25, 2010

Cadê a urbanização que estava aqui?

Governo do Estado e Prefeitura estão fazendo a urbanização do bairro do Congós. Ou estavam. A obra já está parada há quase um mês. Quebraram o asfalto e abandonaram a obra. O resultado é uma verdadeira nuvem de poeira sempre que passa um carro, como dá para ver na foto. Sofrem todos: os moradores da área, com a poeira, e os motoristas, com os buracos.
Se isso não fosse o bastante, a obra não prevê uma única árvore na área. A parte que já foi feita, pelo menos, não tem uma única árvore.
Enquanto em todo o planeta, todos se preocupam com o aquecimento global, em Macapá os governos estadual e municipal não plantam árvores em espaços públicos, o que poderia aliviar o calor, pelo menos das pessoas que passam pela área.
Sem árvores, sem asfalto, só o que sobrou da urbanização a poeira.

Espiritismo e ciência


 Apesar do espiritismo ser relativamente conhecido na sociedade brasileira, um aspecto seu é pouco dilvugado: a relação da doutrina espírita com a ciência. Ao contrário de outras religiões, que negam as descobertas científicas, o espiritismo sempre se valeu tanto das descobertas quanto de sua metodologia.
O fundador do espiritismo, Allan Kardec, era um educador famoso na época e influenciado por toda uma herança intelectual que vinha do iluminismo, em especial o filósofo francês Jean Jacques Rousseau, e tinha encontrado seu auge no positivismo de Augusto Conte.
Curioso, Kardec teve sua atenção despertada para o fenômeno das mesas girantes, sensação na época, em que mesas se elevavam no ar e respondiam às perguntas dos presentes com batidas no chão. Kardec analisou o fenômeno e percebeu que as respostas demonstravam inteligência e concluiu: “Se todo efeito tem uma causa, o efeito inteligente tem uma causa inteligente”. Portanto, as mesas girantes agiam sob orientação de espíritos inteligentes. A forma como demonstrou sua conclusão revela suas origens científicas. Desde os primeiros pesquisadores, a ciência tem procurado observar variáveis, identificando relações de causa e conseqüência.
Descartes dizia que a origem do conhecimento está na dúvida e Kardec vai aplicar essa máxima ao seu estudo e na estruturação da nova religião. Durante séculos, o conhecimento religioso foi visto como intocado, mas a ciência, segundo Kardec, havia saltado com pés juntos sobre os erros e preconceitos. “Neste século de emancipação intelectual e de liberdade de consciência, o direito e exame pertence a todo mundo, e as Escrituras não são mais a arca santa na qual ninguém ousa tocar os dedos sem o risco de ser fulminado”, escreveu ele no livro A Gênese. 

Em sua análise, Kardec usou o que pregavam os cientistas da época, o método indutivo: “Não (se) colocou como hipótese nem a existência e intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem nenhum dos princípios da Doutrina; concluiu(se) dos Espíritos quando essa existência se deduziu, com evidência, da observação dos fatos; e assim os outros princípios. Não foram os fatos que vieram confirmar a a teoria, mas a teoria que veio, subseqüentemente, explicar e resumir os fatos”, afirmou ele em A Gênese.
O método indutivo, em que se estuda vários casos singulares, para só então chegar a uma conclusão universal, foi posteriormente criticado por Karl Popper, mas na época de Kardec era o que havia de mais avançado no método científico. Tivesse vivido algumas décadas mais tarde, o criador do espiritismo provavelmente teoria usado o método hipotético-dedutivo de Popper, em que o cientista cria uma teoria e depois a testa em confronto com os fatos, procurando não confirmá-la, mas falseá-la.
Com o desenvolvimento da mediunidade, passou-se a estudar não só o fenômeno das mesas girantes, mas também a psicografia e os médiuns que incoporavam espíritos. Kardec levava, então, para as sessões, perguntas metodologicamente preparadas, com um encadeamento de assuntos. O resultado ele analisava, comparava, destacava as incoerências, e não simplesmente acreditava no que era dito. Nesse sentido, sua técnica lembra muito o primeiro princípio de Descartes segundo o qual não se deve aceitar como verdadeira uma coisa que não se conhecesse evidentemente como tal.
À indagação sobre o porquê da existência de encarnações sucessivas, a obra kardecista responde que o objetivo é a evolução espiritual. Depois de sucessivas encarnações, a alma iria avançando como uma criança que passa de uma série a outra na escola. A resposta tem sinais claros de influência da teoria da evolução de Charles Darwin. Enquanto a maioria das religiões da época combatiam ferozmente Darwin, Kardec o usava como referência para explicar sua doutrina.
A importância das descobertas e métodos científicos para a nova doutrina ficam expostos no livro O Céu e o Inferno:“O que falta (à religião) neste século de positivismo, em que se procura compreender antes de crer é, sem dúvida, a sanção de suas doutrinas por fatos positivos, assim como a concordância das mesmas com os dados positivos da Ciência. Dizendo ela ser branco o que os fatos dizem ser negro, é preciso optar entre a evidência e a fé cega”.
Em oposição à fé cega, Kardec propõe aos adeptos do espiritismo a fé raciocinada, em que se deve sempre questionar, comparando a doutrina com os fatos e a lógica.
Se, no seu surgimento, o espiritismo bebe nas fontes do racionalismo cartesiano, do física newtoniana, do positivismo de Conte, nada impede que hoje ele beba em outras fontes, igualmente científicas, como a teoria do caos, a física quântica e a teoria da complexidade.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Dia mundial sem carro em Macapá

Recebi do amigo Alexandre Brito: 

Caros e caras,
Amanha, sábado 25, estaremos realizando uma bicicleata, com
concentração a partir das 15h, no Monumento do Marco Zero do Equador e
Chegada no parque do forte onde faremos um pique-nique  em comemoração
ao Dia Mundial Sem Carro e pedindo a construção de ciclovias na
cidade.
Esperamos poder contar com sua presença (e com a presença da sua
bicicleta também...rsrsrsrsrs) nessa ação importante para a construção
de um transito mais seguro em nossa capital. Apareca e nos ajude a
divulgar a boa nova.

Contatos
Alexandre Jordao – 9138 33 37
Blog – www.euqueroumaciclovia.blogspot.com


Ps: Tomara que o próximo governante olhe um pouco mais para essa questão das ciclovias! 

Lugar bonito ou lugar feio?


Tem candidato aí dizendo que devemos votar nele porque ele fez os "lugares bonitos". Eu moro perto de um e posso dizer: isso não é razão para votar em ninguém. De local calmo que era, a região se tornou foco de música alta, com aparelhagens de som e muita muvuca. A música alta chama os vendedores de bebidas alcóolicas (e, dizem, de drogas) e as bebidas chamam os malacos. Ou seja: o local virou um verdadeiro inferno, com aumento da violência, perturbação do sossego e muito, muito lixo no dia seguinte, sem falar nos assaltos, que se multiplicaram. Quem mora por aqui, se quiser ter um pouco de paz no final de semana, precisa sair de casa.
Resumindo: o chamado "lugar bonito" piorou a vida dos cidadãos de bem e facilitou a vida dos malacos. No lugar bonito do Buritizal já teve até briga de gangues, com direito a tiros.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Making of do Astronauta

Há algum tempo o amigo JJ Marreiro me mandou algumas imagens para que usasse em uma postagem sobre os bastidores da criação de nossa história do Astronauta para o álbum MSP+50. Na correria da Bienal, acabei não fazendo o post, mas corrijo esse lapso agora.
Ao começarmos a discutir nossa história, concluimos que o ideal seria algo que remetesse aos clássicos da FC, tanto nos quadrinhos quanto na literatura pop, quanto nos seriados. Assim, nosso Astronauta deveria ser uma mistura de Perry  Rhodan, Jornada nas Estrelas e Flash Gordon. Abaixo, alguns dos estudos do JJ para o visual da hístória:



O JJ começou pelas armas. Embora o visual estivesse legal, eu pedi que ele não usasse uma arma, pois ela não se encaixaria no personagem criado pelo Maurício.
O visual da nave passou por várias versões, mas acabou sendo definido como uma homenagem às naves da série alemã Perry Rhodan, do qual sou fã.

Foram feitas três versões do roteiro (chamadas de tratamento). Numa das primeiras versões, o herói chegava a um planeta que mostrava uma versão alienígena dos principais personagens da Turma da Mônica. As tiras abaixo são dessa primeira versão.

quarta-feira, setembro 22, 2010

O Twitter e o debate

Ontem aconteceu, no auditório do CEAP, o debate com os candidatos ao Governo do Estado. E algo que chamou atenção foi a quantidade de pessoas com celulares e notebooks, tuitando sobre o evento. Dizem que o candidato Genival (PSTU) chegou a entrar até nos TTs nacionais (os assuntos mais dicutidos do Twitter). De certa forma, era como se estivesse ocorrendo um outro debate, esse cibernético. Eu, claro, estava lá, comentando o debate. Para quem quiser me adicionar no Twiter, é só clicar aqui.

terça-feira, setembro 21, 2010

Reuniões

Uma verdadeira praga que assola as empresas brasileiras é o excesso ou uso equivocado de reuniões. Um estudo recente mostrou que os executivos brasileiros gastam até 40% do tempo participando de reuniões, a maioria delas improdutiva.
Para começar, reuniões não podem demorar mais de uma hora. Depois desse tempo, a maioria dos presentes simplesmente se desliga ou desconcentra.
Reuniões de brainstorm, por serem mais descontraídas, podem demorar mais, mas mesmo elas não podem se estender muito. O publicitário Walter Longo tem uma frase interessante sobre o assunto: "Reunião de brainstorm é que nem motel: não resolveu em duas horas, volte para casa".
Um dos grandes problemas das reuniões intermináveis é alguns funcionários logo descobrem que não precisam fazer nada na empresa, desde que participem de reuniões. Assim, vemos um monte de funcionários que não fazem absolutamente nada, mas participam de todas as reuniões e têm um discurso vazio para cada uma delas. Ao ser questionado sobre sua solução sobre determinado assunto, ele solta um vago: "É necessário pensar muito sobre esse problema, essencial para a continuidade de nossa empresa e que deve ser solucionado imediatamente, senão..." e lá se vai 20 minutos disso. No final, ele parece competente, mas não contribuiu em nada para resolver a questão.

Abaixo, algumas dicas sobre como transformar reuniões em algo produtivo:
1) Reuniões normais não devem demorar mais do que uma hora. Para isso, vale tornar desconfortável a situação. Muitas empresas estão fazendo reuniões em pé. O cansaço das pernas faz com que as pessoas sejam mais objetivas.
2) Reuniões de brainstorn podem demorar  mais e serem mais confortáveis, inclusive com os participantes sentando-se em sofás e pufs. Mas não podem demorar mais do que duas horas.
3) Não faça reuniões de informes. Para informes, existem outros mecanismos, como e-mails, jornal da empresa, etc. Se for necessário dar informes durante as reuniões, isso deve ser feito nos primeiros cinco minutos. Não dê informes e depois abra para discussão. Se é interessante para os presentes saberem que a empresa aumentou o seu lucro em 10% no ano anterior, com certeza não é interessante começar uma discussão filosófica sobre  o significado da palavra lucro.
4) Faça uma pauta da reunião, com tempo para discussão de cada item. Isso evita que se passe um tempo muito longo num assunto menor e assuntos mais importantes possam ser melhor discutidos.
5) Limite o tempo de participação de cada pessoa. Se deixar aberto, muitos vão querer gastar 40 minutos dicutindo sexo dos anjos. Com um tempo limitado, as pessoas tendem a ser mais objetivas.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Pós-graduação em quadrinhos, cinema e publicidade irá usar e-book sobre roteiro

O Centro Educacional Opet, de Curitiba, está oferecendo um curso de pós-graduação Lato Sensu em Quadrinhos, illustração, cinema e publicidade. Um dos módulos, ministrado pelo mestre Lielson Zeni, será sobre roteiro e será usado como bibliografia básica, meu e-book Como escrever uma história em quadrinhos, disponibilizado no site da Virtual Books. Para saber mais informações sobre essa pós, clique aqui.

sábado, setembro 18, 2010

O prazer da leitura

A editora Abril está lançando uma coleção de clássicos da literatura que impressiona não só pelas obras escolhidas, mas pela qualidade gráfica: são volumes de capa dura, em pano, com um papel gostoso de pegar, que torna a leitura ainda mais agradável. Já tinha comprado alguns, mas, por causa de outras atividades, ainda não tinha pegado nenhum para ler. Mas não resisti ao volume de contos O homem que queria ser rei, de Kipling. Um ótimo livro, numa ótima encadernação, delícia de qualquer fã de literatura. Ah, a propaganda, que não passou no Amapá, tinha Patrícia Pillar como garota propaganda.

Editora amazônica procura autores para coletâneas


A editora Pop Verde está procurando autores para coletâneas cooperadas Terra da Magia (fantasia) e Visões do Futuro (ficção-científica). Ambas as antologias recebem trabalhos até 20 de dezembro e devem ser lançadas em fevereiro de 2011.
A editora surgiu com o objetivo de valorizar a cultura das regiões norte-nordeste numa perspectiva pop e, ao mesmo tempo, revelar novos talentos dessas regiões. A Pop Verde pretende misturar o velho com o novo, curupiras com ficção científica. 

Terra da Magia será organizada pelo roteirista de quadrinhos e escritor Gian Danton. Gian Danton já ganhou diversos prêmios, entre eles o Ângelo Agostini de 2000 pela graphic novel Manticore. Recentemente ganhou em primeiro lugar o concurso de contos e crônicas da editora Geração. A capa da edição é de JJ Marreiro e Fernando Lima.
O texto de divulgação da coletânea diz: “Existe um mundo além de nossas percepções, Povoado por  elfos, Sacis, bruxas,  curupiras, mistérios... um mundo que pode estar em outra dimensão ou em um lugar afastado da terra, ou até mesmo ali, dentro daquele armário”. Esse  livro pretende reunir textos ficcionais na linha de Senhor dos Anéis, Crônicas de Narnia e Harry Potter, mas com um toque regional. 
Visões do Futuro será organizada por Jefferson Nunes, roteirista da revista Quadrinorte e colaborador de varias publicações da editora Escala. A capa será de Joe Bennett, desenhista da Liga da Justiça, e de Vinicius Silva e Siva, premiado estudante de design. O objetivo  dessa coletânea é reunir contos de ficção científica, preferencialmente que se passem na Amazônia ou usem a sua mitologia.
Para maiores informações, é só acessar o blog da editora http://popverde.blogspot.com/ ou enviar as dúvidas para o e-mail popverde@gmail.com