sexta-feira, maio 26, 2017

O uivo da górgona - parte 63


63
- Você voltou lá embaixo desde então? – perguntou Edgar.
A garota balançou a cabeça, em negativa. O professor podia ver o pavor em seus olhos.
- Fiquei o tempo todo aqui em cima.
- Nunca encontrou ninguém além de nós?
- Não. Desde então tenho comido apenas doces do quiosque e dormido no cinema.
Edgar coçou o queixo:
- Isso salvou você do uivo da górgona...
- Uivo da górgona? – perguntou a garota.
- Foi o que começou tudo isso. – explicou Jonas. É uma espécie de barulho que transforma as pessoas em seres irracionais, como aqueles que você viu no estacionamento. Depois da primeira noite ele soou outra vez. Mas não sabemos se isso acontecerá sempre.
- Vamos precisar de comida. Não podemos passar o resto de nossos dias comendo doce. – avisou Zulmira.
Jonas apontou para as lojas de refeições.
- Há muitas lojas na praça de alimentação. Em muitas delas deve haver freezer. Mesmo desligados, eles conseguem manter a comida preservada por um bom tempo.
- Mas para isso precisamos abrir os cadeados.
- Eu cuido disso, mas vou precisar da ajuda de alguém. Edgar?
- Conte comigo.
Os dois se aproximaram de um McDonad´s. Jonas testou a fechadura da porta de correr:
- Está trancado.
- Imaginei que estaria. – respondeu Edgar.
Jonas remexeu nos bolsos:
- Não que isso seja um problema tão grande.
Edgar viu-o pegar alguns clipes e remexer com eles na fechadura e perguntou-se: onde ele aprendera aquilo?
Enquanto testava a fechadura, Jonas olhou para trás, apontando para Dani. Alan se aproximara dela e estavam conversando.
- Há algo de estranho sobre essa garota...
- Sem dúvida é estranha a história dela. Ninguém ficaria sozinha no shopping apenas porque não consegue contato com a mãe. Qualquer outra pessoa teria arranjado outra maneira de voltar para casa...
Jonas concordou. Na fechadura, algo estalou.
- Há outra coisa que gostaria de conversar com você. Uma suspeita. Não queria falar na frente dos outros.
Edgar aproximou-se do outro. Então era por isso que ele lhe pediria sua ajuda.
- Duvido que isso mude alguma coisa. – disse Jonas. Mas eu precisava desabafar sobre isso com alguém...
Edgar fez um gesto com a cabeça, estimulando o outro a continuar.
- Lembra-se do almoço que tivemos na casa de Roberto?
- Claro. Mas...
- Eu sabia que havia algo errado ali. Por que uma pessoa teria tanta carne guardada na geladeira?
- Do que está falando?
Jonas parou o serviço e olhou fixo para o outro:
- Escute, eu já trabalhei como açougueiro. Conheço cortes de carnes. Aquela carne não era nem de porco, nem de boi...
- Está dizendo que comemos...
O outro fez que sim com a cabeça e continuou o serviço.

Edgar engoliu em seco. De repente tinha perdido a fome. 

Capitão Gralha sem número - item raro da coleção

Este é um dos itens mais raros da minha coleção. Comprei em um sebo em Curitiba, na década de 1990. A capa estava em péssimo estado de conservação, mas o miolo ainda estava intacto. Infelizmente, os danos à capa tornaram impossível descobrir qual é o número desse gibi (e não há informações no miolo), mas acredito que seja já da fase final do personagem, pouco antes da morte de Iwerten.

quinta-feira, maio 25, 2017

Quem eram os três grandes?


Três grandes foi como a imprensa apelidou os líderes mundiais que se uniram contra o nazismo. Eram Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, Winston Churchil, pelo Império Britânico, e Joseph Stalin, líder da União Soviética.
Os três juntos contralavam um território de 55 milhões de quilômetros habitado por um terço da população terrestre. Stalin dizia que eram um clube fechado no qual só entrava quem tivessem mais de cinco milhões de soldados.
Os três se encontraram pela primeira vez em novembro de 1943. Esse primeiro encontro havia sido postergado ao máximo por Stalin, que não estava em guerra com o Japão e temia uma retaliação desse país. Essa decisão acabou ajudando-o, pois quando eles finalmente se sentaram para conversar, os russos estavam botando para correr os alemães, o que lhe dava grande poder de barganha.
A primeira discussão do encontro foi sobre a Polônia. Churchil queria uma Polônia livre, com regime democrático e argumentava que a Inglaterra entrara na guerra justamente para defender a Polônia. Stalin deixou claro que, por questão de segurança, queria o poder sobre o país. Na verdade, não havia muito o que discordar, pois as tropas soviéticas já estavam tomando a Polônia.

Nessa primeira reunião, Roosevelt propôs a tese de rendição incondicional. Em outras palavras, os alemães não poderiam exigir nada em troca da rendição. Os outros dois aceitaram essas condições. Combinaram também em fornecer armas para a resitência iuguslava. Churchil presentou Stalin com uma espada cravejada de jóias, homenagem pela vitória em Stalingrado. Também ficou acertado que Inglaterra e EUA criariam uma frente ocidental na Europa, o que deu origem ao dia D.  

O uivo da górgona - parte 62

62
Dani andou por entre as mesas e cadeiras da área de alimentação. Nenhum som, nenhum movimento. Não havia ninguém ali. Ela imaginou que de noite o shopping teria seguranças, mas ela não encontrou nenhum – e os funcionários que falaram com ela haviam simplesmente desaparecido. Nunca se sentiu tão sozinha e desolada. Incapaz de saber o que fazer, ela se sentou em um banco e ficou lá, parada, extática. Finalmente o cansaço superou o medo e ela se deitou de lado no banco duro. Ficou lá por alguns minutos, os olhos fixos no nada, tentando entender, tentando saber o que fazer.
Naquela noite ela teve pesadelos. Sonhos com pessoas estranhas se dilacerando, com gritos, uivos e multidões.
Quando acordou, custou a entender onde estava. Depois de um longo tempo percebeu que ainda se encontrava no shopping e que tudo era real. A luz do dia entrava pela claraboia e a cegava.
Ela se levantou e foi até o banheiro. Lavou o rosto e se olhou no espelho. O que era aquilo em seus olhos? Medo?
Felizmente havia a fome e isso era uma prova de que ela ainda estava viva. Ela andou pela praça de alimentação e percebeu que todos os quiosques estavam fechados com portas de enrolar. Sentia fome e tinha comida muito perto dela, mas era como se estivesse inalcançável.
Num corredor próximo encontrou um quiosque de doces e balas. Não era nada muito nutritivo, mas pelo menos evitaria que ela desmaiasse de fome.
Ela ficou lá parada muito tempo. Sentia que era fácil arrombar o quiosque, mas... e se aparecesse alguém? Como explicaria isso?
Por fim, decidiu-se. Deu um murro no acrílico, que cedeu um pouco, mas não quebrou.
Dani olhou à volta. O barulho tinha repercutido no corredor e de repente parecia que alguém surgiria, mas o silêncio continuava imperando. Talvez estimulada por isso, ela andou até uma barra de madeira que devia segurar alguma coisa, mas agora parecia apenas um espantalho no meio do corredor. Voltou com ela e bateu no acrílico, que cedeu, deixando à mostra uma porção de minhocas de gelatina.
Dani pegou um punhado delas e abocanhou-o. Fazia bem para o estômago, mas precisaria de algo mais substancial. A garota pegou um pacote de papel e encheu-o de minhocas. Depois, andou pelos corredores, procurando alguém.
Mas não havia ninguém.
Não havia pessoas que trabalhavam em momentos que o shopping estava fechado? Seguranças, pessoal da limpeza?
Não havia ninguém. Nem no terceiro, no segundo ou no primeiro andar. No primeiro andar, próximo à entrada do estacionamento ela imaginou ouvir barulhos e resolveu descer.
                A luz das claraboias não chegava à área de estacionamento e Dani teve grande dificuldade para acostumar seus olhos à escuridão. Ficou lá longo tempo, em silêncio e parada, até começar a perceber algo.
                Então surgiu algo, lá na frente. Ela se escondeu atrás de um carro, o coração disparado, como se adivinhasse que estava diante de um perigo.
                O movimento surgiu e desapareceu diante dela. Pareciam pessoas. E então, como um som que fosse sendo ligado aos poucos, uma algazarra foi tomando forma, primeiro muito baixa, depois muito nítida.
                Era um grupo de pessoas, andando muito próximas umas das outras. Andavam como alucinados, arrastando os pés e soltavam lamentos agudos e desordenados. Dani viu vários deles com uniformes de segurança. Outros pareciam ser da limpeza. O uivo aumentava e diminuía e, alguns momentos, o único barulho ser das botas arrastando no chão.

                Em silêncio, com medo até mesmo do som de sua respiração, ela voltou para os andares superiores. 

Epic Marvel

Epic Marvel foi uma revista lançada pela editora Abril em 1985 com material da linha Epic da Marvel (na qual os criadores tinham direitos sobre seus personagens). Tinha um formato maior que o famoso formatinho da Abril e custava mais caro. Talvez por isso - e por apresentar um abordagem à frente de seu tempo, sem super-heróis - a revista durou apenas 6 números. No entanto, o personagem Dreadstar, de Jim Starlin, ganharia uma legião de fãs, de modo que a editora Globo anos depois lançou uma revista só com suas histórias. Atualmente o personagem está sendo publicado em álbuns de luxo pela editora Mythos.

Galeão


Galeão é uma obra de fantasia histórica escrita por Gian Danton que se passa em algum lugar do Atlântico, no século XVII.

Depois de uma noite de terror, em que algo terrível acontece, os sobreviventes descobrem que estão em um navio que não pode ser governado e repleto de mistérios. A comida está sumindo, alguém está cometendo assassinatos, uma mulher é violentada e o tesouro do capitão parece ter alguma relação com todo o tormento pelo qual estão passando.

Galeão mistura vários temas da ficção fantástica e outros gênero numa trama policial, já que um psicopata parece estar agindo entre os sobreviventes. A história torna-se, assim, um quebra-cabeça a ser desvendado pelo leitor.

Valor: 25 reais - frete incluso. 

Pedidos: profivancarlo@gmail.com. 

Guerras secretas

Em 1980, Jim Shotter, editor-chefe da Marvel, queria revolucionar o universo dos quadrinhos de super-heróis com uma história grandiosa. Para isso, ele bolou uma série em 12 partes que mostraria os principais heróis e vilões da editora se enfrentando.
Em Guerras Secretas, uma entidade super-poderosa, denominada Beyonder, cria um planeta e transporta para lá os mais importantes personagens da editora. E avisa: destruam seus inimigos e todos os seus desejos serão realizados. 
Os personagens dividem-se entre heróis e vilões e começam os conflitos. Entre os heróis, há estranhamento pela presença de Magneto, um notório vilão dos X-men. Entre os vilões, começam as brigas pela liderança.
Entre os heróis havia vários medalhões da editora, como o Homem-aranha, X-men,  Vingadores, Hulk, Coisa. Do lado dos vilões, peso-pesados, como Doutor Destino, Lagarto, Ultron e Galactus. A presença de Galactus no time de vilões tem causado, até hoje, controvérsias. Criado por Jack Kirby e Stan Lee em uma aventura do Quarteto Fantástico da década de 1960, ele é uma entidade cósmica super-poderosa, capaz de devorar planetas inteiros. Sua presença no time de vilões desequilibraria qualquer disputa.
Para desenhar a história foi chamado Mike Zeck, que vinha se destacando nas histórias do Mestre do Kung Fu com seu traço elegante.
A história fez grande sucesso e remodelou a vida de vários personagens da editora. O mais afetado foi o Homem-aranha, que ganhou um uniforme preto, fruto de uma simbiose com um ser alienígena. Posteriormente esse uniforme se transformaria no vilão Venon.
Guerra Secretas foi muito bem resumida por uma funcionária da Marvel responsável pelo mercado direto: “Guerras Secretas é ruim, mas vendeu muito bem!”.
Dizem que Jim Shotter pediu tantas mudanças nos desenhos que, ao terminar, mandou para o desenhista Mike Zeck uma garrafa de champanhe. Zeck abriu a garrafa e jogou todo o conteúdo na pia.

No Brasil a história foi lançada em 1986 para servir de divulgação para a linha de bonecos da Gulliver. Mas os heróis estavam atrasados em relação à cronologia americana e, para adequar essa inconsistência, a série foi cortada e mutilada. Até mesmo personagens, como Vampira e Capitã Marvel, foram apagados e o final da saga foi totalmente modificado para se adequar ao momento que a Marvel vivia no Brasil. Ou seja: o que já não era bom, ficou ainda pior. 

quarta-feira, maio 24, 2017

Doutor Estranho


O que foi a batalha de Stalingrado?

Foi a tentativa alemã de tomar a cidade industrial de Stalingrado, chamada assim em homenagem ao ditador russo.
O ataque começou no dia 19 de agosto de 1942. Era uma disputa não só por uma cidade, mas por um símbolo, já que o local levava o nome de Stalin. Tomá-la seria um ato simbólico. Assim, Stalin deu ordem para que a cidade fosse defendida a todo custo.
Com a sua superioridade tecnológica, os alemães dominaram boa parte da cidade. Depósitos de combustível explodiam como fogos de artifício e muitos derramavam seu líquido no rio Volga, queimando navios e barcos. O sistema de comunicação e o depósito de água da cidade foram atingidos, de modo que os bombeiros podiam apenas assistir o incêndio dos prédios, limitando-se a auxiliar as vítimas. Mas os russos resistiram em uma guerra urbana, entricheirando-se nos prédios da cidade. A seu lado, tinham o “general inverno” se aproximando.
 O general Tchicov percebeu que a Luftwaffe tinha papel fundamental no modo de guerra nazista e, para neutralizá-la, decidiu iniciar uma guerra em que os russos deveriam aproximar-se dos alemães e fazê-los lutar por cada centímetro de terreno. A proximidade dos dois exército tornava impossível a ação dos aviões alemães.

Com a chegada do inverno a sorte soprou a favor dos russos, que recebiam reforços de tropas descansadas. 

O uivo da górgona - parte 61


61
Há quanto tempo tinha acontecido? Há um dia, dois? Três?
Ela nunca saía de casa sozinha, mas naquela noite resolvera que queria assistir a um filme no shopping.
Ela imaginou que alguém lhe perguntaria por que isso era algo diferente, mas ninguém se lembrou disso. Ficavam ali, parados, apenas olhando para ela, esperando por mais e mais palavras dela. Especialmente o rapaz mais novo. Ele lhe olhava de maneira diferente e Dani não sabia se gostava ou não disso.
Não aconteceu nada durante o filme. Parecia uma sessão de cinema como qualquer outra. Quando terminou, as pessoas foram saindo uma a uma. Dani também pensou em sair, mas algo – ela sabia muito bem o que era – a impediu. Ela tentou ligar para sua mãe, mas o número não atendia. Ela ficou ali, na sala de espera do cinema, vendo os funcionários fecharem a loja de comidas e bebidas e limparem tudo. Ela os olhava e tentava ligar para sua mãe, mas o maldito celular não atendia.
Então um dos funcionários se aproximou e disse que ela não podia ficar ali, que eles teriam que fechar, mas tudo que Dani conseguia prestar atenção era na mancha amarela na camisa do uniforme dele. Ela observava e se prendia a isso, como fosse uma forma de adiar o inevitável.
Dani saiu do cinema e olhou à volta, no shopping. Não havia ninguém lá. Todas as pessoas que estava com ela na sessão de cinema provavelmente deveriam estar em casa a essa hora. E, ainda assim, o celular de sua mãe não atendia.
O que fazer? Sair e pegar um ônibus? Já era tarde demais e, além disso, ela sabia muito bem que nunca sairia sozinha. A simples ideia de sair do local sozinha lhe era terrível. Haveria, talvez, a possibilidade de pegar um taxi, se encontrasse algum.
A garota olhou no relógio: meia noite e meia. Talvez ainda conseguisse pegar um taxi, mas antes de sair ela se certificaria de que poderia achar algum. Havia um local envidraçado do qual podia observar o ponto de taxi e ter certeza de que encontraria um. Mas a imagem que viu lhe pareceu estranha. A rua estava deserta. Havia dois taxis no ponto, mas não havia ninguém por perto. Um deles estava com a porta aberta, mas ela não via qualquer sinal do motorista. Que tipo de taxista abandonaria seu carro assim, aberto?

Ela tentou de novo o celular e novamente chamou, chamou, até não atender. Isso lhe deu um arrepio na espinha. Mas ela só entrou realmente em desespero quando tentou vários outros números – de amigos, parentes, de colegas de colégio – e ninguém, ninguém atendeu. 

Capitão Gralha, venha nos ajudar!

Em dias terríveis como estes, só o Capitão Gralha poderá nos ajudar.

Efeito borboleta


terça-feira, maio 23, 2017

O que foi a campanha da criméia?

A campanha da Criméia começou no dia 8 de maio de 1942, sob o comando do general Erich von Manstein. Os soviéticos haviam se entricheirado no pequeno Istmo de Parpatch e foram atacados. Em dez dias a cidade de Kertch cai. Os russos são derrotados e os alemães conseguem uma grande quantidade de prisioneiros e armas. São feitos 170 mil prisioneiros.
As forças alemães dirigiram-se, então, para o porto de Sebastopol, no mar Negro. Os russos, na defesa, contam com nove divisões de infantaria, diversas unidade blindadas, além de uma pequena força aérea e apoio naval.
Os alemães, além dos blindados, contam com canhões de 305 mm, 350 mm e 450 mm, além dos gigantescos morteiros Thor e Odin, de 600 mm. Outra arma importante era a colossal Dora, com calibre de 820 mm e cujo projétil pesava sete toneladas.

A batalha acaba se centrando na artilharia, com enorme poder de fogo e no fim os russos são derrotados. O porto cai nas mãos dos alemães, que fazem 90 mil prisioneiros. 

Promethea


O uivo da górgona - parte 60


60
- Ela é linda. – comentou Alan, enquanto iam para a farmácia.
- Shhhiii. – fez Edgar. Tinha acabado de conhecer a garota. A última coisa que queria é que ela se sentisse de algum modo constrangida. Mas, de fato, era obrigado a concordar com Alan. Ela era bonita. De um jeito peculiar – ela parecia estranha, com seus cabelos desgrenhados escondendo o rosto como se tivesse medo de todos e o usasse como uma espécie de escudo – mas era bonita.
Quando entraram na farmácia, encontraram Sofia já estava recobrada, no colo de Zu. Abrira os olhos e sorriu ao ver o professor. Havia uma fileira de pontos pretos em seu pescoço e ela parecia fraca, mas fora isso não parecia haver nada de errado com a menina.
- Essa é a pessoa que estava nos observando. – disse Edgar. Seu nome é Daniela, mas podem chamá-la de Dani.
Dani foi cumprimentada por todos. Tinham se sentado no chão da farmácia e Alan trouxeram alguns sucos, barras de cereais e chocolates.
Edgar fez um resumo do que haviam passado até ali. A garota ouvia e mastigava uma barra de Twix.
- É isso. – concluiu Edgar, após contar até o momento em que haviam entrado no shopping. Agora queremos saber de você. Quem é você,  como chegou aqui.
A menina pigarreou, tímida, como fosse difícil falar sobre si mesma.

Então começou. 

Onde você quer dizer com isso?



Dizem que Vicente Mateus, o presidente do Corinthias, pediu para a secretária fazer uma convocação, marcando uma reunião para uma sexta-feira. A secretária perguntou:
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”. “Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido e “no lugar em que”. Mas essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usado no lugar de qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem substituído palavras tão díspares quanto “porém”, “pois”, “quando”, “assim”, “e”, “em que”, “no qual”,  “enquanto”, “todavia” e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem ONDE professores e alunos estão separados.
Compre o produto ONDE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu ONDE o secretário estava de férias.

Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas frases seria:

A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
Eu gosto de pizza, NO LUGAR EM QUE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO LUGAR EM QUE professores e alunos estão separados.
Compre o produto NO LUGAR EM QUE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu NO LUGAR EM QUE o secretário estava de férias.

Na verdade, o que se queria dizer era:

A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO QUAL professores e alunos estão separados.
Compre o produto E ganhe o cupom.
O acidente aconteceu ENQUANTO o secretário estava de férias.

Algumas vezes é quase impossível entender o que o autor queria dizer, como em:
Sempre com novas atração, onde nosso objetivo é sua opinião.


E o cúmulo quando encontrei o seguinte exemplo em um trabalho universitário:
Faça sua pesquisa donde tire uma hipótese.


Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE, pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida, troque o “onde” por “no lugar em que”. Se der certo, o onde está correto, caso não, coloque a palavra correta. 

Amazing Fantas 15y


Pessoas que não entendem de quadrinhos tendem a achar que o número 1 de uma revista em quadrinhos é a mais valorizada. Nem sempre. O melhor exemplo disso é este: a revista Amazing Fantasy 15 (de 1962) é de longe a mais valorizada da série por uma razão simples: foi a primeira a publicar uma história do Homem-aranha. Stan Lee aproveitou a revista, que seria cancelada para introduzir seu personagem e testar sua popularidade (o dono da Marvel achou que as crianças não iriam gostar de um personagem baseado em uma aranha). Posteriormente o herói ganhou revista própria.

segunda-feira, maio 22, 2017

Jerry Spring

Criado por Jijé, Jerry Spring foi um dos principais personagens da HQ franco-belga. Surgiu em 1954 e foi publicado até 1977. O personagem chegou a ser desenhado por Moebius na sua fase clássica.

O que era o plano azul de Hitler?

O plano azul (fall blau) foi uma estratégia criada por Hitler para acabar de uma vez por todas com a resistência russa. A idéia era destruir definitivamente os exércitos russos, tomar o Cáucaso e consolidar o domínio nazista na Ucrânia. Para isso, o grupo de Exércitos Sul deveria receber reforços vindos dos outros dois exércitos (Centro e Norte).
Os alemães contavam com 88 divisões, sendo 28 eram compostas de exércitos húngaros, romenos, italianos, e eslovacos, além de noruegueses e voluntários espanhois.

O fall blau ia contra a opinião de muitos dos generais de Hitler, que achavam que o momento era de reorganização e descanso das tropas, além da chegada de mais recursos. Mas o ditador foi firme em sua posição, argumentando que necessitava de uma vitória rápida no front russo. 

Detective Comics #408 (1971)

Lançado em Fevereiro de 1971 com capa por Neal Adams e Gaspar Saladino, roteiro pelas lendas Len Wein e Marv Wolfman e com os desenhos do próprio Neal Adams, o número 408 da revista Detective Comics tem uma das capas mais marcantes de toda a história.
Na trama, Batman está há 24 horas procurando por Robin, que sumiu sem deixar rastros. Sua busca chega então a uma misteriosa casa nos arredores de Gotham... E que não existia até um dia atrás. Ao ter um vislumbre aterrorizante do parceiro, o Cavaleiro das Trevas vive uma sequência de eventos do mais profundo terror, onde sua sanidade é testada ao limite por um inimigo que parece invisível e invencível.

Histórico da publicação dessa edição no Brasil:

* Batman n° 26 - Ebal dezembro de 1971
* Batman Bi n° 42 - Ebal fev/mar de 1972
* Coleção Invictus n° 24 - Nova Sampa julho de 1995


Fonte: Capas clássicas de quadrinhos (vale a pena curtir e acompanhar as postagens)