terça-feira, outubro 29, 2024

Jornada nas estrelas – O castigo dos deuses

 


Como produzir um episódio memorável de Jornada nas estrelas com quase nenhum efeito especial, muitos poucos cenários e poucos atores? Foi esse desafio que o roteirista  Lee Erwin e o diretor Herb Wallerstein levaram a cabo no episódio o “Castigo dos deuses”, da teceira temporada.

Na história, Kirk e Spock descem a um planeta manicômio para onde levam um remédio que poderá curar os loucos, entre eles um ex-capitão de nave estelar, Garth, que, após um acidente, passou a desenvolver sonhos megalomaníacos de se tornar o mestre de todo o universo. Sua própria tripulação se revoltou contra ele quando ele ordenou a destruição de um planeta pacífico.

Ocorre que Garth aprendeu a criar uma ilusão na qual pode se fazer passar por qualquer pessoa. Usando do artifício, ele conseguiu tomar o lugar do diretor do hospital psiquiátrico. Seu plano é usar a Enterprise como meio para seus planos loucos.

Ocorre que, após aprisionar Kirk e Spock e tomar a aparência de Kirk, ele descobre que o capitão se precaviu deixando uma senha (Rainha – Rainha nível 3) que deve ser respondida com uma contrassenha.

Segue-se toda uma série de sequências de tentativas de conseguir a contrassenha que envolvem tortura física, tortura psicológica e engodo. O enredo, muito bem elaborado, trabalha muito bem esse gênio enlouquecido com reviravoltas e até uma sequência maravilhosa em que Spock deverá decidir quem é o verdadeiro capitão Kirk.

No entanto, quem se destaca no episódio é Marta, interpretada por Yvonne Craig. Ela faz uma das pacientes do hospital que aderem ao ditadura Garth, tornando-se seu par romântico ao mesmo tempo em que flerta com Kirk. Sua atuação é memorável pela complexidade que ela dá à personagem de muitas facetas: sensual, rebelde, louca, impresível, apaixonada. Numa comparação atual, ela lembra muito a Arlequina de Margot Robbie. Curiosidade: como a ideia era mostrar que ela era uma alienígena, os maquiadores a pintaram toda de verde (exceto a sola dos pés, que aparecem em alguns takes).

Em tempo: o título nacional não faz juz ao original, Whom Gods Destroy. O título foi tirado de um ditado romano: A quem os deuses querem destruir, eles primeiro enlouquecem. 

Os quadrinhos argentinos

 

A década de 30 foi marcada na Argentina pela dita­dura do presidente Perón. Influenciado pelo nacionalismo nazi-fascista, Perón resolveu acabar com a forte influência estrangeira dos quadrinhos em seu país proibido a importação de material americano. A proibição durou apenas alguns anos, mas foi o bastante para fortale­cer a HQ platina, crian­do uma das escolas mais fortes do mundo.
      Antes da proibição já existiam quadrinhos de sucesso, como o índio Patoruzú, criado por Dante Quinterno, em 1929. Mas foi a partir do governo Perón que a HQ platina teve um salto. Surgiram grandes publicações, como a “Ri­co Tipo’ “Intervalo’; e “Aventu­ra” que iriam alcançar a incrível marca de 165 mi­lhões de exemplares por ano - metade do que se lia num pais cuja capital tinha mais livrarias do que todo o Brasil.
Na Argentina não só as crianças, mas tam­bém os adultos foram conquistados pelos quadrinhos. O mercado se tornou tão forte que até mesmo roteiristas e de­senhistas europeus foram trabalhar na Argentina, como aconteceu com Hugo Pratt e René Goscinny, criador do Asterix.  
      Era a inversão: os qua­drinistas argentinos luta­vam de igual para igual com os seus concorren­tes estrangeiros.
      Um dos maiores responsáveis pelo sucesso da HQ Argentina foi o editor e roteirista Héctor Germán Oesterheld. Filho de uma argentina e um alemão, ele estudou se formou em geologia, mas abandonou a profissão para se dedicar aos roteiros de quadrinhos. Durante sua fase mais criativa ele era mais lido que Jorge Luís Borges, o mais famoso escritor argentino, que chegou a se declarar fã do roteirista.
      Seus roteiros se destacavam pelo conteúdo humano e pela crítica social. O Eternauta, sua obra-prima, conta a história da invasão de Buenos Aires por alienígenas durante um rigoroso inverno. Enquanto os invasores seguem dizimando a população, surge um homem, Juan Salvo, o Eternauta, que decide combatê-los. Acredita-se que os extraterrestres tenham sido inspirados nos militares argentinos, que alguns anos depois instalariam uma ditadura no país.
Oesterheld trabalhava em todos os gêneros, do faroeste à ficção científica e a fantasia, criando obras de grande significado. Seus roteiros e seu trabalho como editor transformaram a HQ Argentina em uma das melhores do mundo.
Entretanto, sua carreira terminou bruscamente na década de 1970, quando se instalou uma ditadura militar na Argentina. Oesterheld foi um dos primeiros a serem perseguidos. Ele e suas filhos acabaram sendo mortos. Da família, só sobrou a esposa do roteirista e um de seus netos.
Além de todos os crimes cometidos pelos militares, somou-se mais esse: dar sumiço a um dos homens mais talentosos já surgidos nos quadrinhos.

Quarteto Fantástico – Naquela noite...

 


As escaramuças entre o Tocha Humana e o Coisa são famosas nas histórias do Quarteto Fantástico. Mas será que elas renderiam uma HQ inteira, só para isso? Esse foi o desafio de Barry Windsor Smith em Marvel Fanfare 15.

Na história, Bem Grinn acorda e se depara com uma série de “ciladas” meticulosamente criadas pelo Tocha. São canudinhos grudados o rosto como se fosse barba, são panquecas que explodem junto com o molho, são brinquedos que escorregam junto com o herói, levando-o até uma piscina de bolinhas...



Essa seria uma história totalmente descartável e boba nas mãos de outro artista. Mas Smith consegue transformar essa bobagem num clássico desde os primeiros quadros, em que o Coisa é acordado pelo despertador, o destrói e depois pega outro, entre dezenas de reservas no armário.



É o desenho maravilhoso e a narrativa visual que fazem com que essa história se torne especial e divertida, com o toque certo de humor.

No Brasil a história foi publicada em Homem-aranha 31, da editora Abril.  

Dia nacional do livro: A minha lista dos melhores

   Hoje é o Dia Nacional do livro. 

Para comemorar, a lista dos 50 livros que considero essenciais. 
Fiquei tentado a colocar quadrinhos, mas preferi fazer uma lista só de HQs, que sairá em breve.


1.     História do mundo para crianças, de Monteiro Lobato

2.     Urupês, de Monteiro Lobato

3.     1984, de George Orwell

4.     Farenheit 451, de Ray Bradbury

5.     Admirável mundo novo, de Adous Huxley

6.     Robison Crusué, de Daniel Defoe

7.     As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

8.     O nome da rosa, de Umberto Eco

9.     O último mamífero do Martinelli, de Marcos Rey
10.   As aventuras de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle

11.   Fundação, de Isaac Asimov
12.   Os pilares da terra, de Ken Follett
13.   Guerra dos mundos, de H. G. Welles
14.   Guerra dos tronos, de George Martin
15.   Eu robô, de Isaac Asimov

16.   Crônicas Marcianas, de Ray Bradbury
17.   O caso dos dez negrinhos, de Agatha christie
18.   O Aleph, Jorge Luis Borges 
19.   Um Estudo em Vermelho, Arthur Conan Doyle
20.   O Homem Ilustrado, Ray Bradbury

21.   Viagem ao centro da terra, de Julio Verne
22.   Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
23.   À espera de um milagre, de Stephen King
24.   Cemitério, de Stephen King
25.   Quatro estações, de Stephen King

26.   Um conto de duas cidades, de Charles Dickens
27.   Revolução dos bichos, de George Orwell
28.   Noites na Taverna, Álvares de Azevedo
29.   O Relato de Arthur Gordon Pym, Edgar Allan Poe
30.   A Ilha do Dia Anterior, Umberto Eco
31.   Eu Sou a Lenda, Richard Matheson
32.   Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie
33.   Elefantes não esquecem, de Agatha Christie
34.   O espião pacifista, de Donald Westlake
35.   Safra vermelha, de Dashiell Hammett
36.   O sequestro do metrô, de John Godey

37.   Carrie, de Stephen King
38.   O cair da noite, de Isaac Asimov
39.   A máquina do tempo, de H. G. Wells
40.   Conto de Natal, de Charles Dickens
41.   Operação cavalo de troia, de J.J. Benitez
42.   O hobbit, de J.R.R. Tolkien
43.   O chamado de Cthulhu, de H.P. Lovecraft

44.   As crônicas de Narnia, de C.S. Lewis
45.   O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey
46.   As aventuras de Xisto, de Lúcia Machado de Almeida
47.   O capote, de Nicolai Gógol
48.   O Nariz, de Nicolai Gógol
49.   Medo e delírio em Las Vegas, de Hunter Thompson
50.   Oliver Twist, de Charles Dickens

Linguagem corporal

  Quero lhe pedir um favor. Dê uma olhada nessas duas garotas e diga quem é mais bonita. Não tentem racionalizar, simplesmente digam qual delas parece mais bonita e atraente.


Garota 1
Garota 2


Embora as duas fotos sejam quase iguais, a maioria dos leitores, deve ter achado a primeira jovem mais bonita. A única diferença entre as fotos é que, na primeira foto, a garota teve a pupila dilatada. A pupila dilatada demonstra interesse, inclusive sexual, e os homens são programados para reagir a esse fato achando bonitas garotas que estão interessadas neles. Uma estratégia evolutiva, sem dúvida, que demonstra bem as pequenas mensagens subliminares que nosso corpo envia e que são decodificadas por outras pessoas de forma inconsciente.
A nossa incrível capacidade de ler as mensagens subliminares enviadas pelo corpo de outras pessoas é demonstrada na situação de duas pessoas andando num corredor apertado. Na maioria das vezes, as pessoas desviam para lados opostos, evitando se trombar, sem que para isso precisarem trocar uma única palavra.
Vale lembrar que, na maioria das vezes, nem mesmo a pessoa que envia a mensagem, tem consciência disso. É um processo quase que totalmente incosciente de envio, recebimento e decodificação de mensagens.
Tudo na pessoa fala alguma coisa sobre ela: as roupas, os cabelos, os gestos, o sorriso, o olhar e até mesmo a forma como elas imitam inconscimente as outras, o chamado eco posicional. Subalternos costuma adotar posturas semelhantes às de seus chefes como uma forma de dizer: ¨Eu quero ser como você¨. Bons vendedores não só adotam posturas corporais semelhantes às de seus clientes, como ajustam o tom de voz para criar uma empatia.
O eco posicional pode revelar até mesmo interesse romântico. Lembro de uma vez em que vi um rapaz e uma moça num ponto de ônibus. Os dois obviamente estavam flertando, embora nenhum dos dois tomasse a iniciativa de iniciar a conversa. Mas o corpo deles falava, e muito. Quando ela cruzava as pernas, ele cruzava. Quando ele olhava para a esquerda, ela olhava. Quando ele coçava uma parte do corpo, ela coçava... e ficaram nesse jogo de repetições de movimentos por bastante tempo, seus corpos dizendo um para o outro: ¨Eu sou parecido com você e estou interessado. Venha conversar comigo¨.
Um bom conhecimento da linguagem corporal ajuda em quase todas as atividades. A mais óbvia é a área de marketing. Mas até um roteirista de quadrinhos deve ter um conhecimento preciso da linguagem corporal. No meu livro Roteiro para Quadrinhos eu falo, por exemplo, da sequência em que Alan Moore indicou que o personagem Rorschach, de Watchmen, é homossexual.
Nessa sequência, o herói teve uma briga com o amigo Coruja e os dois fazem as pazes. Rorschach pede desculpas e oferece a mão. O Coruja aceita as desculpa e aperta a mão do outro, mas Rorschach não quer largar. Reparem como o Coruja usa a outra mão para se livrar do aperto. Reparem também como o Coruja está constrangido. Ele olha para os lados, evitando o rosto de Rorschach, pois sabe que aquele não é um aperto de mãos normal, e, assim que se solta, afasta-se. Ao mesmo tempo, Rorschach acaricia a própria mão e as manchas em sua máscara formam um sorriso, talvez o único sorriso de toda a história. Sua postura corporal é de garotinho apaixonado...

Roteiro para quadrinhos: finalizando a história

 O final de uma história em quadrinhos é um dos momentos mais importantes da trama. Quantas vezes já não ficamos com vontade de jogar o gibi no lixo depois de ler o final de uma história?

Apresento aqui algumas estratégias de finalizar a história.

Uma das possibilidades é terminar com uma ironia do destino.

É um final típico do seriado Além da imaginação, que tornou esse recurso célebre.


Num dos episódios mais famosos, um bancário quer, a todo custo, ler seus adorados livros, mas nunca consegue. É a esposa que manda a todo momento ele fazer algum trabalho doméstico, é o chefe que o flagra lendo em serviço e lhe dá uma bronca. À certa altura ele entra no cofre do banco para finalmente conseguir ler um pouco. Nesse meio tempo, acontece uma guerra nuclear. Quando finalmente ele sai do cofre, descobre que ele é o único sobrevivente, mas que todos os livros da biblioteca foram poupados e entra em êxtase. Finalmente ele teria tempo de ler seus livros prediletos! É quando seus óculos caem e quebram!

Nos quadrinhos, o mais célebre exemplo de final irônico é, provavelmente, Watchmen. Todo o plano ousado de Ozymandias pode ser cair por terra por causa da escolha de um idiota.


Já o final surpresa é típico das histórias de terror. Nesse tipo de estratégia o leitor descobre no final da história que tudo que ele imaginava até ali sobre a trama e até sobre os personagens estava errado. O final surpresa pode ser um verdadeiro desastre, mas, se bem feito, pode se tornar célebre e até levar o leitor a refletir sobre o mundo à sua volta.


No cinema o final surpresa mais famoso de todos os tempos é, provavelmente, o Gabinete do Dr. Caligari. No início da história vemos um rapaz contando a história de um louco chamado Caligari que, usando sonambolismo, fazia um gigante realizar vários assassinatos. No final, descobrimos que o narrador é louco e que Caligari é na verdade o diretor do hospício. Mas já havia indícios de que essa era a verdade: os cenários expressionistas representavam o ponto de vista de um louco.

Nos quadrinhos da EC Comics o final surpresa chegou a pontos realmente antológicos. Em uma história, por exemplo, uma garota é estuprada em uma pequena cidade do interior. Um forasteiro é preso. O xerife finge facilitar sua fuga, mas é só uma estratégia para entregá-lo para uma multidão enfurecida. No final descobrimos aquilo que já deveríamos saber se estivéssemos prestando atenção aos detalhes: o xerife era o verdadeiro estuprador.

Outra maneira engenhosa de terminar uma história é com a elipse: a história começa como terminou.

Essa é uma estratégia particularmente útil em histórias humorísticas. Por exemplo, a história podem mostrar uma família embarcando numa viagem absolutamente desastrosa. Depois, todos dizem: Nunca mais! No final, vemos essa mesma família, um ano depois embarcando numa viagem que pelas pistas visuais será outra roubada.

Em uma das minhas histórias para a série de álbuns Clássicos revisitados eu mostrava uma dupla de garotos extraterrestres provocando, inadvertidamente, a extinção dos dinossauros. No final, após descobrir o que tinham feito, eles resolvem voltar para a terra, na França de 1789 e tudo leva a crer que eles irão provocar a revolução francesa.



O final em elipse pode se dar em termos visuais: Piada Mortal começa com a chuva e depois Batman e Coringa conversando. E termina com Batman e Coringa conversando e depois a chuva.

Aliás, Piada Mortal é exemplo de um outro tipo de final: quando a história trata de um tema, ela deve terminar retornando ao tema. O tema de piada mortal é a relação doentia entre Batman e Coringa e é isso que vemos no início (Batman tentando estabelecer algum diálogo para que não aconteça o final previsível dos dois se matarem) e no final de significado aberto (que alguns interpertam como o Batman matando o vilão).

Finalmente, uma outra maneira de terminar a história pode ser com uma reflexão do protagonista ou mesmo do narrador. Essa reflexão pode ser sobre o impacto dos acontecimentos daquela HQ sobre a vida do personagem, ou pode ser sobre o próprio protagonista.

Praticamente todas as histórias do Homem-aranha da fase de Stan Lee e Joh Romita terminavam assim. No número 46 de The Amazing Spiderman, por exemplo, vemos Peter Parker refletindo: “Naquele dia fatídico em que me tornei o Homem-Aranha talvez tenha havido mais do que uma mudança física. Talvez, ao receber outra identidade, eu tenha me tornado incapaz de ser feliz!”.

Final encadeado é um tipo de final que só pode ser usado em histórias curtas e cujo roteirista tem controle do processo de edição.

Nele, uma história só termina de fato na história seguinte. A primeira tem um final fraco, que deixa no leitor uma impressão ruim, de algo mal acabado. Mas na história seguinte as duas histórias se interligam no mesmo final, deixando o leitor surpreso e maravilhado.

Um exemplo desse tipo foi publicado pela EC Comics e republicado no Brasil na revista Cripta do Terror 1.




Na primeira história, intitulada “Um é pouco...”, uma femme fatale vive de enganar homens e tirar-lhes todo o dinheiro, deixando-os na miséria. Depois de arruinar sua mais recente vítima, ela conhece uma velhinha endinheirada num bar, que lhe propõe morar com ela para lhe fazer companhia. A golpista percebe ali uma chance de se dar bem novamente, mas quando chega na casa da velhinha descobre que ela tem um filho enlouquecido depois de ter sido abandonado por uma mulher que só estava interessada em seu dinheiro. A história termina com o rapaz matando a moça.

Um final fraco, não? Espere a próxima história intitulada “...dois é demais”. Nela um homem de meia idade mata a esposa, a enterra no porão e diz para a polícia que ela fugiu. Mas um detetive resolve investigar e logo voltará com um mandato para revistar a casa. O marido então corta todo o corpo, coloca-o num baú e viaja para outra cidade. Sua ideia é esquecer o baú com o corpo no trem. Mas quando vê o detetive seguindo-o, percebe que ele irá revistar o baú e troca a etiqueta do baú com o corpo de sua esposa por um outro baú igual, que acha no compartimento de cargas. Quando o detetive abre o baú...há um corpo lá dentro! Então vemos um último quadro no qual o rapaz enlouquecido da primeira história pergunta à mãe o que ela fez com o cadáver da garota que ele havia matado. E ela responde que o havia despachado dentro de um baú num trem! O final fecha as duas histórias com uma reviravolta realmente genial.

Essas são algumas possibilidades de finais para histórias. É bom lembrar, no entanto, que o único limite para as possibilidades de finais é a imaginação do roteirista.