É uma pena
que Jim Starlin nunca tenha sido escritor regular do Hulk. As poucas vezes em
que trabalhou com o personagem, o resultado foram histórias muito divertidas.
Exemplo
disso é a a graphic novel Thanos vs Hulk publicada pela Panini em 2020.
Na história,
Pip, o troll, é convencido a sequestrar o Hulk em troca da liberdade de sua
amada Dalila, uma linda moça azul. Esperto, ele aproveita quando o monstro
verde está transformado em Bruce Banner, o droga e o transporta para a nave
espacial do Aniquilador. Este quer usar a essência de poder do Hulk para se
transformar num ser ainda mais poderoso.
Ocorre que
Pip tem uma crise de consciência e resolve libertar o golias esmeralda. Para
isso pede ajuda para a pessoa menos improvável do universo: Thanos, que entra
na zona negativa, onde Banner e Hulk estão encarerados enquanto o corpo do Hulk
está sendo usado no procedimento do Aniquilador. É a desculpa para diversas
sequências de porrada entre o titã e Hulk.
A tônica é
de humor, especialmente graças ao troll Pip. Quando ele abraça Dalila após
salvá-la, a moça diz: “Cuidado com meu cabelo, Pipinho”. Salvos, eles vão para
um bar espacial, o “Starlin´s”, onde a garota chama um rapaz garboso para a
mesa assim que Pip vai tentar salvar Hulk.
Uma
curiosidade aqui é que o traço de Jim Starlin ganhou a arte-final de Andy
Smith, o que, se por um lado, modificou o traço do mestre, por outro destaca
cenas de impacto, como da primeira vez em que Thanos aparece, grandioso em seu
trono, ou das várias sequências de Hulk preso ou de ação.
Em Duelo
infinito Starlin consegue unir perfeitamente humor, ação e
ficção-científica.
Em tempo: a
edição da Panini traz ainda uma história secundária, desenhada por Ron Lin, na
qual o titã cria vários avatares seus e um deles é enviado para o momento
seguinte à primeira derrota do próprio Thanos. É uma daquelas histórias
lisérgicas e repletas de filosofia típicas de Jim Starlin.

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