A série Mister No é tão cativante que até mesmo as histórias menos inspiradas acabam sendo divertidas. É o caso do conto publicado no número 11 da revista.
Escrita por Guido Nolita (pseudônimo do editor Sergio
Bonelli) e desenhada por F. Bignotti, a trama leva o aviador Jerry Drake ao
Equador. Mister No é contratado por um turista e, contrariando o habitual,
recebe um pagamento generoso: 1.500 dólares. Animado com a "bolada",
ele se prepara para curtir a noite em Quito. No entanto, o dinheiro revelava-se
falso.
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| Mister No finalmente se dá bem... |
O volume traz uma sequência hilária quando Mister No
provoca uma confusão no bar mais chique da cidade ao tentar pagar a conta com
as notas falsas. Após nocautear um segurança, o herói depara-se com a polícia
na saída e, rapidamente, os engana: “Não perca tempo precioso, general... ali
dentro há um passador de dólares falsos! Está armado e ameaça provocar uma
tragédia!”, diz ele, antes de sair assobiando tranquilamente.
Outro momento de destaque é sua vingança contra o homem que
lhe deu o dinheiro falsificado. Mister No arma um espetáculo no hotel do
vigarista, expondo-o publicamente aos hóspedes.
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| ... mas os dólares eram falsos. |
A história principal só se desenvolve a partir do segundo
terço da revista. Mister No aceita uma oferta para pilotar um avião e
fotografar um mafioso mexicano, Tango Martinez, para uma revista. Como
sempre, o trabalho é uma cilada: o verdadeiro objetivo do cliente é matar
Martinez, o que lança o aviador diretamente para o meio de uma briga de gangsters.
Infelizmente, essa segunda parte é apagada. Há reviravoltas
e muita ação, mas nada que realmente prenda a atenção. Talvez por se afastar do
cenário clássico da selva amazônica e da temática de maravilhamento (como
civilizações perdidas ou grandes mistérios), a trama se restringe a socos e
tiros em profusão.
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| O novo trabalho também se revela uma roubada. |
Mas, como mencionado inicialmente, mesmo histórias como
essa são inegavelmente divertidas de ler.




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