Chegou um momento que a Hanna Barbera estava produzindo tantos desenhos animados que era necessário achar inspiração em qualquer lugar. Uma das estratégias foi usar personagens de clássicos da literatura, mas reformulados. Um exemplo disso é Moby Dick.
Na história, a grande baleia branca salva dois garotos de um ataque de
tubarões e se torna amiga dos mesmos, passando a viver aventuras em alto mar
juntamente com uma foca.
A cada episódio, o quarteto enfrentava um perigo aleatório sem muita
explicação. Eram morcegos aquáticos que resolviam atacar os humanos, era um ser
do fundo do mar que achava que eles iam roubar suas riquezas numa cidade
perdida, era um aspirante a ditador aquático que resolve destruí-los para que
eles não descubram seus planos (quando na verdade, bastava se esconder e deixar
que eles passassem).
Como se vê, não havia muita preocupação com verossimilhança ou
aprofundamento. Os vilões eram apenas a ameaça do dia.
Para debelar as ameaças, normalmente eles contavam com a força de Moby
Dick, fosse batendo com seu rabo, fosse socando com sua cabeça. Outra
estratégia era engolir coisas e soltar pelo orifício de respiração. Assim, um
monte de pedras engolidas se transformava em um canhão.
Uma curiosidade é que, embora os dois garotos usassem escafandros, eles
não usavam tubos de oxigênio, mas mesmo assim não morriam se ar embaixo d´água.
Coisas dos desenhos da década de 1960.
Os desenhos de Moby Dick era apresentados junto com O poderoso Mightor.
No total, foram produzidos 18 episódios.

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