Nos números 241 e 242, um grupo avançado dos Terranos acaba descobrindo que o transmissor que desperta todos os Mobys – seres imensos que se alimentam de energia e são capazes de provocar explosões nucleares destrutivas para um planeta – está situado em uma lua em um sistema triplo. O número 243 gira em torno das tentativas de destruição dessa lua.
Ocorre que seres que protegem Andro-Beta colocaram um cinturão
de naves ao redor da lua para protegê-la. Como conseguir destruir um local tão
protegido? Esse é o desafio mostrado no volume.
O livro é escrito por Kurt Mahr, um autor mediano, que às
vezes acerta e às vezes erra feio. Aqui, ele é simplesmente modorrento. O que
poderia ser uma grande aventura torna-se uma narrativa cansativa.
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| A capa original alemã. |
Em vez de focar nos medalhões da série, Mahr foca num grupo
de uma pequena nave, cujos membros acabam sendo aprisionados pelo inimigo – uma
estratégia parecida com a de William Voltz nos livros anteriores. Mas, enquanto
Voltz desenvolve muito bem todos os personagens e cria um grupo carismático,
Mahr mal e mal desenvolve um.
Para piorar, temos, aqui, de novo, as péssimas descrições
do autor, que mais confundem do que esclarecem, a exemplo de:
“Um grito abafado saiu da garganta de Bob. Estupefato e
incapaz de fazer qualquer movimento, ficou com o corpo ligeiramente inclinado,
olhando fixamente para o corpo que jazia imóvel aos seus pés. Dos estranhos
olhos, grandes e rígidos, parecia sair uma força magnética que o atraía
irresistivelmente. Inclinou-se mais fortemente, e um sino parecia repicar num
dos recantos mais afastados de sua inteligência.”
Há um detalhe curioso que reflete diretamente as visões de
mundo de cada autor. Enquanto nos volumes 241 e 242, escritos por William
Voltz, os protagonistas salvam a humanidade, mas recebem uma reprimenda
(reflexo direto da visão pacifista do autor), já neste, Mahr coloca o
protagonista sendo promovido a Primeiro-Tenente.


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