sexta-feira, maio 15, 2026

Perry Rhodan – Nave de Reconhecimento 008


Nos números 241 e 242, um grupo avançado dos Terranos acaba descobrindo que o transmissor que desperta todos os Mobys – seres imensos que se alimentam de energia e são capazes de provocar explosões nucleares destrutivas para um planeta – está situado em uma lua em um sistema triplo. O número 243 gira em torno das tentativas de destruição dessa lua.

Ocorre que seres que protegem Andro-Beta colocaram um cinturão de naves ao redor da lua para protegê-la. Como conseguir destruir um local tão protegido? Esse é o desafio mostrado no volume.

O livro é escrito por Kurt Mahr, um autor mediano, que às vezes acerta e às vezes erra feio. Aqui, ele é simplesmente modorrento. O que poderia ser uma grande aventura torna-se uma narrativa cansativa.

A capa original alemã. 


Em vez de focar nos medalhões da série, Mahr foca num grupo de uma pequena nave, cujos membros acabam sendo aprisionados pelo inimigo – uma estratégia parecida com a de William Voltz nos livros anteriores. Mas, enquanto Voltz desenvolve muito bem todos os personagens e cria um grupo carismático, Mahr mal e mal desenvolve um.

Para piorar, temos, aqui, de novo, as péssimas descrições do autor, que mais confundem do que esclarecem, a exemplo de:

“Um grito abafado saiu da garganta de Bob. Estupefato e incapaz de fazer qualquer movimento, ficou com o corpo ligeiramente inclinado, olhando fixamente para o corpo que jazia imóvel aos seus pés. Dos estranhos olhos, grandes e rígidos, parecia sair uma força magnética que o atraía irresistivelmente. Inclinou-se mais fortemente, e um sino parecia repicar num dos recantos mais afastados de sua inteligência.”

Há um detalhe curioso que reflete diretamente as visões de mundo de cada autor. Enquanto nos volumes 241 e 242, escritos por William Voltz, os protagonistas salvam a humanidade, mas recebem uma reprimenda (reflexo direto da visão pacifista do autor), já neste, Mahr coloca o protagonista sendo promovido a Primeiro-Tenente.

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