segunda-feira, julho 27, 2026

Perry Rhodan - O espírito da máquina

 


Na série Perry Rhodan, há volumes que funcionam como uma verdadeira gangorra: alternam ótimos momentos com passagens absolutamente modorrentas. Um exemplo claro disso é o número 249, escrito por Kurt Mahr.

Nos números anteriores, Rhodan descobre que os Senhores da Galáxia pretendem inspecionar todos os seus transmissores. Isso coloca em risco o "Transmissor Chumbo de Caça", tomado pelos humanos em um sistema que o inimigo considera desabitado. Os terranos podem até repelir as primeiras patrulhas, mas certamente viriam outras, com frotas cada vez maiores, até que a resistência local fosse dizimada — o que provavelmente ocorreria já na quarta expedição.

A única saída é tentar criar um bloqueio no transmissor para barrar o avanço dos atacantes. Contudo, o surgimento de um estranho ser energético parece tornar essa missão impossível.

O livro começa muito bem, focando no primeiro contato do engenheiro Steven Kantor com o ser, que se manifesta como um monstro. Mahr acerta ao centrar a narrativa em um homem comum e ao detalhar o cotidiano nas naves, incluindo o processo de recrutamento e até minúcias sobre os refeitórios.

No entanto, do meio para o fim, o autor — que tinha formação científica — empolga-se com detalhes técnicos em dezenas de páginas capazes de dar sono em um sonâmbulo. A história só retoma o fôlego a partir do capítulo seis, quando a batalha espacial é descrita e a natureza do ser energético é revelada em um interessante plot twist.

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