segunda-feira, agosto 13, 2018

Ursal é o Francisco Iwerten da política

Hoje em dia, realidade e ficção se misturam como nunca. Resultado do mundo hiper-real em que vivemos. Exemplo disso foi a Ursal, criada como piada por uma professora para criticar o PT, a Ursal passou a ser vista como real por uma enorme parcela da sociedade - chegando a ser citada até mesmo em debate presidencial. 
Minha tese era exatamente sobre esse assunto, cada vez mais urgente: o mundo hiper-real em que as pessoas se tornam incapazes de distinguir o simulacro da realidade.
Exemplo disso foi o quadrinista fake Francisco Iwerten, uma brincadeira que fugiu do controle a ponto de muitos acreditarem que ele existia de verdade. 
Para ler a história fake do Ursal, clique aqui
Para ler minha tese, clique aqui.  

Oficina de mangá no I Aspas Norte


Uma das atrações do I Aspas Norte - Congresso de quadrinhos da região norte - será a oficina de mangá ministrada por Cibele Nunes Tenorio. 
Cibele é formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá - UNIFAP em 2008, professora de Mangá, cartoon, quadrinhos, ilustração e Ilustração Digital no Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Candido Portinari desde 2012.Estudou Manga na Escola Visuart Online e atualmente estuda Pintura Digital na Escola N-Pix.
Para se inscrever no congresso, clique aqui.

Capas de pulp fictions

Pulp fictions foram publicações anteriores ao surgimento das revistas em quadrinhos (comic books, nos EUA). Publicava contos, inicialmente de autores consagrados, como Poe e H. G. Wells. Posteriormente começaram a contratar novos escritores. Alguns dos autores mais famosos do século XX, como Isaac Asimov, surgiram nos pulps. O nome se deve ao fato do papel ser feito com a polpa da madeira, um papel vagabundo ao extremo, que vazava as letras para o outro lado e se esfarelava com o tempo. Como precisavam se destacar nas bancas, essas revistas tinham capas chamativas, algumas das quais se tornaram clássicas. Abaixo algumas capas de pulps.










domingo, agosto 12, 2018

O mundo perdido dos pulp fiction


Há uma idéia generalizada de que os pulp fiction são uma forma menor de literatura. Muitos, inclusive, traduzem o termo como literatura barata. Nada mais falso. Em mais de um século de existência, os pulp publicaram alguns dos grandes autores de sua época e revelaram grandes nomes da literatura.
A história dos pulps começa em 1896, quando o editor Frank Mnsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta com formato de 17 por 25 cm. O papel, de péssima qualidade e altamente descartável, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp. A publicação custava apenas um centavo. Mais tarde, alguns pulps chegariam a custar até 20 centavos.
Os pulps surgiam como uma opção de leitura e diversão para uma grande massa de trabalhadores que emigrava do campo para a cidade, formando o que seria chamado de sociedade de massas. O salário médio de um operário era de 7 dólares semanais e o preço dos pulps não pesavam no bolso. Em 1907 The Argosy já vendia 500 mil exemplares. Preço baixo e grandes tiragens seriam a receita de sucesso dos pulps até meados do século passado.
O mesmo Munsey iria lançar uma das mais célebres publicações no gênero: All-Story Magazine. Foi nessa revista que Edgar Rice Burroughs lançou em 1912 a história “Sob as luas de Marte”, com o personagem John Carter de Marte. Pouco depois ele criou, para a mesma revista, um personagem que se tornaria uma lenda do século XX: Tarzan.
A partir da década de 20 os pulps entraram em decadência devido à concorrência do rádio e do cinema. A reação dos editores deu origem a uma das eras mais prolíferas do gênero: as revistas passaram a ser temáticas. Surgiram revistas sobre crimes, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos e zepelins.
As revistas de crime revelaram um dos maiores escritores norte-americanos: Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir. Esse novo tipo de história mudava a ótica das histórias policiais, tornando-as mais realistas. A linguagem seca e rápida de Hammett teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.
As revistas de ficção-científica revelaram nomes como Isaac Assimov e Ray Bradbury. Posteriormente essas revistas passariam por uma reformulação editorial e se tornariam mais elitistas, como o são hoje.
Mas o que ficou marcado na mente das pessoas foram os personagens criados para essas revistas. Além de Tarzã, muitos outros desfilaram pelas páginas dos pulp fictions: O Sombra, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu e muitos outros.
Esses personagens seriam uma virada nos pulps e talvez sem eles esse tipo de revista não teria alcançado tanto sucesso numa época em que a crise econômica arrasava o mundo inteiro.

O Sombra é um bom exemplo dessa nova perpectiva. O personagem surgiu em um programa de rádio. Ele era o apresentador de um programa baseado nas narrativas da revista Histórias de Detetive. No dia 31 de julho os norte-americanos se espantaram com um voz cavernosa que ria e dizia: “Quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens? O Sombra sabe”.
O editores esperavam que o programa alavancasse as vendas da revista. Mas as pessoas iam às bancas procurando justamente as aventuras daquele personagem misterioso. Daí para que o personagem se tornasse uma estrela dos pulps foi um pulo. O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.
O Sombra daria a tônica do que seriam os heróis dos pulps: um herói destemido e misterioso que combate o mal ajudado por uma equipe de especialistas.
Esse seria o mesmo mote de Doc Savage. Desde sua infância Savage cultivou o corpo e o intelecto, tornando-se um gênio e ao mesmo tempo um atleta. Além disso, sua pele tem uma coloração bronzeada que lhe valeu o apelido de Homem de Bronze. Em suas aventuras ele contava com a ajuda de cinco amigos e juntos combatiam o mal com muita coragem e os mais avançados aparelhos tecnológicos.
Savage migrou para o cinema, e para os quadrinhos, sempre com muito sucesso.
Capitão Futuro, criado por Edmond Hamilton, é outro personagem que fez história, agora num cenário de ficção científica.
A história se passa na década de 1990.
Capitão Futuro é um verdadeiro um super-homem, com visão esplendida, reflexos super-desenvolvidos e gênio super-desenvolvido. De sua base na Lua ele vive as mais extraordinárias aventuras ao lado de seus três companheiros: Um robô pensante feito à sua própria semelhança; Simon Wright, a enciclopédia viva, um cientista que para se livrar de uma doença fatal, teve seu cérebro transplantado para um tanque e Otho um guerreiro de cristal que muda de forma quando é necessário.
A primeira história começa com um parágrafo que dá o tom épico do personagem: “O nome e a fama do Capitão Futuro são conhecidos por todo homem e mulher viventes. As incríveis façanhas do mais assombroso aventureiro da história serão narrados enquanto existir a humanidade”.
A mitologia criada pelos pulps é tão forte que impregnou o cinema, os quadrinhos e a imaginação de milhões de pessoas no mundo todo. De Indiana Jones ao Super-homem, a cultura pop deste século deve muito aos pulp fictions.

Ê, meu pai - Raul Seixas





Ê Meu Pai

Raul Seixas



Ê, meu pai, olha teu filho meu pai

Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai



Quando eu cair no chão segura a minha mão

Me ajuda a levantar para lutar



Ê, meu pai, olha teu filho meu pai

Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai



Se o medo da loucura nessa estrada escura

Me afastar da luz que me conduz



Ê, meu pai, olha teu filho meu pai

Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai



Se eu me sentir sozinho ou sair do caminho

E a dor vier de noite me assustar



Ê, meu pai, olha teu filho meu pai

Ê, meu pai, ajuda o filho meu pai

Viagem ao fundo do mar


Viagem ao fundo do mar foi um seriado de aventura criado por Irwin Allen e exibido na TV americana na década de 1960.
O seriado teve origem em um filme dirigido por Allen sobre um submarino nuclear que tenta salvar a terra de um desastre. O diretor conseguiu convencer a Fox a produzir o seriado com o argumento de que os principais cenários já estavam prontos e poderiam ser reaproveitados.
Assim, surgiu o seriado no qual o submarino seaview enfrentava monstros, extraterrestres e nações inimigas dos EUA.
Uma curiosidade é que a marinha americana inicialmente se negou a ajudar a produção, temendo que o desenho de seus submarinos fosse divulgado. Assim, o pessoal do design teve de se infiltrar em grupos de turistas em exposições de submarinos alemães capturados durante a II Guerra e fazer desenhos escondidos.
Com o sucesso da série, o submarino a principal estrela. O Marechal Costa e Silva, então presidente do Brasil, fez questão de visitar o seaview quando visitou os EUA, em 1967.
No Brasil, Viagem ao Fundo do Mar foi exibida em vários canais de TV a partir dos anos 70. A última emissora a transmití-la foi a Rede Record, no início dos anos 90.

sábado, agosto 11, 2018

A arte incrível de Josh Kirby


O artista Josh Kirby é mundialmente famoso por ter ilustrado as capas da série Discworld, de Terry Pratchett. Seu estilo, misturando fantasia e humor casou perfeitamente com a série sobre um mundo em formato de disco apoiado sobre quatro elefantes gigantes que descansam sobre uma tartaruga que vaga pelo espaço. Confira sua arte repleta de detalhes. 







Superaventuras Marvel 4


Superaventuras Marvel número 4 foi a primeira revista de heróis que eu li, provavelmente no ano de 1982. Eu estava em uma fila de banco do tipo que durava a manhã inteira e parte da tarde (sim, havia uma época em que a única forma de pagar contas era enfrentando a fila do banco). Alguém tinha levado essa revista e, quando terminou de ler, alguém pediu emprestado, mas acabou emprestando para outra pessoa. Assim, a revista foi passando de mãos em mãos até chegar ao local em que eu estava. Ali ela parou. Devorei a revista da primeira à última página. Lembro que gostei do Demolidor do Frank Miller. Mas que o que realmente me chamou atenção foi a história do Doutor Estranho, que tinha um forte toque de horror, e a história de Conan. Em certo ponto o dono pediu a revista de volta e tive que devolver. Nunca mais achei essa edição, nem mesmo em sebo, mas ela foi essencial para que eu me tornasse leitor de quadrinhos.

sexta-feira, agosto 10, 2018

O dia em que a terra parou


A origem do filme O dia em que a terra parou é o conto “Adeus ao mestre, de Harry Bates, publicado em 1940. No conto, um embaixador extraterrestre é morto e um momento é erigido em sua homenagem ao redor da nave, que não pode ser aberta e, na frente dela, o robô, que não se mexe, e, aparentemente, está inativo. Mas um fotógrafo desconfia que algo está acontecendo e resolve passar a noite próximo ao robô (e acaba se surpreendendo com o que acontece).
Robert Wise pegou essa premissa e transformou num dos filmes mais importantes da ficção científica de todos os tempos. Ao contrário do conto (em que a história do embaixador Klaatu é narrada em flash back), o diretor preferiu trabalhar com uma narrativa linear, o que não tirou da história seu impacto revolucionário, mas de certa forma, ampliou-a.
Muito mais do que um filme de ação, O dia em que a terra parou é um filme filosófico, que reflete sobre a humanidade e a bondade.
Na história, o embaixador traz uma mensagem de paz, mas um aviso: se continuarem se tornando uma ameaça aos outros planetas, a Terra deverá ser exterminada. Mas a chegada da nave é vista pelo governo americano como uma ameaça. Klaatu é alvejado e foge, indo parar em uma pensão, onde conhece uma viúva e seu filho, que o ajudam a encontrar um grande cientista, que poderia ajuda-lo em sua missão de convencer os governos terrestres a cessarem a corrida armamentística.
O filme, lançado em 1951, estreou em plena Guerra Fria, período em que Rússia e EUA disputavam o controle mundial num frágil equilíbrio, que colocou a humanidade diversas vezes próxima do armagedrom (chegou a existir até mesmo um relógio do fim do mundo, criado por cientistas, que mostrava o quanto estávamos próximos do fim – representado pela meia-noite). Tornou-se um símbolo do apelo pela paz e um dos mais pungentes apelos contra a insensatez humana.

Capitão América e Falcão – o império secreto



Quando Steve Englehart assumiu o título do Capitão América, em 1974, ele estava em vias de ser cancelado em decorrência das baixas vendas. Em seis meses o roteirista o transformou em uma das revistas mais vendidas da Mavel. A razão para esse sucesso pode ser visto no volume XXX da coleção de graphics Marvel da Salvat.
Englehart debruça-se sobre o que é ser um herói. Ser um herói é simplesmente lutar contra vilões em aventuras repletas de bordoadas? Ou algo mais? E quem é o vilão? Se na época da II Guerra Mundial era muito fácil identificar os vilões na figura dos nazistas, na década de 1970, em pleno escândalo de Watergate isso era algo muito mais complexo.
A história toda gira em torno de uma série de fake News criadas por uma sociedade maligna (O império secreto) para desacreditar o Capitão América. A propaganda criada pelo grupo distorce fatos – um momento em que o Capitão empurra policiais para atacar um vilão é mostrado como uma agressão à autoridade, por exemplo.
Vítima dessa campanha de difamação, o Capitão acaba preso por um crime que não cometeu e terá de provar sua inocência.
O plot em si já é o suficiente para tornar a trama relevante até o dias atuais (embora atualmente as fake News se espalhem muito mais pelas redes sociais), mas Englehart, além disso, escreve bem, um texto simples, fluente, que casa perfeitamente com a arte de Sal Buscema (na época muito influenciado por Jack Kirby).
A melhor história do volume é a última, “O Capitão América deve morrer”, curiosamente a única que não tem ação. A HQ toda é uma reflexão sobre o que é ser herói. Perturbado pelos acontecimentos da saga, pela constatação de que pessoas do governo estavam tramando para transformar os EUA em uma ditadura e com a forma como o povo se deixou enganar pelas notícias falsas, voltando-se contra ele, Steve Roger pensa em abandonar a vida de herói. Várias pessoas tentam convencê-lo do contrário, de Thor ao Homem-de-ferro, passando pelo companheiro Falcão e os diálogos são um verdadeiro ensaio sobre qual o significado do heroísmo  nos tempos modernos e sobre como mesmo um país como os EUA estão sempre à sombra do autoritarismo.
Uma frase do Falcão é um dos grandes momentos dessa história: “Heróis são pessoas especiais porque são um exemplo público do que é certo”. Em uma era como a nossa, em que pessoas que não fazem a menor questão de fazer o que é certo são chamadas de heróis histórias como essa mostram sua relevância.   

quinta-feira, agosto 09, 2018

A origem da Mulher-Maravilha


No princípio, o gênero super-herói era uma exclusividade masculina. A primeira super-heroina dos gibis, a Mulher-gavião, só surgiu em 1941, na revista All Star Comics 5. Mas a primeira grande heroína de sucesso só surgiria, na mesma revista, três edições depois. Trata-se da Mulher Maravilha.
A personagem era uma criação do psicólogo William Moulton Marson. Um dos criadores do detector de mentiras, Marson desviara-se da carreira acadêmica ao se transformar numa espécie de guru de auto-ajuda. Ele foi o primeiro psicólogo a ter uma coluna mensal em uma revista familiar, a Family Circle. Como forma de valorizar ainda mais suas opiniões, seu texto era apresentado na forma de entrevistas. Numa delas, ele falou de quadrinhos. Queixou-se da violência explícita dos gibis, mas disse que talvez os quadrinhos estivessem tocando “no ponto nevrálgico dos desejos e aspirações universais da humanidade”. Era um psicólogo falando bem dos quadrinhos! Isso fez com que Willian Gaines, da National, o convidasse para fazer parte do Conselho Editorial Consultivo da editora.
Marson percebeu a chance e decidiu aproveitá-la. Na sua opinião, “o maior crime dos gibis era sua masculinidade desbragada”. Assim, ele se ofereceu para criar uma super-heroina que atrairia as crianças e sossegaria os pais.
A base da nova personagem era a crença de que as mulheres são mais fortes que os homens, pois controlam a força do amor. Para o psicólogo, homens e meninos estavam procurando uma garota bonita e empolgante que fosse mais forte que eles.
Eles estavam procurando uma Mulher Maravilha! A personagem é uma das Amazonas da Ilha Paraíso que vem à terra para por fim à guerra e à exploração. Para combater o machismo e a violência, ela tinha duas armas. A primeira eram braceletes, com os quais ela poderia se defender contra tiros. Esses braceletes, além de serem uma arma de proteção, eram também uma lembrança das algemas impostas às amazonas por Hércules e, portanto, um símbolo do que acontece às garotas quando elas se deixam conquistar por um homem. A segunda arma era um laço mágico que obrigava todos que fossem presos por ele a se submeterem à vontade da Mulher Maravilha. Esse laço era um símbolo do que Marston chamava de “sedução do amor”, o poder real das mulheres.
Para desenhar a personagem, os editores da National queriam um ilustrador moderno, mas Marston bateu o pé no nome de Harry G. Peter, um ilustrador publicitário de estilo antiquado.
Os donos da National pareciam ansiosos para ter uma personagem escrita pelo psicólogo, tanto que não só concordaram com o nome de Peter, como ainda cederam os direitos dos personagens e royalties perpétuos sobre ela.
Durante a II Guerra Mundial, a Mulher Maravilha assumiria a identidade da enfermeira Diana Prince e se apaixonaria pelo capitão Steve Trevor, mas a relação dos dois sairia do padrão da época, pois era quase sempre ela que o salvava de perigos.
Apesar das histórias confusas (que sempre incluíam pessoas amarradas) e apesar do desenhista antiquado, a Mulher Maravilha foi um sucesso, tanto que em 1942 acabou ganhando revista própria. Mas o feminismo não parece ter tocado as meninas. 90% dos leitores eram homens, sobretudo pré-adolescentes. Para Gerard Jones, autor do livro Homens do Amanhã, “A Mulher-maravilha, muito mais do que um modelo para as meninas, como se pretendia que ela fosse, era uma forma dos meninos se aproximarem dos mistérios mais assustadores”.

Qual o papel da IBM no holocausto?

Segundo o livro IBM e o holocausto, de Edwin Black , a empresa teve papel fundamental na descoberta, catalogação e eliminação de judeus.
Black, um americanos filho de judeus que sobreviveram à perseguição nazista, mostra que a IBM teve lucros recordes com esse contrato.
A identificação dos judeus era elemento essencial na sua segregação e confisco de bens, isolamento em guetos, deportação, trabalho escravo e, finalmente, eliminação. Esse era um desafio tão grande que só poderia ser solucionado por um computador.
Na época não existia computador, mas existia a tecnologia Hollerith, de cartões perfurados. Os historiadores sempre se espantaram com a facilidade e rapidez com que os nazistas conseguiam identificar e perseguir os judeus. A resposta pode estar na IBM, que providenciou a automatização da perseguição.
Além de identificar os judeus, os cartões da IBM permitiam o gerenciamento das ferrovias e a organização do trabalho escravo nos campos de concentração.

Um exemplo do usos cartões da IBM era o campo de Bergen-Belsen. Cada prisioneiro era identificado por um cartão. A terceira coluna de furos identificava a categoria de prisioneiros. O furo de número 3 significava homossexual, o 8 judeu, o 12 cigano. A coluna 34 identificava a razão do envio para o campo. 2 significava que continuava trabalhando, o 6 era o tratamento especial, eufenismo para extermínio. 

O sistema de cartões usados pelos nazistas representavam metade do lucro mundial da empresa, que contratava milhões de recenseadores.

quarta-feira, agosto 08, 2018

4º FNPAS - Fórum Nacional de Pesquisadores de Arte Sequencial | Vivendo ...

Heróis da TV 43


A edição 43 da revista Heróis da TV troux como principal atração uma história de Conan publicada na revista What if (aqui traduzida como O que aconteceria se...) em 1979. Na história, Conan surge na Nova York da década de 1970 em pleno apagão. O desenho de John Buscema como arte final de Ernie Chan dispensa apresentações. O visual rico da história enche os olhos do leitor desde a capa. O desafio ficou mesmo por conta do roteirista Roy Thomas: como trazer o cimério para nossos dias e manter a verossimilhança da história? Afinal, Conan é um personagem de fantasia capa e espada. Como adequar isso a um ambiente urbano contemporâneo. Thomas resolve isso através de um truque esperto: Conan veio para nosso tempo através de magia.
A HQ é tão repleta de ação que o leitor facilmente esquece a descrença e embarca na história, apesar de algumas incoerências (Conan se apaixona por uma taxista e parece cavaleiro demais - em determinado o texto diz que ele está esganando um homem com a mão direita, quando o desenho o mostra fazendo isso com a mão esquerda, que havia levado um tiro).
No final, é, acima de tudo uma história divertida. Destaque para o humor de Roy Thomas, que brinca o tempo todo com o fato de que os personagens não falam a mesma língua, o que provoca diversos equívocos. Deixo aqui também a capa original.

O código Bro

Barney Stinson é aquele personagem que você odeia em um primeiro momento e depois assiste a série principalmente por causa dele. Convencido, mulherengo, arrogante, mas leal (exceto quando há mulheres em jogo), ele se tornou o personagem mais popular da série How I met your mother. 
Barney segue um código de ética próprio, segundo ele criado há séculos: o código Bro, constantemente citado na série. A editora Intríseca lançou o tal código na forma de livro, na qual podemos conferir a sabedoria de Barney Stinson (com textos de Matt Kuhn). Algumas pérolas:
Os bros antes das minas.
Um bro sempre tem direito de fazer coisas idiotas, desde que seus bros também estejam fazendo.
Um bro jamais admite não saber dirigir um carro com câmbio manual. Nem depois de um acidente.
Um bro larga tudo que estiver fazendo para ajudar seu bro a terminar com uma garota.
Um bro não deve dormir com a irmã de outro. Porém, um bro não deve ficar chateado com o outro se ele disser: "Cara, sua irmã é muito gostosa!".
Dois bros não devem se olhar nos olhos durante um ménage do diabo com uma garota.

terça-feira, agosto 07, 2018

A arte extraordinária de Nilson Muller


Nilson Muller é um dos mais importantes ilustradores publicitários do Paraná. Foi o primeiro cenógrafo de televisão do Paraná e durante vários anos atuou como desenhista free-lancer para o mercado editorial e publicitário. Ele desenhou o álbum do Palhaço Zequinha, foi o criador do personagem Zé Gotinha, colaborou para a logo do Açúcar Diana e foi um dos criadores do personagem “O Gralha”. Atualmente, aos 75 anos, trabalha com ilustração digital e como artista plástico. Sua arte pintada se destaca pela beleza, riqueza de detalhes e perfeição anatômica, além da ótima composição. Confira o trabalho desse grande mestre.