terça-feira, novembro 29, 2022
Josiane, a psicopata
Drácula - A noite da vampira
O número 1 da revista Giant-Size Chillers Featuring Curse of
Dracula apresentou uma personagem nova na era Marvel: Lilith, a filha de
Drácula.
A personagem aparece de uma forma aparentemente aleatória:
uma moça está sendo agredida pelo pai por estar grávida. Ela se casara com um
rapaz em segredo e o pai não aceitava nem a gravidez nem o casamento. À certa
altura, o pai derruba o garoto, que bate a cabeça na parede e morre.
Então vemos a garota de costas, debruçada sobre o morto. Como
ela está de costas, não vemos seu rosto. Ela diz: “Você matou ele, pai. Ele tá
morto. A cabeça dele bateu na parede. Deus, meu Deus... você matou ele.
Portanto, querido pai, você não me deixa nenhuma opção. Deve compreender,
claro...”. Na página seguinte, numa imagem de impacto que ocupado dois terços
da página, vemos que a garota ruiva se transformou numa mulher de cabeços
pretos, roupa escura e dentes caninos pronunciados: “... que tenho que
matá-lo!”, diz ela, completando a frase da página anterior.

A primeira aparição da filha de Drácula
É a primeira image de Lilith e à primeira leitura, parece estranho.
Mas, lá na frente, quando é contada a origem da personagem, tudo faz sentido.
Lilith é filha da primeira esposa de Drácula. Como se tratava
de um casamento arranjado, o Conde odiava a esposa. Com a morte de seu pai, que
havia forçado o casamento, Drácula a expulsa do castelo. A mulher procura uma
cigana e lhe entrega a criança para ser criada e logo após comete suicídio.
Nesse meio tempo, o Conde inicia uma cruel perseguição aos
ciganos em seus domínios. Como vingança, a mulher resolve transformar a menina
numa vampira: “Seu pai é um vampiro e você também se tornará um. Mas jamais
temerá o sol... nunca precisará fugir de um crucifixo. E sua alma continuará
viva até o dia em que ele morrer... se você morrer, busque outro corpo onde
renascerá... um corpo inocente como o seu, que deseje a morte do próprio pai”.

Drácula odiava a primeira esposa. Lilith é fruto desse relacionamento.
Só então entendemos o surgimento da personagem: morta, ela se
aproveitou dos sentimentos da garota ruiva para ressurgir.
Dois aspectos ganham importância nessa trama: o ótimo texto
de Marv Wolfman, que consegue criar perfeitamente uma ambientação, na melhor
tradição do terror, como no trecho: “Se planetas chorassem, o fariam essa
noite. Se a terra pudesse se erguer em fúria, terremotos eclodiriam por todas
as partes”.
O outro aspecto é o desenho de Gene Colan, repleto de sombras
e linhas e figuras ondulantes, que parecem saltar da página como morcegos
prestes a nos morder.
Corra, Lola, corra!
segunda-feira, novembro 28, 2022
J. Kendall – Uma história em pedaços
Publicada no número 143 da revisa Júlia Kendall, “Uma história em pedaços” é um ótimo exemplo do melhor que essa personagem apresenta: uma mistura de história policial com ótimo desenvolvimento de personagens e diálogos incrivelmente geniais.
Na trama, os responsáveis pelo setor de bagagens de uma estação de trem estão abrindo malas no setor de achados e perdidos com o objetivo de roubar objetos de valor. Mas acabam se deparando com uma mala onde foi guardada uma perna humana.
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| Uma trama paralela mostra a irmã de Júlia envolvida com um traficante. |
A polícia de Garden City é imediatamente acionada e, junto com ela, a criminóloga Júlia Kendall. Outras partes do corpo vão sendo descobertas no Correio, por exemplo.
O desafio é imenso: é necessário descobrir a identidade do morto e descobrir o assassino e sua motivação. A imagem da capa, com Júlia montando um quebra-cabeça é perfeita nesse sentido. De fato, para desvendar esse crime é necessário montar um quebra-cabeça.
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| A história faz uma homenagem aos clássicos do faroeste. |
Um dos indícios são os nomes usados pelo assassino para despachar as partes dos corpos: os verdadeiros nomes de John Ford e de John Wayne, o diretor de Os brutos também amam. Isso inclusive é usado para colocar, dentro da HQ, uma cena desse último filme, numa bela homenagem de Berardi ao clássico do cinema.
A origem da cibernética
No final da década de 30, um grupo de cientistas se reunia na cidade de Boston para discutir assuntos científicos.
Bárbaros - série conta a maior derrota do exército romano
Pelo jeito, a moda atual são séries históricas. Depois do sucesso de Vikings e The Last Kingdon, surgiram várias outras atrações focadas em momentos históricos. Um dos mais interessantes é Bárbaros, série alemã da Netflix.
A série conta, de maneira ficcional, os episódios por trás da Batalha da Floresta de Teutoburgo também conhecida também como Desastre de Varo. Na ocasião, os germânicos massacraram três legiões romanas. Foi uma as maiores derrotas de Roma em todos os tempos e marcou o fim da expansão do Império.
A série é focada no filho de um rei germânico, que foi levado para Roma como forma de garantir a fidelidade das tribos. Anos depois, ele retorna como Armínio, agora como um experiente soldado romano. Mas ele jamais esqueceu o que lhe fizeram na infância e tem um plano para vencer o exército romano e se vingar.
Dois amigos de infância têm importância fundamental na história: Thusnelda é um moça tida como vidente, capaz de falar com os deuses, que odeia os romanos por eles terem aleijado seu irmão mais novo.
Já Folkin quer se vingar dos romanos por terem matado sua família.
Esse trio formará um triângulo amoroso e será fundamental na batalha da floresta.
Se você discorda de algo, não compartilhe
Pouco depois a polícia veio a público explicar o quanto esse comportamento era burro: o pedido de compartilhamento provavelmente havia sido feito por alguém do próprio blog. Em decorrência dele, milhares de pessoas entraram no link. Esse número altíssimo tornava impossível descobrir quem era pedófilo e tinha entrado por curiosidade ou para verificar antes de compartilhar a denúncia.
Com isso, os pedófilos conseguiram um canal amplo de divulgação da pedofilia (e provavelmente de contato entre eles). E, segundo a polícia, bastava uma pessoa ter denunciado e o inquérito seria instalado do mesmo jeito.
Aí vem o pulo do gato, a grande regra das redes sociais: se você discorda de algo, não divulgue, não amplie o alcance.
Se você acha um Youtuber patético, não compartilhe o vídeo dele, mesmo que tenha um comentário do tipo: "Olhem como ele só fala besteira". A cada pessoa que compartilha porque não gosta dele, aumenta o alcance do canal e ele ganha seguidores.
Se você não gosta de quiabo, não fique fazendo postagens sobre quiabo. Isso só faz com que mais e mais pessoas queiram experimentar quiabo.
domingo, novembro 27, 2022
Fundo do baú - O xodó da vovó
Entre os desenhos animados da HB, um dos menos conhecidos no Brasil é o Xodó da Vovó (Precious Pupp, no original).
Criado em 1965, mostrava as aventuras de uma velhinha apaixonada por motos e seu cachorro Precioso.
O humor da série surgia do fato da vovozinha achar que seu cão é o mais afetuoso e comportado do mundo, ignorando sua natureza violenta (na maioria das vezes na defesa da dona ou da casa, mas em alguns casos apenas por diversão).
Em um dos episódios, por exemplo, a dupla vai parar numa ilha onde existem antropófagos. A vovó prepara o jantar vangloriando-se da bela natureza (“Eu me sinto jovem como se tivesse 60 anos!”) enquanto Preciso impede que um dos canibais a coma. Numa sequência típica de desenhos animados, ele chega a plantar uma árvore que cresce rápido o bastante para que o canibal dê de encontro com ela.
Em outro episódio, precioso inferniza a vida do carteiro e de um pedreiro enquanto, ao mesmo tempo, ajuda um passarinho que vai ser comido por um gato e um garoto que não alcança um bebedouro.
Precioso era, portanto, uma mistura de herói com vilão (aspecto simbolizado por sua rizada asmática no estilo Muttley).
A atração teve apenas uma temporada e 26 episódios.
Suplemento Marco Zero Kids
Olympia, de Manet, um dos quadros mais polêmicos de todos os tempos
Esquadrão Atari – Traidor
Desde que Blackjack voltou da aparente morte nas mãos do
Destruidor Negro, Martin Champion desconfiou de que ele fosse na verdade um
espião do vilão.
Isso acabou se revelando verdade no número 11 da série
Esquadrão Atari.
A capa já revela essa verdade, numa daquelas cenas
impressionantes que só Garcia-Lopez conseguia fazer: Dart está caída no chão, a
calça rasgada pelo que parece ser um tiro. Ela olha para cima, assustada e
levanta a mão esquerda para se defender. Acima dela, Blackjack sorri e aponta a
arma futurista.

Blackjack está a serviço do Destruidor.
Já no interior, vemos Blackjack acordando no meio da
madrugada e acessando o computador da nave para fazer uma ligação para o vilão.
“Como estão meus amigos do Esquadrão Atari?”, pergunta o Destruidor. “Espero
que Martion Champion e seu filho gozem de boa saúde! Não quero que nada
aconteça a eles... ainda!”.
O plano do Destruidor é levar o grupo ao local onde está
instalada a bomba de antimátiera que irá destruir todo um universo como forma
de se vingar de Champion.

Blackjack seria capaz de matar sua amada?
Para isso, Blackjack trava os controles da nave, fazendo com
que ela se direcione exatamente para o local onde o vilão quer. Nesse meio
tempo, a traição de Blackjack é descoberta e a imagem da capa se reproduz na
HQ: Dart caída, seu namorado apontando a arma para ela, pronto para mata-la.
Toda essa sequência é uma mostra de como a dupla Gerry Conway
e Garcia-Lopez estava sintonizada. O roteiro eleva o suspense ao seu máximo e o
desenho destaca ainda isso.

A esposa de Martin Champion morre no parto e ele passa a acreditar que a culpa é do bebê.
Essa mesma edição traz a explicação da relação conflituosa
entre Martin Champion e seu filho.
Numa sequência extramemente dramática, vemos o nascimento da
criança. A mulher é envolva por uma luz e grita: “Oh, meu Deus... ele está me
matando! Martin, é ele... é ele!”.
Champion a partir daí passa a acreditar que o filho de alguma
forma matou a mãe, mas ele entendeu mal a mensagem: o verdadeiro assassino é o
Destruidor Negro, que todos pensavam estar morto e estava ali iniciando sua
jornada de vingança.
Esquadrão classe A: o seriado que se tornou uma febre nos anos 80
Pancadaria – por dentro do épico conflito Marvel vs DC
Superman – as quatro estações
Um dos aspectos mais interessantes do personagem Superman é como ele tem sido objeto das abordagens mais diversas, o que mostra o quanto o herói é, na verdade, complexo. Superman – as quatro estações, de Jeph Loeb (roteiro), Tim Sale (desenhos) e Bjarne Hansen (cores) mostra um aspecto poucas vezes explorado no personagem: a do matuto garoto de interior, o ingênuo habitante da Smallville.






















