sábado, dezembro 30, 2023
Galeão - um mistério para desvendar
Que horas ela volta?
A diretora brasileira Ana Muylaert parece ter uma predileção por histórias sobre pessoas com uma vida pacata que acaba sendo abalada e virada de ponta cabeça por um evento qualquer. Nós já vimos isso em Durval discos no qual o dono de uma loja de LPs tem o seu cotidiano impactado pelo surgimento de uma criança.
O mesmo esquema pode ser observado em Que
horas ela volta?, filme de 2015.
Na trama, Val é uma empregada doméstica que
sai do nordeste em busca de melhores condições de vida. Depois de uma década
inteira na casa de uma família de classe média alta, ela descobre que a filha
está indo para São Paulo prestar vestibular. Como mora com os patrões, a única
opção é abrigar a garota lá, o que gera toda a reviravolta da história.
A chegada da garota abala a estrutura social
da casa. Para começar, o patrão simpatiza com ela e permite que use o quarto de
hóspedes. Esse pequeno fato vai provocando outros e outros, como uma bola de
Neve. Um dos resultados é que Val começa a questionar sua condição social,
demarcada por fatos simples, como não consumir o mesmo sorvete dos patrões ou
não poder entrar na piscina.
Que horas ela volta? é um filme que pode ser
abordado sob os mais diversos aspectos: as relações de classe, o conflito de
gerações, as crianças que são criadas por empregadas ou babás porque suas mães estão muito ocupadas e até a
invisibilidade social, a exemplo da cena em que Val serve canapés e é
simplesmente ignorada por todos.
A atuação de Regina Case tem sido muito
elogiada e com razão. Ela incorpora a personagem com perfeição. Mas Camila
Márdila tem uma atuação soberbada como a filha da empregada. As duas atrizes,
inclusive, dividiram o prêmio Prêmio World Cinema Dramatic Especial Jury por
sua atuação na película.
Um curiosidade para os fãs de quadrinhos: o
personagem José Carlos, o pai de família, é interpretado por ninguém menos que Lourenço
Mutarelli.
sexta-feira, dezembro 29, 2023
Fundo do baú - Space Ghost
Pode não parecer, mas Space Ghost foi a resposta da Hanna-Barbera ao sucesso do seriado do Batman de Adam West.
A Hanna-Barbera e a rede de televisão CBS tinham decidido criar um personagem de ficção científica para a programação. No final da discussão, chegaram a um nome: Space Ghost, mas não havia decisão sobre o uniforme. A ideia era fazer um personagem que tivesse o poder de se tornar invisível, daí o título, que pode ser traduzido como Fantasma Espacial.
Quando ainda estava sendo desenvolvido o uniforme, o produtor Freddie Silverman chegou com uma revista Time que mostrava na capa Adam West como Batman de Adam West e o Robin de Burt Ward. Ele queria algo naquele estilo. O responsável por criar o design da série era o lendário Alex Toth, que odiou a ideia. Afinal, a proposta era criar um personagem que se parecesse com um fantasma, portanto totalmente branco. Mesmo assim teve que colocar um capuz preto no personagem e dar-lhe uma capa. Para evitar que a cabeça se confundisse com o fundo preto nas cenas do espaço, a solução foi criar uma espécie de halo de energia em volta do personagem.
O personagem tinha dois ajudantes, o casal de irmãos Jan e Jace, que seguiam o visual de Robin. Completava o grupo um macaco, Blip. O curioso aí é que tanto os irmãos quanto o macaco usavam máscaras. Como o grupo só combatia ameaças de outros planetas, por que proteger suas identidades secretas? E por que um macaco precisaria usar uma máscara? Nada disso foi explicado, assim como a origem dos personagens. Mas o visual criado por Toth se tornou icônico e um dos mais bonitos do gênero super-heroiesco, o que em boa parte garantiu o sucesso da série entre os fãs.
Os roteiros não variavam muito além da ameaça da semana. No primeiro episódio, o grupo enfrentava um monstro feito de lava, em outro combatia um povo alienígena que capturava naves e vendia seus passageiros como escravos.
O personagem surgiu em 1966 e teve duas temporadas com 42 episódios. Já na década de 1960 teve uma revista em quadrinhos publicada pela Gold Key. Posteriormente a Marvel e a DC fariam suas versões do herói.
Em 1994 o personagem voltou a ter uma série com o inusitado Space Ghost de Costa a Costa, no qual entrevistava personalidades. Alguns vilões da série original, como Zorak, apareciam como show como coadjuvantes.
Luke Cage e Punhos de ferro de Chris Claremont e John Byrne
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| A primeira história já dava o tom da série. |
Conforme se desenrola a história, descobrimos que Cage não se tornou maligno: um vilão sequestrou sua namorada e seu amigo cientista e o obrigou a sequestrar Misty Knight, o que fora a motivação da trama. No final, o quarteto consegue não só libertar os dois prisioneiros, como recuperam uma fita de vídeo que prova que Luke Cage é inocente da acusação de tráfico. A partir daí, Luke e Punho se tornam amigos e parceiros. No Brasil, as aventuras deles eram publicadas em Heróis da TV. Em tempo: os dois participaram de uma divertidíssima história do Demolidor de Frank Miller em que são contratados para protegerem Matt Murdock, mas são tapeados por ele o tempo todo.
Leitura e escola
Os analfabetos funcionais são aqueles que frequentaram a escola mas, por falta de contato com a leitura e a escrita, foram perdendo a capacidade de compreensão do mundo das palavras. Luzia de Maria, no livro Leitura e colheita, conta que realizava uma oficina de leitura quando disse que um analfabeto funcional era aquele que não conseguia entender revistas como Veja, Isto e Época, e três professoras da plateia disseram: "eu".
A fobia de livros é perfeitamente percebida quando se ouve alguém dizer que tem dor de cabeça quando começa a ler. É como se o organismo reagisse patologicamente a uma experiência traumática.
Certa vez, eu lecionava um curso de histórias em quadrinhos para crianças da periferia de Belém e perguntei a elas qual era a diferença entre um gibi e um livro. Eu esperava que elas apontassem a ilustração como diferença, pois é possível publicar um livro sem desenhos, mas não é possível o mesmo com uma HQ. A resposta, dada por uma menina, surpreendeu-me: "O livro é chato; história em quadrinho é divertida".
Na cabeça dela, o livro era algo lido por obrigação puramente escolar, sem nenhum prazer ou contato com a vida.
A grande pergunta que surge é: onde a escola errou? Por que, ao invés de despertar os alunos para a magia da leitura, ela os afastou dessa mesma magia?
Esse desvio no caminho tem sua origem na noção de leitura que acompanha a maior parte da vida escolar. Nas escolas ainda predomina a visão do livro como objeto sagrado, típica da Idade Média. Nessa época, os escritos eram encadernados em couro, com ornamentação de metais preciosos. As Bíblias que existiam nas igrejas ficavam presas por correntes. O livro era um objeto caro, raro e distante.
Com a invenção da imprensa, surge aquilo que Marshall McLuhanchamou de "Galáxia Gutenberg". É inaugurado o pensamento linear e a visão cartesiana de mundo.
É também a época das gramáticas normativas. Esses gramáticos viam na palavra escrita o lugar de acerto, de uma linguagem correta, a linguagem dos bons doutos. A linguagem oral, ao contrário, era o lugar do erro, do caos, da inconstância. Orientados pelo pensamento cartesiano, esses gramáticos se interessaram apenas pela ordem expressa da palavra escrita.
Na escola, essa visão separou a fala e a escrita como ações contrárias, e os textos perderam contato com a vida real. Sua utilização na sala de aula privilegiava não o entendimento, não a atribuição de significado, mas a capacidade de decodificar os signos e de identificar classes gramaticais ou sintáticas.
Assim, alfabetizado era aquele capaz de ler um texto em voz alta, ou tirar dele os substantivos, os verbos ou identificar as construções sintáticas. Pouco interessava se a pessoa estava conseguindo atribuir significado ao que lia.
Isso não faz parte de um passado remoto. Dia desses, meu filho trouxe um dever de caso que era a "interpretação" de um texto. A tal interpretação consistia apenas em descobrir encontros vocálicos no texto. Ou seja, a narrativa era apenas uma espécie refinada de tortura, com pouquíssima utilidade prática e sem nenhum significado.
Rubem Alves diz que tem calafrios quando sabe que um de seus textos está sendo utilizado para isso. Enquanto escreve, nenhum escritor pensa em verbos, substantivos, ditongos, hiatos ou algo do gênero.
Certa vez utilizaram um texto meu, sobre McLuhan, em um vestibular. Fui resolver as questões relacionadas ao meu texto e errei algumas. No texto eu explicava a teoria do filósofo canadense segundo a qual o homem inventou extensões de seu próprio corpo para melhorar seu desempenho. Uma das questões perguntava o que não era extensão do corpo humano. A resposta, segundo os elaboradores da prova, era roupa, porque eu não citava o vestuário em meu texto. Entretanto, uma compreensão correta do artigo levaria a identificar que o conceito era ampliável também para as roupas, afinal, elas são uma extensão da pele. O exemplo mostra que até a interpretação de um texto pode ser transformada em um ato mecânico, de retirar informações de um conjunto de palavras, sem a necessidade de entender seus conceitos.
A falta de sentido desses exercícios é exemplificada num fato simples: gramática nenhuma jamais transformou alguém em escritor. Escrever é um ato criativo e pensar em hiatos e ditongos enquanto se escreve é provavelmente a melhor forma de se ter um bloqueio.
Tenho um livro infantil, Os Gatos, publicado por uma editora de Curitiba. Na época a editora estava iniciando na área de literatura infantil e chamou um gramático para revisar os originais. A revisão tornou o texto totalmente incompreensível para uma criança e a editora foi obrigada a chamar uma professora de literatura infantil para refazer a revisão. Para o gramático, era mais importante que o livro fosse escrito nos moldes renascentistas da gramática normativa. Se haveria compreensão por parte da criança, pouco importava.
Só existe uma maneira de tomar gosto pela leitura: lendo. Só existe uma forma de aprender a escrever bem: escrevendo. Nunca conheci um grande autor que não fosse um leitor voraz e um escritor compulsivo.
Enquanto o texto for encarado apenas pelos seus aspectos gramaticais, enquanto a interpretação for a simples decodificação, sem a possibilidade de variedade de leituras ou de interpretação, a escola será sempre a criadora de analfabetos funcionais e de pessoas que têm dor de cabeça à simples visão de um livro.
A arte elegante de Al Moore
Al Moore foi um desenhista norte-americano especializado em ilustração publicitária. Ele ficou conhecido principalmente graças às suas pin-ups, com garotas realistas e elegantes. Ele fez capas para as revistas Saturday Evening Post e Collier's. Ele forneceu calendários para Esquire, Brown e Bigelow. Seus últimos trababalhos foram ilustrações para Pan Am e Olimpíadas dos EUA.
Red Sonja: o feiticeiro, a guerreira e o cosplay
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| Thorne rodeado pelas várias Sonjas. |
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| Wendy Pini como Sonja |
Monstro do Pântano – A saga do rei Macaco
A segunda saga de Alan Moore no Monstro do Pântano, publicada em Swamp Thing 25, 26 e 27 , é uma verdadeira aula de roteiro para ser lida e relida. Na história, um casal compra um jogo de ouija e sem querer, invoca um demônio, o Rei Macaco, que mata os dois, mas toma o filho deles como mestre – a contragosto do garoto, que é internado em uma clínica para autistas severos. O demônio Etrigan vai ao local resolver a situação e punir o demônio fujão, mas o Monstro do Pântano e Abe também são envolvidos na trama e precisam salvar as crianças. Alan Moore conta que quando foi escrever essa história, andou pela casa como um corcunda se imaginando um demônio.
quinta-feira, dezembro 28, 2023
Psicopatas: fantasias assassinas
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Hulk contra as hordas do General Fang
No número 5 da revista The Incredible Hulk fica claro que Stan Lee e Jack Kirby ainda não sabiam o que fazer com o personagem.
A revista trazia duas histórias, as duas com versões muito diferentes do golias esmeralda que conhecemos atualmente.
Na primeira, um tal de Tiranus foi banido ao interior da terra por Merlim e lá encontrou uma legião de seres dispostos a servi-lo de todas as formas possíveis. É curioso como o interior da Terra era movimentado nessa época e como sempre havia seres dispostos a se transformarem em escravos de qualquer um que aparecesse por lá. O Toupeira que o diga.
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| O Hulk dessa época era falador e sabia usar armas. |
Aparentemente, a única coisa entre Tiranus e o domínio do mundo é o arsenal atômico dos EUA e para neutralizar isso, ele pega Betty Ross como refém. Aparentemente, ele só queria conquistar os EUA, já que não se preocupava com o arsenal atômico russo. Além disso, uma única refém seria o suficiente para que o governo dos EUA entregarem o país nas mãos de alguém chamado Tiranus?
Rick Jones e Hulk vão ao seu encalço, mas o Hulk é neutralizado pelo seu amor por Betty Ross, sendo transformando em prisioneiro e até escravo. Hoje em dia isso parece no mínimo estranho.
Mas o mais espantoso é a aventura seguinte, As ordas do general Fang!
A aventura é uma nítida referência à tomada do Tibet pela China. O Lama é avisado de que o exército chinês está se aproximando, chefiado pelo impiedoso general fang e pede ajuda internacional.
Só quem vai em seu socorro é Bruce Banner.
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| O general Fang era fanho? |
E aí começam os problemas. Nas primeiras histórias, Banner se transformava em Hulk durante a noite. Nesta história, sem nenhuma explicação anterior, ele começa a se transformar usando um aparelho acionado pelos pés. Além disso, o Hulk que emerge é inteligente, a ponto de ler livros e fazer estratégias (a estratégia criada por ele é se disfarçar de abominável homem das neves (Ok, talvez isso não seja uma estratégia muito inteligente). Além disso, o personagem resolve viajar até o local e ao invés de se transformar novamente em Bruce Banner, faz isso como o Hulk, o que gera o maior confusão no avião, cujo final não é mostrado.
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| Disfarçar-se de Abominável Homens das Neves. Que ideia, genial, Hulk! |
Além disso, não havia um modo de falar característico do personagem. Na verdade, seu jeito de falar era muito parecido com o do Coisa: “Chegamos em Formosa! Vou parar um pouco para recuperar o fôlego! No próximo salto, chegaremos na China vermelha! Você ainda está aí, pivete?”.
A revista mostra que Kirby e Lee estavam tateando, tentando encontar o tom e as características do personagem. Apesar disso, o clima divertido, que não se levava muito a sério, faz com que seja ainda hoje um prazer ler a história.
Coisas Frágeis, de Neil Gaiman
As loucuras de Dick e Jane
Empresas que entram em falência devido a golpes por parte de seus
proprietários e contabilidades criativas não são novidade. Recentemente no
Brasil tivemos os exemplos das Americanas e da 123 Milhas. Nesses casos, o foco
da mídia geralmente está nos clientes, mas o que acontece com os funcionários
dessas empresas? O filme As loucuras de Dick e Jane, filme de 2005 dirigido por
Dean Parisot se debruça sobre esse lado
da história.
Na trama, Jim Carrey é Dick
Harper um executivo repentinamente alçado ao cargo de vice-presidente de
comunicação de uma grande corporação. Mas a promoção na verdade é uma
armadilha. O primeiro trabalho de Dick na nova função é conceder uma entrevista
a um programa de economia e isso acontece exatamente quando explode o escândalo
da empresa.
Dick não só perde o emprego.
Ele fica marcado com o homem que deu uma entrevista tentando defender uma
empresa no exato momento em que ela entrava em falência. Além disso, ele e a
esposa colocaram todas as economias em ações da empresa, que, claro, passaram a
não valer nada depois do escândalo.
O filme acompanha as “loucuras”
do casal na tentiva de sobreviver: primeiro vendendo o carros e todos os móveis
e eletros da casa, depois tentando empregos de baixo salário. Dick chega a ser
confundido com um imigrante ilegal e deportado para o México.
A sinopse acima poderia dar
a entender que se trata de um dramalhão, mas o que temos aqui é exatamente o
oposto. Tudo é contado num ritmo bem humorado e divertido. O clima de humor é
destacado pela atuação de Carrey, que chega a ser exagerado em determinados
pontos, mas nada que comprometa o resultado final. Destaque para a longa sequência
em que o casal tenta implementar um assalto, sempre de maneira mais desastrada
possível.
Curiosamente, a primeira vez
que assisti, peguei no final apoteótico, em que o casal elabora um plano para
roubar o dinheiro desviado pelo executivo, como forma de vingança. Estava passando
em um restaurante e gostei muito, mas não sabia sequer o título (lembem-se: eu
peguei o filme pelo final). Só muito recentemente ele apareceu para mim na
Netflix e consegui assistir inteiro. Não me arrependi. O restante é tão bom
quanto o final.
Pequeno pirata
quarta-feira, dezembro 27, 2023
Superman e Batman – A brigada da vingança
Hoje em dia é difícil imaginar uma história em que vilões criam um fã clube para o Batman e o Homem de aço, mas esse tipo de história era comum na era de prata da DC e de fato isso aconteceu em Word´s finest 175.
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| O fã-clube de Batman é formado por bandidos que foram presos por ele. |
Na história, com desenhos de Neal Adams em início de carreira, os dois heróis fazem um duelo de sagacidade em que um desafia o outro. Parece que durante um dia todos os perigos em Gothan e Metrópolis tiravam férias enquanto Batman e o Super-homem desafiavam um ao outro em provas como não morrer sufocado numa sala fechada na qual entra gás ou descobrir qual dos objetos num navio é uma bomba atômica prestes a explodir.
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| Os dois heróis passam um dia envolvidos num duelo sagacidade. |
E os fã clubes? O do Batmam é composto de bandidos comuns que resolvem montar uma associação em que todos vestem versões distorcidas do uniforme do morcego. Já o do homem de aço eram de vilões espaciais, todos curiosamente carecas, que também vestiam versões distorcidas do uniforme do herói.
E cada fã clube torce pelo seu herói odiado. A razão é que os prêmios foram sabotados e agora incluem bombas (a do super também inclui kriptonita). Então, quem ganhar o desafio, morre, o que nos leva à situação inusitada de ver bandidos de Gothan torcendo pelo cavaleiro das trevas, por exemplo.
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| Os vilões torcem por seus respectivos heróis enquanto o Super-homem aciona uma bomba atômica. Mais um dia comum em Metrópolis. |
Essa é uma história bizarra e ingênua típica dos anos 50-60 na DC, mas que, apesar de todas as bizarrices e do ritmo lento (especialmente em comparação com as histórias repletas de ação da Marvel), tinham um charme todo especial.
No Brasil essa história foi publicada pela Ebal em Batman & Super-Homem (Invictus) 3ª Série, número 30.





































