quarta-feira, julho 15, 2015

Demônio maniqueu e demônio agostiniano




              Os autores cibernéticos encontraram nos demônios agostiniano e maniqueu metáforas apropriadas para compreensão das diferenças entre os fenômenos naturais e sociais.
              O maniqueimo, religião babilônica, acreditava que o universo era governado por duas forças antagônicas, uma boa e outra má.
              O termo sobreviveu como sinônimo de uma separação rígida entre dois pólos antagônicos. Diz-se, por exemplo, que os gibis de super-heróis são maniqueístas, pois os heróis são totalmente bons e bem intencionados. Os vilões, ao contrário, são totalmente maus. Não há meios-tons.
              Mas o que nos interessa é como os maniqueístas viam essa força negativa. Para eles, o demônio era astuto o bastante para mudar de estratégia, caso sua vítima lhe percebesse o ardil.
              Imaginemos que o demônio maniqueu colocasse uma casca de banana à porta de um homem. Este, assim que saísse de casa, escorregaria, e soltaria uma série de palavras impublicáveis, para regozijo do demônio.
              Isso acontece por dias seguidos, até que o homem, cansado da brincadeira, resolve sair pela janela.
              O demônio, percebendo a mudança, passaria a deixar a casca de banana abaixo da janela, até que surgissem novos fatos que o forçassem a mudar novamente de estratégia.

              Santo Agostinho, ao contrário, achava que o demônio seguia leis divinas, das quais não podia escapar. O demônio não poderia blefar ou mudar de estratégia.
              Foi esse tipo de pensamento que permitiu a Henrick Kramer e Jacobus Sprenger escreverem o livro “Malleus Maleficarum”, verdadeiro manual dos inquisidores.
              O objetivo era descobrir como agia o demônio e seus agente temporais, as bruxas, indicando a melhor forma de combater a ação destes.
              Os títulos de alguns capítulos falam por si: “Métodos Diabólicos de Atração e Sedução”; “Como as bruxas podem inflingir enfermidades graves”; “Métodos para destruir e curar a bruxaria”.
              Jamais ocorreria a tais autores que o demônio, percebendo que seu modo de ação fora descoberto e dissecado, pudesse mudar de estratégia.
              O demônio agostiniano são os fenômenos naturais. Eles seguem leis rígidas, das quais não podem escapar.
              Se solto uma pedra, ele, incapaz de desobedecer à lei de gravitação universal, cairá, atraída pela Terra.
              A pedra não cogita flutuar no ar apenas para contrariar minhas expectativas.
              Posso dizer “A pedra irá cair” sem medo de ser desmentido pela pedra.
              O mesmo já não ocorre com fenômenos sociais.
              Imaginemos um aluno relapso sobre o qual o professor faz a seguinte previsão: “Você não será aprovado, pois não estuda”.
              Ele pode se deixar abater pela previsão e desisitr plenamente de ser aprovado. Mas, por outro lado, poderá estudar com mais afinco, para provar que o professor estava errado.
              Quando se trata de seres humanos, podemos fazer previsões auto-destrutivas e auto-realizadoras.
              Um jornal que estampe uma previsão de inflação fará com que os consumidores corram para estocar produtos antes do anunciado aumento de preços. O aumento da demanda fará com que os vendedores aumentem o preço das mercadorias.
              Talvez a inflação não tivesse ocorrido se o jornal não a tivesse anunciado.
              É fato sabido que nenhum banco tem em caixa dinheiro o bastante para cobrir a retirada de todos os seus correntistas.
              Se corre o boato de que o banco irá falir, haverá uma corrida ao mesmo. O excesso de saques deixará a instituição sem capital e, portanto, falida.
              Mais de uma empresa bancária já fechou suas portas em decorrência de previsões auto-realizadoras.
              Os fenômenos naturais são demônios agostinianos: jogam um jogo difícil, mas, uma vez decobertas suas leis, eles não a mudarão apenas para nos contradizer ou agradar.
              Os fenômenos sociais, ao contrário, são demônios maniqueus, pois o fluxo de informações pode fazer a sociedade ou grupos mudarem de comportamento.
              Como um jogador de pôquer, a sociedade muda seu comportamento e suas estratégias.
              As investigações de Karl Marx sobre a sociedade capitalista foram muito acuradas, mas não servem para nossos dias, pois o capitalismo se utilizou dessas mesmas análises para se transformar e, portanto, sobreviver.
              Segundo Nobert Weiner, comparado ao demônio maniqueu, dono de refinada malícia, o demônio agostiniano é estúpido. Joga um jogo difícil, mas pode ser derrotado completamente pela inteligência e pela observação.
              A metáfora dos demônios maniqueu e agostiniano faz cair por terra a falácia de pesquisadores do início do século XX que pretendiam investigar os fenômenos sociais com as mesmas ferramentas e a mesma lógica com que se investiga a natureza.
              Para pesquisar tais fenômenos, surge uma nova teoria, parte da cibernética, chamada teoria dos jogos.
              O jogo praticado pela sociedade constantemente é do tipo soma-zero, em que os ganhos de uma parte revertem em perdas para o outro lado.
              É o que ocorre, por exemplo, nos casos de dominação política: uma vitória do dominador transforma-se em perda para o dominado.
              Sabe-se que a dominação política e econômica é baseada no conhecimento do homem sobre o homem. Em especial o conhecimento sobre como a sociedade dominada age. Nesse caso, interessa aos dominados agirem como demônios maniqueus, o que torna inútil esse conhecimento.
              O melhor exemplo desse tipo de comportamento é a guerrilha. A guerrilha não respeita as regras dos conflitos armados: ataca de surpresa, em pequenos grupos que escapam rapidamente de uma posterior perseguição.
              Os terroristas também agem como demônios maniqueus.
              O ataque às torres gêmeas do Word Trade Center é um exemplo perfeito de demônio maniqueu.
              Ops EUA estavam muito preocupados com a criação de um escudo anti-mísseis, que tornasse inviável qualquer ataque aéreo às cidades americanas.
              Os terroristas atacaram justamente de onde os militares norte-americanos não esperavam nenhum ataque. Eles seqüestraram aviões comerciais, de transporte de passageiros, e os jogaram sobre os alvos.
              Para sequestarem os aviões, os terroristas usaram facas. Um comportamento absolutamente imprevisível e, portanto, maniqueu: atacar a maior potência militar do planeta utilizando apenas facas!
              O inusitado da ofensiva foi justamente a característica que permitiu o ataque possível.

domingo, julho 12, 2015

Maioridade penal?

De um lado, a esquerda, com o argumento de mais escolas e menos presídios. Do outro, a direita, com o argumento de mais presídios e menos escolas. De um lado a direita, torcendo para a redução da maioridade penal. Do outro a esquerda, que é totalmente contra qualquer tipo de redução de maioridade, usando o argumento de que as pessoas que cometem crimes o fazem por falta de oportunidade. 
E, no meio, os psicopatas. Os assassinos seriais (uma pessoa que já matou duas ou mais pessoas em locais e situações diferentes) e os estupradores seriais (uma pessoa que já estuprou duas ou mais pessoas em locais e situações diferentes). 
Psicopatas não são psicóticos psicose é uma doença mental que provoca em quem a tem uma alteração do sentido de realidade. O psicótico é um doente, um desajustado social, que não tem consciência de seus atos e, portanto, não pode ser responsabilizado por eles. Já os psicopatas são pessoas perfeitamente integradas à sociedade, capazes de distinguir o certo do errado. São frios e calculistas. Ao contrário dos psicóticos, que geralmente matam num ataque de fúria descontrolada, os psicopatas planejam seus atos. São também superficialmente simpáticos e agradáveis — uma máscara criada para ser mostrada para a sociedade. Psicopatas também são mestres da mentira, capazes de enganar e manipular suas vítimas e a própria sociedade. E psicopatia não é uma doença. É um tipo personalidade. Como são mestres da mentira, conseguem exercer um papel favorável a eles, mesmo após serem presos, sendo presos exemplares. 
Pesquisa realizada nos EUA em 2005 (citada no livro predadores humanos) mostra que as vítimas de assassinato são preferencialmente homens negros e as mulheres brancas são o tipo com menor probabilidade de serem assassinado. Quando se trata de assassinos seriais, a estatística se inverte: as mulheres brancas são o grupo mais propenso a morrer e os homens negros os menos propensos. Enquanto, na maioria das vezes, os criminosos são homens negros e pobres (reflexo direto de suas condições sociais), entre os psicopatas assassinos, geralmente são homens brancos, de classe média, com empregos estáveis e muitas vezes donos de seus próprios negócios. A maioria com um bom nível de educação. 
Um assassino serial menor de idade (mais uma vez: alguém que cometeu dois ou mais assassinatos em locais e situações diferentes) ou um estuprador serial (mais uma vez: alguém que cometeu dois ou mais estupros em locais e situações diferentes), após a maioridade será solto e voltará a cometer assassinatos e estupros. É estatítico. 
Não temos uma legislação específica para psicopatas assassinos ou estupradores serais. Enquanto isso, pessoas como o Champinha são mantidos ilegalmente presos pela simples razão de que todos, psicólogos forenses, juizes, e promotores, sabem que ele voltará a matar e estuprar quando solto. 
E, enquanto isso, a discussão sobre o assunto fica centrada no menino pobre, sem estudos, que rouba porque está com fome.

sábado, junho 27, 2015

O início da cibernética: a mesa redonda





              No final da década de 30, um grupo de cientistas se reunia na cidade de Boston para discutir assuntos científicos.
              Eles se sentavam ao redor de uma mesa redonda, jantavam e um deles propunha um assunto para discussão.
              Embora a maioria fosse procedente da Universidade de Havard, eram pesquisadores dos mais variados campos do conhecimento. Havia psicólogos, biólogos, matemáticos, físicos, filósofos, neurologista, engenheiros...
              As reuniões haviam surgido a partir de uma percepção compartilhada por todos os integrantes do grupo: a especialização cada vez maior dos cientistas estava se tornando um problema. Psicólogos desconheciam completamente o trabalho de biólogos. Físicos não se interessavam minimamente pelas pesquisas dos matemáticos...
              Em outras palavras, os cientistas de diferentes áreas se especializavam em campos cada vez menores e desconsideravam inteiramente o trabalho de outros pesquisadores que não faziam parte desses campos.
              Esse estado de coisas poderia ser exemplificado pela anedota de Bernard Shaw: “O especialista é um homem que sabe cada vez mais num terreno cada vez menor, o que o fará chegar a saber tudo... sobre nada”.
              Em pouco tempo agregou-se ao grupo um professor do Massachusetts Institute of Technology chamado Nobert Weiner.
              Weiner era uma dessas inteligências enciclopédicas, que dominam vários campos de conhecimento. Aos 18 meses ele já aprendera a ler. Aos sete anos já estava familiarizado com a teoria da evolução, de Charles Darwin, que iria influenciar toda a sua obra. Aos 14 anos se licenciou em ciência. Aos 18 já havia terminado o doutorado.

              Weiner estava plenamente de acordo com o promotor dos encontros, o Dr. Arturo Roseblueth, da Havard Medical School, em deplorar a especialização excessiva para a qual a ciência estava se direcionando.
              “Cada um tem grande tendência a considerar o tema vizinho como pertencente, com exclusividade, ao seu colega da terceira porta à direita do corredor”, escreveu Weiner.
              A maioria dos participantes da mesa redonda compreendia que estava se criando ali um novo paradigma, uma nova forma de ver o mundo e a natureza. A idéia era não separar para conhecer melhor,  como previa o pensamento de Descartes, mas analisar as partes em suas relações entre si e com o todo.
              Mas era necessário dar um nome a esse novo paradigma.
              Embora boa parte das discussões envolvessem máquinas e mecanismos de calcular, Weiner não queria um nome que lembrasse muito a máquina, afinal  a idéia era justamente criar um campo de estudo que pudesse explicar tanto fenômenos mecânicos quanto humanos, tanto computadores quanto homens. Por essa mesma razão, não era aconselhável usar um nome que fosse muito humano.
              O objetivo era encontrar uma nomeclatura que representasse uma ciência que estudasse homens, animais e máquinas como um todo; uma ciência que estivesse mais interessada nas semelhanças que nas diferenças entre esses três reinos.
              Um dos problemas básicos da cibernética era o do controle e foi dessa característica que surgiu o nome da nova ciência: cibernética.
              A palavra cibernética havia sido utilizada antes pelo fisico inglês James Maxwell num artigo de 1886 sobre controle de máquinas.
              Muito antes disso, Platão havia usado a palavra com o sentido de “a arte de governar os homens”.
              Os gregos usavam o termo para se referir à arte de governar navios. Em outras palavras, era o ofício do piloto. Necessariamente não é o piloto que traça o percurso do navio, mas ele é o responsável por fazê-lo chegar ao seu destino. Para isso, o piloto corrige continuamente o navio, que é afetado por uma série de ruídos: ventos, correntes maríticas...
              O melhor piloto é aquele capaz de perceber rapidamente as alterações na rota e de responder a elas, corrigindo o curso.
               É, portanto, um problema de comunicação. A cibernética irá se interessar muito por problemas de comunicação, especialmente a comunicação entre máquina-máquina e máquina-homem.
              Isaac Epstein lembra que o conceito de cibernética não é necessariamente positivo: “As sociedades não têm alvos claros e aceitos por consenso. O equilíbrio e a homeostase podem estar a serviço de sistemas autoritários e iníquos. Às vezes até do genocídio”. (Epstein, 1986, p. 9)
              Muitas vezes, o objetivo traçado pode não estar a serviço da humanidade. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a IBM, que utilizou seus sofisticados equipamentos para identificar judeus que seriam exterminados pelos nazistas.

              Epstein propõe que, em situações como essa, em que os objetivos não são aceitáveis, seja utilizada a cibernética como anti-cibernética. É o que fazem, por exemplo, os ciberpunks.
              A primeira oportunidade de colocar a cibernética em prática surgiu com a II Guerra Mundial.
              Havia uma preocupação generalizada por parte dos aliados de evitar que a Inglaterra fosse derrotada por um ataque aéreo fulminante. Para isso seria necessário desenvolver máquinas de ataque anti-aéreo.
              O problema não era apenas de física ou de matemática. Se fosse, bastava calcular o local em que estaria o avião após efetuar o bombardeio.
              Acontece que o piloto, sabendo que seria alvejado, desviava.
              A questão, portanto, envolvia física, psicologia e biologia (a curvatura seria limitada pela resistência fisiológica do piloto). Era um problema cibernético em sua essência. E só um grupo de pesquisadores de várias áreas trabalhando em conjunto poderia solucioná-lo.
              A resposta foi encontrada no feedback, ou retroalimentação.
              A idéia de feedback é antiguíssima. A própria vida tem uma série de processos auto-reguladores. Hipócrates já havia formulado a hipótese de que existem mecanismos no corpo humano que tendem a ser opor às patologias.
              O que a cibernética fez de diferente foi estudar a fundo a retroação e compreender seu funcionamento.
              No campo da comunicação, o conceito de feedback como elemento essencial do processo de comunicação influenciou a maior parte dos autores posteriores à cibernética, entre eles o educador Paulo Freire.
              O feedback torna menos unilateral o processo de comunicação, pois só podemos dizer que houve, de fato, comunicação, quando há uma resposta ao estímulo inicial.
              Se chamo um cachorro e ele se aproxima, estabeleceu-se uma comunicação. Embora o feedeback não tenha ocorrido no mesmo canal e mesmo código, é inegável que o receptor respondeu à mensagem.
              Se, por outro lado, o animal não se mexe, o processo de comunicação não se estabeleceu, talvez em decorrência de um ruído (o cachorro pode, por exemplo, ser surdo).
              Essa nova maneira de ver os fenômenos encarando-os como problemas de comunicação e de controle (que deveriam ser estudados por várias disciplinas em conjunto) forneceu uma poderosa percepção que influenciaria muitos pensadores e voltaria com grande força com a teoria do caos e o pensamento complexo de Edgar Morin.

sexta-feira, junho 19, 2015

O seriado do Demolidor e a linguagem dos quadrinhos

Durante muitos anos se afirmou que os quadrinhos emburreciam as crianças, pois mostravam tudo e não deixavam nada para a imaginação. Quem disse isso, claro, nunca leu quadrinhos. A imaginação do leitor trabalha entre um quadro e outro, completando aquilo que não é mostrado. Essa é a grande característica da linguagem dos quadrinhos: elipses entre uma ação e outra que são completadas pelo leitor, que deve, obrigatoriamente, ser ativo nesse processo, ou não vai entender nada. 
Ao adptar quadrinhos para cinema e TV, diretores tentaram usar elementos da linguagem de quadrinhos, como requadros simultâneos, balões, onomatopéias. Mas o melhor acerto veio da série do Demolidor, que se apropriou dessas elipses: o expectador muitas vezes não vê o que está acontecendo, e apenas imagina, completa a ação que não é mostrada.
Numa época de filmes de ação desenfreada ou verborragia pseudo-intelectual, series como essa salvam o dia.

segunda-feira, junho 15, 2015

Álcool é droga



O homem mais rico do Brasil é o dono da Ambev. É uma indústria biblionária que se construiu à custa do sofrimento de milhões de pessoas. O álcool é 100 vezes mais mortal que a maconha. Direta ou indiretamente provoca milhões de mortes todos os anos. É a principal causa de violência doméstica e desagregação de famílias.  

O uso de bebidas alcoólicas por menores de idade está relacionado ao maior número de óbitos de jovens do que todas as drogas ilegais somadas, sendo responsáveis inclusive por gravidez indesejada e doenças sexuais.
O álcool é, hoje, a principal ameaça à família brasileira. 
No entanto, embora a quase totalidade dos deputados e senadores seja favorável à proibição da maconha, ninguém nunca apresentou projeto proibindo o álcool, mesmo aqueles que se dizem serem políticos a favor da família. Talvez pelo fato de que a Abev foi a empresa que mais financionou políticos na última campanha eleitoral. 
Leia mais sobre os malefícios do álcool: 
http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/132/reportagens/alcool-e-droga

http://www.cisa.org.br/artigo/167/uso-bebidas-alcoolicas-por-menores-idade.php

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/alcool-144-vezes-mais-letal-que-maconha-segundo-pesquisa-15421829

terça-feira, junho 09, 2015

Deputado quer transformar crisfofobia em crime hediondo

O deputado Rogério Rosso (DF) quer transformar em crime hediondo ofender a religião evangélica (que eles chamam de cristofobia). 
Beleza, mas vamos ampliar isso para o respeito para todas religiões? Que tal colocar na cadeia não só a travesti crucificada, mas também os pastores que passam as tardes inteiras nas rádios demonizando as religiões espíritas e de origem africana? Que tal colocar na cadeia os evangélicos que colocam caixas de som nas praças para demonizar outras religiões? Que tal colocar na cadeia os pastores que vão para s tribos indígenas e afirmam que dos deuses indígenas são demônios? Que tal colocar na cadeia os evangélicos que quebram imagens de santos ou que ofendem Maria? 
Já que é para respeitar, vamos respeitar mesmo, todas as religiões, e não só as de uns poucos privilegiados.

domingo, junho 07, 2015

Marco e seus amigos... com roteiro de Gian Danton

O amigo Tako X me convidou para escrever histórias de seu famoso personagem Marco (publicado em diversos veículos desde a década de 1990). Minha primeira colaboração foi essa tira, uma nítida homenagem a alguns clássicos dos quadrinhos de super-heróis. Para ler outras tiras do personagem, clique aqui.

sábado, junho 06, 2015

O maior evento de Cultura Pop da Paraíba esta de Volta!!!


A espera finalmente terminou! O maior evento de cultura pop do estado da Paraíba retorna elevado a um novo patamar.
O HQPB 2015 será realizado no Espaço Cultural José Lins do Rego, a casa do evento desde sua primeira edição em 2008, e trará significativas mudanças em relação à edição de 2014.
A começar pela data do evento, que será realizado nos dias 16, 17 e 18 de outubro. Isso mesmo, você não está enganado, serão TRÊS DIAS dedicados inteiramente à diversão e entretenimento dos fãs paraibanos!
O evento no dia 16, sexta feira, será das 15:00 até 21:00 horas, e nos dias 17 e 18, das 10:00 até 21:00 horas.
Além desta novidade, o evento terá toda uma nova formatação, com novos espaços, ampliação da área de estandes, mais diversão e melhorias em relação a atividades como palestras, workshops e debates. Você não conseguirá ficar parado! Leia mais

quinta-feira, junho 04, 2015

Homem de verdade

Sobre a polêmica da propaganda do Boticário, que estariam transformando as pessoas em gays:

Usar ou não Boticário não faz de você um homem. Usar ou não camisa rosa não faz de você um homem. Usar ou não o armário 24 não faz de você um homem. O que faz de você um homem é honrar seus compromissos, ter palavra, ter responsabilidades. O que faz de você é um homem é assumir seus filhos e criá-los com dignidade, respeito atenção, cuidando para que eles sejam pessoas de bem. O que faz de você um homem é respeitar os outros, é não tentar se aproveitar das outras pessoas e não incomodar quem não lhe fez mal.
 

quarta-feira, junho 03, 2015