sexta-feira, março 15, 2013
Exploradores do Desconhecido - novo capítulo
Já saiu mais um capítulo da série de ficção científica Exploradores do Desconhecido. Para ler, clique aqui.
Membro da Comissão de Direitos Humanos defende tortura
Jair Bolsonaro, um dos novos integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, e um dos principais apoiadores do pastor Feliciano, presidente da comissão, é famoso por sua defesa da ditadura militar e seus métodos. Ao saber que os familiares de desaparecidos políticos queriam os corpos para poderem enterrar, ele declarou: "quem procura osso é cachorro". Em uma reunião no Clube Militar ele chegou a afirmar que os militares haviam errado em ter apenas torturado. Segundo ele, os militares deveriam ter torturado e matado todos os presos políticos. Como já divulguei aqui, até mesmo crianças eram presas e torturadas durante o regime militar. Ou seja: temos, na Comissão de Direitos Humanos, uma pessoa que defende até a prisão e tortura de crianças por crime político.
Parece que chegamos finalmente ao mundo de 1984.
Parece que chegamos finalmente ao mundo de 1984.
quarta-feira, março 13, 2013
Qual diabos é o problema?
Texto publicado originalmente ICV2 no dia 7 de março (versão original aqui) e reproduzido com autorização do site e do autor.
Por Andrew Iwamasa (*)
Deixe-me começar dizendo que acredito
que todo mundo tem direito a ter sua própria opinião e a fazer o que
quiser desde que não agrida outras pessoas (e, sim, eu sei que esta
fronteira é subjetiva, mas, neste caso específico, quero dizer que
acredito que se duas pessoas do mesmo sexo querem se casar, elas devem
ter o direito de fazê-lo).
Dito isto, acho ridícula toda a repercussão que essa história
envolvendo Orson Scott Card e o Superman vem recebendo. Agora Chris
Sprouse deixou o título. (Estou mencionando isto porque fico triste que
ele não vai desenhar a história e não por qualquer outra razão. Respeito
sua decisão de não fazer parte de algo que está começando a parecer um
espetáculo de circo).
Se assumirmos que Card é um profissional
e que está apto a escrever uma história (ou várias) sem impor seus
próprios pontos de vista, então qual diabos é o problema? Será que as
pessoas realmente pensam que de uma hora para outra Superman vai ser
contra o casamento gay? Alguém acredita que o editor permitiria que algo
assim fosse publicado?
Eu já li uma porção de trabalhos de Card
e nunca notei sua visão pessoal sobre este tema em nenhuma de suas
histórias, ou concluí que eram romances para expressar qualquer tipo de
ódio. As pessoas que estão tentando tirar Card do projeto não estariam
fazendo a mesma coisa da qual o acusam? Mantendo a mente fechada e
ameaçando alguém por causa de seus pontos de vista? Leia mais no blog Papo de quadrinhos
Ps: Para quem não está acompanhando o caso, uma explicação: o escritor Orson Scott Card foi convidado para escrever as histórias do Supermana, mas surgiu uma campanha contra ele por sua posição contra o casamento gay. Recentemente até o desenhista pulou fora do título para evitar a controvérsia. Minha opinião sobre o assunto é que essa campanha é descabida. Como diz o autor, os ativistas acham que o Superman vai pregar o ódio contra os gays só por que seu escritor é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Ps: Para quem não está acompanhando o caso, uma explicação: o escritor Orson Scott Card foi convidado para escrever as histórias do Supermana, mas surgiu uma campanha contra ele por sua posição contra o casamento gay. Recentemente até o desenhista pulou fora do título para evitar a controvérsia. Minha opinião sobre o assunto é que essa campanha é descabida. Como diz o autor, os ativistas acham que o Superman vai pregar o ódio contra os gays só por que seu escritor é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Ábum Medo faz homenagem a Flávio Colin
Alberto Pessoa é um jovem quadrinista que tem se destacado pelo domínio do traço e da narrativa. Um dos aspectos que impressionam no álbum Medo! é a desenvoltura com que transita por vários estilos gráficos e temáticos, sempre perpassados pelo terror. Desse modo, encontramos ambientes que remetem ao faroeste, campos nevados, paisagens urbanas, nazismo e cangaço, o que oferece ao leitor um diversificado portfólio da capacidade criativa de Alberto. O álbum é inspirado e homenageia a obra de Flavio Colin. Leia mais
SERVIÇO
Medo!
Alberto Pessoa
Série Repertório, n. 14.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013.
56p.
14x20cm.
R$10,00
SERVIÇO
Medo!
Alberto Pessoa
Série Repertório, n. 14.
João Pessoa: Marca de Fantasia: 2013.
56p.
14x20cm.
R$10,00
terça-feira, março 12, 2013
Revelada Lois Lane
A revista Total Film divulgou na sua capa a primeira imagem de Superman junto com o seu para romântico, Lois Lane. Até agora estou gostando.
domingo, março 10, 2013
Logan's run - um seriado clássico de FC
Existem obras que nos marcam para o resto da vida. No meu caso, uma obra fundamental foi Logan's run (Fuga do século 23), um filme de 1976, dirigido por Michael Anderson, posteriormente transformado em série televisiva. Não lembro de ter visto ao filme, mas eu devorava a série todas as tardes e era muito raro perder um episódio.
Logan's run conta a história de uma cidade hermeticamente fechada onde as pessoas vivem para o prazer. Mas há um porém. Ao chegarem aos 30, todos precisam ser "renovados". A renovação acontece durante um evento chamado carrossel em que as pessoas, flutuando no ar, são atingidas por raios que supostamente teriam a capacidade de renová-los. Na verdade, as pessoas são mortas para dar lugar a crianças.
Para cada criança que nasce, uma pessoa deve morrer. A estratégia é uma forma de controle populacional imposto pelas máquinas que governam a cidade e convencem os cidadãos de que 30 anos é idade máxima que se pode viver. Logan é um patrulheiro, uma das pessoas que perseguem e matam os que tentam fugir da renovação no carrossel.
Aí há algumas diferenças entre o filme e o seriado. No filme, Logan e uma jovem chamada Jéssica conseguem fugir, mas se deparam com um mundo destruído por uma guerra nuclear. Depois de muito caminharem, chegam em Washington, onde encontram um velho. Eles voltam para a cidade, que acaba sendo destruída e termina com os seus jovens habitantes ao redor do velho, admirados com um tipo de pessoa que nunca haviam visto.
No seriado, Jéssica e Logan fogem ajudados por um andróide e são perseguidos por patrulheiros. Em suas andanças à procura do Santuário, um local paradisíaco, onde as pessoas vivem felizes, sem terem de morrer aos 30 anos, eles se deparam com os mais diversos tipos de perigos, de uma sociedade religiosa fundamentalista a uma casa mal-assombrada (é, às vezes os roteiristas viajavam um pouco...).
Minha idolatria pela série fez com que eu encontrasse uma ressonância em obras distópicas, como 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley e Farenheith 451, de Ray Bradbury e isso talvez explique porque eu gostei tanto desses livros. Em todos eles havia a concepção de uma sociedade despótica em que não eram as próprias pessoas que decidiam sobre seus destinos.
Nesse sentido, Logan's run me ajudou a definir minha filosofia política. Eu percebi que os sistemas autoritários surgem geralmente respaldados pelos cidadãos comuns. Em Logan's run as próprias pessoas colocaram o controle nas mãos das máquinas, pois isso era mais cômodo, já que as máquinas providenciavam tudo que se necessitava, podendo as pessoas viverem apenas para o prazer. Em sociedades desse tipo, em que as pessoas colocam o controle de suas vidas nas mãos de outros, os que governam conseguem impor o que quiserem. Os habitantes da cidade dos Domos achavam que morrer aos trinta anos era algo absolutamente normal porque era isso que a as máquinas diziam. A figura dos patrulheiros também é interessante, pois embora também sejam vítimas desse sistema (também eles devem morrer aos 30 anos), eles o defendem com unhas e dentes. Tanto no filme quanto no seriado, Logan e Jéssica são perseguidos por um patrulheiro totalmente cego a tudo que vê, pois só consegue obedecer à sua programação. Da mesma forma, todo regime autoritário só existe porque tem à sua disposição a tigrada, aqueles que obedecem cegamente ao ditador, mesmo que sejam vítimas dele.
Outro aspecto interessante é observar uma sociedade formada exclusivamente por jovens (há uma cena em que uma garotinha vê a personagem Jéssica, de 24 anos, e diz que ela é uma velha bonita) em um filme lançado no auge do movimento hippie.
No filme, as pessoas, quando querem sexo, entram num circuito que permite escolher qualquer outra pessoa que esteja no circuito (uma antecipação dos chats eróticos?), e há a loja do amor, onde qualquer um pode se relacionar com qualquer um. Ao fugirem, Jéssica e Logan redescobrem as sociedades antigas e as uniões estáveis e decidem que serão marido e mulher e terão filhos. Seria uma espécie de auto-crítica da geração do amor livre? Como um jovem refletindo sobre suas mais importantes questões, a série não dá respostas. Se no filme Jéssica e Logan tornam-se um casal (amável esposa, amável esposo), no seriado os dois fogem juntos, mas não fica clara a relação entre eles. Ou seja, a série é mais uma reflexão sobre um comportamento do que uma censura do mesmo.
O filme também antecipa toda a discussão ecológica sobre o aquecimento global. Numa sociedade em que restauram poucos recursos naturais, a solução encontrada é o controle populacional e o reaproveitamento dos recursos (creio que esqueci de mencionar que as pessoas mortas no carrossel são secretamente transformadas em comida para os mais jovens).
A presença do andróide REM também permite interpretações interessantes pois, embora Logan e Jéssica estejam fugindo da ditadura das máquinas, eles estão sendo ajudados por uma máquina. Seria o andróide um espião infiltrado entre eles apenas para destruir o santuário quando o encontrarem? A série nunca deixou isso claro, mas o fato deu origem a situações interessantes que quebram com o maniqueísmo: o amigo pode também ser o inimigo. Aquele que parece simpático pode ser a maior ameaça.
O seriado nunca mostrou os personagens chegando ao santuário, o que foi uma decepção para alguns fãs. Mas, por outro lado, deixou em aberto a situação, permitindo que cada um visualize o santuário a seu modo. O santuário, assim, passou a significar menos um local e muito mais um sentimento de esperança de que o homem um dia consiga encontrar uma maneira de viver sem ser dominado por regimes autoritários, em que cada pessoa viva feliz, sendo responsável e livre para fazer suas próprias escolhas.
I Encontro Nacional da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial
A Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), com sede na cidade de Leopoldina, MG, vai realizar o seu primeiro encontro nacional, o 1º Entre ASPAS, nos dias 22 a 24 de maio de 2013. A proposta deste encontro é reunir pesquisadores, estudantes, docentes de diferentes áreas e de distintas partes do país para compartilhar pesquisas, trabalhos, experiências e promover o debate de temas atinentes à arte sequencial. Para saber mais, clique aqui.
Proscritos mostra os dramas do sertão
Proscritos é
um álbum de quadrinhos produzido pelo desenhista e roteirista maranhense Beto
Nicácio. Com 100 páginas e ao preço de 40 reais, o livro reúne histórias sobre
o sertão nordestino.
Beto Nicácio
é nitidamente influenciado pelo desenhista mineiro Mozart Couto, uma das grandes
estrelas dos quadrinhos brasileiros na década de 1980. Mozart faz, inclusive a
abertura de um dos capítulos. Outra lenda dos quadrinhos que colabora com a
abertura é Júlio Shimamoto.
Fome e
violência permeiam as histórias, todas passadas no sertão nordestino.
Na mais
angustiante delas, Permuta, um homem é torturado em sua própria casa. Não
sabemos o porquê ou quem são as pessoas que o prendem. O mais importante é o
dilema ético que se apresenta, pois ele esconde na casa sua própria filha. Entregá-la
em troca de sua liberdade é a escolha que ele deverá fazer.
Como diz o
jornalista Sidney Gusman na apresentação, são histórias marcadas pela tragédia
e pelo sobrenatural. Mas também são
histórias de uma brasilidade genuína.
O álbum pode
ser comprado através do blog http://osproscritos.blogspot.com.br/.
sábado, março 09, 2013
Os presidentes das comissões do congresso
Todo mundo tem direito de expressar sua opinião, mas essas declarações não caem bem para alguém que é presidente de uma comissão de direitos humanos.
Exageros à parte por parte de alguns grupos, em especial da causa gay, o episódio serviu para chamar a atenção para as comissões da câmara e para quem as está ocupado.
Descobriu-se, por exemplo, que Marco Feliciano tem usado seu mandato para beneficiar sua igreja (empregando vários pastores) e empresas e que está sendo processado por estelionato. Um vídeo em que ele pega mil reais de um tetraplégico ganhou visibilidade na rede. Em um outro, ele reclama que um fiel colocou o cartão da conta corrente como oferta, mas não deu a senha.
O caso levou a imprensa a voltar os olhos para as outras comissões.
Um exemplo: o deputado João Magalhães (PMDB-MG), que responde a três inquéritos no Supremo Tribunal Federal — por peculato, tráfico de influência e crime contra o sistema financeiro — e tem os bens bloqueados, foi eleito presidente da Comissão de Finanças e Tributação.
Outro exemplo: o presidente da comissão de meio ambiente do Senado é Blairo Maggi, um ruralista considerado pelos ecologistas como um dos maiores devastadores das florestas brasileiras. Segundo ele, floresta é um negócio que não tem futuro.
A lógica parece ser colocar o lobo para cuidar das ovelhas.
Resenha da revista Mundo Paralelo
O quadrinista Sandro Marcelo publicou uma resenha da revista Mundo Paralelo, que traz, entre outros trabalhos, a história Zulu, com roteiro meu e arte do João Azeitona. Ele diz que a revista é feita por monstros sagrados da HQB. Para conferir, clique aqui.
Seminário arte e cinema
Participei, nessa última sexta-feira, da mesa redonda "Arte e cinema" no seminário organizado pela professora Cristiana Nogueira, no auditório da reitoria da Unifap. Falei sobre o filme Caligari e sua influência na noção de temos hoje, de que cinema é uma forma artística. Na mesma mesa, a professora Cristiana falou sobre os filmes de Sofia Coppola e os professores Herbert Emanuel e Adriana Abreu mostraram sua experiência com vídeo arte. O auditório estava lotado, com um público muito receptivo e interessado.
quinta-feira, março 07, 2013
Cubano por 30 dias
Com o desafio de passar um mês em Havana com apenas 15 dólares, o repórter norte-americano Patrick Symmes narra seu mergulho na sociedade cubana e os diversos "jeitinhos" a que precisou recorrer para obter comida, se locomover e até mesmo para destilar rum caseiro.
PATRICK SYMMES
NAS DUAS PRIMEIRAS DÉCADAS da minha vida, acho que nunca passei mais de nove horas sem comer. Mais tarde, fiquei sujeito a períodos mais longos de fome, mas sempre voltei para casa, fui recebido com festa, comi tudo o que quis, no momento que quis, e recuperei o peso que tivesse perdido. Além disso, segui a trajetória habitual de uma vida americana, ganhando meio quilo de peso por ano, década após década.
Quando decidi ir a Cuba e viver por um mês consumindo apenas aquilo que um cubano comum pode consumir, meu peso havia atingido 99 quilos; nunca tinha sido tão alto.
Em Cuba, o salário médio é de US$ 20. Médicos chegam a ganhar US$ 30, e muitas outras pessoas ganham só US$ 10. Decidi que me concederia o salário de um jornalista cubano: US$ 15, a renda de um intelectual oficial. Sempre quis ser um intelectual, e US$ 15 representava uma vantagem significativa sobre os proletários que constroem paredes de alvenaria ou cortam cana por US$ 12, e quase o dobro dos US$ 8 da pensão de muitos aposentados. Com esse dinheiro, eu teria de comprar minha ração básica de arroz, feijão, batata, óleo, ovos, açúcar, café e tudo o mais de que precisasse. Leia mais
quarta-feira, março 06, 2013
Caravana dos escritores em Mazagão
Nesta segunda-feira, dia 4, participei do projeto Caravana do Escritores - pré-FLAP (Feira do Livro do Amapá) em Mazagão Novo. Na escola D. Pedro I eu e os escritores Vássia Silveira (SC) e Ovídio Poli Júnior (RJ) falamos sobre a ficção na literatura. Cada um contou um pouco de sua trajetória (eu falei inclusive da minha experiência com quadrinhos) e depois discustimos diversos temas de acordo com as perguntas da platéia.
Foi uma experiência gratificante e acredito que um estímulo para o surgimento de novos leitores escritores.
Monstro do Pântano ganhará coleção pela Panini com as primeiras histórias
O personagem Monstro do Pântano é considerado um dos mais cult da DC Comics. A Panini anunciou uma coleção que vai mostrar em ordem cronológica todas as histórias desde sua aparição, em 1971.
Famoso pela época em que o roteirista Alan Moore ficou à frente da HQ, ele foi criado nos anos 1970 pelo escritor Len Wein. As histórias misturam terror com drama psicológico e fez sucesso no selo adulto da DC, a Vertigo.
A Panini irá publicar a série Clássicos DC — As Raízes do Monstro do Pântano em edições encadernadas. Neste primeiro número serão publicadas as HQs originais The House Of Secrets 92 e as seis primeiras seis edições sob responsabilidade de Len Wein. A arte é de Bernie Wrightson. Leia mais
domingo, março 03, 2013
O cineasta
Vou sentir muita falta de nossas sessões de cinema. Desde que ele era muito pequeno assistiamos a filmes juntos. Como eu, ele adorava o Chaplin, o primeiro diretor que chamou sua atenção. Deve ter assistido pelo menos uma dezena de vezes O Grande Ditador.
Quando tinha nove anos, ele me perguntou porque Cidadão Kane era considerado o melhor filme de todos os tempos. Assistimos juntos, com eu explicando as questões do roteiro, de composição, a profundidade de campo, etc.
Daí para a frente, sempre assistiamos aos filmes juntos, sempre comentando tudo: "olha essa tomada com stad câmera", "olha esse gancho do roteiro", "que zoom estranho", "olha essa composição!", "O John Ford tinha muito cuidado com a fotografia", "O Billy Wilder não se preocupava tanto com a fotografia, mas arrebentava no roteiro", "que plano emblemático genial!".
Assistir filmes com o Alexandre era uma verdadeira aula de cinema, em que eu mais ensinava no começo e mais aprendia nos últimos tempos.
Mais do que um filho, o Alexandre é um amigo com o qual eu tenho muito em comum, mas principalmente a paixão pela sétima arte.
Sei que ele conseguirá realizar seus sonhos e se tornar um grande diretor.
As montanhas da Lua
Uma
vez eu e Bené Nascimento (Joe Bennett) conversávamos sobre cinema e ele
defendia que, num bom filme de aventura, era impossível aprofundar os
personagens. Para provar o contrário, eu citei o filme As Montanhas da
Lua, de Bob Rafelson.
O filme conta a história de Richard Burton e sua busca da fonte do Nilo, uma das descobertas científicas mais importantes do século XIX. O filme é uma grande aventura, mas o ponto alto é a relação de Burton com John Speke, que oscila entre a amizade e a inimizade, passando por uma possível relação homossexual, apenas insinuada.
Bob Rafelson foi um dos diretores que abriram caminho para a geração anos 70, que revolucionou Hollywood e a escolha do tema e do protagonista certamente não foi por acaso. Hippie, Rafelson devia se sentir entre os executivos da indústria como o revolucionário Burton na sociedade vitoriana.
Diplomata, explorador, espião, escritor e tradutor, Burton foi responsável, por exemplo, por uma polêmica tradução das Mil e uma noites (com notas de rodapé sobre sexo) outro da Kama Sutra, que escandalizou a sociedade da época.
Ou seja: é um personagem que por si só vale um filme. Feito por um grande diretor como Rafelson, torna-se obrigatório.
A propósito, sobre aquela discussão, o Bené acabou concordando comigo: É possível sim fazer um grande filme de aventura e aprofundar os personagens.
O filme conta a história de Richard Burton e sua busca da fonte do Nilo, uma das descobertas científicas mais importantes do século XIX. O filme é uma grande aventura, mas o ponto alto é a relação de Burton com John Speke, que oscila entre a amizade e a inimizade, passando por uma possível relação homossexual, apenas insinuada.
Bob Rafelson foi um dos diretores que abriram caminho para a geração anos 70, que revolucionou Hollywood e a escolha do tema e do protagonista certamente não foi por acaso. Hippie, Rafelson devia se sentir entre os executivos da indústria como o revolucionário Burton na sociedade vitoriana.
Diplomata, explorador, espião, escritor e tradutor, Burton foi responsável, por exemplo, por uma polêmica tradução das Mil e uma noites (com notas de rodapé sobre sexo) outro da Kama Sutra, que escandalizou a sociedade da época.
Ou seja: é um personagem que por si só vale um filme. Feito por um grande diretor como Rafelson, torna-se obrigatório.
A propósito, sobre aquela discussão, o Bené acabou concordando comigo: É possível sim fazer um grande filme de aventura e aprofundar os personagens.
sábado, março 02, 2013
Seminário arte e cinema
Segunda:
manhã (9 às 12h) e tarde (14 às 18h) - credenciamento
noite (19h) - mesa de abertura (Coordenador do Curso de Artes Visuais; Univercinema; ABDeC, CAFE e Jorane Castro)
Terça:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Virgens Suicidas)
tarde (14 às 18h) - Mostra Jorane Castro
Quarta:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Encontros e Desencontros'
tarde (14 às 18h) - Palestra sobre a Lei 12.485/2011 - Ana Vidigal
Quinta:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Marie Antoinette'
tarde (14 às 18h) - Mesa de debate sobre Arte e Tecnologia: Prof. M.Sc. Aldrin Vianna (Unifap);
Karen Pimenta (CAFE-AP); Prof. M.Sc. Cristiana Nogueira
Sexta:
manhã (9 às 18h) - exibição filme 'Um lugar qualquer'
tarde (14 às 18h) - Mesa de debate sobre Arte e Cinema: Prof. M.Sc. Ivan Carlo (Unifap);
Adriana Abreu e Herbert Valente (Tatamirô e Pium Filmes); Prof. Cristiana Nogueira (Unifap)
noite (19 às 21h) - Palestra sobre o Fundo Setorial do Audiovisual - Ana Vidigal
manhã (9 às 12h) e tarde (14 às 18h) - credenciamento
noite (19h) - mesa de abertura (Coordenador do Curso de Artes Visuais; Univercinema; ABDeC, CAFE e Jorane Castro)
Terça:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Virgens Suicidas)
tarde (14 às 18h) - Mostra Jorane Castro
Quarta:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Encontros e Desencontros'
tarde (14 às 18h) - Palestra sobre a Lei 12.485/2011 - Ana Vidigal
Quinta:
manhã (9 às 12h) - exibição filme 'Marie Antoinette'
tarde (14 às 18h) - Mesa de debate sobre Arte e Tecnologia: Prof. M.Sc. Aldrin Vianna (Unifap);
Karen Pimenta (CAFE-AP); Prof. M.Sc. Cristiana Nogueira
Sexta:
manhã (9 às 18h) - exibição filme 'Um lugar qualquer'
tarde (14 às 18h) - Mesa de debate sobre Arte e Cinema: Prof. M.Sc. Ivan Carlo (Unifap);
Adriana Abreu e Herbert Valente (Tatamirô e Pium Filmes); Prof. Cristiana Nogueira (Unifap)
noite (19 às 21h) - Palestra sobre o Fundo Setorial do Audiovisual - Ana Vidigal
sexta-feira, março 01, 2013
Galeão é destaque em blog
O meu romance Galeão nem foi lançado ainda e já está chamando atenção. Ele foi destaque no blog literário Criando Tessálios. Para ler, clique aqui.
Rádio Pop estréia dia 6, na Rádio Unifap
Na próxima quarta-feira, às 9 horas, estaremos transmitindo a primeira edição do programa Rádio Pop, capitaneado por mim e pela Jacke Carvalho, aluna do curso de Jornalismo da Unifap. Vamos falar de quadrinhos, seriados, filmes, trilhas de filmes e música alternativa. A ideia é fazer um programa descontraído, para quem curte cultura pop.
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