terça-feira, fevereiro 19, 2013

Resenha sobre a antologia Deuses


O blog do Joe de Lima publicou uma resenha sobre a a antologia Deuses, da editora Infinitum, da qual participo com o conto "Canção pra você viver mais". Para ler, clique aqui.

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Pão quentinho à toda hora

Toda vez que ouço a expressão "Pão quentinho à toda hora", muito comum nas fachadas das padarias, lembro de um episódio de quando eu morava em Curitiba e fazia frilas de publicidade.
O dono da agência me pediu uma campanha envolvendo rádio, jornal, outdoor e televisão e deu o seguinte briefing: A padaria X se localizava num bairro mais ou menos próximo ao centro, mas a qualidade de seus produtos, especialmente da lanchonete, era tanta que muitas pessoas saiam do centro ou até de outros bairros para ir lanchar lá. O objetivo da campanha era estimular esse comportamento, fazendo mais e mais pessoas se deslocarem de suas casas até a padaria.
Eu bolei a campanha "A melhor desculpa para sair de casa". Nos anúncios de TV e rádio, por exemplo, um rapaz aparecia saindo pela porta e a mãe reclamava que ele nunca parava em casa. Quando se descobria que ele ia na panificadora X, ela não só deixava, como ainda fazia uma encomenda de algum lanche e nessa hora apareciam váiros outros parentes pedindo também algum quitute. Era uma situação que podia ser usada com variações: o marido querendo sair de casa, etc.
O cliente não gostou da ideia e o dono da agência passou para outra pessoa fazer a criação.
Um mês depois eu vi a campanha na rua: era simplesmente a imagem da padaria e os dizeres: "Pão quentinho à toda hora".

O menino torturado durante a ditadura militar

Militares prendiam e torturavam até mesmo crianças.
A revista Istoé trouxe, na edição de 29 de janeiro, uma história que mostra bem como foram os anos de chumbo da ditadura militar brasileira: o relato de um homem que, quando tinha um ano e oito meses, foi preso e torturado pelos militares. O crime: sua mãe tinha em casa livros proibidos. Leia a história completa aqui.
Ps: Esta semana o rapaz se suicidou. Mais uma morte na conta dos militares.

Zumbis nas bancas de Macapá

O álbum zumbis e outras criaturas das trevas já está nas bancas de Macapá. Esse exemplar eu encontrei na banca da praça Nossa Senhora da Conceição. Entre as histórias, uma minha com arte do mestre Walmir Amaral.

PMM inicia processo de tapa- buracos em Macapá com nova tecnologia

Por intermédio do senador Randolfe Rodrigues, técnicos da Petrobrás vem a Macapá para discutir outras soluções para a pavimentação de qualidade.

Após uma conversa no Rio de Janeiro, na sede da BR Distribuidora, entre o Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Deputado Federal Evando Milhomen (PCdoB) e o presidente da empresa, José Lima, foi designada uma equipe de técnicos da Petrobrás para vir a Macapá e buscar soluções para o problema dos buracos nas vias da cidade. A equipe chega hoje, segunda-feira (18) e vai reunir com o prefeito Clécio Luís e o secretário de Obras (Semob), Elder Fábio do Carmo.

Os serviços devem ser iniciados no próximo dia 21. A ideia é fazer o serviço emergencial para amenizar o problema, no primeiro momento. Após o inverno será realizado um trabalho mais efetivo e com maior durabilidade, realizado pela Semob.

A nova tecnologia as ser usada será é a chamada “asfalto-frio”. Fabricado em alta temperatura com tecnologia de aplicação à frio, o que garante melhor compactação do material. O asfalto pode ser aplicado mesmo após fortes chuvas, resiste á umidade e de fácil aplicação, o que promove a redução de custo de mão de obra e garante mais economia. 

De acordo com o prefeito de Macapá, a péssima qualidade do asfalto usado nos últimos anos na capital é um dos principais motivos da proliferação de buracos. “Com a chegada o inverno eles só pioraram”, explicou Clécio. “Queremos alternativas mais eficientes que apenas usar a chamada ‘borra’, já que sabemos que esse problema é antigo”, completou. 

Fonte: Assessoria do Senador Randolfe Rodrigues

As frases da Rochelle

Rochelle é uma das melhores personagens do seriado Todo mundo odeia o Chris. Estressada e linha dura, ela protagoniza alguns dos melhores momentos da série. Leia abaixo algumas de suas frases mais marcantes.

DC relançará Homem-Animal, de Grant Morrison

Com a elogiada nova série mensal do Homem-Animal, após o reboot de 2011, escrita por Jeff Lemire, a DC Comics decidiu aproveitar o momento para relançar a clássica fase escrita por Grant Morrison um uma edição de capa dura voltada para colecionadores.
O encadernado trará os primeiro 26 números do título regular, publicado originalmente na década de 1980, além de Secret Origins # 39. Esse foi o primeiro trabalho de Morrison para a DC. Os desenhos são de Chas Truog, Doug Hazlewood, Tom Grummett, Paris Cullins e outros. Leia mais

Animal Man Omnibus

domingo, fevereiro 17, 2013

Fastama - herói faz 77 anos

Hoje o Fantasma, personagem criado por Lee Falk e grande inspiração dos primeiros super-heróis (que devem a ele a máscara, a roupa colante e a cueca em cima da calça), completa 77 anos. Conffira abaixo um texto meu sobre o personagem.


    Lee Falk foi o primeiro rotei­rista importante dos quadri­nhos. Antes dele já existiam outros como Dan Moore e Das­hiel Hammett que, no entanto, não assinavam seus trabalhos. Já Lee Falk era um pai coruja: Fa­zia questão não só de assinar suas criações, como exigia controle to­tal sobre elas. Uma das poucas vezes em que ele perdeu esse controle foi quando o Fantasma passou a ser publicado no Brasil com a cor vermelha substituindo o azul ori­ginal — isso aconteceu porque a história chegou ao Brasil sem re­ferência de cor e o vermelho pos­sibilitava uma melhor reprodução para as obsoletas máquinas tupiniquins (aliás, essa mudança de cor aconteceu em diversos países justamente pela falta de referência de cores).
O primeiro personagem de Lee FaIk foi o mágico Mandrake, em 1934. Desenhado por Phil Da­vis, Mandrake era um mágico ra­cional, inspirado fisicamente no próprio Falk. O personagem, sempre envolvido em aventuras detetivescas, conquistou o público e é publicado até hoje. O grande sucesso de Falk, entretan­to, seria o personagem Fantas­ma, criado em 1936 e desenhado por Ray Moore.
O que diferencia o Fantasma de outros personagens é o seu ca­ráter de mito. Sua história pare­ce uma daquelas remotas lendas passadas de pai para filho: no ano de 1525 o único sobrevivente de um ataque pirata faz um jruamento: "Juro que dedicarei toda minha vida à tarefa de destruir a pirataria, a ganância, a crueldade e a injustiça. E meus filhos e os filhos de meus filhos me perpetuarão". Ele passa a usar, então, uma máscara e roupa colante e a perseguir malfeitores. Como o jura­mento valia também para seus descendentes, o povo da selva começou a pensar que o herói era imortal. Esse aspecto da tira deu um significado maior à história, tornando-a mitológica por excelência.  

“O espírito que anda” teve o mérito de ser o primeiro herói de quadrinhos a usar máscara e ma­lha colada ao corpo. Nesse senti­do, todos os super-heróis devem a ele o seu visual. Na primeira his­tória o personagem usava tam­bém uma luva, que abandonou devido à inconveniên­cia de ter de tirá-la toda vez que quisesse deixar a marca do Fantasma em um malfeitor.
O primeiro desenhista a ilus­trar o personagem foi Ray Moo­re. Seu traço sombrio ajudou a criar o clima de mistério que en­volve até hoje o herói mascarado.
    Fantasma de Ray Moore era atlético e sensual, com um forte toque “noir” realçado pelo som­breado pesado. Nenhum outro ar­tista conseguiu manter o nível de Moore, que desenhou o persona­gem de 1936 a 1942.
A partir de 1942, seu assisten­te Wilson McCoy pegou o perso­nagem. A princípio, McCoy seguiu a linha de Moore, tentando manter o nível de qualidade, mas com o tempo começou a ca­ricaturar os personagens dando a impressão de que as tiras eram feitas às pressas. Com a morte de McCoy, em 61, o Fantasma pas­sou a ser desenhado por Sy Barry, de traço bastante impessoal. Is­so deve ter ajudado para que ele tivesse uma multidão de assisten­tes - que muitas vezes faziam tu­do na história, tendo Sy Barry só o trabalho de assinar, quando muito.
Em 1977 o Fantasma se casou. A história, embora seja assinada por Sy Barry, foi desenhada pelo brasileiro André LeBlanc, que no Brasil foi um dos principais ilustradores dos livros de Monteiro Lobato, mas foi para os EUA, onde se tornou assistente de Will Eisner no Spirit antes de se juntar à equipe que ilustrava o Espírito que anda.
Lee Falk sabia que os detalhes fariam com que seu personagem ganhasse um aspecto de mito e não economizou neles, a começar pelos apelidos que o povo da floresta dão ao personagem, tais O Espírito-que-anda, o Homem que nunca morre, o Guardião das Trevas Orientais e outros. Os ditados referentes ao personagem também ficaram famoso: “O Fantasma é violento com os violentos”, “Dá medo ver o Fantasma enfurecido”, “O Fantasma atira mais rápido que o olhar”. Os símbolos também ajudam a compor a aura do personagem, como a caverna da caveira (local de sua moradia) e os anéis. O anel da caveira, usado na mão direita, marca os malfeitores, enquanto na mão esquerda fica um anel com a marca de proteção. Aqueles que têm essa marca serão sempre protegidos pelo personagem. Outros destaques são os companheiros animais do personagem, o lobo Capeto e cavalo branco Herói.
No Brasil o personagem fez muito sucesso nas década de 1940 e 1950, contribuindo para que seu editor, Roberto Marinho, ficasse rico o suficiente para montar uma emissora de TV, a Rede Globo. Atualmente, no Brasil, ele tem um público pequeno, mas fiel. Entretanto, em outros países, como a Austrália e a Escandinávia, ainda é o herói de quadrinhos de maior sucesso. Recentemente a revista do personagem alcançou o número 1.500, um recorde mundial.

Primavera para Hitler


Primavera para Hitler é um filme de 1968, de Mel Brooks com  Gene Wilder e Zero Mostel nos papeis principais. 
Na trama um produtor de musicais (Zero Mostel) está decadente e é obrigado a namorar velhas endinheiradas para conseguir dinheiro, mas descobre, através de um contador histérico (Gene Wilder) que um fracasso pode ser mais lucrativo que um sucesso. A receita é simples: basta arrecadar patrocínio muito a mais do que necessário para a produção. Se a peça for um fracasso total, apresentando-se um único dia, nenhum dos investidores irá procurar receber seu dinheiro de volta. 
Para conseguir seu intento, a dupla procura a pior peça já escrita e encontram "Primavera para Hitler", escrita por um lunático nazista. Para dirigir o espetáculo escolhem o pior diretor da cidade: um homossexual afetado  com mania de grandiosidade. Para o papel de Hitler, escolhem um rapaz que fora ao teatro por engano. O produtor chega a subornar um crítico musical sabendo que isso o fará detonar o musical. Mas tudo dá errado quando a peça, inexplicavelmente, se torna um sucesso. 
Na época o filme chegou a ser proibido na Alemanha, embora seu diretor fosse judeu. 
Primavera para Hitler é comédia inteligente  e politicamente incorreta. Destaque para a cena das moças semi-nuas cantando que Hitler está destruindo a Polônia ou a das moças vestidas como soldados nazistas dançando uma coreografia baseada no passo de ganso. Ou a secretária belíssima, mas que não fala em inglês e entende que trabalhar é dançar rock. Ou a do autor da peça tentando convencer a plateia de que não escreveu uma comédia (e todos acham que isso faz parte da piada). Enfim, Primavera para Hitller mostra bem porque Mel Brooks é considerado o homem que revolucionou o cinema de humor. 

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Menos da metade dos professores de escolas públicas leem no tempo livre

Levantamento mostra que dos 225.348 professores que responderam à questão, 45% leem sempre ou quase sempre, 21% o fazem eventualmente e 34% nunca ou quase nunca

 

Agência Brasil

Um cabo de vassoura que era capaz de falar e sentir era o protagonista do primeiro livro lido pela então adolescente Denise Pazito. Hoje, professora e pedagoga no Espírito Santo, ela fala da experiência em seu blog. "O livro foi indicado pela escola. Provavelmente, eu estava no 4.° ou 5.° ano. Ele se chamava Memórias de um Cabo de Vassoura e o seu autor era Orígenes Lessa. Professora inspirada a minha. Acertou na mosca. Uma história encantadora. Me encantou pelo mundo das letras."
Mas assim como são capazes de encantar, os professores têm em suas mãos o poder de desencantar, não por intenção, às vezes por desconhecimento. Uma pesquisa feita peloQEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann., organização sem fins lucrativos voltada para educação, mostra que menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem o hábito de ler no tempo livre. Leia mais

Um cosplay é bom quando...



quinta-feira, fevereiro 14, 2013

The Walking Dead continua quebrando recordes nos Estados Unidos

Por Samir Naliato   Siga Samir Naliato no Twitter   | 14-02-2013
The Walking Dead
A segunda metade da terceira temporada de The Walking Dead estreou nos Estados Unidos no dia 10 de fevereiro, e a parada não afetou em nada a audiência da série. Ela continua atraindo cada vez mais espectadores, e o novo episódio atraiu 12,3 milhões de pessoas, se tornando o mais visto do programa.
A marca anterior era de 10,9 milhões, atingida na estreia da terceira temporada, em outubro do ano passado.
Com esses números, The Walking Dead quebrou o próprio recorde de maior audiência para uma série de televisão por assinatura voltada ao público adulto. A transmissão é do canal AMC. Leia mais

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Minhas colaborações para a MAD

Desde o momento em que peguei pela primeira vez uma revista MAD (meados dos anos 1980), virei fã. Comprava as edições antigas nos sebos (na época era fácil achar) e sempre acompanhava o que estava saindo nas bancas. A revista fazia um sucesso estrondoso, vendendo mais que o Homem-aranha. Até quem não curtia quadrinhos lia e comentava as matérias da revista.
Meu sonho era um dia escrever para a MAD.
Quando a revista  voltou pela Panini, entrei  em contato com o editor, Raphael Fernades. Ele já conhecia o meu trabalho e, já nos primeiros e-mails, me encomendou uma sátira do Big Brother Brasil. Quando propus uma versão do BBB se passando numa favela, ele adorou a ideia. Raphael é o editor ideal para uma revista cujo título significa maluco. Quanto mais louca for a ideia, mais ele se empolga.
Um dos problemas é que para fazer as sátiras eu gastava muito tempo com pesquisa e nem sempre eu tinha esse tempo disponível. Além disso, nem sempre a revista chegava às bancas de Macapá.
Coloco abaixo alguns dos trabalhos mais interessantes que fiz para essa revista.

 Meu primeiro trabalho para a MAD. Sátira do Big Brother com arte do Raphael Salimena. Um dos diretores da Mithos chegou a dizer que essa era a melhor sátira publicada na MAD nacional em anos.

Na edição seguinte, eu tirei sarro da reforma ortográfica.

 As fãs de Crepúsculo que me desculpem, mas foi muito fácil tirar sarro do primeiro filme. Arte do Raphael Salimena.
 Na MAD 18 eu coloquei políticos na ilha do No Limite.
 Um dos meus trabalhos prediletos de todos os tempos. Sátira do filme Alice no país das maravilhas com arte de Roger Cruz (X-men). Alice cai num bueiro e vai parar no país das armadilhas. Ou seja, o Brasil.

Django livre

Quentin Tarantino é o mais pós-modernos dos cineastas. Ele apropria-se de outros filmes, alguns medianos ou até fracos e os transforma em obras-primas, aliando grandes interpretações, trilha sonora marcante violência estilizada e profundidade psicológica em histórias não-lineares, em que a narrativa vai e vem. Ele fez isso com os filmes policiais em pulp fiction, com os filmes de kung fu, em Kill Bill, com os filmes de guerra, em Bastardos Inglórios e agora o faz com o faroeste, em Django livre.
Django tem tudo do Western spaghetti: os zoons estranhos, a violência, a trilha sonora marcante, mas tem muito mais. Inclusive humor. Antológica desde já a cena em que o cineasta satiriza a Kun Klux Klan. A gangue de racista vai atacar Django e seu amigo caçador de recompensas quando a narrativa volta no tempo, para uma discussão relacionada ao fato de que ninguém conseguia enxergar direito com os capuzes. O cinema gargalhou durante toda a sequência.
Curioso que Tarantino, que coloca como herói um negro lutando contra a escravidão, esteja sendo acusado de racismo. Talvez pelo fato do verdadeiro vilão ser um negro  racista(Samuel L. Jackson em uma de suas melhores interpretações) ou pelo filme se passar durante a época da escravidão. Parece dominar hoje o pensamento de que relembrar a época em que os negros foram escravos é racismo (vide a perseguição ao livro Negrinha, de Lobato). Talvez em pouco tempo façam como Rui Barbosa, que mandou queimar todos os arquivos públicos sobre a escravidão no Brasil, como se isso tirasse do país essa mancha. 
Um ponto a se destacar é a maneira precisa como Tarantino trabalha com a trilha sonora. Poucos cineastas são tão hábeis ao escolher as músicas e as colocarem no momento certo, de modo que não se pode imaginar o filme sem a trilha. 
Meu filho Alexandre Magno escreveu uma resenha muito completa sobre Django Livre. Para ler, clique aqui.

domingo, fevereiro 10, 2013

Filmes baseados em obras de Stephen King

Stephen King é um dos escritores mais adaptados da história do cinema. Todo mundo já assistiu pelo menos um filme baseado em livros dele.Para os que não costumam ligar  o filme à obra original, coloco abaixo uma relação de algumas das melhores adaptações de obras de King. 


Carrie, a estranha - Obra-prima de Brian De Palma, um verdadeira aula de cinema. Numa época em que os efeitos especiais estava só engatinhando, o diretor consegue provocar medo apenas com um ótimo uso da linguagem de cinema. Além da memorável cena do sangue de porco caindo em Carrie, atenção para um momento no final: Carrie chega em casa, entra no banheiro para se lavar. Quando abre a porta, sua mãe aparece das trevas.
O iluminado - King nunca gostou dessa versão de Kubrick, especialmente por causa da interpretação de Jack Nicholson, que deixa claro desde o primeiro minuto quem é o vilão da história. Mesmo assim, é uma adaptação fenomenal e um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. 


Um sonho de liberdade - O diretor predileto de King, Frank Darabont, fez um dos melhores filmes sobre penitenciárias que já assisti, com final surpreendente. Foi um fiasco nos cinemas, mas se tornou um clássico nas locadoras, o que deu a Darabont liberdade para dirigir mais um grande filme baseado em um texto de King: à espera de um milagre. 

À espera de um milagre - Mais um ótimo filme de prisão. Um homem negro, enorme, é preso pelo assassinato de duas garotas, mas o policial responsável pelo corredor da morte descobre que ele tem o dom de curar doenças. Na minha opinião, é o melhor texto de King e Darabont não decepciona. Atuação fenomenal de Tom Hanks. 


O nevoeiro - outra ótima adaptação de Darabont, sobre um escritor que acaba ficando preso em um supermercado quando um nevoeiro assassino toma conta da cidade. Nem de longe é tão bom quanto os dois filmes anteriores, mesmo assim, é um ótimo filme de terror. 

Conta comigo  - de Rob Reiner, um dos filmes mais sensíveis baseados em uma obra meio auto-biográfica de King sobre um grupo de garotos que vai atrás do cadáver de um menino. Uma ótima metáfora sobre o processo de amadurecimento de um rapaz e sobre a amizade. Foi um dos campeões da Sessão da tarde nos anos 1990 e muita gente assistiu diversas vezes. Chegou a influenciar seriados como Anos Incríveis e Simpsons, que apresentaram episódios com histórias semelhantes. 



1408 - filme de Mikael Hafstrom baseado em um conto de King sobre um escritor cético que, para esccrever um livro, se hospeda em um quarto mal-assombrado e só percebe o que realmente está acontecendo quando é tarde demais. Deu um ótimo filme, com John Cusack dominando a interpretação como Johnny Depp fizera em Janela Secreta. É um belo exemplo de terror psicológico. 

Essa é uma pequena relação de algumas das adaptações que mais gostei. Certamente os leitores devem ter outros exemplos, afinal foram mais de 100 filmes baseados em textos de King. Deixe nos comentários suas sugestões para essa lista. 

Site Polo Norte está no ar

Já está no ar o site Polo Norte, um amplo portal sobre cultura.
"As possibilidades são muitas. O sistema está permitindo que blogueiros passem a blogar em suas colunas; que radialistas apresentem seus programas e disponibilizem o seu podcast; que uma banda que esta lançando seu primeiro CD receba cobertura e um feedback de um feliz fã que baixou um mp3 exclusivo. O site tem ainda total interatividade através de seu sistema de comentários e de distribuição nas principais redes sociais. As pessoas poderão comentar em uma postagem do site atraveś do perfil pessoal do Facebook. Uma nova notícia, coluna ou evento sempre contarão com twit automático com o respectivo link; e as discussões nas listas, envio de material e cadastro de novos colaboradores estarão sendo processados e compartilhados através de ferramentas como Google Docs e Google Groups", diz o texto de abertura. Para conhecer clique aqui. Ah, e para ler minha coluna, clique aqui.

sábado, fevereiro 09, 2013

O melhor diálogo da história do cinema

Billy Wilder era um mestre do diálogo e nenhum escrito por ele e por I. A. L. Diamond, seu grande parceiro, é tão bom quanto o final de Quanto mais quente, melhor. Jack Lemmon, disfarçado de mulher, tenta convencer o milionário Osgood que não pode se casar com ele.

Daphne: É, Osgood. Não posso me casar no vestido da sua mãe. Ha ha. É que – eu e ela, nós não temos o mesmo tamanho.
Osgood: Nós podemos alterá-lo.
Daphne: Oh não faça isso! Osgood, Eu vou falar de uma vez. Não podemos nos casar de forma alguma.
Osgood: Por que não?
Daphne: Bem, em primeiro lugar, eu não sou loira de verdade.
Osgood: Não importa.
Daphne: Eu fumo! Eu fumo o tempo todo!
Osgood: Eu não ligo.
Daphne: Bem, eu tenho um péssimo passado. Fazem três anos que eu moro com um saxofonista.
Osgood: Eu te perdôo.
Daphne: Nunca poderemos ter filhos!
Osgood: Podemos adotar alguns.
Daphne/Jerry: Mas você não entende, Osgood! Eu sou um homem!
Osgood: Bem, ninguém é perfeito!

O festim dos corvos

Festim dos corvos é o quarto livro da série Crônica de gelo e fogo, de George Martin. Depois de A tormenta das espadas, o mais chocante e movimentado livro da série, esse parece lento e com pouca ação. Mas para quem já virou fã é uma ótima oportunidade de entender como funciona o mundo, seus costumes, religião, etc. E também para entender melhor os personagens, em especial Cercei e Jaime.

Jaime torna-se o personagem mais interessante do livro. Sem poder usar a espada, ele tenta mostrar que puxou a inteligência do pai ao usar mais a estratégia do que a violência para vencer a guerra. No outro extremo, Cercei ganha capítulos próprios e descobrimos o quanto ela se acha esperta, mas é idiota. Acreditando que está sendo esperta, ela própria acaba se envolvendo numa trama que pode ser sua perdição.

George Martin mostra porque é um dos melhores, senão o melhor escritor de fantasia. Seus livros unem qualidade literária com uma história envolvente. E, mesmo neste livro em que a trama é menos frenética, os capítulos finais são do tipo que é impossível parar de ler.

Diga não ao trote


sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O seriado da Tina

O jornalista Sérgio Martorelli divulgou na comunidade Colecionadores de Gibis do Facebook uma verdadeira raridade dos quadrinhos nacionais: o seriado da Tina, personagem de Maurício de Sousa, que a TV Cultura tentou produzir na década de 1970. Pelas informações, foi feito apenas um piloto. O elenco tinha  Beth Caruso como Tina, Kadu Moliterno como Rolo e Vic Militello como Pipa.