quinta-feira, março 30, 2023
Jornada nas estrelas – Missão de misericórdia
quarta-feira, março 29, 2023
Perry Rhodan – Chave Secreta X
Chave Secreta X, número 23 da coleção Perry Rhodan é o
primeiro escrito por W.W. Shols e uma grata surpresa.
A balada de Buster Scruggs
Os irmãos Coen são, nitidamente, fãs do faroeste. Não por acaso já fizeram a refilmagem de um clássico, Bravura indômita e vários de seus outros filmes têm características de faroeste, como o premiado Onde os fracos não têm vez.
Em A balada de Buster Scruggs, de 2018, os dois fazem ao mesmo tempo uma homenagem ao gênero e uma versão muito própria, com as característica da dupla.
O filme é narrado a partir de um livro com ilustrações, o que lhe dá um ar nostálgico.
São seis histórias sem nenhuma relação entre elas a não ser o fato de se passarem no velho oeste e de terem a morte como tema.
A primeira história – e também a melhor – é a que dá título à película. Buster Scruggs é uma carismática caricatura do cawboy clássico, vestido de branco, sempre com um sorriso no rosto e implacável quando atira. A sequência inicial o mostra sobre um cavalo num deserto, tocando violão e cantando. Quando chega em uma birosca no fim do mundo, descobre que o local só atende foras da lei. Parece que o almofadinha será liquidado, mas sua habilidade com o revólver é tão espantosa que provoca humor. Aliás, toda a sequência é repleta de humor ácido.
Buster Scruggs é um personagem tão interessante que se o expectador acha uma pena que ele tenha sido aproveitado apenas em uma história curta.
A sequência seguinte mostra um ladrão de bancos condenado à forca. Ele acaba se livrando da morte por um ladrão de gado apenas para ser condenado à forca. É a famosa cena, transformada em meme, do bandido sendo enforcado e perguntando ao outro, que chora, se é a primeira vez. Além do humor, o episódio se destaca por um bom uso do suspense.
A sequência seguinte, Meal Ticket, é sobre um empresário que tem como principal atração um homem sem pernas ou braços, que recita poesias e discursos. É uma das sequências mais intimistas e tocantes. Detalhe: o personagem sem braços e pernas não diz uma única palavra fora das apresentações.
All Gold Canyo é outra sequência intimista, sobre um garimpeiro solitário que descobre ouro, mas pode perder tudo.
The Gal Who Got Rattled se destaca pelo final irônico. A trama gira em torno de colonos que atravessam o país na direção do oeste e mais especificamente uma moça que perde o irmão e começa a se enamorar pelo guia.
Finalmente, The Mortal Remains é um episódio sem trama, que parece ter sido introduzido apenas para desenvolver o tema da morte, comum a todas as histórias. Nele, cinco pessoas estão viajando numa carruagem e entabulam uma conversa sobre a natureza do ser humano. A conclusão: as pessoas se dividem entre vivas e mortas, o que parece refletir o contexto do filme.
Making of do Astronauta
Ao começarmos a discutir nossa história, concluimos que o ideal seria algo que remetesse aos clássicos da FC, tanto nos quadrinhos quanto na literatura pop, quanto nos seriados. Assim, nosso Astronauta deveria ser uma mistura de Perry Rhodan, Jornada nas Estrelas e Flash Gordon. Abaixo, alguns dos estudos do JJ para o visual da hístória:
O JJ começou pelas armas. Embora o visual estivesse legal, eu pedi que ele não usasse uma arma, pois ela não se encaixaria no personagem criado pelo Maurício.
O visual da nave passou por várias versões, mas acabou sendo definido como uma homenagem às naves da série alemã Perry Rhodan, do qual sou fã.
Foram feitas três versões do roteiro (chamadas de tratamento). Numa das primeiras versões, o herói chegava a um planeta que mostrava uma versão alienígena dos principais personagens da Turma da Mônica. As tiras abaixo são dessa primeira versão.
X-men contra o Arcade
Desde que John Byrne entrou no título dos X-men este foi aos poucos galgando espaço e ganhando fãs. O desenho limpo e altamente expressivo casava perfeitamente com o texto de Chris Claremont. O que Byrne trazia de ação, Claremont trazia de aprofundamento dos personagens.
Mas o ponto de virada do título, o ponto que a partir do qual ele se tornou o mais badalado e revolucionário do mercado de quadrinhos americanos foi The Uncanny X-men 123. Nesse número (e no seguinte), os mutantes enfrentam Arcade, um vilão criado pela dupla Byrne e Claremont em uma aventura do Homem-aranha e do capitão Bretanha.
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| O vilão cria um parque de diversões mortal. |
A própria ideia do vilão é totalmente inovadora: um playboy que mata seu pai para conseguir a herança e monta um pinball gigante com o objetivo de assassinar heróis. É uma estrutura que permite histórias repletas de ação desenfreada e perigos variados.
Mas o roteiro acrescenta mais um elemento a essa fórmula: Colossus passa por uma lavagem cerebral, é convencido de que sua adesão aos X-men foi uma traição à Rússia e se transforma no Proletário, um herói soviético, cujo objetivo é matar os mutantes.
Claremont aproveita algo que já estava elaborando muito antes: o fato de que Piotr Rasputin nem sempre se sentia um integrante dos x-men e tinha sérias dúvidas sobre sua participação na equipe. Isso cria um dilema único, uma vez que os outros integrantes da equipe não querem matar o colega – mas podem ser mortos por ele.
O resultado é uma aventura totalmente empolgante, em que as possibilidades do Mundo do crime, o parque de diversões mortal criado por Arcade, são muito melhor exploradas do que na aventura do Homem-aranha.
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| A Abril tirou todas as referências ao comunismo do uniforme do Colossus para evitar problemas com a censura. |
Aliás, a Abril deu sorte: a RGE só tinha publicado os X-men até a aventura anterior, uma HQ morna. Quando começou a publicar os X-men em Superaventuras Marvel 14, a editora da árvore pegou os mutantes em seu melhor momento. Uma curiosidade é que a Abril mudou o nome Proletário para Gigante do Norte e tirou todas as referências ao comunismo no uniforme do personagem provavelmente porque ainda vivíamos a ditadura militar - as mudanças provavelmente foram efetuadas para evitar problemas com a censura.
Em tempo: a capa do número 123 ficou a cargo de Terry Austin, que embora fosse um ótimo arte-finalista, não era um grande capista. No número 124 o desenho da capa voltou a ficar a cargo de Dave Cockrum, que conseguiu dar toda a dramaticidade que a cena exigia.
Superaventuras Marvel
Superaventuras
Marvel foi antológica, uma revista mix de super-herois como jamais existiu ou
existirá no Brasil. Vale lembrar que a revista foi criada quando a editora
Abril conseguiu os direitos sobre todos os personagens Marvel – até então os
principais personagens da editora, como Hulk e Homem-Aranha, estavam com a RGE.
De
repente a redação Abril se viu com uma quantidade impressionante de material de
muita qualidade.
E
foi na SAM (como a revista era carinhosamente chamada) que eles colocaram tudo
isso.
Tinha
Pantera Negra na até então sua melhor fase (com roteiros Don McGregor e
desenhos de Billy Graham) , tinha o Dr. Estranho na melhor fase (com roteiros
de Steve Englehart e desenhos de Frank Brunner), Kull, Conan, Sonja... a seleção
era impressionante!
Até
hoje eu pego as primeiras revistas e fico impressionado: não tinha nada sequer
razoável ali, era tudo muito bom.
E
a SAM publicou simplesmente as duas melhores séries Marvel dos anos 1980: o
Demolidor, de Frank Miller e os X-men de Chris Claremont e John Byrne.
Hoje
nenhum leitor conseguiria imaginar o impacto que essas séries tiveram e como
foram revolucionárias. As mortes de Elektra e da Fênix foram verdadeiros
fenômenos, todo mundo que conhecia estava falando sobre isso.
Pra
se ter uma ideia, a ansiedade era tão grande que a gente sabia o dia que a
revista chegava às bancas e naquele dia íamos perguntar para o jornaleiro se já
tinha chegado – e haja reclamação se não chegava. O fato de ser formatinho
também ajudava muito na popularidade. Lembro de muitas vezes voltar a pé para
casa e usava o dinheiro da passagem para compra a SAM.
terça-feira, março 28, 2023
MAD especial quadrinhos
De todas as revistas que eu perdi numa das muitas mudanças, a que eu mais me arrependo foi um número especial da MAD dedicado aos quadrinhos da editora Record.
Lembro que ia viajar de ônibus e antes passei na banca do Zé, no São Brás (atualmente o último sebo de rua de Belém) e comprei essa edição. Enquanto esperava para embarcar, lia e gargalhava a ponto de chamar a atenção dos outros passageiros.
Recentemente consegui uma versão em scan dessa revista e me surpreendi em perceber o quanto esse material até hoje parece muito bom.
A reunião de talentos era realmente incrível: Wallace Wood, Don Martin, Sérgio Aragonés... só para citar os mais famosos.
Wood parecia disposto a colocar o máximo de anedotas no menor espaço possível. Fico imaginando o quanto esse tipo de humor influenciou filmes como Apertem os cintos o piloto sumiu. E, olhando em retrospecto, teve influência sobre todos os roteiros de humor que já fiz.
Outra história desenhada por Wood que me arrancou gargalhadas era uma em que se imaginava o que aconteceria com os personagens de quadrinhos se eles tivesse envelhecido ao invés de se manterem com a mesma idade. Entre as várias sequências, um Super-homem que não tem mais peito ou dentes – e portanto não tem como segurar as balas.
Hoje pode não ser tão conhecido, mas Dom Martin era uma verdeira sensação nas décadas de 70 e 80, a ponto da Mad lançar livros apenas com trabalhos dele. Nessa edição, um trecho de uma história sobre Zorro é digna de nota. Zorro deixa Tonto cuidando dos cavalos e quando volta pergunta se passou muito tempo fora, ao que Tonto responde batendo os pés no chão, como faria um... cavalo! Um humor totalmente visual que só seria possível nos quadrinhos.
Algo que não lembrava era a quantidade de histórias envolvendo os peanuts. Ao que parece, o sucesso da tira (provavelmente alavancada pelo desenho animado) era estrondoso na época, a ponto de se tornar o personagem mais popular do período. Uma das histórias brinca exatamente com isso, imaginando se o sucesso teria mexido com a cabeça dos personagens.
A mad poderia ser muito boa para falar de política, filmes, seriados, mas era simplesmente insuperável quando falava de quadrinhos.
Groo, o errante
O zen e o epicurismo
Terra do meio - um paraíso amazônico nas proximidades de Belém
Uma boa dica para quem está visitando Belém é conhecer a Terra do Meio. Trata-se de um balneário-restaurante na cidade de Marituba. Nas redes sociais deles, eles se descrevem como "um restaurante com igarapé. Não há música alta e não há cervejão e festa do litrão". Ou seja, é um local para ficar em paz, curtindo a natureza e delicíosa comida do local (a caldeirada de peixe deles é famosa).
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| Terra do Meio: coisas boas acontecem com pessoas boas. |
O resturante rural foi idealizado por André da Costa Nunes, que nasceu nesse local rodeado de cachoeiras e floresta. Quando voltou para o local no final dos 60, perseguido pela ditadura, a Terra do Meio já não era mais a mesma. A floresta estava devastada e o rio estava quase sumindo. O velho André reflorestou o local e o rio reviveu. Nos anos 70 abriu um restaurante, que até hoje é um dos melhores pontos turísticos do estado do Pará.
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| O local conta com um pequeno museu com móveis e louça de época e caricaturas do Velho André. |
Chegar ao local é fácil: Quem vai no sentido Belém-Marituba, passando 1.600m da Polícia Rodoviária Federal de Ananindeua, você vai ver um posto de gasolina da Petrobras, logo em seguida duas lojas de implementos agrícolas, a COMAFE e a Sitiio's Ltda. A Rua Uriboca Velha fica entre essas duas lojas. Depois de entrar nessa rua, ande 3.000m e você chegará ao Restaurante Rural Terra do Meio.
Sete cores da Amazônia
Mosaico de Ravena - O Amor, O Cego e O Espelho
dourados para o rock paraense. Nessa época surgiram várias ótimas bandas nos
mais variados estilos e Belém chegou a ter um festival que apresentava 24 horas
de rock só com bandas locais. Entre todas as bandas, Mosaico de Ravena sempre
se destacava por fazer um som inovador, que não conhecia limites. E eles eram
muito bons de shows. Lembro de um desses que começava com um casal dançando
tango e a banda aparecia atrás deles, o vocalista saindo de um caixão. A galera
ia ao delírio. A música abaixo é do primeiro e, acho, único álbum. É
interessante por discutir como o amor foi transformado em mercadoria numa
sociedade consumista.
de porrada e jogaram na calçada
lindo comercial de bronzeador
por suspeita de vadiagem
e o povo linchou o amor
e a escondido se multiplicou
amar e saiu de lá com um lindo amor de seda javanesa
mostrou pras amigas seu amor azul-metálito
de como o amor poderia dar status
na carteira
gravador
e a escondido se multiplicou
Não seja professor
segunda-feira, março 27, 2023
Entenda por que os comentários estão sendo moderados
- Gian, entrei no seu blog e tentei comentar numa matéria, mas não ele não foi publicado imediatamente
- Infelizmente eu tive que acionar a moderação de comentários.
- Caramba, são dezenas de comentários iguais o cara já começa te chamando de stalinista!

































