O auge da fase de Dave Cockrum no título dos mutantes foi a
saga do império de Xiar. Uma fase tão relevante que a Abril escolheu a splah
page de uma das histórias para colocar como capa de superaventuras Marvel 16.
Essa história, embora já estivesse sendo insinuada há vários
números, começa de fato no número 105, quando a Imperatriz Lilandra chega à Terra
e é sequestrada por Erik Escarlate, que havia manipulado O senhor do fogo para
combater os X-men.
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| Um tapa-buraco antes do final da saga. |
Nesse número começamos a perceber a expansão do poder que
Jean Grey adquiriu quando se transformou na Fênix. Ela consegue, por exemplo,
voar, algo que não acontecia quando ela era a garota Marvel. Há, aliás, um diálogo
dela com o arauto de galactus que mostra que a personalidade dela também já
estava se modificando: “Não tenho medo da morte, arauto! Já fomos apresentadas!”.
No final dessa edição, Erik pega Lilandra e atravessa por um
portal. Os X-men chegam atrasados e a Fênix reabre o portal, para espanto do Cíclope:
“Deus! Jean era a mais fraca dos X-men e agora tem poder para abrir um portal
interestelar sem esforço!”.
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| A Abril usou essa imagem como capa da SAM 16. |
A edição 106 tinha todo um jeito de anti-clímax, já que se
focava num flash back de quando o professor Xavier criara involuntariamente réplicas
dos X-men originais para lutarem contra os novos X-men, uma história reciclada por
Claremont de uma edição anterior escrita por ele mesmo. Além da edição ser
ruim, ela simplesmente paralisava uma trama no seu momento mais importante. A
história também trazia o reflexo dos atrasos de Dave Cockrum, já que parte dela
teve que ser desenhada por Bob Brown e a arte, de forma geral, estava muito
abaixo do nível comum da revista. É bem provável que essa fosse uma edição
tapa-buraco, produzida enquanto Cockrum terminava a história que sairia na 107.
No número 107 voltamos finalmente à grande saga envolvendo o
império Xiar. Além da belíssima splash page aproveitada pela abril, temos uma página
dupla impressionante com os x-men frente a frente com os Gladiadores, guardiões
do império. Nessa história são
apresentados os piratas siderais, que surgem do nada, para salvar os X-men na
batalha, configurando um verdadeiro deus ex machina.
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| Dave Cockrum gostava de fazer cenas detalhadas, como essa. |
A saga teve sua conclusão no número 108, com John Byrne
assumindo os desenhos. Byrne pega a história
no auge, quando o irmão de Lilandra se apossou da pedra denominada “o fim de
tudo que existe”.
Há alguns problemas no roteiro. Por exemplo, há guardiões do
portal onde está a jóia extremamente poderosos e parece impossível ultrapassar
essa barreira e do nada, os heróis estão lá dentro. Além disso, não fica muito
claro como aconteceria a destruição do universo nem como a Fênix conseguiu impedir isso. Mas, para
compensar, o tom geral é épico. Já Byrne mostra toda a sua capacidade expressiva,
especialmente na tempestade e na Fênix. O primeiro close que ele dá na
personagem antecipa todo o drama que veríamos a seguir.
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| Ororo e Fênix alcançaram a representação perfeita no traço de Byrne. |
A partir dessse número Byrne se tornaria o desenhista
oficial do título, mas ironicamente, a edição é dedicada a “Dave Cockrum, que
ajudou a tornar o sonho realidade”.
Em tempo: o título da história é uma referência direta a
Jornada nas Estrelas e seu lema: “Indo até onde nenhum homem jamais esteve”.





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