A saga do Batman escrita por Mike W. Barr e desenhada por Alan Davis foi pouco apreciada na época devido a um anacronismo. Ela foi publicada praticamente na sequência de Batman: Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli, obra que se destacara pela abordagem profunda e realista do personagem. Já a série escrita por Mike W. Barr e desenhada por Alan Davis e (com Paul Neary na arte-final) focava na diversão, fazendo referências diretas aos quadrinhos dos anos 1970 e alguns casos até ao seriado televisivo dos anos 1960.
Na história de abertura, publicada em Detective Comics nº 569 e 570, o Coringa, ao descobrir que a Mulher-Gato se aliou ao Cavaleiro das Trevas, elabora um plano para transformá-la novamente em criminosa.
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| O tom é de humor, incluindo um campanga pedalando um velocípede. |
A trama
é repleta de cenas nonsense, como a de um capanga pedalando um
velocípede, o Robin vencendo sozinho todos os subordinados do Palhaço do Crime
e até um carro usado pelo Coringa no formato de uma risada.
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| Robin vence sozinhos os campangas do Coringa. |
Os diálogos também apostam no humor, especialmente os do
Garoto-Prodígio, como nesta sequência:
— Idiotas! Sua mãe rouba parquímetros e seu pai está na
condicional!
Ao que um dos bandidos responde:
— Como sabe da minha mãe, moleque?
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| Os diálogos do menino prodígio sempre puxam para o cômico. |
Ou seja: é uma grande festa em que nada é levado realmente a
sério — um contraste absoluto com o Batman de Miller e Mazzucchelli. Apesar
disso, a fase se destaca justamente por ser divertida e, principalmente, pelo
primor visual. Um dos pontos altos é a capa da edição nº 570, na qual a
Mulher-Gato enfrenta o Batman na traseira do "carro-risada", enquanto
o Coringa se diverte ao volante. No Brasil, essa história foi publicada
originalmente pela Editora Abril em Batman nº 12 (2ª série).




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