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| Embora a grande atração do livro fossem os tefrodenses, a capa mostra outra raça, os gaids. |
Há alguns números de Perry Rhodan que se destacam não
tanto pelas batalhas ou pela ação, mas principalmente por suas revelações e
pelos ganchos que criam para os volumes seguintes. É o caso do volume 255,
intitulado "Zona de Bloqueio de Andrômeda", escrito por Clark
Darlton.
Na história, Rhodan descobre que a rebelião dos Maahks
é um sucesso e que as várias raças enviadas pelos Senhores da Galáxia para
contê-los estão sendo derrotadas. O Administrador-Geral considera que, com seus
inimigos ocupados com uma guerra civil, este é o momento ideal para infiltrar a
frota terrana na galáxia de Andrômeda.
Os terranos descobrem que, no centro da galáxia, existe uma
zona proibida onde residem os Senhores da Galáxia. Audaciosamente,
Rhodan resolve entrar nessa região na tentativa de finalmente conhecer esses
seres poderosos. No entanto, surge um obstáculo: os Senhores da Galáxia possuem
uma espécie de polícia especial, os Tefrodenses, responsáveis por
patrulhar os arredores da zona proibida e destruir qualquer nave que se
aproxime. A violência desse grupo é demonstrada quando uma nave de
contrabandistas tenta furar o bloqueio e é impiedosamente destruída.
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| Capa original alemã. |
Quando uma das naves patrulheiras ataca a Crest III e acaba destruída, os terranos investigam os destroços e encontram a grande revelação do volume: os Tefrodenses são biologicamente idênticos aos seres humanos. Inclusive, suas naves possuem o mesmo formato esférico e funcionam com tecnologia similar.
Esse é o grande mistério lançado por este volume: como uma
raça que se desenvolveu em outra galáxia, a 2,5 milhões de anos-luz de
distância, pode ser igual aos terranos? É uma questão instigante que só seria
plenamente explicada em números posteriores.
O volume ainda traz outra atração: os detalhes sobre o
nascimento do filho de Gucky. Descobre-se que a raça dos ratos-castores
não nasce de forma convencional; os bebês simplesmente se teleportam para fora
do útero materno. Como eles são instintivamente programados para surgir em seu
mundo de origem, que foi destruído, o resgate do recém-nascido no espaço se
transforma em uma verdadeira aventura técnica e emocional.


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