quarta-feira, setembro 23, 2026

Perry Rhodan – Zona de Bloqueio de Andrômeda

Embora a grande atração do livro fossem os tefrodenses, a capa mostra outra raça, os gaids. 

 

Há alguns números de Perry Rhodan que se destacam não tanto pelas batalhas ou pela ação, mas principalmente por suas revelações e pelos ganchos que criam para os volumes seguintes. É o caso do volume 255, intitulado "Zona de Bloqueio de Andrômeda", escrito por Clark Darlton.

Na história, Rhodan descobre que a rebelião dos Maahks é um sucesso e que as várias raças enviadas pelos Senhores da Galáxia para contê-los estão sendo derrotadas. O Administrador-Geral considera que, com seus inimigos ocupados com uma guerra civil, este é o momento ideal para infiltrar a frota terrana na galáxia de Andrômeda.

Os terranos descobrem que, no centro da galáxia, existe uma zona proibida onde residem os Senhores da Galáxia. Audaciosamente, Rhodan resolve entrar nessa região na tentativa de finalmente conhecer esses seres poderosos. No entanto, surge um obstáculo: os Senhores da Galáxia possuem uma espécie de polícia especial, os Tefrodenses, responsáveis por patrulhar os arredores da zona proibida e destruir qualquer nave que se aproxime. A violência desse grupo é demonstrada quando uma nave de contrabandistas tenta furar o bloqueio e é impiedosamente destruída.

Capa original alemã. 

Quando uma das naves patrulheiras ataca a Crest III e acaba destruída, os terranos investigam os destroços e encontram a grande revelação do volume: os Tefrodenses são biologicamente idênticos aos seres humanos. Inclusive, suas naves possuem o mesmo formato esférico e funcionam com tecnologia similar.

Esse é o grande mistério lançado por este volume: como uma raça que se desenvolveu em outra galáxia, a 2,5 milhões de anos-luz de distância, pode ser igual aos terranos? É uma questão instigante que só seria plenamente explicada em números posteriores.

O volume ainda traz outra atração: os detalhes sobre o nascimento do filho de Gucky. Descobre-se que a raça dos ratos-castores não nasce de forma convencional; os bebês simplesmente se teleportam para fora do útero materno. Como eles são instintivamente programados para surgir em seu mundo de origem, que foi destruído, o resgate do recém-nascido no espaço se transforma em uma verdadeira aventura técnica e emocional.

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