terça-feira, maio 01, 2007

segunda-feira, abril 30, 2007
Criminoso que matou reféns em SE é menor de idade
Comentário: e ainda tem gente que é contra a redução da maioridade penal...
Psicopatas: sob controle
Jeffrey Dahmer, por exemplo, injetava ácido no cérebro de suas vítimas na tentativa de transformá-las em zumbis escravos sexuais.
A maioria dos psicopatas mantém a vítima presa por longos períodos antes de matá-la. Nesse período, a vítima é humilhada e degradada para mostrar quem está no comando. O ritual que os psicopatas costumam fazer suas vítimas seguirem é uma forma de firmar esse controle.
Recentemente foi descoberto na Áustria o caso de um psicopata que seqüestrou uma menina e a manteve prisioneira em seu porão durante oito anos. Durante oito anos ele se sentiu plenamente no controle da situação, dominando completamente a pobre menina.
Alguns psicopatas só sentem que têm controle sobre a vítima depois que estão mortas, então a matam e depois começam seu ritual.
Percebe-se a procura de controle por parte do psicopata na escolha do local, do roteiro a que ele submete as vítimas, das armas que ele traz consigo e do tipo de mutilação.
Dayton Leroy Rogers atacou uma menina de 15 anos com uma faca. Foi preso e colocado num programa de reabilitação. Tempos depois, começou a matar prostitutas. Ele as levava a locais remotos da floresta. Então amarrava as vítimas e iniciava um ritual de humilhação detalhado e metódico.Havia falas de texto que elas deveriam declamar. Ele retalhava seus pés e seios e se masturbava sobre eles. Essa era sua forma de mostrar que estava no controle.
O gigante Big Ed costumava andar com a cabeça de suas vítimas no porta-malas de seu carro, mesmo quando ia se encontrar com policias ou com o psicólogo da custódia, como forma de mostrar para si mesmo que estava no controle.
domingo, abril 29, 2007
ENTREVISTAS:
189 - WELLINGTON SRBEK - Quadrinista e Pesquisador
188 - PAOLO ELEUTERI SERPIERI - Famoso Quadrinista Italiano (e sua sensual Druuna...)
187 - JORGE BALEJ -Físico Argentino
186 - DANIEL MAIA - Desenhador de BD Português (fã e leitor de FC)
185- http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/entrevistas185.htm - Carlos Alberto Machado - Escritor, Ufólogo e “caçador de Chupacabras”
184- OFELIANO DE ALMEIDA - Veterano e Importante Quadrinista
183 -SEABRA - Veterano Quadrinista Grafipar
182 - RYOKI INOUE - O mais prolífico escritor do mundo (Guinness)/ - e Brasileiro;
181 - CARLOS FERREIRA - Quadrinista ("CAOS
180 - ROBERTO TIETZMANN - Professor, Cineasta, Publicitário e Crítico
179 - MAURÍCIO VENEZA - Quadrinista e Escritor
178- MICHÈLLE DOMITT - Fanzineira (VOYEUR) e Crítica de HQ
-177 - ALAN MOORE - por Alan David Doane - traduzido para o Português por David Soares (Portugal) – Sensacional e recente Entrevista, com fotos raras do “álbum de família” do Escriba de Northampton!!!!!
-176- GERD RUPRECHT - Alemão fã de Alan Moore – imagens fantásticas!!!
-175 - EDUARDO NASI - Jornalista, Crítico, blogueiro
-174 - ROGÉRIO DE CAMPOS - Editor (Conrad), Crítico, Autor...
-173 - ANDRÉ LEMOS - Pesquisador da Cibercultura
-172 - JORGE LUIZ CALIFE - O escritor brasileiro que "influenciou" Arthur Clarke " a continuar seu clássico “2001”, numa das + extensas, intensas e sinceras que já fiz!
ARTIGOS
111 - O LIVRO DA CÓPULA - COSMOGONIA DA MAGIA DE MOORE - Eduardo Nasi – sensacional tradução do poema-mágico do Arcano de Northampton!!
112b - BILL SIENKIEWICZ E O “CASO BIG NUMBERS”: A VERDADE FINAL (?) Em português
113 - O DIREITO AUTORAL NA INTERNET - Ofeliano de Almeida
110- ANNOTATIONS TO "THIS IS INFORMATION" – Anotações sobre a sensível homenagem de Alan Moore e Melinda Gebbie aos inocentes que sucumbiram no 11 de Setembro - por Ng Kiat Han
Na nova Coluna NOTÍCIAS (Blog dentro do site)
http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/noticias9.htm


Punição máxima para ministro é a aposentadoria compulsória
Cinzas de ator de 'Jornadas' são lançadas ao espaço
As cinzas do ator James Doohan, o engenheiro Scotty da série Jornada nas Estrelas, foram lançadas neste sábado ao espaço a partir de uma base de lançamento no Novo México, nos Estados Unidos, com a presença de muitos fãs. Leia mais
quinta-feira, abril 26, 2007
Conheço bem os cursos do SENAC e posso garantir que são de ótima qualidade. Aliás, a proposta desse curso é muito interessante, pois o conteúdo será trabalhado a partir da análise de 100 imagens, nas mais diversas mídias. No site é possível fazer uma pré-matrícula e reservar sua vaga...
quarta-feira, abril 25, 2007
Achado o 1º planeta habitável fora do sistema solar

A editora Abril lançou ano passado a revista Sala de aula, que pretende ser uma versão para o ensino médio da Nova Escola. O número mais recente, nas bancas, fala sobre o filme 300 de Esparta e como usá-lo na sala de aula. A base das aulas são as resenhas, matérias e artigos publicados na revista Veja. Comprei por curiosidade, já que o uso de mídias, como cinema, vídeo e quadrinhos na sala de aula. Mas, apesar da proposta da revista ser interessante, o que sobressai é o enorme preconceito que a Veja tem contra as histórias em quadrinhos (talvez pelo fato da editora Abril ter perdido todas as HQs ainda vendáveis para outras editoras).
No texto de Isabela Boscov (sempre ela!) “Lindo, forte e ingênuo”, ela escreve: “Graphic novels costumam comerciar em valores absolutos de heroísmo e vilania, sem semitons. Nada impede, porém, que os filmes baseados em graphic novels dêem um passo adiante e reconheçam as outras emoções que estão em jogo numa história como essa”.
No texto “Combate à sombra”, de Jerônimo Teixeira, este escreve: “A História, de Heródoto oferece mais drama moral e profundidade trágica que qualquer graphic novel já produzida”.
Ou seja: histórias em quadrinhos são e serão sempre inferiores ao cinema e à literatura.
Boscov e Teixeira provavelmente nunca leram graphics como Watchmen, de Alan Moore, ou Um Contrato com Deus, de Will Eisner, só para citar duas obras que fogem completamente do dualismo herói x vilão. Em Watchmen os heróis são pessoas absolutamente normais, com defeitos e qualidades e pelo menos um dos heróis, Rorchack, é mostrado como totalmente pirado.
Um contrato com deus conta a história de um imigrante judeu que faz um contrato com O Senhor de ser sempre bom, desde que ele lhe conservasse a saúde de sua querida filha adotiva. Mas o contrato é quebrado quando a menina morre e o imigrante, que antes era um herói bondoso, vira o vilão da história. Alguém aí falou em drama moral ou profundidade trágica.
Os colunistas da Veja lêm, quando muito, uma história em quadrinhos quando ela é transformada em filme (Isabela Boscov fez a resenha do filme V de Vingança sem ter lido a obra original). As críticas feitas podem até ter sentido para a obra de Frank Miller. Seus heróis não titubeiam, não têm dramas morais ou crises de consciência. Miller se especializou em analisar personagens tomados por uma missão. Em Cavaleiro das Trevas vemos um Batman que não recua diante de nada diante de sua missão de voltar a colocar ordem em Gothan e em 300 vemos um Leônidas decidido a impedir a passagem dos persas a qualquer custo. Não existem pessoas assim, que colocam sua missão acima de qualquer coisa? Por que um bom herói deve ser aquele que fica se lamuriando pelos cantos e duvidando eternamente se está fazendo a coisa certa ou não...
Decididamente, os piores resenhistas são aqueles que acham que sabem como determinado personagem deveria agir diante de determinada situação...
terça-feira, abril 24, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara vai reclamar junto à Rede Globo pelas alusões feitas no programa "Casseta & Planeta" exibido terça-feira passada. Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de "deputados de programa". Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se é deputada. O quadro em que são vacinados contra a "febre afurtosa" também provocou constrangimento. Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP), duas parlamentares choraram. Izar se encontrará segunda-feira com representantes da emissora, para tentar um acordo, antes de recorrer à Justiça. O presidente da Câmara também se disse indignado:- O programa passou dos limites. Eles têm talento suficiente para fazer graça sem desqualificar a instituição, que garante a liberdade para que façam graça.O diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, disse que a rede só se pronuncia sobre ações judiciais, depois de serem efetivadas. Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto, dizendo não querer "dar importância à concorrência".
Nota de Esclarecimento dos Cassetas
"Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos: 1. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender deputados ou prostitutas. O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição. 2. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa. 3. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a "interromper seu descanso."
Fonte: (O Globo, e o blog da Alcilene)

Longan’s run conta a história de uma cidade hermeticamente fechada onde as pessoas vivem para o prazer. Mas há um porém. Ao chegarem aos 30 todos precisam ser “renovados”. A renovação acontece durante um evento chamado carrossel em que as pessoas, flutuando no ar, são atingidas por raios que, supostamente teriam a capacidade de renová-los. Na verdade, as pessoas são mortas e para dar lugar a crianças.
Para cada criança que nasce, uma pessoa deve morrer. A estratégia é uma forma de controle populacional imposto pelas máquinas que governam a cidade e convencem os cidadão de que 30 anos é idade máxima que se pode viver. Logan é um patrulheiro, uma das pessoas que perseguem e matam os que tentam fugir da renovação no carrossel.
Aí há algumas diferenças entre o filme e o seriado. No filme, Logan e uma jovem chamada Jéssica conseguem fugir, mas se deparam com um mundo destruído por uma guerra nuclear. Depois de muito caminharem, chegam em Washington, onde encontram um velho. Eles voltam para a cidade, que acaba sendo destruída e termina com os seus jovens habitantes ao redor do velho, admirados com um tipo de pessoa que nunca haviam visto.
No seriado, Jéssica e Logan fogem, ajudados por um andróide e são perseguidos por patrulheiros. Em suas andanças à procura do Santuário, um local paradisíaco, onde as pessoas vivem felizes, sem terem de morrer aos 30 anos, eles se deparam com os mais diversos tipos de perigos, de uma sociedade religiosa fundamentalista a uma casa mal-assombrada (é, às vezes os roteiristas viajavam um pouco...).
Minha idolatria pela série fez com que eu encontrasse uma ressonância em obras distópicas, como 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley e Farenheith 451, de Ray Bradbury e isso talvez explique porque eu gostei tanto desses livros. Em todos eles havia a concepção de uma sociedade despótica em que não eram as próprias pessoas que decidiam sobre seus destinos.
Outro aspecto interessante é observar uma sociedade formada exclusivamente por jovens (há uma cena em que uma garotinha vê a personagem Jéssica, de 24 anos, e diz que ela é uma velha bonita) em um filme lançado no auge do movimento hippie.
No filme, as pessoas, quando querem sexo, entram no circuito, que permite escolher qualquer outra pessoa que esteja no circuito (uma antecipação dos chats eróticos?) e há a loja do amor, onde qualquer um pode se relacionar com qualquer um. Ao fugirem, Jéssica e Logan redescobrem as sociedades antigas e as uniões estáveis e decidem que serão marido e mulher e terão filhos. Seria uma espécie de auto-crítica da geração do amor livre? Como um jovem refletindo sobre suas mais importantes questões, a série não dá respostas. Se no filme, Jéssica e Logan tornam-se um casal (amável esposa, amável esposo), no seriado os dois fogem juntos, mas não fica claro a relação entre os dois. Ou seja, a série é mais um reflexão sobre um comportamento do que uma censura do mesmo.
O filme também antecipa toda a discussão ecológica sobre o aquecimento global. Numa sociedade em que restauram poucos recursos naturais, a solução encontrada é o controle populacional e o reaproveitamente dos recursos (creio que esqueci de mencionar que as pessoas mortas no carrossel são secretamente transformadas em comida para o mais jovens).
O seriado nunca mostrou os personagens chegando ao santuário, o que foi um decepção para alguns fãs, mas por outro lado deixou em aberto a situação, permitindo que cada um visualize o santuário a seu modo. O santuário, assim, passou a significar menos um local e muito mais um sentimento de esperança de que o homem um dia consiga encontrar uma maneira de viver sem ser dominado por regimes autoritários, em que cada pessoa viva feliz, sendo responsável e livre para fazer suas próprias escolhas.
Embora Logan’s run tenha permanecido no limbo durante muitos anos, Hollywood redescobriu a história e tem se falado muito em uma refilmagem, inclusive com direção de Brian Singer (Superman). Espera-se que nessa nova versão a riqueza da história seja preservada, e que o filme não seja transformado em mais um filme em que a ação se sobrepõe à reflexão.
A responsabilidade é do outro
A atitude de jogar lixo no chão é, provavelmente uma herança indígena. Com uma diferença: o lixo produzido pelo índio é reciclado pela natureza. Se ele come uma fruta e joga a casca no chão, aquela casca depois vai se transformar em adubo e as sementes se tornarão provavelmente árvores. Na cidade isso não ocorre, pois o lixo produzido na cidade não é biodegradável. São sacolas plásticas, garrafas, copos, que levarão, em alguns casos milhões de anos para se decompor. Nesse meio tempo vão servir de casa para doenças, como a dengue.
A instalação de lixeiras é uma atitude sensata, mas não adianta nada se as pessoas continuam com a idéia de lixo se joga no chão, ou, o que é pior, na água. Uma vez, em um navio que faz o trajeto Macapá-Belém vi uma cena estarrecedora: uma menina que estava comendo um biscoito foi jogar a embalagem fora. Ela estava praticamente na frente de uma lixeira, então, pela lei do menor esforço, o mais fácil seria simplesmente depositar o lixo na lixeira, mas ela se esticou todinha, só para jogar o plástico na água do rio!
sexta-feira, abril 20, 2007


quinta-feira, abril 19, 2007

segunda-feira, abril 16, 2007
101 livros

A revista publicou a relação dos 101 livros que mudaram a humanidade. Uma relação desse tipo é sempre polêmica. De Rousseau, por exemplo, escolheram o livro Confissões. Considerando o objetivo da publicação, Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens e O Contrato social são muito mais importante. O Discurso é a origem de todas as idéias socialistas que viriam depois, ao afirmar que as diferenças entre os homens não eram naturais, mas criados pela sociedade e, mais especificamente pela propriedade privada. Já o Contrato é a origem da sociedade democrática capitalista da atualidade.
Mas da relação da Super já li vários, alguns em partes, até porque a edição a tive acesso era reduzida, ou porque eram livros de bibliotecas, que não podiam ser emprestados. Vamos aos que já li:
I ching
Bíblia
Mahabharata (só o Bagavah Gita)
Confissões de Santo Agostinho (parte)
Tao te King
Divina Comédia
Dom Quixote (parte), de Miguel de Cervantes
Discurso sobre o método, de René Descartes
Confissões, de Rouseau (partes)
Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
Frankstein, de Mary Shelley
Dom Casmurro, de Machado de Assis
Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne
A desobediência civil, de Henri Thoureau
O livro dos espírito (partes)
1984, de George Orwell
O Aleph, de Jorge Luis Borges (imagem acima)
sexta-feira, abril 13, 2007


quarta-feira, abril 11, 2007
Uma situação que me deixa totalmente sem jeito é quando alguém vem me elogiar. Com o lançamento da revista O Pavio, várias pessoas têm vindo até mim fazer elogios, alguns de maneira muito entusiástica, já que essa é uma proposta editorial totalmente nova no Amapá. O fato é que eu fico vermelho como um pimentão.
Uma vez fui em um Congresso de Comunicação em Santos. Estava apresentando paper e debatendo no GT de Quadrinhos e Humor. Saí um momento para ir ao banheiro e fui abordado no caminho por um rapaz:
- Você é o Gian Danton?
- Sou. – respondi, doido para escapulir para o banheiro.
- Você é o Gian Danton! – afirmou ele, olhando para mim como se duvidasse de seus olhos.
- É, acho que sou eu mesmo...
- Eu não acredito! Você é o Gian Danton. – repetiu ele, me olhando agora como se eu fosse um ornitorrinco ou alguma outra espécie extinta.
E ficou lá longos minutos, me olhando. Temi que ele se jogasse aos meus pés e começasse a gritar, fazendo reverências:
- Buana! Buana!
Felizmente ele não fez isso. Só ficou lá me olhando, como quem olha para um animal raro e balbuciando palavras que eu não conseguia entender (provavelmente alguma variante do inevitável “Você é Gian Danton!”).
Por fim, tomei uma atitude drástica.
- Com licença, preciso ir ao banheiro!
E fugi em desabalada carreira, morrendo de medo dele me seguir até o banheiro. Mas não, ele ficou lá, me olhando com aquele olhar de peixe morto.
Foi a situação mais constrangedora pela qual já passei.
domingo, abril 08, 2007
Cientista estuda por que bons soldados torturam prisioneiros
Claudia Dreifus Do "New York Times"
As paredes da casa de Philip Zimbardo em San Francisco, na Costa Oeste americana, estão cobertas por máscaras cerimoniais vindas da Indonésia, da África e do Pacífico. A decoração casa bem com o trabalho desse psicólogo social, cujo foco de estudo são os disfarces que as pessoas usam para ocultar seus lados bons e maus, e em que condições esses disfarces são utilizados. Seu Experimento da Prisão de Stanford, conhecido como SPE nos manuais de ciência social, mostrou como o anonimato, o conformismo e o tédio podem ser usados para induzir comportamentos sádicos em estudantes de mente aparentemente sadia.
Recentemente, Zimbardo, de 74 anos, tem estudado como decisões políticas e escolhas individuais levaram a abusos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. O caminho que o levou de Stanford para Abu Ghraib está descrito em seu novo livro, “The Lucifer Effect: Understanding How Good People Turn Evil” (O Efeito Lúcifer: Entendendo Como Pessoas Boas Ficam Más). “Sempre tive curiosidade sobre a psicologia da pessoa por trás da máscara”, diz Zimbardo ao mostrar sua coleção. “Quando alguém é anônimo, abrem-se as portas para todo tipo de comportamento anti-social, como vemos no caso da Ku Klux Klan [associação racista americana cujos membros usam capuzes].” Confira abaixo a entrevista concedida ao jornal "The New York Times".
Pergunta - Para quem nunca estudou o caso no primeiro ano do curso de psicologia, o sr. pode descrever o Experimento da Prisão de Stanford?
Philip Zimbardo – No verão de 1971, nós fizemos uma prisão de mentira na Universidade Stanford. Pegamos 23 voluntários e os dividimos aleatoriamente em dois grupos. Eram jovens normais, estudantes. Pedimos para que eles agissem como “guardas” ou “prisioneiros” num ambiente de prisão. O experimento devia durar duas semanas. No fim do primeiro dia, nada estava acontecendo. Mas, no segundo, houve uma rebelião de prisioneiros. Os guardas vieram me perguntar: “O que a gente faz?”. “A prisão é de vocês”, respondi, dizendo que só não podiam usar violência física. Os guardas, então, começaram logo a aplicar punições psicológicas, embora houvesse abuso físico também. Nos dias seguintes, os guardas foram ficando cada vez mais sádicos, negando comida, água e sono aos prisioneiros, atacando-os com extintores de incêndio, jogando os cobertores deles na lama, tirando as roupas deles e arrastando os rebeldes pelo quintal.
No fim, os guardas mandaram que os prisioneiros simulassem sodomia [sexo anal]. Por quê? Porque estavam entediados. O tédio é uma motivação poderosa para o mal. Não tenho idéia de quão piores as coisas poderiam ter ficado.
Pergunta - Como o sr. encerrou o experimento?
Zimbardo – Na quinta noite, uma ex-aluna minha de pós-graduação, Christina Maslach, passou por lá. Ela viu os guardas colocarem sacos na cabeça dos prisioneiros, acorrentar as pernas deles e fazê-los marchar de lá para cá. Chris saiu correndo e chorando. “Não sei se ainda quero ter alguma coisa a ver com você, se esse é o tipo de pessoa que você é”, disse ela. “É horrível o que você está fazendo com esses meninos.” Eu pensei, “Oh, meu Deus, ela está certa.”
Pergunta - No seu livro, senti uma certa culpa a respeito de ter organizado “o estudo mais anti-ético de todos os tempos”. É verdade?
Zimbardo – Quando olho para trás, penso: “Por que não parei a crueldade antes?”. Ficar de lado era totalmente contrário à minha educaçao e minha natureza. Quando eu fiquei de lado, como um cientista experimental que se recusava a interferir, eu fiquei, em certo sentido, tão sujeito ao poder da situação quanto os prisioneiros e guardas. Leia mais
Comentário: a situação é interessante para discutir a questão da neutralidade científica, tão propalada pelo positivismo. Existe neutralidade? Ser neutro, em determinadas situações, não é ser anti-ético?
quarta-feira, abril 04, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
O realismo crítico ............... (concorda com o; discorda do) materialismo.
O método de instrução programada se mostrou um fracasso. O aluno decorava as frases, mas não aprendia nada. Descobriu-se rapidamente que as pessoas aprendem na interação com os outros e que o professor tem papel fundamental nisso. Hoje em dia até mesmo os cursos a distância reabilitaram a figura do docente, agora chamado de tutor.
Já imaginaram uma faculdade de medicina sem professores? Os alunos aprenderiam só completando frases. Seria o sonho do Leonai Garcia... mas eu não teria coragem de me consultar com um médico desses...
segunda-feira, abril 02, 2007
"Professores, mudem de profissão"
“Esse pessoal que acha que ganha pouco, em vez de atazanar a vida dos outros, fechando ruas importantes para o tráfego de veículos, deveria estudar para mudar de profissão.Que tal fazer um vestibular para odontologia, medicina, engenharia, enfim, essas profissões pagam melhor. É só estudar”.
Além do texto estar muito mal escrito (o que dá a entender que ele teve uma professora de português muito mal remunerada), falta lógica. Ele aconselha os professores a mudarem de profissão para ganharem mais e diz que basta estudar. Mas se os professores vão mudar de profissão, as pessoas vão estudar com quem? Lamentável.
quinta-feira, março 29, 2007
Mãe é mãe
Marquinhos ligou para a mãe no sábado.
- Tudo bem, meu filho?
Sim, tudo bem. Marquinhos tivera uma semana cansativa, mas já estava relaxando. Sim, estava tomando as vitaminas e se agasalhando e comendo na hora certa (a mãe sabia que era tudo mentira, mas ouvir isso era sempre um consolo). Por fim, Marquinhos avisou que precisava desligar. Tinha tomado um calmante e estava com sono. Além disso, os créditos do celular já estavam no fim.
Parecia tudo normal, mas mesmo assim a mãe não conseguia dormir. Alguma coisa estava errada, mas o quê?
No dia seguinte, acordou cedo e ligou para o filho. O telefone tocou, tocou, e nada.
- Ai meu Deus! O que está acontecendo? Calma, calma Zumira. É cedo ainda, ele não deve ter acordado. Ligo mais tarde.
Mais tarde o telefone caiu na caixa postal.
- Isso não está certo. Ele não costuma dormir tanto assim... e se aconteceu alguma coisa?
Ligou de novo. De novo na caixa postal e dessa vez a imaginação voou mais longe. Pensou no filho caído na cama, passando mal, sem ninguém ali, ao lado dele. Marquinhos dissera que estava tomando um calmante? E se ele tivesse tomado uma dose muito alta? E se tivesse dormido demais, ou pior, se o remédio tivesse tido efeito colateral? Não, não era nada disso, ele ligaria para ela... mas então a mãe lembrou-se do que ele dissera: os créditos estavam acabando. Talvez ele estivesse passando mal e não pudesse ligar por causa dos créditos.
- Ai, meu Deus, matei o meu filho!
O pior é que não tinha o telefone de nenhum amigo de Marquinhos. Não podia ligar para o trabalho dele. Era domingo. Decidida, entrou no carro e pegou a estrada.
- Preciso chegar enquanto ainda dá tempo!
Dirigiu nervosa, angustiada pelas mais pessimistas previsões. Calculou se daria tempo de chegar antes de seu querido Marquinhos ter morrido de fome e sede, incapaz de levantar da cama. Duas horas depois estacionou na frente do prédio. Nem fechou o carro. Não havia tempo para essas minúncias.
Já entrou gritando com o porteiro:
- Abra a porta do apartamento do meu filho. Ele está passando mal!
Foram o porteiro e o síndico, com uma chave mestra.
Ainda demoraram um pouquinho, pois o porteiro não sabia usar a chave. A mãe incetivava:
- Abre logo. Um minuto a mais pode ser tarde demais.
Deram com o Marquinhos sentado na poltrona, assistindo futebol, tomando cerveja e comendo salgadinhos.
Ele estava bem. Na verdade, estava ótimo, depois de uma magnífica noite de sono. O celular não atendia porque a bateria acabara e Marquinhos nem percebera. O síndico e o porteiro saíram rogando pragas.
A mãe, para não perder a viagem, ralhou:
- Onde já se viu? Em plena tarde de domingo você bebendo cerveja e comendo besteira! Se não fosse a sua mãe cuidar de você...
quarta-feira, março 28, 2007
Case de Relações Públicas
segunda-feira, março 26, 2007
O jornalista acreano-amapaense, Élson Martins, vira personagem da minissérie “Amazônia”, na fase Chico Mendes. Élson como correspondente de grandes jornais do país divulgou a causa dos seringueiros e denunciou os crimes contra os seringueiros do Acre para o mundo. Fonte: Blog da Alcilene Cavalcante.
Ps: Gostei muito de ver, na minissérie, a criação a religião Santo Daime. Não é só as versões oficialescas que estão estão sendo mostradas pela autora.

Prometi falar do desenho animado do Planeta dos Macacos e aqui está. O desenho é uma verdadeira decepção, inclusive para aqueles que são fãs dos filmes. A animação é fraca, com muitas repetições de cena, embora isso necessariamente não seja um defeito grave. O desenho de Jornada nas Estrelas tem animação ruim, mas roteiro bom e o resultado final acaba sendo ótimo. Por outro lado, o filme Selvagem, da Disney, tem ótima animação, mas roteiro chato. Resultado: foi um fiasco de bilheteria.
O grande problema na animação dos macacos está no roteiro, com tantos furos que parece uma peneira.
Senão vejamos. O CD que tenho mostra a história aparentemente no segundo capítulo. A cronologia dos filmes é totalmente esquecida e é como se pela primeira vez uma nave fosse parar no planeta dos macacos. Um dos astronautas está sendo levado pelos gorilas, outro foi salvo por uma mulher selvagem. Uma vez na cidade, o astronauta foge. Todos, absolutamente todos os soldados macacos vão atrás dele, mas mesmo assim ele foge com facilidade impressionante e ainda encontra tempo para libertar todos os humanos presos pelos gorilas, pois encontra a prisão sem guarda. Aparentemente os macacos não aprenderam nada de segurança depois de tanto tempo...
Mas continuemos. Em uma seqüência posterior, os dois astronautas estão vistoriando uma região de montanhas quando vêm um grupo de militares simiescos se aproximando. A cena mostra o humano loiro enconstado numa pedra, olhando displicentemente para a frente e ele diz: “Parece que os macacos estão nos procurado”. E outro: “Se nos virem aqui, estamos ferrado!”. Qualquer um sairia correndo para se esconder, mas eles ficam lá parados, olhando o tempo. “É, parece que eles nos viram”. “Poxa vida, isso é horrível”, dizem eles, sem sair do lugar. Proatividade parece ser uma palavra desconhecida para esses dois homens. Fiquei imaginando a continuação do diálogo: “Eles estão a um quilômetro!” “Nossa, logo eles não vão nos alcançar se não corrermos”, “Agora eles já estão a cem metros!”, “Vamos fazer um lanche?”.
Mas os nossos heróis são salvos por uma montanha que se eleva na frente deles, escondendo-os, um artifício que os bons roteiristas chamam de Deus ex machina. Essa expressão significa algo exterior à história, que surge para salvar a situação. É chamada assim porque os dramaturgos gregos ruins constumavam baixar um deus no final da peça para costurar as pontas soltas ou para explicar situações não muito lógicas. Um Deus ex machina é quando o roteirista arranja uma saída totalmente desconhecida do leitor para salvar os heróis ou para resolver uma situação. É erro gravíssimo.
Depois dessa tremenda forçada de barra, os heróis ainda encontram uma porta secreta, por onde chegam ao mundo dos humanos subterrâneos. Nisso eles descobrem que estão na terra. O desenho foi feito no final da década de 1970, uma época em que todo mundo já sabia disso, mas mesmo assim o desenho faz um suspense desnecessário sobre isso.

No mundo dos subterrâneos eles encontram a terceira astronauta e fogem com ela num carrinho que corre por um trilho. Os subterrâneos têm duas formas de defesa: uma são ilusões, outra são raios emitidos pelos olhos. Então eles primeiro fazem aparecer uma parede de mentira e os heróis acham que vão bater, mas passam direto por ela. Depois acham que vão cair num buraco, mas, mais uma vez descobrem que é uma ilusão. Então eles se deparam com uma parede de fogo. Qualquer pessoa que tivesse passado pelas experiências anteriores aprenderia o bastante para saber que a parede é também uma ilusão, mas os nossos astronautas são burros como uma porta e morrem de medo do fogo. Quando passam por ele e descobrem que estão vivos, comentam entre si: “Quem diria, é uma ilusão!”. Será que eles aceitam pessoa com QI 0,1 na NASA?
Enquanto isso, os subterrâneos atiram neles com seus raios... e não acertam nada, nem os trilhos, nem os humanos, nem o carrinho. São quase cinco minutos de tentativa e nada. Uma impossibilidade matemática! Isso nos faz pensar que os subterrâneos aprenderam a atirar com um cego paralítico e epiléptico. Não acertar em absolutamente nada durante cinco minutos de tiroteio é mais difícil que ganhar na loteria, mas eles conseguem e os astronautas saem de lá sem um único arranhão.
O pior de tudo é que o episódio foi escrito por dois roteiristas. Será que nenhum deles percebeu os buracos no roteiro?
terça-feira, março 20, 2007
O amor, o cego e o espelho
Os leões de chácara encheram o amor de porrada e jogaram na calçada
ensangüentada calçada
A televisão mostrou o amor num lindo comercial de bronzeador
A polícia meteu o amor nas grades por suspeita de vadiagem
Os políticos meteram amor num livro e o povo linchou o amor
E o amor brotou no meio do asfalto e a escondido se multiplicou
Mateus foi na butique quando quis amar e saiu de lá com um lindo amor de seda javanesa
Mariana comprou um carro por amor e mostrou pras amigas seu amor azul-metálito
Márcia falou de amor com o filho e de como o amor poderia dar status
Mário andava sempre com muito amor na carteira
E Mônica se apaixonou pelo rádio gravador
E o amor brotou no meio do asfalto e a escondido se multiplicou
sexta-feira, março 16, 2007
Consegui com amigos algumas preciosidades: os desenhos animados de Jornada nas Estrelas, Planeta dos Macacos e Flash Gordon. Todos foram produzidos pela Filmation, a mesma que depois ficaria famosa com os desenhos de He-mam e She-ha.
A Filmation conseguia ser particularmente irritante quando queria fazer desenhos humorísticos. Alguns devem se lembrar de pelo menos umas três séries em que os personagens andavam duros e tocava uma musiquinha repetitiva de fundo, algo como íon íon íon...
Mas era uma boa produtora de desenhos mais sérios, especialmente de Ficção-científica.
O desenho de Flash Gordon é relativmente fiel à série de Alex Raymond, o que talvez seja um defeito. Flash Gordon é uma space opera, um tipo de ficção que se sustentava com um perigo a cada tira e um monstro a cada semana. Aprofundamento de personagens ou tramas mais elaboradas, nem pensar. A série da Filmation pega exatamente esse clima juvenil de catarse em que um herói vence todos os perigos e ainda conquista todas as moças bonitas que passam pela sua frente. Uma única mudança estranha é o visual da filha do vilão Ming. Nos quadrinhos ela é uma gata com saias esvoaçantes semi-transparentes. Nos desenhos ela parece um protótipo de She-ha.
Em Flash Gordon eles repetem à exaustão uma cena em que o herói corre na direção da câmera. Ela obviamente foi feita com uma técnica em que se filma atores e depois se desenha em cima, o que dá um ar realista. Ficou tão bom que depois eles repetiram a mesma cena em He-man e Tarzan, só mudando os personagens e o fundo.
Bem melhor é a série animada de Jornada nas Estrelas. Produzida pelo mesmo pessoal que fazia a série live-action, ela tem todos os elementos do original, mais o charme da animação. Há epsiódios pavorosos, como O vulcano infinito, que lembra muito um episódio da série original, o cérebro de Spock. Na história, seres vegetais raptam spock para cloná-lo em tamanho gigante e transformá-lo numa espécie de campeão da paz na galáxia. Lamentável. Mas também há bons episódios, como Perdido no esquecimento, que explora a infância de Spock e suas dúvidas sobre seguir mais sua origem vulcana ou humana. Há episódios divertidos, como O computador humorista, ou Mais pingos, mais problemas e outros mais críticos como A mágica de Megas-tu. Outros são muito criativos, como Paralelos, em que a Enterprise vai parar em uma dimensão em que tudo é ao contrário.
No final, entre mortos e feridos, salva-se todos. Pelo menos para os fãs.
Infelizmente o desenho só teve 22 episódios produzidos. As histórias, apesar de algumas concessões, eram adultas demais para crianças e os adultos não tinham costume de assistir a desenhos animados. Também pesou negativamente o fato de que a série foi transmitada em horário ruim, de manhã, na hora do trabalho, quando os fãs não podiam assistir.
Ainda não assisti ao desenho do Planeta dos Macacos. Quando assistir, digo aqui o que achei.
quarta-feira, março 14, 2007
O mesmo Neorama divulgou uma exposição dedicada ao meu compadre Joe Benett. O texto da exposição é de minha autoria.
terça-feira, março 13, 2007
Revista O Pavio chega às bancas
A matéria de capa deste número fala sobre aqueles estudantes que não conseguem passar nas universidades públicas e não têm dinheiro para pagar uma particular. “O que fazer?”, pergunta a chamada de capa. O texto dá dicas que vão do FIES ao PROUNI passando por financiamentos das próprias faculdades e até a famosa vaquinha entre os familiares.
Há matérias também sobre a Universidade Estadual, sobre cursinhos gratuitos, sobre a faculdade de rock e sobre a polêmica entre a OAB e os cursos de Direito do Amapá.
Outro destaque da publicação é o encarte Lanchonete tira com fritas, voltado para charges de crônicas humorísticas. Personagens como o herói Capitão Albatroz, a banda Os disafinados da miséria e A desgraça desfilam pelo encarte arrancando risos dos leitores.
A revista é a primeira iniciativa a sair graças à Lei Estadual de Incentivo à Cultura e tem patrocínio da Monte Casa e Construção. A revista foi primeiramente analisada pela Comissão Técnica de Análise de Projetos (da Fundecap) e depois aprovada pela Comissão de letras do Conselho Estadual de Cultura.
O Pavio é dirigida pela jornalista Cíntia Souza e editada pelo professor Ivan Carlo. Elton Gomes é responsável pelo marketing, vendas e criação gráfica. Também participam do projeto as jornalistas Ana Girlene e Ronelli Aragão e os desenhistas Andrew, Honorato e Dinaelson.
sábado, março 10, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
"A OAB do Amapá já declamou em prosa e verso que as faculdades de Direito do Amapá não têm qualificação. Mas, vale a pena uma reflexão. A instituição promoveu exame da ordem, passo necessário para que o bacharel possa exercer a advocacia, e dos 130 inscritos, só 25 foram aprovados na primeira fase. Ocorre que alguns bacharéis não classificados entraram com recurso questionando o gabarito da prova. Resultado: A OAB anulou doze questões da prova por ela elaborada. De 25 classificados, agora são mais de 70 os aprovados na primeira fase.
E agora a pergunta que não quer calar: é o ensino superior de Direito do estado que é fraco ou é a OAB que não tem competência para elaborar suas provas?"
quarta-feira, março 07, 2007
terça-feira, março 06, 2007
segunda-feira, março 05, 2007
domingo, março 04, 2007
sábado, março 03, 2007

quarta-feira, fevereiro 28, 2007



Programação de cinema
sala 1:ROCKY BALBOA sessões:16:30-19-21:20H
sala 2: O MAR NÃO ESTÁ PRÁ PEIXE às 17:10H ; O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS ás 19H e DÈ JÁVU às 21:25HCINE
SANTANA
sala 1: XUXA GÊRMEAS às 17:10H e UMA NOITE NO MUSEU às 19 e 21:20H
sala 2: A MENINA E O PORQUINHO às 16:55H e DIAMANTE DE SANGUE às 18:55 e 21:25H
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Psicopatas: vidas de mentira

A principal característica de um psicopata é a mentira. Todas as pessoas mentem, em uma situação ou outra, mas os psicopatas mentem o tempo todo, às vezes só pelo prazer de mentir, sem ganhar nada em troca, e é comum que eles mesmos acreditem em suas próprias mentiras. As mentiras são aliadas a uma grande capacidade de convencimento. Eles são capazes de dizer que já saltaram de para-quedas para logo em seguida dizer que nunca andaram de avião e ainda assim convencerem os interlocutores.
Eles não só se contentam em dizer que são neurocirurgiões ou advogados. Eles usam e abusam dos termos técnicos das profissões que fingem ter.
Alessandro Marques Gonçalves fingia que era médico e, forjando documentos, conseguiu empregos em três grandes hospitais de São Paulo. Quando foi descoberto, em 2006, já havia aleijado 23 pessoas e é suspeito da morte de 3. "Ele usa termos técnicos e fala com toda a naturalidade. Realmente parece um médico", disse o delegado que o prendeu.
Marcelo Nascimento Rocha fingiu ser filho da companhia aérea Gol e enganou diretores de novelas, atrizes, repórteres. Dono de muita lábia e simpatia, ninguém jamais desconfiou que ele não fosse quem dizia ser.
A professora carioca Ana (nome fictício) conheceu um rapaz que parecia ser o sonho de toda mulher: era bonito, atencioso e dizia ser diretor de uma multinacional, por isso vivia viajando para os EUA e Europa. "Em 5 meses a gente estava quase se casando, então a mãe dele revelou que era tudo mentira, que o filho dela enganava as pessoas desde criança. Depois que descobri as mentiras que ele me contou, passei um tempo me perguntando como tinha sido tão burra para acreditar naquilo.".
Ted Bundy costumava fingir que estava com o braço engessado e pedia ajuda de suas vítimas para levar livros até seu carro. Quando elas estavam sem ter como reagir, ele as atacava. Aparentemente nenhuma vítima jamais desconfiou que ele estava fingindo.
Além da incrível capacidade para mentir (ou incapacidade para dizer a verdade), os psicopatas são envolvidos por uma aura de simpatia e magnetismo.
Mesmo tendo matado e mutilado dezenas de mulheres, Ted Bundy tinha um fã clube que protestava contra seu julgamento e, na prisão, acabou se casando com uma fã.
Essa máscara de sociabilidade é criada para torná-los pouco suspeitos. Seu charme faz com que eles se saiam bem em entrevistas de emprego e acredita-se que o, acabou se casando com uma feu julgamento e, na pris cndy tinha um fpsicopatas shaja muitos psicopatas espalhados em profissões como políticos, altos executivos e policiais.
Ted Bundy era um político respeitado e muitos acreditavam que ele seria candidato ao governo da Califórnia, antes de serem descobertos seus crimes.
John Wayne Gacy Júnior era membro do conselho católico inter-clubes, membro da defesa civil de Ilinois, capitão comandante da defesa civil de Chicago, membro da Sociedade dos Nomes Santos, Homem do Ano, presidente do Jaycees (sociedade beneficente), tesoureiro do partido democrata. Quando a primeira dama Rosalind Carter visitou a cidade de Chicago, fez questão de tirar fotos com ele. Todas as pessoas que o conheciam estavam certos de que ele seria candidato a algum cargo pelo partido Democrata. Além disso, Gacy Júnior costumava vestir-se de palhaço para alegrar crianças em hospitais. O tipo de homem que qualquer mãe deixaria cuidando de seu filho... até encontrarem seu porão cheio de corpos de garotos.
Esse verniz de civilidade faz com que constantemente as autoridades estejam muito perto de prendê-los, mas não o façam, mesmo depois de interrogá-los. O psicopata parece alguém acima de qualquer suspeita.
O charme e a capacidade de mentir despudoradamente faz com que eles conquistem a confiança de chefes, que demitem aqueles que atrapalham a ascensão profissional do psicopata.
Exemplo disso é Dave, um executivo de uma empresa de tecnologia. Logo na primeira semana de trabalho, o chefe notou que ele gastava mais tempo fazendo picuinhas entre funcionários do que trabalhando. Além disso, ele plagiava descaradamente relatórios de colegas. Quando o chefe recomendou sua demissão, Dave foi reclamar na Diretoria e acabou conseguindo a demissão do chefe. Com sua lábia, ele passou dois anos no emprego antes de descobrirem os que ele estava causando um enorme rombo na empresa.
O psicólogo Paul Babiak, autor do livro Snakes in suits - when psychopaths go to work (cobra de terno - quando os psicopatas vão trabalhar) diz que muitas grandes empresas têm em seu quadro de funcionários psicopatas: "O poder e o controle sobre os outros tornam grandes empresas atraentes para psicopatas".
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Assistimos Zuzu Angel (Sérgio Resende, 2006). O filme conta a história da estilista brasileira, famosa nos EUA, que teve um filho preso, torturado e morto pela Ditadura Militar. A partir de então, empreendeu todos os esforços para tentar achar o filho do corpo e depois, quando ficou claro que nem o corpo existia mais, denunciar o ocorrido. É um filme que poderia cair facilmente no dramalhão, algo como foi Olga, mas foi salvo pelo ótimo roteiro e pela direção inspirada. Os personagens são muito bem trabalhados, como ótimas interpretações de Patrícia Pillar no papel título e Daniel de Oliveira como o filho. Um recurso narrativo interessante foi contar a história através de flash-backs. Zuzu recebe a confissão de um dos torturadores que mataram seu filho e está fugindo dos militares, na tentativa de passar os documentos para a Anistia Internacional. E o restante da história é contado com flash backs sobre flash backs, de forma não-linear. Um filme soberbo. Destaque também para a ótima abertura com fotos da época e a pungente música: “Dê um rolê”. Recomendo.
DÊ UM ROLÊ (Morais/Galvão)
Não se assuste, pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa
Enquanto eles se batem
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia:
Eu não tenho nada
Antes de você ser, eu sou
Eu sou Eu sou o amor da cabeça aos pés
É só te beijando o rosto
De quem dá valor
Pra quem vale mais um gosto
Do que cem mil réis
Eu sou, Eu sou, Eu sou o amor da cabeça aos pés
Pequeno guia de leitura de blogs

A maneira mais óbvia de fazer isso é usar o Leia mais. Ou o clique aqui. Mas também é possível colocar links no meio do texto, sem quebrar a seqüência, como em: Um site americano publicou imagens de quadros famosos adaptados a super-heróis.
Confesso que, no meio do texto, costumo colocar certas mensagens escondidas em links no meio do texto. Assim, se você passar o mouse e ver uma mãozinha, siga a mãozinha. Pode ter uma boa surpresa do outro lado.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
InterNey Blogs estréia como primeiro portal profissional de blogs brasileiros
Estréia na próxima quinta-feira, dia 22 de fevereiro, o InterNey Blogs (www.interney.net/blogs) , portal de weblogs brasileiros hospedado no InterNey.Net. O InterNey Blogs (IB) abrigará, em sua estréia, 21 blogs de autores de diferentes regiões do Brasil. Trata-se do primeiro portal brasileiro de blogs profissional, que oferecerá aos seus autores a possibilidade de remuneração.
A iniciativa do InterNey Blogs é do empresário e analista de sistemas Edney Souza, que desenvolveu para o InterNey.Net um inovador sistema de otimização para mecanismos de buscas: "Minha primeira preocupação com o InterNey Blogs foi permitir que todos tivessem liberdade para fazer seu blog da maneira que bem entendessem. Escrever sobre o que quiser, quando quiser, como quiser, no layout que quiser", diz Edney. "A segunda foi organizar esse material coletivo de forma que ele pudesse ser divulgado e monetizado, agregando valor e audiência para todos".
Segundo Edney, o IB deverá repetir os conceitos que deram certo em seu próprio blog, o InterNey. "Eu já conheço os anunciantes que pagam bem, que tipo de anúncio as pessoas mais clicam, as melhores posições para se colocar esses anúncios, as palavras e assuntos que geram audiência e cliques", afirma. O sistema de anúncios criado pelo empresário analisa o texto da página e identifica palavras com potencial comercial. Com base nessas palavras, ele gera anúncios automaticamente. "A idéia é converter audiência em remuneração. O lucro do portal será repartido em proporção à audiência que cada blog gerar", diz.
Para formar o time inicial de blogueiros, Edney Souza convidou o jornalista, publicitário e blogueiro Alexandre Inagaki, criador e editor do conhecido blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso ( www.pensarenlouquece.com), finalista do Prêmio iBest (http://www.premioibest.com.br/) por três anos consecutivos e eleito um dos três melhores weblogs em português pelo prêmio internacional The BOBs ( http://www.thebobs.com/) em 2006: "Para a seleção dos participantes procurei reunir alguns dos blogueiros mais conhecidos do país e jornalistas de vários veículos e lugares do Brasil, a fim de dar ao portal a credibilidade que ainda não é devidamente creditada à ferramenta blog. O resultado é uma seleção bastante variada".
O InterNey Blogs hospedará, além do Pensar Enlouquece, Pense Nisso, outros conhecidos blogs brasileiros, como Ao Mirante, Nelson!, de Nelson Moraes, de Goiânia (GO), Uma Dama não Comenta , de Gabi Cavalcante, do Rio de Janeiro (RJ), Filmes do Chico, de Chico Fireman, de Salvador (BA), e o blog coletivo Virunduns, que compila os erros mais comuns cometidos pelos cantores de plantão, como "trocando de biquíni sem parar", "Scubidu dos sete mares" e "Alagados, Flinstones, favela do Avaré". O IB também convidou para escrever blogs jornalistas como Ricardo Schott, da revista Bizz; Carol Costa, da TV Record; Dalila Góes, do Correio Braziliense; André Rosa de Oliveira, da Gazeta Esportiva; e Alexandre Carvalho, da revista Paisà, entre outros.
Para Inagaki, o "jornalismo de blog" ganha em relação ao "jornalismo de web" praticado na maioria dos portais porque é mais ágil, possui linguagem mais informal e interação maior com os leitores. Inagaki também ressalta a liberdade que os blogueiros possuem de emitir suas próprias opiniões, desvencilhados de obrigações como deadlines, limitação de caracteres ou pautas pré-estabelecidas. No InterNey Blogs, os autores terão total liberdade de criação – do conteúdo, à forma até a periodicidade. Sua principal missão, além da manutenção do seu blog, será de divulgar o seu espaço.
"Fiz um grande investimento em infra-estrutura e trabalho com desenvolvimento de sistema há mais de 15 anos. Os participantes do portal são escritores de talento. Obtive muito sucesso divulgando o InterNey.Net, mas sempre tive carência de conteúdo. E muita gente que escreve muito bem não teve sucesso em divulgar seu blog. A proposta do InterNey Blogs é essa: dar maior visibilidade a bons textos e um novo status à blogosfera brasileira", finaliza Edney Souza.
Relação de blogs participantes:
Ao Mirante, Nelson! - Nelson Moraes (Goiânia/GO)
Bar do Edney - Edney Souza (São Paulo/SP)
BloGóes - Dalila Góes (Brasília/DF)
Cintaliga - Luciana Rayol (Belém/PA) & Patrícia Köhler (São Paulo/SP)
Uma Dama Não Comenta - Gabriela Cavalcante (Rio de Janeiro/RJ)
Discoteca Básica - Ricardo Schott (Rio de Janeiro/RJ)
Eclipse - Marcele Fernandes & marido (Rio de Janeiro/SP)
Enloucrescendo - José Teixeira Câmara (Embu das Artes/SP)
Filmes do Chico – Chico Fireman (Salvador/BA)
Guindaste - Carolina Cesar Costa (São Paulo/SP)
Guloseima - Luciana Mastrorosa (São Paulo/SP)
Hedonismos - Marcos Donizetti de Almeida (Embu das Artes/SP)
Jornalista de Merda - André Pugliesi (Curitiba/PR)
Loser - Pedro Ivo Resende (São Paulo/SP)
Marmota, Mais dos Mesmos - André Rosa de Oliveira (São Paulo/SP)
MetaPub – Blog coletivo
Na Minha Rolleiflex - Alexandre Carvalho dos Santos (São Paulo/SP)
Pandorga - Ricardo Sabbag Zipperer (Curitiba/PR)
Pensar Enlouquece, Pense Nisso - Alexandre Inagaki (São Paulo/SP)
Tudo Vai Ser Diferente - Suzi Hong (São Paulo/SP)
Virunduns – Blog coletivo
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Três sugestões rápidas para quem prefere aproveitar o feriado para ler (bons) quadrinhos. Todos os títulos foram lançados neste mês.
- "Ken Parker – Os Garotos de Donovan", com argumento de Giancarlo Berardi, roteiro de Maurizio Mantero e desenhos de Carlo Ambrosini (capa ao lado); a edição, de número 59, é o último volume da coleção publicada pela editora Tapejara;
- "Aldebaran – A Expedição", com texto e desenhos do brasileiro Leo; este quarto volume, lançado na semana passada pela Panini, continua a saga de Aldebaran, agora sob os olhos da protagonista Kim (que cresceu, e como);
- "Brichos", com textos de Paulo Munhoz e Érico Beduschi e arte de Antonio Eder; mostra a história dos personagens do desenho animado homônimo, ainda em cartaz nos cinemas; a edição, de capa dura, traz uma inteligente trama voltada para o público infantil.