sexta-feira, junho 20, 2008

Pantanal


Alguém aí está assistindo a novela Pantanal? Eu, sempre que posso, assisto um pouco. Pantanal foi a novela que me fez ver com outros olhos a teledramaturgia brasileira. E foi quando virei fã do texto do Benedito Rui Barbosa. Além do ótimo texto, a novela inovava, na época, pelos ângulos inusitados e pela locação no interior do país. Na época, todas as novelas brasileiras eram ambientadas no Rio de Janeiro e o Benedito chegou até a criar um núcleo no Rio, mas depois, quando começaram a sair os primeiros resultados do IBOPE, ficou claro que eram as tramas do Pantanal que seguravam a popularidade da novela e a participação do núcleo carioca foi reduzido a quase nada. Pantanal ainda parece agradar. Reexibida pelo SBT, tem alcançado picos de audiência de 15 pontos.

China usará 'disco voador' para ajudar na segurança


Após 12 anos de desenvolvimento, a empresa chinesa Harbin Smart apresentou no início da semana um veículo - em forma de disco voador - que deverá ser utilizado no país asiático para fazer fotografias aéreas, estudos geológicos e monitoramento de segurança.

Movido a metanol, a aeronave não-tripulada pesa 10 kg e tem 1,2 metro de diâmetro. De acordo com a Harbin Smart, o disco atinge 80 km/h, é capaz de subir a 900 metros e tem autonomia de vôo de 40 minutos. Leia mais

quinta-feira, junho 19, 2008


O Instituto de Cinema Americano (AFI, em inglês) divulgou uma lista dos 100 melhores filmes do século XX. As películas foram agrupadas por gênero. Na categoria ficção-científica, por exemplo, o primeiro lugar ficou com 2001, uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Leia a lista completa aqui.

No perfil do tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraesa aparece o seguinte texto:


¨Justiça se faz assim : Dizimando os marginais!Os 3 marginais não era Santo e tem q morrer , e quando eu sair do qualtel , vou voltar no morro para vingar o q vcs fizeram comigo....... vcs querem justiça !!!então vai ter justiça sim....¨


Uma de suas comunidade, claro, é ¨Adoro som alto no carro¨.
Há algum tempo, quando se cogitou em usar o exército para patrulhar as ruas do Rio de Janeiro, muitos analistas apontaram para o perigo que isso representava. A recente morte de três jovens do morro da Providência mostra que eles estavam certos. Em contato com traficantes, os militares revelaram o seu pior lado. Para quem não sabe, os militares prenderam os rapazes, que não tinham qualquer ligação com o tráfico, por desacato à autoridade. Não se sabe ao certo o que seria esse desacato à autoridade. Talvez os rapazes só tenham brincado com os militares, ou se negado a seguir alguma ordem. O fato é que o capitão achou que o fato não merecia prisão e mandou que a tropa liberasse os rapazes. Entretanto, o tenente tenente Vinícius Ghidetti achou que eles mereciam uma lição e levou os rapazes para o morro da Mineira, que é dominado por um facção rival ao do morro da Providência e os ofereceu como presente para os traficantes locais. Os rapazes foram então mortos pelos traficantes.
O evento revela, no mínimo, uma promiscuidade entre militares e traficantes. Um tenente dando ¨presentinhos¨para traficantes mostra que os traficantes ainda continuam mandando no Rio, mesmo em regiões patrulhadas pelo Exército. Além disso, o fato parece demonstrar que os militares parecem estar mais preocupados com pequenos delitos, como um suposto desacato à autoridade, do que com o tráfico de drogas... Lamentável.

quarta-feira, junho 18, 2008

Publicidade criativa


Uma boa visão é fundamental!

O Cofre


Talvez poucos, ou realmente ninguém se lembre de uma velha funcionária da repartição de... chamada Elvira. De fato, mesmo que você tivesse ido à repartição, ainda assim, dificilmente teria reparado nela.
Durante oito horas diárias, ela ficava enfiada numa mesa empoeirada,carimbando centenas de papéis. Ao que parece, essa era sua única função importante.
Passaram-se os tempos, mudaram os governos, os gerentes, os diretores, mas Elvira permaneceu imutável em sua mesa escondida, carimbando papéis e ajeitando, de tempos em tempos, os óculos no nariz.
A origem de seu emprego se perdera no limbo. Não se sabia se era concursada ou se tivera, um dia, um pistolão. A verdade é que era uma criatura tão esquecível e seu salário tão insignificante que não se importavam de deixá-la lá.
Certo chefe, há muitos anos, reparara em Elvira. Perguntou-lhe o que fazia, quando tinha entrado ali - ao que ela não soube responder - e ficou indignado ao saber que sua única função era carimbar documentos. Decidiu, então, promovê-la a operadora da máquina de xerox.
Nada mais fácil. Bastava apertar alguns botões e pronto! Saiam cópiasperfeitíssimas, como se fossem originais.
Teria sido muito, muito fácil, não fosse por um pequeno detalhe: Elvira era absolutamente incapaz para o trato humano. Ela não dizia uma única palavra a quem quer que fosse e chorava copiosamentequando alguém apontava qualquer defeito no xerox, ou pedia uma segunda cópia.Por fim, os funcionários deixavam os documentos ali e saiam sem dar um pio.
Elvira, ainda assim, atrapalhava-se: reduzia o que não era para serreduzido, tirava 30/30 cópias de coisas absolutamente desnecessárias...
Diante do trabalho acumulado, o gerente desistiu. Devolveu Elvira para sua mesinha empoeirada e nunca mais se falou no assunto.
Não se sabe, ao certo, como recebera esse nome de Elvira. Sabe-se que fora criada por um tio depois que os pais morreram, ou a abandonaram. Antes que nascesse, haviam elaborado uma lista de 20 belíssimos nomes... todos masculinos! Como nascesse mulher e resmungasse muito, resolveram por-lhe o nome da avó, que se chamava Elvira. É bom que o leitor saiba que o tio era um tipo esquisito, que bebia muito e se escondia das visitas. Aceitara cuidar da menina porque não havia outro jeito e porque calculara mentalmente a economia que faria usando-a como empregada doméstica.
Assim, Elvira cresceu sem nunca ter experimentado uma palavra de carinho ou de afeto. Acostumara-se a ser repreendida tanto por falar quanto por calar. E como calar era mais fácil, calava-se.
Nos últimos tempos, além da função de carimbar documentos, ganhara uma outra. Viera um novo gerente, que tinha uma esquisitice muito singular. Ele descobrira no porão um velho cofre e decidira que todos os documentos carimbados deveriam ser guardados nele antes de serem assinados.
Era de se ver o gosto com que examinava o cofre toda manhã. Esfregava as mãos e então punha-se a girar a tranca, soletrando mentalmente os números.
Finalmente, pegava os documentos, levava até sua mesa e os assinava, com um sorriso nos lábios.
Repetia esse ritual todos os dias e se sentia o mais importante dos homens quando o fazia. Costumava dizer que aqueles eram documentos importantíssimos e que era mesmo uma temeridade deixá-los assim, espalhados sobre a mesa, quando ladrões estavam por toda a parte...
Como não tinha qualquer outra função, além de carimbar, Elvira ficararesponsável pelo cofre. Tinha que carimbar os documentos e, depois, ao fim do dia, trancá-los no cofre. Essa foi sua desgraça.
Certo dia, quando voltava para casa, depois de quase duas horas de ônibus lotado, ela retirou a bolsa da chave ficou petrificada.A revelação abateu seus pensamentos como um tiro: esquecera o cofre aberto!
Como pudera ser tão imbecil?
Pensou em voltar. Controlou-se. Abriu a porta, entrou e despencou no sofá. Estava frita!!! Ficava imaginando a colossal reprimenda que receberia do chefe.
Mais! Muito mais! Seria despedida! Perderia a aposentadoria, a casa. Viu a velhice tranquila de seus sonhos se desfazendo diante de seus olhos. Mas o que podia fazer? Nada! Agarrou-se à idéia de que chegaria antes do chefe para fechar o cofre... mas era impossível. O homem era o primeiro a chegar, e a primeira coisa que fazia era justamente examinar o seu querido cofre.
Levantou. Tomou um banho. Não tinha fome. Foi dormir sem comer. Já era tarde, então...
Sonhou com o tio. Ele lhe aparecia com os olhos vermelhos, um cheiroterrível de cerveja, o punho cerrado, ameaçando espancá-la. Dizia coisas horríveis, a saliva escapando da boca...
Elvira acordou assustada. Tentou dormir novamente. Não conseguia. Olhou para o relógio. Eram 22:40. Ainda havia ônibus. Talvez pudesse se levantar e ir até a repartição. Arranjaria um jeito de entrar e fecharia o cofre...
Tudo daria certo, ela voltaria para casa e terminaria a noite dormindotranquilamente. Voltou a deitar. Fechou os olhos. Não conciliava o sono. A imagem do tio aparecia-lhe diante dos olhos, misturada com a do cofre. Levantou. Vestiu a primeira roupa que encontrou pela frente e saiu. Duashoras depois estava em frente ao prédio da repartição.
Andou à volta. Passou por um lado e por outro. Pensou em escalar a grade. Depois mudou de idéia. Talvez o melhor fosse pular o muro lateral, usando o muro do vizinho, menor, como degrau.
Ia se aproximando quando enorme avançou das sombras.Elvira caiu na calçada, assustada com os latidos terríveis do cão.Lembrou-se do tio. Sentou-se no meio-fio, desesperada. Não havia um meio de entrar, não havia um meio de fechar o cofre... estava tudo acabado: a casa, a aposentadoria, tudo!
Voltou para a parada.
Ficou lá, inerte, por mais de meia-hora, relembrando sua vida.Nunca fora amada por ninguém. Nunca tivera namorados, ou mesmo alguém que lhe fizesse galanteios.
Todos os seus sonhos se resumiam à aposentadoria. Queria uma velhice tranquila e uma morte decente... um caixão simples, mas ornado com muitas flores.
Já passava de uma hora e não passava nenhum ônibus. Elvira resolveu andar a esmo. Foi quando começou a chover. Andou, andou, andou por toda a noite, tiritando de frio e tossindo muito.
Foi encontrada na manhã seguinte, caída numa vala e encolhida de frio. Como não tivesse nenhum documento consigo, foi enterrada como indigente.
Na repartição, ninguém deu pela sua morte. Naquele dia havia uma agitação extraordinária. O gerente fora demitido e nem aparecera pela manhã. O novo chefe, a primeira coisa que fez foi mandar tirar todos os documentos do cofre e devolver o monstrengo ao porão. Ia comandando o trabalho, ao mesmo tempo em que dizia:
- Tirem essa coisa enferrujada daqui! Não quero trastes no meu escritório...E, além disso, de que serve esse cofre? Nem mesmo o fecham...

Seleção natural pode favorecer homossexualidade masculina, diz estudo


Estudo feito na Itália avaliou genes que homens gays recebem de suas mães. DNA ligado à característica tornaria mulheres da família mais férteis que a média. Leia mais


Conclusão 1: a natureza é sábia

Conclusão 2: Darwin mais ainda...



Fui entrevistado pela Newsletter Rede EAD do SENAC São Paulo, numa matéria sobre quadrinhos. Para conferir, é só clicar aqui.

segunda-feira, junho 16, 2008

Curso de roteiro e produção de curta-metragens


Eu e o Alexandre Brito estaremos ministrando um curso no SESC Araxá sobre roteiro e produção de curta-metragens de 23 a 28 de junho, no período da manhã. Alexandre é o organizador do FIM (Festival da Imagem em Movimento). As inscrições podem ser feitas na sala de atendimento do SESC, ao preço de R$ 3,00 para comerciário e R$ 5,00 para usuário. Informações pelo fone 3241 4440, ramal 242. Ao final do curso, serão produzidos e editados dois curtas.

Imprudência no trânsito

Sempre tive a impressão de uma das principais imprudências cometidas pelos motoristas amapaenses acontecem na hora das conversões. O sujeito vai dobrar à direita e vai para esquerda. Um desses motoristas me disse que faz isso para ter ¨mais ângulo¨. Se vem um outro carro à direita, ele que se vire para não bater. Isso, claro, era uma percepção empírica. Pois alunos meus, do curso de Direito do CEAP, fizeram uma observação sistemática numa das principais ruas de Macapá e constataram isso matematicamente. De cada 20 motoristas que iam dobrar à direita, 11 se posicionavam à esquerda da pista. Durante as observações, eles viram vários ¨quase acidentes¨ ocasionados por essa imprudência. Ainda não recebi o trabalho completo. Assim que receber, coloco mais informações.

A teoria comportamental da educação


Um dos pensadores mais importantes da educação no século passado foi o norte-americano Frederic Skinner. Suas idéias influenciaram a educação a tal ponto que, de uma análise dos CD-ROM educativos de meus filhos, conclui-se que todos eles são baseados na teoria de Skiner de condicionamento e reforço.
As origens do pensamento de Skinner remontam ao fisiologista russo Ivan Pavlov. Ganhador do prêmio Nobel de 1904 na categoria de medicina fisiológica, Pavlov ficou famoso por sua experiência com um cachorro. Ao mostrar comida para um cão, o cientista percebeu que este salivava e chamou a isso reflexo incondicionado. Em um segundo momento, o cientista tocou uma campainha e anotou que a resposta do cão era apenas virar a cabeça para olhar de onde se originava o som. Pavlov passou a tocar a campainha toda vez que apresentava a carne ao cão. Em um terceiro momento, apenas o toque da campainha já era capaz de provocar salivação no animal.
Pavlov conclui que o comportamento dos seres vivos pode ser controlado através de um processo de condicionamento. Para isso, basta associar à resposta desejada uma outra resposta, já natural do organismo e agradável. Para Pavlov a recompensa deveria vir um pouco antes do estímulo que se quer condicionar para que se estabeleça uma relação. Para o cientista, também é necessário um reforço constante para manter o comportamento desejado. Essa técnica é utilizada pela publicidade, quando os anúncios associam situações de prazer (viagens, esportes, sexualidade) com produtos. Da mesma forma, ao se associar determinado comportamento a respostas negativas, pode-se eliminar esse comportamento. No filme Laranja Mecânica, cientistas tentam reabilitar um delinqüente aplicando injeções que o fazem ter enjôos enquanto observa cenas de violência e sexo.
Skinner reformulou a teoria de Pavlov, lançando as bases do neo-behavorismo ou teoria do condicionamento. Para eles, existem dois tipos de comportamento.
O comportamento respondente são os reflexos e respostas inatas ao ser humano. São respostas naturais. Quando nosso corpo começa a tremer quanto está frio, por exemplo, temos um comportamento respondente.
O comportamento operante é aquele cuja freqüência foi aumentada ou diminuída como resultado de um condicionamento.
Para Skinner, todos os comportamentos têm a mesma possibilidade de ocorrer, mas se determinada resposta for reforçada, esse comportamento terá maior chance de ocorrer do que outros. Correr é um comportamento inato do rato, assim como andar, mas se, ao final da corrida, ele recebe comida, a chance dele passar a correr se torna maior.
Skinner discordou de Pavlov afirmando que o reforço à resposta deve ocorrer depois, e não antes do comportamento desejado. Para ele, se, no momento em que houver uma resposta correta, houver um reforço, o sujeito terá uma tendência a repetir esse comportamento. Por outro lado, se não houver reforço, o comportamento terá uma tendência a ser extinto. Um exemplo é a criança que faz bagunça para chamar atenção dos pais. Se os pais não demonstrarem nenhuma atitude, a tendência da criança será parar esse comportamento. Por outro lado, a criança que é aplaudida e parabenizada ao guardar os brinquedos de forma organizada, terá a tendência de apresentar novamente esse comportamento.
Para essa corrente de pensamento, a inteligência é vista como a capacidade do organismo de responder aos estímulos do ambiente. Uma pessoa inteligente é aquela que responde melhor ao condicionamento. Um exemplo disso é a chamada caixa de Skinner, em que um pássaro é deixado em uma caixa e deve bicar uma tecla. A toda vez que a tecla é bicada, o pássaro recebe alimento. Ou seja, a resposta correta à situação foi premiada com alimento. Um pássaro inteligente é aquele que percebe logo essa relação e passa a agir de acordo com o condicionamento.
Para a teoria comportamental, a função da escola é manter e conservar os padrões de comportamento aceitos como úteis e desejáveis para uma determinada sociedade, dentro de um determinado contexto cultural, assim como eliminar os comportamentos indesejáveis.
Como o comportamento é moldado a partir da estimulação externa, o aluno não deve participar das decisões curriculares. Essas decisões são tomadas pelos dirigentes e pelo professor, sempre amparados nos objetivos e tendo em vista as necessidades da sociedade.
Os comportamentos desejáveis por parte dos alunos são mantidos através de reforços imediatos, como elogios, notas, prêmios, e reforços remotos, como diploma, vantagens na futura profissão e possibilidade de ascensão social.

O amor está no ar... e nos quadrinhos também!


Palco de grandes romances, as HQs deram novos significados às aventuras amorosas
Por Marcus Ramone (12/06/08)

Ah, os enamorados. O que não seriam capazes de fazer para chamar a atenção da pessoa amada? Principalmente nos quadrinhos, em que a imaginação desconhece limites e os personagens não encontram obstáculos de tempo, espaço ou idade para se entregar ao amor.E haja suspiros, beijos, abraços e muita paixão. Mas também sofrimento, brigas, separações, tragédias, desatinos, traições e outros riscos a que os casais estão sujeitos em seus relacionamentos. Afinal, quem disse que a vida dos namorados nas histórias em quadrinhos é fácil? Leia mais

domingo, junho 15, 2008


História dos quadrinhos 38
O gigante esmeralda e o deus do trovão

O sucesso do Quarteto Fantástico fez com que Stan Lee ganhasse carta branca do dono da Atlas (agora rebatizada de Marvel), Martin Goodman, para criar novos personagens. Lee tinha criado uma nova maneira de fazer super-heróis. Nada de ricaços infalíveis e perfeitos, mas pessoas normais que se viam, de repente, portadores de poderes extraordinários. Nas palavras de Stan Lee, seus personagens tinham, sob as botas de heróis, pés de barro.
Esse conceito foi levado ao extremo com um novo personagem surgindo em 1962: o incrível Hulk. Exposto aos terríveis raios gama (Stan Lee adorava criar esses nomes estranhos), o cientista Bruce Banner transforma-se num monstro irracional, mas de bom coração, que é perseguido pela humanidade. Inicialmente o personagem era cinza, mas uma falha de impressão fez com que ele saísse verde e essa passou a ser sua cor oficial. Para desenhar o personagem, Lee chamou seu melhor desenhista: Jack Kirby! Hulk era o ser mais poderoso da terra e ninguém melhor para desenhar seres poderosos do que o bom Kirby. Anos mais tarde, Kirby afirmou que a idéia para o personagem foi sua, após ver uma mulher levantar um carro para salvar seu filho, o que o levou a concluir que todas as pessoas poderiam liberar seu lado Hulk em determinadas situações.
Apesar do sucesso, a revista teve que ser cancelada no número seis para dar lugar às novas criações de Stan Lee, entre elas o Homem-aranha. Isso aconteceu porque Martin Goodman havia vendido sua distribuidora, colocando todas as suas revistas nas mãos de uma distribuidora que faliu. Assim, ele teve que ir rastejando, pedir para a rival National (atual DC) distribuir suas publicações. Eles toparam, mas exigiram que a Marvel não lançasse mais do que 12 revistas por mês. Assim, para lançar uma revista nova, era preciso cancelar uma antiga.
No rastro das inovações, Stan Lee pediu a Jack Kirby que fizesse um herói baseado na mitologia nórdica. Essa era uma mitologia muito pouco explorada nos quadrinhos, mas segundo Lee, era a mais dramática. Roberto Guedes, no livro Quando surgem os super-heróis, diz que ¨Kirby estilizou de forma ímpar os deuses asgardianos, indo além do figurino trivial dos marmanjos vikings. A cidade de Asgard mais parecia um planetóide alienígena, de charme inigualável¨. O personagem principal, o deus Thor, foi mostrado não como um viking cabeludo, mas como um jovem loiro, de cabelos longos, antecipando o visual dos hippies (posteriormente, Mark Millar exploraria isso na série Os Supremos, mostrando Thor como um hippie ecologista).
King tinha uma mente incrível para grandes sagas e personagens fantásticos. Assim, ele criou vários personagens ou locais marcantes, como Ego, o planeta vivo, a montanha de Wundagore, os colonizadores de Rigel e O Registrador. Lee colaborava com o lado humano e com as tramas bem elaboradas. Um expediente comum era colocar o personagem numa situação insolúvel no final da revista. Na revista seguinte, a situação era solucionada, apenas para dar lugar a uma situação ainda mais complicada. Thor vivia uma verdadeira vertigem de aventuras. Além disso, King usou na série um expediente absolutamente inovador: colagens de fotos que eram misturadas aos seus desenhos, dando um charme especial às histórias.
Hulk e Thor são, até hoje, personagens fundamentais para a Marvel Comics.

sábado, junho 14, 2008

O amigo Josiel Vieira me enviou um conto imaginando as respostas das editoras brasileiras a respeito de grandes obras da literatura. Engraçado que ele imitou até o estilo de redação das editoras (digo isso porque já mandei originais para algumas dessas casas publicadoras):

"Editora Nacional"
E se alguns dos gênios da literatura universal tivessem nascido no Brasil? Imaginei algumas respostas das editoras:

Prezado William Shakespeare,
Os originais de sua obra "Hamlet" foram analisados por nossa equipe, que considerou inadequado à publicação. Sem mais, Editora Record

Prezado George Orwell,
Recebemos nessa semana o parecer técnico de sua Obra "A Revolução dos Bichos". Apesar de na sua história os animais falarem, consideramos o texto pesado demais para o público infanto-juvenil. Atenciosamente, Editora Ática

Caro Hermann Hesse,
Saudações de Paz e Luz! Agradecemos o envio de sua obra "O Lobo Da Estepe", a qual estamos devolvendo. As tendências suicidas do personagem principal Harry Haller vão totalmente de encontro à nossa linha editorial, focada na auto-ajuda. Que os anjos o iluminem! Editora Madras

Prezado Franz Kafka,
Informamos que os originais de sua obra "A Metamorfose" foram recusados, uma vez que nele um homem se transforma numa barata e a nossa editora não trabalha com ficção científica. Sem mais, Editora Moderna

(E a Editora Conrad, apesar de publicar ficção científica, simplesmente não responde a nenhum dos originais que Júlio Verne enviou)
(é o) FIM (da picada!)

escrito por Josiel Vieira de Araújo em 14/06/2008

Ps: Só faltou o ¨Gostamos muito de seu original, mas nossa programação para este ano já está fechada¨, resposta padrão da maioria das editoras...

Para quem não ainda não se inscreveu, aconselho entrar logo na lista Esquadrinhando. O Marko Ajdarić envia, 3 vezes por semana, uma lista de boas matérias sobre os mais diversos assuntos relacionados aos quadrinhos. A dica das matérias sobre cores e conservação de livros, recebi através do Esquadrinhando. Para se inscrever, é só mandar um e-mail para: neorama@uol.com.br


Leia no blog Art-educando dicas sobre como conservar seus livros. Vai uma delas: não guarde seus livros em caixas. Eles devem ficar na estante, na vertical.
Leia no site Mundo cor, uma ótima matéria sobre a psicologia das cores, assunto essencial para quem trabalha em áreas como marketing ou decoração. Abaixo alguns significados das cores (retirados da matéria):
Os azuis - As tonalidades azuis simbolicamente associadas à imensidão do céu, às águas claras e à espiritualidade, provocam sensações refrescantes. São tons que permitem o relaxamento, alívio de tensões e a calma, mas as nuances devem ser cuidadosamente estudadas e dosadas, pois os excessos podem causar introversão e denotar tentativa de super controle dos sentimentos e da excitação.
Os amarelos - As tonalidades amarelas simbolicamente associadas à luz, ao sol, à consciência e à alegria de viver, transmitem a sensação de ambientes secos, o que pode ajudar a resolver problemas com a umidade nos ambientes. Também estão ligadas à idéia de nobreza; no oriente é a cor mais importante depois do vermelho; pela associação com a cor do ouro. Entretanto, o excesso de amarelo pode ter efeito catastrófico, pois podem denotar tendências excessivamente extrovertidas, que podem remeter a algo brega, de mau gosto. Aplicado apropriadamente pode indicar aspirações e ambições bem desenvolvidas.
Os laranjas - As tonalidades laranjas pertencem a um grupo intermediário entre os amarelos e os vermelhos. Estão ligados à idéia de vitalidade, alegria e energia.
Os vermelhos - O aspecto simbólico do vermelho está relacionado à força da vida, ao coração, ao erotismo, à nobreza, mas também, se usado em excesso, à instabilidade emocional e à agressividade.
Os verdes - As tonalidades de verde estão ligadas ao sentido de esperança, de vida e de sorte.

Guerrilha amazônica


Todo semestre, para a disciplina Marketing Global, peço aos meus alunos que façam um plano de marketing, voltado para o mercado externo. Normalmente esses trabalhos são apresentados no EMEAC, espaço mercadológico do curso de administração do CEAP, durante a Semana Acadêmica da instituição. A maioria dos trabalhos são muito bons, mas esse semestre um grupo de alunas me surpreendeu com uma ação de guerrilha. No último dia da semana acadêmica, durante a comemoração da festa junina, elas aproveitaram uma brecha na programação para colocar uma apresentação de toada como forma de divulgar o produto, as sandálias ARAM (sol, em tupi-guarani). A proposta é fazer essas apresentações em feiras internacionais e usar as índias do grupo como garotas-propagandas da sandália.
A recepção dessa ação de guerrilha foi tão positiva que minhas alunas já estão pensando até mesmo em fabricar a sandália. Teve gente que até fez encomenda.
O grupo de toada é o ¨Trupi caprichoso guerreiros Múra¨. No centro da foto, estão as três alunas, Leoneti Costa, Brenda Melo e Danielle Mesquita.

sexta-feira, junho 13, 2008

O conhecimento empírico


Como fazer para o sal não endurecer no saleiro? Qual a melhor época para plantar? Como tirar manchas da roupa? Essas são perguntas com as quais o homem se depara em sua vida diária. A maioria delas permite uma resposta sem que seja necessário recorrer à ciência. O homem comum sabe que, se colocar grãos de arroz no saleiro, o sal ficará soltinho e será fácil retirá-lo de lá.
Esse conhecimento é chamado de empírico. É o conhecimento que nasce da observação diária dos fatos. O ser humano observa relações de causa e conseqüência, aquilo que os semióticos chamam de índice: se há uma poça no chão, é por que choveu e há uma goteira no teto. Se vejo fumaça saindo da floresta, intuo que há fogo.
Observando essas relações de causa e conseqüência, o homem vai criando um conhecimento que lhe permite fazer diversas atividades diárias.
Entretanto, esse é um conhecimento não sistemático, assim como sua transmissão. O homem comum não faz diversas experiências com vários tipos de materiais até chegar ao grão de arroz como o mais apropriado para colocar no saleiro. Simplesmente alguém um dia colocou um grão de arroz lá e observou que deu certo.
Também é um conhecimento que não vai aos porquês. O homem comum sabe que o arroz faz com que o sal saia facilmente do saleiro, mas não sabe porque. Não sabe que o arroz tira a umidade do ar e que o atrito com os grãos faz com que as moléculas do sal fiquem soltas.
Apesar de suas limitações, o conhecimento empírico tem feitos realizações realmente extraordinárias. A utilização de plantas medicinais é uma delas. Os ribeirinhos da Amazônia sabem coisas sobre as propriedades curativas das plantas que a ciência só tem descoberto muito recentemente (inclusive muitas pesquisas científicas estão indo buscar, justamente nesse conhecimento empírico, informações sobre essas plantas).
Um outro exemplo é a maniçoba. Descobrir que a planta da maniva deveria ser cozida durante sete dias e sete noites deve ter sido uma aventura tão surpreendente quanto qualquer pesquisa científica. É de se supor que tenha havido muitas tentativas antes de se chegar ao ponto ideal de cozimento (infelizmente muitos heróis devem ter morrido no meio do caminho).

Fim dos Tempos


Leia, no Omelete, resenha de O Fim dos Tempos, o mais recente filme de M. Night Shyamalan, um cineasta que começou com uma obra-prima (Sexto Sentido) e depois só tem decaído.

quinta-feira, junho 12, 2008

Música do dia


Essa Noite Você Vai Ter Que Ser Minha
(Odair José)


Quero ver no meu rosto seu riso alegre
Quero esquecer a vida pra viver o amor
lá fora a chuva tá caindo e não vai parar
Minha vida pode ter fim quando o dia chegar

não precisa dizer nada pra não se arrepender
Tem certos momentos na vida que o silêncio é melhor
Esqueça que a chuva lá fora ainda não parou
Peça que o dia não chegue pois você me encontrou

Essa noite você vai ter que ser minha
Essa noite vai ser feita pra nós dois
Nem que seja dessa vez e nunca mais
Só não quero deixar nada pra depois

Merchandising


Existe uma grande confusão sobre o significado do termo merchandising. Muitos acham que é sinômino de publicidade. na verdade, merchandising são as estratégias promocionais no ponto de venda. É toda uma ciência que tem sido elaborada para fazer o consumidor comprar mais, ou comprar determinado tipo de produto. Um dos grandes erros é fazer o que fez uma loja do shoping Macapá. Vitrine bonita, tudo ok, mas um cartaz à mão, mal-feito, anunciando produtos em promoção. Esse é o tipo de coisa que estraga o posicionamento de uma empresa...

Cientistas encontram área do cérebro responsável por detecção do sarcasmo

Dan Hurley Do 'New York Times' entre em contato

Não havia nada muito interessante no estudo da Dra. Katherine P. Rankin sobre o sarcasmo — pelo menos, nada que valesse o tempo usado no estudo. Tudo o que ela fez foi usar a ressonância magnética para encontrar o lugar no cérebro onde reside a habilidade de detectar o sarcasmo. Então, você provavelmente já sabia que era no giro hipocampal.
O que você pode não ter percebido é que a percepção do sarcasmo, a insolente crítica que enterra sua observação ao afirmar o oposto, exige um esperto truque mental localizado no coração das relações sociais: adivinhar o que os outros estão pensando. Aqueles que perdem a habilidade, através de um ferimento na cabeça ou da demência frontotemporal que aflige os pacientes do estudo de Rankin, simplesmente não entendem quando alguém diz, durante um furacão, “Que tempo lindo”. Leia mais

Agradecimentos

Eu gostaria de agradecer às pessoas que fizeram compras no Submarino seguindo deste blog. Mês passado, duas pessoas compraram notebooks, um tipo produto que não constumo anunciar. Ou seja, compraram passado por aqui só para dar uma força. Agradeço muito. Se outras pessoas que lêm este blog quiserem fazer compras no Submarino, cliquem num dos links daqui. Não é necessário que seja de produtos anunciados aqui. Chegando ao Submarino através deste blog, a loja já registra.

Quadrinhos estimulam a leitura


Uma tese de doutorado defendida na USP mostra aquilo que a maioria dos leitores de quadrinhos já sabia: os gibis estimulam a leitura, inclusive de literatura. A autora, Valéria Aparecida Bari, fez sua pesquisa no Brasil e na Espanha para comparar os resultados e nos dois países chegou à mesma conclusão. A informação é o Blog dos Quadrinhos. Abaixo uma parte da entrevista que a Valéria forneceu ao Blog:


Blog - Por que, no seu entender, sempre circulou um discurso contrário à idéia de que quadrinhos estimulam a leitura?
Valéria Bari
- Como a posse da informação sempre representou uma forma de poder socialmente constituído, naturalmente é desinteressante para os detentores dessa informação que ela transite livremente. Como a linguagem dos quadrinhos sempre foi representativa na leitura infantil e das camadas populares, sua validade cultural é questionada por aqueles que preferem privilegiar linguagens, discursos e obras inacessíveis.

Terminou a primeira enquete deste blog. Eu perguntei que temas os leitores mais gostam de ler aqui no blog. O tema predileto é história em quadrinhos, com 47%, seguido de outros (23%), Marketing (17%) e Metodologia Científica (11%).
Para tentar descobrir o que seriam esse ¨outros¨, estou fazendo uma nova enquête. Agora os itens são:
Política
Cinema
Histórias autobiográficas
Crônicas

quarta-feira, junho 11, 2008

Hilário

Como escrever quadrinhos - o conflito

Ok, ok. Agora você já sabe escrever seu roteiro. É um expert! Aí você faz sua primeira história. Se fizéssemos uma sinopse de sua obra-prima, ela sairia mais ou menos assim:
Um grupo de três amigos vai acampar. Eles chegam, montam a barraca, dormem. No dia seguinte andam pelos arredores. Almoçam. Voltam para casa felizes da vida com o passeio.
É impressão minha, ou está faltando alguma coisa? O que você acha? Essa história tem alguma graça? Alguém pagaria para ler algo assim? Você pagaria?
Se você respondeu não, então estamos de acordo.
Falta história. Falta um conflito.
O conflito é o que move a história, tornando-a interessante.
Nas histórias de super-heróis esse conflito é geralmente representado pelo arranca-rabo entre o vilão e o herói. Mas, na nossa histórinha sobre o grupo de amigos, poderíamos acrescentar algum conflito sem que seja necessário apelar para um super-vilão?
Sim, isso é possível.
Vamos imaginar, por exemplo, que um maníaco assassino está à solta justamente no local em que eles resolveram acampar. Alguém aí assistiu a Bruxa de Blair? A história era mais ou menos assim: um trio de cineastas vai filmar um documentário sobre uma bruxa e se perde na floresta, sendo perseguidos pela bruxa.
Digamos que nosso orçamento não nos permitiu incluir uma bruxa no filme. Na verdade, nem mesmo temos dinheiro para contratar um outro ator. Então podemos transportar o conflito para dentro do trio. Um deles pode brigar com os outros e sair pela floresta, perdendo-se. E a história é a tentativa dos outros de encontrá-lo.
Importante lembrar que nem sempre o conflito precisa ser entre seres humanos. Eles podem ser atacados por um animal da floresta, por exemplo. Há uma história muito boa do Arquivo X em que eles estão na floresta e são atacados por abelhas assim que anoitece.
Um dos conflitos mais interessantes é o conflito contra o destino.
As histórias do teatro grego eram ótimos exemplos disso. Édipo Rei, por exemplo, mostra a luta do ser humano contra o destino. E ele perde, demonstrando que, para os gregos, não havia como escapar do destino.
Na nossa HQ o destino poderia ser representado por contra-tempos que impedem o grupo de chegar ao destino. Eles vão de carro e o carro quebra. Eles pegam um ônibus. O ônibus acaba sendo assaltado. Eles vão para a delegacia. Uma vez lá, são confundidos com bandidos perigosos e fogem. Quando acaba o final de semana e eles voltam para casa, estão mais cansados e estressados que antes.
Então, não se esqueça: dominar as técnicas de roteiro não adianta nada se você não consegue colocar conflitos na sua HQ.

Compre o DVD da Bruxa de Blair no Submarino.

Macapá precisava de um programa como o CQC. Segunda-feira passada, eles foram numa cidadezinha do interior de São Paulo para fazer uma matéria que comprou alimentos superfaturados para colocar na merenda das crianças (um quilo de feijão, nas contas do prefeito, valia mais de 8 reais). No final, eles deram de presente ao prefeito uma calculadora enorme.
Se alguém quiser fazer algo semelhante, vai uma dica: os buracos. Tem rua que foi recapeada há menos de dois anos e já está cheia de buracos. Exemplo disso é a Claudomiro de Moraes, próximo da Feira do Agricultor. Acho que o asfalto usado na cidade tem prazo de validade: aguenta firme até a época da eleição, depois vira sonrisal (dissolve na água).

Quadrinhos didáticos

Leia um post do amigo José Aguiar sobre como os quadrinhos dele têm sido usados em livros didáticos (o caso mais recente foi um livro de Língua Portuguesa da SM que usou uma tira da série Folheteen).

terça-feira, junho 10, 2008


Para quem se interessa por Psicopatas, uma boa dica é o site da Ilana Casoy, a principal autora sobre o assunto no Brasil.

Heresia


O Surfista Prateado é um dos personagens mais interessantes dos quadrinhos. Filósofo e angústiado, ele representa bem o que havia de mais ousado na Marvel da década de 1960. Dia desses, olhando na loja de brinquedos do shoping Macapá encontrei esse boneco que é uma verdadeira heresia: o Surfista Prateado com cara de Bad Boy pilotando uma moto!
Compre o DVD Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado no Submarino.

Olha a dengue aí!


Lembra daquele meu vizinho que tem uma ligação clandestina de energia? Que não paga IPTU? Que coloca som alto? Pois bem, para completar a casa dele também tem tudo para ser um foco de dengue. Olha essa foto da calçada dele... Toda vez que vem agente da prefeitura aqui, eu falo do meu vizinho e eles respondem que não podem fazer nada...

segunda-feira, junho 09, 2008

A imprecisão do tempo



Com a criação do relógio, surgiu a visão mecanicista e determinista do mundo. Ou seja, o mundo passou a ser visto como um relógio, uma máquina determinada e previsível. Até mesmo a educação e o trabalho passaram a ser regidos pelo relógio. Um professor, por exemplo, passou a ser pago quantidade de horas que lecionava.
Mas essa visão mecanicista do mundo parte da idéia newtoniana de que o tempo é um valor absoluto. Ou seja, o templo flui da mesma maneira em todos os lugares do universo. A teoria da relatividade de Einstein, no entanto, mostrou que essa idéia é equivocada. O tempo não é um valor absoluto, mas relativo. O mesmo evento visto por duas pessoas pode ser percebido em momentos diferentes, dependendo do ponto de observação.
Tanto a velocidade quanto a gravidade podem afetar o tempo. O tempo passa mais devagar para pessoas que estão em alta velocidade. Isso é exemplificado pelo chamado “paradoxo dos gêmeos”. Temos dois gêmeos, João e Maria. Um deles, Maria, faz uma viagem espacial à velocidade da luz. Para ela, a viagem dura apenas um ano, mas quando ela volta, descobre que seu irmão está 10 anos mais velho. Em viagens de avião, essa diferença é mínima, mas pode ser percebida por relógios atômicos. Isso significa que enquanto você faz uma viagem de avião, o tempo corre mais lento para você do que para quem está parado.
Da mesma forma, o tempo passa mais lentamente para quem vive em um planeta com alta gravidade. Esse achatamento do tempo já foi demonstrando em submarinos, que estão mais próximos do centro gravitacional da Terra.
Fora os aspectos físicos, há aspectos psicológicos que influenciam na percepção do tempo. Situações de tensão e preocupação podem fazer o tempo correr mais lentamente. Foi o que descobriu o professor Antônio Damásio, diretor do Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa. Na edição nacional da revista Scientific American (n.5), ele publicou um artigo explicando como o cineasta Alfred Hitchcock dilatou o tempo no filme Festim Diabólico. A película conta uma história que se inicia às 15:30 e termina às 21:15. ou seja, o tempo dramático é de 105 minutos. Ocorre que o filme foi feito em tempo real, sem cortes, e resulta em 8 rolos de 10 minutos. Ou seja, 80 minutos.
Em outras palavras, o tempo real do filme não bate com o tempo percebido pelos expectadores.
Como o filme deixa os expectadores tensos o tempo todo, parece que se passou mais tempo. Segundo Damásio, “Quando estamos incomodados e preocupados, freqüentemente sentimos o tempo passar mais devagar, porque nos concentramos nas imagens negativas associadas à nossa ansiedade”.
Em outras palavras, uma aula monótona e desinteressante parece decorrer em maior tempo do que uma aula divertida e interessante, que parece passar mais rapidamente, por mais que nos dois casos, os professores passem exatamente 50 minutos do relógio em sala de aula (aliás, pela lógica do relógio, o primeiro professor deveria ganhar mais, já que passou mais tempo em sala de aula).
Essa extensão do tempo pode mesmo ser uma estratégia de sobrevivência, pois nos dá maior prazo para reação em situações de perigo.
Em setembro de 1980, o piloto de testes da marinha americana Russ Stromberg sofreu um acidente após decolar de um porta-aviões. Até o avião mergulhar no mar, ele teve 8 segundos para decidir o que fazer para se salvar. Tudo entrou em câmara lenta, disse ele, depois. Ele primeiro tentou religar o motor. Como isso não funcionou, ele decidiu se ejetar, mas para isso ele precisava verificar se estava segurando corretamente a barra do assento ejetor. No final, ele acabou se ejetando 10 metros acima da água. Mais tarde ele tentou descrever tudo que lhe passara pela cabeça durante a queda e levou 45 minutos. Ou seja, embora o tempo de relógio do acidente tenha sido de 8 segundos, para Stromberg se passaram algo em torno de 45 minutos...
Compre o DVD Festim Diabólico no Submarino.

Lagarta da mariposa T. leucocerae vigia pupas da vespa


RICARDO BONALUME NETODA REPORTAGEM LOCAL

Os extraterrestres assassinos dos filmes da série "Alien" eram amadores se comparados com uma vespa brasileira. Os ETs de ficção se alimentavam dentro de seres humanos até saírem em uma nojenta explosãode entranhas. Já as vespas do gênero Glyptapanteles não só bebem os fluidos das lagartas hospedeiras como, logo depois de saírem,transformam suas vítimas em guarda-costas zumbis, que defendem até amorte as pupas de predadores.A descoberta foi feita por uma equipe de nove pesquisadores da UFV(Universidade Federal de Viçosa), em MG, em cujo campus foram feitosos experimentos, e da Universidade de Amsterdã. O estudo estápublicado na edição de hoje da revista científica online "PLoS One".(http://www.plosone.org/).Tanto os ETs quanto as vespas são "parasitóides", pois, ao contráriodos parasitas verdadeiros, sempre matam os hospedeiros. Os parasitasretiram nutrientes do hospedeiro, mas não causam diretamente suamorte. Já as vítimas dos parasitóides morrem jovens."O comportamento é fantástico e abre muitas perguntas para explicar acoevolução do sistema estudado", disse à Folha o líder da equipe
brasileira, Angelo Pallini, da UFV. Leia mais

domingo, junho 08, 2008

História dos quadrinhos

A casa das idéias


Em 1961, uma partida de golfe mudaria a história dos quadrinhos de super-heróis. Os jogadores eram Martin Goodman, da Atlas (atual Marvel) e Jack Liebowitz, da National (atual DC Comics). Liebowitz comentou que a revista da Liga da Justiça, recentemente lançada, era um sucesso entre os leitores.
Goodman despediu-se e foi para a editora, pedir a Stan Lee que criasse uma cópia da Liga para aproveitar aquele interesse dos leitores por heróis clássicos reunidos num grupo.
Acontece que Stan Lee já estava de saco cheio daquilo. Ele se sentia mal, num campo editorial enfraquecido pela concorrência da televisão e perseguido por pais e professores. Além disso, queria fazer algo diferente. Ele tinha algumas idéias em mente, mas tinha medo de apresentá-las. Foi sua esposa que o convenceu que aquela era uma oportunidade de fazer o que queria: ¨Querido, se não der certo, o pior que pode acontecer será Goodman demiti-lo¨.
Então, ao invés de promover uma reunião de personagens clássicos, como Namor e o Capitão América, ele propôs algo completamente diferente. O novo grupo era um quarteto de astronautas que, ao fazer uma viagem espacial, foram bombardeados por raios cósmicos e ganharam incríveis poderes: o Quarteto Fantástico! O grupo era composto por um cientista que conseguia se esticar como elástico, uma moça que podia se tornar invisível, um rapaz que pegava fogo e virava uma tocha humana e um ser grotesco, o Coisa. Esse último personagem foi o mais diferente, e logo cativou os leitores. Até então, os heróis pareciam muito felizes com seus poderes, mas Bem Grimm não. Os raios cósmicos o haviam transformado num monstro de pedra. Inconformado, ele vivia resmungando pelos cantos e comprando brigas com os outros.
Isso era uma novidade: até então os heróis pareciam coroinhas ou escoteiros: todos muito bonzinhos e afáveis. Um herói ranzinza e um grupo que se parecia mais com uma família (inclusive com suas brigas) foi algo que provocou estranhamento, mas logo conquistou os leitores. Além disso, as histórias começaram a apresentar uma cronologia. Até então as histórias eram sempre isoladas e não havia uma continuidade. Nas histórias do Quarteto, se um personagem pegava uma gripe numa história, na história seguinte ele continuaria gripado. Para arrematar, Lee deu a seus heróis um caráter humano que permitia uma identificação dos leitores: os heróis Marvel, a despeito de seus incríveis poderes, eram pessoas normais, que levavam fora das namoradas, sentiam ciúmes, eram esnobados, ficavam doentes... e até morriam.
A revista do Quarteto Fantástico tinha desenhos de Jack Kirby, o rei dos quadrinhos de super-heróis. Seu traço expressionista influenciou praticamente todos os artistas americanos a partir de então e criou as bases do visual dos super-heróis.
Kirby era um mestre épico, das grandes sagas intergaláticas e dos heróis super-poderosos. Já Lee era o mestre do lado humano, dos dramas e comédias da vida normal. Os leitores se identificavam com a humanidade colocada nas histórias por Lee e se projetavam no grandioso, especialidade de Kirby.
Stan Lee era um roteirista e editor querido por todos os artistas. Era um um gente-boa, que dava liberdade criativa para seus artistas e conseguia deles o seu melhor. Ele também usava e abusava da promoção pessoal, colocando em destaque o seu nome e o dos artistas nas páginas das revistas. Além disso, ele criou o chamado método Marvel de escrever roteiros. Como exercia a função de editor e escrevia diversas revistas, ele não tinha tempo de produzir scripts completos, então fazia apenas um resumo da história e entregava para o desenhista. Este ilustrava, entregando depois para que Lee colocasse os textos e diálogos. Esse aspecto fez com que alguns colocassem em dúvida a verdadeira importância de Stan Lee, mas hoje são poucos os pesquisadores que descartam a relevância desse roteirista para o sucesso da editora que ficou conhecida como ¨A casa das idéias¨.
Compre o álbum Biblioteca Marvel Quarteto Fantástico no Submarino.

sábado, junho 07, 2008



Esses dias comprei no sebo Cantinho Cultural o livro Homem, mulher e cia Ltda, de Carlos Eduardo Novaes (Ática, 1987). Mesmo estando num período complicado, com seminário de Marketing, palestra sobre psicopatas, participação em bancas de pós-graduação, acabei arranjando um tempinho para ler algumas crônicas. Na década de 1980, o jornal O Liberal publicava os textos do Novaes acho que diariamente. Além disso, de vez em quando era possível achar textos dele na MAD. Lembro que na eleição para presidente de 1989, os textos dele eram lidos e comentados por todo mundo na Universidade. Ele chegou a inventar um personagem hilário, que era cabo eleitoral de um candidato que não tinha chance nenhuma e, por isso, dedicava sua vida a tirar votos dos outros. Ele, por exemplo, batia nas cabeças das crianças, dizendo que era eleitor do Roberto Freire e que estava vendo se as crianças estavam maduras para serem comidas quando o candidato do Partido Comunista chegasse ao poder...


Sempre quis escrever textos humorísticos tão bons quanto os dele. A crônica O Homem Virgem (logo abaixo), é uma tentativa nesse sentido.

Em Homem, mulher e cia ltda, Novaes trata da relação entre homens e mulheres. Particulamente hilárias a crônica sobre o homem que acha que está com AIDS e a outra sobre o verdadeiro significado das frases das mulheres. Por exemplo, quando ela diz ¨Estou sem roupa¨, isso quer dizer qu ela está com o guarda-roupa cheio de roupas, mas está enjoada de todas. Quando ela diz: ¨Vou sair para comprar um vestido¨ quer dizer que vai sair para comprar um vestido, um sapato, uma bolsa, uma meia... Segundo Novaes, ainda não nasceu mulher que saia para comprar um vestido e volta apenas com um vestido.

Ler Homem, mulher e cia Ltda está sendo não só divertido, mas também um exercício de saudosismo...

Compre livros de Carlos Eduardo Novaes no Submarino.


Fomos assistir ao filme Crônicas de Nárnia 2. Gostei mais do que do primeiro. Talvez pelo fato de ter assistido ao primeiro em DVD. É o tipo de filme que é bom ver na tela grande. Também tenho a impressão de que a atuação dos protagonistas melhorou...
Compre o DVD de Crônicas de Narmia no Submarino.

sexta-feira, junho 06, 2008

Psicopatas




Estou disponibilizando o conteúdo da minha palestra sobre Psicopatas. Quem quiser, é só clicar aqui.

Compe o livro Serial Killer: loucou ou cruel?, de Ilana Casoy, no Submarino.

quinta-feira, junho 05, 2008

O homem virgem


O fato é que Pedro se casou com Fátima. Aparentemente não havia nada de anormal ou estranho nisso. Milhares de pessoas se casam todos os dias, não é mesmo?
Eram felizes? Bem, Fátima era um ótima esposa. Cuidava da economia doméstica com uma meticulosidade que faria furor em Wall Street. Além disso, era gentil e sorridente. Acrescente-se a isso que era bonitinha. De uma beleza sutil e ingênua, mas beleza.
Era felizes, portanto? Sim, mas havia um porém... Não sei como dizer isso sem ser processado, mas o fato é que a moça era mais pudica que uma freira. “Como será isso?”, pensará lá consigo o caríssimo leitor. Como poderia Pedro ter casado com uma mulher sem saber que ela era mais fechada que uma ostra?
A resposta, senhores, é que Pedro era um amante à moda antiga. Daqueles que antes do casamento só dão bitoca. O máximo de intimidade entre os dois, na época do namoro, era pegar na mão e recitar versos lacrimogêneos à luz do luar.
O problema, claro, é que tal estado de coisas persistiu após o casamento...
Na noite de núpcias, Pedro estava soltando faiscas. Ele foi ao banheiro e voltou de lá usando apenas uma cueca, pronto para inaugurar a quilometragem (não sei se disse, mas ele também era virgem).
A moça olhou-o, condoída e comentou:
- Coitadinho... sua cueca está meio puída.
- Eu poderia tirá-la. – sugeriu um rapaz com um sorriso de orelha à orelha.
- Nem pensar! Estou sentido um ventinho frio. É capaz de você se resfriar. Aliás, coloque este pijama que comprei para você. Amanhã vou ao comércio e lhe trago cuecas novas. Agora se deite e durma, meu anjinho...
Pedro não acreditou no que ouvia. Mas a esposa era tão doce e atenciosa que ele se sentiu incapaz de desobedecer.
Dormiram como irmãos naquela primeira noite... e na segunda, terceira, quarta, quinta... Pedro até que tentava estimulá-la. Beijava, acariciava, sussurrava frases sugestivas...
Mas a mulher era lenha molhada. Nada conseguia fazê-la pegar fogo.
Para ser mais exato, ela só conseguiu entender o sentido das investidas do rapaz dois meses depois.
- Você quer... o quê?
- Se... sexo. – gaguejou o rapaz.
- Oh, pobrezinho... todo esse tempo... e tudo que você queria era sexo?
Só o jeito dela falar já arrepiava os pêlos do rapaz. Finalmente ela entendera! Daquela noite não escapava!
Mas escapou. Embora soubesse o que o marido queria, ela não dava mostras de pretender presenteá-lo. Foi mais uma noite de sono. E apenas isso.
Na noite seguinte, o rapaz resolveu tomar uma atitude drástica: alugou uma fita pornô e chamou a esposa para assistir. Ela, ao contrário do que ele receava, não demonstrou qualquer repulsa. Pelo contrário. Assistiu como se fosse novela... e acabou dormindo. Não houve quem a acordasse. Pedro teve de levá-la para a cama, de onde ela só saiu no dia seguinte.
Sei o que o leitor está pensando: por que o rapaz simplesmente não a dispensou? Acontece que Pedro era apaixonado por ela. Além disso, como se separar de uma criatura tão doce e meiga?
Para resolver o problema, ele comprou todos os livros sobre sexo de que já se teve notícia. Se houvesse doutorado em sexologia, ele certamente seria professor. Nas aulas teóricas, claro.
Mas nenhuma estimulação foi capaz de acender o fogo da mulher. O pior é que era impossível ter raiva da mesma. Ela acariciava seu cabelo e dizia, doce como mel:
- Pobrezinho... Você precisa tanto disso, não é mesmo?
No final, Pedro evitava até olhar para a esposa. Afinal, o animalzinho tem vida própria e não convém provocá-lo, não é mesmo?
Como pretendo ser breve e o leitor deve estar curioso para saber como acaba a história, devo dizer que Pedro desenvolveu um curioso efeito colateral que consiste em levantar a orelha esquerda a cada dois minutos.
Fora isso, são um casal feliz... e tiveram muitos filhos. Todos adotados, claro.

Palestra sobre psicopatas


Hoje, durante a II Semana de Integração Acadêmica de Centro de Ensino Superior do Amapá, estarei ministrando uma palestra sobre Psicopatas. A palestra vai acontecer na sede do CEAP, às 19 h.

Problema científico


Todo trabalho começa com um questionamento, uma pergunta que deve ser respondida. A essa pergunta chama-se Problema. Um problema inteligente é aquele que contem uma possível resposta e delimita a pesquisa, além de relacionar duas ou mais variáveis
Assim, o problema abaixo não é uma pergunta inteligente:


Qual o impacto das novas tecnologias sobre o comportamento das pessoas?

O que há de errado com ele? Primeiro, ele não delimita a pesquisa. Segundo ele não faz relação entre variáveis. O mesmo problema poderia ser melhor expresso da seguinte maneira:
O uso do computador torna as pessoas mais solitárias?
Formulado assim, o problema nos dá uma idéia de como deveremos fazer a nossa pesquisa e até a respeito da metodologia necessária para responder a essa pergunta. Ele estabelece uma relação entre uma variável independente (uso do computador) e uma variável dependente (aumento de solidão).
A problemática deve ser elaborada de forma clara e precisa.
Um outro exemplo:
Qual a causa do grande número de assassinatos com armas brancas em Macapá?
A problemática acima, embora seja uma pergunta e possa ser aceita em um projeto, não cumpre a função de delimitar a pesquisa e indicar uma relação entre variáveis.
O mesmo problema seria melhor descrito da seguinte maneira:
O grande número de assassinatos com armas brancas em Macapá é provocado pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas?
Redigida assim, o problema dá ao pesquisador uma boa noção de como fazer a pesquisa. Ele deverá procurar uma relação entre os assassinatos com arma branca (variável dependente) e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas (variável independente).
Segundo Rudio (autor do ótimo livro Introdução ao Projeto de pesquisa), o problema deve apresentar três qualidades fundamentais: a) enunciar uma questão cuja melhor solução seja uma pesquisa; b) apresentar uma questão que possa ser resolvida através de processos científicos; c) ser factível com relação à capacidade de pesquisa do investigador.
Assim, indagar quantos dias tem o ano não é um problema científico, pois a resposta é conhecida e não é necessário pesquisar para descobri-la.
Da mesma forma, questões que não possam ser resolvidas cientificamente não servem. Por exemplo: qual é a cor das asas dos anjos? Até o momento, a ciência não desenvolveu instrumentos que permitam descobrir a resposta para essa pergunta. Esse, portanto, não é um problema científico.
Quanto ao item c, muitas vezes os alunos escolhem um problemática que demanda grandes recursos ou toda uma equipe. Exemplo: “O papel da mulher sofreu alterações na literatura de todos os países do mundo na virada do século XIX para o século XX?”. Uma problemática dessas é impossível de ser realizada por um único pesquisador. Semelhante tema poderia ser melhor formulado da seguinte maneira: “O papel da mulher sofreu alterações significativas na literatura brasileira durante a virada do século XIX para o século XX?”.

Foi muito bom o seminário de Marketing ontem, na Fama. Tivemos a minha palestra sobre Marketing de Guerrilha, o lançamento do livro Glossário de Administração, feito pelos alunos do 1. termo e orientado pela professora Isabela da Rocha Ribeiro. O evento fechou com a palestra do Luciano Pedroza sobre Gestão de marcas. Como prometi, estou disponibilizando meu slide sobre Marketing de guerrilha. Quem quiser, é só clicar aqui.
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quarta-feira, junho 04, 2008

É hoje!


A personagem Mônica, de Maurício de Souza, agora é embaixadora do turismo brasileiro. Na cerimônia, a ministra Marta Suplicy aconselhou-a a ¨não falar bobagem¨. Vindo de quem disse que o brasileiro deveria ¨relexar e gozar¨com a crise aérea, é, no mínimo, irônico...

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Sebo cantinho cultural


Durante muitos anos de minha vida, eu não tinha dinheiro para comprar livros. Minha solução foram as bibliotecas e sebos. Tanto que sebo acabou virando uma terapia: se estava chateado ou triste, entrava num sebo. Só aquele ambiente já era suficiente para levantar o meu astral. Uma das coisas que me incomodavam em Macapá era a ausência de sebos. Aí surgiu o sebo do Ramos (na av. Tiradentes), mas o Ramos nunca entrou num sebo e, por isso, comete alguns erros. Por exemplo, é comum encontrar, lá, livros usados por um preço superior ao da livraria.
Ontem descobri que Macapá tem mais um sebo. Chama-se Cantinho Cultural e fica na Eliezer Levy, 1009, Laguinho, duas esquinas antes de chegar na FAB. Achei muito bem organizado, com títulos separados por assunto, com preços justos. Conversei com um dos donos, o Felipe e ele me explicou que a proposta deles é fazer saraus literários regados a vinho e açaí (o local tem uma batedeira de açaí). Na saída, mais uma bela surpresa: ele me disse que não davam sacolas para não contribuir com a degradação do meio-ambiente. É a primeira vez que vejo um comerciante de Macapá se preocupando com a questão ambiental!
O sebo Cantinho Cultural tem tudo para se tornar o novo point da intelectualidade amapaense.

Ps: a título de curiosidade, quando esteve aqui em Macapá, o jornalista Lúcio Flávio Pinto fez questão de me fazer um pedido. Queria ir num sebo. Pelo jeito, existem outros ratos de sebos espalhados pelo Brasil...

terça-feira, junho 03, 2008

Hanne Capiberibe


A jornalista Hanne Capiberibe desencarnou hoje. Eu a conheci não só como jornalista, mas também como aluna e ela sempre se destacou não só por sua competência, mas também por sua personalidade amiga e fraterna. Sei que ela está bem, e deve estar cobrindo algumas pautas lá no céu, mas mesmo assim vai deixar saudades para nós que ficamos aqui na Terra.

Superdotados e educação 2


Um dos aspectos mais preocupantes do estudo dos superdotados é a percepção de que a maior parte dos indivíduos talentosos não são aproveitados positivamente pela sociedade.
Estudos demonstram que uma em cada 20 pessoas é superdotada. A maior parte dessas pessoas simplesmente não desenvolve seus talentos.
Em dos um dos cursos que realizei em Belém havia uma garoto de apenas doze anos que desenhava com incrível habilidade. Seu traço era caracteristicamente Disney, mas ao ser apresentado a outros desenhistas, ele desenvolveu um traço próprio, que misturava as características infantis de Disney com o expressionismo alemão da década de 20. quem conhece o assunto sabe que alguém conseguir revelar um traço próprio, individual com apenas 13 anos é coisa para gênios. Esse rapaz era tão pobre que não tinha dinheiro para comprar papel e usava o verso dos cartazes de cerveja que os donos de bares lhe davam. Um final feliz seria vê-lo desenhando e se tornando famoso com seu trabalho na área de quadrinhos, publicidade ou artes-plásticas. Mas não foi isso que aconteceu. O rapaz desapareceu e provavelmente seu talento se perdeu. É provável que ele tenha se tornado pedreiro, pintor de paredes ou algo similar.
Quando não ocorre do talento simplesmente se perder, há grande chance dele se voltar para atividades pouco positivas. Fernandinho Beira-mar é um ótimo caso de superdotado que usa suas habilidades da pior maneira possível. Exemplos semelhantes são muitos.
Fala-se muito do desperdício de comida, desperdício de água e similares. Mas pouco se fala no desperdício de talentos. Enquanto o Brasil não aproveitar seus indivíduos talentosos, seremos sempre um país periférico. Quantos grandes cientistas, esportistas, artistas não se perdem por falta de oportunidades?
A única maneira de evitar que o talento de um superdotado simplesmente se perca ou seja usado para o mal é através da educação. A escola, ou instituições livres poderiam oferecer atividades extra-classe para alunos com altas habilidades. Além disso, os professores, que lidam continuamente com superdotados, precisam ser educados para trabalharem corretamente com esse tipo de aluno.

Exposição de ‘aliens’ faz sucesso no Japão


´A ciência dos aliens' já atraiu mais de 100 mil visitantes.Criaturas 'ilustres' do cinema também estão representadas. Leia mais

segunda-feira, junho 02, 2008

Terra de gigantes


Andei pensando sobre essa minha fascinação por miniaturas... e concluí que a origem talvez esteja num seriado antigo, chamado Terra de Gigantes, no qual um grupo de pessoas vai parar em um mundo no qual são pequeninos. O interessante da trama era não saber ao certo se aquele era um mundo de gigantes ou se os protagonistas é que haviam encolhido. Embora, evidentemente, o objetivo fosse só criar uma série de aventura, a premissão da série deixava aberta várias questões filosóficas, entre elas as relacionadas ao relativismo, segundo o qual as coisas podem mudar de acordo com o ponto de vista. Este artigo no site Central Retrô fala do seriado e explora mais um aspecto interessante: a questão ideológica, de crítica aos regimes totalitários, presente no seriado.

Marketing viral


Um dos princípios do marketing viral é colocar o próprio consumidor para fazer o anúncio da empresa. Exemplo disso é que o creme dental close-up está fazendo, ao pedir que os expectadores criem o roteiro do próximo comercial da marca.
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Sem-teto finge ser empresário de sucesso para enganar mulheres

Ele dizia ser produtor musical vencedor do prêmio Grammy, mas só tinha um laptop. Pose de ‘figurão’ era usada para conquistar mulheres em sites de relacionamento. Leia mais

Comentário: Mais um psicopata... provavelmente as vítimas devem dizer que ele era muito simpático e boa pinta...
Esse fato recente dos policiais militares que torturaram jornalistas no Rio, unido a outros, como o do policial em São Paulo que fazia parte de uma rede de pedofilia, colocam em dúvida os testes psicológicos feitos quando uma pessoa entra na corporação. Um aluno me falava dia desses de um policial que fazia parte de um grupo de extermínio e tinha todas as características de um psicopata...

Jornalistas que investigavam milícias viram reféns em favela

Repórteres do jornal impresso “O Dia” foram mantidos em cárcere privado e torturados numa favela da Zona Oeste do Rio. A denuncia é manchete da edição de domingo, que chegou neste sábado (31) à tarde às bancas. De acordo com o relato publicado, os torturadores disseram que eram policiais. Uma repórter, um fotógrafo e um motorista foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado. Segundo o jornal, a equipe fazia uma reportagem na favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio, sobre a ação das milícias, que são grupos paramilitares que dão suposta proteção aos moradores em troca de dinheiro e do domínio da região. Leia mais

Comentário: Parece que o Rio de Janeiro virou mesmo terra de ninguém. Já se descobriu que os milicianos que torturaram os jornalistas são mesmo policiais militares, homens que deveriam estar garantindo a segurança da população e, no entanto, estão criando um clima de terror na cidade. A tentativa de intimidar os repórteres é o primeiro indício de que as atividades das milícias são totalmente criminosas.

Compre o livro A elite da tropa no Submarino e veja o nível de corrupção da polícia carioca.

domingo, junho 01, 2008

Bom exemplo de promoção


Falando em miniaturas, os cereais da Nestlé estão com uma promoção imperdível (pelos menos para os fãs de desenho animado): dentro das embalagens estão vindo miniatura dos carros de Speed Racer. O Mach 5, claro, é a cereja do bolo, mas o carro amarelo do corredor X também dá para o gasto. Com isso a Nestlé consegue chamar a atenção não só da criançada que gostou do filme, quanto dos fãs mais velhos, que curtiam os animes.
Compre o livro Propaganda e Promoção no Submarino.
Eis aqui alguns dos exemplares da minha coleção de bonecos de chumbo. Sou fascinado por essas miniaturas. Em primeiro plano, a nave Enterprise, da série Jornada nas Estrelas, ao fundo, personagens de quadrinhos, como o Capitão Marvel, o Fantasma e o Arqueiro Verde. Olhem como esse boneco de um cavaleiro hospitalário é perfeito nos mínimos detalhes...