
sexta-feira, setembro 19, 2008
O monstro da lagoa negra
A coisa pegajosa deu um passo. Peixes espalharam-se, em desesperada carreira. A criatura olhou para eles e divertiu-se. Tentou pegar alguns, mas eles escapavam por entre seus dedos.
E deu um segundo passo. O lodo depositado no fundo do lago elevou-se como poeira, envolvendo-o.
Um terceiro passo. E um quarto...
Por fim a cabeça – se é que se poderia chamar assim aquele amontoado negro e disforme – emergiu da água.
A coisa sentiu o ar e não gostou. Ele pareceu-lhe opressor, sujo e feio. Não era como a calma e pacífica água. Nada do silêncio solene do lago.
Bichos barulhentos e bípedes fugiam à sua presença. Eram feios e estranhos. Entre eles, no entanto, havia uma criatura bela. Ele a segurou pelo tronco e a levou para o lago. Agora ele tinha uma noiva. E talvez dentro da água ela parasse de gritar...
O MONSTRO DA LAGOA NEGRA II
Assassinos da lagoa negra são condenados à pena de morte
(Agência Vanguarda - EUA) Os três rapazes e as duas moças que estavam sendo acusados de assassinar uma amiga em uma lagoa perto da cidade de Springfield foram condenados à pena de morte ontem. Eles alegavam que a moça havia sido levada para o fundo do lago por uma criatura disforme, mas o juri considerou a história inverossímil.
A história do crime começou há um ano quando, os três casais resolveram passar uma noite na beira da Lagoa Negra, nos arredores de Springfield. Os rapazes admitem que o objetivo era assustar as garotas com a história do monstro disforme que, segundo lendas, vive na lagoa. Na mesma noite eles voltaram para a cidade e avisaram sobre o desaparecimento de Lisa Swfit. Eles alegavam que ela havia sido raptada pelo suposto monstro.
Várias buscas foram realizadas pelos policiais, mas ninguém foi encontrado nas matas ao redor da lagoa. Chegou a ser usada uma draga para achar o corpo da moça, mas nada foi encontrado.
Durante o julgamento, o promotor definiu como ridículo a história do grupo e lembrou que os rapazes teriam motivos para matar Lisa, que estaria tendo um caso com os dois.
Um dos rapazes, Bartolomeu Simpson, chegou a dizer que Lisa provavelmente ainda estava viva, com seu noivo de lodo.
O advogado de defesa argumentou que todos eram desequilibrados mentais, mas não conseguiu convencer o juri.
A execução dos réus ocorrerá dentro de um mês.
E deu um segundo passo. O lodo depositado no fundo do lago elevou-se como poeira, envolvendo-o.
Um terceiro passo. E um quarto...
Por fim a cabeça – se é que se poderia chamar assim aquele amontoado negro e disforme – emergiu da água.
A coisa sentiu o ar e não gostou. Ele pareceu-lhe opressor, sujo e feio. Não era como a calma e pacífica água. Nada do silêncio solene do lago.
Bichos barulhentos e bípedes fugiam à sua presença. Eram feios e estranhos. Entre eles, no entanto, havia uma criatura bela. Ele a segurou pelo tronco e a levou para o lago. Agora ele tinha uma noiva. E talvez dentro da água ela parasse de gritar...
O MONSTRO DA LAGOA NEGRA II
Assassinos da lagoa negra são condenados à pena de morte
(Agência Vanguarda - EUA) Os três rapazes e as duas moças que estavam sendo acusados de assassinar uma amiga em uma lagoa perto da cidade de Springfield foram condenados à pena de morte ontem. Eles alegavam que a moça havia sido levada para o fundo do lago por uma criatura disforme, mas o juri considerou a história inverossímil.
A história do crime começou há um ano quando, os três casais resolveram passar uma noite na beira da Lagoa Negra, nos arredores de Springfield. Os rapazes admitem que o objetivo era assustar as garotas com a história do monstro disforme que, segundo lendas, vive na lagoa. Na mesma noite eles voltaram para a cidade e avisaram sobre o desaparecimento de Lisa Swfit. Eles alegavam que ela havia sido raptada pelo suposto monstro.
Várias buscas foram realizadas pelos policiais, mas ninguém foi encontrado nas matas ao redor da lagoa. Chegou a ser usada uma draga para achar o corpo da moça, mas nada foi encontrado.
Durante o julgamento, o promotor definiu como ridículo a história do grupo e lembrou que os rapazes teriam motivos para matar Lisa, que estaria tendo um caso com os dois.
Um dos rapazes, Bartolomeu Simpson, chegou a dizer que Lisa provavelmente ainda estava viva, com seu noivo de lodo.
O advogado de defesa argumentou que todos eram desequilibrados mentais, mas não conseguiu convencer o juri.
A execução dos réus ocorrerá dentro de um mês.
quarta-feira, setembro 17, 2008
MP lança nova Consulta Pública e Campanha de Combate à Corrupção Eleitoral
Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público realiza uma nova Consulta Pública para saber o que a sociedade amapaense espera do futuro prefeito. O objetivo é contribuir com a administração do futuro gestor municipal. Na mesma data, será lançada a Campanha de Combate à Corrupção Eleitoral contra a venda de votos, com distribuição de folder´s informativos.
Serão disponibilizados dois terminais de auto-atendimento em frente ao prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, e ainda um formulário no site do Ministério Público, nos quais a comunidade poderá opinar/sugerir em quais serviços públicos o próximo prefeito deve atuar prioritariamente.
O Procurador-Geral de Justiça, Márcio Augusto Alves, informou que, ao fim da consulta, os dados serão entregues ao futuro prefeito, “para que ele tenha uma visão geral da sociedade, das necessidades prioritárias dos investimentos públicos e, com isso, tenha muito mais legitimidade em sua atuação”
Acesse o formulário clicando aqui.
Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público realiza uma nova Consulta Pública para saber o que a sociedade amapaense espera do futuro prefeito. O objetivo é contribuir com a administração do futuro gestor municipal. Na mesma data, será lançada a Campanha de Combate à Corrupção Eleitoral contra a venda de votos, com distribuição de folder´s informativos.
Serão disponibilizados dois terminais de auto-atendimento em frente ao prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, e ainda um formulário no site do Ministério Público, nos quais a comunidade poderá opinar/sugerir em quais serviços públicos o próximo prefeito deve atuar prioritariamente.
O Procurador-Geral de Justiça, Márcio Augusto Alves, informou que, ao fim da consulta, os dados serão entregues ao futuro prefeito, “para que ele tenha uma visão geral da sociedade, das necessidades prioritárias dos investimentos públicos e, com isso, tenha muito mais legitimidade em sua atuação”
Acesse o formulário clicando aqui.
Exploradores do desconhecido

Franco de Rosa é um dos cara que mais entendem de quadrinhos no Brasil. Foi um dos primeiros a publicar mangás hoje famosos, como Lobo Soltário. Atualmente ele é um dos sócios da editora Opera Graphica (que publica, entre outros, o clássico Príncipe Valente) e editor de revistas da editora Escala, como a Discutindo Literatura. Mandei um convite para que ele conhecesse a série Exploradores do Desconhecido e olha o que ele respondeu:
Gian e Jean...
Que trabalho fabulos. Fiquei deslumbrado. É como descobrir um clássico inédito. Pôxa. É como ler obras primas como as tiras de Star Wars e Tarzan de Russ Manning. Esse grafismo limpo. As cores com acento em azul. O texto pautado e bem cadenciado. O argumento inteligente e pausado.
Não suporto a confusão narrativa dos super-herois atuais. É um embuste. Empetecam as coisas para camuflar a fragilidade do enredo e a repetição.
Os acadêmicos Dave Gibbons, Russ Heath, Claudio Villa e Steve Dillon são meus preferidos. E Jean está no nivel deles. Mesma posição. Fabuloso.
Gostei de ler as tiras neste formato de internet. Com tiras duplas de vez em quando. E em capítulos. Acredito até que a luz do monitor auxilie na difusão da cor e nos tons.
Fica lindo assim.
Estou recomendando aos amigos.
Parabens a dupla. Sucesso.
Abraço.
Franco
Que trabalho fabulos. Fiquei deslumbrado. É como descobrir um clássico inédito. Pôxa. É como ler obras primas como as tiras de Star Wars e Tarzan de Russ Manning. Esse grafismo limpo. As cores com acento em azul. O texto pautado e bem cadenciado. O argumento inteligente e pausado.
Não suporto a confusão narrativa dos super-herois atuais. É um embuste. Empetecam as coisas para camuflar a fragilidade do enredo e a repetição.
Os acadêmicos Dave Gibbons, Russ Heath, Claudio Villa e Steve Dillon são meus preferidos. E Jean está no nivel deles. Mesma posição. Fabuloso.
Gostei de ler as tiras neste formato de internet. Com tiras duplas de vez em quando. E em capítulos. Acredito até que a luz do monitor auxilie na difusão da cor e nos tons.
Fica lindo assim.
Estou recomendando aos amigos.
Parabens a dupla. Sucesso.
Abraço.
Franco
Para quem ainda não conhece, a série pode ser acessada no endereço: http://exploradoresdodesconhecido.com/
A navalha de Ockhan

Ontem eu estava debatendo com meus alunos sobre o filme Contato e surgiu a questão da navalha de Ockhan, um princípio científico criado pelo filósofo Guilherme de Ockham segundo o qual, diante de duas explicações para o mesmo evento, as duas com as mesmas possibilidades, a mais simples, com menos variáveis, é a mais correta.
Existe um site chamado Projeto Ockhan que explora esse princípio para criticar os que os acreditam em fenômenos paranormais. Eles exageram bastante e, em alguns casos, são maldosos, como nos textos sobre subliminares, em que colocam no mesmo saco as pesquisas sérias sobre o assunto e as maluquices dos fanáticos. Mesmo assim, vale uma visita, até porque tem um bom texto sobre o filósofo, logo na abertura.

Sobre essa questão da linguagem, existe um caso interessante. Em meados da década de 1990, um físico norte-americano chamado Alan Sokal enviou para uma revista social um texto no qual fazia a relação da sociologia com a física. O artigo não só foi aceito, como acabou ganhando destaque no editorial com mil e um louvores. Pouco depois ele publicou um outro artigo, em outra revista, intitulado ¨Físico faz experiência com revista social¨no qua dizia que sem texto não tinha nem pé nem cabeça e só havia sido aceito porque os editores não tinham entedido nada e, portanto, acharam que devia ser genial.
Cinco anos!

O texto abaixo foi escrito em 2003, a respeito do livro Manual de redação jornalística, que eu havia enviado para análise por parte da editora Contexto. É um problema que enfrento até hoje. Meu livro sobre metodologia científica tem sido sistematicamente recusado pelas editoras com a alegação de que a linguagem é simples demais (e esquecem o princípio científico da simplicidade, também chamado de navalha de ockan). Como resultado dessa visão, a quase totalidade de livros acadêmicos que encontramos nas livrarias são incompreensíveis para os estudantes. Na área de metodologia científica, então... há livros que nem eu consigo entender...
MAIS DO MESMO
Recentemente enviei meu livro “Manual de Redação Jornalística” para avaliação por parte de uma editora do Sudeste. Esse livro foi escrito para superar uma falha em todos os livros sobre o assunto. Todos eles parecem ter sido escritos para quem já entende de redação jornalística, mas precisa se adequar à normas de uma determinada casa. É o caso, por exemplo, do mais famoso, o Manual de Redação da Folha de São Paulo.
Não há um livro que tenha sido escrito para estudantes que nunca tiveram contato com a redação jornalística, que não sabem o que é lide ou como se escreve uma manchete. Na época em que o escrevi, eu trabalhava com alunos de seqüencial e, embora alguns já fossem jornalistas, outros não tinham a menor idéia de como funcionava o texto jornalístico. Os livros existentes simplesmente não davam conta do recado.
Na edição que foi publicada por uma faculdade de Macapá, acrescentei ilustrações nas bordas e pequenos comentários que ajudavam a fixar o conteúdo do texto.
Alguns desses livros foram enviados para bibliotecas de universidades que têm o curso de jornalismo e qual foi minha surpresa ao encontrar, no congresso Intercom, com vários professores que estavam utilizando meu livro na sala de aula. Todos me diziam o que eu já havia percebido: os livros atualmente existentes no mercado são pesados demais, prolixos demais, técnicos demais e pareciam ter sido escritos para pessoas que já dominam a técnica jornalística.
Eu achava que esse poderia ser um diferencial interessante do livro, mas me enganei. A comissão
editorial avaliou o livro e considerou que ele era muito pequeno. Pensei em acrescentar capítulos sobre redação jornalística em TV, rádio e internet, além de um capítulo sobre teoria do jornalismo. Sempre com uma linguagem simples e objetiva.
Mas o problema era justamente o oposto. Meu livro era objetivo demais. Segundo o editor, para ser avaliado, meu livro precisava ter algo entre 150 e 200 páginas em formato A4. Isso publicado em formato A5 dá algo em torno de 300 páginas, uma vez que a página de livro tem mais ou menos metade do texto de uma folha A4.
Em outras palavras: para publicar meu livro eu teria que transforma-lo em um tijolão prolixo e técnico, justamente o que os alunos não gostam em um livro desse tipo.
Além disso, segundo o editor, “Só valeria a pena investir em uma obra que inovasse e conseguisse sair do lugar comum dos livros sobre o assunto”.
Em outras palavras: faça diferente, mas faça como todo mundo já faz. Vai entender.
Recentemente enviei meu livro “Manual de Redação Jornalística” para avaliação por parte de uma editora do Sudeste. Esse livro foi escrito para superar uma falha em todos os livros sobre o assunto. Todos eles parecem ter sido escritos para quem já entende de redação jornalística, mas precisa se adequar à normas de uma determinada casa. É o caso, por exemplo, do mais famoso, o Manual de Redação da Folha de São Paulo.
Não há um livro que tenha sido escrito para estudantes que nunca tiveram contato com a redação jornalística, que não sabem o que é lide ou como se escreve uma manchete. Na época em que o escrevi, eu trabalhava com alunos de seqüencial e, embora alguns já fossem jornalistas, outros não tinham a menor idéia de como funcionava o texto jornalístico. Os livros existentes simplesmente não davam conta do recado.
Na edição que foi publicada por uma faculdade de Macapá, acrescentei ilustrações nas bordas e pequenos comentários que ajudavam a fixar o conteúdo do texto.
Alguns desses livros foram enviados para bibliotecas de universidades que têm o curso de jornalismo e qual foi minha surpresa ao encontrar, no congresso Intercom, com vários professores que estavam utilizando meu livro na sala de aula. Todos me diziam o que eu já havia percebido: os livros atualmente existentes no mercado são pesados demais, prolixos demais, técnicos demais e pareciam ter sido escritos para pessoas que já dominam a técnica jornalística.
Eu achava que esse poderia ser um diferencial interessante do livro, mas me enganei. A comissão
editorial avaliou o livro e considerou que ele era muito pequeno. Pensei em acrescentar capítulos sobre redação jornalística em TV, rádio e internet, além de um capítulo sobre teoria do jornalismo. Sempre com uma linguagem simples e objetiva.Mas o problema era justamente o oposto. Meu livro era objetivo demais. Segundo o editor, para ser avaliado, meu livro precisava ter algo entre 150 e 200 páginas em formato A4. Isso publicado em formato A5 dá algo em torno de 300 páginas, uma vez que a página de livro tem mais ou menos metade do texto de uma folha A4.
Em outras palavras: para publicar meu livro eu teria que transforma-lo em um tijolão prolixo e técnico, justamente o que os alunos não gostam em um livro desse tipo.
Além disso, segundo o editor, “Só valeria a pena investir em uma obra que inovasse e conseguisse sair do lugar comum dos livros sobre o assunto”.
Em outras palavras: faça diferente, mas faça como todo mundo já faz. Vai entender.
terça-feira, setembro 16, 2008
Desculpe, foi engano

Acho que o meu telefone não gosta de mim. Afinal, ele só toca quando estou dormindo, quando entrei no banheiro, ou estou no quintal, molhando as plantas. Os velhos amigos do tempo da faculdade parecem só decidir me ligar quando estão com insônia. Mas nada disso me irrita tanto quanto os enganos.
A cada “Desculpe, foi engano” a úlcera dá mais um passo em direção ao controle total sobre meu estômago. Como medida defensiva, passei a aplicar o trote ao contrário.
Se você nunca experimentou, tente. O trote ao contrário é tão relaxante que é até capaz de fazê-lo esquecer que foi acordado às quatro da manhã, no meio de um sonho com a Giulia Gan.
O grande segredo é não dizer que é engano. Entre na onda, faça de conta que a pessoa mora mesmo ali.
- Alô, gostaria de falar com a Marisa.
- Quem tá falando?
- O João, o namorado dela.
- Ei Marisa, é aquele panaca do João! Você não estava namorando com um tal de Paulo? O quê? Ah, sim... pode deixar que eu digo! Alô, João? Eu me enganei, a Marisa não está...
Certa vez me ligaram da Guiana Francesa.
- Alô, aqui é o Miguel, da Guiana Francesa. Eu queria falar com o Bode.
- O Bode não está, mas se você quiser falar com a Cabrita, eu chamo.
- Ah ah ah! Entendi! Foi engano... desculpe, eu vou desli...
- O que é isso? Você me liga de madrugada e depois quer desligar assim, sem mais nem menos? Vamos pelo menos conversar um pouco... Como é a Guiana Francesa? A ligação para cá é muito cara?
Consegui segurar o otário no telefone mais de cinco minutos. Certamente ele pagou caro pelo engano...
Às vezes eu me empolgo.
- Alô?
- Alô, quem fala?
- É a Maria. Eu queria falar com...
- PARABÉNS MARIA! Você acaba de ligar para a rádio Caribé! E já está concorrendo a uma legítima sandália Bahiana. Para ganhar você só precisa responder a uma pergunta: qual é a cor do cavalo branco do Napoleão?
- Deixa ver... acho que é branco...
- E... EXATO! Você recebe seu prêmio na portaria da rádio, Rua Mato-Grosso, 1627!
Meia hora depois eu recebo outro telefonema.
- Alô, aqui é Maria de novo. É que eu não consegui achar o endereço...
- Não tem problema. Volte para casa e nós entregamos no seu endereço... E não esqueça de ouvir a rádio Caribé, hein?
É, eu costumo ser sádico com quem liga para minha casa sem verificar o número. Mas o meu episódio preferido foi de um cara que não sabia nem para quem estava ligando.
- Alô, eu gostaria de falar com a garota...
- Como assim? Que garota?
- A garota que mora aí. Eu não lembro o nome dela.
Só esse início foi o suficiente para que eu percebesse que se tratava de uma vítima em potencial.
- Peraí. Você nem sabe o nome dela? Eu preciso de mais dados para poder te ajudar. Como foi que você se conheceram?
- No barzinho da praça, no ano-novo.
- Foi mesmo? O que aconteceu entre vocês?
- A gente se deu uns amassos, mas não rolou sexo não.
- Sei, sei... e aí ela te deu telefone. Qual é mesmo o seu nome?
- Mário.
- Aí ela te deu esse telefone, Mário... e como é essa garota?
- Ah, alta, loira, com uns peitões...
- Olha, Mário... aqui em casa só mora eu e minha mulher... e eu estou rastreando sua ligação...
Tu tu tu tu tu
A cada “Desculpe, foi engano” a úlcera dá mais um passo em direção ao controle total sobre meu estômago. Como medida defensiva, passei a aplicar o trote ao contrário.
Se você nunca experimentou, tente. O trote ao contrário é tão relaxante que é até capaz de fazê-lo esquecer que foi acordado às quatro da manhã, no meio de um sonho com a Giulia Gan.
O grande segredo é não dizer que é engano. Entre na onda, faça de conta que a pessoa mora mesmo ali.
- Alô, gostaria de falar com a Marisa.
- Quem tá falando?
- O João, o namorado dela.
- Ei Marisa, é aquele panaca do João! Você não estava namorando com um tal de Paulo? O quê? Ah, sim... pode deixar que eu digo! Alô, João? Eu me enganei, a Marisa não está...
Certa vez me ligaram da Guiana Francesa.
- Alô, aqui é o Miguel, da Guiana Francesa. Eu queria falar com o Bode.
- O Bode não está, mas se você quiser falar com a Cabrita, eu chamo.
- Ah ah ah! Entendi! Foi engano... desculpe, eu vou desli...
- O que é isso? Você me liga de madrugada e depois quer desligar assim, sem mais nem menos? Vamos pelo menos conversar um pouco... Como é a Guiana Francesa? A ligação para cá é muito cara?
Consegui segurar o otário no telefone mais de cinco minutos. Certamente ele pagou caro pelo engano...
Às vezes eu me empolgo.
- Alô?
- Alô, quem fala?
- É a Maria. Eu queria falar com...
- PARABÉNS MARIA! Você acaba de ligar para a rádio Caribé! E já está concorrendo a uma legítima sandália Bahiana. Para ganhar você só precisa responder a uma pergunta: qual é a cor do cavalo branco do Napoleão?
- Deixa ver... acho que é branco...
- E... EXATO! Você recebe seu prêmio na portaria da rádio, Rua Mato-Grosso, 1627!
Meia hora depois eu recebo outro telefonema.
- Alô, aqui é Maria de novo. É que eu não consegui achar o endereço...
- Não tem problema. Volte para casa e nós entregamos no seu endereço... E não esqueça de ouvir a rádio Caribé, hein?
É, eu costumo ser sádico com quem liga para minha casa sem verificar o número. Mas o meu episódio preferido foi de um cara que não sabia nem para quem estava ligando.
- Alô, eu gostaria de falar com a garota...
- Como assim? Que garota?
- A garota que mora aí. Eu não lembro o nome dela.
Só esse início foi o suficiente para que eu percebesse que se tratava de uma vítima em potencial.
- Peraí. Você nem sabe o nome dela? Eu preciso de mais dados para poder te ajudar. Como foi que você se conheceram?
- No barzinho da praça, no ano-novo.
- Foi mesmo? O que aconteceu entre vocês?
- A gente se deu uns amassos, mas não rolou sexo não.
- Sei, sei... e aí ela te deu telefone. Qual é mesmo o seu nome?
- Mário.
- Aí ela te deu esse telefone, Mário... e como é essa garota?
- Ah, alta, loira, com uns peitões...
- Olha, Mário... aqui em casa só mora eu e minha mulher... e eu estou rastreando sua ligação...
Tu tu tu tu tu
segunda-feira, setembro 15, 2008

Para quem gosta de ficção-científica, uma grande dica é a série alemã Perry Rhodan. Ela foi publicada no Brasil na forma de livro de bolso durante décadas, especialmente nos anos 1980, quando fez muito sucesso. Na série de livros, um astronauta encontra na Lua um grupo de extraterrestres sobreviventes de um desastre e os traz para a Terra, o que acaba transformando totalmente a história do mundo (isso provoca, por exemplo, o fim da guerra fria e a união da humanidade em torno de um objetivo comum). Embora seja uma série comercial, teve momentos grandiosos, de verdadeira literatura. Para quem quiser conhecer, é possível baixar vários volumes na net. Basta clicar aqui. Ah, nessa mesma página também está disponível o fanfic O Portal das Probabilidades, que eu escrevi com os personagens.

Fomos no final de semana na Expofeira. Está ficando a cada ano melhor, com muitas atrações. O desfile do SEBRAE, com roupas elaboradas por estilistas locais foi uma das coisas interessantes, especialmente os elaborados pelos alunos de design do CEAP, que aproveitaram o estilo maracá-cunani. Além das peças serem muito bonitas, o desfile foi um show. As crianças também se impressionaram muito com um fabricante de mel que levou abelhas vivas para a feira.
De ruim mesmo, só o estacionamento. Tivemos nosso carro riscado e demoramos meia-hora para conseguir sair do parque. Uma desorganização total e absoluta.
Sei que isso sairia muito caro para o TRE, mas a verdade é que deveria ter eleição todo ano. Só assim Macapá toma jeito. Já perceberam que basta chegar o período das eleições e a cidade vira um canteiro de obras? E já perceberam que o asfalto que é usado nas ruas desaparece no primeiro período de chuvas? Pensando bem, devia ter eleições de seis em seis meses...
domingo, setembro 14, 2008
História dos quadrinhos
Para ler o pato DonaldNo início da década de 1970, um pequeno e divertido livrinho, publicado no Chile, caiu como uma bomba no mundo dos quadrinhos infantis. “Para Ler o Pato Donald”, de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, foi escrito num período em que o governo de Salvador Allende se debatia para sobreviver às pressões do imperialismo norte-americano.
A idéia de Dorfman e Mattelart era justamente denunciar a ideologia imperialista que dominava as aparentemente inocentes histórias infantis de Disney.
A primeira descoberta dos autores foi com relação à vida familiar. Não há nenhum vínculo familiar direto nas histórias de Pato Donald e Companhia. Todos são tios ou sobrinhos de alguém.
Recentemente um desenhista espanhol descobriu uma HQ, escrita e desenhada por Carl Barks (o criador do Tio Patinhas e de boa parte dos personagens de quadrinhos da Disney), em que aparecem os pais de Donald. Tudo indica que essa história foi escondida por Disney, que queria que os personagens se identificassem com ele (Disney tinha dúvidas se era um filho legítimo e se considerava órfão).
Além de não ter laços familiares diretos, os personagens são movidos apenas pela ambição do dinheiro. Não há relações de amizade desinteressada, apenas relações comerciais.
O amor de Margarida, por exemplo, é exemplificado na conversação abaixo, reproduzida no livro:

Margarida: Se você me ensina a patinar esta tarde, darei uma coisa que você sempre desejou.
Donald: Quer dizer...?
Margarida: Sim... A minha moeda de 1872.
Sobrinho: Uau! Completaria nossa coleção de moedas, Tio Donald!
O exemplo demonstra que nas histórias da Disney as relações são sempre de interesse e quase sempre interesse financeiro.
No mundo de Disney, Patópolis representa os EUA e todos os povos não americanos são mostrados de forma depreciativa.
Os povos não civilizados, metáfora do Terceiro Mundo, são como crianças. Afáveis, despreocupados, ingênuos, felizes, têm ataques de raiva quando são contrariados, mas é muito fácil aplacá-los com quinquilharias. Aceitam qualquer presente, até mesmo os seus próprios tesouros. Alguns fazem artesanato. Não os compre, aconselham Dorfman e Mattelart, poderá consegui-los gratuitamente mediante algum truque.Desinteressados, esses povos bárbaros entregam todas as suas riquezas em troca de qualquer bugiganga, seja um relógio de um dólar ou bolhas de sabão.
Embora seja muitas vezes agente do imperialismo, Donald é também vítima desse mesmo imperialismo.
O Tio faz e desfaz dele e obriga-o a viajar às regiões mais longínquas do planeta e jamais o recompensa satisfatoriamente.
Alguns estudiosos posteriores se perguntaram porque Donald não se rebela contra a tirania do Tio. A resposta é simples: ele tem esperança de um dia herdar a riqueza de Patinhas.
Da mesma forma, a América Latina tem a esperança de se tornar um país desenvolvido. Criou-se até a expressão países em desenvolvimento para expressar essa vontade.
Mas o Tio Patinhas nunca morre. Aliás, é bastante provável que ele sobreviva ao sobrinho, pois é sempre
Donald que se arrisca nas missões perigosas.Criticado por muitos e elogiado por outros tantos, o trabalho de Dorfman e Mattelart deixou frutos, influenciando toda a pesquisa latino-americana de comunicação.
Muitos pesquisadores se debruçaram sobre os jornais, as revistas, a televisão e cinema e demonstraram o quanto essas mídias estão impregnadas de ideologia imperialista.
Quanto aos autores, tiveram trajetórias opostas. Mattelart voltou para a Europa, tornou-se um “pesquisador sério” e aparentemente rejeitou seus primeiros escritos.
Dorfman exilou-se nos EUA na época do ditadura Pinochet, tornando-se um autor de teatro, cinema e literatura. Seus escritos são sucesso de público e de crítica. O filme “A Morte e a Donzela”, com roteiro de Dorfman, é uma das obras-primas do cinema norte-americano da década de 90.
¨Para ler o pato Donald¨ começou a ser seriamente questionado por pesquisadores quando se descobriu que os autores haviam alterado as falas de alguns quadrinhos. Além disso, entrevistas feitas com Carl Barks mostram que, provavelmente, o conteúdo ideológico de direita tenha mais a ver com as convicções do desenhista do que com pressões patronais. Barks odiava Karl Marx.
Clique aqui para baixar o livro no Sebo Digital.
sábado, setembro 13, 2008

O jornal da TV Amapá apresentou hoje uma bela matéria da Simone Guimarães sobres as borboletas amarelas que são uma das grandes atrações de Macapá. Realmente, essa é uma das grandes atrações da cidade. Dia desses estava dirigindo na Padre Júlio, em frente ao quartel, e me deparei com uma verdadeira nuvem de borboletas amarelas. Um belo espetáculo.
Do meu livro sobre nazismo (nas bancas)

Por que Hitler não foi contido logo no início?
Os políticos convencionais demoraram muito para perceber que Hitler era uma ameaça. Logo no início do partido nazista, em 1922, ele foi preso por liderar um ataque a um grupo político rival. Alguns membros do governo sugeriram sua deportação para Áustria, já que oficialmente ele ainda era austríaco. Mas muitos outros integrantes do governo achavam que seu discurso magnético e as milícias que controlava seriam úteis no confronto contra os comunistas. Eles acreditavam que alguém como ele, sem experiência política, seria facilmente contido se ameaçasse fugir do controle.
A ameaça dos comunistas também fez com que muitos industriais importantes, como o presidente da União dos Trabalhadores do Aço, Fritz Von Thyssen, fizessem doações vultosas para o partido nazista. Só Von Thyssen doou 25 mil dólares ao partido. Também grandes fazendeiros faziam suas doações, achando que investindo em Hitler estariam afastando de si o fantasma de um governo socialista.
Quando Hitler tomou o poder e começou a armar a Alemanha, as grandes potências da época, em especial a França e a Inglaterra, não interferiram por achar que um governo de extrema direita afastaria a possibilidade da Alemanha se tornar socialista.
Também achavam que a falta de experiência diplomática e militar de Hitler faria com que ele fosse facilmente neutralizado se tentasse sair dos trilhos. Estavam todos errados.
Os políticos convencionais demoraram muito para perceber que Hitler era uma ameaça. Logo no início do partido nazista, em 1922, ele foi preso por liderar um ataque a um grupo político rival. Alguns membros do governo sugeriram sua deportação para Áustria, já que oficialmente ele ainda era austríaco. Mas muitos outros integrantes do governo achavam que seu discurso magnético e as milícias que controlava seriam úteis no confronto contra os comunistas. Eles acreditavam que alguém como ele, sem experiência política, seria facilmente contido se ameaçasse fugir do controle.
A ameaça dos comunistas também fez com que muitos industriais importantes, como o presidente da União dos Trabalhadores do Aço, Fritz Von Thyssen, fizessem doações vultosas para o partido nazista. Só Von Thyssen doou 25 mil dólares ao partido. Também grandes fazendeiros faziam suas doações, achando que investindo em Hitler estariam afastando de si o fantasma de um governo socialista.
Quando Hitler tomou o poder e começou a armar a Alemanha, as grandes potências da época, em especial a França e a Inglaterra, não interferiram por achar que um governo de extrema direita afastaria a possibilidade da Alemanha se tornar socialista.
Também achavam que a falta de experiência diplomática e militar de Hitler faria com que ele fosse facilmente neutralizado se tentasse sair dos trilhos. Estavam todos errados.
No sábado passado estávamos indo para a Expofeira quando um transformador estourou na rodovia JK, pouco depois da Unifap. Lembro que o fato assustou todo mundo e eu, inclusive, temi pela vida de alguns ciclistas que iam no lado direito da pista, já que o transfomador começou a soltar faiscas e parecia que um fio elétrico ia cair na pista. Eu estava passando no momento exato e não vi ninguém nas proximidades, ou subindo no poste, ou algo assim, de modo que a explicação óbvia para mim era de que se tratava de uma fatalidade, um problema no transformador, como, aliás, já aconteceu aqui perto de casa. Então foi uma grande surpresa para mim ao ver o comunidado oficial do Governo, acusando adversários políticos de terem sabotado o transformador. Ué, dá para danificar o transfomador e programar ele, como uma bomba relógio, para só estourar depois que se tiver ido embora? Só se for, pois posso garantir que não havia ninguém mexendo no transformador no momento em que ele estourou...
Não acho que seja certo os adversários políticos do governador usarem a falta de energia da Expofeira contra ele, já que, evidentemente, foi uma fatalidade, mas acho que também não é certo o governo acusar quem quer que seja injustamente...
Não acho que seja certo os adversários políticos do governador usarem a falta de energia da Expofeira contra ele, já que, evidentemente, foi uma fatalidade, mas acho que também não é certo o governo acusar quem quer que seja injustamente...
sexta-feira, setembro 12, 2008

O site 100grana trouxe uma matéria interessante sobre a Rede Brasil, a mais nova rede de televisão do Brasil. A Rede Brasil tem o diferencial de trabalhar com uma programação voltada para seriados, bons filmes... um pouco de fôlego na péssima programação da TV aberta. Um dos destaques é um seriado da BBC baseado nos livros Crônicas de Narnia. Alguém sabe se pega em Macapá?
Abaixo a programação deles no domingo (o pior dia da TV brasileira, na maioria da emissoras):
06h00 Sintonia0
7h00 As Crônicas de Narnia
7h30 Família Adams
08h00 No Alto da Serra
09h30 Manhã Criança
13h00 Sintonia
14h00 A Pantera Cor de Rosa
14h30 Família Adams
15h00 Programa Celso Russomanno
16h30 Pica Pau
16h45 O Homem do Rifle
17h15 Daniel Boone
18h10 As Novas Aventuras do Super Homem
19h00 Super Series - Casal 20
20h00 Super Series – Miami Vice
21h00 Controle Remoto reprise
22h00 Cine Rede Brasil: In July, o Outro Lado das Férias
23h40 Semana Robert De Niro: Desafio no Bronx
01h40 Super Papo
02h10 Os Trens Mais Luxuosos: The Royal Canadian Pacific0
3h10 Sessão da Madrugada: Ali Baba e os
40 Ladõres0
4h45 Charlie Chaplin
5h15 O Homem do Rifle
05h40 Família Adams
quinta-feira, setembro 11, 2008
Idéias de Jeca-tatu

Estou escrevendo um artigo para a revista Discutindo Literatura (ed. Escala) intitulado ¨Lobato versus modernistas: a guerra que não existiu¨ e me lembrei de uma pergunta que sempre me fazem: por que este blog se chama Idéias de Jeca Tatu. Trata-se de uma homenagem a Monteiro Lobato, que escreveu um livro com esse nome no qual colocou suas idéias sobre arte e literatura. ¨Jeca Tatu, coitado, tem poucas idéias nos miolos. Mas, filho da terra que é, integrado como vive no meio ambiente, se pensasse, pensaria assim. Justifica-se pois o título¨, escreveu Lobato no prefácio.
Esse foi também o título de um fanzine que editei, no início dos anos 1990. O Idéias foi um dos primeiros fanzines literários do Brasil (hoje existem muitos). Então era mais ou menos óbvio que eu chamasse este blog de Idéias de Jeca Tatu, já que nele, assim como Lobato fez em seu livro, eu coloco minha opinião sobre a arte a literatura e, essencialmente, o mundo. 


A Alcilene Cavalcante lançou, em seu blog, uma questão interessante: onde você estava no 11 de setembro? Eu estava numa loja de informática, comprando nosso segundo computador. A televisão estava ligada, mas ninguém prestava atenção. De repente apareceu a imagem das torres gêmeas e todo mundo parou para olhar. Deu uma sensação de estar vendo a história acontecer...
quarta-feira, setembro 10, 2008
Tira de Gian Danton e Jean Okada resgata ficção-científica clássica

A tira de ficção-científica Exploradores do Desconhecido, de autoria de Gian Danton (roteiro) e Jean Okada (desenhos) inaugurou um site próprio. Agora as aventuras dos personagens podem ser acompanhadas no endereço http://exploradoresdodesconhecido.com/?p=5.
A idéia, ao criar a série Exploradores do Desconhecido, foi fazer uma HQ no estilo clássico, juntando a ficção-científica hard com a space opera. A influência principal é a série de ficção-científica alemã Perry Rhodan, mas há também traços de Jornada nas Estrelas e Flash Gordon. ¨Há muito tempo não se vê algo assim nas bancas, ou mesmo na web. São poucos os quadrinhos voltados para os fãs de ficção-científica, embora esse público seja grande¨, diz Gian Danton.
A escolha do formato tira também é intencional. A idéia é resgatar a emoção de ir acompanhando uma aventura aos poucos. ¨Sempre fui fã de webcomics e queria fazer algo que tivesse essa magia das tiras de aventura¨, afirma Jean Okada.
Exploradores do Desconhecido acompanha as aventuras de um grupo de aventureiros espaciais de várias nacionalidades (inclusive um brasileiro) em sua missão de reconhecimento. A primeira aventura, Operação salto quântico, mostra a tripulação indo parar em uma realidade alternativa.
A idéia, ao criar a série Exploradores do Desconhecido, foi fazer uma HQ no estilo clássico, juntando a ficção-científica hard com a space opera. A influência principal é a série de ficção-científica alemã Perry Rhodan, mas há também traços de Jornada nas Estrelas e Flash Gordon. ¨Há muito tempo não se vê algo assim nas bancas, ou mesmo na web. São poucos os quadrinhos voltados para os fãs de ficção-científica, embora esse público seja grande¨, diz Gian Danton.
A escolha do formato tira também é intencional. A idéia é resgatar a emoção de ir acompanhando uma aventura aos poucos. ¨Sempre fui fã de webcomics e queria fazer algo que tivesse essa magia das tiras de aventura¨, afirma Jean Okada.
Exploradores do Desconhecido acompanha as aventuras de um grupo de aventureiros espaciais de várias nacionalidades (inclusive um brasileiro) em sua missão de reconhecimento. A primeira aventura, Operação salto quântico, mostra a tripulação indo parar em uma realidade alternativa.
Preço e o merchandising

Merchandising é uma parte do mix promocional que faz com que o ponto de venda seja o mais atrativo para a venda o quanto possível. Um loja com bom merchandising vende mais do que aquela que é deficiente nesse ponto. E o preço é um elemento importante nisso. O consumidor tem que ver o preço nos produtos para se sentir estimulado a fazer compras de impulso. Não há nada mais chato do que ter de ficar chamando o vendendor para saber o preço deste ou daquele produto... e quando isso é necessário, muitos clientes simplesmente desistem, pois pensam: ¨Talvez seja mais caro do que o que eu posso pagar¨.
Um bom exemplo disso é o sebo Catinho Cultural, que já divulguei aqui, com bastante entusiasmo. Com o tempo acabei descobrindo um incoveniente: os livros do sebo simplesmente não têm preços. Como não gosto de ficar perguntando preços, acabei deixando de ir lá. Agora vou lá muito de vez em quando, olho e só pergunto o preço se for algo que realmente tenha MUITO interesse. Ou seja, nada de compra de impulso...

Acabei de receber meus exemplares da revista Prismarte Conspirações Tupiniquins. Está muito bom. Um ótimo trabalho editorial. As biografias dos autores, por exemplo, são apresentadas na forma de fichas policiais. A minha ficha diz: ¨Gian Danton (36) é rotierista de quadrinhos desde 1989. Já trabalhou para várias editoras de quadrinhos e ganhou o prêmio Ângelo Agostini de 2000. É acusado de ter escrito os roteiros das histórias Bin Laden, Brasil e charutos cubanos e PC Farias. Ele nega e diz que não tem nada a ver com a morte de PC Farias¨.
Algumas teorias da conspiração apresentadas na edição:
A urna eletrônica é realmente confiável?
Quem matou Tancredo Neves?
Quem matou PC Farias?
As invenções brasileiras creditada a outros países
O ET de Varginha
A internacionalização da Amazônia
Além das HQs, a revista traz um texto meu sobre a Seita dos 500 quadrinistas.
Como tenho mais de um exemplar, vou dar um para um leitor. Para isso, vale o de sempre: quem comentar mais até o dia 10 de outubro leva um exemplar para casa, ok?
Olha a dengue aí!

Ontem teve comício do candidato Roberto Góes na principal rua do bairro do Congós. O resultado foi essa sujeira que vocês podem ver na foto: copos descartáveis, garrafas de água e refrigerante, banderolas e restos de rojões. Uma sujeira só. Se não bastasse isso, o carro de som ainda ficou lá, atrapalhando o trânsito. Como é que um candidato que diz que vai limpar Macapá pode deixar uma sujeira dessa? O candidato pode dizer que não foi ele que sujou, mas sim seus correligionários. Mas mesmo assim a responsabilidade é dele. Na época dos protestos organizados por Gandhi, na Índia, os seus seguidores eram orientados a não revidar aos ataques dos policiais, mesmo que fossem provocados. Resultado: mesmo quando os ingleses batiam, os indianos não revidavam. Isso é liderança.
Uma medida muito simples poderia impedir essa sujeira toda. Bastava o locutor e o candidato pedirem às pessoas para não jogarem lixo no chão e uma ou duas pessoas passarem com sacos de lixo, afinal, educação também deve ser uma meta de um prefeito, não é verdade? E educação começa por não jogar lixo no chão.
Diante de tanto lixo após a passagem do comício, das duas, uma: ou o candidato não tem liderança, ou não está nem aí para a limpeza da cidade e, consequentemente, para a dengue.
(é bom avisar. Também vou fiscalizar os comícios dos outros candidatos que passarem aqui pelo bairro, ok?)
terça-feira, setembro 09, 2008
Hoje é o dia do administrador!
Parabéns aos alunos, professores e profissionais da área de administração. Para comemorar, coloco aqui um anúncio publicitário que lembra a importância do administrador numa empresa.
Marshall McLuhan
Alguns filósofos têm idéias tão independentes que é absolutamente
impossível encaixa-los em uma corrente de pensamento. É o caso do canadense Marshall McLuhan. Um dos pesquisadores de comunicação mais criticados de todos os tempos, e também um dos mais influentes, McLuhan criou teorias que delinearam nossa visão de mundo e nos fizeram ver com outros olhos os Meios de Comunicação de Massa. Seu pensamento pode ser resumido em três teorias: os meios de comunicação como extensões do homem, os meios são as mensagens e aldeia global.
Para McLuhan, o homem age sobre a natureza criando extensões de seu próprio corpo. Uma metáfora disso nos foi apresentada no filme 2001 – uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick. Vários antropóides estão guerreando quando um deles tem a idéia de pegar um osso e utiliza-lo como arma. Rapidamente ele percebe que aquela extensão de seu braço era mais eficiente do que o braço em si. Ao final da cena, ele joga o osso para cima e este se transforma em uma nave espacial.
Kubrick queria dizer que o mesmo princípio unia tanto o osso quanto a espaçonave: ambas eram extensões do corpo humano. Se o osso era extensão do braço, a nave era uma extensão do
pé. Isso mesmo: o pé. Qualquer forma de transporte, seja um cavalo, uma carroça, um navio ou um avião, nos ajuda a nos movimentarmos e, portanto, é mais eficiente que simplesmente andar.
Da mesma forma, quase tudo que temos à nossa volta é uma extensão de nosso corpo ou de nossos sentidos. A roupa é extensão da pele, a faca é uma extensão dos dentes, o livro é uma extensão de nossa memória. Assim, todo meio de comunicação também é uma extensão: o rádio da boca (para quem fala), do ouvido (para quem ouve), a televisão dos olhos e do ouvido, o computador de nosso cérebro, etc.
Outra teoria importante de McLuhan foi expressa na frase “os meios são as mensagens”. McLuhan afirmava que não fazia sentido estudar os conteúdos do rádio, da televisão ou da internet. O importante é que todo meio de comunicação modifica a psicologia a forma de organização social das pessoas que o utilizam.
Para McLuhan, “a mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, cadência ou padrão que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas”.
Para exemplificar, é possível voltar à época em que o homem se organizava em pequenas aldeias. Nesse período, a comunicação era predominantemente oral. As pessoas recebiam informações pelo ouvido e olho era um sentido a mais que nos permitia, por exemplo, captar o gestual de quem falava. Havia um contato direto entre o emissor e o receptor. Além disso, era uma comunicação com envolvimento e voltada para a prática. Ao ensinar o neto a pescar, o vovô não gastava horas falando sobre os aspectos teóricos do pescar. Ele pegava anzol, caniço, isca e, ao mesmo tempo em que falava, mostrava para o garoto como se fazia, e este, em seguida, repetia a ação.
O tipo de comunicação utilizado não permitia que as pessoas se organizassem em grupos muito grandes, pois a aldeia, segundo definição de McLuhan, é o grupo de pessoas que consegue ouvir o líder. De fato, entre os indígenas brasileiros, quando um agrupamento se torna muito grande, ele se divide em duas aldeias.
A invenção da escrita mudou tudo. Com um novo e eficiente meio de comunicação, foi possível criar grandes agrupamentos humanos. Além disso, os líderes, que até então tinham poder relativo, tornaram-se reis com poder absoluto. Através da escrita eles podiam enviar suas ordens a todos os súditos. Por outro lado, através dos escribas, o governante podia controlar a produção de riqueza e instituir impostos. A escrita inventa também o universo classificador, em que todas as coisas definidas pelas classes nas quais se encaixam. Esse universo trabalha com categorias mutuamente excludentes e hierarquicamente organizadas. Assim, um gato, no universo classificador, é um animal, vertebrado, mamífero, felídeo, etc...
Antes da escrita havia apenas os universos relevante (em que as informações são definidas pela importância que têm para cada pessoa) e relacional (em que as informações são definidas pelas suas relações com as outras coisas. Por exemplo, para o universo relaciona, o gato é o animal que caça o rato.
O universo classificador criou condições para o surgimento da burocracia e do exército, com sua hierarquia.
Nova revolução ocorre quando é inventada a imprensa. Com essa nova forma de comunicação, as informações se popularizaram e agora cada pessoa podia ler o seu livro ou o seu jornal sozinho (antes era mais comum que as pessoas lessem em grupos). Com isso surge a idéia de individualidade e de direito autoral. Como os impressores achavam mais rendoso publicar nas línguas nacionais do que em latim (já que o público era bem maior), a imprensa também acaba criando a idéia de nação e de nacionalismo. A popularização da informação tira dos mosteiros o papel de detentores da informação. Tudo isso enfraquece o poder do Papa e cria condições para o surgimento das monarquias absolutas e do protestantismo.
McLuhan chamou Galáxia de Gutemberg a esse mundo criado pela imprensa.
O pensamento linear, que já se delineava no mundo da escrita, torna-se o padrão na Galáxia de Gutemberg: todas as coisas devem ser organizadas de forma que haja uma relação de início, meio e fim, como, aliás, acontece com os livros.
McLuhan percebeu que em sua época (década de 60), uma nova revolução estava se delineando motivada pelos novos meios de comunicação de massa, em especial a televisão. Para ele, a TV e o rádio estavam devolvendo o ouvido ao homem, que havia caído em desuso na Galáxia de Gutemberg.
Por outro lado, a TV, por ser um meio frio (de baixa resolução), levava a um maior envolvimento por parte do receptor, da mesma forma que ocorria na época em que vivíamos em aldeia.
Para o filósofo canadense, a TV e as canções pop estavam novamente unindo pensamento e ação. Isso podia ser percebido nos protestos contra a guerra do Vietnã. O fato de a TV mostrar as atrocidades cometidas pelos soldados norte-americanos levou a população dos EUA a se mobilizar contra a guerra. O exercito norte-americano sabe muito bem dessa força da imagem televisiva, tanto que na Guerra do Golfo impediu as emissoras de TV de mostrarem detalhes do conflito.
Com a criação da internet um novo mundo começa a se delinear. O surgimento de uma rede de comunicação impossível de se controlar, na qual os emissores também são receptores, muda muita coisa. Recentemente li uma matéria sobre um grupo de pessoas em diversos países que distribui pela internet informações que são ignoradas ou distorcidas pela televisão e outros meios de comunicação.
Isso nos leva a outra teoria de McLuhan: a idéia de aldeia global. Se, nos primórdios da humanidade, uma aldeia era definida pela quantidade de pessoas que podiam ouvir o líder, hoje o mundo todo pode ouvir as comunicações de uma liderança. Da mesma forma que na aldeia todos sabiam todos os acontecimentos de forma quase instantânea, hoje se sabe de tudo a velocidade incrível.
Os atentados terroristas que demoliram os Word Trade Center demonstraram isso bem. O mundo parou para ver esse fato. Para se ter uma idéia do alcance do acontecimento, no dia seguinte, na capital do Camboja, houve uma cerimônia budista pelas almas das pessoas que morreram nos atentados. Uma foto dessa cerimônia mostrava uma garotinha cambojana segurando uma bandeira dos EUA.
Os atentados de 11 de setembro mostram que McLuhan estava certo: o mundo é cada vez mais uma aldeia e cada vez mais as fronteiras nacionais deixam de ser importantes.
Compre o livro McLuhan por McLuhan no Submarino.
impossível encaixa-los em uma corrente de pensamento. É o caso do canadense Marshall McLuhan. Um dos pesquisadores de comunicação mais criticados de todos os tempos, e também um dos mais influentes, McLuhan criou teorias que delinearam nossa visão de mundo e nos fizeram ver com outros olhos os Meios de Comunicação de Massa. Seu pensamento pode ser resumido em três teorias: os meios de comunicação como extensões do homem, os meios são as mensagens e aldeia global.Para McLuhan, o homem age sobre a natureza criando extensões de seu próprio corpo. Uma metáfora disso nos foi apresentada no filme 2001 – uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick. Vários antropóides estão guerreando quando um deles tem a idéia de pegar um osso e utiliza-lo como arma. Rapidamente ele percebe que aquela extensão de seu braço era mais eficiente do que o braço em si. Ao final da cena, ele joga o osso para cima e este se transforma em uma nave espacial.
Kubrick queria dizer que o mesmo princípio unia tanto o osso quanto a espaçonave: ambas eram extensões do corpo humano. Se o osso era extensão do braço, a nave era uma extensão do
pé. Isso mesmo: o pé. Qualquer forma de transporte, seja um cavalo, uma carroça, um navio ou um avião, nos ajuda a nos movimentarmos e, portanto, é mais eficiente que simplesmente andar.Da mesma forma, quase tudo que temos à nossa volta é uma extensão de nosso corpo ou de nossos sentidos. A roupa é extensão da pele, a faca é uma extensão dos dentes, o livro é uma extensão de nossa memória. Assim, todo meio de comunicação também é uma extensão: o rádio da boca (para quem fala), do ouvido (para quem ouve), a televisão dos olhos e do ouvido, o computador de nosso cérebro, etc.
Outra teoria importante de McLuhan foi expressa na frase “os meios são as mensagens”. McLuhan afirmava que não fazia sentido estudar os conteúdos do rádio, da televisão ou da internet. O importante é que todo meio de comunicação modifica a psicologia a forma de organização social das pessoas que o utilizam.
Para McLuhan, “a mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, cadência ou padrão que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas”.
Para exemplificar, é possível voltar à época em que o homem se organizava em pequenas aldeias. Nesse período, a comunicação era predominantemente oral. As pessoas recebiam informações pelo ouvido e olho era um sentido a mais que nos permitia, por exemplo, captar o gestual de quem falava. Havia um contato direto entre o emissor e o receptor. Além disso, era uma comunicação com envolvimento e voltada para a prática. Ao ensinar o neto a pescar, o vovô não gastava horas falando sobre os aspectos teóricos do pescar. Ele pegava anzol, caniço, isca e, ao mesmo tempo em que falava, mostrava para o garoto como se fazia, e este, em seguida, repetia a ação.
O tipo de comunicação utilizado não permitia que as pessoas se organizassem em grupos muito grandes, pois a aldeia, segundo definição de McLuhan, é o grupo de pessoas que consegue ouvir o líder. De fato, entre os indígenas brasileiros, quando um agrupamento se torna muito grande, ele se divide em duas aldeias.
A invenção da escrita mudou tudo. Com um novo e eficiente meio de comunicação, foi possível criar grandes agrupamentos humanos. Além disso, os líderes, que até então tinham poder relativo, tornaram-se reis com poder absoluto. Através da escrita eles podiam enviar suas ordens a todos os súditos. Por outro lado, através dos escribas, o governante podia controlar a produção de riqueza e instituir impostos. A escrita inventa também o universo classificador, em que todas as coisas definidas pelas classes nas quais se encaixam. Esse universo trabalha com categorias mutuamente excludentes e hierarquicamente organizadas. Assim, um gato, no universo classificador, é um animal, vertebrado, mamífero, felídeo, etc...Antes da escrita havia apenas os universos relevante (em que as informações são definidas pela importância que têm para cada pessoa) e relacional (em que as informações são definidas pelas suas relações com as outras coisas. Por exemplo, para o universo relaciona, o gato é o animal que caça o rato.
O universo classificador criou condições para o surgimento da burocracia e do exército, com sua hierarquia.
Nova revolução ocorre quando é inventada a imprensa. Com essa nova forma de comunicação, as informações se popularizaram e agora cada pessoa podia ler o seu livro ou o seu jornal sozinho (antes era mais comum que as pessoas lessem em grupos). Com isso surge a idéia de individualidade e de direito autoral. Como os impressores achavam mais rendoso publicar nas línguas nacionais do que em latim (já que o público era bem maior), a imprensa também acaba criando a idéia de nação e de nacionalismo. A popularização da informação tira dos mosteiros o papel de detentores da informação. Tudo isso enfraquece o poder do Papa e cria condições para o surgimento das monarquias absolutas e do protestantismo.
McLuhan chamou Galáxia de Gutemberg a esse mundo criado pela imprensa.
O pensamento linear, que já se delineava no mundo da escrita, torna-se o padrão na Galáxia de Gutemberg: todas as coisas devem ser organizadas de forma que haja uma relação de início, meio e fim, como, aliás, acontece com os livros.
McLuhan percebeu que em sua época (década de 60), uma nova revolução estava se delineando motivada pelos novos meios de comunicação de massa, em especial a televisão. Para ele, a TV e o rádio estavam devolvendo o ouvido ao homem, que havia caído em desuso na Galáxia de Gutemberg.

Por outro lado, a TV, por ser um meio frio (de baixa resolução), levava a um maior envolvimento por parte do receptor, da mesma forma que ocorria na época em que vivíamos em aldeia.
Para o filósofo canadense, a TV e as canções pop estavam novamente unindo pensamento e ação. Isso podia ser percebido nos protestos contra a guerra do Vietnã. O fato de a TV mostrar as atrocidades cometidas pelos soldados norte-americanos levou a população dos EUA a se mobilizar contra a guerra. O exercito norte-americano sabe muito bem dessa força da imagem televisiva, tanto que na Guerra do Golfo impediu as emissoras de TV de mostrarem detalhes do conflito.
Com a criação da internet um novo mundo começa a se delinear. O surgimento de uma rede de comunicação impossível de se controlar, na qual os emissores também são receptores, muda muita coisa. Recentemente li uma matéria sobre um grupo de pessoas em diversos países que distribui pela internet informações que são ignoradas ou distorcidas pela televisão e outros meios de comunicação.
Isso nos leva a outra teoria de McLuhan: a idéia de aldeia global. Se, nos primórdios da humanidade, uma aldeia era definida pela quantidade de pessoas que podiam ouvir o líder, hoje o mundo todo pode ouvir as comunicações de uma liderança. Da mesma forma que na aldeia todos sabiam todos os acontecimentos de forma quase instantânea, hoje se sabe de tudo a velocidade incrível.Os atentados terroristas que demoliram os Word Trade Center demonstraram isso bem. O mundo parou para ver esse fato. Para se ter uma idéia do alcance do acontecimento, no dia seguinte, na capital do Camboja, houve uma cerimônia budista pelas almas das pessoas que morreram nos atentados. Uma foto dessa cerimônia mostrava uma garotinha cambojana segurando uma bandeira dos EUA.
Os atentados de 11 de setembro mostram que McLuhan estava certo: o mundo é cada vez mais uma aldeia e cada vez mais as fronteiras nacionais deixam de ser importantes.
Compre o livro McLuhan por McLuhan no Submarino.
Mais propaganda política!

E ele ainda quer combater a miséria através da educação... Diretamente do blog Agulha Hipodérmica. (agradeço a dica da Lilian, do blog Nâo me conte seus segredos)
Morreu Bill Meléndez, animador dos Peanuts
Por Marcus Ramone (08/09/08)
Faleceu na semana passada, de causas não reveladas, o animador mexicano Bill Meléndez, o único autorizado pelo cartunista Charles M. Schulz a trabalhar com seus personagens (Snoopy, Charlie Brown e toda a turma dos Peanuts). Leia mais
Comentário: os desenhos animados dos Peanuts marcaram a infãncia de muita gente, inclusive a minha. Pessoalmente, acho os desenhos melhores que as tiras, pois tinha histórias mais complexas, que aprofundavam melhor a personalidade dos personagens. Para relembrar, deixo com vocês o tema da série. Ah, antes que eu me esqueça, o SBT vai exibir a animação Volte Para Casa, Snoopy, no sábado, às 14:30 h.
Faleceu na semana passada, de causas não reveladas, o animador mexicano Bill Meléndez, o único autorizado pelo cartunista Charles M. Schulz a trabalhar com seus personagens (Snoopy, Charlie Brown e toda a turma dos Peanuts). Leia mais
Comentário: os desenhos animados dos Peanuts marcaram a infãncia de muita gente, inclusive a minha. Pessoalmente, acho os desenhos melhores que as tiras, pois tinha histórias mais complexas, que aprofundavam melhor a personalidade dos personagens. Para relembrar, deixo com vocês o tema da série. Ah, antes que eu me esqueça, o SBT vai exibir a animação Volte Para Casa, Snoopy, no sábado, às 14:30 h.
segunda-feira, setembro 08, 2008
Cinco anos!

Em comemoração aos cinco anos do blog, posto um dos primeiros textos inseridos no blog, ainda na época do Weblogger. Como o weblogger simplesmente desapareceu com o blog antigo, só me sobraram os textos que eu escrevia no word antes de postar:
Minha secretária se espanta com o fato d’eu gostar de cantoras tão díspares quanto Maria Rita e Janis Joplin. As duas aparentemente não têm nada em comum. Mas têm. As duas cantam com se estivessem em transe. Elas “entram” na música. Aliás, a mãe da Maria Rita, Elis Regina, também fazia isso. Parece que ela saía de seu próprio corpo e se deixava dominar pela música.
Isso parece ter algo a ver com a origem da música. Assim como a escrita e a pintura, a música surge como algo mágico, capaz de chamar coisas extraordinárias. Não é à toa que TODAS as religiões do mundo utilizam a música em seus rituais. Há algo de mágico nas músicas e cantoras como Maria Rita, Elis Regina e Janis Joplin que nos fazem lembrar disso.
Falando em Janis Joplin, passei a apreciá-la mais ainda quando fui fazer uma consultoria em Belém, recentemente. À noite, no hotel, assisti pela TV à cabo uma biografia da Joplin. E fica bem claro que ela uma superdotada que não teve orientação e portanto, acabou se perdendo. Suas músicas eram um grito de desespero e um pedido de ajuda. Antes de se tornar famosa, ela era viciada em drogas e chegou ao fundo do poço. Voltou para a casa dos pais e acabou se recuperando. Lá ela, por influência dos pais, resolveu se casar e se tornar uma dona de casa como todas as outras milhões de norte-americanas. Mas o noivo não foi no casamento. A saída encontrada por ela foi voltar para São Francisco, onde faria sucesso cantando com grupos de folk music. Ela morria de medo de voltar a se drogar. Mas acabou acontecendo e o resultado todo mundo já sabe: overdose. Fico pensando o que teria acontecido se ela tivesse alguém que a ajudasse nesses momentos. Talvez até hoje teríamos seu talento.
Minha secretária se espanta com o fato d’eu gostar de cantoras tão díspares quanto Maria Rita e Janis Joplin. As duas aparentemente não têm nada em comum. Mas têm. As duas cantam com se estivessem em transe. Elas “entram” na música. Aliás, a mãe da Maria Rita, Elis Regina, também fazia isso. Parece que ela saía de seu próprio corpo e se deixava dominar pela música.
Isso parece ter algo a ver com a origem da música. Assim como a escrita e a pintura, a música surge como algo mágico, capaz de chamar coisas extraordinárias. Não é à toa que TODAS as religiões do mundo utilizam a música em seus rituais. Há algo de mágico nas músicas e cantoras como Maria Rita, Elis Regina e Janis Joplin que nos fazem lembrar disso.
Falando em Janis Joplin, passei a apreciá-la mais ainda quando fui fazer uma consultoria em Belém, recentemente. À noite, no hotel, assisti pela TV à cabo uma biografia da Joplin. E fica bem claro que ela uma superdotada que não teve orientação e portanto, acabou se perdendo. Suas músicas eram um grito de desespero e um pedido de ajuda. Antes de se tornar famosa, ela era viciada em drogas e chegou ao fundo do poço. Voltou para a casa dos pais e acabou se recuperando. Lá ela, por influência dos pais, resolveu se casar e se tornar uma dona de casa como todas as outras milhões de norte-americanas. Mas o noivo não foi no casamento. A saída encontrada por ela foi voltar para São Francisco, onde faria sucesso cantando com grupos de folk music. Ela morria de medo de voltar a se drogar. Mas acabou acontecendo e o resultado todo mundo já sabe: overdose. Fico pensando o que teria acontecido se ela tivesse alguém que a ajudasse nesses momentos. Talvez até hoje teríamos seu talento.
domingo, setembro 07, 2008
Propaganda política
Agora que começou a propaganda política, os amapaenses estão podendo ver alguma pérolas do humor não-intencional. O rei, sem dúvida, é candidato fanho, Fon-fon, mas também tem candidato levando quase toda a família para a frente da televisão, candidato lendo (e lendo muito mal)... Para não sair do clima, deixo vocês com algumas da melhores pérolas da campanha política.
Coisas do Amapá...
Falando em Expofeira, quem foi o gênio que bolou o trânsito do local? Quem estivesse na expo e quisesse vir para Macapá tinha que dar a volta na rotatória da Fazendinha... Esse gênio deve ter sido o mesmo que transformou a Hamilton Silva em mão única, sobrecarregando o trânsito da Leopoldo Machado, que passou a ser a única rua no sentido Norte-sul daquela região...
Mídia espontânea
Fomos ontem na Expo-feira e nos deparamos com várias estratégias de divulgação. Com tanta gente expondo, tanta gente distribuindo panfletos, o produto precisa ter algum diferencial para se destacar . Um dos que achei mais interessantes foi a estratégia das concessionárias de motos Dafra e Suzuki: criar dois super-heróis para divulgar o produto. Resultado: muita gente que passou no stand fez questão de tirar fotos com os heróis, e levou para casa uma propaganda das marcas. Isso é mídia espontânea. 

sábado, setembro 06, 2008
Em seu blog, a Alcinéa Cavalcante está falando dos candidatos que dizem que vão limpar a cidade, mas deixam um rastro de sujeira após seus comícios. Realmente é um termômetro para o eleitor. Candidatos que fazem comícios e depois não se preocupam com a limpeza do local não merece seu voto, assim como não merece seu voto o candidato que suja a rua espalhando santinhos...

O site dos Exploradores do Desconhecido foi atualizado com mais duas tiras. Confiram: http://exploradoresdodesconhecido.com/?p=5
sexta-feira, setembro 05, 2008

O blog Dr. Pepper reúne tiras do personagem Dr. Pepper (claro!). São muito engraçadas, algumas da melhores que já vi de humor negro. Clique aqui para conhecer.

Que coincidência! No período em que este blog completa cinco anos, recebo um e-mail da editora Abril. Eles estão montando um portal de blogs. Será ¨um ambiente onde os blogueiros e fotógrafos mais relevantes do país possam ter um espaço maior para expor as suas opiniões e visões de mundo¨, me explicou Ricardo Almeida diretor geral do I-Group, agência de estratégias interativas que atende a Abril. Para isso, eles convidaram um número extremamente seleto de blogueiros e fotógrafos e eu fui um dos poucos escolhidos. Para isso, eu só precisaria transferir este blog para a página deles.
A proposta é muito interessante, até porque os blogs selecionados vão ter direito a destaques no site da Abril, além de cursos e oficinas. E mostra como a Abril está de olho nos blogs. Existem pesquisas que mostram um interesse maior dos internautas nos blogs do que nos sites, até pelo formato dinâmico.
Bem, tudo isso é para dizer que talvez, nesse aniversário, o idéias mude de endereço. Só falta acertar alguns detalhes. Quero continuar colocando meus anúncios do Submarino (aliás, brigadão para o pessoal que está passando por aqui antes de comprar no Submarino!) e quero saber se vou ter total liberdade editorial. Cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça e todos nós nos lembramos da última eleição, quando os blogs da Alcinea e da Alcilene foram censurados pelo UOL...
quinta-feira, setembro 04, 2008
Blog pai d´égua.

A Alcinéa Cavalcante me indicou como blog pai d´égua. É mais do que uma honra, afinal o blog dela é o mais importante do Amapá e um dos mais lidos do Brasil. Agora que o Idéias está fazendo 5 anos é um verdadeiro presente de aniversário. Ah, e se você não conhece ainda o blog da Alcinéa, clica aqui e coloca nos favoritos.
Vocês viram o novo comercial do Axe? Ele representa o conceito de efeito Axe, segundo o qual as mulheres correm atrás de homens que estão usando esse desodorante. O mais interessante dessa série foi a do homem de chocolate, mas esse novo impressiona pela super-produção. Nunca vi tantas mulheres bonitas em um único anúncio...
Do meu livro sobre nazismo (nas bancas)

Qual é a origem da suástica?
A suástica, também chamada de cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas, em povos tão diferentes quanto os índios hopi, os astecas, os gregos e os hindus. Algumas, como a celta é bem diferente, mas a suástica budista e hopi são quase idênticas às nazistas, com a diferença de que essa última foi rodada de modo a um dos braços ficar no topo. No budismo a suástica tem significado de bons ventos. Outro significado possível é boa sorte.
Alguns autores acreditam que Hitler usou o símbolo por sua semelhança com uma engrenagem, para simbolizar a revolução industrial que este pretendia fazer na Alemanha.
A suástica reapareceu no ocidente graças ao trabalho do arqueólogo Heinrich Schliemann, que descobriu o símbolo num sítio arqueológico na cidade de Tróia. Ele fez uma conexão entre esses achados e antigos vasos germânicos e teorizou que o símbolo tinha um significado religioso que ligava os povos germânicos à cultura grega.
Os nazistas aproveitaram essa idéia e adotaram a suástica como símbolo da raça ariana e da supremacia da raça branca. Hitler chegou a afirmar que a suástica representava originalmente o fim do povo judeu.
Assim, de símbolo religioso de bons agouros, comum a muitos povos, a suástica passou a representar o fascismo e o racismo. Após a II Guerra, com a vitória dos Aliados, o símbolo mudou de significado e hoje está associado às atrocidades cometidas contra os judeus.
A suástica, também chamada de cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas, em povos tão diferentes quanto os índios hopi, os astecas, os gregos e os hindus. Algumas, como a celta é bem diferente, mas a suástica budista e hopi são quase idênticas às nazistas, com a diferença de que essa última foi rodada de modo a um dos braços ficar no topo. No budismo a suástica tem significado de bons ventos. Outro significado possível é boa sorte.
Alguns autores acreditam que Hitler usou o símbolo por sua semelhança com uma engrenagem, para simbolizar a revolução industrial que este pretendia fazer na Alemanha.
A suástica reapareceu no ocidente graças ao trabalho do arqueólogo Heinrich Schliemann, que descobriu o símbolo num sítio arqueológico na cidade de Tróia. Ele fez uma conexão entre esses achados e antigos vasos germânicos e teorizou que o símbolo tinha um significado religioso que ligava os povos germânicos à cultura grega.
Os nazistas aproveitaram essa idéia e adotaram a suástica como símbolo da raça ariana e da supremacia da raça branca. Hitler chegou a afirmar que a suástica representava originalmente o fim do povo judeu.
Assim, de símbolo religioso de bons agouros, comum a muitos povos, a suástica passou a representar o fascismo e o racismo. Após a II Guerra, com a vitória dos Aliados, o símbolo mudou de significado e hoje está associado às atrocidades cometidas contra os judeus.
Cinco anos!

Este blog completa, no dia 8 de outubro, cinco anos (se contarmos, claro, o período em que ele tinha endereço no weblogger). É o blog mais antigo do Amapá ainda em funcionamento. Nesse período, o blog passou por diversas fases.
No começo, no Weblogger, eu não tinha uma noção exata do que era um blog e apenas publicava textos já prontos. Alguns eram imensos, com poucas imagens, pois o weblogger não permitia colocar muitas figuras. Nesse meio tempo, o weblogger deu pau várias vezes e fui obrigado da trocar para o blogspot, o que foi uma melhora e tanto, especialmente do ponto de vista de visual. Mas essas trocas todas tormam impossível descobrir quantos leitores já passaram pelo blog. Na época do weblogger cheguei a ter mais de 50 mil visitas. Aqui, o contador já deu problema e zerou duas vezes.
Mas se tivemos problemas, também tivemos muitas alegrias. Este blog já foi citado diversas vezes, inclusive em provas de vestibular, e seus textos foram reproduzidos em sites, salas de aula, publicações. Hoje temos visitantes em todas as partes do mundo, inclusive em países que eu nem sabia que existiam... e muitos dos leitores são comentadores costumazes.
É realmente uma alegria comemorar esse aniversário de cinco anos. Espero que possamos chegar aos dez anos.
(Para comemorar, vou começar a republicar alguns dos primeiros textos deste blog)

Pesquisando na internet, acabei descobrindo uma prova das Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis/FCSF e da Faculdade Anita Garibaldi/FAAG que cita um texto meu meu como subsídio para a prova de redação. A prova era sobre intolerância e o trecho citado é do meu antigo blog (ivancarlo.weblogger.com.br):
A intolerância nasce da incapacidade de aceitar que as pessoas possam ser diferentes, ou ter pensamentos divergentes. Aceitar que pessoas possam ter
cores diferentes, gostos diferentes, comportamentos diferentes, costumes diferentes. Aceitar tudo isso é muito difícil, mas necessário. Voltaire, o filósofo da tolerância, já dizia: “Posso não concordar com suas palavras, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”.
cores diferentes, gostos diferentes, comportamentos diferentes, costumes diferentes. Aceitar tudo isso é muito difícil, mas necessário. Voltaire, o filósofo da tolerância, já dizia: “Posso não concordar com suas palavras, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”.
Para ler a prova, clique aqui.
quarta-feira, setembro 03, 2008
Brad Meltzer faz campanha para salvar casa de Jerry Siegel

Por Sérgio Codespoti (02/09/08)
A Sociedade Siegel e Shuster está realizando uma campanha, juntamente com o escritor Brad Meltzer, para salvar a casa onde morou Jerry Siegel, o criador do Super-Homem (junto com Joe Shuster).
Siegel, falecido em 1996, cresceu numa casa num subúrbio de Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. Foi nesta casa que ele teve, no meio de uma noite, as idéias que resultaram na criação do Super-Homem.
Atualmente, a casa não pertence à família Siegel, e hoje abriga uma outra família, apesar de estar em decadência total, pois o casal não tem condições de manter o local.
Durante a fase de pesquisas para seu novo livro, Book of Lies, Brad Meltzer visitou, juntamente com o roteirista e jornalista Mike Sangiacomo, a casa da infância e juventude de Siegel. Meltzer pretendia ver o quarto de Siegel, o espaço físico onde o garoto havia criado, no meio da noite, a idéia de um herói maior que todos os outros. O resultado foi mais chocante. Os dois escritores ficaram bastante assustados com o estado de decadência avançado da casa tanto por dentro quanto por fora. O local, na época, não possuía nem ao menos uma placa comemorando o fato histórico. A casa de Joe Shuster, Meltzer descobriu posteriormente, estava tão destruída que foi demolida pela prefeitura.
Várias coisas resultaram desta visita. A primeira delas foi uma placa, feita e paga por Meltzer e Alex Ross, indicando que naquela residência morou Jerry Siegel, co-criador do Homem de Aço, que foi entregue ao casal que mora lá há 20 anos. Depois disso veio a idéia de juntar fundos para restaurar a casa, e o resultado é um leilão (no site http://www.ordinarypeoplechangetheworld.com/) que ocorrerá em setembro, com uma dúzia de itens ofertados semanalmente. (...)Para quem se interessa pela história do Super-Homem, o novo livro de Meltzer será um prato cheio. Book Of Lies é uma história de ficção que mistura o primeiro assassinato bíblico - quando Caim assassinou Abel - com a morte real de Mitchell Siegel, pai de Jerry, durante um assalto à sua loja de armarinhos.Meltzer investiga a hipótese de que a força por trás do nascimento do primeiro e maior de todos os super-heróis foi a morte repentina e criminosa de Mitchell Siegel, um imigrante judeu oriundo da Lituânia do e pai de Jerry Siegel.O assassinato, ocorrido em 1932, nunca foi resolvido. Book of Lies tem 352 páginas e foi lançado hoje, 2 de setembro, nos Estados Unidos
Fonte: Universo HQ
Comentário: Interessante. O Superman sempre foi uma história sobre perdas, tanto que as melhores histórias de Jerry Siegel, escritas na década de 1950, era sobre a saudade que o herói sentia de Kripton. Nas histórias, ele sempre ficava a um passo a ter seu planeta natal de volta, mas sempre o perdia. Era a forma do roteirista de lidar com a perda do pai e com a situação difícil pela qual a família passou após o assassinato. Agora, a casa do escritor é um novo Kripton, prestes a ser destruído. Felizmente há pessoas tentando fazer algo para que isso não aconteça.
Como fugir de um programa de índio

Vocês vão dizer que sou um cara azarado, mas a verdade é que sempre vivo me metendo em programas de índio. Tanta experiência me levou a criar um verdadeiro manual de como fugir desse tipo de roubada. São dicas que podem ser divididas em cinco leis. Se você é azarado como eu, memorize-as, ou imprima e guarde na carteira, para nunca esquecer:
Primeira lei – desconfie de convites de cunhados
Certa vez o namorado de minha irmã me convidou para ir a um balneário. Depois de mais de uma hora de ônibus, chegamos a um local chamado Piscina dos Padres, onde era proibido tomar banho de sunga. O cunhado, claro, me emprestou uma bermuda que ia até o joelho e aparentemente não ofendia nenhum dogma católico. Entrei na água e vi toda a minha vida passar congelada diante dos meus olhos. A água estava abaixo de zero grau!
Passei o tempo todo sentado em um banco, tentando advinhar como o meu cunhado conseguia se divertir tanto em uma lagoa de gelo.
Segunda lei – olhe o nome do lugar
Se eu tivesse reparado que o nome do balneário era Piscina dos Padres, não teria me metido naquela roubada e não teria tido vontade de matar meu cunhado.
Perto de minha casa tem um bar chamado NOSTAUGIA´S BAR. Um lugar desaconselhável para qualquer um que tenha terminado a quinta série.
Certa vez tentei explicar ao proprietário que nostalgia é com “l” e que o ´s é possessivo, mas desisti quando ele tirou um facão de trás do balcão e me perguntou o que eu queria dizer com isso.
Terceira lei – cuidado com convites de namoradas para almoçar na casa dos pais dela
Essa lei é especialmente válida se você é vegetariano. Quase sempre o sogrão está fazendo um churrasco com carne de segunda. Sua namorada se entoca na cozinha e você é obrigado a escolher entre o programa do Silvio Santos e a ladainha dos parentes (falando nisso, já perceberam como o Silvio está cada vez melhor?).
Um amigo meu costumava levar uma marmita de casa, mas não acho que essa é uma maneira razoável de conseguir a simpatia da família da moça...
Quarta lei – se a pessoa que convidar você for fã de brega, não vá, não importa para onde
Você acabará caindo em um lugar em que todo mundo masca palito de dente e chupa os dentes, fazendo aquele som característico.
Evite sobretudo contar piadas de cornos. Há sempre um no balcão conversando com garçom e pedindo para tocar outro brega. E, acredite-me, cornos mansos são sempre muito sensíveis e violentos quando você toca no assunto.
Quinta lei – se tudo falhar, leve um livro
Às vezes não há como se livrar de um programa de índio. Então aproveite para aumentar seu nível cultural. Leve um livro, de preferência um escrito pelo grande Gian Danton, e divirta-se. Isso, claro, se o bêbado babando no seu ombro deixar...
Primeira lei – desconfie de convites de cunhados
Certa vez o namorado de minha irmã me convidou para ir a um balneário. Depois de mais de uma hora de ônibus, chegamos a um local chamado Piscina dos Padres, onde era proibido tomar banho de sunga. O cunhado, claro, me emprestou uma bermuda que ia até o joelho e aparentemente não ofendia nenhum dogma católico. Entrei na água e vi toda a minha vida passar congelada diante dos meus olhos. A água estava abaixo de zero grau!
Passei o tempo todo sentado em um banco, tentando advinhar como o meu cunhado conseguia se divertir tanto em uma lagoa de gelo.
Segunda lei – olhe o nome do lugar
Se eu tivesse reparado que o nome do balneário era Piscina dos Padres, não teria me metido naquela roubada e não teria tido vontade de matar meu cunhado.
Perto de minha casa tem um bar chamado NOSTAUGIA´S BAR. Um lugar desaconselhável para qualquer um que tenha terminado a quinta série.
Certa vez tentei explicar ao proprietário que nostalgia é com “l” e que o ´s é possessivo, mas desisti quando ele tirou um facão de trás do balcão e me perguntou o que eu queria dizer com isso.
Terceira lei – cuidado com convites de namoradas para almoçar na casa dos pais dela
Essa lei é especialmente válida se você é vegetariano. Quase sempre o sogrão está fazendo um churrasco com carne de segunda. Sua namorada se entoca na cozinha e você é obrigado a escolher entre o programa do Silvio Santos e a ladainha dos parentes (falando nisso, já perceberam como o Silvio está cada vez melhor?).
Um amigo meu costumava levar uma marmita de casa, mas não acho que essa é uma maneira razoável de conseguir a simpatia da família da moça...
Quarta lei – se a pessoa que convidar você for fã de brega, não vá, não importa para onde
Você acabará caindo em um lugar em que todo mundo masca palito de dente e chupa os dentes, fazendo aquele som característico.
Evite sobretudo contar piadas de cornos. Há sempre um no balcão conversando com garçom e pedindo para tocar outro brega. E, acredite-me, cornos mansos são sempre muito sensíveis e violentos quando você toca no assunto.
Quinta lei – se tudo falhar, leve um livro
Às vezes não há como se livrar de um programa de índio. Então aproveite para aumentar seu nível cultural. Leve um livro, de preferência um escrito pelo grande Gian Danton, e divirta-se. Isso, claro, se o bêbado babando no seu ombro deixar...
terça-feira, setembro 02, 2008
A Lilian, do blog Não me conte seus segredos, escreveu uma crônica muito boa sobre os aniversários de sua infância. Ela conseguiu, com seu texto, captar a magia do olhar infantil. Prometo escrever uma crônica assim sobre o natal. Enquanto isso, leia o texto dela aqui.

A revista Língua Portuguesa usou episódios antigos da série Batman dos anos 1960 para discutir questões gramaticais. O mote foi um dos episódios, em que Batman e Robin discutem, antes de dar porrada nos bandidos:
- Não vão escapar do Batman tão fácil! - brada Robin.
- Facilmente - emenda o herói.
- Facilmente!
- A boa gramática é essencial hoje em dia.
- Obrigado, Batman.
- Não há de quê.
O diálogo foi retirado do livro episódios Sock! Pow! Crash!, de Jorge Ventura.
Alguns outros diálogos interessantes:
- Esta é a parte 1 do roubo, mas não podemos fazer a parte 2 sem antes fazer a 1! Tô sendo claro?
- Sua esperteza só é superada pela habilidade com a gramática.
- Você é um sujeito bacana, Fred! Acho que vamos ser amigo.
Riqueza vocabular
As ironias léxicas estão no episódio Ainda a Mulher Gato (That Darn Catwoman, 19-1-1967).
- Se você ou a polícia tentar me impedir, terei de matar Robin na hora.
- Mulher Gato, você é odiosa, detestável, repugnante.
- O contato com você, Batman, desenvolveu meu vocabulário e aumentou meu poder oral, imensuravelmente.
O livro é bem interessante, especialmente por causa desse apanhado de frases non-sense. Quando tiver tempo, coloco outra aqui.

O site 100 grana me convidou para fazer uma análise do trailer filme Watchmen. Nunca tinha feito resenha de trailer, então foi um desafio. Você pode conferir o resultado aqui. Aproveite para participar da calorosa discussão que está rolando nos comentários...
segunda-feira, setembro 01, 2008

Fomos assistir ao filme Bezerra de Menezes, diário de um espírito. É um filme que tinha tudo para agradar, especialmente aos espíritas e aos que simpatizam com essa doutrina. Mas não agrada. Apesar do apuro técnico, especialmente na fotografia, o roteiro peca por vários erros básicos. Há, por exemplo, cenas que não se entende, como aquela em que Bezerra está lendo jornal em seu escritório. O expectador não consegue ver a manchete do jornal e fica sem saber o que está acontecendo, até porque não há diálogo.
Costuma-se dizer que a narração em off é muleta do roteirista, que usa o texto para contar algo que pode ser contado com imagens ou com diálogos. Eu discordo. Há ótimos exemplos da narração em off usada como algo que complementa a imagem, como em Clube da Luta, Anos Incríveis e Tropa de Elite. Mas em Bezerra de Menezes a narração em off é mesmo uma muleta, contando coisas que as imagens poderiam contar (alguém aí se lembra da cena inicial de Dois filhos de Francisco, sem nenhuma narração e sem nenhuma fala, mas que nos explica direitinho a paixão de Francisco pela música?).
Quanto aos diáologos, eles são usados mais para apresentar discursos dos personagens do que conversas. Há pelo menos três discursos de Bezerra, fora discursos de outros personagens. Além disso, a linguagem da época e a transcrição literal de textos do médium parecem forçadas e não funcionam. Sempre achei que a linguagem deve ser atualizada para maior compreensão do público. No caso de um filme sobre espiritismo, isso não seria nenhum problema, já que a doutrina espírita se pretende capaz de renovações de acordo com o desenvolvimento da ciência, da filosofia... e da linguagem.
Também senti falta de um conteúdo mais espiritual, mostrando por exemplo, o desencarne do médium e seu trabalho nas regiões etéreas.
É uma pena, pois a vida de Bezerra de Menezes realmente é muito interessante e poderia dar a origem a um grande filme.
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