Essa eu tirei do blog do Walter Jr.:
Carta enviada de uma mãe para uma outra mãe em SP, após assistir noticiário na TV :"Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem"
Chega de inversão de valores!
Direitos humanos são para humanos direitos!!
quinta-feira, outubro 25, 2007
Novo golpe
Existe um novo golpe sendo aplicado em Macapá. Bandidos esperam os donos da casa saírem e, quando resta só a empregada, dizem que foram chamados para verificar chiados no telefone. Se a empregada abre o portão, eles anunciam o roubo.
terça-feira, outubro 23, 2007
Casal infeliz vira amante na internet e se divorcia
BELGRADO - Um casal bósnio com problemas conjugais buscou simultaneamente amantes virtuais na internet. Acabaram encontrando um ao outro e se apaixonaram de novo na rede mundial de computadores. Quando marcaram um encontro, descobriram que eram casados e decidiram se divorciar. Leia mais
Entropia - a flecha do tempo
A entropia é um dos mais instigantes e também um dos mais controversos conceitos da cibernética.Nilson Lage define entropia como o oposto de redundância e equivalente ao conceito de informação: "O conceito de redundância relaciona-se com alta previsibilidade; o de entropia com baixa previsibilidade". Nobert Wiener, o criador da cibernética, vai no sentido oposto: "é possível interpretar a informação conduzida por uma mensagem como sendo, essencialmente, o negativo de sua entropia". A entropia é vista aqui não como informação, mas como redundância. Décio Pignatari concorda com as idéias de Wiener. Para ele, a entropia negativa é igual à informação: "Na desdiferenciação de formas e funções , teríamos a tendência caótica ou entrópica, cujo ponto extremo seria a uniformização geral, o caos, onde não haveria possibilidade de informação, nem troca possível de informação". Epstein, por sua vez, lembra que a fórmula para medir a entropia, proposta por Clausius em 1864 é idêntica à proposta por Shannon em 1948 para medir a informação de uma mensagem. Por outro lado, a entropia pode ser tratada como uma espécie de ruído (eumesmo já o fiz em minha dissertação de mestrado).
Afinal, o que é entropia? A palavra entropia foi usada pela primeira vez em 1850, pelo físico alemão Rudolf Julius Clausius (1822-1888). A origem da palavra são os radicais gregos em (dentro) e tropee (mudança, troca, alternativa). O termo foi amplamente trabalhado na física para designar a Segunda Lei daTermodinâmica.
Há várias maneiras de enunciar essa lei, mas talvez a mais completa seja:
"Todo sistema natural, quando deixado livre, evolui para um estado de máxima desordem, correspondente a uma entropia máxima".
A entropia representa a perda de energia do universo, que ocorre a todo instante, razão pela qual os cientistas dizem que o universo caminha para a morte térmica. Ela é irreversível. Por isso, essa energia perdida jamais será recuperada.
Esse sentido único da entropia fez com que os físicos a chamassem de "a flecha do tempo".
Para exemplificar, imagine duas canecas de alumínio, uma a 80, outra a 20 graus centígrados. Se encostarmos uma na outra, o que ocorrerá? A caneca quente esfriará e a fria esquentará. Chegará um ponto em que as duas estarão à temperatura uniforme de 50 graus. Essa experiência fez com que Clausius enunciasse a lei da entropia da seguinte maneira: "É impossível haver transferência espontânea de calor deum objeto frio para outro mais quente".
Outra característica da entropia é a mistura indiferenciada.
Para visualizar essa propriedade, basta imaginar dois recipientes ligados por uma comporta, um com tinta branca, outro com tinta vermelha. Ao abrirmos a comporta, as duas tintas irão se misturando aos poucos, até chegar o ponto em que não conseguiremos distinguir onde está o branco e onde está o vermelho. Ou seja, a tinta entra em estado desordenado, pois a ordem pressupõe uma compartimentação de coisas. Uma estante em que livros e CDs estejam misturados é mais caótica do que uma estante em que os livros estejam em umaprateleira e os CDs em outra.
Um detalhe interessante da mistura das tintas é que as mesmas jamais voltarão à posição inicial, mesmo que esperemos por toda a eternidade.
É a flecha do tempo, o sentido único da entropia.
A entropia tem, também, o sentido de degradação. Assim, a velhice que vai aos poucos tomando conta de nosso corpo é um exemplo da mesma vivenciado por todos nós, diariamente. Esse processo vai se acumulando até redundar na fase final: a morte. Não é por outra razão que os físicos se referem à entropiacomo a morte térmica do universo.
A palavra entropia foi também usada em administração para designar empresas que se deixam dominar pelo caos, pela degradação. Lojas em decadência são um exemplo perfeito de como a entropia podedestruir um empreendimento: a sujeira toma conta do lugar; a fachada se tornando aos poucos ilegível; as paredes desbotam; o dono não tem dinheiro o bastante para fazer as reformas necessárias; e os empregados,desestimulados, não se empenham para vender mais, diminuindo a renda da firma e acelerando sua falência.
Uma vez iniciado o processo de entropia em uma empresa, somente uma injeção maciça de dinheiro pode salvá-la. Na verdade, é mais prático e barato criar uma empresa nova do que tentar reerguer uma dominada pela entropia.
Na comunicação, a entropia está relacionada ao grau de desorganização da mensagem. Quanto mais desorganizada, mais entrópica. Nos meios acadêmicos, costuma-se brincar que o melhor exemplo de entropia seria um macaco utilizando uma máquina de escrever. O resultado dessa traquinagem: uma mensagem totalmente desprovida de código e entrópica. Portanto, incompreensível.
O código é utilizado com o objetivo de evitar que o caos tome conta da mensagem.
A entropia, no entanto, pode ter uma utilização positiva na comunicação, pois uma mensagem extremamente ordenada é também uma mensagem previsível e, portanto, redundante. A característica de imprevisibilidade da entropia pode dar à comunicação um toque mais original. É o que ocorreu, por exemplo, com o surgimento da MTV. Diante da estrutura ordenada e previsível das emissoras convencionais, a linguagem entrópica da MTV foi um sopro de criatividade.
A entropia também pode ser usada na diagramação de revistas, como demonstra a revista Trip.
Exemplos de linguagem entrópica também podem ser encontradas no cinema. O filme "Clube da Luta", por exemplo, não só usa uma linguagem caótica, como fala explicitamente do aumento da entropia no mundo atual. A cena em que o personagem principal se auto-flagela é um ótimo exemplo disso.
Vale ressaltar que, uma vez assimilada, essa linguagem entrópica vai se tornando um novo tipo de ordem.
Como diz Umberto Eco, "cada ruptura da organização banal pressupõe um novo tipo de organização, que é desordem em relação à organização anterior, mas é ordem em relação a parâmetros adotados no interior do novo discurso".
Afinal, o que é entropia? A palavra entropia foi usada pela primeira vez em 1850, pelo físico alemão Rudolf Julius Clausius (1822-1888). A origem da palavra são os radicais gregos em (dentro) e tropee (mudança, troca, alternativa). O termo foi amplamente trabalhado na física para designar a Segunda Lei daTermodinâmica.
Há várias maneiras de enunciar essa lei, mas talvez a mais completa seja:
"Todo sistema natural, quando deixado livre, evolui para um estado de máxima desordem, correspondente a uma entropia máxima".
A entropia representa a perda de energia do universo, que ocorre a todo instante, razão pela qual os cientistas dizem que o universo caminha para a morte térmica. Ela é irreversível. Por isso, essa energia perdida jamais será recuperada.
Esse sentido único da entropia fez com que os físicos a chamassem de "a flecha do tempo".
Para exemplificar, imagine duas canecas de alumínio, uma a 80, outra a 20 graus centígrados. Se encostarmos uma na outra, o que ocorrerá? A caneca quente esfriará e a fria esquentará. Chegará um ponto em que as duas estarão à temperatura uniforme de 50 graus. Essa experiência fez com que Clausius enunciasse a lei da entropia da seguinte maneira: "É impossível haver transferência espontânea de calor deum objeto frio para outro mais quente".
Outra característica da entropia é a mistura indiferenciada.
Para visualizar essa propriedade, basta imaginar dois recipientes ligados por uma comporta, um com tinta branca, outro com tinta vermelha. Ao abrirmos a comporta, as duas tintas irão se misturando aos poucos, até chegar o ponto em que não conseguiremos distinguir onde está o branco e onde está o vermelho. Ou seja, a tinta entra em estado desordenado, pois a ordem pressupõe uma compartimentação de coisas. Uma estante em que livros e CDs estejam misturados é mais caótica do que uma estante em que os livros estejam em umaprateleira e os CDs em outra.
Um detalhe interessante da mistura das tintas é que as mesmas jamais voltarão à posição inicial, mesmo que esperemos por toda a eternidade.
É a flecha do tempo, o sentido único da entropia.
A entropia tem, também, o sentido de degradação. Assim, a velhice que vai aos poucos tomando conta de nosso corpo é um exemplo da mesma vivenciado por todos nós, diariamente. Esse processo vai se acumulando até redundar na fase final: a morte. Não é por outra razão que os físicos se referem à entropiacomo a morte térmica do universo.
A palavra entropia foi também usada em administração para designar empresas que se deixam dominar pelo caos, pela degradação. Lojas em decadência são um exemplo perfeito de como a entropia podedestruir um empreendimento: a sujeira toma conta do lugar; a fachada se tornando aos poucos ilegível; as paredes desbotam; o dono não tem dinheiro o bastante para fazer as reformas necessárias; e os empregados,desestimulados, não se empenham para vender mais, diminuindo a renda da firma e acelerando sua falência.
Uma vez iniciado o processo de entropia em uma empresa, somente uma injeção maciça de dinheiro pode salvá-la. Na verdade, é mais prático e barato criar uma empresa nova do que tentar reerguer uma dominada pela entropia.
Na comunicação, a entropia está relacionada ao grau de desorganização da mensagem. Quanto mais desorganizada, mais entrópica. Nos meios acadêmicos, costuma-se brincar que o melhor exemplo de entropia seria um macaco utilizando uma máquina de escrever. O resultado dessa traquinagem: uma mensagem totalmente desprovida de código e entrópica. Portanto, incompreensível.
O código é utilizado com o objetivo de evitar que o caos tome conta da mensagem.
A entropia, no entanto, pode ter uma utilização positiva na comunicação, pois uma mensagem extremamente ordenada é também uma mensagem previsível e, portanto, redundante. A característica de imprevisibilidade da entropia pode dar à comunicação um toque mais original. É o que ocorreu, por exemplo, com o surgimento da MTV. Diante da estrutura ordenada e previsível das emissoras convencionais, a linguagem entrópica da MTV foi um sopro de criatividade.
A entropia também pode ser usada na diagramação de revistas, como demonstra a revista Trip.
Exemplos de linguagem entrópica também podem ser encontradas no cinema. O filme "Clube da Luta", por exemplo, não só usa uma linguagem caótica, como fala explicitamente do aumento da entropia no mundo atual. A cena em que o personagem principal se auto-flagela é um ótimo exemplo disso.
Vale ressaltar que, uma vez assimilada, essa linguagem entrópica vai se tornando um novo tipo de ordem.
Como diz Umberto Eco, "cada ruptura da organização banal pressupõe um novo tipo de organização, que é desordem em relação à organização anterior, mas é ordem em relação a parâmetros adotados no interior do novo discurso".
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segunda-feira, outubro 22, 2007

A Alcilene Cavalcante colocou em seu blog a entrada do site promocional da Beija-flor, que homenageia o Amapá (a prefeitura de Macapá está patrocinando a escola). O curioso aí é que arranjaram uma índias de olhos verdes! O único elemento que deveria representar o Amapá é uma índia, que provavelmente é uma modelo do sul caracterizada... Custava pesquisar um pouquinho ou usar uma modelo daqui?
Deuses, apenas deuses
Estou lendo os Novos Deuses, de Jack Kirby, lançado em três edições pela Opera Graphica. No início da década de 1970, Kirby saiu da Marvel, na qual havia criado a base visual dos heróis da editora, e foi para a DC na qualidade de astro. A editora lhe deu liberdade total e Kirby resolveu criar toda uma mitologia. A história começa com a morte dos velhos deuses (como se o autor estivesse matando Thor, com o qual trabalhou durante anos para a Marvel). Novos Deuses apresenta Darkside, Orion, Nova Gênese, muitos personagens que depois seriam a base de mega-sagas na DC.
Em Novos Deuses, vemos Kirby em estado puro, sem a interferência de escritores ou editores. É uma explosão de ação e imaginação, angulações estranhas... a serviço de uma mitologia poderosa, que, embora não tenha feito muito sucesso na época, iria influenciar artistas por muitos e muitos anos.
Mas, embora tudo seja muito bom, falta algo: humanidade. Os poucos personagens humanos que aparecem são apenas escadas para os Novos Deuses, e mesmo Orion parece distante e pouco humano. O melhor personagem é justamente o menos humano de todos: Darkside.
É a falta que faz um Stan Lee. Ele equilibrava a imaginação desenfreada do Kirby, contrapondo as tramas estelares com dramas humanos. O Surfista Prateado, por exemplo, apesar de alienígena, é muito humano.
Uma curiosidade: Kirby evidentemente se identifica com o caladão e briguento Orion (sua primeira fala é: Eu ouvi a palavra, e a palavra é batalha!), mas aparece o brincalhão Lightray, que parece ter uma personalidade parecida com a de Stan Lee. Inconscientemente, Kirby estaria com saudades do seu velho amigo da Marvel?

Quem me conhece melhor, sabe que sou fã de Roberto Carlos, mas sabe também que fiquei muito decepcionado quando ele resolveu censurar o livro Roberto Carlos em detalhes. Fiquei mais decepcionado ao ler este texto, do autor do livro, no qual ele explica os verdadeiros motivos do rei (grifos meus):
ROBERTO CARLOS PRECISA DE UM TONY BLAIR
Por Paulo Cesar de Araújo
Por Paulo Cesar de Araújo
No inicio dos anos 70, Roberto Carlos gravou um de seus grandes sucessos, "Eu quero apenas", mais conhecida como "Um milhão de amigos", que em um dos versos diz: "Eu quero crer na paz do futuro/ eu quero ter um quintal sem muro". Decorridas mais de três décadas do lançamento desta música podemos dizer que este futuro já chegou. Portanto, já é possível constatar que, infelizmente, aquele ideário do artista não foi alcançado: a paz não vigora em nosso mundo como também não vivemos em quintais sem muros. Ao contrário, ao longo desses anos acentuaram-se muros e cercas em torno de propriedades privadas, até mesmo em prédios residenciais nas grandes cidades. Mas o mais irônico é que coube a Roberto Carlos reivindicar a forma mais radical que se conhece de propriedade privada; não apenas aquela sobre os meios de produção, um imóvel ou um automóvel, mas a propriedade privada de sua história - e em torno da qual ele tenta erguer um muro para protegê-la da "invasão" alheia.
Durante recente entrevista coletiva no navio Costa Furtuna, o cantor foi mais uma vez enfático ao reclamar do livro "Roberto Carlos em Detalhes". "A minha história é um patrimônio meu, quem escreveu este livro se apropriou deste meu patrimônio e usou este patrimônio em seu próprio beneficio". Em outra coletiva, no fim do ano passado, um jornalista ponderou que a sua produção musical é redimensionada no livro. "E daí?", rebateu o artista. "Você gostaria que alguém escrevesse a sua história, quando você quer escrever a sua própria história? Me responde! Você gostaria?".
Creio que este é o principal motivo que levou Roberto Carlos a abrir um processo contra mim e a Editora Planeta. Supostas ofensas à honra ou invasão de privacidade são apenas pretextos para pedir e, por enquanto, conseguir na Justiça a proibição do livro. No próprio texto do processo cível o advogado do cantor reclama por seu cliente não estar obtendo "qualquer participação nos lucros provenientes da vendagem do livro". Reclama também da perda de "lucros futuros" pelo fato de a obra tirar o ineditismo da biografia que um dia o cantor pretende escrever. Por isso, Roberto Carlos não quer simplesmente corrigir esta ou aquela passagem que considere ofensiva ou equivocada no livro; o que ele quer é proibir que alguém escreva sobre sua história - o que, além da tentativa de reivindicar reserva de mercado, é uma flagrante ameaça à liberdade de expressão.
Imagine que alguém como o presidente Lula também reivindicasse que a sua história é patrimônio exclusivo seu, e que caberia a ele escrevê-la como e quando quisesse. Nenhum historiador poderia contar a história de um dos oito filhos de dona Eurídice, o retirante nordestino que se tornou líder metalúrgico e, mais tarde, presidente da República. Pois para Roberto Carlos é um usurpador da história alheia quem escreveu a sua trajetória de menino pobre, que também saiu do interior do Brasil e, contra todas as adversidades, se consagrou como o "rei" da nossa música popular. Segundo esta lógica, são usurpadores da história alheia biógrafos como Peter Gay, que escreveu a biografia não-autorizada de Sigmund Freud; Howard Sounes que escreveu a biografia não-autorizada de Bob Dylan; Wendy Goldman Rohm que escreveu a biografia não-autorizada de Bill Gates; Michael Braun, que escreveu a biografia não-autorizada dos Beatles. E todos deveriam ser processados por roubar o que não lhes pertencia. Porém, para todos esses casos prevaleceu a idéia de que escreveram sobre figuras públicas cujas histórias pertencem à coletividade e são, portanto, de interesse geral.
A rigor, uma história de vida não existe isoladamente, mas em relação com outras histórias. E se valer para cada um o direito privado sobre sua história, ninguém poderá escrever uma autobiografia sem pedir permissão a outros. Para Roberto Carlos narrar sua história (entendida como patrimônio particular) teria que pedir permissão aos herdeiros de Carlos Imperial, no momento em que sua história cruzar com a dele; ou aos herdeiros de Tim Maia, pela mesma razão. Sim, porque a partir do momento em que saiu para o mundo, interagiu com outras pessoas, com as quais trabalhou, criou, brigou, amou, a história de Roberto Carlos faz parte de uma história coletiva. E no caso específico dele não dá nem para separar história púbica de história privada porque ambas estão entrelaçadas em sua obra musical. Ele é um artista autobiográfico, pois canta o que vive e o que sente. Como analisar, por exemplo, uma canção como "Lady Laura" sem falar da relação do artista com sua mãe (vida privada); ou uma canção como "Amigo", sem falar de sua amizade com Erasmo Carlos (também vida privada); ou as muitas canções de amor que ele também ofereceu publicamente para as esposas Nice, Myrian Rios e Maria Rita?
O contraditório é que ao entrar na Justiça para defender a "posse" de sua história, o artista relegou a segundo plano outro importante patrimônio: a sua imagem pública. Ao longo da carreira, Roberto Carlos se esforçou para construir sua imagem com bastante esmero, evitando, sempre que possível, se envolver em polêmicas musicais, políticas ou religiosas. Entretanto, a boa fama e respeitabilidade que adquiriu vêm sofrendo sério abalo justamente por sua decisão de pedir a proibição de um livro que, na opinião unânime de críticos e fãs, engrandece a sua vida e a sua arte. Nas últimas semanas, editoriais de jornais, artigos em revistas, blogs, enfim, grande parte dos formadores de opinião tem direcionado duras críticas ao cantor. O escritor Ruy Castro, por exemplo, afirmou que com sua atitude Roberto Carlos "se revelou um ser humano menor". O colunista Nirlando Beirão também escreveu que "com o gesto judicial grosseiro e rude, o que o rei fez foi de fato rasgar a sua biografia". E em editorial titulado "Quando a censura triunfa", o Jornal do Brasil enfatizou que "disso o rei não precisava".
Observadas as distintas naturezas das "monarquias", recorde-se que a rainha da Inglaterra passou por momento semelhante em setembro de 1997, logo após a morte da princesa Diana - que a família real considerava excluída de suas hostes. Como ilustra o filme "A Rainha", de Stephen Frears, a hesitação de Elizabeth II em fazer um pronunciamento público pela morte da princesa fez dela alvo de severas críticas da imprensa. Foi então que o primeiro-ministro Tony Blair ligou para a rainha, leu para ela o que diziam os jornais, mostrou-lhe o quanto a monarquia estava na contramão da opinião pública, e acabou convencendo-a do grave erro que cometia. Era a modernidade alertando a tradição. Neste momento talvez falte ao rei Roberto Carlos um Tony Blair, alguém com acesso direto a ele, de visão abrangente e moderna, que pudesse convencê-lo de que os tempos são outros, que a sociedade não tolera mais este tipo de censura.
(Gazeta Mercantil/Fim de Semana - Pág. 5)(Paulo César de Araújo - Historiador e jornalista, autor de "Eu Não Cachorro Não" e "Roberto Carlos em Detalhes")
Mídia espontânea
O site Totally Nerdcore produz todo ano calendários estrelados por beldades nuas, sempre com tema único e uma grande produção fotográfica.Em 2007, o assunto abordado foi uma galeria de personagens de videogame; o de 2008, já em pré-venda, é inspirado nas super-heroínas e vilãs dos quadrinhos e traz famosas "coelhinhas" da revista Playboy norte-americana. Com isso, o calendário já ganhou uma grande mídia espontânea, sendo divulgado em blogs e sites de quadrinhos. A informação é do Universo HQ.
Compre o livro Buzz: a era do marketing viral no Submarino.
domingo, outubro 21, 2007
HISTÓRIA DOS QUADRINHOS
O soldado da fortuna

Embora Dick Tracy, Buck Rogers e Tarzan sejam considerados os inciadores dos quadrinhos de aventura, eles tiveram um antecedente nobre. Trata-se de uma tira de humor, que, com o tempo, transformou-se em uma HQ de aventura: o Capitão César, de Roy Crane.
Crane nasceu em 1901, no Texas. Aos 14 anos fez um curso de desenho por correspondência com Charles Landon. Quando terminou o ginásio, foi para a Chicago Academy of Fine Arts, onde conheceu o amigo Leslie Turner. Desgostosos com a monotomia acadêmica, os dois resolveram voltar para casa, pegando carona nos trens de carga. Essa aventura depois renderia argumentos para algumas de suas histórias.
Ele trabalhou então como repórter e depois embarcou num cargueiro para a Europa. De volta à América, resolveu criar uma tira de quadrinhos cômicos chamada Washington Tubbs (depois abreviado para Wash Tubbs), mas seu humor caipira não agradava aos editores, que o aconselharam a procurar o sindicate Newspaper Enterprise Association. Por sorte, o diretor desse sindicate era justamente o dono do curso que Crane fizera na adolescência, o que lhe valeu um contrato.
A primeira tira é publicada em 21 de abril de 1924. O protagonista era um indivíduo baixinho e de óculos, lembrando vagamente o comediante Harold Lloyd. As primeira sequências são de humor rápido com Wash trabalhando em uma mercearia e namorando a filha do patrão, mas logo Crane colocou seu herói dentro de um navio em direção aos mares do sul à procura de um tesouro.
O enfoque passa a ser, então, a aventura. Em uma de suas peripécias, o personagem resgata numa masmorra um prisioneiro, capitão Easy. Ele se alia ao protagonista e os dois começam a viver grandes aventuras juntos. Crane vai abandonando aos poucos não só o tom humorístico, mas também o traço caricato. Seu desenho vai ganhando um incrível tom realista, em especial pelo uso papel craftint, que permite ao autor criar texturas que ressaltam o desenho. Ninguém jamais usou essa técnica de forma tão primorosa quanto Roy Crane.
Por fim, o autor resolve se livrar o personagem humorístico, que se casa, e a tira passa a se chamar simplesmente Capitão Easy (Capitão César, no Brasil). O grande momento do personagem é durante a II Guerra Mundial. O Capitão recebe a missão de descer de paraquedas na França ocupada e resgatar um cientista preso em um campo de concentração nazista. Há alguns aspectos irreais, como o fato do alto comando Aliado escolher alguém que não fala francês para a tarefa, mas as situações de suspense e ação compensam. César entra no campo, se faz passar por prisioneiro e, finalmente, liberta o cientista, levando-o para a Inglaterra. Mas antes disso ele corre sério risco de ser descoberto pelos alemães e só a imaginação de Crane consegue livrá-lo desse sério risco.
Por ter começado como tira de humor, Wash Tubbs não é considerada a primeira HQ americana de aventura, mas sem dúvida foi a primeira que usou corretamente o gênero e foi uma das que melhor o exploraram.
Posteriormente Roy Crane foi para a King Features Syndicate, para a qual criou Jim Gordon, um aviador durante a guerra que depois se transforma em agente secreto norte-americano no período da guerra-fria. Apesar do exagerado tom ideológico, essa tira conseguiu manter o mesmo nível de qualidade de Capitão César, com os desenhos de Crane melhorando a cada ano.
Pela qualidade da sua obra, Crane recebeu o prêmio Reuben em 1959 e, em 1974, o Yellow Kid no Salone Internazionale dei Comics em Lucca, Itália.

Embora Dick Tracy, Buck Rogers e Tarzan sejam considerados os inciadores dos quadrinhos de aventura, eles tiveram um antecedente nobre. Trata-se de uma tira de humor, que, com o tempo, transformou-se em uma HQ de aventura: o Capitão César, de Roy Crane.
Crane nasceu em 1901, no Texas. Aos 14 anos fez um curso de desenho por correspondência com Charles Landon. Quando terminou o ginásio, foi para a Chicago Academy of Fine Arts, onde conheceu o amigo Leslie Turner. Desgostosos com a monotomia acadêmica, os dois resolveram voltar para casa, pegando carona nos trens de carga. Essa aventura depois renderia argumentos para algumas de suas histórias.
Ele trabalhou então como repórter e depois embarcou num cargueiro para a Europa. De volta à América, resolveu criar uma tira de quadrinhos cômicos chamada Washington Tubbs (depois abreviado para Wash Tubbs), mas seu humor caipira não agradava aos editores, que o aconselharam a procurar o sindicate Newspaper Enterprise Association. Por sorte, o diretor desse sindicate era justamente o dono do curso que Crane fizera na adolescência, o que lhe valeu um contrato.
A primeira tira é publicada em 21 de abril de 1924. O protagonista era um indivíduo baixinho e de óculos, lembrando vagamente o comediante Harold Lloyd. As primeira sequências são de humor rápido com Wash trabalhando em uma mercearia e namorando a filha do patrão, mas logo Crane colocou seu herói dentro de um navio em direção aos mares do sul à procura de um tesouro.
O enfoque passa a ser, então, a aventura. Em uma de suas peripécias, o personagem resgata numa masmorra um prisioneiro, capitão Easy. Ele se alia ao protagonista e os dois começam a viver grandes aventuras juntos. Crane vai abandonando aos poucos não só o tom humorístico, mas também o traço caricato. Seu desenho vai ganhando um incrível tom realista, em especial pelo uso papel craftint, que permite ao autor criar texturas que ressaltam o desenho. Ninguém jamais usou essa técnica de forma tão primorosa quanto Roy Crane.
Por fim, o autor resolve se livrar o personagem humorístico, que se casa, e a tira passa a se chamar simplesmente Capitão Easy (Capitão César, no Brasil). O grande momento do personagem é durante a II Guerra Mundial. O Capitão recebe a missão de descer de paraquedas na França ocupada e resgatar um cientista preso em um campo de concentração nazista. Há alguns aspectos irreais, como o fato do alto comando Aliado escolher alguém que não fala francês para a tarefa, mas as situações de suspense e ação compensam. César entra no campo, se faz passar por prisioneiro e, finalmente, liberta o cientista, levando-o para a Inglaterra. Mas antes disso ele corre sério risco de ser descoberto pelos alemães e só a imaginação de Crane consegue livrá-lo desse sério risco.
Por ter começado como tira de humor, Wash Tubbs não é considerada a primeira HQ americana de aventura, mas sem dúvida foi a primeira que usou corretamente o gênero e foi uma das que melhor o exploraram.
Posteriormente Roy Crane foi para a King Features Syndicate, para a qual criou Jim Gordon, um aviador durante a guerra que depois se transforma em agente secreto norte-americano no período da guerra-fria. Apesar do exagerado tom ideológico, essa tira conseguiu manter o mesmo nível de qualidade de Capitão César, com os desenhos de Crane melhorando a cada ano.
Pela qualidade da sua obra, Crane recebeu o prêmio Reuben em 1959 e, em 1974, o Yellow Kid no Salone Internazionale dei Comics em Lucca, Itália.
sábado, outubro 20, 2007

Li Y, o último homem, com roteiro de Brian K. Vaugham e arte de Pia Guerra e José Marzan Jr, lançado pela Opera Graphica. A sinopse: No verão de 2002 uma praga exterminou todos os mamíferos machos e espermas com o comossomo Y. Existem dois únicos sobreviventes: um jovem norte-americano e seu macaco de estimação. Agora a agente 355 precisa levar esse rapaz para uma cientista que pode ser a única pessoa a saber o que realmente aconteceu (e provavelmente a única que pode descobrir uma saída). Mas no caminho deles estão desde mulheres querendo vender o rapaz para um bordel até as amazonas, um grupo de mulheres que quer exterminar todos os vestígios masculinos do planeta.
Y é uma daquelas histórias que apresentam surpresas e suspense a cada página. Fez lembrar os bons tempos da década de 1980, quando a gente esperava ansiosamente por cada nova revista, para saber como a história acabava. Embora o desenho seja básico, é eficiente, e o texto de Vaughan é envolvente. Agora o que dá gosto mesmo é a linda edição que a Opera Graphica providenciou para os dois volumes lançados. Capa dura, encardernação costurada, um luxo só. Quem quiser comprar, prepare o bolso e clique aqui.
Do blog do Bonfim Salgado:
ESCRACHO GERAL
No Nepal, semana passada, as meninas alegres de lá, conhecidas aqui como prostitutas (não gosto desse nome), resolveram botar pra quebrar. Foram a público e ameaçaram os distintos políticos - com a divulgação de suas patifarias e taras sexuais, é claro. Eles não querem reconhecer nenhum direito à "categoria", que deseja fazer no Nepal, igual por aqui, um sindicato específico. E agora?Enquanto isso, na Colômbia, tramita um projeto de lei que, entre outras filigranas, estabelece pesadas nultas aos adúlteros. Vixe! Nem digam isso para o senador Renan Calheiros!
ESCRACHO GERAL
No Nepal, semana passada, as meninas alegres de lá, conhecidas aqui como prostitutas (não gosto desse nome), resolveram botar pra quebrar. Foram a público e ameaçaram os distintos políticos - com a divulgação de suas patifarias e taras sexuais, é claro. Eles não querem reconhecer nenhum direito à "categoria", que deseja fazer no Nepal, igual por aqui, um sindicato específico. E agora?Enquanto isso, na Colômbia, tramita um projeto de lei que, entre outras filigranas, estabelece pesadas nultas aos adúlteros. Vixe! Nem digam isso para o senador Renan Calheiros!
sexta-feira, outubro 19, 2007
Mais uma do livro 200 perguntas sobre nazismo:
O que era a Blitzkrieg?
Blitzkrieg é um termo alemão que significa guerra-relâmpago, também traduzida como guerra total. Era uma tática usada pelas tropas germânicas na II Guerra que conseguiu incríveis resultados, dando a entender mesmo que os nazistas eram invencíveis.
Essencialmente essa técnica consistia numa guerra rápida para que os inimigos não tivessem tempo de reorganizar a defesa.
O Blitzkrieg baseava-se em três elementos: a surpresa, a rapidez de ataque e a brutalidade. Além disso, essa técnica utilizava, pela primeira vez, a ação coordenada de aviação, infantaria e blindados. Os três avançavam, perfurando as linhas inimigas em um ponto de ruptura. O exército inimigo era então cercado e isolado, suas comunicações interrompidas (o que dificultava a tomada de decisões e a transmissão de ordens), enquanto o restante das tropas continuavam seu avanço no campo inimigo. O atrito com as tropas inimigas era evitado a todo custo.
O arquitecto desta estratégia militar foi o general Erich von Manstein, mas a estratégia foi aperfeiçoada pelo general alemão Heinz Guderian no final de década de 1930.
Foi graças a essa técnica que a Alemanha conseguiu vitórias espetaculares na primeira fase da II Guerra Mundial. Tanto na Alemanha quanto na França colunas maciças de blinddos romperam através das estáticas linha inimigas e avançaram rapidamente no coração do território inimigo, enquanto a Luftwaffe destruía as linhas de comunicação, os aviões inimigos e as indústrias-chave.
Blitzkrieg é um termo alemão que significa guerra-relâmpago, também traduzida como guerra total. Era uma tática usada pelas tropas germânicas na II Guerra que conseguiu incríveis resultados, dando a entender mesmo que os nazistas eram invencíveis.
Essencialmente essa técnica consistia numa guerra rápida para que os inimigos não tivessem tempo de reorganizar a defesa.
O Blitzkrieg baseava-se em três elementos: a surpresa, a rapidez de ataque e a brutalidade. Além disso, essa técnica utilizava, pela primeira vez, a ação coordenada de aviação, infantaria e blindados. Os três avançavam, perfurando as linhas inimigas em um ponto de ruptura. O exército inimigo era então cercado e isolado, suas comunicações interrompidas (o que dificultava a tomada de decisões e a transmissão de ordens), enquanto o restante das tropas continuavam seu avanço no campo inimigo. O atrito com as tropas inimigas era evitado a todo custo.
O arquitecto desta estratégia militar foi o general Erich von Manstein, mas a estratégia foi aperfeiçoada pelo general alemão Heinz Guderian no final de década de 1930.
Foi graças a essa técnica que a Alemanha conseguiu vitórias espetaculares na primeira fase da II Guerra Mundial. Tanto na Alemanha quanto na França colunas maciças de blinddos romperam através das estáticas linha inimigas e avançaram rapidamente no coração do território inimigo, enquanto a Luftwaffe destruía as linhas de comunicação, os aviões inimigos e as indústrias-chave.
Megalopolis e informação

Em plena década de 60, o filósofo Marshall McLuhan fez uma previsão curiosa: " A cidade do futuro, de circuitos elétricos, não será esse fenomenal aglomerado de propriedade imobiliária concentrada ao redor da ferrovia. Ela adquirirá um significado inteiramente novo sob condições de movimentação extremamente rápida. Será uma megalópole de informação. O que resta da configuração das cidades 'anteriores' se parecerá muito com as feiras mundiais - lugares onde se exibem novas tecnologias, não lugares de trabalho ou moradia". Na época a maioria das pessoas não deu muita bola. Entretanto, a tendência está mostrando que o autor do conceito de Aldeia Global acertou mais uma vez. As cidades do futuro serão megalópoles de informação.
Para entender o que isso quer dizer, é necessário voltar no tempo e entender porque as cidades se formaram. Os povoados surgiam para suprir algumas necessidades. A primeira delas, a de contato humano. Aristóteles já dizia que o homem é um ser social. Não conseguimos viver sozinhos e a cidade nos permite conseguir facilmente relacionamentos com outras pessoas. Além disso, as vilas eram os locais onde você poderia encontrar tudo que necessitava. Não é por acaso que muitas surgiram ao redor de feiras, como é o caso de Feira de Santana, na Bahia. Morar próximo ao local em que as pessoas comercializam é a certeza do acesso aos produtos essenciais sem grande gasto de energia. Muitas cidades surgiam ao redor de ferrovias e portos justamente pela facilidade de acesso ao transporte e aos produtos transportados.
É interessante notar que tudo que os agrupamentos humanos ofereciam (produtos, relacionamento humano, transporte) pode ser considerado informação. Informação é tudo que é novidade, que foge do comum e a cidade era o local onde a informação estava. Pois bem. Hoje não há mais necessidade de proximidade física para o acesso à informação. Através da internet eu consigo me comunicar com amigos que moram em outros estados com mais facilidade que com pessoas que moram no mesmo bairro. Através das lojas virtuais, é possível comprar qualquer produto e recebê-lo em casa sem precisar se deslocar um único quilômetro.
Até mesmo os produtos estão se tornando virtuais. Os livros, por exemplo. Antes era necessário se deslocar até a livraria. Se a pessoa não morasse em um local que tivesse livraria, precisaria viajar, gastar com a ida e a volta. Hoje basta "entrar" em uma livraria virtual, dar o número do cartão de crédito, receber uma senha e fazer o download.. O processo, da compra ao produto, passando pela transferência de propriedade, é completamente virtual. Além disso, o próprio ambiente de trabalho está se tornando virtual. Muitas pessoas fazem seu trabalho em casa, enviam pelo computador e recebem pelo banco virtual. Um amigo meu mora no subúrbio de Belém e trabalha para os EUA. E eu mesmo colaboro com publicações nas quais nunca coloquei o pé.
Se não é mais necessário morar na cidade grande para trabalhar, comprar produtos ou ter contato com as pessoas, para que as pessoas enfrentariam engarrafamentos, poluição, violência e todas as coisas negativas das metrópoles?
A tendência, portanto, é que as pessoas comecem a se afastar dos grandes centros, procurando locais que não tenham os problemas das grandes cidades. A cidade irá se dispersar, e cada um que tiver acesso aos meios de comunicação será seu cidadão. As megalópoles serão definidas não mais por suas extensões físicas, mas por sua capacidade de transmissão de informações. De certa forma, podemos dizer que isso já começa a acontecer com os grandes portais da Internet. Em certo sentido, eles já são verdadeiras megalópoles de informação
70 anos de Huguinho, Zezinho e Luisinho

Por Marcus Ramone (17/10/07)Inteligentes, astutos, corajosos, honestos e trabalhadores. É enorme o rol de boas qualidades dos patinhos trigêmeos da Disney que estrearam nas tiras de jornal dos Estados Unidos em 17 de outubro de 1937, concebidos por Ted Osborne e Al Taliaferro. Leia mais
Já que estamos falando de publicitário, aí vai uma piada sobre eles:
Manoel e Joaquim tiveram uma grande idéia, montaram aprimeira agência de publicidade de Portugal.
Após alguns meses, aparece o primeiro cliente. Um renomado fabricante de remédios. Queria fazer umanúncio publicitário que seria exibido na TV, para o lançamento de uma nova marca de supositório.
Após muito pensarem, Manoel e Joaquim finalmenteterminam o anúncio. Ficou assim (ler com sotaque português):
- Manoel!!! Manoel!!!
- Ora pois... Fale, ó Joaquim!!!
- Manoel, me empreste 30 mil reais para eu te pagar sóno ano que vem, com juros de apenas 1 por cento???
- Ora pois Joaquim!!! E na bundinha, não vai nada???
- Vai sim ... "Supositórios Trovão" !!!
Manoel e Joaquim tiveram uma grande idéia, montaram aprimeira agência de publicidade de Portugal.
Após alguns meses, aparece o primeiro cliente. Um renomado fabricante de remédios. Queria fazer umanúncio publicitário que seria exibido na TV, para o lançamento de uma nova marca de supositório.
Após muito pensarem, Manoel e Joaquim finalmenteterminam o anúncio. Ficou assim (ler com sotaque português):
- Manoel!!! Manoel!!!
- Ora pois... Fale, ó Joaquim!!!
- Manoel, me empreste 30 mil reais para eu te pagar sóno ano que vem, com juros de apenas 1 por cento???
- Ora pois Joaquim!!! E na bundinha, não vai nada???
- Vai sim ... "Supositórios Trovão" !!!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Toda profissão tem suas piadas. O gaúcho Iotti, criador da hilária tira Radicci fez um álbum só com piadas de publicitário no livro Novíssimo Testamento: com Deus e o Diabo, a dupla de criação.
Abaixo duas tiras:
Música de hoje
Atitudes
(Getúlio Côrtes/Roberto Carlos)
Sorrindo lhe abracei e tudo aconteceu
Maior o amor se fez
E o seu corpo meu corpo aqueceu
Mas hoje estou sem jeito vendo a noite chegar
Porque na vidraça eu vi você se afastar.
Foi tudo desigual e tudo se desfez
Apenas uma vez lhe procurei
E tentei lhe falar
Mas vi que os seus desejos são iguais aos meus
Por isso aquele triste adeus não posso aceitar.
Agora, parado aqui eu sofro tanto
Se você demora calado eu saio do meu canto
Pra não ver a hora de recordar segredos e atitudes de nós dois.
E onde você for irei pra lhe dizer
Que o tempo não parou
E que eu não vivo apenas por viver
Eu não previ que o nosso sonho terminasse assim
O que não serve pra você não adianta pra mim.
(Getúlio Côrtes/Roberto Carlos)
Sorrindo lhe abracei e tudo aconteceu
Maior o amor se fez
E o seu corpo meu corpo aqueceu
Mas hoje estou sem jeito vendo a noite chegar
Porque na vidraça eu vi você se afastar.
Foi tudo desigual e tudo se desfez
Apenas uma vez lhe procurei
E tentei lhe falar
Mas vi que os seus desejos são iguais aos meus
Por isso aquele triste adeus não posso aceitar.
Agora, parado aqui eu sofro tanto
Se você demora calado eu saio do meu canto
Pra não ver a hora de recordar segredos e atitudes de nós dois.
E onde você for irei pra lhe dizer
Que o tempo não parou
E que eu não vivo apenas por viver
Eu não previ que o nosso sonho terminasse assim
O que não serve pra você não adianta pra mim.
Já está aparecendo gente interessada em montar o clube de leitores de quadrinhos. Quem estiver interessado, me manda um e-mail. A idéia é marcarmos primeiro uma reunião para nos conhecermos e trocarmos informações, mostrarmos parte das nossas coleções. Depois, penso que podemos fazer um evento para incentivar a leitura de quadrinhos.
Sete quadrinhos selecionados no Plano Nacional Biblioteca da Escola
Por Sidney Gusman (17/10/07)O Ministério da Educação divulgou, na semana passada, os livros selecionados para 2008 no PNBE - Programa Nacional Biblioteca da Escola, que desde 1997 incentiva a leitura e o acesso à cultura por meio da aquisição de diversas obras publicadas Brasil afora. Sete livros de quadrinhos foram indicados, superando uma concorrência enorme. Leia mais
terça-feira, outubro 16, 2007
Do blog da Alcilene Cavalcante
Chame o Síndico
Caçambeiros fecharam hoje a principal avenida da cidade de Macapá, a FAB, em frente à prefeitura, para protestar contra os pagamentos atrasados.
Atrasados pela prefeitura, a síndica, a responsável pelo trânsito.
Em Macapá, fechar ruas é uma das práticas prediletas de parte da população, que fecha pra fazer protesto, festas, decorações, e outros que tais.
Comentário: Parece que essa moda de fechar ruas é uma questão cultural em Macapá. A moda agora é fechar ruas que não são asfaltadas. Para evitar que os carros passem por ali, levantando poeira, os moradores espalham pela rua restos de móveis, tocos de madeira e qualquer outra coisa que sirva como obstáculo. Será que sou só eu que acho isso um abuso? Independente da rua ser asfaltada ou não, o cidadão tem o direito de ir e vir...
Caçambeiros fecharam hoje a principal avenida da cidade de Macapá, a FAB, em frente à prefeitura, para protestar contra os pagamentos atrasados.
Atrasados pela prefeitura, a síndica, a responsável pelo trânsito.
Em Macapá, fechar ruas é uma das práticas prediletas de parte da população, que fecha pra fazer protesto, festas, decorações, e outros que tais.
Comentário: Parece que essa moda de fechar ruas é uma questão cultural em Macapá. A moda agora é fechar ruas que não são asfaltadas. Para evitar que os carros passem por ali, levantando poeira, os moradores espalham pela rua restos de móveis, tocos de madeira e qualquer outra coisa que sirva como obstáculo. Será que sou só eu que acho isso um abuso? Independente da rua ser asfaltada ou não, o cidadão tem o direito de ir e vir...
Estou pensando em criar um clube de leitores de quadrinhos em Macapá. Há algum tempo estou totalmente afastado do meio quadrinístico local, por perceber que a maioria dos eventos tem, entre seus organizadores, pessoas de má índole e até mal-intencionadas. Como se diz, uma maçã podre apodrece o saco... Mas estou descobrindo, aos poucos, pessoas sérias, que poderiam somar e, além de divulgar os quadrinhos, ajudar a combater o preconceito. Quem se habilita? Mas atenção: pessoas sérias, ok?
domingo, outubro 14, 2007

HISTÓRIA DOS QUADRINHOS 7
Dick Tracy
Dick Tracy, de Chester Gould, deu um toque urbano à era de ouro. Apesar dos roteiros muitas vezes realistas, inclusive com mortes, Dick Tracy representava um sentimento de fuga do Norte americano de um dos seus problemas mais graves: a forte criminalidade, comandada pelos gangsters que assolavam os EUA.
O personagem de Chester Gould não foi o primeiro policial dos quadrinhos. Antes dele já havia algumas tentativas, como Alex the cop, mas nenhuma obteve tanto sucesso. E nenhuma ficou tão impregnada na mente dos leitores.
Chester Gould nasceu em Pawnee, no Oklahoma, a 20 de Novembro de 1900. Desde criança publicava ilustrações no jornal local, mas sua carreira como desenhista só iria deslanchar quando ele se mudou para Chigaco, em 1919, onde estudou na Universidade de Northwestern.
Antes de Dick Tracy ele chegou a desenhar uma série chamada The Girlfriends, de pouco sucesso. Ele percebeu que precisava de um novo tema para se destacar entre seus pares.
Nessa época Chicago era dominada por gangsteres. All Capone era o herói local e Gold ficou incomodado com a forma como os bandidos eram retratados. Na sua opinião, as pessoas precisavam de um outro modelo, uma pessoa decente e moralmente intocável. Ele criou, então, um detetive de queixo quadrado e chamou-o de Plainclothes Tracy. O editor gostou da idéia, mas sugeriu que o nome fosse mudado para Dick Tracy.
A história foi publicada em 04 de outubro de 1931, no Chicago Daily, mas logo estaria espalhada por muitos jornais nos EUA e no mundo.
Dick Tracy vivia num mundo em que a separação entre o bem e o mal era absoluta. Se ele representava o bom mocinho, os vilões eram o cúmulo da maldade. Aliás, segundo muitos autores, o sucesso da série se deve justamente aos ótimos vilões criados por Gould.
Tais vilões eram geralmente deformados, uma forma de mostrar, visualmente, sua moralidade distorcida (um recurso muito comum nos quadrinhos). Alguns desses vilões, mesmo aparecendo em apenas um episódio, tornaram-se queridos dos fãs. Flattop, foi um exemplo. Quarenta anos depois dele ter morrido nas tiras, os fãs ainda mandavam cartas ao autor lembrando de suas proezas.
O destino dos vilões era sempre cruel, embora raramente eles fossem mortos por Tracy. A maioria morria em situações provocadas por eles mesmos, como se sua falta de moralidade definisse seu destino. Assim, The Brow, ao tentar fugir de Tracy, pula por uma janela e acaba sendo espetado por um mastro de bandeira. Boris Arson e seus homens são dizimados por tigres que eles mesmo guardavam em seu esconderijo. 88 Key, tentando esconder-se num buraco durante uma tempestade de gela, acaba por se sufocar e morrer congelado.
Se os vilões morriam por suas próprias ações, Tracy sobrevivia a tudo.
O pesquisador de quadrinhos Herb Galewitz, analisando a obra de Gould, descobriu que o detetive havia sofrido 27 ferimentos com arma de fogo, apenas nos seus primeiros 30 anos de vida. Se não bastasse isso, ainda quebrou costelas, teve cegueira temporária e até chegou a ser internado numa clínica, precisando de aparelhos para continuar respirando. Apesar disso, ele sempre voltava para combater o crime.
Gould antecipou o telefone celular, comodamente instalado no pulso de Dick Tracy, e a importância do sistema de telecomunicações para as viagens espaciais, o que fez com que a revista National Geographic o chamasse de visionário.
A importância de Dick Tracy se deve não só pela obra em si, mas também pela forma como influenciou outros personagens e artistas. Seus vilões serviram como base para os vilões estranhos de Batman, como o Coringa ou o Charada. Além disso, seu desenho simples, estilizado, com poucos traços, influenciou toda uma geração de artistas, entre eles o brasileiro Flávio Colin.
Nobel de Medicina é sobrevivente do Holocausto

O italiano naturalizado americano Mario R. Capecchi, de 70 anos, um dos vencedores do Nobel de medicina deste ano, coroa uma vida marcada pela superação. Com apenas quatro anos, ele foi separado de sua mãe - levada pelos nazistas para o campo de concentração de Dachau. A partir daí, ele teve de viver em orfanatos ou como menino de rua, "a maior parte do tempo passando fome".A desnutrição acabou fazendo com que ele fosse parar num hospital, onde sua mãe finalmente o reencontrou quando ele tinha nove anos. Duas semanas depois, os dois partiram para os EUA, onde ele freqüentou a escola pela primeira vez. Entrou direto na terceira série, embora não soubesse inglês. Leia mais
Comentário: É de se imaginar quantas pessoas maravilhosas, que poderiam trazer grandes contribuições para a humanidade e morreram nos campos de concentração.
As 15 maiores farsas da internet
Por Steve Bass, da PC World/EUA
São Francisco - Relembre boatos e mentiras que se alastraram pela web nos últimos tempos.
As chamadas correntes de e-mail, fraudes e farsas de internet irão sempre habitar a rede, prometendo “novas formas de ficar rico” oufazendo um “pedido urgente de ajuda”.
Nesta prática, não há limites para imaginação: avisos médicos, promessas de dinheiro fácil e fotomontagens são algumas de suas formas de atuação. Porém, no fim das contas, trata-se apenas de fraudes e golpes, dos quais selecionamos os 15 mais infames já vistos na web. Leia mais
Comentário: Antes de repassar para um amigo aquele e-mail com um pedido de ajuda ou uma informação importantíssima, pense bem e pesquise um pouco.
sábado, outubro 13, 2007
Asssisti Como água para chocolate, de Alfonso Arau . O filme todo é uma belíssima metáfora sobre a comida e sobre como ela se transforma num meio de comunicação. Na história, um rapaz, Pedro, apaixona-se pela jovem e bela Tita. Mas, ao pedi-la em casamente, ele descobre que ela está reservada a cuidar da mãe e por isso não pode se casar. Ele então se casa com a irmã dela, Rosaura, apenas para ficar perto de Tita. Sem poderem conversar ou se tocar, Tita e Pedro estabelecem uma comunicação que passa pela comida, como quando ela faz codornas ao molho das rosas que este lhe dera, incendiando a libido de todos o que comem do prato. Outro momento chamativo é quando Tita, fazendo o bolo de casamento da irmã, chora sobre ele, fazendo com que todo os que provem o bolo caiam no choro, lembrando de amores não realizados. Para quem gosta de cozinhar, como eu, é um filme fantástico, mas acho que agrada a todos que gostam de uma boa história.

O Desencannes é um site especializado em propagandas que foram rejeitadas na fase de criação e nem chegaram a ser apresentadas aos clientes. Algumas são verdadeiras pérolas, como essa acima.
Onde?

Dizem que Vicente Mateus, o presidente do Corinthias, pediu para a secretária fazer uma convocação, marcando uma reunião para uma sexta-feira. A secretária perguntou:
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”. “Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido e “no lugar em que”. Mas essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usado no lugar de qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem substituído palavras tão dispares quanto “porém”, “pois”, “assim”, “e”, “em que”, “no qual”, “todavia” e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem ONDE professores e alunos estão separados.
Compre o produto ONDE ganhe o cupom.
Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas frases seria:
A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
Eu gosto de pizza, NO LUGAR EM QUE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO LUGAR EM QUE professores e alunos estão separados.
Compre o produto NO LUGAR EM QUE ganhe o cupom.
Na verdade, o que se queria dizer era:
A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO QUAL professores e alunos estão separados.
Compre o produto E ganhe o cupom.
Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE, pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida, troque o “onde” por “no lugar em que”. Se não der certo, esqueça o onde.
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”. “Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido e “no lugar em que”. Mas essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usado no lugar de qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem substituído palavras tão dispares quanto “porém”, “pois”, “assim”, “e”, “em que”, “no qual”, “todavia” e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem ONDE professores e alunos estão separados.
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Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas frases seria:
A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
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Na verdade, o que se queria dizer era:
A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem NO QUAL professores e alunos estão separados.
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Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE, pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida, troque o “onde” por “no lugar em que”. Se não der certo, esqueça o onde.

Entropia
Entropia. A medida de desorganização do universo. A flecha do tempo, da qual nada pode escapar. Impérios em decadência, a morte de estrelas, os vermes da terra roendo os corpos dos mortos. Entropia, a tendência do universo para o caos, a deterioração, a mistura... o calor se dispersa, a energia se acaba, a informação se perde, num mar de ruídos... Nada pode impedi-la. Ninguém pode pará-la.
Eu estou aqui, com meu membro enfiando em um tubo de borracha, tendo de me concentrar para fazê-lo funcionar. É quando percebo, no meio do barulho geral, um som estranho no radar. Eu guardo meu membro flácido e flutuo até os controles. Leva pouco tempo. O espaço interno da estação é tão pequeno que até mesmo um animal criado em um zoológico se sentiria apertado.
Eu olho na tela e observo um ruído, um amontoado de sinais, que parecem entrar no sistema solar. Um cometa, talvez.
Não há nenhum cometa nesse período.
Tento mexer no computador para que amplie a imagem, mas ele trava. Quase nada funciona como deveria. Não desde que o projeto espacial foi abandonado.
Políticos decidiram que não havia mais nada para ser descoberto no espaço e cortaram as verbas dos programas espaciais.
Mas havia uma estação espacial e nós três, John, Natasha e eu. John era uma americano tolo cuja maior decepção foi quando se acabaram os chicletes. Natasha era uma russa de cabelos vermelhos, alta e de pele branca. Era alegre e bela, mas tinha um ar militar, herança de décadas de totalitarismo stalinista. Gostaria de ter transado com ela.
...
Minha mãe me abraça e chora, a entropia tomando conta de seu rosto. As rugas e estrias lembrando que o fim de tudo é a sepultura, a terra macia e os vermes. Eu a afasto um pouco e lhe dou um beijo. Depois me viro e vou para longe, para a grande nave. Passos desajeitados por causa da roupa de astronauta.
Ela fica lá, quieta, me olhando, enquanto chamas envolvem o engenho metálico e o alçam aos céus, em direção ao desconhecido e ao fim dos tempos.
...
O ruído se torna mais distinto, e percebo que são vários pontos, como milhares de cometas penetrando no sistema solar.
Coloco meu protetor de ouvido e preparo minha comida. Comida fria, para não gastar o que resta de oxigênio e de energia na estação.
A barulheira dos equipamentos é infernal. Quando foram inventados, a única preocupação era que funcionassem. Depois perceberam que o barulho poderia afetar psicologicamente os astronautas, e tentaram fazer um silenciador, mas ele fazia ainda mais barulho, e era muito caro. A única saída era fabricar equipamentos mais silenciosos, mas eles nunca foram fabricados, e jamais serão.
Mastigo minha comida sem gosto e me lembro de Natasha. Ela olhou para mim enquanto embarcava no ônibus espacial, e seu olhar revelou intenções nunca ditas. Era como se ela dissesse que havíamos perdido muito tempo. E o tempo jamais volta atrás. A entropia caminha em uma única direção e jamais retorna, a não ser que uma força externa atue sobre o sistema.
Mais um barulho se junta ao matraquear das máquinas: o sinal de uma sirene. Como uma velha chorosa, ela me acompanha, enquanto me levanto e pego o extintor. Depois flutuo pela estação até encontrar o foco do incêndio. As chamas, inimigas mortais, que consomem meu oxigênio, gritam e reclamam enquanto eu as flagelo com um banho de espuma.
Eu queria ir com Natasha, mas só havia lugar para mais dois no ônibus espacial. Tive de acompanhar sua partida da escotilha, rezando para que viessem me pegar logo. Já se passaram dois meses.
Por curiosidade, eu volto para o radar e descubro que não são cometas as formas que se aproximam da terra. É uma forma grande, vindo a velocidade constante, rodeada de pequenos pontos. Como um rei circundado por sua escolta.
Uso o computador para ampliar a imagem e ele finalmente funciona. A imagem que aparece na tela é assustadora: um grande disco de metal, rodeado de pequenas estruturas no formato de besouros.
...
A luz incandescente ilumina as formas coloridas de um foguete de Flash Gordon. Eu o seguro em minhas mãos e faço com que cruze o espaço. Intrépido e heróico, do pequeno artefato no formato de bala de rifle parecem irradiar promessas de grandes aventuras.
Eu acompanho o movimento com sons de turbinas que, saídos desarticulados de minha garganta infantil, parecem concorrer com a tosse seca de meu pai. Sentado em uma poltrona de couro marrom, ele tosse, ri e fuma, enquanto assiste seu programa de TV predileto.
Em cinco anos ele estará morto. Câncer de pulmão.
...
Acordo com meus ossos doendo. O cálcio está indo embora deles. Se eu voltar para a Terra, terei sérios problemas. Se eu voltar.
Desprendo as fitas de velcro que me prendem à cama e flutuo até o banheiro. Enfio meu membro no tubo e descarrego tudo que acumulei durante a noite. Fico preocupado quando penso que junto com a urina está indo embora muito do cálcio que preciso. Depois abro a torneira e deixo que a água escorra de meu rosto para o resto do banheiro. Eu não deveria fazer isso.
Também não deveria usar o pouco de energia que resta na nave para esquentar o café, mas o faço. Coloco com cuidado o pó capuccino no copo e o fecho rapidamente. Depois introduzo água no copo através de um tubo para depois colocar no microondas. Quando retiro, está quente e espumante. Sua bolhas de sabor estouram em minha língua, provocando uma sensação agradável. Mas o café esfria antes que eu possa terminar de tomá-lo. O copo térmico deveria mantê-lo quente, mas não faz.
Como biscoitos velhos e vou à cabine de comando verificar o radar. Levo um susto. Os sinais estão ao redor da estação. Vou até a escotilha e observo enquanto a nave mãe passa pela estação, ignorando-me solenemente. Vai direto para a Terra.
...
Em pouco tempo, a nave entra na atmosfera e a perco de vista. Fico imaginando o está acontecendo lá embaixo. Os seres que nos visitam são amigáveis? Quais são seus objetivos?
Tento entrar em contato com a terra, mas o sistema de comunicação está repleto de ruídos.
Passo o resto do dia junto à escotilha, como que hipnotizado.
De repente algo acontece. As luzes das grandes cidades começam a se apagar. Nova York, Cidade do México, Buenos Aires, São Paulo... uma a uma, as grandes metrópoles vão sendo dominadas pelas trevas.
Entropia. A escalada do universo na direção do caos. A ausência de forma. Morte térmica.
Quando a terra gira, as luzes do outro lado nem mesmo se acendem.
Então ocorre. Enormes explosões tomam conta do planeta, como deflagrações atômicas. A Terra está sendo bombardeada? Ou os governantes, num último esforço de sobrevivência, decidiram usar armas nucleares?
Segue-se um período enervante. Nada mais ocorre.
Não recebo comunicações da Terra há quanto tempo? Dois? Três dias? Estou preso aqui em cima e não sei o que está acontecendo lá embaixo. Se ainda há humanos em nosso planeta, dificilmente virão me buscar.
Penso em Natasha. No tempo perdido. Gostaria que ela ainda estivesse aqui. Teria sido menos doloroso de suportar.
Eu poderia usar o resto de energia da estação para tentar entrar na atmosfera. Mas, além dos riscos, o que eu encontraria? O que estaria esperando por mim?
Talvez tenha chegado o momento dos humanos, como chegou o dos dinossauros há milhões de anos.
Entropia... a flecha do tempo... ordem transformando-se em caos... substâncias misturando-se inexoravelmente, civilizações desaparecendo... entropia.
Entropia. A medida de desorganização do universo. A flecha do tempo, da qual nada pode escapar. Impérios em decadência, a morte de estrelas, os vermes da terra roendo os corpos dos mortos. Entropia, a tendência do universo para o caos, a deterioração, a mistura... o calor se dispersa, a energia se acaba, a informação se perde, num mar de ruídos... Nada pode impedi-la. Ninguém pode pará-la.
Eu estou aqui, com meu membro enfiando em um tubo de borracha, tendo de me concentrar para fazê-lo funcionar. É quando percebo, no meio do barulho geral, um som estranho no radar. Eu guardo meu membro flácido e flutuo até os controles. Leva pouco tempo. O espaço interno da estação é tão pequeno que até mesmo um animal criado em um zoológico se sentiria apertado.
Eu olho na tela e observo um ruído, um amontoado de sinais, que parecem entrar no sistema solar. Um cometa, talvez.
Não há nenhum cometa nesse período.
Tento mexer no computador para que amplie a imagem, mas ele trava. Quase nada funciona como deveria. Não desde que o projeto espacial foi abandonado.
Políticos decidiram que não havia mais nada para ser descoberto no espaço e cortaram as verbas dos programas espaciais.
Mas havia uma estação espacial e nós três, John, Natasha e eu. John era uma americano tolo cuja maior decepção foi quando se acabaram os chicletes. Natasha era uma russa de cabelos vermelhos, alta e de pele branca. Era alegre e bela, mas tinha um ar militar, herança de décadas de totalitarismo stalinista. Gostaria de ter transado com ela.
...
Minha mãe me abraça e chora, a entropia tomando conta de seu rosto. As rugas e estrias lembrando que o fim de tudo é a sepultura, a terra macia e os vermes. Eu a afasto um pouco e lhe dou um beijo. Depois me viro e vou para longe, para a grande nave. Passos desajeitados por causa da roupa de astronauta.
Ela fica lá, quieta, me olhando, enquanto chamas envolvem o engenho metálico e o alçam aos céus, em direção ao desconhecido e ao fim dos tempos.
...
O ruído se torna mais distinto, e percebo que são vários pontos, como milhares de cometas penetrando no sistema solar.
Coloco meu protetor de ouvido e preparo minha comida. Comida fria, para não gastar o que resta de oxigênio e de energia na estação.
A barulheira dos equipamentos é infernal. Quando foram inventados, a única preocupação era que funcionassem. Depois perceberam que o barulho poderia afetar psicologicamente os astronautas, e tentaram fazer um silenciador, mas ele fazia ainda mais barulho, e era muito caro. A única saída era fabricar equipamentos mais silenciosos, mas eles nunca foram fabricados, e jamais serão.
Mastigo minha comida sem gosto e me lembro de Natasha. Ela olhou para mim enquanto embarcava no ônibus espacial, e seu olhar revelou intenções nunca ditas. Era como se ela dissesse que havíamos perdido muito tempo. E o tempo jamais volta atrás. A entropia caminha em uma única direção e jamais retorna, a não ser que uma força externa atue sobre o sistema.
Mais um barulho se junta ao matraquear das máquinas: o sinal de uma sirene. Como uma velha chorosa, ela me acompanha, enquanto me levanto e pego o extintor. Depois flutuo pela estação até encontrar o foco do incêndio. As chamas, inimigas mortais, que consomem meu oxigênio, gritam e reclamam enquanto eu as flagelo com um banho de espuma.
Eu queria ir com Natasha, mas só havia lugar para mais dois no ônibus espacial. Tive de acompanhar sua partida da escotilha, rezando para que viessem me pegar logo. Já se passaram dois meses.
Por curiosidade, eu volto para o radar e descubro que não são cometas as formas que se aproximam da terra. É uma forma grande, vindo a velocidade constante, rodeada de pequenos pontos. Como um rei circundado por sua escolta.
Uso o computador para ampliar a imagem e ele finalmente funciona. A imagem que aparece na tela é assustadora: um grande disco de metal, rodeado de pequenas estruturas no formato de besouros.
...
A luz incandescente ilumina as formas coloridas de um foguete de Flash Gordon. Eu o seguro em minhas mãos e faço com que cruze o espaço. Intrépido e heróico, do pequeno artefato no formato de bala de rifle parecem irradiar promessas de grandes aventuras.
Eu acompanho o movimento com sons de turbinas que, saídos desarticulados de minha garganta infantil, parecem concorrer com a tosse seca de meu pai. Sentado em uma poltrona de couro marrom, ele tosse, ri e fuma, enquanto assiste seu programa de TV predileto.
Em cinco anos ele estará morto. Câncer de pulmão.
...
Acordo com meus ossos doendo. O cálcio está indo embora deles. Se eu voltar para a Terra, terei sérios problemas. Se eu voltar.
Desprendo as fitas de velcro que me prendem à cama e flutuo até o banheiro. Enfio meu membro no tubo e descarrego tudo que acumulei durante a noite. Fico preocupado quando penso que junto com a urina está indo embora muito do cálcio que preciso. Depois abro a torneira e deixo que a água escorra de meu rosto para o resto do banheiro. Eu não deveria fazer isso.
Também não deveria usar o pouco de energia que resta na nave para esquentar o café, mas o faço. Coloco com cuidado o pó capuccino no copo e o fecho rapidamente. Depois introduzo água no copo através de um tubo para depois colocar no microondas. Quando retiro, está quente e espumante. Sua bolhas de sabor estouram em minha língua, provocando uma sensação agradável. Mas o café esfria antes que eu possa terminar de tomá-lo. O copo térmico deveria mantê-lo quente, mas não faz.
Como biscoitos velhos e vou à cabine de comando verificar o radar. Levo um susto. Os sinais estão ao redor da estação. Vou até a escotilha e observo enquanto a nave mãe passa pela estação, ignorando-me solenemente. Vai direto para a Terra.
...
Em pouco tempo, a nave entra na atmosfera e a perco de vista. Fico imaginando o está acontecendo lá embaixo. Os seres que nos visitam são amigáveis? Quais são seus objetivos?
Tento entrar em contato com a terra, mas o sistema de comunicação está repleto de ruídos.
Passo o resto do dia junto à escotilha, como que hipnotizado.
De repente algo acontece. As luzes das grandes cidades começam a se apagar. Nova York, Cidade do México, Buenos Aires, São Paulo... uma a uma, as grandes metrópoles vão sendo dominadas pelas trevas.
Entropia. A escalada do universo na direção do caos. A ausência de forma. Morte térmica.
Quando a terra gira, as luzes do outro lado nem mesmo se acendem.
Então ocorre. Enormes explosões tomam conta do planeta, como deflagrações atômicas. A Terra está sendo bombardeada? Ou os governantes, num último esforço de sobrevivência, decidiram usar armas nucleares?
Segue-se um período enervante. Nada mais ocorre.
Não recebo comunicações da Terra há quanto tempo? Dois? Três dias? Estou preso aqui em cima e não sei o que está acontecendo lá embaixo. Se ainda há humanos em nosso planeta, dificilmente virão me buscar.
Penso em Natasha. No tempo perdido. Gostaria que ela ainda estivesse aqui. Teria sido menos doloroso de suportar.
Eu poderia usar o resto de energia da estação para tentar entrar na atmosfera. Mas, além dos riscos, o que eu encontraria? O que estaria esperando por mim?
Talvez tenha chegado o momento dos humanos, como chegou o dos dinossauros há milhões de anos.
Entropia... a flecha do tempo... ordem transformando-se em caos... substâncias misturando-se inexoravelmente, civilizações desaparecendo... entropia.
quarta-feira, outubro 10, 2007
A novela Renascer foi um verdadeiro marco da televisão nos anos 1990 ao mostrar não só o texto brilhante de Benedito Rui Barbosa, mas também a direção cinematográfica de Luis Fernando Carvalho. A primeira fase da novela foi certamente o que de melhor a teledramaturgia brasileira produziu no período. Para não dizerem que estou mentindo, vejam a famosa cena em que o coronel Inocêncio finca o facão no jequitibá.
O Sandro, da banda Gaia, está disponibilizando suas músicas para download gratuito. Não deixe de ouvir "Para não dizer que não falei de açaí":
Dizem que a minha música é complicada demais para ser popular.
Dizem que eu deveria ser um pouco mais regional pra ganhar festival.
E nesse meio termo eu vou compondo assim...
Músicas com significados só pra mim.
Mas se você pensa igual, então já é importante.
Qualquer outro detalhe fica insignificante.
Pois a personalidade não se muda com a pressão e a minha regionalidade nem sempre vem exposta na canção.
você pode até morar nos states e de repente curtir o cd do Osmar.
Assim como eu posso curtir Pink Floyd sem nunca ter saído aqui do Amapá.
Esses são os milagres da globalização que infelizmente ainda convivem com a discriminação
que muitas vezes vem do próprio que se diz discriminado.
Cultiva o linear sem perceber que hoje tudo está linkado.
Os nomes podem mudar de região pra região mas na verdade tem o mesmo significado.
O que hoje a nossa molecada chama de rebeldes.
Para minha geração eram chamados rebarbados.
E nessa miscigenação global de uma só língua mundial quem sabe a gente não encontre por aí.
Um índio japonês de descendência afro-greco americana debruçado num pirão de açaí.
você pode até morar nos states e de repente curtir o cd do Osmar.
Assim como eu posso curtir Pink Floyd sem nunca ter saído aqui do Amapá.
Esses são os milagres da globalização que infelizmente ainda convivem com a discriminação
que muitas vezes vem do próprio que se diz discriminado.
Cultiva o linear sem perceber que hoje tudo está linkado.
O açaí que eu tomo aqui também eu tomo no sudeste e graças a exportação tomá-lo-ei em Budapeste.
E nessa teia rizomática onde está tudo ligado, vou tomar meu açaí com adoçante importado.
Ou enviá-lo para Europa para ser beneficiado, depois transformado em pó e por eu mesmo ser comprado.
Por um preço superior, pois foi industrializado com embalagem do Japão no processo de ser enlatado.
Então...Não me venha falar em regional.
Se até o seu produto típico já é multinacional.Não me venha falar... Em regional.
Devir lança segundo volume de Supremo
Por Sérgio Codespoti (09/10/07)A Devir colocou à venda o álbum Supremo: A Era de Prata (formato 16,5 x 24 cm, 216 páginas, R$ 49,90), segundo volume com as histórias do personagem escritas por Alan Moore. Na trama, uma homenagem ao mito do Superman, desde sua criação até os dias de hoje, numa viagem no tempo pelos grandes eventos que marcaram a história dos quadrinhos. Leia mais
Comentário: Esse é da estante. Tenho vários números em inglês e o primeiro encadernado da Devir. Os primeiros números eram desenhados pelo compadre Joe Bennett, numa época em que ele tinha que seguir o estilo Image. Mesmo assim seu desenho era bem melhor que a média Image e o lado artístico da história caiu muito depois que ele saiu do título.
terça-feira, outubro 09, 2007
Os trapalhões e o mágico de Oroz
Asssisti Os Trapalhões e o mágico de Oroz, filme de 1984 dirigido por Victor Lustosa e Dedé Santana, com roteiro de Renato Aragão, Victor Lustosa e Gilvan Pereira. Baseado no Mágico de Oz (filme de 1939, de Victor Fleming), o filme ultrapassa a mera imitação ao trazer a trama para o nordeste brasileiro e fazer uma carregada crítica social e política, mostrando os coronéis que se aproveitam da seca para aumentar seu poder e criar currais eleitoriais. E sempre é bom rever as palhaçadas da turma, num humor pastelão que os caracterizou. Era uma época em que o grupo era criativo. Nada a ver com o decadente A Turma do Didi. Uma curiosidade é a participação da Xuxa antes dela ficar famosa.

A crônica é um dos gêneros mais difícieis de serem classificados e, pior, de serem escritos. O Digestivo Cultural publica um ótimo texto que fala desse gênero literário tipicamente nacional.
segunda-feira, outubro 08, 2007
O Blog Coisas a Pensar (antigo veracidade difusa) está cada vez melhor. O Carlos e o Alan, os dois colaboradores, têm a pena afinada, especialmente para as crônicas humorísticas. Está me fazendo lembrar do bom e velho Pijama Selvagem. Abaixo dois textos, um do Carlos e outro do Alan:
Gula , por Alan Lira
Chegando na pizzaria ele perguntou quanto custava o rodízio de pizzas- R$ 15,90- respondeu o garçom. O homem pensou um pouco e concordou em pagar o valor.
Comeu a primera fatia, depois outra, e outra, mais outra, afinal de contas ele estava pagando e tinha direitos. Quando estava na sexta fatia pediu uma coca-cola de dois litros, e continuou a comer. Quando acabou de comer a décima fatia, começou a passar mal, estava com ânsia de vômito e acabou vomitando no chão.
As pessoas que estavam nas mesas próximas se afastaram, o pessoal responsável pela limpeza limpou o chão e o gerente perguntou se o homem estava melhor e se ele queria pagar a conta naquele momento.
- Não- disse o homem nem um pouco envergonhado depois de ter vomitado na frente de várias pessoas- tô pagando, tenho direitos, vou continuar comendo.
O homem pediu outra coca-cola e voltou a comer. Comeu doze pedaços de pizza. Seu estômago estava cheio de comida. Levantou a camisa e deixou a barriga exposta. Estava com traquicardia, pediu para que trouxessem um lenço umidecido com álcool, para ajudar na respiração. Depois de dez minutos, respirando melhor, voltou a comer.
Comeu quinze fatias de pizza, depois disso caiu no chão, morto de tanto comer.
Ao chegar nos portões celestiais, São Pedro perguntou a causa da morte do homem.
Ele disse:
- Para falar a verdade, eu não sei ao certo. Eu estava comendo numa pizzaria, tranqüilo, havia pago, tinha todos os direitos, então de repente eu morri. Não sei qual a causa, mas acho que fui envenenado.
Desempregado desesperado., por Carlos Eduardo
Sem esperança. Essa é a palavra que escolheria se lhe perguntassem qual a melhor definição dos seus últimos dias. Isacky estava desiludido com a vida. Não bebia, não comia e nem mais transava com a esposa.
O começo de seu fim teve inicio há quatro dias quando perdeu o emprego. O motivo disso? Foi pego cheirando cocaína na mesa do trabalho. O chefe disse que não queria viciados na empresa, seria um mal exemplo para os outros. Estava tudo acabado.
Para piorar a situação, Isacky não tinha terminado o ensino fundamental, pois sempre preferiu jogar bola com os amigos ao invés de estudar. Ele achava que a escola era para burros. Que ironia, nesse exato momento ele desejava ser um daqueles burros com diploma.
– Puta que pariu, to ferrado! Tenho oito filhos e minha mulher ainda ta grávida! Se não conseguir trabalho vamos passar fome. Me ajuda Deus! – Eram coisas como essa que ele pensava.
O último emprego havia conseguido por causa de um conhecido, pura sorte. Achar outra boca de fumo que o aceitassem como empregado seria difícil.
Gula , por Alan Lira
Chegando na pizzaria ele perguntou quanto custava o rodízio de pizzas- R$ 15,90- respondeu o garçom. O homem pensou um pouco e concordou em pagar o valor.
Comeu a primera fatia, depois outra, e outra, mais outra, afinal de contas ele estava pagando e tinha direitos. Quando estava na sexta fatia pediu uma coca-cola de dois litros, e continuou a comer. Quando acabou de comer a décima fatia, começou a passar mal, estava com ânsia de vômito e acabou vomitando no chão.
As pessoas que estavam nas mesas próximas se afastaram, o pessoal responsável pela limpeza limpou o chão e o gerente perguntou se o homem estava melhor e se ele queria pagar a conta naquele momento.
- Não- disse o homem nem um pouco envergonhado depois de ter vomitado na frente de várias pessoas- tô pagando, tenho direitos, vou continuar comendo.
O homem pediu outra coca-cola e voltou a comer. Comeu doze pedaços de pizza. Seu estômago estava cheio de comida. Levantou a camisa e deixou a barriga exposta. Estava com traquicardia, pediu para que trouxessem um lenço umidecido com álcool, para ajudar na respiração. Depois de dez minutos, respirando melhor, voltou a comer.
Comeu quinze fatias de pizza, depois disso caiu no chão, morto de tanto comer.
Ao chegar nos portões celestiais, São Pedro perguntou a causa da morte do homem.
Ele disse:
- Para falar a verdade, eu não sei ao certo. Eu estava comendo numa pizzaria, tranqüilo, havia pago, tinha todos os direitos, então de repente eu morri. Não sei qual a causa, mas acho que fui envenenado.
Desempregado desesperado., por Carlos Eduardo
Sem esperança. Essa é a palavra que escolheria se lhe perguntassem qual a melhor definição dos seus últimos dias. Isacky estava desiludido com a vida. Não bebia, não comia e nem mais transava com a esposa.
O começo de seu fim teve inicio há quatro dias quando perdeu o emprego. O motivo disso? Foi pego cheirando cocaína na mesa do trabalho. O chefe disse que não queria viciados na empresa, seria um mal exemplo para os outros. Estava tudo acabado.
Para piorar a situação, Isacky não tinha terminado o ensino fundamental, pois sempre preferiu jogar bola com os amigos ao invés de estudar. Ele achava que a escola era para burros. Que ironia, nesse exato momento ele desejava ser um daqueles burros com diploma.
– Puta que pariu, to ferrado! Tenho oito filhos e minha mulher ainda ta grávida! Se não conseguir trabalho vamos passar fome. Me ajuda Deus! – Eram coisas como essa que ele pensava.
O último emprego havia conseguido por causa de um conhecido, pura sorte. Achar outra boca de fumo que o aceitassem como empregado seria difícil.
Há algum tempo ganhei de uma amiga "Quando Nietzsche chorou", de Irvin D. Yalom. Pela amizade, tentei ler, mas parecia algo tão sem sentido. Pensei que fosse algo non-sense, mas não conseguia achar engraçado. Por mais que me esforçasse, não consegui passar da página 39. Aí minha mulher pegou o filme e tentei assistir. Não consegui passar da metade. Aparentemente é a história de como Nietzsche fez Josef Breuer, um dos pais da psicanálise, ficar doido. Percebe-se um certo propósito de resgatar a origem da psicanálise, mas isso é feito de forma canhestra se formos comparar com Freud, além da alma, por exemplo. No final, acaba sendo apenas um filme de humor camp. Se bem que, pensando bem, o humor camp até que era divertido.

HISTÓRIA DOS QUADRINHOS 6
Tarzan
Além de Buck Rogers, outro grande expoente da fase aventura foi Tarzan. O personagem foi criado por Edgar Rice Burroughs em 1912, numa revista pulp. O primeiro livro foi vendido para a editora por apenas 700 dólares. Um ano depois já tinha se tornado um dos maiores best sellers da literatura universal.
Com o tempo o rei dos macacos tornou-se o mais consagrado personagem do século XX e legou ao seu criador uma fortuna de 20 milhões de dólares.
Ao contrário da versão cinematográfica, em que Tarzan era um selvagem monossilábico, na literatura ele era um Lord inglês, que fora criado pelos macacos e, de tão inteligente, aprendera a ler sozinho. Seu nome, na linguagem dos macacos criada por Burroughs, significa pele branca (Tar – branca, zan – pele). Dizem que quando se deparou com o original de um livro de Tarzan, o editor teria dito: “É a história mais excitante que já conheci!”.
Logo cartas de fãs começaram a chegar na editora exigindo uma segunda aventura. Os livros, 26 ao todo, foram traduzidos em 31 línguas, incluindo o mandarim e o esperanto. Até os soviéticos se renderam ao carisma do rei dos macacos.
O personagem estreou no cinema em 1918, com Tarzan dos Macacos, sendo o primeiro filme da história a arrecadar mais de um milhão de dólares.
Com o dinheiro que ganhou, Burroughs montou uma fazenda em homenagem ao personagem e deu-lhe o nome de Tarzana.
No início da década de 1930 a marca Tarzan estava em tudo. Além do cinema, o personagem estrelava propagandas de cremes dentais, sorvetes e até gasolina (“Dirija com o poder de Tarzan!”). Eram vendidos a faca de tarzan, estatuetas de Tarzan e calções de Tarzan.
Com tanto sucesso, não foi surpresa quando o personagem apareceu nas tiras de quadrinhos. Mas, com medo de que seu personagem fosse mais uma vez deturpado, como foi no cinema, Burroughs exigiu que a versão fosse a mais fiel possível.
Para ilustrá-la foi chamado Harold Foster, um desenhista publicitário de talento.
Foster, antes de se tornar desenhista, fizera de tudo um pouco. Passara a infância nas florestas do Canadá, caçando, pescando. Depois trabalhara como guarda-florestal. Depois disso, vendeu jornais, foi boxeador profissional e garimpeiro. Chegou a descobrir uma mina no valor de um milhão de dólares, que lhe foi usurpada.
Em 1921 foi de bicicleta a Chicago, onde estudou desenho de noite enquanto trabalhava de dia.
Embora o tempo de execução fosse muito curto, Foster acabou aceitando desenhar as tiras diárias de Tarzan, mas se recusou a usar balões. O texto e os diálogos eram colocados abaixo dos quadros, um recurso que lhe dava a certeza de que seu desenho não sofreria perdas.
A primeira tira de Tarzan surgiu no dia 7 de janeiro de 1929 e foi um sucesso imediato. Além da popularidade do personagem, a história ganhava muito com o ótimo traço de Hall Foster, um dos mais perfeitos desenhistas de quadrinhos de todos os tempos.
Depois de 60 tiras, Foster completou a história do primeiro livro e abandonou o personagem. Fazer uma tira por dia era um sufoco grande demais. Mas, como Burroughs gostava muito de seu traço, ele foi chamado para fazer páginas dominicais, um novo formato no qual ele se tornaria mestre.
Em 1937 ele abandona Tarzan para se dedicar ao Príncipe Valente, uma criação sua, e é substituído por Burne Hogarth. Hogarth era considerado um mestre da anatomia e levou o personagem ao seu ponto alto. Depois dele vieram outros nomes igualmente importantes, como Russ Manning e Joe Kubert.
Realista somente no desenho, o Tarzan dos quadrinhos era, acima de tudo, um aventureiro. Encontrando cidades perdidas (parece que havia muitas naquela época), lutando com gorilas gigantescos, enfrentando dinossauros e salvando lindas princesas, o único limite para suas aventuras era a imaginação dos roteiristas... e esse limite era tão elástico quanto o interesse dos leitores.
Tarzan
Além de Buck Rogers, outro grande expoente da fase aventura foi Tarzan. O personagem foi criado por Edgar Rice Burroughs em 1912, numa revista pulp. O primeiro livro foi vendido para a editora por apenas 700 dólares. Um ano depois já tinha se tornado um dos maiores best sellers da literatura universal.
Com o tempo o rei dos macacos tornou-se o mais consagrado personagem do século XX e legou ao seu criador uma fortuna de 20 milhões de dólares.
Ao contrário da versão cinematográfica, em que Tarzan era um selvagem monossilábico, na literatura ele era um Lord inglês, que fora criado pelos macacos e, de tão inteligente, aprendera a ler sozinho. Seu nome, na linguagem dos macacos criada por Burroughs, significa pele branca (Tar – branca, zan – pele). Dizem que quando se deparou com o original de um livro de Tarzan, o editor teria dito: “É a história mais excitante que já conheci!”.
Logo cartas de fãs começaram a chegar na editora exigindo uma segunda aventura. Os livros, 26 ao todo, foram traduzidos em 31 línguas, incluindo o mandarim e o esperanto. Até os soviéticos se renderam ao carisma do rei dos macacos.
O personagem estreou no cinema em 1918, com Tarzan dos Macacos, sendo o primeiro filme da história a arrecadar mais de um milhão de dólares.
Com o dinheiro que ganhou, Burroughs montou uma fazenda em homenagem ao personagem e deu-lhe o nome de Tarzana.
No início da década de 1930 a marca Tarzan estava em tudo. Além do cinema, o personagem estrelava propagandas de cremes dentais, sorvetes e até gasolina (“Dirija com o poder de Tarzan!”). Eram vendidos a faca de tarzan, estatuetas de Tarzan e calções de Tarzan.
Com tanto sucesso, não foi surpresa quando o personagem apareceu nas tiras de quadrinhos. Mas, com medo de que seu personagem fosse mais uma vez deturpado, como foi no cinema, Burroughs exigiu que a versão fosse a mais fiel possível.
Para ilustrá-la foi chamado Harold Foster, um desenhista publicitário de talento.
Foster, antes de se tornar desenhista, fizera de tudo um pouco. Passara a infância nas florestas do Canadá, caçando, pescando. Depois trabalhara como guarda-florestal. Depois disso, vendeu jornais, foi boxeador profissional e garimpeiro. Chegou a descobrir uma mina no valor de um milhão de dólares, que lhe foi usurpada.
Em 1921 foi de bicicleta a Chicago, onde estudou desenho de noite enquanto trabalhava de dia.
Embora o tempo de execução fosse muito curto, Foster acabou aceitando desenhar as tiras diárias de Tarzan, mas se recusou a usar balões. O texto e os diálogos eram colocados abaixo dos quadros, um recurso que lhe dava a certeza de que seu desenho não sofreria perdas.
A primeira tira de Tarzan surgiu no dia 7 de janeiro de 1929 e foi um sucesso imediato. Além da popularidade do personagem, a história ganhava muito com o ótimo traço de Hall Foster, um dos mais perfeitos desenhistas de quadrinhos de todos os tempos.
Depois de 60 tiras, Foster completou a história do primeiro livro e abandonou o personagem. Fazer uma tira por dia era um sufoco grande demais. Mas, como Burroughs gostava muito de seu traço, ele foi chamado para fazer páginas dominicais, um novo formato no qual ele se tornaria mestre.
Em 1937 ele abandona Tarzan para se dedicar ao Príncipe Valente, uma criação sua, e é substituído por Burne Hogarth. Hogarth era considerado um mestre da anatomia e levou o personagem ao seu ponto alto. Depois dele vieram outros nomes igualmente importantes, como Russ Manning e Joe Kubert.
Realista somente no desenho, o Tarzan dos quadrinhos era, acima de tudo, um aventureiro. Encontrando cidades perdidas (parece que havia muitas naquela época), lutando com gorilas gigantescos, enfrentando dinossauros e salvando lindas princesas, o único limite para suas aventuras era a imaginação dos roteiristas... e esse limite era tão elástico quanto o interesse dos leitores.
Compre o livro De Tarzan a Homer Simpson no Submarino.
Humor de René Goscinny é analisado em nova biografia
Por Sérgio Codespoti (05/10/07)
Goscinny - la Liberte d'en Rire, livro de Pascal Ory, é uma nova biografia de Goscinny, com lançamento previsto para outubro, pela editora Perrin.
Ory é professor da universidade de Sorbonne, no curso de ciências políticas, e um especialista em quadrinhos de renome.
René Goscinny, pai de personagens como Lucky Luke e Asterix, é, sem dúvida, o mais importante roteirista de quadrinhos da língua francesa. O escritor faleceu em 1977, aos 51 anos, vítima de uma parada cardíaca. Leia mais
Goscinny - la Liberte d'en Rire, livro de Pascal Ory, é uma nova biografia de Goscinny, com lançamento previsto para outubro, pela editora Perrin.
Ory é professor da universidade de Sorbonne, no curso de ciências políticas, e um especialista em quadrinhos de renome.
René Goscinny, pai de personagens como Lucky Luke e Asterix, é, sem dúvida, o mais importante roteirista de quadrinhos da língua francesa. O escritor faleceu em 1977, aos 51 anos, vítima de uma parada cardíaca. Leia mais
sábado, outubro 06, 2007
Hoje é dia de protesto virtual. Uma rede de blogs no mundo todo sobe um post e uma imagem como essa acima para apoiar a livre expressão na Birmânia, que sofre com as ações violentas de um governo militar ditatorial.A Birmânia fica entre a Tailândia, China e Índia. Já foi submetida a grandes repressões. A última delas no final da década de 80. Mas não havia internet.Desta vez, a reação popular, apoiada de forma desconcertante e bela por milhares de monges budistas, foi "televisionada" por celulares que colocaram a manifestação na rede em tempo real. De início, o governo menosprezou a força dos blogueiros. Aos poucos percebeu que estava ali seu principal inimigo. Foi uma batalha e tanto. Além do tradicional método da chibata, com centenas desses correspondentes ocasionais presos e torturados, os ditadores birmaneses chegaram ao absurdo de colocar hackers para invadir blogs e sites que forneciam informação para o exterior e até mesmo de cortar a energia elétrica e as linhas de telefone. Uma país inteiro mergulhou literalmente na escuridão e na desconexão com o mundo. Leia mais no blog do Tas
sexta-feira, outubro 05, 2007
Marketing de guerrilha
A guerrilha chegou à política. O deputado federal Davi Alcolumbre está fazendo ações de guerrilha nas proximidades de faculdade. Quem passa, recebe um marcador de livro com calendário e um jornal jovem chamado Magazine político.
Chove chuva
Hoje está chovendo em Macapá. É um alento porque a temperatura estava insuportável. Nada mais agradável do que estar em casa, num dia de chuva, lendo um livro. Como aqui em casa temos várias árvores (um cajueiro, um abacateiro, uma aceroleira, um jambeiro e uma goiabeira), os passarinhos que ficam nos galhos, comendo frutas, acordaram ouriçados com a chuva, cantando uns para os outros.
Assisti Babel, de González Iñárritu. Sem dúvida um ótimo filme, que reflete da realidade da globalização em que tudo está linkado. Quatro grupos de pessoas sem nenhuma relação direta entre si são conectados quando uma turista norte-americana é atingida por um tiro no Marrocos e o governo dos EUA consideram o fato um ato terrorista. A direção segura de González Iñárritu é um dos atrativos do filme, mas o que realmente chama a atenção é o roteiro de Guillermo Arriaga.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Mais uma do livro 200 perguntas sobre o nazismo
O que eram os protocolos dos sábios de sião?
Os protocolos dos sábios de sião é um texto falso, redigido na época da Rússia Czarista, que descrevia um projeto de dominação mundial por parte dos judeus. Segundo o livro, o texto seria a ata de uma reunião ocorrida a portas fechadas na Basiléia no ano de 1807, na qual vários maçons, judeus, bolcheviques e rosacruzes teriam se reunido para elaborar um plano de destruição do cristianismo.
Entre os planos estavam explosões em cidades européias e inocular tifo em chefes de estado. Quando o mundo estivesse totalmente dominado, esses grupos iriam estuprar as mulheres cristãs e escravizar seus maridos.
Desde sua primeira publicação, várias investigações foram feitas e todas demonstraram que se tratava de uma fraude. Um artigo no The Time of London, de 16 a 18 de agosto de 1921 demonstrou que o texto era plágio de vários outros textos, entre eles sátiras políticas, como O diálogo no inferno entre Maquiavel e Montesquieu, de Maurice Joly. A inovação ficou por conta do caráter anti-semita do texto.
O quadrinista Will Eisner realizou uma extensa pesquisa sobre o assunto, publicada na graphic novel O complô. Na HQ, Eisner mostra que a origem do texto se deve a uma intriga política na Rússia.
Os protocolos foram o principal argumento usado pelos nazistas para justificar o extermínio de judeus.
Entre os planos estavam explosões em cidades européias e inocular tifo em chefes de estado. Quando o mundo estivesse totalmente dominado, esses grupos iriam estuprar as mulheres cristãs e escravizar seus maridos.
Desde sua primeira publicação, várias investigações foram feitas e todas demonstraram que se tratava de uma fraude. Um artigo no The Time of London, de 16 a 18 de agosto de 1921 demonstrou que o texto era plágio de vários outros textos, entre eles sátiras políticas, como O diálogo no inferno entre Maquiavel e Montesquieu, de Maurice Joly. A inovação ficou por conta do caráter anti-semita do texto.
O quadrinista Will Eisner realizou uma extensa pesquisa sobre o assunto, publicada na graphic novel O complô. Na HQ, Eisner mostra que a origem do texto se deve a uma intriga política na Rússia.
Os protocolos foram o principal argumento usado pelos nazistas para justificar o extermínio de judeus.
'Novo acidente aéreo no Brasil é questão de tempo', diz entidade internacional
O presidente da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca), Marc Baumgartner, afirma que ''é uma questão de tempo para que um novo acidente aéreo volte a acontecer no Brasil''. Sua opinião é compartilhada por outros dirigentes da entidade.
''A FAB (Força Aérea Brasileira) investiu muita energia para prender e perseguir os seus próprios funcionários. Mas nenhuma energia para corrigir as falhas que possui em seu sistema (aéreo)'', diz Baumgartner. Leia mais
''A FAB (Força Aérea Brasileira) investiu muita energia para prender e perseguir os seus próprios funcionários. Mas nenhuma energia para corrigir as falhas que possui em seu sistema (aéreo)'', diz Baumgartner. Leia mais
quarta-feira, outubro 03, 2007
Caso de polícia
Qual é o objetivo da Companhia de Eletricidade do Amapá? Fornecer eletricidade e iluminação pública para a população, certo? Errado. Os moradores de um bairro em Macapá, vendo-se totalmente no escuro por falta de iluminação pública, fizeram uma vaquinha e compraram luminárias para colocar nos postes. O que a CEA fez? Passou por ali e simplesmente retirou as luminárias. O caso foi parar na delegacia, com os moradores registrando um boletim de ocorrência.
Acabei de ler o volume 28 de Lobo Solitário. O último da série. É o tipo de história que te prende, fazendo com que você comece a ler e não consiga parar. Uma vez, entrevistando Cláudio Seto por e-mail, ele me escrevia sobre características culturais dos japoneses e eu as comparava com a cultura dos mineiros. No Japão, você só aceita favores ou presentes de pessoas que respeita e nas quais confia, porque depois você fica no compromisso de retribuir esse favor. Por isso, recusar um presente ou um favor é a maior das ofensas: é como se a pessoa que recusa estivesse dizendo: eu não confio em você. Em Lobo Solitário, embora Ito Ogami e Retsudô Yagyu sejam inimigos e estejam duelando na tentativa de matar um ao outro, eles se respeitam a ponto de fazerem favores um para o outro. Quando Yagyu é preso, Ogami vai lá, perguntar se ele quer ser solto. Antes da batalha final, Yagyu manda um homem amolar a espada de Ogami.
O Blog do amigo Carlos Eduardo (Coisas a pensar) está cada vez melhor. Confiram o conto Meu doce assassino.
O Neorama de quadrinhos traz uma matéria sobre Stardust, a HQ de Neil Gaiman que recentemente virou filme.
Da estante

Heróis em ação foi uma revista que marcou época. Na época os melhores quadrinhos da DC Comics eram publicados ali, como Novos Titãs e, principalmente, o Esquadrão Atari. Esse último era uma história de ficção científica com personagens carismáticos e desenho do espetacular Garcia Lopez. Gerry Conway, um roteirista irregular, que fazia coisas muito boas ou muito ruins, estava num momento inspirado, pois fez ótimo trabalho no Esquadrão. A aventura lembrava os seriados antigos, com o suspense no final do capítulo. O Universo HQ publicou uma matéria relembrando essa revista, que você pode conferir aqui. Falando em Garcia Lopez, no início da década de 1980 a Abril lançou uma coleção de figurinhas com os personagens da DC desenhadas por ele. A tais figurinhas tinham efeitos metálicos que maravilhavam a garotada. Infelizmente não comprei na época, mas gostaria muito de tê-lo feito.
terça-feira, outubro 02, 2007
Perry Rhodan
Responda rápido: Qual é a maior saga de ficção-científica de todos os tempos? Jornadas nas Estrelas? Guerra nas Estrelas? Flash Gordon? Se você respondeu qualquer um dos itens anteriores, errou. A resposta correta é Perry Rhodan, um personagem de livros alemães publicados ininterruptamente desde 1961.
No dia 21 de dezembro de 1999, a editora alemã VPM comemorou a marca de 2000 volumes publicados, apenas da série principal. Para se ter uma idéia do que isso representa, se uma pessoa lesse um livro por dia, todos os dias, levaria mais de cinco anos para ler a série toda. A história de Perry Rhodan começa no final dos anos cinqüenta. Na época a ficção científica na Alemanha era totalmente dominada pelo material inglês e norte-americano. Os alemães só conseguiam publicar sob pseudônimo inglês. Foi quando um grupo de autores se reuniu para publicar uma série utópica futurista. Assim nascia Perry Rhodan, um astronauta americano que, em viagem à Lua, encontra uma nave de uma civilização super-desenvolvida, os arcônidas, e seus dois ocupantes. Voltando à Terra, ele usa a tecnologia alienígena para impedir uma guerra nuclear e funda a Terceira Potência, unindo a humanidade em torno de um ideal: a conquista do espaço.
Nem mesmo os autores achavam que a série fosse durar mais que trinta números. Durou. O sucesso foi tão estrondoso que os primeiros números foram rapidamente reeditados e Perry Rhodan passou a ser publicado em diversos países, inclusive no Brasil. O grande segredo da série é que os autores nunca deixaram cair a qualidade literária. Além disso, Perry Rhodan nunca resvalou no lugar comum. Seus episódios eram muito criativos e bem escritos e os escritores não se furtavam a fazer críticas sociais ou experimentações estéticas.
Um de meus volumes prediletos é o de número 50, O Pseudo, escrito por Clark Darlton. O livro é uma adaptação da peça O Inspetor Geral, do dramaturgo russo Nicolai Gógol. Gógol escreveu sua peça como uma crítica ao autoritarismo e à corrupção do Estado Czarista. Darlton atualizou a discussão, transpondo-a para um cenário futurista. Outro livro que mereceu destaque foi o volume 1000, O Terrano, escrito por Willian Voltz, considerado uma das dez melhores obras de ficção-científica de todos os tempos.
Comparando-se Perry Rhodan a outras séries, ele tem um mérito indiscutível: é uma série literária de sucesso numa época em que as pessoas lêem cada vez menos. Embora tenha outros produtos, como filmes e jogos, Perry Rhodan firmou seu sucesso basicamente levando as pessoas a lerem ficção-científica de qualidade.
No Brasil a série foi publicada pela editora Tecnoprint S.A. a partir de 1975 e durou até o número 536. No início da década de oitenta o sucesso de Perry Rhodan chegou ao auge, as edições passaram a ser semanais e os primeiros números foram republicados em formato mais alongado e bonito. Quando a editora deixou de publicar o personagem com a alegação de que seria impossível oferecer uma publicação de qualidade a preços acessíveis aos leitores, os fãs passaram a se organizar para promover a volta do personagem. Surgiu o Perry Rhodan Fã Clube do Brasil (PRFCB), capitaneado por Alexandre Pereira dos Santos, que publica fanzines e mantém os fãs informados a respeito das novidades da série. Atualmente está em negociações com uma editora para a volta de Perry Rhodan no Brasil.
curiosidades:Quando os livros começaram a ser publicados, Perry Rhodan tinha aproximadamente 35 anos. Com o tempo ficou óbvio que uma só vida não seria o suficiente para tanta aventura. Os autores então inventaram várias artimanhas para fazer com que o personagem pudesse viver mais. O primeiro deles foi a ducha celular, que rejuvenescia quem passava por tratamento. Depois Rhodan ganhou um ativador celular que o tornou praticamente imortal. Atualmente o astronauta tem apenas três mil anos e ainda pretende assoprar muitas velinhas de aniversário. Um dos personagens mais queridos da série é um rato-castor chamado Gucky. Apesar da aparência ridícula - uma mistura de rato e castor, ele se tornou uma lenda por seus poderes (telecinésia, telepatia e teleportação) e sua impulsividade. Evite qualquer comentário à sua aparência, ou poderá voar pelos ares. A série Perry Rhodan antecipou vários dos principais ícones da ficção-científica da segunda metade do século. O conceito de exército de mutantes, por exemplo, apareceu na série dois anos antes do surgimento dos X-Men. Quem acha que os Borgs do Jornada nas Estrelas - Nova Geração são originais, nunca leu Perry Rhodan. Os pós-bis, uma raça de robôs cujo objetivo é destruir toda forma de vida orgânica, surgiu na série alemã no início dos anos sessenta.
No dia 21 de dezembro de 1999, a editora alemã VPM comemorou a marca de 2000 volumes publicados, apenas da série principal. Para se ter uma idéia do que isso representa, se uma pessoa lesse um livro por dia, todos os dias, levaria mais de cinco anos para ler a série toda. A história de Perry Rhodan começa no final dos anos cinqüenta. Na época a ficção científica na Alemanha era totalmente dominada pelo material inglês e norte-americano. Os alemães só conseguiam publicar sob pseudônimo inglês. Foi quando um grupo de autores se reuniu para publicar uma série utópica futurista. Assim nascia Perry Rhodan, um astronauta americano que, em viagem à Lua, encontra uma nave de uma civilização super-desenvolvida, os arcônidas, e seus dois ocupantes. Voltando à Terra, ele usa a tecnologia alienígena para impedir uma guerra nuclear e funda a Terceira Potência, unindo a humanidade em torno de um ideal: a conquista do espaço.
Nem mesmo os autores achavam que a série fosse durar mais que trinta números. Durou. O sucesso foi tão estrondoso que os primeiros números foram rapidamente reeditados e Perry Rhodan passou a ser publicado em diversos países, inclusive no Brasil. O grande segredo da série é que os autores nunca deixaram cair a qualidade literária. Além disso, Perry Rhodan nunca resvalou no lugar comum. Seus episódios eram muito criativos e bem escritos e os escritores não se furtavam a fazer críticas sociais ou experimentações estéticas.
Um de meus volumes prediletos é o de número 50, O Pseudo, escrito por Clark Darlton. O livro é uma adaptação da peça O Inspetor Geral, do dramaturgo russo Nicolai Gógol. Gógol escreveu sua peça como uma crítica ao autoritarismo e à corrupção do Estado Czarista. Darlton atualizou a discussão, transpondo-a para um cenário futurista. Outro livro que mereceu destaque foi o volume 1000, O Terrano, escrito por Willian Voltz, considerado uma das dez melhores obras de ficção-científica de todos os tempos.
Comparando-se Perry Rhodan a outras séries, ele tem um mérito indiscutível: é uma série literária de sucesso numa época em que as pessoas lêem cada vez menos. Embora tenha outros produtos, como filmes e jogos, Perry Rhodan firmou seu sucesso basicamente levando as pessoas a lerem ficção-científica de qualidade.

No Brasil a série foi publicada pela editora Tecnoprint S.A. a partir de 1975 e durou até o número 536. No início da década de oitenta o sucesso de Perry Rhodan chegou ao auge, as edições passaram a ser semanais e os primeiros números foram republicados em formato mais alongado e bonito. Quando a editora deixou de publicar o personagem com a alegação de que seria impossível oferecer uma publicação de qualidade a preços acessíveis aos leitores, os fãs passaram a se organizar para promover a volta do personagem. Surgiu o Perry Rhodan Fã Clube do Brasil (PRFCB), capitaneado por Alexandre Pereira dos Santos, que publica fanzines e mantém os fãs informados a respeito das novidades da série. Atualmente está em negociações com uma editora para a volta de Perry Rhodan no Brasil.
curiosidades:Quando os livros começaram a ser publicados, Perry Rhodan tinha aproximadamente 35 anos. Com o tempo ficou óbvio que uma só vida não seria o suficiente para tanta aventura. Os autores então inventaram várias artimanhas para fazer com que o personagem pudesse viver mais. O primeiro deles foi a ducha celular, que rejuvenescia quem passava por tratamento. Depois Rhodan ganhou um ativador celular que o tornou praticamente imortal. Atualmente o astronauta tem apenas três mil anos e ainda pretende assoprar muitas velinhas de aniversário. Um dos personagens mais queridos da série é um rato-castor chamado Gucky. Apesar da aparência ridícula - uma mistura de rato e castor, ele se tornou uma lenda por seus poderes (telecinésia, telepatia e teleportação) e sua impulsividade. Evite qualquer comentário à sua aparência, ou poderá voar pelos ares. A série Perry Rhodan antecipou vários dos principais ícones da ficção-científica da segunda metade do século. O conceito de exército de mutantes, por exemplo, apareceu na série dois anos antes do surgimento dos X-Men. Quem acha que os Borgs do Jornada nas Estrelas - Nova Geração são originais, nunca leu Perry Rhodan. Os pós-bis, uma raça de robôs cujo objetivo é destruir toda forma de vida orgânica, surgiu na série alemã no início dos anos sessenta.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Walter Klattu, um costumaz comentador deste blog, deixou o seguinte comentário:
"Um amigo me mostrou o material que Vc publicou em parceria com o Bené. Ele é fã de seu trabalho, junto ao Bené nas HQ’s. Tive a oportunidade de lê-lo, o material é muito bom. Parabéns!!!!
Imagino, as dificuldades de ter o trabalho publicado no Brasil. E tenho quase certeza, que vc’s devem ter feito mais coisas, e não tiveram oportunidade de publicar, ou mesmo terminar, por causa da ida do Bené para o mercado americano. Aposto, que Vc deve ter tido muitos projetos adiados, neste campo. Se isso for um fato. È uma pena, pois é uma imensa perda para a HQ’B."
De fato, a quantidade de trabalhos em parceria com o Bené Nascimento (Joe Bennett) foram muitas. Só para citar um exemplo, tínhamos uma HQ grande, chamada Coronel Ordem, que nunca foi publicada porque o arte-finalista não terminou o trabalho. Além disso, muita coisa foi publicada de forma como não queríamos. A série Refrão de Bolero saiu primeiro numa revista erótica da Nova Sampa, depois numa revista de terror. Poucas pessoas devem ter a saga toda. Depois que o Bené começou a trabalhar para o mercado norte-americano, tornou-se impossível continuar com a parceria por total falta de tempo dele. Sempre que nos encontramos, ele se empolga e começamos afazer algo, mas sempre que os prazos começam a apertar, ele abandona esses projetos. Uma pena.
"Um amigo me mostrou o material que Vc publicou em parceria com o Bené. Ele é fã de seu trabalho, junto ao Bené nas HQ’s. Tive a oportunidade de lê-lo, o material é muito bom. Parabéns!!!!
Imagino, as dificuldades de ter o trabalho publicado no Brasil. E tenho quase certeza, que vc’s devem ter feito mais coisas, e não tiveram oportunidade de publicar, ou mesmo terminar, por causa da ida do Bené para o mercado americano. Aposto, que Vc deve ter tido muitos projetos adiados, neste campo. Se isso for um fato. È uma pena, pois é uma imensa perda para a HQ’B."
De fato, a quantidade de trabalhos em parceria com o Bené Nascimento (Joe Bennett) foram muitas. Só para citar um exemplo, tínhamos uma HQ grande, chamada Coronel Ordem, que nunca foi publicada porque o arte-finalista não terminou o trabalho. Além disso, muita coisa foi publicada de forma como não queríamos. A série Refrão de Bolero saiu primeiro numa revista erótica da Nova Sampa, depois numa revista de terror. Poucas pessoas devem ter a saga toda. Depois que o Bené começou a trabalhar para o mercado norte-americano, tornou-se impossível continuar com a parceria por total falta de tempo dele. Sempre que nos encontramos, ele se empolga e começamos afazer algo, mas sempre que os prazos começam a apertar, ele abandona esses projetos. Uma pena.
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