segunda-feira, março 22, 2010
Ministério Público federal investiga trolls
Sim, existe uma procuradora federal investigando trolls. A informarmação é do blog Oleo do Diabo. É bom os trolls colocarem as barbas de molho...
Após desistir de ação, prefeito de Barueri chama CQC de babacas
Uma reportagem proibida pela Justiça de ser veiculada na semana passada, a pedido da Prefeitura de Barueri, será a principal atração do programa “Custe o Que Custar” (CQC) que vai ao ar nesta noite, às 22h15, na Band. A matéria mostra o suposto desvio de um aparelho de TV doado à Prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo. De acordo com texto publicado no site da Band, a equipe do programa utilizou um GPS instalado dentro do aparelho para rastreá-lo, e constatou a presença do equipamento na casa da diretora de uma escola da cidade. Leia mais
domingo, março 21, 2010
Santo Daime como redutor de danos para dependentes químicos
A morte de Glauco provocou na imprensa e na sociedade civil uma discussão fértil sobre o uso de substâncias psicoativas. Sua fé cristã aliada às práticas xamânicas dos caboclos da floresta é bem ilustrada por um episódio que marca o início da igreja Céu de Maria. Ao se mudar para a casa no Butantã, local da sua primeira igreja, Glauco se deparou com um pequeno grupo de meninos de rua que viviam na casa até então abandonada. Em vez de expulsá-los, iniciou com eles seus rituais, retirando alguns das ruas, que até hoje comungam o Santo Daime.
Esse tipo de coragem e fé encontrou ressonância em camadas da classe média urbana que frequentavam sua igreja, a maior do Brasil fora do Acre. E como acontece com toda igreja, o Céu de Maria também atraiu aflitos, em busca de redenção espiritual. A multidão emocionada no enterro de Glauco testemunha o profundo amor que ele conseguiu despertar e o reconhecimento do papel positivo que representou. Leia mais
Ps: Interessante texto de uma pessoa que conhece o assunto. Na guerra de desinformação, o pai de Cadu, orientado pelo advogado, está tentando vender a imagem de que o garoto era normal e feliz e ficou louco depois que passou a frequentar a igreja de Glauco. Ou seja: a estratégia de defesa é que Glauco era o culpado e morreu porque mereceu.
Esse tipo de coragem e fé encontrou ressonância em camadas da classe média urbana que frequentavam sua igreja, a maior do Brasil fora do Acre. E como acontece com toda igreja, o Céu de Maria também atraiu aflitos, em busca de redenção espiritual. A multidão emocionada no enterro de Glauco testemunha o profundo amor que ele conseguiu despertar e o reconhecimento do papel positivo que representou. Leia mais
Ps: Interessante texto de uma pessoa que conhece o assunto. Na guerra de desinformação, o pai de Cadu, orientado pelo advogado, está tentando vender a imagem de que o garoto era normal e feliz e ficou louco depois que passou a frequentar a igreja de Glauco. Ou seja: a estratégia de defesa é que Glauco era o culpado e morreu porque mereceu.
Pô, Dioclésio! Fora do contexto, ninguém é normal
“O que a gente fez foi desnudar, fotografar e radicalizar os argumentos do autor para mostrar o ridículo da situação. Queremos provar que com um pouco de má intenção qualquer um pode ver malícia em qualquer coisa, por mais inocente que seja. O segredo é tirar do contexto. Um fragmento da história sem situar o leitor, um frame do desenho animado sem mostrar seu porquê. Aí fica fácil achar pelo em ovo ou chifre em cabeça de cavalo” Pablo Peixoto, explicando que o blog Porra Maurício é uma crítica ao texto do "jornalista" Dioclésio Luz, no Observatório da Imprensa, no qual ele acusa a Turma da Mônica de incentivar o bulling.
sexta-feira, março 19, 2010
Ágora
Assisti Ágora, filme de Alejandro Amenábar. É um belíssimo filme sobre a filósofa Hipátia, uma das mentes mais brilhantes de sua época e que acabou morrendo nas mãos dos cristãos depois de ter sido torturada e humilhada por eles.
A película permite uma reflexão sobre vários assuntos e torna-se, desde já, grande candidato a ser exibido em aulas de história e filosofia, à semelhança de O nome da Rosa.
Além das questões filosóficas levantadas no filme (curioso ver os filósofos discutindo o sistema de Ptolomeu em que os planetas tinham uma órbita em torno da terra e uma outra órbita em torno de si mesmos), há as questões teológicas e históricas.
Os cristãos daquela época eram o equivalente hoje dos fanáticos islâmicos. A destruição da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos foi um crime contra humanidade equivalente ou até maior que a destruição do World Trade Center. Em termos culturais, maior, pois muito do conhecimento acumulado à época se perdeu.
O curioso é que isso foi feito por seguidores de Jesus, que dizia: "Ama a teu próximo como a ti mesmo". Não há nada nos ensinamentos de Jesus que mande escarnecer da crença alheia, ou matarm alguém, ou destruir bibliotecas, mesmo assim tudo isso foi feito em nome de Jesus.
Ou seja: parece que a humanidade não estava preparada para uma mensagem de paz e interpretou tudo errado. O que era para ser misericórdia virou intolerância, o que era para ser paz virou guerra. Tanto que, quando o paganismo foi varrido do império romano, os cristãos se voltaram contra si mesmos, com a igreja perseguindo os cristãos que não seguiam sua visão de mundo.
Claro, o cristianismo gerou grandes pensadores, como Santo Agostinho, São Tomás Aquino e Guilherme de Ockan, mas nem isso impediu que a bárbarie tomasse conta. Vide a Santa Inquisição.
quinta-feira, março 18, 2010
Guedes Manifesto lança Almanaque Meteoro
O blog Guedes Manifesto criado há cerca de um ano e meio pelo editor, escritor e roteirista Roberto Guedes (autor dos livros A Era de Bronze dos Super-Heróis, A Saga dos Super-Heróis Brasileiros e Quando Surgem os Super-Heróis), se transforma em selo editorial, e sua primeira publicação é o Almanaque Meteoro 1 (52 páginas, capa colorida, miolo P/B).
Trata-se de um genuíno prozine (fanzine só com autores profissionais), que segue na mesma tradição dos lendários Witzend de Wally Wood; Charlton Bullseye editado por Bob Layton; e Historieta, do saudoso Oscar Kern; misturando Quadrinhos, artigos, entrevistas e pin-ups.
Para a edição de estréia, o Almanaque apresenta o início da emocionante e aguardada série de Meteoro, Aquele Que Está Nos Ares. Publicado pela primeira vez em 1992, o Mascarado Voador estrelou diversas revistas no decorrer de quase 20 anos, até chegar aqui, modernizado para o novo milênio, desamarrado da velha continuidade, com uma nova identidade secreta, uma origem reformulada e uma proposta editorial que certamente irá cativar o leitor de imediato.
A tiragem é bem limitada, por isso não perca tempo! Para se adquirir a primeira edição do Almanaque Meteoro, basta entrar em contato com Roberto Guedes através do blog http://guedes-manifesto.blogspot.com/ ou diretamente pelo seu e-mail, clicando aqui (guedesbook@gmail.com). Em breve, endereços de bancas e comic shops que revenderão a edição serão divulgados no Manifesto. O título é trimestral.
domingo, março 14, 2010
sábado, março 13, 2010
Saudades do Glauco
Ontem nem tive tempo de postar algo sobre a morte do quadrinista Glauco, que chocou a todos nós. Talento puro, Glauco revolucionou o humor, influenciando até mesmo os amigos Angeli e Laerte, que eram mais antigos que ele na profissão. Além de grande artista, Glauco era um líder religioso, do Santo Daime, uma religião que mistura crenças indígenas e católicas.
Abaixo, coloco uma entrevista dele sobre sua atuação no Santo Daime.
Abaixo, coloco uma entrevista dele sobre sua atuação no Santo Daime.
quinta-feira, março 11, 2010
Artelectos chega ao número 4
A revista de quadrinhos experimentais de Edgar Franco chega ao número 4 trazendo mais algumas histórias com seu inconfundível traço ilustrando seu peculiar universo ficcional. A obra de Edgar, tantas vezes reconhecida no campo da pesquisa acadêmica e da música eletrônica, agora tem o aval de um dos mais renomados prêmios dos quadrinhos nacionais, o Troféu Bigorna, atribuído por especialistas na área.
Mais informação no site da editora Marca de Fantasia.
Mais informação no site da editora Marca de Fantasia.
Artigo sobre paradigmas na revista Filosofia
Já está nas bancas de Macapá o número 22 da revista Conhecimento Prático Filosofia que traz um artigo meu sobre o filósofo Thomas Kuhn e a teoria dos paradigmas. Interessante para quem se interessa pela teoria do conhecimento.
quarta-feira, março 10, 2010
Blog faz homenagem satírica ao Maurício de Sousa
A nova sensação da internet é o blog Porra Maurício, criado pelos roteiristas Fernando Marés e Pablo Peixoto. O blog foi criado para criticar um texto Dioclécio Luz no Observatório da Imprensa, que acusava a Mônica de praticar bulling e cobrava que as histórias fossem mais politicamente corretas. O texto do Dioclécio é muito ruim e sem a menor fundamentação, mas deu origem a esse ótimo fruto, que já foi elogiado até pelo Marurício. Acessem o blog e se preparem para rir: além dos ótimos recortes de histórias com erros de revisão (por exemplo, em um quadrinho, o Cebolinha aparece com dedos, e em outro sem dedos), o divertido são os comentários...
terça-feira, março 09, 2010
Eu e JJ Marreiro no MSP+50
Finalmente eu já posso contar: estou entre os artistas selecionados para a segunda edição do álbum de luxo MSP 50.
O álbum foi criado para comemorar os 50 anos de carreira de Maurício de Sousa. Foi um dos lançamentos mais elogiados de 2009. E também um dos grandes sucessos de venda, que se esgotou rapidamente em lojas virtuais, como o Submarino.
O sucesso e o fato de muitos artistas terem ficado de fora fizeram com que se decidisse fazer uma segunda edição... e eu fui convidado para participar dessa segunda edição em parceria com o desenhista cearence JJ Marreiro. O Sidney Gusman, coordenador editorial da MSP fez o convite ano passado, mas pediu sigilo. Só semana passada divulgou a informação, no seu Twitter: "A primeira das 3 duplas do MSP + 50 é... @giandanton (roteiro), do Amapá, e @jjmarreiro (arte), do Ceará. Vem coisa boa aí!"Eu cresci lendo as revistas do Maurício de Sousa, especialmente o gibi do Cebolinha que colecionei por toda a infância. Meus filhos cresceram lendo Turma da Mônica. Lembro de uma história do Capitão Feio e outra do Astronauta que meu filho pedia para ler para ele diversas vezes. Minha filha aprendeu a ler com as revistas do Maurício, aos quatro anos. Hoje, com 10, ela lê a Turma da Mônica Jovem e sabe tudo sobre os personagens criados pelo Maurício.
Então, o convite foi uma dupla alegria. A primeira, participar de uma homenagem a um artista que marcou a minha infância e a de meus filhos. A segundo é fazer isso em dupla com o JJ Marreiro, um dos artistas nacionais que mais admiro.
Claro que o peso da responsabilidade foi grande, mas no final, acho que chegamos a um resultado bom. Sidney Guman, ao ler o texto, escreveu no seu Twitter: "Editei há pouco o roteiro do @giandanton, que será desenhado pelo @jjmarreiro no MSP + 50. Uma perfeita HQ mauriciana, eu diria".
Agora a história está sendo desenhada pelo JJ. Quando tivermos alguma coisa, eu posto aqui.
domingo, março 07, 2010
Quadrinhos X Politicamente correto – mais um round
- Por Diogo Salles
Soa o gongo para mais um round na luta do humor e da HQ contra o patrulhamento politicamente correto. O último havia sido a polêmica do livro Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol. E eu que achava que já tinha visto de tudo, vi o recorde da vergonha alheia ser batido mais uma vez: um sujeito tentou mostrar que os quadrinhos da Turma da Mônica são um mau exemplo para as crianças porque são “conservadores”. Dê uma olhada na imagem acima. Viu como essa turminha representa uma grande ameaça ao seu filho? Medo!
Não será preciso desmontar as fraquíssimas argumentações do texto, porque isso já está feito. O que me assusta é o falso moralismo, a mentalidade primitiva e a mesquinhez do autor, que entre outras sandices, diz que a Mônica pratica “bulling” e que a Magali e o Cascão têm “desvios comportamentais”. Ora, não entendi. Com o perdão da indiscrição, mas será que o autor se deixou influenciar tão fácil pelo Cascão que parou de tomar banho? Nada contra, só perguntando. Ou será que ele, influenciado pela Mônica, passou a praticar o “bulling” lá no sindicato dele? leia mais
História dos quadrinhos
Grafipar
No final dos anos 1970, surgiu em Curitiba uma editora especializada em quadrinhos que tirou o foco do eixo Rio-São Paulo e conseguiu agregar alguns dos melhores artistas nacionais. Seu nome era Grafipar.
A Grafipar deu tão certo que vários desenhistas e roteiristas se mudaram para Curitiba, formando uma vila de quadrinistas, a única no Brasil de que se tem notícia. Entre eles: Bonini, Franco de Rosa (que depois viraria editor da Press, Nova Sampa, Escala e Mythos), Gustavo Machado, Watson, Ataíde Braz e Cláudio Seto, o samurai dos quadrinhos e grande mentor da turma da Grafipar. Um dos atrativos eram os salários, bons para a época, muito maiores, por exemplo, que o salário de um jornalista. O time de roteiristas da casa tinha nomes como Carlos Chagas, Nelson Padrella, Ataíde Brás, Júlio Emílio Brás e até o poeta Paulo Leminski.
Uma grande surpresa para a maioria do público é saber que Paulo Leminski escreveu quadrinhos. Na época a sua esposa, Alice Ruiz, editava uma revista astrológica, Horóscopo de Rose para a Grafipar e Leminski acabou fazendo alguns trabalhos para a editora. Ele adorava o trabalho do desenhista Júlio Shimamoto e talvez tenha escrito algo para ele. De certo mesmo, o poeta só escreveu quatro histórias. Duas para Cláudio Seto e duas para Rodval Matias.Vários desenhistas começaram suas carreiras ou se tornaram conhecidos dos fãs na Grafipar, entre eles Rodval Matias, Mozart Couto e Watson. Os dois primeiros tinham nítida influência de Frank Frazzetta, desenhista americano famoso por suas histórias de ficção fantástica.
Mozart Couto vinha de uma família conservadora do interior de Minas Gerais. Por isso, não desenhava erotismo, que era a principal fonte de renda da editora. Os outros desenhistas reclamavam, já que ele era único que fazia exclusivamente história de terror e fantasia. Posteriormente, quando a editora começou a entrar em decadência e os títulos se tornaram mais explícitos, ele começou a desenhar erotismo e não parou mais.
Era comum receberem visitas de fãs querendo conhecer Watson, o mais festejado desenhista da Grafipar. Como o seu traço era muito parecido com o do francês Moebius, eles achavam que ele era um homem alto e sofisticado. Ficavam decepcionados. Nordestino, Watson era baixinho, mirrado e vivia com frio. Passava os dias de inverno enfiado na cama, embrulhado no cobertor, vestindo uma toca de lã e desenhando numa mesinha de sala.A Grafipar lançou uma quantidade e uma variedade enorme de títulos. Começou com uma revista chamada Eros, mas como outra editora tinha direito sobre o nome, a publicação mudou para Quadrinhos Eróticos. Com a mudança de nome, as vendas dispararam e o dono da Grafipar se empolgou.
Depois de Quadrinhos Eróticos vieram Fargo, sobre faroeste, Sertão e Pampas, com histórias que se passavam no sul do país, Perícia, sobre crimes, Neuros, de terror, e Próton. Esta última pretendia seguir a linha Heavy Metal, misturando fantasia com ficção científica Quase todas as histórias, incluindo as policiais e de terror, tinham toques de erotismo. Não era propriamente pornografia, mas erotismo. Outra revista curiosa era a Super-gay, um descarado plágio do Capitão Gay, do humorista Jô Soares. Na revista, boa parte das personagens da DC e da Marvel ganhavam sua versão rosa-choque e tínhamos heróis como o Aquagay, o Thorvelhinho, o Húlia e o Flashhomo. As poucas mulheres que apareciam era... sapatões! O desenho era de Watson, que dava um verdadeiro show, botando no chinelo muitos desenhistas gringos. Mas Jô Soares, que sempre leu quadrinhos, descobriu a artimanha e reclamou à editora. O Super-gay foi vencido pelo Capitão Gay.
Outro grande momento da Grafipar foi a revista Fêmeas. Fêmeas apresentava histórias de aventura no melhor estilo Frank Frazzetta. Fêmeas eram as heroínas bárbaras, como Ulla, Maíra, Ssara e Hyania, que, entre uma aventura e outra transavam com vilões, heróis e qualquer um que aparecesse pela frente.
Um pouco antes da Grafipar completar cinco anos, a crise econômica acabou com a editora. As últimas revistas foram publicadas em 1983. Muitos desenhistas foram para São Paulo ou Rio de Janeiro. Os roteiristas foram trabalhar com publicidade ou jornalismo. Os ilustradores que ficaram tornaram-se chargistas de jornais ou pintores. Alguns, como Rogério Dias, tornaram-se artistas plásticos famosos e reconhecidos. O sonho havia acabado, mas a semente plantada ainda dá frutos. Atualmente Curitiba é um foco de quadrinhos de ótima qualidade, com revistas sucesso de público e crítica, como O Gralha e Manticore.
Saiba mais sobre a editora no Baú da Grafipar.
Saiba mais sobre a editora no Baú da Grafipar.
terça-feira, março 02, 2010
Anjo de dor
Até há pouco tempo existia um grande preconceito contra a literatura de terror brasileira. Acreditava-se que uma história passada em São Paulo, com personagens com o nome de Ricardo não conseguiriam chegar aos pés dos livros escritos nos EUA, com personagens chamados, por exemplo, Richard. Era um preconceito que dominava a literatura de gênero, incluindo a ficção-científica. Editoras colocavam banners em seus sites com os dizeres: “Não aceitamos originais de ficção-científica” ou “Não aceitamos originais de terror”.
Felizmente as coisas mudaram, e muito. O sucesso dos vampiros de André Vianco (Os sete) e da fantasia de Orlando Paes Filho (série Angus) abriu os olhos das editoras para os talentos nacionais. Graças a isso, podemos hoje ler obras como Anjo de dor (Devir) de Roberto de Souza Causo.
Roberto Causo é um dos mais importantes e respeitados nomes da literatura de gênero no Brasil. Começou a publicar profissionalmente no início da década de 1990, mesmo período em que organizou a I Convenção de ficção científica do Brasil, em Sumaré, São Paulo. O evento contou com a presença do badalado escritor Orson Scott Card. Roberto foi um dos classificados no Concurso de contos Jerônimo Monteiro, promovido pela célebre Isaac Assimov Magazine, editada pela Record, que marcou época, influenciando toda uma geração de fãs e escritores. Colaborou com a revista publicando, além de contos, entrevista e resenhas. Desde então, tem publicado textos sobre literatura gênero nos mais diversos veículos, de Playboy à Cult. Também é um conhecido organizador de coletâneas, como Dinossauria Tropicalia (GRD, 1994), Rumo à Fantasia (Devir, 2009) e Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (Devir, 2008), além de ter publicado romances, como A corrida do rinoceronte (Devir, 2006).
O anjo de dor, sua mais recente publicação mostra que o preconceito contra o horror nacional é apenas isso: preconceito. Causo começou a escrevê-lo em 1990, num barracão que foi o que restou da cozinha e do banheiro da casa de seus pais, derrubada pela prefeitura de Sumaré para ampliação de uma avenida. Antes dele, quem ocupava o lugar era um ex-pugilista chamado Ricardo. O texto era escrito de madrugada, em uma velha máquina Olivetti. Leia mais no Digestivo Cultural.
Felizmente as coisas mudaram, e muito. O sucesso dos vampiros de André Vianco (Os sete) e da fantasia de Orlando Paes Filho (série Angus) abriu os olhos das editoras para os talentos nacionais. Graças a isso, podemos hoje ler obras como Anjo de dor (Devir) de Roberto de Souza Causo.
Roberto Causo é um dos mais importantes e respeitados nomes da literatura de gênero no Brasil. Começou a publicar profissionalmente no início da década de 1990, mesmo período em que organizou a I Convenção de ficção científica do Brasil, em Sumaré, São Paulo. O evento contou com a presença do badalado escritor Orson Scott Card. Roberto foi um dos classificados no Concurso de contos Jerônimo Monteiro, promovido pela célebre Isaac Assimov Magazine, editada pela Record, que marcou época, influenciando toda uma geração de fãs e escritores. Colaborou com a revista publicando, além de contos, entrevista e resenhas. Desde então, tem publicado textos sobre literatura gênero nos mais diversos veículos, de Playboy à Cult. Também é um conhecido organizador de coletâneas, como Dinossauria Tropicalia (GRD, 1994), Rumo à Fantasia (Devir, 2009) e Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (Devir, 2008), além de ter publicado romances, como A corrida do rinoceronte (Devir, 2006).
O anjo de dor, sua mais recente publicação mostra que o preconceito contra o horror nacional é apenas isso: preconceito. Causo começou a escrevê-lo em 1990, num barracão que foi o que restou da cozinha e do banheiro da casa de seus pais, derrubada pela prefeitura de Sumaré para ampliação de uma avenida. Antes dele, quem ocupava o lugar era um ex-pugilista chamado Ricardo. O texto era escrito de madrugada, em uma velha máquina Olivetti. Leia mais no Digestivo Cultural.
segunda-feira, março 01, 2010
Artigo sobre paradigmas na revista Filosofia
A edição 22 da revista Conhecimento Prático Filosofia traz um artigo meu sobre o filósofo Thomas Kuhn, autor da teoria dos paradigmas. A revista já está disponível na região sudeste e deve chegar em Macapá na próxima semana. O meu artigo sobre Edgar Morin, capa do número 21 chamou a atenção de outra publicação, que pediu para republicar. Quando tiver mais detalhes, aviso. Con-gozada: lixo e poluição sonora
Quando em morava no bairro da Cidade Nova, em Belém, tínhamos um Centro Comunitário e realizávamos várias atividades culturais. Concurso de música, campeonato de xadrez, cursos, oficinas, etc. Nunca incomodamos ninguém. Mesmo o concurso de música era dentro do centro, e o som era sempre no volume certo para não incomodar os vizinhos. Além disso, fazíamos campanhas de conscientização quanto a questões como o lixo urbano. Eu fico comparando a experiência da Cidade Nova com a do Congós, onde moro atualmente.
Parece que no Congós as pessoas só reúnem para incomodar os outros e ajudar alguns a faturar. Não há nenhuma preocupação ambiental ou cultural. Exemplo disso é o bloco Congozada. Para começar, nunca ouvi falar em bloco em área residencial. Geralmente os blocos ocorrem em locais não-residenciais justamente para não incomodar. O "evento" aconteceu ontem, em pleno domingo, começou de tarde e varou a noite. As músicas, claro, eram de gosto duvidoso e o som era tão estrondoso que as paredes de minha casa tremiam. Eu, havia trabalhado sábado e domingo e, ao contrário dos organizadores da Congozada ia trabalhar na segunda de manhã. Mas não pude descansar. Quem consegue dormir com som alto?
O resultado pode ser visto nas fotos que ilustram este post: muito, muito lixo espalhado pelos locais por onde passou a Congo-zada.
O mais curioso é o evento, aparentemente, teve autorização da Secretaria de Meio Ambiente. quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Didi Mangá
A editora escala está lançando a versão mangá do comediante Didi. A produção é do estúdio Activa, do Franco de Rosa, com roteiros de Debrah Demaris e arte de Ivan Rodrigues, Arthur Garcia, Alexandra Matos, Antonio Lima, entre outros. Parece que a febre de fazer versões mangá de personagens realmente pegou depois do sucesso da Turma da Mônica Jovem e da Lulu teen. Aliás, eu jurava que a Lulu Teen ia ser um fracasso, mas comprei o primeiro exemplar e dei para a minha filha ler. Ela gostou.. e foi um sucesso. Então é possível que essa versão mangá do Didi também faça sucesso. Vai depender mais da qualidade dos roteiros e desenhos do que da popularidade do trapalhão Didi, que está mais sem-graça do que nunca. Espero que faça sucesso principalmente por causa do chapa Franco de Rosa, um grande batalhador dos quadrinhos nacionais, que está merecendo um sucesso de banca.
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